O Sul em Cima 45 – BAJOFONDO
Bajofondo (anteriormente conhecido como Bajofondo Tango Club) é um grupo musical de tango eletrônico formado por músicos argentinos e uruguaios. Seus integrantes são: Gustavo Santaolalla, Juan Campodónico, Luciano Supervielle, Verónica Loza, Martín Ferrés, Javier Casalla, Adrián Sosa e Gabriel Casacuberta.
Desde que foi criado em 2002, o grupo multinacional Bajofondo – percorreu uma trajetória impar. Ganhou vários outros prêmios, revolucionou um gênero musical tido até então como intocável, vendeu milhares de cópias em todo o mundo, ganhou fama internacional, para muito além das fronteiras da língua original. No Brasil ficaram famosos quando a canção Pa´Bailar foi escolhida como tema de abertura da novela “A Favorita”.
Embora pioneiro do que se conhece em todo mundo pelo nome de “tango eletrônico”, o Bajofondo não considera que essa definição seja apropriada para sua música. O projeto que recebeu o nome de Bajofondo Tango Club, inicialmente foi uma aliança de produtores, músicos e cantores que tomou forma no estúdio de gravação, processo que culminou com o lançamento de seu primeiro álbum, “Bajofondo Tango Club” em 2002. Com o passar do tempo e das múltiplas excursões, esse grupo de artistas, com destacadas trajetórias individuais, foi convertendo-se em uma autêntica banda cujas performances ao vivo causam sensação em todo mundo. E à medida que a música do Bajofondo cresce, evolui e se expande, a denominação “tango eletrônico” se torna cada vez mais insuficiente.
O duas vezes vencedor do Oscar, fundador e produtor Gustavo Santaolalla diz “O que fazemos não é nem tango, nem eletrônica. Acreditamos que fazemos música do Río de la Plata, e se querem fazer uma música que representa lugares como Buenos Aires e Montevideo , obviamente, gêneros como o tango, murga , milonga , e candombe vão estar presentes, porque eles fazem parte do mapa genético-musical dessa parte do mundo. Mas a história de 40 anos do rock argentino e uruguaio, mais o hip hop e música eletrônica nesses locais também fazem parte do mapa. ” Tango Club (2002), que contou com uma longa lista de artistas convidados tais como o vencedor do Oscar Jorge Drexler, Adriana Varela, Cristóbal Repetto, Adrián Iaies, Didi Gutman, e Pablo Mainetti, entre outros, rapidamente causou um rebuliço na Argentina (onde as vendas + 300.000 alcançaram Triplo Platinum). Ele ganhou da Argentina o prestigiado Premio Gardel como “Melhor Álbum Eletronico” e um Grammy Latino de “Melhor Álbum Pop Instrumental.”
Em 2005 foi lançado o Bajofondo Remixed, composto de remixes de músicas dos álbuns Bajofondo Tango Club e Supervielle. Em 2007 foi lançado o CD MAR DULCE e em 2013 o CD PRESENTE.
Nos últimos anos, Bajofondo excursionou incessantemente por todo o mundo, participando dos maiores e mais diversificados festivais de rock, e música eletrônica do mundo: Coachella nos EUA, Roskilde na Dinamarca, Womad na Inglaterra, Festival Cactus na Bélgica, Pirineos Sur Festival na Espanha, Pohoda na Eslováquia, World Music Festival na Coréia do Sul, bem como China, Japão, 15 países da União Europeia, incluindo dois shows no Glastonbury em 2014. a banda já percorreu os Estados Unidos duas vezes , tocou em lugares como UCLA’s Royce Hall, em Los Angeles e Lincoln Center em Nova Iorque. Através dos anos, Bajofondo apareceu várias vezes em Londres, incluindo espetáculos embalados no prestigiado Barbican Center e do lendário Roundhouse. Em maio de 2009, Bajofondo abriu as festividades do Bicentenário da Argentina no Obelisco, em Buenos Aires, em frente de 200.000 pessoas. No mesmo ano, o seu hit “Pa ‘bailar” foi usada como tema de uma novela brasileira, A Favorita (TV Globo), e em janeiro de 2010, a mesma canção se tornou a música para o comercial Acura TV mostrada durante Super Bowl de domingo.
Com tantas excursões e o consequente entrosamento, o que no começo era uma combinação de programações e samplings com instrumentos acústicos e elétricos – com certa preponderância do primeiro – o Bajofondo converteu-se em uma banda onde praticamente tudo é interpretado ao vivo, com uma porcentagem mínima de sequências e programações. Atualmente, o grupo tem oito integrantes, sendo 7 músicos e uma VJ, que dispara imagens em tempo real junto com a música.
Vamos ouvir no programa O Sul em Cima dessa semana, músicas do álbum MAR DULCE lançado em 2007. O título do álbum reafirma a tentativa de localização cultural e histórica. “Mar Dulce” era o modo como o espanhol Juan Diaz de Solís, primeiro europeu a navegar as águas do rio da Prata, em 1516, nomeou o local -“mar” por ser tão largo a ponto de não se poder ver a outra margem; e “dulce”, porque, apesar de lembrar o oceano, se trata de um rio. “Mar Dulce” é o terceiro álbum do Bajofondo e o primeiro em que surge sem o “sobrenome” “tango club”. Santaolalla diz que o objetivo é internacionalizá-lo, ampliando o contato com o pop e a eletrônica.
Parte A
Parte B
Ian Ramil vem de uma família de muitos talentos musicais e começou a compor e tocar aos 11 anos de idade; Filho de Vitor Ramil e sobrinho de Kleiton e de Kledir , já era de se esperar que Ian fosse bom na música . Mas ele vai além. O compositor apresenta sua forte identidade musical e criou um estilo de compor que tem agradado críticos musicais e público e o tem garantido na lista das boas surpresas musicais dos últimos anos.
Thiago Ramil é primo de Ian Ramil e sobrinho de Kleiton, Kledir e Vitor Ramil, Thiago teve a a música como protagonista em sua trajetória. Aos dois anos já fazia aulas de musicalização e desde a primeira infância praticou violino, instrumento que o acompanhou até os 14 anos de idade. Mais tarde, na juventude, integrou a banda “Cadiombleros”, seu primeiro projeto autoral e integrou o projeto Escuta – O Som do Compositor.

Seu novo projeto “Suite para piano y pulso velado” reúne uma coleção de peças para piano inéditas, que através de um sutil acompanhamento de programações eletrônicas e sintetizadores, geram um resultado único entre o clássico, a música rioplatense e as novas tendências da música eletrônica.









Em janeiro de 2015, Ian e sua banda, formada por Martin Estevez (bateria), Felipe Zancanaro (guitarra), Guilherme Ceron (baixo) e Pedro Dom (piano e clarinete), seus parceiros de estrada há tempos, foram para Pelotas e passaram 15 dias imersos na casa onde Ian viveu sua infância e adolescência. Lá gravaram o disco Derivacivilização. Ian produziu o disco junto com Guilherme Ceron e depois desse período em Pelotas, trabalharam incessantemente, gravando outras cerejas, editando as músicas, gravando as participações especiais de Gutcha Ramil, Alexandre Kumpinski e Filipe Catto. A mixagem foi feita pelo genial Moogie Canazio, masterização de André Dias, arte da capa e encarte por André Bergamin. Quatro, das dez músicas, são parcerias com Poty Burch, Leo Aprato, Daniel Mã e Guilherme Ceron.