O SUL EM CIMA 41 / 2021

 

Programa O Sul em Cima 41

 


Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Gerson Conrad, Delicatessen, Gui Franzói, Amanda Cadore e Tuyo.

GERSON CONRAD – Gerson ficou conhecido ao ingressar no ano de 1973 no grupo Secos & Molhados, que contava com João Ricardo e Ney Matogrosso. Foi o responsável por uma das canções mais clássicas do grupo e da época: “Rosa de Hiroshima”, um poema de Vinícius de Moraes musicado por Gerson. No segundo disco do grupo, de 1974, foi compositor de mais uma canção, “Delírio”. Com o término do grupo no ano de 1974, Gerson se juntou ao letrista Paulo Mendonça e a atriz e cantora Zezé Motta, e lançou em 1975 o disco Gerson Conrad e Zezé Motta, no qual se destacaram as canções “Trem Noturno” e “A dança do besouro”. Em 1981, fez um outro trabalho solo, Rosto Marcado, lançado pela gravadora Som Livre, seu último disco lançado até então. Hoje, Gerson tem sua banda “Trupi”, que mantém em seu repertório algumas canções dos Secos & Molhados e canções de blues e rock. Em 2018, Gerson lançou o álbum Lago Azul. Essencialmente inédito e autoral, o repertório do álbum Lago Azul inclui parcerias de Conrad com Alessandro Uccello,  Aru Jr, Pedro Levitch e Paulinho Mendonça. Produzido por Gerson com Aru Jr.   Músicas: Rosa de Hiroshima (Música de Gerson Conrad – Versos de Vinícius de Moraes) // 02 – Delírio (Gerson Conrad / Paulinho Mendonça) ambas com Secos & Molhados // 03 – Lago Azul (Gerson Conrad) // 04 – Estação (Gerson Conrad). As músicas 3 e 4 são do álbum mais recente de 2018 “Lago Azul”

DELICATESSEN  – A banda vem recriando, desde 2006, standards do jazz com a delicadeza e a simplicidade da bossa nova.  Formado por Rowena Jameson  (voz), Nico Bueno (baixo), Mano Gomes (bateria) e Antônio Flôres  (violão) com três discos lançados no Brasil e exterior, o grupo tem obtido grande êxito de público e crítica.

A Bossa Nova trouxe para a Música Brasileira a delicadeza harmônica e poética. Levou para a batida do violão todo universo rítmico do Samba. Cantou o amor, o sorriso e a flor, retratando novas paisagens urbanas e o infinito do oceano. Soube ainda incorporar o sofisticado jazz norte-americano nos seus acordes e no seu canto. Em “Happy Madness”, a Delicatessen fortalece ainda mais a conversa entre jazz e a bossa. Mostra o quanto é possível entregar de volta para um dos gêneros base daquela nova música brasileira, toda a rica influência absorvida pelos jovens da Zona Sul do Rio de Janeiro na virada dos anos 50 para os 60. Neste novo álbum, lançado pela Gravadora Audio Porto, Rowena Jameson, Antônio Flores, Mano Gomes e Nico Bueno, conduzem os ouvintes num passeio sonoro por canções marcantes da nossa música carimbando o passaporte de cada uma delas com um green card. Imprimem um visto permanente da Bossa Nova no Jazz, e vice-versa. Mostram o quanto é possível dar uma nova cor a clássicos absolutos de compositores como Antônio Carlos Jobim, Pixinguinha, Moacir Santos, Roberto Menescal e tantos outros. A aquarela proposta pela Delicatessen entrega o equilíbrio perfeito entre dois gêneros musicais.   Músicas: 01 – Disseram que eu voltei Americanizada (Luiz Peixoto / Vicente Paiva) // 02 – Off and On (Moacir Santos) // 03 – Telefone (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)

GUI FRANZÓI  / AMANDA CADORE

Gui Franzói é um músico que se dedica cada vez mais à música autoral. Com o olhar voltado para a busca de novas sonoridades, o músico tem explorado a utilização de elementos eletrônicos, trazendo mais contemporaneidade ao seu processo criativo. Gui tem lançado uma série de singles com boa frequência, entre eles Brilho de Sol, distribuído pelo selo GEAR Music/Midas Music, em parceria com o produtor Rick Bonadio. Com regularidade, esses lançamentos têm sido acompanhados por material audiovisual. 

Amanda Cadore  – Cantora e compositora crescida no interior do Rio Grande do Sul, em 2018, Amanda Cadore apareceu no Oeste de Santa Catarina lançando seu primeiro single “Travesseiros”. Nesse mesmo ano, levou Chapecó ao The Voice Brasil. Em 2019 lançou seu primeiro álbum de estúdio, “Inverno Só Se For Azul”, com participações de Marissol Mwaba e Jéf. No decorrer de 2020, em meio à pandemia, Amanda relançou a música Foco, Força e Café e mais um álbum, porém no formato acústico, o “Apanhado de Urgências Cantáveis”, e seu último trabalho publicado é o single “Trilha”, que ganha um videoclipe e uma nova identidade da artista.

Gui Franzói e Amanda Cadore lançam o single Meu Momento, disponível em todos os aplicativos de música a partir do dia 26/11, inaugurando a parceria entre os músicos. Além de dividirem os vocais na gravação, os dois também assinam a composição de Meu Momento. Na música, exaltam a possibilidade de encontrarem-se consigo mesmos através de vivências simples e da contemplação das sutilezas que, por vezes, não sabemos desfrutar. A produção musical é assinada por Elieser de Jesus e une características da MPB com sonoridades mais contemporâneas, utilizando elementos eletrônicos, como os beats. Masterização por Marcelo Fruet.   Música (single): 01 – Meu Momento – Gui Franzói e Amanda Cadore // 02 – Brilho de Sol (Gui Franzói) // 03 – Um Céu Pra Gente  (Gui Franzói)

TUYO – É uma banda formada em Curitiba em 2016. Com uma estética que une voz, beat e outros elementos a temas existenciais, a Tuyo é formada por Machado, Lio e Lay Soares. Transitando entre a organicidade e texturas eletrônicas, o trio passa pelo folk e vai desde o lo-fi hip hop até o synth pop. Sem medo de sair da superfície, a Tuyo cria um som flutuante, repleto de força e sensibilidade. Uma simbiose mística entre o belo, o triste e o visceral. Em 2017, lançaram o EP “Pra Doer” e em 2018 o disco “Pra Curar. Atualmente lança seu novo álbum, “Chegamos Sozinhos em Casa”, dividido em dois volumes, ambos lançados no ano de 2021, além de uma versão deluxe. A Tuyo foi indicada ao Grammy Latino de 2021, na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”.  Músicas: 01 – Conselho do Bom Senso – do EP “Pra Doer” (2017) // 02 – Sem Mentir – Lio, Lay & Machado // 03 – Sonho da Lay – Lio, Lay Soares, Machado, Luccas Carlos – Feat: Luccas Carlos – Músicas 2 e 3 do ábum “Chegamos Sozinhos em Casa” (2021)

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O SUL EM CIMA 40 / 2021

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Nessa edição de O Sul em Cima vamos mostrar os trabalhos de Carlos Badia, Fabrício Gambogi (BRI), Uilson Paiva e Grupo Fato

CARLOS BADIA é compositor, violonista, arranjador e produtor musical. O artista atua profissionalmente desde o final dos anos 80 em Porto Alegre. Iniciou sua formação na escola da OSPA, aprofundando seu estudo do violão clássico, de harmonia e improvisação. 
Carlos Badia dedicou bons anos de sua vida ao trabalho de Musicoterapia, ministrando palestras e cursos para profissionais da área de arte-educação e, paralelamente, trabalhando dentro de estúdios na criação de trilhas para cinema, TV, animação, publicidade e teatro. Em 2006, retomando o contato com os palcos foi um dos fundadores do grupo Delicatessen com quem fez uma série de shows pelo Brasil e pelo mundo. Durante o período do Delicatessen, Badia produziu três discos de excelente repercussão em todo o mundo. Esse trabalho lhe rendeu prêmios importantes como as duas premiações do “Prêmio da Música Brasileira” como produtor musical e nas diversas vezes que foi premiado como instrumentista, produtor e compositor no “Prêmio Açorianos de Música”.
Além de músico, Carlos Badia é autor  e ator do espetáculo teatral “O Músico e o Mágico” e idealizador e curador do “Porto Alegre Jazz Festival”.
O 3º álbum de Carlos Badia traz música instrumental de alto nível, com Badia na Guitarra e um time excepcional de músicos. Em 10 faixas, o novo álbum imprime uma sonoridade universal misturada a uma identidade latino-americana forte. Diferente dos outros álbuns, que traziam uma brasilidade mais identificável, VOO escancara uma brasilidade pouco falada, de uma forma complexa e criativa, em ritmos do Sul do Brasil. No time, Rodolfo Stroeter, Fábio Torres, Ricardo Arenhaldt e convidados como Gabriel Grossi, Daniel D’Alcantara entre outros, que fazem de VOO um trabalho de alcance internacional. 
Músicas do álbum Voo (lançado em out/2021): 01 – Pampa Road – carlos Badia // 02 – Rito de Passagem – Carlos Badia/Ricky Smit Rafuagi – Participação: Ricky Rafuagi (voz)
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FABRÍCIO GAMBOGI (BRI) -Bri é apelido e persona de Fabrício Gambogi, compositor, produtor, arranjador, multi instrumentista e professor de música nascido em Porto Alegre no ano de 1983. Atuando como compositor, instrumentista, produtor ou arranjador, realizou inúmeras colaborações com artistas como Vitor Ramil (RS), Marcelo Delacroix (RS), Gisele De Santi (RS), Juliana Cortes (PR), Thiago Ramil (RS), Arthur Nogueira (PA), Daniel Drexler (Uruguai), Vanguart (SP), entre outros. Destaca-se sua atuação com a banda Dingo Bells desde 2014, com shows realizados em alguns dos principais festivais, teatros e casas de eventos em todo o Brasil. 
Diante do caos interno gerado pelo distanciamento social, algumas pessoas desenvolveram habilidades na cozinha, outros aprenderam meditação ou se aventuraram a cortar o próprio cabelo, mas para Bri, projeto solo do músico gaúcho radicado em São Paulo, Fabrício Gambogi, esse foi um momento de produzir músicas sem os aparatos de grandes estúdios, encarando o desafio de gravar em casa. Em meio ao barulho externo e entre uma live e outra nasceu o EP “Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite” que conta com 4  faixas e faz referência aos encontros virtuais onde não sabemos ao certo qual momento do dia o público estará assistindo aquele evento, 
Sobre as motivações com relação ao EP, Bri comenta que “por um lado, é uma observação de coisas vividas e sentidas nesse Brasil tão distópico. Por outro, acho que ele divulga uma delicadeza sonhadora, talvez até ingênua”. Trata-se de um trabalho otimista, onde o cantautor deseja refletir palavras de um mundo mais igual, mais livre e mais delicado. Foram três meses de gravações para então ser mixado por Lucas Ramos, do Estúdio Mochila e masterizado por Wagner Lagemann, do Estúdio Pedra Redonda, ambos de Porto Alegre.
Músicas do EP – lançamento 26/11/21 – Um lançamento Selo Pedra Redonda: 01 – Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite // 02 – Dom Quixote // 03 – Se Possível // 04 – A Onda 
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UILSON PAIVA – Cantor, compositor, violonista e guitarrista. Natural de Canguçu (RS), nos anos 90 integrou banda covers de rock nas regiões de Pelotas, São Leopoldo e Porto Alegre, em que o repertório já trazia músicas próprias.
Jornalista, trabalhou por 15 anos nas redações de grandes veículos de imprensa (Zero Hora, Veja, O Estado de S.Paulo). Atualmente, dedica-se profissionalmente às áreas de comunicação e sustentabilidade.
Seu primeiro álbum, Saber Dizer (2019), traz 12 canções de sua autoria. O álbum tem faixas com forte influência do soul brasileiro de Cassiano, Hyldon e Tim Maia, blues, rock e MPB. Um dos destaques é a faixa “Noite Cinza”, inspirada pelas influências de samba-canção recebidas em casa pelo artista, e que recupera uma gravação de 2005 de estúdio de seu pai, o seresteiro canguçuense Paulo “Peixe” Paiva, já falecido. A tecnologia une pai e filho para sempre numa serenata imaginária, nas ruas gélidas e cinzas de uma cidade do sul do Brasil. 
Disponível nas plataformas digitais e em CD, “Saber Dizer” ganhou versão em vinil em janeiro de 2021. Fabricado em São Paulo pela Vinil Brasil, o long play tem encarte duplo colorido, concepção gráfica do designer catarinense Luiz Acácio de Souza. O interior traz as letras das 12 faixas autorais, com fotos realizadas no casario histórico de Pelotas (RS) por Nauro Jr. A produção musical é de Juninho Betim.
Os mais recentes singles de Uilson Paiva, “O Amor não tem Medo” e “Bem Sei”, lançados em março e setembro de 2021, bebem na fonte da black music, com suingue reforçado por vigoroso naipe de metais (trompete, trombone e saxofone), guitarras funkeadas e backing vocals. 
Músicas: 01 – Noite Cinza  – Uilson Paiva //02 – O Amor não tem Medo – Uilson Paiva e Juninho Betim // 03 – Bem Sei – Uilson Paiva
 
GRUPO FATO – Formado em 1994, em Curitiba, o Grupo criou uma sonoridade particular, investindo em combinações musicais únicas, que mesclam elementos tradicionais da nossa cultura – como os tamancos de madeira do fandango – com instrumentos convencionais e outros criados por integrantes do Fato, como a Tamancalha – um batedor manual de tamancos. Tudo isso interage com algumas doses de intervenções eletrônicas como loops, processamentos e programações. No novo trabalho, a percussão corporal passou a integrar os arranjos, ampliando a gama de timbres explorados.
Claro_Movimento, álbum mais recente do grupo produzido pelo carioca João Cavalcanti, reúne todas essas características e mais. O nome é inspirado nos títulos de duas canções do álbum e é uma alusão ao movimento da vida, da música e do próprio Fato. A música ‘Claro’ é, em parte, inspirada na faixa ‘Clube da Esquina II’, de Flávio Venturini, que diz que os sonhos não envelhecem, conta Grace Torres, compositora da canção em parceria com o letrista Benito Rodriguez. Em um contraponto, a outra faixa cujo título compõe o nome do disco é uma canção-síntese, com 9 palavras. “Movimento”, de Antonio Saraiva, representa a trajetória, a resistência no tempo e o fazer artístico do Fato ao longo do tempo.
O grupo Fato é formado atualmente por Andrezza Prodóssimo,  Grace Torres, Daniel Fagundes, Priscila Graciano e Ulisses Galetto. 
Músicas: 01 – Claro – Grace Torres  e  Benito Rodriguez // 02 – Movimento – Antonio Saraiva  // 03 – Vernissage – Ulisses Galetto e João Cavalcanti
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O SUL EM CIMA 39 / 2021

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.Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Elza Soares, Maria Lúcia Sampaio, Cardo Peixoto e Cores de Aidê

ELZA SOARES – Elza Gomes da Conceição (RJ 23/06/1930) – Com uma voz rouca inconfundível, Elza Soares conquistou o coração do Brasil se tornando um dos grandes nomes da nossa música popular. Elza nasceu na favela carioca de Moça Bonita (atual Vila Vintém). A menina começou a cantar com o pai, que gostava de tocar violão nas horas vagas. Teve uma infância dura e subitamente interrompida pelo casamento, pois o pai de Elza obrigou a menina a casar-se quando ela tinha apenas 12 anos. Trabalhou como encaixotadora em uma fábrica de sabão no Engenho de Dentro. Em 1953 ingressou na vida artística ao fazer seu primeiro teste na Rádio Tupi, no programa de calouros Ary Barroso, tendo ficado em primeiro lugar. No início da carreira, também trabalhou na Orquestra Garam Bailes, como crooner, até 1954. Em 1959 foi contratada para trabalhar na Rádio Vera Cruz e em 1960, atuou o Festival Nacional da Bossa Nova. Três anos mais tarde, Elza foi representante do Brasil na Copa do mundo no Chile.

Elza Soares ficou conhecida por uma série de sucessos. Em 1999, foi eleita pela Rádio BBC de Londres como a cantora brasileira do milênio. A escolha teve origem no projeto The Millennium Concerts , da rádio inglesa, criado para comemorar a chegada do ano 2000. Além disso, Soares aparece na lista das 100 maiores vozes da música brasileira elaborada pela revista Rolling Stone Brasil.  Os altos e baixos têm se alternado em mais de 60  anos de atividade musical, e as sucessivas voltas por cima tornam ainda mais altiva uma trajetória que, em anos recentes, tem se pautado fortemente pela resistência feminista, antirracista e anti-homofóbica. O disco Deus É Mulher, de 2018, tornou explícita a militância feminina, mas a veia lutadora é antiga e se esparrama, desde o início, por trabalhos suingados de títulos eloquentes como a bossa negra (1961), Somos todos iguais (1985) e Planeta Fome (2019). As palavras de ordem de Elza jamais são proferidas da boca para fora e vêm emolduradas por um dos maiores vozeirões da história da música brasileira.  Músicas: 01 – O Tempo Não Pára – Arnaldo Brandão / Cazuza  // 02 – Bla Bla Blá – Gabriel Contino, DJ Meme, André Gomes, Michael Sullivan, Paulo Massadas, Bnegão e Pedro Loureiro – Feat. Bnegão e Pedro Loureiro // 03 – Lírio Rosa – Pedro Loureiro e Luciano Mello

MARIA LÚCIA SAMPAIO (Giba Giba na voz de Maria Lúcia) – Maria Lucia há muito pretendia divulgar o trabalho do grande compositor e percussionista gaúcho, seu amigo Giba Giba. Em 2005, apresentou em Porto Alegre o show “Um outro um – canções de Giba Giba e seus parceiros”, com a participação do compositor. Dois anos depois, em 2007, gravou algumas destas canções, compostas no final dos anos 1970 e início dos 1980 com a perspectiva de lançar o trabalho em CD.  Mas, a cantora mudou de cidade, abandonou a carreira e o trabalho foi interrompido. Em 2014, Giba Giba faleceu. Agora, 14 anos depois, a intérprete retoma seu projeto de tornar conhecido para o grande público o trabalho musical de Giba Giba e seus parceiros, divulgando nas plataformas digitais dez canções (em 9 faixas) do compositor em um álbum denominado “Giba Giba na voz de Maria Lucia”. São seis canções gravadas em estúdio com a participação de Giba Giba em duas delas, na companhia de Toneco da Costa (arranjos e violão), Fernando do Ó (percussão), Franco Salvadoretti (flauta), Thiago Carretero (violão), sob a batuta de técnico de som Bruno Klein, do estúdio Porta da Toca.  A estas seis foram acrescentadas ao álbum outras quatro, gravadas ao vivo em 2005, também por Bruno Klein, com arranjos e violão de Toneco da Costa, Thiago Carretero no violão, mas desta vez com Giovanni Berti na percussão. 

O pelotense Gilberto Amaro do Nascimento, ou melhor, Giba Giba segundo o jornalista Juarez Fonseca “figura na nossa galeria de personagens eternos”. Para o jornalista Cláudio Brito, ele “não era gente, era uma entidade”. Este homem cheio de idéias inovadoras era um ativista cultural que fez muito pela nossa cultura. Autodidata, além de percussionista, Giba Giba foi um compositor de grande riqueza criativa. Seu trabalho demonstra grande preocupação social e é atual ainda hoje. Suas elaboradas melodias transpiram Brasilidade! Mas, infelizmente, seu trabalho como compositor é pouco conhecido pelo público e a canções registradas em “Giba Giba na voz de Maria Lucia” são só uma pequena amostra de seu trabalho.   Músicas: 01 – Outro Um – Giba Giba e Xiko Mestre (com a participação de Giba Giba na percussão e vocal) // 02 – Sempre Sempre – Giba Giba e Maria Betânia Ferreira // 03 – As e A Velha – Giba Giba (com participação de Giba Giba)

CARDO PEIXOTO é músico, compositor, produtor musical e professor de canto. Natural de Pelotas, radicado em Caxias do Sul, há 12 anos. Sua discografia conta com quatro álbuns: Rota da Estrela (2002), Canções de Armar e Desarmar (2007), As Estações (2015) e Menino Brasileiro (2017); além de participações em diversas coletâneas. Em junho de 2020 lançou o EP Precisão, onde os poemas de Valder Valeirão foram musicados por Cardo Peixoto.  Já fez shows em vários estados do Brasil, além de Uruguai, Holanda, Bélgica e Alemanha. Integra o Projeto Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, já no sétimo ano e promove, de forma colaborativa e autônoma, a circulação de artistas de raiz brasileira, abrangendo seis estados: além de Uruguai, Argentina, Chile e Venezuela, na América Latina; e Portugal, Espanha e França, na Europa. Atualmente é coordenador do Dandô, no Rio Grande do Sul, onde o circuito passa por 13 cidades.

Minas + Eu é o novo álbum de Cardo Peixoto. São 10 canções, compostas em parcerias com poetas/letristas mineiros. O projeto é uma homenagem à música mineira, parte importante nas referências do artista. O álbum foi gravado nos meses de julho, agosto e setembro de 2020. Cardo Peixoto executou todos os instrumentos e vozes, exceção para as violas da música Eiras e Beiras, gravadas por Osni Ribeiro. Músicas: 01 – Esquinas de Minas – Cardo Peixoto e Guerá Fernandes // 02 – Eiras e Beiras – Cardo Peixoto e Alexandre Heilbuth – Participação de Osni Ribeiro (viola caipira) // 03 – Quando a canção nos toca – Cardo Peixoto e Marília Abduani 

CORES DE AIDÊ (Florianópolis / SC)  – Cores de Aidê nasceu no dia 21 de fevereiro de 2015, no Morro do Quilombo, em Florianópolis. Um grupo de mulheres se uniu para viver a arte e mergulhar no universo percussivo do Samba Reggae. A partir dessa influência afro brasileira, surgiram composições próprias, arranjos, coreografias e principalmente relações baseadas na liberdade e no respeito a união de etnias. Em 2018, lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Quem é essa mulher?”, projeto contemplado pelo Edital Elisabete Anderle de Incentivo à Cultura, da Fundação Catarinense de Cultura, que aborda o protagonismo feminino em sua diversidade.  Músicas:  01 – Aidê Mulher – Dandara Manoela // 02 – Giramundo – Roberta Funchal e Dandara Manoela // 03 – Negra – Iara Germer 

Contatos:

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O SUL EM CIMA 38 / 2021

Programa 38

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Nessa edição de O Sul em Cima vamos mostrar os trabalhos de Luciah Helena, Clarissa Ferreira, Carol Andrade, Alex Maia e Marcelo Delacroix.

LUCIAH HELENA – É uma das mais luminosas vozes do RGS. Inúmeras vezes premiada como melhor intérprete em diversos festivais. A intérprete possui uma longa trajetória de sucesso nos palcos ao lado de grandes nomes da música popular brasileira. Recebeu o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Cantora de MPB em 1999 e 2001. 
No álbum Signos (2010), Luciah interpreta importantes compositores do sul do país, de São Paulo e do Rio de Janeiro. Com produção executiva de Sérgio Napp e produção musical e arranjos de Juliano Barreto (ex-integrante da banda Black-Rio).
Músicas: 01 – Reencarnação – Geraldo Filme (está no álbum Tio Gê- O Samba Paulista de Geraldo Filme lançado em 2020 (Selo Sesc) // 02 – Signos – Marcelo Delacroix e Sérgio Napp – (está no álbum Signos de 2010) // 03 – Faz de Conta – Pery Souza e Sérgio Napp (álbum Signos).
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CLARISSA FERREIRA – Violinista, etnomusicóloga, pesquisadora e compositora do Rio Grande do Sul.
Alia seu trabalho musical autoral com pesquisa abordando questões que repensam o regionalismo gaúcho nos espaços sociais e na geografia local, desenvolvendo-o a partir da investigação dos elementos simbólicos e códigos sonoros ligados ao regionalismo gaúcho. A degradação da pampa pelas monoculturas, a modificação genética da natureza e o machismo na cultura popular gaúcha são alguns dos temas presentes nas letras das canções, definidas como realismo regionalista ou música pós gaúcha. Em 2018 criou com a poeta e antropóloga Marília Kosby a performance Poesia Xucra apresentada na FestPoa Literária e na FLIP em Paraty. Faz parte do grupo As Tubas atuando como musicista, tendo dirigido musicalmente o espetáculo e álbum ao vivo Corpo / Espaço em 2019, indicado como melhor álbum no Prêmio Açorianos. Neste ano foi uma das residentes do Projeto Concha / Natura Musical. Também em 2019 atuou como diretora musical dos espetáculos Pago Revisitado, Unimúsica UFRGS ao lado do músico Texo Cabral e no projeto Sonora Brasil/Sesc no show Líricas Sulinas juntamente com a pianista Ana Fridman. Em 2020 lançou pelo selo Pedra Redonda o single e videoclipe “Satélites” com participação de Kia Sajo, Paola Kirst e Tamiris Duarte (vencedor no Prêmio Profissionais da Música na categoria videoclipe) e o single e videoclipe “Mulheres da Guerra” sob sua produção ao lado de Lucas Ramos no Estúdio Mochila. Também no ano de 2020 lançou o minidocumentário “Satélites: tudo pode virar inspiração para os seres humanos” via Edital Emergencial à Cultura de Porto Alegre. Compôs trilha sonora exclusiva para o filme “30 povos” para o Canal Curta!, para o espetáculo multi linguagens Limiar e para a série Enlace. Em 2021 na programação do Sonora Brasil SESC dirigiu o espetáculo Líricas Sulinas e apresentou o webinar Sonoridades Sulinas, apresentando uma visão feminista da música do Rio Grande do Sul.
Possui quatro singles lançados e está produzindo seu primeiro álbum autoral que se chamará LaVaca, que está em campanha de financiamento coletivo (apoia.se/LaVaca). Está lançando em dezembro seu primeiro livro “Gauchismo Líquido: reflexões contemporâneas sobre a cultura do Rio Grande do Sul” pela Editora Coragem.
Músicas:  01 – Satélites – Clarissa Ferreira – feat. Kia Sajo, Paola Kirst e Tamiris Duarte // 02 – Je Suis Sus – Clarissa Ferreira – feat. Rhaissa Bittar // 03 – Mulheres da Guerra – Clarissa Ferreira e Lucas Ramos
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CAROL ANDRADE E ALEX MAIA – Carol Andrade é cantora e compositora, formada em Canto Popular na Universidade Livre de Música Tom Jobim. Alex Maia é violonista e arranjador, aluno dos grandes violonistas Ulisses Rocha e Paulo Bellinati. O encontro dos dois se deu em 1997, quando eram integrantes de uma banda de jazz e blues. Posteriormente desenvolveram um repertório de música brasileira e atuaram em casas de shows da noite paulistana e festivais da canção pelo Brasil. 
Em 2018, Carol Andrade lança com Alex Maia o álbum, “Canção pra Dois”. Alex Maia também é responsável pelos arranjos e produção do disco. Essa canção, que dá título ao projeto, define bem a especialidade do encontro de Carol Andrade e Alex Maia desde 1997 até o dia de hoje, companheiros na vida e na arte. A escolha do tema resgata o verdadeiro sentido do casamento e exalta a força do amor. Não aquele amor perfeito ou platônico, tão presente em tantas canções do cancioneiro popular, mas sim o amor real, possível, verdadeiro.
A formação voz e violão concretiza o tema e deixa clara a simbiose musical desse casal: Uma cantora e um instrumentista, ambos de qualidade ímpar, que fazem música tal como dois bailarinos, sem personagem principal, numa aura de cumplicidade, delicadeza e paixão.
Músicas do álbum “Canção Pra Dois”: 01 – Canção Pra Dois – Márcio Celli // 02 – Valsinha – Vinícius de Moraes e Chico Buarque // 03 – Sanfona Sentida – Dominguinhos e Anastácia 
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MARCELO DELACROIX – Músico, compositor, arranjador, produtor e educador musical nascido em Curitiba e porto-alegrense desde os 5 anos de idade. Estudou na Escola de Música da OSPA e cursou o Bacharelado e licenciatura em Música na UFRGS, com ênfase no violão. Tem quatro discos gravados, pelos quais ganhou alguns Prêmios Açorianos de Música: Quebra Cabeça (grupo instrumental – 1994), Marcelo Delacroix (2000), Depois do Raio (2006) e Canciones Cruzadas (2013).  Suas trilhas para Teatro e Dança também lhe valeram alguns prêmios. Atua como educador musical, ministrando cursos e oficinas de musicalização através do canto, para crianças e adultos.
TRESAVENTO é o terceiro disco individual de Marcelo e leva o título de uma das canções, que foi inspirada no conto Tresaventura, do escritor João Guimarães Rosa.
Músicas: 01 – Depois do Raio – Marcelo Delacroix / Arnaldo Antunes – está no álbum Depois do Raio (2006) // 02 – Folia do Divino – Marcelo Delacroix / Rubem Penz // 02 – Tresavento – Marcelo Delacroix / Leandro Maia – (inspirado no conto Tresaventura, de Guimarães Rosa – está em Tutameia – Terceiras estórias 1967) – As músicas 2 e 3 estão no álbum Tresavento (2020).
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Contatos:
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O SUL EM CIMA 37 / 2021

 

Programa O Sul em Cima 37

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Nessa edição de O SUL EM CIMA vamos apresentar os trabalhos de Alexandra Scotti, Lourenço Assumpção, Saulo Fietz e Dingo Bells.
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ALEXANDRA SCOTTI – As atividades artísticas de Alexandra Scotti são bem abrangentes, atuando simultaneamente nas áreas de música e teatro. Começou seu contato com as artes ainda na infância, quando iniciou seus estudos de ballet clássico aos 6 anos, permanecendo até os 18 anos.
A formação na dança foi a base para alcançar novos horizontes. Em 1994, entrou para a Universidade de Letras e Artes Cênicas em Porto Alegre. Paralelamente aos estudos de teatro, começou sua carreira como cantora e compositora.
Natural de Caxias do Sul (RS), mudou-se com a família em 1994 para Curitiba. Posteriormente, morou dois anos em São Paulo e dez anos no Rio de Janeiro, desenvolvendo vários trabalhos artísticos, entre eles, gravações de CDs autorais, produção e apresentação de festivais para cantoras independentes e participações em musicais infantis. 
Desde 2011, voltou a residir em Curitiba, onde continua a desenvolver seus trabalhos na área artística. Em 2014, estreou o espetáculo “Música do Portão para dentro” (MPB para crianças) com a direção de Maurício Vogue. Foi ganhador em várias categorias do prêmio Gralha Azul de teatro paranaense, incluindo melhor espetáculo infantil. 
Em 2015, lançou o CD “Redescobrindo Gal”, um tributo a Gal Costa, com direção musical de Sérgio Justen e realizou vários shows pela cidade. Em 2018, realizou o projeto Pocket Show MPB para Crianças nas unidades dos Cmeis de Curitiba (creches municipais), onde leva a música brasileira de forma lúdica e divertida para as crianças e professores da rede.
Discografia: Amor Brechó (Alarme Records/2000), Alexandra Scotti (EMI Music /2004), Irresistível (Independente / 2007) e Redescobrindo Gal (Independente/2015).
Músicas do álbum Redescobrindo Gal: 01 – Folhetim (Chico Buarque) // 02 – Meu Bem, Meu Mal (Caetano Veloso) // 03 – Um Dia de Domingo (Michael Sullivan / Paulo Massadas) // 04 – Balancê (Braguinha / Alberto Ribeiro).
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LOURENÇO ASSUMPÇÃO – O amor, a política e o valor que o tempo agrega às coisas são algumas das inspirações do compositor e violonista Lourenço Assumpção. Em seu projeto autoral, o músico revisita temas recorrentes ao samba, unindo influências do passado e letras bem trabalhadas, sofisticadas e extremamente atuais. As delicadas melodias e poesia encorpada, marcas do compositor, continuam presentes em seu projeto solo, somadas ao amadurecimento e a uma maior proximidade às tradições do samba. Outra novidade do projeto é que o sambista passa a ser o intérprete de suas canções, ao mesmo tempo em que toca seu sete cordas.
Bacharel em música, Lourenço reúne a experiência de arranjo e direção dos dois discos gravados junto ao conjunto Cantilena Paulistana, grupo com o qual se apresentou durante dez anos em casas de show e teatros.
“Leveza” dá nome ao disco que saiu em novembro nas plataformas digitais. São 8 sambas, uma canção e um panfleto musical. 
Músicas – São 3 faixas do EP lançadas em outubro/2021: 01 – Leveza // 02 – Vendas e Escuridão – feat. Paula Souto // 03 – Caso Perdido – feat. Léla Simões
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SAULO FIETZ – Um dos cantores e compositores mais promissores do atual cenário do país. Saulo tem todas as características que credenciam os grandes artistas: uma voz marcante vinda do coração, composições autênticas e envolventes, um carisma genuíno, uma vibrante performance no palco e uma história de vida ímpar!
Saulo, aos 18 anos, foi chamado para compor a trilha do longa-metragem brasileiro “Dá um tempo”, de Evandro Berlesi e Rodrigo Castelhano. As canções que estão no filme são “Onde eu quero estar” e “Hoje eu vejo”. Em 2008 participou do Festival de Cinema em Gramado. Em 2010 criou, em parceria com a artista Nádia Thalji, a música “Nova Civilização”, que virou tema do Fórum Social Mundial na Serra Gaúcha, realizado em Bento Gonçalves. Em 2012, foi um dos criadores do “Escuta- O som do compositor”.
Em 2013, Saulo foi um dos artistas solistas no espetáculo musical “Ts’ui: A ReUnião”, show com a participação de Hique Gomez, realizado no Teatro de Câmara Túlio Piva. Em outubro de 2014, lançou quatro canções ao vivo produzidas por Hique Gomez, e no mês seguinte, seu primeiro compacto, o EP “Depois do Estrondo”, com participações de Ian Ramil e Tati Portella, produzido por Guilherme Ceron e Ian Ramil.
Saulo Fietz lançou em 2019 seu primeiro álbum completo, intitulado “Hoje eu Vejo”.
Músicas: 01 – Tá Tudo bem (Saulo Fietz – single 2021) // 02 – Não Desande (Saulo Fietz) – Participação: Hique Gomez (Violono) // 03 – Hoje eu Vejo (Saulo Fietz e  Alexandre Ferret).
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DINGO BELLS  – Nos últimos anos, poucos artistas da nova música brasileira captaram tão bem o espírito de uma época quanto o Dingo Bells. Destaque do cenário de Porto Alegre, o grupo fez uma obra de canção popular lapidada com esmero. Após o elogiadíssimo primeiro disco, Maravilhas da Vida Moderna, de 2015, a banda gaúcha Dingo Bells lançou em abril de 2018 o álbum Todo Mundo Vai Mudar.
O grupo estreou no cenário musical gaúcho já aclamada pela crítica – levou para casa dois troféus do Prêmio Açorianos de Música 2015, nas categorias Composição Pop e Projeto Gráfico, pelo Maravilhas da Vida Moderna. O disco de 2018 intensifica a identidade tropical do trio, com influências da soul music e da música popular brasileira, somando elementos de rock alternativo, música eletrônica, R&B e hip hop.
Em 2020, a banda lançou um EP acústico. O projeto traz sete versões acústicas de canções já anteriormente lançadas pelo grupo e mais uma inédita.
Atualmente o grupo é formado por: Rodrigo Fischmann, Diogo Brochmann, Felipe Kautz e Fabricio Gambogi.
Músicas: 01 – Antes de Dormir // 02 – Dinossauros – Feat. Tuyo (versão acústica) // 03 – Todo Mundo Vai Mudar
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