O SUL EM CIMA 20 / 2026

SERENO CANTO – Em 2012 surge o Sereno Canto por meio de um programa de Extensão Universitária da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na época nomeado A Hora de Dormir: o Acalanto com Crianças em Acolhimento Institucional, Thiago Ramil e Raul Jung, idealizadores do projeto, realizavam semanalmente a prática do acalanto em Casas de Acolhimento. 
Em 2020, durante o período de isolamento em decorrência da pandemia de COVID-19, o projeto iniciou a produção, gravação e distribuição de episódios de Podcast para Casas de Acolhimento de Escolas de Educação Infantil vinculadas ao município de Porto Alegre. Em 2023, lança nas plataformas de streaming, uma série de Podcast com artistas convidados + Livro Digital + Álbum Visual viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura do RS (LIC/RS).
O Sereno Canto vem pesquisando as contribuições do acalanto para o dormir por meio do diálogo com educadores (as) e professores (as), da realização de leituras e estudos sobre a temática e as experiências vivenciadas nos anos de atuação junto às crianças e aos adolescentes. 
Entre registros históricos e entrevistas inéditas, o documentário “Contos dos Cantos da Cidade” lançado em 02/07/2026 pelo projeto Sereno Canto, reúne narrativas, memórias e manifestações artísticas de moradores que experimentam a cidade de Porto Alegre há décadas. A obra, idealizada por Thiago Ramil, reúne as memórias de Gah Te, Nina Fola, Loua Pacom, Mestre Paraquedas e Eva Shul, sob perspectivas diversas: indígena, imigrante, afro-brasileira e feminina.
Músicas do álbum Sereno Canto (2023): 01 – Lágrimas Coloridas de Uma Árvore Falante – Thiago Ramil // 02 – Sórêg – Thiago Ramil e Iracema Gah Teh – part Iracema Gah Teh // 03 – A Vaca – Clarissa Ferreira – part Clarissa Ferreira // 04 – Pequeno General – Thiago Ramil, Dona Conceição e Gutcha Ramil – com Thiago Ramil, Sereno Canto, Dona Conceição e Gutcha Ramil 
05 – Música Tema do documentário “Contos dos Cantos da Cidade” –  Kleiton Ramil e Thiago Ramil –  part Thiago Ramil, Kleiton Ramil, Mestre Paraquedas, Loua Pacom e Nina Fola. 
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THIAGO RAMIL – É músico, compositor, produtor e psicólogo. Como psicólogo, atuou 4 anos na rede de acolhimento institucional e vem desenvolvendo, na interface entre música e a psicologia, o projeto Sereno Canto, que promove atividades de acalanto junto à rede de acolhimento institucional e de educação infantil. Como músico / compositor já recebeu diversos prêmios e indicações a premiações nacionais e internacionais. Como destaque para a indicação ao 17º Latin Grammys, para a premiação de Melhor Autor da Região Sul no Prêmio Profissionais da Música (Artista Revelação, Melhor compositor, Melhor intérprete) e no Açorianos de Dança (duas vezes premiado por Melhor Trilha Sonora). Thiago tem lançados os álbuns Leve Embora (2015), EmFrente (2018), O Sol Marca o Andar do Tempo e a Imensidão do Universo Todo Dia (2021) e Sereno Canto (2023). Também lançou em 2025 o álbum ‘Gosto” com Dona Conceição. 
Thiago teve a música como protagonista em sua trajetória. Aos dois anos já fazia aulas de musicalização e desde a primeira infância praticou violino, instrumento que o acompanhou até os 14 anos de idade. Mais tarde, na juventude, integrou a banda “Cadiombleros”, seu primeiro projeto autoral e integrou o projeto Escuta – O Som do Compositor. Em 2014 formou-se em psicologia pela UFRGS. 
Thiago também atua no projeto Casa Ramil, que reúne integrantes de sua família – a irmã, Gutcha, os tios Kleiton, Kledir e Vitor Ramil e os primos João e Ian Ramil. Em 2023 o grupo lançou um álbum ao vivo com canções de Thiago e outros componentes da família.
Músicas do álbum Leve Embora (2015): 01 – Amora – Thiago Ramil // 02 – Casca – Thiago Ramil // 03 – Canto – Thiago Ramil e Bruno Volkmer 
Músicas do álbum EmFrente (2018): 04 – Clareira Criada – Thiago Ramil / Poty Burch // 05 – O Corpo Vai Acabar – Thiago Ramil / Alexandre Kumpinski / Ian Ramil // 06 – Tropeço – Thiago Ramil e Duda Brack – part Duda Brack 
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O SUL EM CIMA 19 / 2026

1) – ORDINARIUS  é um grupo que usa as vozes como instrumentos principais e a percussão como seu perfeito complemento tendo a brasilidade, em suas diversas possibilidades, como linguagem musical, e os arranjos vocais inéditos de Augusto Ordine como fio condutor. Com dezoito anos de estrada, o conjunto já passou por vários estados brasileiros e mais de uma dezena de países na Europa, América Latina, América do Norte e Ásia, levando o repertório de seus diversos projetos em festivais e turnês. O choro carioca, Pixinguinha, Carmen Miranda, Aldir Blanc, Bossa Nova e mesmo canções autorais dos componentes do grupo foram alguns dos temas visitados, e o álbum Brasuca é a primeira incursão do grupo em um repertório de compositores contemporâneos, de diversos estilos, abarcando todas as regiões do país. O sexteto é formado por Antonia Medeiros, Augusto Ordine, Beatriz Coimbra, Fabiano Salek, Maíra Martins e Matias Correa, sendo Augusto o diretor musical e arranjador e Maíra a produtora executiva do grupo.

De Cuiabá ao Rio Grande do Sul, de Brasília ao Rio de Janeiro, Brasuca é um retrato da pluralidade da canção brasileira em uma seleção de compositores, gêneros e localidades que pretende traçar um dos muitos retratos possíveis de uma nação de culturas tão diversas. “Brasuca” nasceu do desejo de valorizar o ofício do compositor, aquele artista que, na maior parte das vezes está fora dos holofotes, mas mantém viva a tradição da canção brasileira. O álbum é um mosaico de ritmos, sotaques e poéticas, transitando pela ciranda, o maracatu, o baião e o ijexá, com parcerias que cruzam o mapa e reafirmam o compromisso do Ordinarius com a diversidade da música popular. “Queríamos homenagear não apenas os grandes nomes, mas os compositores que estão vivos, criando, ensinando, compondo… Nossos parceiros e que seguem movidos por necessidade e impulso artístico. Músicos, professores, aquelas pessoas que fazem um trabalho incansável e de resistência pela música. É um testemunho sobre a importância desta função”, explica Maíra Martins, uma das componentes do grupo.  
Gravado ao longo de 2024 e 2025, “Brasuca” marca mais um capítulo da sólida trajetória do Ordinarius, um dos grupos vocais mais ativos e premiados do país, com turnês por mais de 60 cidades brasileiras e 50 internacionais, prêmios como o Profissionais da Música (Grupo Vocal) e participações em festivais em países como Alemanha, França, Panamá, Chile, Portugal e Suíça.  Músicas (álbum  Brasuca – Lado A)  : 01 – Balanceiro  – Juliana Linhares, Khrystal, Moyseis Marques e Sami Tarik  – com Ordinarius, Antonia Medeiros // 02 – Casca de Noz  – Kalu Coelho e Renato Frazão  – com Ordinarius, Beatriz Coimbra // 03 – Cirandeira – PC Castilho – com Ordinarius, Augusto Ordine –  Músicas  (álbum  Brasuca – Lado B)  : 04 – O Trem, O Tempo, O Menino  – Renato Frazão – com Ordinarius, Augusto Ordine, Beatriz Coimbra // 05 – Do Contra  – Iso Fischer, Lucina – com Ordinarius, Antonia Medeiros  // 06 – Num Ciúme Só – Hermínio Bello de Carvalho e Vidal Assis – com Ordinarius, Augusto Ordine, Fabiano Salek 

2) JULIE WEIN – A artista paranaense radicada no Rio de Janeiro JULIE WEIN, é   cantora, compositora, atriz, instrumentista e Doutora em Neurociências pela UFRJ. Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Nascida em um meio regado de estímulos artísticos – o pai violoncelista de orquestra (Romildo Weingartner) e a mãe coreógrafa (Rocio Infante), Julie canta desde pequena. Como atriz, estreou aos 15 anos como Anne Frank na peça ‘O Diário de Anne Frank’.

Chegou às plataformas de música em junho / 2026,  “Pianos e Canções”, segundo álbum da discografia da cantora Julie Wein. Com “Pianos e Canções”, Julie Wein celebra a tradição do piano popular na canção brasileira, reunindo músicas de compositores como Johnny Alf, Tom Jobim, Ivan Lins e Benito di Paula. “A seleção desse repertório foi um mergulho na memória afetiva e um resgate da pluralidade que fundamenta a nossa identidade musical. Gravei compositores que sempre me inspiraram a escrever canções e a me acompanhar ao piano, cantando e tocando, aproximando no mesmo disco universos tão distintos quanto os de Benito di Paula e Tom Jobim”, pontua Julie Wein, que já participou de vários espetáculos musicais como atriz e cantora, além de ter sido preparadora vocal de outras montagens. Músicas: 01 – Homem Virtuoso  –  Julie Wein e Matheus Prevot  // 02 – Retalhos de Cetim  – Benito Di Paula // 03 – Bilhete  – Ivan Lins e Vitor Martins – Part especial  Ivan Lins // 04 – Trocando em Miúdos  – Francis Hime e Chico Buarque – part Esp: Francis Hime // 05 – Balada do Louco  – Arnaldo Baptista, Rita Lee

3) TATIÉLI BUENO  é cantora gaúcha, com 18 anos de trajetória dedicada à música popular brasileira, regional urbana e latino-americana. Em 2025, lançou o EP Meu Lugar, indicado quatro vezes ao prêmio Açorianos de Música RS 2025 na categoria MPB. Sua discografia inclui os álbuns Sensibilidade (2015) e Do Rio Grande do Passado ao Rio Grande do Futuro (2010). A cantora Tatiéli Bueno lançou dia 15 de maio de 2026 o single “Canário do Reino”, disponível em todas as plataformas digitais de áudio. A canção marca mais um passo importante no amadurecimento artístico da intérprete, reafirmando sua atuação na música brasileira e destacando seu timbre vocal em uma proposta vibrante que valoriza sua versatilidade artística e potência na música brasileira.  “Canário do Reino” dá continuidade ao movimento iniciado com o EP “Meu Lugar”, lançado em 2025, trabalho que oficializou o reposicionamento de Tatiéli Bueno no mercado musical. A nova fase se fortalece ainda mais em 2026 com o lançamento do espetáculo “Tatiéli Bueno visita Milton Nascimento”, que estréia em 3 de setembro em Caxias do Sul. O show consolida a postura artística da cantora, evidenciando sua conexão com a essência da música brasileira e com grandes referências da canção nacional.  Com uma interpretação alegre, livre e intensa, “Canário do Reino” simboliza liberdade, verdade e novos voos – conceitos que dialogam diretamente com o atual momento da carreira da artista.  Música:01 – Canário do Reino – Carvalho e Zapatta – interpretação: Tatiéli Bueno

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O SUL EM CIMA 18 / 2026

Artur Wais é cancionista. Recebeu cinco indicações ao Prêmio Açorianos de Música pelo álbum “Nós Nessa Cidade” (Rota de Pedestre, 2022). Em sua trajetória internacional, participou de uma residência artística em Bologna (Itália) em 2023, onde gravou o single “Sobreviver aos 30” (2024), e do “Festival de La Canción de La Serena” no Uruguai. Com forte presença na cena cultural de Porto Alegre, circulou por diversos espaços locais, como a Casa de Cultura Mário Quintana, a Sala Álvaro Moreyra, e o Espaço 373. Em 2025, realizou o projeto  “Formato Mínimo da Canção”, selecionado por edital do Ministério da Cultura e executado no Espaço Força e Luz. Além de sua atuação no Rio Grande do Sul, marcou presença em festivais em São Paulo e Montevidéu.  Em abril de 2026, Artur lançou nas plataformas digitais seu primeiro álbum, “Se Acostumar”, que também tem versão física em formato de fita K7 e de CD. O projeto, com produção musical de Marcelo Corsetti, é um álbum conceitual dividido em Lado A: “Chegadas” e Lado B “Partidas”, explorando as dualidades dos encontros e desencontros do cotidiano. O trabalho é um registro documental e artístico que transita entre as tradições do Sul e uma sonoridade contemporânea, fruto de um processo de maturação vivenciado em festivais de composição e residências artísticas. A extensa ficha técnica reforça o caráter colaborativo que Artur vem imprimindo em sua trajetória. Com produção musical de Marcelo Corsetti, o álbum conta com uma banda base formada por Miguel Tejera (baixo) e Dani Vargas (bateria), além de uma constelação de participações que inclui vozes como as de Brenda Billmann e Cecilia Tres, percussões, sopros e um quarteto de cordas. 

“É um projeto solo, mas que é também coletivo. Me encanta poder envolver vários amigos e amigas na construção desse repertório. Tem me agradado fazer assim”, comenta o artista.  Entre as parcerias de composição, figuram nomes como João Ortácio, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Thayan Martins, Yuri ML, Zelito Ramos, Guilherme Saldanha e Guilherme Becker. O encerramento definitivo do ciclo se dá com a faixa-título, que sintetiza a filosofia da obra: a necessidade de aprender o tempo exato de ficar e o de partir. 
Músicas do Lado A “Chegadas”: 01 – Organizando todo Mundo Sonha – Artur Wais // 02 – Papazinho  – Artur Wais, Yuri ML e Zelito Ramos – part Yuri ML e Zelito // 03 – Sobre Nós  – Artur Wais e Guilherme Becker
Músicas do Lado B “Partidas”: 04 – Era pra eu ter sido um Beijo  – Artur Wais // 05 – Vida de Isqueiro  – Artur Wais, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Guilherme Becker, Thayan Martins e Guiga Saldanha – participações:  Cecilia Tres, Brenda Billmann, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Flashbecker e  LEME  // 06 – Se Acostumar  – Artur Wais – part Marcelo Corsetti 
 
BANDA DORA AVANTE – A banda Dora Avante anunciou o lançamento de seu primeiro álbum ao vivo, celebrando os 3 anos de estreia nos palcos com registro histórico do show realizado em 13 de maio de 2026 no Teatro Municipal Pedro Parenti, em Caxias do Sul. O trabalho marca mais um passo da trajetória do grupo gaúcho, vencedor do 8º Prêmio Profissionais da Música.
Dora Avante iniciou suas atividades em maio de 2020. Reunindo 4 músicos ecléticos e versáteis que se encontraram ao longo do curso de música da Universidade de Caxias do Sul, Dora Avante é uma banda gaúcha formada por Alexandre Fritzen (vocais, piano e teclado) Augusto Dosso (baixo, violão e guitarra), Bruno Borges (guitarra e violão) e Giovane Albarello (bateria e percussão). O repertório do grupo é totalmente autoral, com composições de Alexandre Fritzen. Trazendo a sonoridade da canção urbana gaúcha, Dora Avante mistura influências de MPB, pop rock e rock progressivo, englobando aspectos da música popular brasileira mescladas ao pop contemporâneo. As letras das músicas são repletas de metáforas, abordando aspectos do cotidiano, refletindo sobre o amor e a existência.   
Em 2024 a Dora Avante lançou seu primeiro álbum e em 2026 lança seu primeiro álbum ao vivo.   
MÚSICAS (Dora Avante Ao Vivo) – AUTORIA de Alexandre Fritzen da Rocha: 07 – Bem-te-vi // 08 – O Velejar da Vida  // 09 – Relato em Cartão Postal  // 10 – O Domínio de Kronos  // 11 – Te Dizer // 12 – Nascerá   
 
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O SUL EM CIMA 17 / 2026

Nesse programa, vamos apresentar o trabalho de LEANDRO MAIA, com entrevista do artista concedida a Kleiton Ramil e vamos mostrar também em primeira mão , uma música inédita que vai ser lançada nas plataformas de música em breve. É a música ‘Lampejo’, de autoria de Kleiton Ramil e João Victor Aiello, com interpretação de Leandro Maia.

NOVA MÚSICA EM BREVE!!
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Lampejo é um lançamento de Leandro Maia a partir da produção musical de Kleiton Ramil, que assina a composição ao lado do jovem letrista e escritor João Victor Aiello. A faixa retoma o espírito coletivo e o alto astral dos Almôndegas em seus temas mais existencialistas com forte trabalho vocal, arranjo delicado e mensagem profunda. O encontro de gerações marca este tema atemporal e místico. “Ao céu tudo, aos medos nada” convoca a seguir em frente sem esquecer das origens.

Você é nosso convidado para dia 20 as 20 hs, estar com Leandro Maia, João Aiello e Kleiton Ramil, onde eles vão contar a historia de Lampejo. e outras mais. No instagram: @leandromaiacompositor, @joao.aiello, @kleitonramil

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Leandro Maia é  Especialista em Letras – Práxis da Criação Textual (Uniritter), Mestre em Letras (UFRGS),  Licenciado em Música (UFRGS) e  PhD em Música (Songwriting) pela Bath Spa University / Reino Unido.   É professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), junto aos Cursos de Bacharelado em Música e Especialização em Artes  e coordena a AGIMOS – Agência de Indústria Criativa e Mobilização Social da UFPel.    Possui quatro discos autorais e em 2020, lançou o filme “Paisagens”, dirigido por Juliano Ambrosini e Nando Rossa. Recebeu o 1º Prémio Ibermúsicas de Composición de Canción Popular, concedido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos. Recebeu o Troféu Brasil-Sul de Música como intérprete, melhor projeto visual e melhor disco infantil (para Mandinho). Possui cinco Prêmios Açorianos de Música,  um Troféu RBS Cultura e diversas indicações como compositor e melhor espetáculo.
“Palavreio”, produzido por Pedrinho Figueiredo, é seu CD-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008, vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Revelação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.  
“Mandinho” (2012, produzido por Leandro Maia e Luiz Ribeiro) é o seu segundo disco. Com acento regional e universalidade existencial, Mandinho mergulha na infância e sua relação com “o mundo”. Presente e passado, realidade e fantasia, cotidiano e estranhamento estão equilibrados no trabalho, que respeita a infância como um espaço de construção de pensamento, de poesia e de curiosidade.
Em 2014, Leandro lançou Suíte Maria Bonita e Outras Veredas, produzido por André Mehmari. Dedicado à figura feminina e uma ode ao mundo histórico-literário, o disco começou a ser gestado em 2009. Com 15 canções, o trabalho – dirigido e produzido por André Mehmari – propõe uma “Nova Canção Brasileira de Câmara” através da interface entre o dito “erudito” e o dito “popular”. Contemplado em 2013 com Prêmio Funarte de Música Brasileira.
“Guaipeca: uma ilusão autobiográfica” (2023, produzido por Luciano Mello). Guaipeca é como se chama o cachorro vira-lata. Uma palavra de origem indígena, muito utilizada no sul do país para o “cachorro de rua”, “bicho solto”. Guaipeca é avatar, o alter ego, o duplo que Leandro Maia escolheu para contar a sua “ilusão autobiográfica”, que se desenvolve em três eixos narrativos interligados: o amor, o humor e a política (crítica social).
Músicas do álbum Palavreio: 01 – Paisagens // 02 – Palavreio  – Músicas do álbum ‘Mandinho’: 03 – Bem Capaz // 04 – Samba da Páscoa –  Músicas do álbum Suíte Maria Bonita e outras Veredas: 05 – Eu Nuvem  – Leandro Maia e Vitor Ramil  – participação especial: Vitor Ramil // 06 – Histórias de Nós Dois  – Marcelo Delacroix e Leandro Maia – Participação especial: Marcelo Delacroix – Músicas do álbum Guaipeca: 07 – Deus na Laje – Pablo Lanzoni e Leandro Maia // 08 – Guaipeca  – Leandro Maia – incluindo trecho do poema Negritodes de Leandro Maia – participação de Maria Falkembach (voz) e Marcelo Callado (bateria) – Música inédita: 09 – LAMPEJO – Kleiton Ramil e João Victor Aiello – Interpretação: Leandro Maia 
 
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O SUL EM CIMA 16 / 2026

1) LIA DE ITAMARACÁ e DAÚDE – Encantador, potente e mágico: estas palavras definem perfeitamente o mar e também se aplicam ao álbum Pelos Olhos do Mar, lançamento do Selo Sesc. Este álbum marca a primeira parceria fonográfica entre Daúde e Lia de Itamaracá, unindo força ancestral e modernidade através das vozes vibrantes de duas mulheres que representam a cultura popular. Produzido por Pupillo e Marcus Preto, o álbum conta com dez faixas que mesclam composições inéditas e releituras de clássicos da música brasileira, celebrando o feminino, a negritude, a resistência, a tradição e o poder da coletividade. 
Com trajetórias distintas, Lia de Itamaracá é uma guardiã das tradições, símbolo vivo da cultura pernambucana, enquanto Daúde, baiana de origem e artista de vanguarda, é pioneira ao unir elementos da negritude e da música brasileira em linguagem contemporânea. As dez canções de Pelos Olhos do Mar formam um mosaico de tempos, ritmos e histórias. O repertório inclui boleros que evocam romantismo, cirandas que reafirmam identidade e composições inéditas.
Músicas: 01 – As Negras  – Chico César // 02 – Santo Antônio da Boa Fortuna  – Emicida // 03 – Pout-Pourri de Cocos – Bar do Hermínio  (Dona Celia do Coco) / Galo Cantou   (Selma do Coco) / Xô, Xô, Meu Sabiá  (Domínio Público) //  04 – Pelos Olhos do Mar  – Pupillo e Otto // 05 – Bordado – Karina Buhr // 06 – Se meu amor não chegar nesse São João  – Mestre Baracho 
 
2) CAROL PEDROSO – Mulher indígena, amazônida de Santarém, artevista socioambiental, cantora, compositora, escritora, vocalista do grupo de mulheres indígenas Suraras do Tapajós e fascinada pela dança, Carol Pedroso lança o seu primeiro EP, “Eu canto minha força, meu lugar”, com direção musical de Manoel Cordeiro e participações especiais de Dona Onete, Lia Sophia, O Som Que Vem Delas e Suraras do Tapajós.
Sobre o EP: Eu Canto Minha Força, Meu Lugar é um projeto musical que traduz minha trajetória como artista, em canções inspiradas na minha ancestralidade, na força das mulheres e na resistência dos povos da floresta. E destaco minhas referências musicais, através de grandes experimentações e colaborações artísticas, como instrumento de transformação e afirmação cultural. O projeto também evoca memórias afetivas, como a homenagem a minha avó Isabel Pedroso, e dialoga com as múltiplas linguagens artísticas que compõem minha vivência artística no cenário cultural, conta a artista. 
Músicas: 01 – Força Feminina  – Carol Pedroso, Janaína Aparecida Figarella Gouvêa e Maria Lídia Aires de Mendonça – part esp. O Som que vem delas e Suraras do Tapajós  // 02 – Carimbó da Beca – Ana Carolina da Cruz Pedroso, Ionete da Silveira Gama e Manoel Cordeiro – part esp. Dona Onete // 03 – Á Belém – Carol Pedroso // 04 – No Batuque de Alter – Carol Pedroso – part esp Lia Sophia 
 
3 – SURARAS DO TAPAJÓS – Formado em 2018 por mulheres indígenas do povo Borari, em Alter do Chão, no Pará, o grupo Suraras do Tapajós tornou-se uma referência nacional ao unir música, ancestralidade, ativismo e afirmação cultural. Surgiu dentro da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, coletivo que faz luta em defesa do meio ambiente e pelos direitos das mulheres dentro do território indígena. Reconhecidas como primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, elas transformaram os palcos em espaços de encontro, memória e resistência, levando suas narrativas para festivais, projetos culturais e eventos em diferentes regiões do país. Suas canções são cantadas em português e nheengatu, língua indígena falada no Baixo Tapajós. O nome ‘Suraras’ é nheengatu e significa ‘guerreira’. 
Músicas: 01 – Da Nascente à Foz  – Carol Pedroso, Adelina Borari, Gilvana Borari e Val Munduruku – “Da Nascente à Foz” é um manifesto contra o avanço do garimpo ilegal na região do Rio Tapajós // 02 – Guerreira Surara  – Ianny Cristhian de Vasconcelos Alves, Keissiane Pereira Maduro e Silvan Galvão dos Santos
 
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