O SUL EM CIMA 25 / 2026

DENI DOMENICO  –   Músico, compositor, arranjador e produtor, Deni Domenico é um nome em ascensão na música brasileira contemporânea. Versátil no violão e no cavaquinho, atua intensamente no circuito da MPB, samba e choro, reunindo uma experiência consolidada em palcos e gravações com importantes nomes do gênero. Sua maior vocação, porém, é a composição: cuidadosa, intuitiva e poética, marcada por rimas ricas e metáforas que fogem do óbvio. Inspirado em Chico Buarque e Djavan, Domenico busca lapidar cada verso com atenção à sonoridade e à prosódia, equilibrando lirismo e clareza. Como arranjador e produtor, procura sempre a “alma da música”, valorizando o DNA de cada obra. Com dois álbuns autorais lançados em 2012 e 2020, Domenico agora se consolida com ‘Seguir’ como um compositor de identidade forte, capaz de transformar histórias universais em arte atemporal. Sua trajetória inclui também passagens e experiências internacionais, reforçando sua visão ampla e contemporânea da música brasileira. Este novo trabalho reflete um desejo claro do artista: ser vetor de uma MPB tradicionalmente acessível, autêntica e emocionante — música feita para durar. 
“Seguir” é o terceiro álbum autoral de Deni Domenico, e marca um novo capítulo em sua trajetória. A obra mergulha nas contradições emocionais que fazem parte da experiência humana: desamor, separação e solidão dividem espaço com a esperança, a determinação e o desejo de recomeçar. Ao longo de 10 faixas inéditas, Domenico traduz em música um universo que todos conhecem de perto — o de quem viveu uma ruptura e sonhou com uma segunda chance. Canções que falam de fragilidade e superação, construídas com a delicadeza da poesia e a força da harmonia.
A produção e os arranjos foram assinados pelo próprio artista e reforçam sua visão autoral. O álbum conta ainda com a participação de músicos de destaque da cena brasileira: Marcos Paiva (baixo), Vitor Cabral (bateria), João Ventura (piano e teclado), Allan Abbadia (trombone), Leandro Tigrão (flauta) e Luis Passos (guitarra). A mixagem e masterização ficaram a cargo de Daniel Tapia, garantindo unidade e refinamento ao trabalho.
Músicas do álbum Seguir (autoria de Deni Domenico) : 01 – Seguir // 02 – Porvir // 03 – Sentença Capital  // 04 – Espera  // 05 – Um Amor Íntegro
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ISABELA FOGAÇA – Nasceu em Bagé e reside em Porto Alegre. Nutricionista formada pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura, Isabela é casada com o professor, compositor e político José Fogaça que foi senador pelo Rio Grande do Sul e prefeito de Porto Alegre. Isabela Fogaça acostumou-se aos palcos participando dos festivais estudantis e dos festivais regionais de música nativa e popular que dominaram a cena cultural do RS nos anos 70 e 80. Destacou-se como intérprete, vencendo inúmeros festivais e deixando em cada cidade por onde andou a marca de seu talento, em um período de extraordinária efervescência cultural. Foi quando decidiu radicar-se em Porto Alegre que a voz de Isabela ganhou grande popularidade. Com a interpretação da música “Porto Alegre é demais”, de autoria de José Fogaça, Isabela arrebatou a alma da cidade e dos gaúchos. A partir da gravação dessa música, tem recebido aplauso e reconhecimento a seu talento como artista.
Isabela Fogaça gravou em 2003  o CD “Natal em Família’  e tem um projeto de fazer todo ano o show de natal. Esse projeto é uma das coisas que a envolvem muito e a motivam a cantar. Ela se sente extremamente feliz com isso, pois o Natal é um momento especial com a família e amigos. Eles pretendem, esse ano, chamar o show de “O Natal e Nós”.  Nesse programa, vamos mostrar algumas músicas escolhidas por Isabela Fogaça especialmente para o programa.
Músicas: 01 – Canção pra te Esperar  – Valdir Cechinel Filho / Clemente Manoel / João Ormond – Intérprete: Isabela Fogaça  // 02 – Nossa Cassa – José Fogaça –  interpretação de José Fogaça e  Isabela Fogaça // 03 – As Águas do Rio Jacuí   – José Fogaça – interpretação: Isabela Fogaça  (inédita) // 04 – Migajas  – Jerônimo Jardim –  com Jerônimo Jardim –  participação:  Isabela Fogaça // 05 – Estrela Guria  – José Fogaça e Pery Souza – interpretação: Isabela Fogaça –  feat Cau Netto // 06 – Brasileira Demais – José Fogaça – interpretação de Isabela Fogaça (do álbum Alma Gaúcha de José Fogaça) – feita em homenagem a Brasília // 07 – Bem-Vindos à Vida  – Isabela Fogaça e Luís Coronel – interpretação: Isabela Fogaça –  feat Cau Netto 
 
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O SUL EM CIMA 24 / 2026

TIM BERNARDES – Martim Bernardes Pereira nasceu em SP em junho de 1991, mais conhecido como Tim Bernardes, é cantor, produtor e compositor. Como integrante, compositor e vocalista da banda O Terno, lançou quatro álbuns, além de dois em carreira solo e de participações em trabalhos de diversos artistas. Tim Bernardes é um nome consolidado na música indie e na nova MPB. Tim Bernardes já se apresentou ao lado de artistas como Arnaldo Antunes, Nando Reis, Tom Zé, Tulipa Ruiz, Gal Costa, Marcelo Jeneci, entre outros. 
Filho do músico Maurício Pereira, Tim Bernardes já bem novo demonstrava interesse pela música e aos seis anos de idade foi matriculado para fazer aulas de musicalização. Cresceu no meio musical do pai, trabalhando como técnico de apoio e acompanhando gravações em estúdios. Com o incentivo de seus pais, entrou para a faculdade de música. Em 2009, ao lado de dois amigos, montaram a banda O Terno. Após cinco anos de estrada, a banda resolveu dar uma pausa em 2017. Durante esse hiato, Tim lança seu primeiro trabalho solo Recomeçar, indicado ao Grammy Latino. Em 2022 lançou seu segundo álbum solo, intitulado Mil Coisas Invisíveis. Tim foi o responsável por compor, produzir e fazer o arranjo das 15 faixas que compõem o trabalho. No ano seguinte, o disco foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum de Música Popular Brasileira.
Em Mil Coisas Invisíveis, o artista e multi-instrumentista Tim Bernardes mostra por que é um dos mais talentosos compositores em atividade no Brasil. Cinco anos após o lançamento de Recomeçar, sua primeira incursão solo em meio à sólida carreira como integrante d’O Terno, Tim voltou aos temas de amor e perda, a travessia da vida e o seguir adiante. Ouvir as canções de Mil Coisas Invisíveis, lançado em 2022, é como folhear as páginas de um livro. São versos autobiográficos, por vezes descritivos, longos e difíceis, como se estruturados para serem desvendados pelo ouvinte. 
Músicas do álbum ‘Mil Coisas Invisíveis’ (autoria de Tim Bernardes): 01 – Nascer, Viver, Morrer  //  02 – Realmente Lindo // 03 – BB (Garupa de Moto Amarela)  // 04 – Meus 26 // 05 – Beleza Eterna- coros por Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 06 – Mistificar 
 
CRISTIAN SPERANDIR – é um jovem pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical nascido em Osório (RS) e apontado como uma das revelações da música do Sul do Brasil. Formado pela UFRGS, ele se destaca como um dos grandes expoentes da música instrumental contemporânea e do jazz no Sul do país, acumulando prêmios e participações de peso ao longo de sua trajetória. 
O álbum musical “Pianista de Oz”, de Cristian Sperandir, foi lançado em maio de 2025. O projeto voltado à valorização do piano na música regional gaúcha também desdobrou-se em um livro homônimo, publicado em julho de 2025. 
Cristian Sperandir herdou de sua família a afinidade musical e começou a interessar-se por música  já muito cedo, e desde então, o aprimoramento é constante. Iniciou seus estudos ao piano com treze anos. Em Osório / RS ingressou na Academia de Música Rima-Aperfeiçoamento onde cursou Linguagem e Estrutura Musical (teoria musical e harmonia gradual) tendo como professor o maestro Paulo de Campos e no piano foi aluno de Nilton Júnior da Silveira e do maestro Carlos Garofalli; em Porto Alegre/RS estudou piano com o maestro Paulo Dorffman e Rafael Vernet. Paralelamente aos estudos, Cristian já atuava como tecladista e arranjador do Estúdio A3, e produzia vários trabalhos em estilos diferentes. 
Cristian Sperandir lançou EPs e álbuns como Bons Ventos, Flachianas, Lado C, Pianista de Oz entre outros. 
Músicas do álbum Pianista de Oz (2025): 01 – Astro Haragano  – Jerônimo Jardim // 02 – Bem de Bem  – Cristian Sperandir – part Paulinho Fagundes // 03 – Boi Barroso  – Domínio Popular // 04 – Prenda Minha – Domínio Popular // 05 – Trova Afiada  – Cristian Sperandir, Lucas Fê e Marcello Caminha Filho – part Lucas Fê e Marcello Caminha Filho // 06 –  Pampiano – Cristian Sperandir 
 
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O SUL EM CIMA 23 / 2026

ANA DERIGGI – Em 2024, chegou nas plataformas digitais “É a Primeira Vez que Isso me Acontece”, o álbum de estreia de Ana Deriggi que, após cerca de 20 anos de carreira como cantora e instrumentista, se revela também compositora. O álbum de inéditas tem produção de Mário Manga, com quem Ana faz dupla no bem-sucedido projeto “O Bom e Velho”, interpretando clássicos do rock dos anos 60 e 70.
“É a Primeira Vez que Isso me Acontece” inclui parcerias de Deriggi com Danilo Moraes, Miguel Vendrasco, Natália Barros, Tad Wagner (EUA), Rodrigo Almar (ARG) e tem a participação especial de Mariana Aydar, Ná Ozzetti, Ricardo Vignini e do Quadril Quarteto de Cordas, entre outros músicos com quem compartilha sua história musical. A mixagem é de Márcio Nigro, Mário Manga e Ana Deriggi, e a masterização é de Homero Lotito. Vocais, violões e quarteto de cordas foram gravados no Trampolim Estúdio, por Fábio Barros. É a primeira vez para Ana Deriggi: o primeiro álbum e o primeiro pacote de composições próprias que se tornam públicas. E isso depois de cerca de vinte anos de carreira, com os altos e baixos característicos do músico brasileiro da noite. De maneira involuntária, essa já longa trajetória parece ter preparado a cantora, compositora e violonista para este momento.
Natural de São Paulo, Ana Deriggi iniciou sua vida musical cedo, aos 3 anos de idade no piano. Se considera musicista autodidata, cujos instrumentos são voz, violão, guitarra e ukulele. Além do formato voz e violão, Ana já se apresentou e tem o gosto por se apresentar com diversos músicos e formações encontrando sonoridades diferentes e grandes mestres no caminho. Já dividiu o palco e participou de vários projetos, tanto em shows como em álbuns e parcerias, com grandes artistas. Entre eles estão Ná Ozzetti, Marcelo Quintanilha, Arrigo Barnabé, Luiz Thunderbird, Lucinha Turnbull, e vários outros artistas. Em paralelo ao trabalho solo, Ana faz dupla com Mário Manga no projeto musical para o YouTube “O Bom e Velho”, em que rearranjam para o formato duo um repertório dos anos 1960 e 1970, focado em rock’n roll, folk, blues e música negra.
Músicas  do álbum  “É a Primeira Vez que Isso me Acontece” :  01 – Vento Sul – Ana Deriggi // 02 – Abençoar – Ana Deriggi e Danilo Moraes  – feat Danilo Moraes (voz e guitarra) // 03 – Miss Quarentina nº 2 – Ana Deriggi   // 04 – Feels Alright – Ana Deriggi e Tad Wagner    // 05 – Gris – Ana Deriggi  // 06 – Quando a música parar – Ana Deriggi e Natália Barros –  participação: Daniel Grajew e Luciano Albo 
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JÉFERSON DANTAS – Jéferson Silveira Dantas nasceu em 1973, é  gaúcho de Bagé/RS, historiador, ensaísta, compositor e músico autodidata. Doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor no Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação da UFSC. Membro e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho (GEPETO) e do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), vinculado ao Departamento de Jornalismo da UFSC. No universo literário, lançou os livros: Suspenso e alheio ou as minhas reticências sinceras e Égab (Ed. Insular, 2015) e um livro de contos (edição própria, 2017) intitulado Essa coisa sem nome. Em abril de 2019 lançou o livro À Beira (Editora Insular) com a escritora e jornalista, Jeana Lexau (pseudônimo de Jeana Laura da Cunha Santos) e o livro Corrosão (2025). 
O álbum ‘O grito da cidade’ é a primeira experiência musical solo de Jéferson Dantas, que lançou em fevereiro de 2013 o álbum “A cada manhã’  com o grupo Casa da Ginga. As canções desse álbum traduzem suas principais influências (Vitor Ramil, Zé Ramalho, Raul Seixas, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Secos & Molhados). 
O álbum ‘O grito da cidade’ foi gravado, mixado e masterizado no R.V. Estúdio Musical, Florianópolis/SC, de outubro de 2021 a janeiro de 2022, por Alex Sandro Batista dos Santos.  Arranjos, violões, guitarras, piano, bateria programada e sintetizadores: Alex Sandro Batista dos Santos / Arte da capa: Jeana Santos
Músicas do álbum “O Grito da Cidade” de 2022 de Jéferson Dantas: 01 – O Grito da Cidade // 02 – Quando a chuva veio // 03 – Olhos invernais // 04 – Tempos de Luta // 05 – Tudo vivido até aqui // 06 – Domingo na Cidade // 07 – Recomeçar
 
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O SUL EM CIMA 22 / 2026

ZÉ CARADÍPIA  – Compositor, cantor, poeta e violonista, Zé Caradípia celebra em 2026, 70 anos de vida e 50 anos de trajetória na música brasileira. Autor de mais de 300 canções, construiu uma obra marcada pela sensibilidade poética, diversidade estética e profundo compromisso com a cultura popular.
Sua canção mais conhecida, “Asa Morena”, eternizada na voz de Zizi Possi, tornou-se um clássico da MPB e figura entre as 100 músicas mais tocadas do século XX no Brasil. Reconhecido por sua contribuição à música e à poesia nacional, Caradípia segue como cronista das pequenas grandes histórias e porta-voz dos “Zés” que constroem o Brasil com arte, trabalho e resistência.
No dia 26 de agosto de 2026, às 20h, o Teatro Simões Lopes Neto, em Porto Alegre, recebe Mais Um Zé – espetáculo que celebra os 50 anos de carreira de um dos mais importantes compositores da música gaúcha e brasileira. A apresentação marca também o pré –  lançamento do Songbook Zé Caradípia, publicação inédita que reúne 25 partituras de canções autorais, letras, histórias, fotografias e recursos de acessibilidade, preservando parte fundamental da obra do compositor.   O livro apresenta obras que marcaram diferentes fases da carreira de Zé Caradípia e preserva um importante acervo da canção brasileira, reunindo histórias, memórias e composições construídas ao longo de cinco décadas de atividade artística. A publicação também oferece recursos de acessibilidade, incluindo QR Codes que permitem acesso às gravações das músicas e ao audiolivro da obra, ampliando o acesso ao conteúdo para diferentes públicos.
No palco, Zé Caradípia interpreta as  canções acompanhado de músicos e convidados especiais: Daniel Castilhos, Elisa Furtado, Fernando Sessé, Grupo Vocal5, Marcelo Carvalho, Maria Lúcia Sampaio, Ricardo Silvestrin, Jefferson Marx e Paulinho Barcellos, reunindo diferentes gerações de artistas em uma celebração da música autoral.
Mais do que um show, Mais Um Zé é um encontro entre música, memória e emoção. Uma homenagem à criação artística, à cultura gaúcha e à força da canção brasileira.
Ao longo de sua trajetória, Zé Caradípia reuniu parceiros musicais em diversas regiões do país — de São Paulo ao Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte a Santa Catarina, passando por Minas Gerais e muitos outros cantos do Brasil — formando uma ampla rede afetiva e criativa que fortalece sua caminhada e amplia o alcance de sua arte.
Músicas do Songbook Zé Caradípia: 01 – Antítese das Sombras  – Zé Caradípia // 02 – Após Bares  – Zé Caradípia // 03 – Azul de Montão  – Zé Caradípia // 04 – Casa de Madeira Morena  – Zé Caradípia e Yuri Victorino // 05 – Curiquinha – Zé Caradípia – part especial: Elisa Furtado // 06 –  Quanto há de tempo?  – Zé Caradípia e Márcio Celli // 07 – Mais Um – Zé Caradípia e Ricardo Silvestrin // 08 – Pintando Falas –  Zé Caradípia // 09 – Senhora Bossa – Zé Caradípia e Reginaldo Mil // 10 – Asa Morena – Zé Caradípia // 11 – Serpente dos Sete Ares  – Zé Caradípia e Galileu Arruda // 12 – Algodão Doce – Zé Caradípia e Zé Aughusto Marques // 13 – Solo de Cuíca  – Zé Caradípia e  Mario Pirata 
 

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O SUL EM CIMA 21 / 2026

LUIZ HENRIQUE

Luiz Henrique Rosa nasceu em 25 de novembro de 1938, na cidade de Tubarão, no sul do Estado de Santa Catarina. Seus pais, Raulino e Alice Rosa, moravam em Imbituba, cidade que não possuía maternidade, assim tiveram que ir à Tubarão para Luiz nascer. Luiz começou a desenvolver sua habilidade musical tocando instrumentos de percussão, até que aos 18 anos, quando vivia em São José, ganhou um violão de seu pai e não parou mais. 
Aos 11 anos foi com a família para Florianópolis, onde estudou no Colégio Catarinense e no Instituto Estadual de Educação. Luiz sempre dizia que Florianópolis era o seu lugar, e foi o primeiro a se designar ‘manezinho da ilha’ com orgulho. Ele foi o primeiro manezinho urbano, transformando um termo pejorativo em um símbolo de identidade cultural. 
Desde cedo, a música foi sua principal forma de expressão. Luiz Henrique também tinha grande vocação para o desenho. Aos vinte anos, foi avisado pela cantora Neide Maria Rosa que o diretor da Rádio Diário da Manhã queria contratá-lo. Luiz começou a trabalhar na rádio, uma das melhores do sul do país na época, logo após a sua inauguração. Logo, ele tinha seu próprio programa na emissora, onde tocava suas composições e sucessos da época, antecipando a ‘bossa nova’ que estava surgindo no Rio de Janeiro com Tom Jobim e João Gilberto. Antes de compor cerca de 200 canções, Luiz Henrique também tocou em festas, bares e bailes. 
Em 1961, Luiz mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou  em diversos nightclubs, incluindo o célebre Beco das Garrafas, em Copacabana. Lá, gravou seu primeiro compacto com duas músicas: “Garota da rua da praia” e “Se o amor é isso”. Em 1963, quando gravou seu primeiro LP, “A Bossa Moderna de Luiz Henrique”, conquistou as paradas de sucesso em todo o país com as canções “Sambou, sambou”, “No balanço do Mar” e “Vou andar por aí”. Seu primeiro LP foi produzido por Armando Pittigliani, que o acolheu no Rio de Janeiro. 
No auge da bossa nova no Brasil, em 1965, Luiz Henrique partiu para os Estados Unidos, onde viveu um período frutífero em Nova York. Lá, conviveu e colaborou com grandes músicos norte-americanos como Stan Getz, Oscar Brown Jr., Billy Butterfield, Bobby Hacket, entre outros,  e com muitos brasileiros como Sivuca, Hermeto Pascoal, Walter Wanderley, João Gilberto e Airto Moreira. Durante o período que permaneceu nos Estados Unidos, Luiz compôs e gravou muitas músicas em diversos LPs. Ele também desenvolveu uma forte amizade com a atriz e cantora Liza Minnelli, que veio a Florianópolis no carnaval de 1979 a convite de Luiz Henrique. Luiz permaneceu nos EUA até dezembro de 1971, quando então voltou à sua amada ilha. Em 1976, Luiz Henrique lançou seu último LP “Mestiço”, com faixas gravadas no Rio de Janeiro e em Hollywood. Infelizmente, em 9 de julho de 1985, ano em que completaria 25 anos de carreira artística, Luiz Henrique morreu aos 46 anos em um acidente automobilístico. 
Em 2003, o músico catarinense Luiz Meira produziu o CD tributo “A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique”, com participação de Martinho da Vila, Ivan Lins, Luiz Melodia, Elza Soares, Sandra de Sá, Toni Garrido e Bia Krieger. No dia 20 de agosto de 2007, foi lançado o documentário “Luiz Henrique no Balanço do Mar”, dirigido por Ieda Beck, que refaz a trajetória do músico. O documentário apresenta participações especiais de Armando Pittigliani, Ricardo Cravo Albin, Roberto Menescal, Ilmar Carvalho, Hermeto Pascoal, Paul Winter, Ron Carter, Liza Minnelli, Flora Purim e Airto Moreira.
Luiz Henrique Rosa deixou um legado inesquecível na música brasileira, influenciando gerações com suas composições e seu estilo único. Sua obra continua a tocar os corações de todos que apreciam a música de qualidade.
Músicas do álbum “A Bossa Moderna de Luiz Henrique” (1964):  01 – Sambou Sambou – João Donato e João Mello // 02 – Balanço do Mar – Zil Rosendo // 03 – Garota da Rua da Praia – Luiz Henrique // 04 – Listen to me (do álbum Barra Limpa – 1967) – Luiz Henrique // 05 – Vivo Sonhando (Dreamer) – (do álbum Barra Limpa) – Tom Jobim // 06 – Florianópolis – Luiz Henrique – com Walter Wanderley – do álbum ‘Popcorn’ de Luiz Henrique com Walter Wanderley (1967) // 07 – Mestiço – Luiz Henrique – do álbum “Mestiço” (remasterizada – 2022)
Músicas do álbum “A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique” (2003): 08 – Sonhar – Luiz Henrique e Raul Caldas Filho – interpretação: Ivan Lins // 09 – Alicinha – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Elza Soares // 10 – Ilha Azul – Luiz Henrique – Interpretação: Sandra de Sá // 11 – If you want to Be a Lover – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Bia Krieger // 12 – I was Afraid – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Toni Garrido // 13 – Ponte Hercílio Luz – Luiz Henrique – interpretação: Martinho da Vila // 14 – Minha Lagoa – Luiz Henrique – interpretação: Luiz Melodia 
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O SUL EM CIMA 20 / 2026

SERENO CANTO – Em 2012 surge o Sereno Canto por meio de um programa de Extensão Universitária da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na época nomeado A Hora de Dormir: o Acalanto com Crianças em Acolhimento Institucional, Thiago Ramil e Raul Jung, idealizadores do projeto, realizavam semanalmente a prática do acalanto em Casas de Acolhimento. 
Em 2020, durante o período de isolamento em decorrência da pandemia de COVID-19, o projeto iniciou a produção, gravação e distribuição de episódios de Podcast para Casas de Acolhimento de Escolas de Educação Infantil vinculadas ao município de Porto Alegre. Em 2023, lança nas plataformas de streaming, uma série de Podcast com artistas convidados + Livro Digital + Álbum Visual viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura do RS (LIC/RS).
O Sereno Canto vem pesquisando as contribuições do acalanto para o dormir por meio do diálogo com educadores (as) e professores (as), da realização de leituras e estudos sobre a temática e as experiências vivenciadas nos anos de atuação junto às crianças e aos adolescentes. 
Entre registros históricos e entrevistas inéditas, o documentário “Contos dos Cantos da Cidade” lançado em 02/07/2026 pelo projeto Sereno Canto, reúne narrativas, memórias e manifestações artísticas de moradores que experimentam a cidade de Porto Alegre há décadas. A obra, idealizada por Thiago Ramil, reúne as memórias de Gah Te, Nina Fola, Loua Pacom, Mestre Paraquedas e Eva Shul, sob perspectivas diversas: indígena, imigrante, afro-brasileira e feminina.
Músicas do álbum Sereno Canto (2023): 01 – Lágrimas Coloridas de Uma Árvore Falante – Thiago Ramil // 02 – Sórêg – Thiago Ramil e Iracema Gah Teh – part Iracema Gah Teh // 03 – A Vaca – Clarissa Ferreira – part Clarissa Ferreira // 04 – Pequeno General – Thiago Ramil, Dona Conceição e Gutcha Ramil – com Thiago Ramil, Sereno Canto, Dona Conceição e Gutcha Ramil 
05 – Música Tema do documentário “Contos dos Cantos da Cidade” –  Kleiton Ramil e Thiago Ramil –  part Thiago Ramil, Kleiton Ramil, Mestre Paraquedas, Loua Pacom e Nina Fola. 
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THIAGO RAMIL – É músico, compositor, produtor e psicólogo. Como psicólogo, atuou 4 anos na rede de acolhimento institucional e vem desenvolvendo, na interface entre música e a psicologia, o projeto Sereno Canto, que promove atividades de acalanto junto à rede de acolhimento institucional e de educação infantil. Como músico / compositor já recebeu diversos prêmios e indicações a premiações nacionais e internacionais. Como destaque para a indicação ao 17º Latin Grammys, para a premiação de Melhor Autor da Região Sul no Prêmio Profissionais da Música (Artista Revelação, Melhor compositor, Melhor intérprete) e no Açorianos de Dança (duas vezes premiado por Melhor Trilha Sonora). Thiago tem lançados os álbuns Leve Embora (2015), EmFrente (2018), O Sol Marca o Andar do Tempo e a Imensidão do Universo Todo Dia (2021) e Sereno Canto (2023). Também lançou em 2025 o álbum ‘Gosto” com Dona Conceição. 
Thiago teve a música como protagonista em sua trajetória. Aos dois anos já fazia aulas de musicalização e desde a primeira infância praticou violino, instrumento que o acompanhou até os 14 anos de idade. Mais tarde, na juventude, integrou a banda “Cadiombleros”, seu primeiro projeto autoral e integrou o projeto Escuta – O Som do Compositor. Em 2014 formou-se em psicologia pela UFRGS. 
Thiago também atua no projeto Casa Ramil, que reúne integrantes de sua família – a irmã, Gutcha, os tios Kleiton, Kledir e Vitor Ramil e os primos João e Ian Ramil. Em 2023 o grupo lançou um álbum ao vivo com canções de Thiago e outros componentes da família.
Músicas do álbum Leve Embora (2015): 01 – Amora – Thiago Ramil // 02 – Casca – Thiago Ramil // 03 – Canto – Thiago Ramil e Bruno Volkmer 
Músicas do álbum EmFrente (2018): 04 – Clareira Criada – Thiago Ramil / Poty Burch // 05 – O Corpo Vai Acabar – Thiago Ramil / Alexandre Kumpinski / Ian Ramil // 06 – Tropeço – Thiago Ramil e Duda Brack – part Duda Brack 
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O SUL EM CIMA 19 / 2026

1) – ORDINARIUS  é um grupo que usa as vozes como instrumentos principais e a percussão como seu perfeito complemento tendo a brasilidade, em suas diversas possibilidades, como linguagem musical, e os arranjos vocais inéditos de Augusto Ordine como fio condutor. Com dezoito anos de estrada, o conjunto já passou por vários estados brasileiros e mais de uma dezena de países na Europa, América Latina, América do Norte e Ásia, levando o repertório de seus diversos projetos em festivais e turnês. O choro carioca, Pixinguinha, Carmen Miranda, Aldir Blanc, Bossa Nova e mesmo canções autorais dos componentes do grupo foram alguns dos temas visitados, e o álbum Brasuca é a primeira incursão do grupo em um repertório de compositores contemporâneos, de diversos estilos, abarcando todas as regiões do país. O sexteto é formado por Antonia Medeiros, Augusto Ordine, Beatriz Coimbra, Fabiano Salek, Maíra Martins e Matias Correa, sendo Augusto o diretor musical e arranjador e Maíra a produtora executiva do grupo.

De Cuiabá ao Rio Grande do Sul, de Brasília ao Rio de Janeiro, Brasuca é um retrato da pluralidade da canção brasileira em uma seleção de compositores, gêneros e localidades que pretende traçar um dos muitos retratos possíveis de uma nação de culturas tão diversas. “Brasuca” nasceu do desejo de valorizar o ofício do compositor, aquele artista que, na maior parte das vezes está fora dos holofotes, mas mantém viva a tradição da canção brasileira. O álbum é um mosaico de ritmos, sotaques e poéticas, transitando pela ciranda, o maracatu, o baião e o ijexá, com parcerias que cruzam o mapa e reafirmam o compromisso do Ordinarius com a diversidade da música popular. “Queríamos homenagear não apenas os grandes nomes, mas os compositores que estão vivos, criando, ensinando, compondo… Nossos parceiros e que seguem movidos por necessidade e impulso artístico. Músicos, professores, aquelas pessoas que fazem um trabalho incansável e de resistência pela música. É um testemunho sobre a importância desta função”, explica Maíra Martins, uma das componentes do grupo.  
Gravado ao longo de 2024 e 2025, “Brasuca” marca mais um capítulo da sólida trajetória do Ordinarius, um dos grupos vocais mais ativos e premiados do país, com turnês por mais de 60 cidades brasileiras e 50 internacionais, prêmios como o Profissionais da Música (Grupo Vocal) e participações em festivais em países como Alemanha, França, Panamá, Chile, Portugal e Suíça.  Músicas (álbum  Brasuca – Lado A)  : 01 – Balanceiro  – Juliana Linhares, Khrystal, Moyseis Marques e Sami Tarik  – com Ordinarius, Antonia Medeiros // 02 – Casca de Noz  – Kalu Coelho e Renato Frazão  – com Ordinarius, Beatriz Coimbra // 03 – Cirandeira – PC Castilho – com Ordinarius, Augusto Ordine –  Músicas  (álbum  Brasuca – Lado B)  : 04 – O Trem, O Tempo, O Menino  – Renato Frazão – com Ordinarius, Augusto Ordine, Beatriz Coimbra // 05 – Do Contra  – Iso Fischer, Lucina – com Ordinarius, Antonia Medeiros  // 06 – Num Ciúme Só – Hermínio Bello de Carvalho e Vidal Assis – com Ordinarius, Augusto Ordine, Fabiano Salek 

2) JULIE WEIN – A artista paranaense radicada no Rio de Janeiro JULIE WEIN, é   cantora, compositora, atriz, instrumentista e Doutora em Neurociências pela UFRJ. Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Nascida em um meio regado de estímulos artísticos – o pai violoncelista de orquestra (Romildo Weingartner) e a mãe coreógrafa (Rocio Infante), Julie canta desde pequena. Como atriz, estreou aos 15 anos como Anne Frank na peça ‘O Diário de Anne Frank’.

Chegou às plataformas de música em junho / 2026,  “Pianos e Canções”, segundo álbum da discografia da cantora Julie Wein. Com “Pianos e Canções”, Julie Wein celebra a tradição do piano popular na canção brasileira, reunindo músicas de compositores como Johnny Alf, Tom Jobim, Ivan Lins e Benito di Paula. “A seleção desse repertório foi um mergulho na memória afetiva e um resgate da pluralidade que fundamenta a nossa identidade musical. Gravei compositores que sempre me inspiraram a escrever canções e a me acompanhar ao piano, cantando e tocando, aproximando no mesmo disco universos tão distintos quanto os de Benito di Paula e Tom Jobim”, pontua Julie Wein, que já participou de vários espetáculos musicais como atriz e cantora, além de ter sido preparadora vocal de outras montagens. Músicas: 01 – Homem Virtuoso  –  Julie Wein e Matheus Prevot  // 02 – Retalhos de Cetim  – Benito Di Paula // 03 – Bilhete  – Ivan Lins e Vitor Martins – Part especial  Ivan Lins // 04 – Trocando em Miúdos  – Francis Hime e Chico Buarque – part Esp: Francis Hime // 05 – Balada do Louco  – Arnaldo Baptista, Rita Lee

3) TATIÉLI BUENO  é cantora gaúcha, com 18 anos de trajetória dedicada à música popular brasileira, regional urbana e latino-americana. Em 2025, lançou o EP Meu Lugar, indicado quatro vezes ao prêmio Açorianos de Música RS 2025 na categoria MPB. Sua discografia inclui os álbuns Sensibilidade (2015) e Do Rio Grande do Passado ao Rio Grande do Futuro (2010). A cantora Tatiéli Bueno lançou dia 15 de maio de 2026 o single “Canário do Reino”, disponível em todas as plataformas digitais de áudio. A canção marca mais um passo importante no amadurecimento artístico da intérprete, reafirmando sua atuação na música brasileira e destacando seu timbre vocal em uma proposta vibrante que valoriza sua versatilidade artística e potência na música brasileira.  “Canário do Reino” dá continuidade ao movimento iniciado com o EP “Meu Lugar”, lançado em 2025, trabalho que oficializou o reposicionamento de Tatiéli Bueno no mercado musical. A nova fase se fortalece ainda mais em 2026 com o lançamento do espetáculo “Tatiéli Bueno visita Milton Nascimento”, que estréia em 3 de setembro em Caxias do Sul. O show consolida a postura artística da cantora, evidenciando sua conexão com a essência da música brasileira e com grandes referências da canção nacional.  Com uma interpretação alegre, livre e intensa, “Canário do Reino” simboliza liberdade, verdade e novos voos – conceitos que dialogam diretamente com o atual momento da carreira da artista.  Música:01 – Canário do Reino – Carvalho e Zapatta – interpretação: Tatiéli Bueno

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https://www.instagram.com/tatielibueno/

O SUL EM CIMA 18 / 2026

Artur Wais é cancionista. Recebeu cinco indicações ao Prêmio Açorianos de Música pelo álbum “Nós Nessa Cidade” (Rota de Pedestre, 2022). Em sua trajetória internacional, participou de uma residência artística em Bologna (Itália) em 2023, onde gravou o single “Sobreviver aos 30” (2024), e do “Festival de La Canción de La Serena” no Uruguai. Com forte presença na cena cultural de Porto Alegre, circulou por diversos espaços locais, como a Casa de Cultura Mário Quintana, a Sala Álvaro Moreyra, e o Espaço 373. Em 2025, realizou o projeto  “Formato Mínimo da Canção”, selecionado por edital do Ministério da Cultura e executado no Espaço Força e Luz. Além de sua atuação no Rio Grande do Sul, marcou presença em festivais em São Paulo e Montevidéu.  Em abril de 2026, Artur lançou nas plataformas digitais seu primeiro álbum, “Se Acostumar”, que também tem versão física em formato de fita K7 e de CD. O projeto, com produção musical de Marcelo Corsetti, é um álbum conceitual dividido em Lado A: “Chegadas” e Lado B “Partidas”, explorando as dualidades dos encontros e desencontros do cotidiano. O trabalho é um registro documental e artístico que transita entre as tradições do Sul e uma sonoridade contemporânea, fruto de um processo de maturação vivenciado em festivais de composição e residências artísticas. A extensa ficha técnica reforça o caráter colaborativo que Artur vem imprimindo em sua trajetória. Com produção musical de Marcelo Corsetti, o álbum conta com uma banda base formada por Miguel Tejera (baixo) e Dani Vargas (bateria), além de uma constelação de participações que inclui vozes como as de Brenda Billmann e Cecilia Tres, percussões, sopros e um quarteto de cordas. 

“É um projeto solo, mas que é também coletivo. Me encanta poder envolver vários amigos e amigas na construção desse repertório. Tem me agradado fazer assim”, comenta o artista.  Entre as parcerias de composição, figuram nomes como João Ortácio, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Thayan Martins, Yuri ML, Zelito Ramos, Guilherme Saldanha e Guilherme Becker. O encerramento definitivo do ciclo se dá com a faixa-título, que sintetiza a filosofia da obra: a necessidade de aprender o tempo exato de ficar e o de partir. 
Músicas do Lado A “Chegadas”: 01 – Organizando todo Mundo Sonha – Artur Wais // 02 – Papazinho  – Artur Wais, Yuri ML e Zelito Ramos – part Yuri ML e Zelito // 03 – Sobre Nós  – Artur Wais e Guilherme Becker
Músicas do Lado B “Partidas”: 04 – Era pra eu ter sido um Beijo  – Artur Wais // 05 – Vida de Isqueiro  – Artur Wais, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Guilherme Becker, Thayan Martins e Guiga Saldanha – participações:  Cecilia Tres, Brenda Billmann, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Flashbecker e  LEME  // 06 – Se Acostumar  – Artur Wais – part Marcelo Corsetti 
 
BANDA DORA AVANTE – A banda Dora Avante anunciou o lançamento de seu primeiro álbum ao vivo, celebrando os 3 anos de estreia nos palcos com registro histórico do show realizado em 13 de maio de 2026 no Teatro Municipal Pedro Parenti, em Caxias do Sul. O trabalho marca mais um passo da trajetória do grupo gaúcho, vencedor do 8º Prêmio Profissionais da Música.
Dora Avante iniciou suas atividades em maio de 2020. Reunindo 4 músicos ecléticos e versáteis que se encontraram ao longo do curso de música da Universidade de Caxias do Sul, Dora Avante é uma banda gaúcha formada por Alexandre Fritzen (vocais, piano e teclado) Augusto Dosso (baixo, violão e guitarra), Bruno Borges (guitarra e violão) e Giovane Albarello (bateria e percussão). O repertório do grupo é totalmente autoral, com composições de Alexandre Fritzen. Trazendo a sonoridade da canção urbana gaúcha, Dora Avante mistura influências de MPB, pop rock e rock progressivo, englobando aspectos da música popular brasileira mescladas ao pop contemporâneo. As letras das músicas são repletas de metáforas, abordando aspectos do cotidiano, refletindo sobre o amor e a existência.   
Em 2024 a Dora Avante lançou seu primeiro álbum e em 2026 lança seu primeiro álbum ao vivo.   
MÚSICAS (Dora Avante Ao Vivo) – AUTORIA de Alexandre Fritzen da Rocha: 07 – Bem-te-vi // 08 – O Velejar da Vida  // 09 – Relato em Cartão Postal  // 10 – O Domínio de Kronos  // 11 – Te Dizer // 12 – Nascerá   
 
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O SUL EM CIMA 17 / 2026

Nesse programa, vamos apresentar o trabalho de LEANDRO MAIA, com entrevista do artista concedida a Kleiton Ramil e vamos mostrar também em primeira mão , uma música inédita que vai ser lançada nas plataformas de música em breve. É a música ‘Lampejo’, de autoria de Kleiton Ramil e João Victor Aiello, com interpretação de Leandro Maia.

NOVA MÚSICA EM BREVE!!
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Lampejo é um lançamento de Leandro Maia a partir da produção musical de Kleiton Ramil, que assina a composição ao lado do jovem letrista e escritor João Victor Aiello. A faixa retoma o espírito coletivo e o alto astral dos Almôndegas em seus temas mais existencialistas com forte trabalho vocal, arranjo delicado e mensagem profunda. O encontro de gerações marca este tema atemporal e místico. “Ao céu tudo, aos medos nada” convoca a seguir em frente sem esquecer das origens.

Você é nosso convidado para dia 20 as 20 hs, estar com Leandro Maia, João Aiello e Kleiton Ramil, onde eles vão contar a historia de Lampejo. e outras mais. No instagram: @leandromaiacompositor, @joao.aiello, @kleitonramil

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Leandro Maia é  Especialista em Letras – Práxis da Criação Textual (Uniritter), Mestre em Letras (UFRGS),  Licenciado em Música (UFRGS) e  PhD em Música (Songwriting) pela Bath Spa University / Reino Unido.   É professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), junto aos Cursos de Bacharelado em Música e Especialização em Artes  e coordena a AGIMOS – Agência de Indústria Criativa e Mobilização Social da UFPel.    Possui quatro discos autorais e em 2020, lançou o filme “Paisagens”, dirigido por Juliano Ambrosini e Nando Rossa. Recebeu o 1º Prémio Ibermúsicas de Composición de Canción Popular, concedido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos. Recebeu o Troféu Brasil-Sul de Música como intérprete, melhor projeto visual e melhor disco infantil (para Mandinho). Possui cinco Prêmios Açorianos de Música,  um Troféu RBS Cultura e diversas indicações como compositor e melhor espetáculo.
“Palavreio”, produzido por Pedrinho Figueiredo, é seu CD-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008, vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Revelação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.  
“Mandinho” (2012, produzido por Leandro Maia e Luiz Ribeiro) é o seu segundo disco. Com acento regional e universalidade existencial, Mandinho mergulha na infância e sua relação com “o mundo”. Presente e passado, realidade e fantasia, cotidiano e estranhamento estão equilibrados no trabalho, que respeita a infância como um espaço de construção de pensamento, de poesia e de curiosidade.
Em 2014, Leandro lançou Suíte Maria Bonita e Outras Veredas, produzido por André Mehmari. Dedicado à figura feminina e uma ode ao mundo histórico-literário, o disco começou a ser gestado em 2009. Com 15 canções, o trabalho – dirigido e produzido por André Mehmari – propõe uma “Nova Canção Brasileira de Câmara” através da interface entre o dito “erudito” e o dito “popular”. Contemplado em 2013 com Prêmio Funarte de Música Brasileira.
“Guaipeca: uma ilusão autobiográfica” (2023, produzido por Luciano Mello). Guaipeca é como se chama o cachorro vira-lata. Uma palavra de origem indígena, muito utilizada no sul do país para o “cachorro de rua”, “bicho solto”. Guaipeca é avatar, o alter ego, o duplo que Leandro Maia escolheu para contar a sua “ilusão autobiográfica”, que se desenvolve em três eixos narrativos interligados: o amor, o humor e a política (crítica social).
Músicas do álbum Palavreio: 01 – Paisagens // 02 – Palavreio  – Músicas do álbum ‘Mandinho’: 03 – Bem Capaz // 04 – Samba da Páscoa –  Músicas do álbum Suíte Maria Bonita e outras Veredas: 05 – Eu Nuvem  – Leandro Maia e Vitor Ramil  – participação especial: Vitor Ramil // 06 – Histórias de Nós Dois  – Marcelo Delacroix e Leandro Maia – Participação especial: Marcelo Delacroix – Músicas do álbum Guaipeca: 07 – Deus na Laje – Pablo Lanzoni e Leandro Maia // 08 – Guaipeca  – Leandro Maia – incluindo trecho do poema Negritodes de Leandro Maia – participação de Maria Falkembach (voz) e Marcelo Callado (bateria) – Música inédita: 09 – LAMPEJO – Kleiton Ramil e João Victor Aiello – Interpretação: Leandro Maia 
 
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O SUL EM CIMA 16 / 2026

1) LIA DE ITAMARACÁ e DAÚDE – Encantador, potente e mágico: estas palavras definem perfeitamente o mar e também se aplicam ao álbum Pelos Olhos do Mar, lançamento do Selo Sesc. Este álbum marca a primeira parceria fonográfica entre Daúde e Lia de Itamaracá, unindo força ancestral e modernidade através das vozes vibrantes de duas mulheres que representam a cultura popular. Produzido por Pupillo e Marcus Preto, o álbum conta com dez faixas que mesclam composições inéditas e releituras de clássicos da música brasileira, celebrando o feminino, a negritude, a resistência, a tradição e o poder da coletividade. 
Com trajetórias distintas, Lia de Itamaracá é uma guardiã das tradições, símbolo vivo da cultura pernambucana, enquanto Daúde, baiana de origem e artista de vanguarda, é pioneira ao unir elementos da negritude e da música brasileira em linguagem contemporânea. As dez canções de Pelos Olhos do Mar formam um mosaico de tempos, ritmos e histórias. O repertório inclui boleros que evocam romantismo, cirandas que reafirmam identidade e composições inéditas.
Músicas: 01 – As Negras  – Chico César // 02 – Santo Antônio da Boa Fortuna  – Emicida // 03 – Pout-Pourri de Cocos – Bar do Hermínio  (Dona Celia do Coco) / Galo Cantou   (Selma do Coco) / Xô, Xô, Meu Sabiá  (Domínio Público) //  04 – Pelos Olhos do Mar  – Pupillo e Otto // 05 – Bordado – Karina Buhr // 06 – Se meu amor não chegar nesse São João  – Mestre Baracho 
 
2) CAROL PEDROSO – Mulher indígena, amazônida de Santarém, artevista socioambiental, cantora, compositora, escritora, vocalista do grupo de mulheres indígenas Suraras do Tapajós e fascinada pela dança, Carol Pedroso lança o seu primeiro EP, “Eu canto minha força, meu lugar”, com direção musical de Manoel Cordeiro e participações especiais de Dona Onete, Lia Sophia, O Som Que Vem Delas e Suraras do Tapajós.
Sobre o EP: Eu Canto Minha Força, Meu Lugar é um projeto musical que traduz minha trajetória como artista, em canções inspiradas na minha ancestralidade, na força das mulheres e na resistência dos povos da floresta. E destaco minhas referências musicais, através de grandes experimentações e colaborações artísticas, como instrumento de transformação e afirmação cultural. O projeto também evoca memórias afetivas, como a homenagem a minha avó Isabel Pedroso, e dialoga com as múltiplas linguagens artísticas que compõem minha vivência artística no cenário cultural, conta a artista. 
Músicas: 01 – Força Feminina  – Carol Pedroso, Janaína Aparecida Figarella Gouvêa e Maria Lídia Aires de Mendonça – part esp. O Som que vem delas e Suraras do Tapajós  // 02 – Carimbó da Beca – Ana Carolina da Cruz Pedroso, Ionete da Silveira Gama e Manoel Cordeiro – part esp. Dona Onete // 03 – Á Belém – Carol Pedroso // 04 – No Batuque de Alter – Carol Pedroso – part esp Lia Sophia 
 
3 – SURARAS DO TAPAJÓS – Formado em 2018 por mulheres indígenas do povo Borari, em Alter do Chão, no Pará, o grupo Suraras do Tapajós tornou-se uma referência nacional ao unir música, ancestralidade, ativismo e afirmação cultural. Surgiu dentro da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, coletivo que faz luta em defesa do meio ambiente e pelos direitos das mulheres dentro do território indígena. Reconhecidas como primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, elas transformaram os palcos em espaços de encontro, memória e resistência, levando suas narrativas para festivais, projetos culturais e eventos em diferentes regiões do país. Suas canções são cantadas em português e nheengatu, língua indígena falada no Baixo Tapajós. O nome ‘Suraras’ é nheengatu e significa ‘guerreira’. 
Músicas: 01 – Da Nascente à Foz  – Carol Pedroso, Adelina Borari, Gilvana Borari e Val Munduruku – “Da Nascente à Foz” é um manifesto contra o avanço do garimpo ilegal na região do Rio Tapajós // 02 – Guerreira Surara  – Ianny Cristhian de Vasconcelos Alves, Keissiane Pereira Maduro e Silvan Galvão dos Santos
 
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