O SUL EM CIMA 32 / 2023

O SUL EM CIMA 32_2023_Chico Adnet e Vitória Maldonado e Ron Carter


Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Chico Adnet e Vitória Maldonado & Ron Carter Quartet
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CHICO ADNET é pianista, compositor e arranjador. Integrante do grupo vocal Céu da Boca nos anos 1980, gravou dois LPs pela Polygram. Participou de gravações de outros artistas, como Chico Buarque e Edu Lobo (“Grande Circo Místico”), Cesar Camargo Mariano, Raul Seixas, no disco “Vinicius de Moraes para Crianças”, entre outros. Lançou três discos autorais: “Alma do Brasil” (2011) , “Piano” e “Leva no Piano” (2017). Com larga experiência na criação de jingles publicitários, Chico abriu em 2003 a SongBird Produções, que cria trilhas para  emissoras de TV. 
Entre as diversas músicas de sua autoria ainda engavetadas nos últimos trinta anos, o pianista, compositor e arranjador Chico Adnet observou um ponto em comum: a tristeza. É esta a tônica das obras reunidas em “Triste, quarto álbum do músico carioca. São onze faixas, sendo dez composições próprias, nove delas inéditas e uma interpretação de “Feuillet D’album, op. 45 no. 1”, do russo Alexander Scriabin no piano elétrico. Gravado entre 2022 e 2023, “Triste” contou com a participação de duas orquestras de cordas: uma no Rio, formada por 22 músicos, e outra em Tallin, Estônia, com 24 instrumentistas. 
De uma família de músicos, Chico convidou os irmãos Mário, Maúcha e Muiza para participarem do álbum cantando em “Imagens”, uma das poucas canções sem as cordas, mas com sintetizadores. “Os sintetizadores eram uma coisa meio futurista lá pelos anos 70, e a letra fala de espaço-tempo, da semelhança que a gente começa a sentir com nossos pais”, diz. A família também está presente nas músicas “Doce companheira” e “Fria madrugada”, que ganharam letras do compositor (e tio) Luiz Fernando Gonçalves, irmão de sua mãe. Em uma das faixas, Chico faz uma homenagem ao filho Marcelo Adnet, ator e comediante, e, em outra, aos seus caçulas, um casal de gêmeos de 8 anos.
O álbum é, em essência, uma celebração da vida e da superação da tristeza, representando uma mudança para uma perspectiva mais alegre. A única exceção à melancolia é a faixa “Lembra”, um samba que evoca a saudade de sua irmã em Nova York, com participações de amigos na gravação das vozes.
Músicas: 01 – Um Nome // 02 – Dois Tatuzinhos // 03 – Companheiro de Viagem // 04 – Imagens – part. Mário Adnet, Maúcha Adnet e Muiza Adnet // 05 – Doce Companheira – Chico Adnet e Luiz Fernando Gonçalves // 06 – Feuillet D’Album, op. 45, nº 1 – Alexander Scriabin // 07 – Lembra – part. Pedro Miranda, João Cavalcanti, Moyséis Marques e Alfredo Del Penho 
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VITÓRIA  MALDONADO & RON CARTER QUARTET  lançaram no final de 2022,  o álbum ‘Brasil L.I.K.E Versões’ com repertório de clássicos americanos e brasileiros da bossa nova e do jazz. 
Há muito tempo a cantora, compositora e pianista paulista pensava no projeto de gravar standars do jazz, da música brasileira e norte-americana. A proposta foi bem sucedida. Além do rico repertório, ela pôde dividir o disco com o arranjador e contrabaixista norte-americano Ron Carter, uma ‘lenda viva’ do jazz, que procurava uma cantora do Brasil para realizar um projeto semelhante. Assim, nasceu o álbum ‘Brasil L.I.K.E.’ (Summit Records/2018) que agora ganha novo volume, com mesmo título e o acréscimo da palavra ‘Versões’. Traz os mesmos ‘clássicos’ do jazz, MPB e bossa-nova, composições de Cole Porter, Marks & Simons, Tom Jobim, Gilberto Gil e outros, com a novidade que as músicas ganharam ‘versões’  e a poesia em português (e inglês) do letrista Carlos Rennó.
Vitória estudou harmonia, composição e regência na Berklee College of Music, em Boston.  Além de cantar, Vitória também é a arranjadora no álbum (arranjos de base). Vitória também convidou o maestro e produtor Ruriá Duprat, seu contemporâneo na Berklee, para escrever os arranjos de orquestra. O “L.I.K.E.” do título é ‘Love, Inspiration, Knowledge e Energy’ (amor, inspiração,conhecimento e energia). Ron Carter Quartet, além do próprio Ron, tem Renee Rosnes (piano); Payton Crossley (bateria) e Rolando Matos (percussão). As gravações foram em São Paulo e entre os convidados estão Roberto Menescal, Proveta, Toninho Ferragutti, além de Ruriá Duprat e sua Brazilian Orchestra.
Ron Carter recebeu em 2022 o Grammy de melhor Álbum Instrumental de Jazz, pelo CD “Skyline”. Nasceu em 1935, em Michigan (EUA) e começou a tocar violoncelo aos 10 anos. Quando sua família se mudou para Detroit, passou a ter dificuldades em virtude de estereótipos raciais dos músicos eruditos. Mas persistiu. Começou trabalhando com nomes como Thelonious Monk e Wes Montgomery, e a partir daí não parou mais. Participou do Miles Davis Quintet (1965/1968). É possuidor de estilo próprio e isso fez dele um dos músicos de estúdio mais requisitados. Já esteve inúmeras vezes no Brasil e tocou e gravou com Hermeto Pascoal e Tom Jobim. Tem ainda extenso trabalho com música erudita.
Músicas: 01 – Noite e dia – Cole Porter // 02 – Meus Olhos só vêem você – Al Dubin e Harry Warren // 03 – Se todos fossem iguais a você – Tom Jobim e Vinícius de Moraes // 04 – Leve me – Gerald Marks e Seymor Simons // 05 – Adoro o teu Sorriso – Vitória Maldonado // 06 – Common Place – Gilberto Gil e João Donato // 07 – Georgia na minha mente – Hoagy Carmichael & Stuart Gorrell
 
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