O SUL EM CIMA 32 / 2026

1) DORA MORELENBAUM cresceu cercada pela música. Filha do maestro Jaques Morelenbaum e da cantora Paula Morelenbaum, ela viveu desde cedo em um ambiente onde a criatividade sonora era parte do cotidiano familiar. Essa herança não apenas moldou seu gosto musical, mas também preparou o caminho para sua atuação profissional na indústria da música. Durante a década de 2010, Dora começou sua trajetória profissional na música. Seu trabalho como cantora, compositora e multi-instrumentista logo chamou atenção de críticos e colegas músicos. Em 2022, Dora integrou o grupo carioca Bala Desejo, ao lado de Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra. 
 A carreira individual de Dora começou em 2021 com o lançamento do EP Vento de Beirada. Em 2024, Dora lançou seu primeiro álbum completo, Pique.O disco ganhou repercussão em veículos de imprensa cultural brasileiros e foi elogiado por unir elementos da canção brasileira com sonoridades contemporâneas. Esse equilíbrio entre tradição e inovação marca a identidade de seu trabalho solo. A sonoridade de Dora Morelenbaum mescla influências da MPB tradicional com elementos de samba-jazz, música eletrônica e experimentalismo.   
Músicas (singles): 01 – Ânima  – Milton Nascimento e José Renato – intérpretes: Dora Morelenbaum, Zé Ibarra e Tim Bernardes – feat. Milton Nascimento // 02 – Et des Mandolines  – Henri Salvador e Maurice Pon – intérprete: Dora Morelenbaum
Músicas do álbum Pique: 03 – Venha Comigo – Sophia Chablau // 04 – A Melhor Saída  – Tom Veloso
 
2) CARO PIEROTTO – A cantora e compositora brasileira Caro Pierotto apresenta seu novo single, “Arrepio”, um samba contemporâneo, alegre e cheio de energia que celebra a intuição, a sabedoria ancestral e a capacidade tão brasileira de encontrar alegria e significado nos caminhos da vida. 
Composta em parceria com o guitarrista e produtor musical Grecco Buratto, “Arrepio” combina o ritmo contagiante do samba, a voz marcante de Caro e uma mensagem otimista que fala sobre uma experiência universal: aprender a confiar naquilo que sentimos, mesmo quando a razão não consegue explicar. 
Natural do sul do Brasil e radicada em Los Angeles há quase duas décadas, Caro Pierotto construiu uma carreira internacional levando a música brasileira a públicos de diferentes culturas. Sua sonoridade transita entre o samba, a bossa nova, a MPB e influências internacionais, refletindo uma identidade artística que ultrapassa gêneros, idiomas e fronteiras. 
Música (single): 01 – Arrepio – Caro Pierotto e Grecco Buratto
 
JÚLIA GUEDES – Bisneta de Godofredo Guedes, neta de Beto Guedes, sobrinha de Ian Guedes e filha de Gabriel Guedes e da compositora Naissa Rajão, Júlia lança seu primeiro álbum pela Dobra Discos. O disco “Álbum Vermelho”, lançado em agosto de 2026,  marca a estreia solo da artista, que assume neste trabalho as funções de cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical, diretora criativa e designer. Das 12 faixas do álbum, 11 são de autoria de Júlia. A exceção é “A Página do Relâmpago Elétrico”, parceria histórica entre Beto Guedes e Ronaldo Bastos, incluída como uma referência direta ao legado familiar.  O repertório transita entre a MPB, o pop e o jazz, refletindo as influências que marcam a trajetória da artista. “Eu sinto que todo o universo do Clube [da Esquina] me guia de uma forma muito além da música e da arte, realoca a minha existência num tempo-espaço espiritual-metafísico. Acho que é uma forma para além da minha própria existência, de me entender, e que a partir dela, tudo que vem de arte sai daí. Então é um lugar de ancestralidade, raízes, o lugar de onde eu venho”, avalia Júlia Guedes.
Júlia assina a produção de seu Álbum Vermelho ao lado de Antonio Neves e Paulo Emmery, além de ser diretora criativa, diretora de arte e designer do projeto. Há cores que não pedem licença; apenas chegam. Na física, o vermelho é a cor com maior comprimento de onda, a primeira a capturar o olhar humano. Na vida de Júlia Guedes, ele é sinônimo de visceralidade, movimento e revolução. A cor – vermelho – deixou de ser apenas um detalhe visual para se transformar na espinha dorsal de uma transformação pessoal e artística. 
Músicas do “Album Vermelho”: 01 – Vermelho e sem Nome  – Júlia Guedes // 02 – Zóim  – Júlia Guedes e Tommy Coelho – Feat Wagner Tiso // 03 – Notas de Avião – Júlia Guedes // 04 – Estranha Nuvem  – Júlia Guedes e Tori – feat Tori // 05 – Sus Mareas – Júlia Guedes e Clara Delgado – feat Luiza Brina // 06 – Página do Relâmpago Elétrico  – Ronaldo Bastos e Beto Guedes 
 
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O SUL EM CIMA 31 / 2026

ANTONIO ADOLFO – Após gravar mais de duas dezenas de álbuns ao longo de uma carreira notável de seis décadas, o pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo continua a beber de uma fonte de criatividade que parece inesgotável. A rica herança musical brasileira – moldada por tradições europeias, africanas e indígenas – deu origem a diversos gêneros. Dessa vez, o pianista de renome internacional e inovador do jazz latino apresenta ‘Balaios’, um novo álbum que olha tanto para o passado quanto para o futuro. Embora concebido e gravado nos últimos meses, o álbum abrange toda uma vida dedicada à música. As  composições aqui reunidas foram escritas em diferentes fases da trajetória artística de Adolfo, criando uma autobiografia musical de ideias, memórias e melodias que continuam a ressoar com vitalidade renovada. Para ‘Balaios’, Adolfo é acompanhado por um conjunto excepcional de colaboradores de longa data, incluindo Lula Galvão  (guitarra elétrica e violão), Jorge Helder (baixo acústico), Rafael Barata  (bateria e percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Danilo Sinna (saxofone alto), Marcelo Martins (saxofone tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone) e André Siqueira  (percussão). Os convidados especiais incluem o renomado saxofonista brasileiro Leo Gandelman e o aclamado guitarrista de Los Angeles Thom Rotella.

Antonio Adolfo é um dos nomes mais importantes da música instrumental e da MPB. Nascido no Rio de Janeiro em 1947, construiu uma carreira marcada pela excelência como pianista, compositor, arranjador, produtor e educador musical. Ao longo das décadas, Antonio Adolfo desenvolveu uma linguagem própria ao unir elementos da bossa nova, do samba, do jazz e da música erudita. Seus álbuns instrumentais receberam reconhecimento internacional, consolidando seu nome entre os grandes pianistas do jazz brasileiro. Além da carreira artística, Antonio Adolfo desempenhou papel fundamental na formação de novas gerações de músicos. Fundou o Centro Musical Antonio Adolfo, onde desenvolveu métodos de ensino e publicou livros voltados ao estudo da harmonia, improvisação e linguagem da música popular brasileira. Mais do que um virtuose do piano, Antonio Adolfo é um artista que transformou conhecimento, criatividade e paixão pela música em uma contribuição duradoura para a cultura brasileira.  Músicas do álbum Balaios: 01 – 3D Blues – Antonio Adolfo // 02 – Claudia  – Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar – feat Thom Rotella   // 03 – My Chant – Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar – feat Leo Gandelman // 04 – Zah Toom Toom  – Antonio Adolfo

ALFREDO DEL-PENHO E PEDRO PAULO MALTA – Vinte e um anos depois do lançamento do álbum “Dois Bicudos”, fruto da parceria da gravadora Acari Records com a Biscoito Fino, Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta apresentam ao público “Bicudos Dois”, álbum que retoma e atualiza a tradição das duplas vocais no samba brasileiro. O reencontro celebra a parceria que, em 2004, rendeu um dos discos de samba mais elogiados da época — indicado ao Prêmio da Música Brasileira e eleito um dos 10 melhores do ano pelo jornal O Globo. O novo álbum, que chegou nas plataformas digitais no dia 11 de dezembro de 2025, e agora chega no formato físico em CD, pela Biscoito Fino, amplia essa trajetória, revisitando a linguagem do dueto vocal e trazendo uma sonoridade contemporânea, sem perder o diálogo com a história do gênero. Com direção musical e arranjos de Paulo Aragão, Bicudos Dois reafirma a vitalidade do samba tradicional e apresenta ao público um repertório que combina canções inéditas e pérolas das décadas de 1930 e 1940. O disco percorre o universo das grandes duplas do rádio — como Francisco Alves e Mário Reis, Joel e Gaúcho, Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro — e homenageia compositores fundamentais, entre eles Wilson Baptista, Lamartine Babo e Ismael Silva. Humor, lirismo, crônicas do cotidiano e refinamento melódico aparecem como marcas desse repertório que atravessa gerações. Mais do que um resgate histórico, Bicudos Dois propõe uma escuta renovada para essa tradição, trazendo novas interpretações, novos contornos vocais e uma estrutura musical que aproxima o passado da sensibilidade atual. Ao mesmo tempo, reafirma o compromisso dos artistas com a pesquisa e a preservação da memória do samba, ampliando o acesso a um repertório sofisticado e, muitas vezes, pouco conhecido do grande público. Bicudos Dois é, ao mesmo tempo, um tributo e uma renovação. Um disco que celebra vinte anos de história, mas que se volta ao presente para mostrar a força e a beleza do samba interpretado em dupla: um patrimônio artístico que segue vivo, pulsante e indispensável na cultura brasileira. Músicas: 01 – O que vier eu traço  – Alvaiade e Zé Maria // 06 – Desafio do Malandro  – Chico Buarque // 07 – Santinha  – Chico Adnet e Mário Adnet // 08 – Doralice- Dorival Caymmi // 09 – É Preciso Discutir  – Noel Rosa // 10 – O que será de mim  – Ismael Silva, Nilton Bastos e Chico Viola

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O SUL EM CIMA 30 / 2026

VALÉRIA BARCELLOS   é uma mulher trans negra.  A multiartista que fez sucesso na novela “Terra e Paixão” da TV Globo, voltou para a música em grande estilo e lançando seu primeiro álbum em 2024. Celebrando o seu melhor momento da carreira, o álbum Saraval, produzido por André Moraes,  mostra toda diversidade musical e poder pop da artista.  Valéria é de  Santo Ângelo, interior do Rio Grande do Sul.  Há mais de 20 anos Valéria adentrou o mundo da música e das artes. Começou cantando em bailes pelo estado e para conquistar seu espaço e aceitação veio para Porto Alegre onde ficou famosa como Valéria Houston pela semelhança com a diva americana. Com sua personalidade e multiplicidade artística firmou seu próprio nome como das maiores artistas gaúchas.
A multiartista Valéria Barcellos é uma referência dentro do movimento trans brasileiro. Valéria fez de tudo um pouco: estudou teatro, trabalhou como DJ, escritora e performer; foi pioneira do movimento MPBTRANS, fez novela na Globo e chegou a receber o troféu de “Mulher Cidadã”, no Rio Grande do Sul, por usar seu corpo como palco de resistência. Durante o período de descoberta e tratamento de um câncer, Valéria Barcellos decidiu registrar suas vivências e memórias em texto. O conteúdo daria origem ao livro Transradioativa, onde ela faz um relato sensível sobre o processo de cura da doença, além de trazer luz para temas como racismo, misoginia e transfobia.
Músicas do álbum Saraval: 01 – Saraval – Valéria Barcellos // 02 – Controversa  – Adriana Deffenti // 03 – Super Homem – Gilberto Gil // 04 – Vem Meu Bem  – Gisele De Santi // 05 – Transradioativa – Edison Guerreiro / Cristal / Valéria Barcellos / Leo Bracht – intérprete: Valéria Barcellos – Part Especial (Voz): Cristal  –  do projeto A Voz Suprema do Samba é a Liberdade
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CATTO – Ao debutar em disco com o EP Saga (2009), Catto se revelou intérprete de fôlego, vindo do sul do Brasil sem evocações das tradições musicais gaúchas. Nascida em Lajeado (RS) em 1987 e criada em Porto Alegre (RS), Catto se radicou em São Paulo (SP), cidade cosmopolita onde passou por processo de reposicionamento social, corporal e musical. Catto é uma artista trans e não binária, é cantora, compositora, instrumentista, ilustradora e designer. Hoje, sua música transita por gêneros como MPB, pop romântico e rock alternativo, sendo marcada por letras profundas e interpretações hipnotizantes. 
Com uma discografia aclamada, que inclui os álbuns Saga( 2009) “Fôlego” (2011) , o Ao Vivo Entre Cabelos , olhos e Furacões (2013) , Tomada (2015), “CATTO” (2017), O Nascimento de Vênus Tour (2021) e Belezas são Coisas Acesas por Dentro (2023) , disco em que celebra a obra e o espírito transgressor de Gal Costa, Catto reinventou sua imagem e conquistou plateias ao redor do Brasil e do mundo e é considerada uma das figuras mais autênticas e inspiradoras da música nacional atualmente e também um ícone LGBTQIAPN+, sendo uma voz que transcende a música, desafiando as normas de gênero e celebrando a liberdade artística.  
Em 2025, Catto lançou o álbum ‘Caminhos Selvagens’ disco feito entre São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), com produção musical orquestrada pela artista gaúcha com Fabio Pinczowski e Jojô Inácio.
Músicas do álbum  Belezas São Coisas Acesas por Dentro (2023)  : 01 – Joia/ Oração da Mãe Menininha –  Caetano Veloso / Dorival Caymmi // 02 – Esotérico – Gilberto Gil
Músicas do álbum ‘Caminhos Selvagens de 2025): 03 – Eu não aprendi a perdoar  – Catto //  04 – Eu te Amo  – Catto // 05 – Caminhos Selvagens – Catto e César Lacerda 
 
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O SUL EM CIMA 29 / 2026

GLÊNIO BOHRER – Em 2025, o compositor Glênio Bohrer mergulhou ainda mais fundo em sua produção musical e apresentou o projeto “Embaraço”, uma obra em dois volumes (cada um com 8 faixas), feita para ser descoberta aos poucos, como quem desfaz um nó com cuidado. “Embaraço”, segundo trabalho musical do artista porto-alegrense, reúne canções originais que enveredam por diversos caminhos da MPB, com a participação de grandes nomes da música gaúcha. Com uma escrita sensível e sofisticada, Glênio convidou 16 vozes para dar vida a cada uma das composições, que atravessam diferentes paisagens sonoras. “Embaraço” é um verdadeiro encontro entre palavra, melodia e afeto – costurado por décadas de composições que agora ganham corpo, som e sentido. 
Loma Pereira, Indira Castro, Dudu Sperb, Marcelo Delacroix, Caio Martinez, Laura Dalmás e Mônica Tomasi são alguns dos cantores. A direção musical e arranjos são de Cristian Sperandir, que também é coautor de uma das faixas. Bohrer ainda assina a produção do disco e interpreta uma das canções. A parte 1 do CD somou quatro indicações ao Prêmio Açorianos de Música, conferido pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, no gênero MPB. O registro saiu da cerimônia com os troféus de Melhor Compositor (pela faixa Dança dos Anéis) para o autor e melhor instrumentista para o saxofonista Cristiano Ludwig, na canção Fogo no Canavial (interpretada por Loma Pereira). “Embaraço I” ainda tinha sido indicado a Melhor Álbum do estilo, e Glênio concorreu como produtor. 
Glênio Bohrer começou a compor ainda nos tempos do colégio, na companhia de Aldo Votto e Claudio DusSantos. A parceria, que perdura até os dias de hoje, aparece retratada em várias composições deste novo trabalho, assim como no disco de estreia de Glênio, “Um Quarto de Si”, lançado em 2021. É uma amizade de quase 50 anos, conforme conta Glênio: “Somos contemporâneos, crescemos curtindo as mesmas músicas: muita MPB e os clássicos do samba. Nossos ídolos eram os grandes autores e intérpretes daquele período, que inspiraram muitas das canções”.
“Embaraço” traz um repertório bem eclético e abrange um universo musical vasto e diversificado. A mistura inclui samba, afro-samba, elementos do candomblé, influências caribenhas, um foxtrot (Dança dos Anéis) e uma sonoridade que evoca a música regional praiana. A seleção passeia por diferentes momentos na trajetória do autor, desde suas primeiras parcerias, há 18 anos, como em Lamento ao Rés do Chão, cantada por Marcelo Delacroix, e Tema de Soninha, na voz de Anna Lúcia – até composições mais recentes, criadas há um ou dois anos. 
Músicas (do álbum Embaraço I): 01 – Embaraço – Cláudio DusSantos – participação: Danny Calixto // 02 – Fogo no Canavial  – Claudio DusSantos e Glênio Bohrer – participação:  Loma Pereira // 03 – Cinceles del Viento  – Aldo Votto, Claudio DusSantos e Glênio Bohrer – participação: Pedro Longes // 04 – Continente  – Aldo Votto e Glênio Bohrer – participação: Monica Tomasi // 05 – Dança dos Anéis – Glênio Bohrer – participações: Gustavo Bing e Laura Dalmás  // 06 – Vigília para Sofia  – Glenio Bohrer – participação: Cristian Sperandir 
Músicas do álbum “Embaraço 2”: 07 – Passagem de um Sambista  – Glênio Bohrer – participação: Caio Martinez // 08 – Vozes da Liberdade  – Glênio Bohrer – participação: Indira Castro  // 09 – Lamento ao Rés do Chão  – Claudio DusSantos e Glênio Bohrer – participação: Marcelo Delacroix  // 10 – Estranho Pas de Deux – Cristian Sperandir e Glênio Bohrer – participação: Dudu Sperb // 11 – Embaraço II – Claudio DusSantos e Glênio Bohrer – participação: Claudio DusSantos 
 
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O SUL EM CIMA 28 / 2026

1) TAMANDUÁ – O projeto Tamanduá (de Firenze – Itália) nasceu da efervescência criativa do violonista Pino Arborea, músico com apurada habilidade como arranjador, qualidade que lhe permitiu retrabalhar algumas das peças mais significativas da grande cultura musical brasileira e ajustá-los sob medida para  três vozes femininas.  Diversas cantoras se juntaram ao grupo ao longo dos anos. Desde 2018, a nova formação inclui Claudia Moretti, Cristina Rizzo e Luciana Camarda.
Músicas: 01 – Uma Canção de Esperança  – Kleiton Ramil e Valdir Cechinel Filho (do álbum As Canções do Coração de Valdir Cechinel Filho – 2022) // 02 – Corrida de Jangada – Edu Lobo e José Carlos Capinam  (do álbum Vamos Embora de 2022 do Tamanduá) // 03 – Meu Pedacinho de Chão  – Valdir Cechinel Filho e Luiz Vicentini  (single 2026) 
 
2) CHICO BUARQUE – em 1970 foi lançado o álbum  Per un pugno di samba de Chico Buarque com arranjos de Ennio Morricone. Compositor, maestro e arranjador que orquestrou trilhas sonoras de filmes com rara maestria, Ennio Morricone (10 de novembro de 1928 – 6 de julho de 2020) nunca escondeu a admiração pela música brasileira. Apresentado a Chico pelo compositor italiano Sergio Bardotti (1939 – 2007), letrista que verteu músicas do compositor carioca para o idioma da Itália, Morricone aceitou imediatamente o convite para arranjar esse disco. Título pouco ouvido da discografia de Chico Buarque, Per un pugno di samba somente foi editado no Brasil em 2003, já em CD. Uma edição alternativa do disco, com as 12 músicas cantadas por Chico em português, se tornou ainda mais rara e nunca foi editada no Brasil em qualquer formato. Contudo, essa edição em português foi lançada na Europa, no rastro da edição italiana de 1970, tendo sido disponibilizada em LP nos mercados da França (com o título Sambas do Brasil) e da Espanha (com título, Por un puñado de samba, traduzido fielmente do original em italiano).
Músicas do álbum  Per un pugno di samba  de 1970: 01 – Samba e Amore  – Chico Buarque de Hollanda //  02 – Tu Sei Una Di Noi  – Chico Buarque de Hollanda 
 
3) ZIZI POSSI – Zizi Possi ou Maria Izildinha é neta e bisneta de italianos. Esta paulistana do Brás nasceu em 28 de março de 1956 e começou a estudar piano bem cedo, aos 5 anos de idade. Dada a rapidez com que aprendia, mudou de professores e métodos muito rapidamente. Aos 18 anos foi morar com o irmão mais velho em Salvador, onde ficava a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, considerada a melhor da América Latina na época. Nesta escola cursou Composição e Regência durante 2 anos.
Em 1977 Roberto Menescal, na época diretor artístico da gravadora Philips, assiste Zizi Possi pela primeira vez, em um programa piloto de TV. No ano seguinte, já no Rio de Janeiro, Zizi Possi assina com a gravadora e lança ´Flor do Mal´, seu primeiro LP. No início dos anos 90, Zizi dá uma guinada na vida pessoal e profissional, volta a São Paulo, rompe com sua gravadora e parte para um novo desafio, reconhecido posteriormente como um divisor de águas em sua carreira. Concebe, arranja e interpreta três trabalhos em um formato inusitado na época, mas muito conhecido hoje: o tal acústico. ‘Sobre Todas as Coisas’, ‘Valsa Brasileira’ e ‘Mais Simples’ são considerados obras-primas e marcam definitivamente a carreira de Zizi e a música popular brasileira. Em 1997 surge a proposta de gravar um CD em italiano (‘Per Amore’) de estrondoso sucesso, aplaudido pela crítica e pelo público. 
Músicas do álbum Per Amore (1997) : 01 – Per Amore  – Mariella Nava  // 02 –  Caruso – Lúcio Dalla  // 03 – E Chiove  – Joe Amoruso e Sérgio Cirillo 
 
4) SELTON – A Selton é uma banda de indie pop formada por músicos gaúchos de Porto Alegre que moram e fazem sucesso na Itália. A formação original contava com Ramiro Levy, Daniel Plentz, Eduardo Stein Dechtiar e Ricardo Fischmann (que saiu em 2017). Em 2005 e 2006, eles foram morar em Barcelona, na Espanha, onde começaram a tocar covers dos Beatles nas ruas. Um produtor italiano chamado Gaetano Cappa viu o grupo tocar, gostou do talento deles e os convidou para gravar um álbum na Itália. A banda se mudou para Milão, onde passou a residir. Eles lançaram o primeiro disco, Banana à Milanesa, em 2008. O som da Selton mistura indie pop, folk e ritmos brasileiros, com letras em vários idiomas (português, inglês, espanhol e italiano).  Com álbuns marcantes como Saudade (2013), Loreto Paradiso (2016), Manifesto Tropicale (2017),  Benvenuti (2021), Gringo Vol I (2024) e GringoVol II (2025) o grupo construiu uma forte ponte cultural entre o Brasil e a Europa, combatendo estereótipos sobre a música brasileira no exterior.
Músicas: 01 – Sigaretta in Mano a Dio – Daniel Plentz, Eduardo Stein Dechtiar, Ramiro Levy, Dario Faini, Stefano Ceri, Tatrolli (do álbum Benvenuti) // 02 – Sangue Latino  – Paulinho Mendonça e João Ricardo – Part Especial: Ney Matogrosso  (do álbum Gringo Vol 1) 
 
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O SUL EM CIMA 27 / 2026

KLEITON & KLEDIR e GRUPO THOLL – O Dia das crianças está se aproximando, então vamos mostrar nessa edição especial de O Sul em Cima, as músicas do Projeto Par ou Ímpar Ao Vivo. São registros do show de Kleiton & Kledir com o excelente grupo Tholl e que teve a direção de João Bachilli, responsável por criações que abrilhantam ainda mais as ótimas canções e tornam o espetáculo mágico e inesquecível. O Grupo Tholl é uma renomada companhia de circo-teatro sediada em Pelotas, no Rio Grande do Sul, conhecida pelo estilo inovador de “novo circo” que mistura acrobacias, dança e teatro sem usar lona ou picadeiro. O Grupo Tholl é reconhecido como patrimônio cultural do RS. 
A viagem começa com a música Maria Fumaça rumo à Estação de Par ou Ímpar…como diz Kledir: “Maria Fumaça” foi a música que lançou Kleiton & Kledir. Desde crianças sempre fomos uma dupla, mas só nos demos conta disso quando nos apresentamos pilotando nosso trem de ferro no Festival da Tupi, em dezembro de 79. Essa locomotiva faz parte da nossa história. Tem nos levado a muitos lugares interessantes e agora nos proporciona uma travessia a um mundo de sonhos e fantasias: “Par ou Ímpar”, um lugar mágico, criado no palco pela exuberância cênica do Grupo Tholl. 
O espetáculo Par ou Ímpar com Kleiton & Kledir e Grupo Tholl – que saiu em DVD, com a participação especial da atriz Fabiana Karla – começa intencionalmente com uma releitura de “Maria Fumaça”. A canção original conta a história de um noivo que não quer perder o casamento, pois vai dar o golpe do baú. Essa nova versão, que recebeu o sub-título “rumo a Estação de Par ou Ímpar”, conta a história de dois amigos que viajam a um lugar encantado onde vai haver uma festa e um torneio, em que estará em jogo a mão da Princesa Spirulina….Esse registro foi feito em Porto Alegre no Teatro Bourbon Country no dia 27 de maio de 2012 e gerou o CD/DVD. O show foi criado a partir do disco infantil do mesmo nome lançado em 2011 pela Biscoito Fino, com músicas inspiradas no universo infantil cheio de fantasia e imaginação. O Projeto Par ou Ímpar Ao Vivo teve a direção do DVD de Pena Cabreira e Cláudio Fagundes, a direção do espetáculo de João Bachilli e direção e produção musical de Kleiton & Kledir: “O “PAR OU ÍMPAR AO VIVO” com Kleiton & Kledir e Grupo Tholl (com participação especial de Fabiana Karla) ganhou os prêmios de Melhor Álbum Infantil na 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira e também o Prêmio Açorianos de Música de 2012. 
 
Dia 12 de Outubro de 2026 às 18h (Dia das Crianças), Kleiton & Kledir e Grupo Tholl farão no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre, o espetáculo Par ou Ímpar. Um espetáculo musical, teatral e circense para toda a família. Um show fascinante com a alegria das canções de Kleiton & Kledir e a exuberância cênica do Grupo Tholl: malabares, trapezistas, bailarinos, pernas de pau, patins, bicicletas, coreografias acrobáticas e figurinos deslumbrantes. Quem mora ou estiver perto de Pelotas, também poderá ver esse lindo show no dia 10 de outubro às 19h no Theatro Guarany. Uma excelente oportunidade para quem quiser conhecer o espetáculo. Ingressos na plataforma  sympla.com.br
 
Músicas do álbum “Par ou Ímpar Ao Vivo”: 01 – Maria Fumaça – Rumo à Estação de Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 02 – O Mágico Estrambólico – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 03 – Pirulito Esquisito – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 04 – O Cão Salsicha – Kledir Ramil e Maria Elena Walsh // 05 – Bicho Gente – Kleiton Ramil // 06 – Margarida, A Tartaruga – Maria Elena Walsh e Kledir Ramil // 07 – Planeta Poft – Pery Souza e Ricardo Silvestrin // 08 – Formiga Atômica – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 09 – Lindinha – Kledir Ramil // 10 – Trova do Guri e da Guria – Kleiton Ramil e Kledir Ramil (part de Fabiana Karla) // 11 – Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 12 – A Bruxa – Kleiton Ramil // 13 – Pé de Pilão – Vitor Ramil e Kledir Ramil
 
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O SUL EM CIMA 26 / 2026

1) DESSA FERREIRA  – Com nove faixas, Pulso,   primeiro álbum solo da artista lançado em 2023,   reúne múltiplas facetas da cantora, compositora, multi-instrumentista e produtora musical Dessa Ferreira. Mais conhecida como cantora e percussionista, a integrante do grupo Três Marias também gravou guitarras no álbum. Nascida em Brasília em 1989 e radicada em Porto Alegre,  Dessa destaca como um dos marcos de Pulso a graduação no curso de Música Popular da UFRGS, em 2018. Os primeiros contatos com o Rio Grande do Sul, há mais de uma década, foram marcados por descobertas.
“Tinha aquela impressão de um estado europeizado, mas me deparei com diversas resistências, inclusive indígenas – apesar de eu saber que o Brasil é um território indígena, não ouvia falar muito. Entendi que, na verdade, o que não havia era uma valorização dessas presenças, mas elas existem e fazem arte”, contou Dessa.
Músicas: 01 – Dois Mundos – Dessa Ferreira, Nina Fola e Bruno Amaral – feat Nina Fola, Bruno Amaral, Wagner Menezes, Jordana Henriques, Lucas Fê, Gutcha Ramil, Clarissa Ferreira // 02 – Sabedoria do Tempo – Jorge Artur de Souza, Dessa Ferreira e Gutcha Ramil – feat. Diih Neques, Gutcha Ramil e Dona Conceição // 03 – Folha Sagrada – Dessa Ferreira – Feat. Loua Pacom Oulai, Gutcha Ramil, Diih Neques, Tomás Piccinini, Wagner Menezes // 04 – Obàtálá  –  Ìdòwú Akínrúlí , Dessa Ferreira – feat Gutcha Ramil, Dona Conceição, Kika Brandão, Agbage Dansak, Ìdòwú Akínrúlí // 05 – Ìbá Ará Ọ̀run- Ìdòwú Akínrúlí – feat Ìdòwú Akínrúlí e Gutcha Ramil
 
2) ANIS DE FLOR – Cantora e compositora nascida em Florianópolis (SC), Anis de Flor expõe vivências e experiências como mulher negra e indígena no sul do Brasil ao longo das  músicas autorais apresentadas no primeiro EP da artista catarinense, Fértil, lançado em 2022. As  músicas que compõem o repertório do EP, foram gravadas com produção musical de Dessa Ferreira, direção musical de Marissol Mwaba e arranjos da própria Anis de Flor.
“Com Fértil, eu aposto muito na força de expressão, na escolha de não mais calar e, sim, dar voz à mim mesma, à minha jornada e aos lugares que muitas vezes me são negados. Quando comecei a escrever, não fiz isso com a intenção de transformar em música, mas aos poucos fui entendendo que uma coisa não se separava da outra, principalmente quando você reconhece sua existência como política, e se dá conta de que compartilhar suas impressões  sobre as coisas pode ser acalanto e força para quem ouve e se identifica”, relata Anis de Flor.
Músicas (autoria Anis de Flor) : 01 – Solta // 07 – Forte  – feat François Muleka, Marissol Mwaba, Sam Machado 
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3) DUO ORIMà– O Duo é composto  por Lu Starzynski e Nando Altenfelder. Formado oficialmente em 2025,  o Duo Orimã constrói sua identidade artística a partir do cancioneiro popular brasileiro e das múltiplas matrizes afro-brasileiras presentes em manifestações como jongo, congada, bumba-meu-boi e samba de roda. A espiritualidade ligada à Umbanda também atravessa o trabalho do duo, refletindo-se tanto na escolha do repertório quanto nas temáticas abordadas.
Os integrantes somam trajetórias marcadas pela pesquisa, criação e vivência da música brasileira. Nando Altenfelder, percussionista formado pela EMESP Tom Jobim e pela Faculdade Santa Marcelina, atua também como arte-educador e já colaborou com artistas, projetos e grupos de pesquisa musical. Lu Starzynski é cantora, formada em Canto Popular e pós-graduada em Pedagogia Vocal. Desenvolve trabalhos que unem música, cena e tradição oral, com destaque para projetos autorais e grupos dedicados à música brasileira.
‘Ao gravar essas composições que refletem o vigor dos orixás, a ancestralidade dos Pretos Velhos e o tributo à potência feminina das Yabás, a trilogia faz uma formidável viagem pelo Brasil de todos os deuses, de todas as crenças: a cara do Brasil sincrético. Unindo ancestralidade à contemporaneidade, a memória vem à tona e revela o que somos, de onde viemos e o que queremos. A espiritualidade aflora, agregando ousadia às raízes que nos representam (Aquiles Reis)
Músicas: 01 – Ogum de Ronda   – Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro // 02 – Sou Yabá – Luiza Lian // 03 – “Zumbi Bará” e “Dio Zambi”  – Rafael Altério, Celso Viáfora e Paulo César Pinheiro  
 
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O SUL EM CIMA 25 / 2026

DENI DOMENICO  –   Músico, compositor, arranjador e produtor, Deni Domenico é um nome em ascensão na música brasileira contemporânea. Versátil no violão e no cavaquinho, atua intensamente no circuito da MPB, samba e choro, reunindo uma experiência consolidada em palcos e gravações com importantes nomes do gênero. Sua maior vocação, porém, é a composição: cuidadosa, intuitiva e poética, marcada por rimas ricas e metáforas que fogem do óbvio. Inspirado em Chico Buarque e Djavan, Domenico busca lapidar cada verso com atenção à sonoridade e à prosódia, equilibrando lirismo e clareza. Como arranjador e produtor, procura sempre a “alma da música”, valorizando o DNA de cada obra. Com dois álbuns autorais lançados em 2012 e 2020, Domenico agora se consolida com ‘Seguir’ como um compositor de identidade forte, capaz de transformar histórias universais em arte atemporal. Sua trajetória inclui também passagens e experiências internacionais, reforçando sua visão ampla e contemporânea da música brasileira. Este novo trabalho reflete um desejo claro do artista: ser vetor de uma MPB tradicionalmente acessível, autêntica e emocionante — música feita para durar. 
“Seguir” é o terceiro álbum autoral de Deni Domenico, e marca um novo capítulo em sua trajetória. A obra mergulha nas contradições emocionais que fazem parte da experiência humana: desamor, separação e solidão dividem espaço com a esperança, a determinação e o desejo de recomeçar. Ao longo de 10 faixas inéditas, Domenico traduz em música um universo que todos conhecem de perto — o de quem viveu uma ruptura e sonhou com uma segunda chance. Canções que falam de fragilidade e superação, construídas com a delicadeza da poesia e a força da harmonia.
A produção e os arranjos foram assinados pelo próprio artista e reforçam sua visão autoral. O álbum conta ainda com a participação de músicos de destaque da cena brasileira: Marcos Paiva (baixo), Vitor Cabral (bateria), João Ventura (piano e teclado), Allan Abbadia (trombone), Leandro Tigrão (flauta) e Luis Passos (guitarra). A mixagem e masterização ficaram a cargo de Daniel Tapia, garantindo unidade e refinamento ao trabalho.
Músicas do álbum Seguir (autoria de Deni Domenico) : 01 – Seguir // 02 – Porvir // 03 – Sentença Capital  // 04 – Espera  // 05 – Um Amor Íntegro
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ISABELA FOGAÇA – Nasceu em Bagé e reside em Porto Alegre. Nutricionista formada pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura, Isabela é casada com o professor, compositor e político José Fogaça que foi senador pelo Rio Grande do Sul e prefeito de Porto Alegre. Isabela Fogaça acostumou-se aos palcos participando dos festivais estudantis e dos festivais regionais de música nativa e popular que dominaram a cena cultural do RS nos anos 70 e 80. Destacou-se como intérprete, vencendo inúmeros festivais e deixando em cada cidade por onde andou a marca de seu talento, em um período de extraordinária efervescência cultural. Foi quando decidiu radicar-se em Porto Alegre que a voz de Isabela ganhou grande popularidade. Com a interpretação da música “Porto Alegre é demais”, de autoria de José Fogaça, Isabela arrebatou a alma da cidade e dos gaúchos. A partir da gravação dessa música, tem recebido aplauso e reconhecimento a seu talento como artista.
Isabela Fogaça gravou em 2003  o CD “Natal em Família’  e tem um projeto de fazer todo ano o show de natal. Esse projeto é uma das coisas que a envolvem muito e a motivam a cantar. Ela se sente extremamente feliz com isso, pois o Natal é um momento especial com a família e amigos. Eles pretendem, esse ano, chamar o show de “O Natal e Nós”.  Nesse programa, vamos mostrar algumas músicas escolhidas por Isabela Fogaça especialmente para o programa.
Músicas: 01 – Canção pra te Esperar  – Valdir Cechinel Filho / Clemente Manoel / João Ormond – Intérprete: Isabela Fogaça  // 02 – Nossa Cassa – José Fogaça –  interpretação de José Fogaça e  Isabela Fogaça // 03 – As Águas do Rio Jacuí   – José Fogaça – interpretação: Isabela Fogaça  (inédita) // 04 – Migajas  – Jerônimo Jardim –  com Jerônimo Jardim –  participação:  Isabela Fogaça // 05 – Estrela Guria  – José Fogaça e Pery Souza – interpretação: Isabela Fogaça –  feat Cau Netto // 06 – Brasileira Demais – José Fogaça – interpretação de Isabela Fogaça (do álbum Alma Gaúcha de José Fogaça) – feita em homenagem a Brasília // 07 – Bem-Vindos à Vida  – Isabela Fogaça e Luís Coronel – interpretação: Isabela Fogaça –  feat Cau Netto 
 
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O SUL EM CIMA 24 / 2026

TIM BERNARDES – Martim Bernardes Pereira nasceu em SP em junho de 1991, mais conhecido como Tim Bernardes, é cantor, produtor e compositor. Como integrante, compositor e vocalista da banda O Terno, lançou quatro álbuns, além de dois em carreira solo e de participações em trabalhos de diversos artistas. Tim Bernardes é um nome consolidado na música indie e na nova MPB. Tim Bernardes já se apresentou ao lado de artistas como Arnaldo Antunes, Nando Reis, Tom Zé, Tulipa Ruiz, Gal Costa, Marcelo Jeneci, entre outros. 
Filho do músico Maurício Pereira, Tim Bernardes já bem novo demonstrava interesse pela música e aos seis anos de idade foi matriculado para fazer aulas de musicalização. Cresceu no meio musical do pai, trabalhando como técnico de apoio e acompanhando gravações em estúdios. Com o incentivo de seus pais, entrou para a faculdade de música. Em 2009, ao lado de dois amigos, montaram a banda O Terno. Após cinco anos de estrada, a banda resolveu dar uma pausa em 2017. Durante esse hiato, Tim lança seu primeiro trabalho solo Recomeçar, indicado ao Grammy Latino. Em 2022 lançou seu segundo álbum solo, intitulado Mil Coisas Invisíveis. Tim foi o responsável por compor, produzir e fazer o arranjo das 15 faixas que compõem o trabalho. No ano seguinte, o disco foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum de Música Popular Brasileira.
Em Mil Coisas Invisíveis, o artista e multi-instrumentista Tim Bernardes mostra por que é um dos mais talentosos compositores em atividade no Brasil. Cinco anos após o lançamento de Recomeçar, sua primeira incursão solo em meio à sólida carreira como integrante d’O Terno, Tim voltou aos temas de amor e perda, a travessia da vida e o seguir adiante. Ouvir as canções de Mil Coisas Invisíveis, lançado em 2022, é como folhear as páginas de um livro. São versos autobiográficos, por vezes descritivos, longos e difíceis, como se estruturados para serem desvendados pelo ouvinte. 
Músicas do álbum ‘Mil Coisas Invisíveis’ (autoria de Tim Bernardes): 01 – Nascer, Viver, Morrer  //  02 – Realmente Lindo // 03 – BB (Garupa de Moto Amarela)  // 04 – Meus 26 // 05 – Beleza Eterna- coros por Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 06 – Mistificar 
 
CRISTIAN SPERANDIR – é um jovem pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical nascido em Osório (RS) e apontado como uma das revelações da música do Sul do Brasil. Formado pela UFRGS, ele se destaca como um dos grandes expoentes da música instrumental contemporânea e do jazz no Sul do país, acumulando prêmios e participações de peso ao longo de sua trajetória. 
O álbum musical “Pianista de Oz”, de Cristian Sperandir, foi lançado em maio de 2025. O projeto voltado à valorização do piano na música regional gaúcha também desdobrou-se em um livro homônimo, publicado em julho de 2025. 
Cristian Sperandir herdou de sua família a afinidade musical e começou a interessar-se por música  já muito cedo, e desde então, o aprimoramento é constante. Iniciou seus estudos ao piano com treze anos. Em Osório / RS ingressou na Academia de Música Rima-Aperfeiçoamento onde cursou Linguagem e Estrutura Musical (teoria musical e harmonia gradual) tendo como professor o maestro Paulo de Campos e no piano foi aluno de Nilton Júnior da Silveira e do maestro Carlos Garofalli; em Porto Alegre/RS estudou piano com o maestro Paulo Dorffman e Rafael Vernet. Paralelamente aos estudos, Cristian já atuava como tecladista e arranjador do Estúdio A3, e produzia vários trabalhos em estilos diferentes. 
Cristian Sperandir lançou EPs e álbuns como Bons Ventos, Flachianas, Lado C, Pianista de Oz entre outros. 
Músicas do álbum Pianista de Oz (2025): 01 – Astro Haragano  – Jerônimo Jardim // 02 – Bem de Bem  – Cristian Sperandir – part Paulinho Fagundes // 03 – Boi Barroso  – Domínio Popular // 04 – Prenda Minha – Domínio Popular // 05 – Trova Afiada  – Cristian Sperandir, Lucas Fê e Marcello Caminha Filho – part Lucas Fê e Marcello Caminha Filho // 06 –  Pampiano – Cristian Sperandir 
 
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O SUL EM CIMA 23 / 2026

ANA DERIGGI – Em 2024, chegou nas plataformas digitais “É a Primeira Vez que Isso me Acontece”, o álbum de estreia de Ana Deriggi que, após cerca de 20 anos de carreira como cantora e instrumentista, se revela também compositora. O álbum de inéditas tem produção de Mário Manga, com quem Ana faz dupla no bem-sucedido projeto “O Bom e Velho”, interpretando clássicos do rock dos anos 60 e 70.
“É a Primeira Vez que Isso me Acontece” inclui parcerias de Deriggi com Danilo Moraes, Miguel Vendrasco, Natália Barros, Tad Wagner (EUA), Rodrigo Almar (ARG) e tem a participação especial de Mariana Aydar, Ná Ozzetti, Ricardo Vignini e do Quadril Quarteto de Cordas, entre outros músicos com quem compartilha sua história musical. A mixagem é de Márcio Nigro, Mário Manga e Ana Deriggi, e a masterização é de Homero Lotito. Vocais, violões e quarteto de cordas foram gravados no Trampolim Estúdio, por Fábio Barros. É a primeira vez para Ana Deriggi: o primeiro álbum e o primeiro pacote de composições próprias que se tornam públicas. E isso depois de cerca de vinte anos de carreira, com os altos e baixos característicos do músico brasileiro da noite. De maneira involuntária, essa já longa trajetória parece ter preparado a cantora, compositora e violonista para este momento.
Natural de São Paulo, Ana Deriggi iniciou sua vida musical cedo, aos 3 anos de idade no piano. Se considera musicista autodidata, cujos instrumentos são voz, violão, guitarra e ukulele. Além do formato voz e violão, Ana já se apresentou e tem o gosto por se apresentar com diversos músicos e formações encontrando sonoridades diferentes e grandes mestres no caminho. Já dividiu o palco e participou de vários projetos, tanto em shows como em álbuns e parcerias, com grandes artistas. Entre eles estão Ná Ozzetti, Marcelo Quintanilha, Arrigo Barnabé, Luiz Thunderbird, Lucinha Turnbull, e vários outros artistas. Em paralelo ao trabalho solo, Ana faz dupla com Mário Manga no projeto musical para o YouTube “O Bom e Velho”, em que rearranjam para o formato duo um repertório dos anos 1960 e 1970, focado em rock’n roll, folk, blues e música negra.
Músicas  do álbum  “É a Primeira Vez que Isso me Acontece” :  01 – Vento Sul – Ana Deriggi // 02 – Abençoar – Ana Deriggi e Danilo Moraes  – feat Danilo Moraes (voz e guitarra) // 03 – Miss Quarentina nº 2 – Ana Deriggi   // 04 – Feels Alright – Ana Deriggi e Tad Wagner    // 05 – Gris – Ana Deriggi  // 06 – Quando a música parar – Ana Deriggi e Natália Barros –  participação: Daniel Grajew e Luciano Albo 
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JÉFERSON DANTAS – Jéferson Silveira Dantas nasceu em 1973, é  gaúcho de Bagé/RS, historiador, ensaísta, compositor e músico autodidata. Doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor no Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação da UFSC. Membro e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho (GEPETO) e do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), vinculado ao Departamento de Jornalismo da UFSC. No universo literário, lançou os livros: Suspenso e alheio ou as minhas reticências sinceras e Égab (Ed. Insular, 2015) e um livro de contos (edição própria, 2017) intitulado Essa coisa sem nome. Em abril de 2019 lançou o livro À Beira (Editora Insular) com a escritora e jornalista, Jeana Lexau (pseudônimo de Jeana Laura da Cunha Santos) e o livro Corrosão (2025). 
O álbum ‘O grito da cidade’ é a primeira experiência musical solo de Jéferson Dantas, que lançou em fevereiro de 2013 o álbum “A cada manhã’  com o grupo Casa da Ginga. As canções desse álbum traduzem suas principais influências (Vitor Ramil, Zé Ramalho, Raul Seixas, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Secos & Molhados). 
O álbum ‘O grito da cidade’ foi gravado, mixado e masterizado no R.V. Estúdio Musical, Florianópolis/SC, de outubro de 2021 a janeiro de 2022, por Alex Sandro Batista dos Santos.  Arranjos, violões, guitarras, piano, bateria programada e sintetizadores: Alex Sandro Batista dos Santos / Arte da capa: Jeana Santos
Músicas do álbum “O Grito da Cidade” de 2022 de Jéferson Dantas: 01 – O Grito da Cidade // 02 – Quando a chuva veio // 03 – Olhos invernais // 04 – Tempos de Luta // 05 – Tudo vivido até aqui // 06 – Domingo na Cidade // 07 – Recomeçar
 
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