O SUL EM CIMA 13 / 2025

Na edição 13 / 2025 de O Sul em Cima, faremos uma pequena homenagem a Rodi Pedro Borghetti, apresentando músicas de Renato Borghetti e Pedro Borghetti  

Rodi Pedro Borghetti, o Borghettão, apelido carinhoso com o qual era conhecido, nome importante do movimento tradicionalista do Rio Grande do Sul, faleceu aos 92 anos em  17/03/25. Ele foi dirigente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e era pai do músico Renato Borghetti. Natural de Flores da Cunha (RS), Rodi também atuou como corretor de imóveis, empresário e advogado. Além de Renato, também era pai do produtor Marcos Borghetti e foi responsável pelo setor jurídico do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música. Ele formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em 1961 entrou para o 35 CTG, do qual foi patrão por sete vezes. Também foi presidente do MTG por dois mandatos, diretor do IGT, criador da Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha, patrono dos Festejos Farroupilhas e um dos fundadores dos Cavaleiros da Paz, em 1990. Em 2022, recebeu o título de Cidadão de Porto Alegre.

RENATO BORGHETTI – Renato Becker Borghetti, mais conhecido como Borghettinho (Porto Alegre, 23 de julho de 1963) é um músico instrumentista e acordeonista. Renato Borghetti no seu primeiro álbum, gravado em 1984, ganhou o primeiro disco de ouro da história da música instrumental brasileira. Com um estilo único e a sua gaita ponto, tem realizado diferentes leituras de obras da música do Rio Grande do Sul, agregando influências de outros estilos brasileiros e internacionais. Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Além da agenda exterior, o músico cumpre extensa programação em território nacional, levando a música gaúcha aos mais diversos cantos de nosso Brasil. Tem 26 discos gravados e dezenas de participações em gravações. Idealizado por Borghetti, em 2010 nasceu a Fábrica de Gaiteiros, um projeto de resgate cultural do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música, voltado à educação musical através da gaita para crianças e jovens de 7 a 15 anos. O projeto já possui mais de 20 unidades de ensino até o momento (no RS, SC e Uruguai), tendo a sua sede na Barra do Ribeiro onde são fabricadas as gaitas exclusivamente para atender o projeto, não sendo comercializadas.   Músicas: 01 – MERCEDITAS – Ramón Sixto Ríos // 02 – CAMPEIRA – Renato Borghetti / Daniel Sá e Hilton Vaccari // 03 – ENCONTRO – Renato Borghetti e Sivuca –  Feat Sivuca // 04 – VIRA VIROU – Kleiton Ramil // 05 – MILONGA PARA AS MISSÕES – Gilberto Monteiro 

PEDRO BORGHETTI  é natural de Porto Alegre e com o seu primeiro álbum solo, Linhas de Tempo, lançado em 2019, levou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Compositor MPB. Em  2021 produziu quatro videoclipes de músicas autorais inéditas através do projeto Tempo de Sina. O compositor começou a se envolver com a arte desde cedo nos camarins dos pais, brincando com os figurinos, os cases e instrumentos. Inicialmente aderiu aos instrumentos de percussão, como bombo leguero, cajon e sapateado. Com oito anos de atuação no grupo de dança de sua mãe, Cadica Cia de Dança, participou de festivais internacionais de folclore em países como Chile, China, Portugal e Rússia. Há alguns anos acompanha seu pai nos espetáculos, tocando bombo leguero no Renato Borghetti Trio. Desde 2018 integra o coletivo de artistas, selo e estúdio Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre.  Em maio de 2023, o cantor, compositor e multi-instrumentista Pedro Borghetti lançou seu segundo álbum solo nas plataformas de streaming de música. Intitulado Pendenga, foi gravado em dezembro de 2021 no Estúdio Pedra Redonda, em Porto Alegre, acompanhado pelo trio CeronFlachNeves formado por Guilherme Ceron (contrabaixo e produção musical), Lorenzo Flach (guitarra, efeitos e piano) e Bruno Neves (bateria e beats).  Quase quatro anos após o disco de estréia – Linhas de Tempo, Pendenga carrega conhecimentos e desejos acumulados num período misto de evolução e clausura. Em contraponto ao primeiro trabalho, no qual abordou a família e sonoridades leves apresentando o artista de forma íntima, a densidade agora aumenta e as interpretações ganham forças para gritar o momento crítico, dramático e existencial que passamos com a pandemia. Músicas: 01 – LINHAS DE TEMPO – Pedro Borghetti e Neuro Júnior    – do álbum Linhas de Tempo // 02  – QUEM JÁ NASCE FÊNIX – Tamiris Duarte e Pedro Borghetti   // 03 – LETÍCIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti // 04 – PENDENGA DE CHICÓ  – Carlos Medeiros e Pedro Borghetti – feat Jorginho do Trompete // 05 – SOMBRA  – Pedro Borghetti – feat Gabi Lamas // 06 – NÓIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti – feat Paola Kirst

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O SUL EM CIMA 12 / 2025

O SUL EM CIMA 12_2025_Dora e Bemti

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Dora Morelenbaum e Bemti

DORA MORELENBAUM –  Pique é o  primeiro álbum solo da cantora, compositora, instrumentista e produtora carioca Dora Morelenbaum, filha do violoncelista e arranjador Jaques Morelenbaum e da cantora Paula Morelenbaum. Depois do sucesso com o ‘Bala Desejo’ (banda que, a partir de 2022, deu projeção à artista em quarteto formado com Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra),  a cantora e instrumentista carioca revela um trabalho que é, ao mesmo tempo, íntimo e expansivo, refletindo uma evolução artística e pessoal. Quando o ritmo da vida se torna uma dança constante, surge a necessidade de uma trilha sonora que capture essa transitoriedade. Pique, primeiro álbum solo de Dora Morelenbaum, é um mergulho profundo na dualidade entre o movimento e o refúgio. Nomeada em homenagem a uma das faixas, a obra não só explora diversas facetas musicais – de MPB, soul, R&B e jazz –, mas também se manifesta como uma afirmação da identidade artística da cantora. Pique reflete a jornada pessoal e artística de Dora, que, após a conquista de um GRAMMY Latino pelo álbum SIM SIM SIM (2022), com o Bala Desejo, e o hiato da aclamada banda, revela um novo capítulo de sua carreira solo, desta vez mais profundo e complexo. Lançado em parceria com os selos Coala Records e Mr Bongo. “São muitas camadas. É um álbum com várias facetas e eu me vejo muito em cada uma delas. Acho que por ser meu primeiro disco solo, existe essa emoção de querer colocar muitas vontades”, explica. Coproduzida por Dora com Ana Frango Elétrico, a obra se define em um alcance de ritmos e gêneros. “Pique é justamente o resultado dessa mistura. Tem na base um quarteto de jazz, com baixo, bateria, teclado e guitarra; e, dentro dessa formação, vai esgarçando um pouco diferentes texturas”, completa.   Músicas: 01 – Venha Comigo – Sophia Chablau // 02 – A Melhor Saída  – Tom Veloso  //    03 – Caco – Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 04 – Petricor  // 05 –  Pique  // 06 – Talvez (As Canções)   // 07 – Nem Te Procurar  –  (Músicas 04, 05, 06 e 07 de Tom Veloso e Dora Morelenbaum) 

BEMTI – Nascido em Serra da Saudade.  no interior de  Minas Gerais, o cantor, compositor e instrumentista Bemti usa a Viola Caipira de dez cordas como base da sua sonoridade emocional e cinematográfica que transita por gêneros como indie pop, MPB e folk. O cantor e compositor também é formado em Audiovisual pela USP e traz as experiências como diretor, roteirista, redator e montador de filmes para seu trabalho na música. Sua estreia autoral, o álbum “era dois” (2018), conta com participações de Johnny Hooker e da banda Tuyo, e foi muito bem recebido pela crítica. Já o segundo disco, “Logo Ali”, conta com participações de Fernanda Takai, Jaloo, Josyara, ÀVUÀ e do músico português Hélio Morais. Este trabalho venceu o edital Natura Musical e foi indicado entre os Melhores Discos de 2021 na lista da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). A abordagem inédita e contemporânea da viola caipira feita por Bemti já ultrapassou 4 milhões de execuções apenas no Spotify, rendendo inclusões em trilhas sonoras de diversos longas e séries. Desde 2018, o artista mineiro já excursionou por 11 estados brasileiros e por países da Europa e América Latina, com shows esgotados em Lisboa e Buenos Aires. Bemti se posiciona como um artista LGBTQIAPN+ desde o seu primeiro videoclipe, criando inusitadas pontes através da sua música, onde a tradição encontra a modernidade e o rural se aproxima do urbano, sem deixar de lado a habilidade de conectar e emocionar o público. Músicas: 01 – Tango – Bemti  – participação especial de Johnny Hooker – do álbum “Era Dois” // 02 – Livramento  – Bemti e Nina Oliveira  – com Marcelo Jeneci – Co-Produção, Piano Wurlitzer, Sanfona e Vozes Adicionais – do álbum “Logo Ali” // 03 –  Catastrópicos – Bemti e Cauê Lemes – Participação de Jaloo  – do álbum “Logo Ali” // 04 – Samba! Bemti e Cauê Lemes  – Com participação do duo ÀVUÀ, formado por Bruna Black e Jota.pê – do álbum “Logo Ali” // 05 – Quando o Sol Sumir – Bemti, Roberta Campos e Cauê Lemes   – part especial Fernanda Takai – do álbum “Logo Ali” // 06 – Melhor de Três  – Bemti, Luis Calil, Ernesto Djédjé – Single do 3ª disco (a ser lançado)

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O SUL EM CIMA 11 / 2025

O SUL EM CIMA 11_2025_Francis Hime ok

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar o trabalho de FRANCIS HIME
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FRANCIS HIME 
Chega às plataformas de streaming “Não navego pra chegar”, novo álbum de Francis Hime. O projeto reúne apenas canções inéditas, além de convidados especialíssimos, entre parceiros, intérpretes e músicos. Participam das faixas as cantoras Simone, Zélia Duncan, Leila Pinheiro, Olívia Hime e Mônica Salmaso, e ainda Ivan Lins, Lenine, Dori Caymmi, Zé Renato e Quarteto Maogani. 
Com 60 anos de carreira, Francis Hime  completou 85 de vida durante a gravação do álbum (em 31 de agosto de 2024), uma comemoração cercada de colaboradores dos quais o compositor é fã inconteste. “A linha musical deste disco remete a outros trabalhos meus, como o ‘Essas Parcerias’, de 1984, e aos volumes 1 e 2 do ‘Álbum Musical’, com a particularidade de termos aqui apenas músicas inéditas”, pontua Hime.
Dois parceiros chamam atenção no álbum: Ziraldo (1932/2024) e Bráulio Pedroso (1931/1990). Com o cartunista, escritor e jornalista, Francis fez a canção “Infinita” para a peça teatral “Belas Figuras’”, que nunca havia sido gravada. “Bráulio Pedroso é outro parceiro cuja canção, ‘Tempo Breve’, estava aguardando, há anos, pela incrível interpretação de Zélia Duncan, conta. Zélia, por sinal, também é parceira de Francis na música “Chuva”.
“Não Navego pra chegar” é fruto de um trabalho coletivo, a começar pelas próprias composições. “A parceria musical na melodia foi uma experiência nova e estimulante. A partir da ideia inicial do meu parceiro compositor, eu segui compondo a sequência. Assim eu fiz com Ivan Lins em “Imaginada”, com Maurício Carrilho em “Não navego pra chegar”, e com Zé Renato em “Imensidão”.  É muito interessante o quebra-cabeça de manter a unidade da música a partir da proposta inicial da composição. Por sinal, as três com letras de Olívia (Hime), cada vez mais craque nesse ofício”, detalha Francis Hime sobre o processo de criação da nova safra. Olívia Hime assina ainda as letras de “Samba pra Martinho” (com Geraldo Carneiro) e “Imaginada” (com Ivan Lins). 
Músicas: 01 – IMAGINADA – Francis Hime, Ivan Lins e Olívia Hime – part Ivan Lins // 02 – CHUVA – Francis Hime e Zélia Duncan – com Francis Hime // 03 – SAMBA PRA MARTINHO – Francis Hime, Geraldo Carneiro e Olívia Hime – part Simone // 04 – NÃO NAVEGO PRA CHEGAR – Maurício Carrilho, Francis Hime e Olívia Hime – part Mônica Salmaso // 05 – UM RIO – Francis Hime e Olívia Hime –  part Dori Caymmi e Olívia Hime  // 06 – TEMPO BREVE – Francis Hime e Braúlio Pedroso – Part Zélia Duncan // 07 – IMENSIDÃO – Francis Hime, Zé Renato e Olívia Hime – part Zé Renato // 08 –  SHAKESPEAREANA – Francis Hime e Geraldo Carneiro – part Quarteto Maogani   //  09 – TOMARA QUE CAIA – Francis Hime e Moraes Moreira – part Leila Pinheiro // 10 – CHULA CHULA – Francis Hime e Geraldo Carneiro – part Lenine // 11 – INFINITA – Francis Hime e Ziraldo – part Olívia Hime 
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O SUL EM CIMA 10 / 2025

O SUL EM CIMA 10_2025_André e Ghadyego

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de André Mastro e Ghadyego Carraro
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ANDRÉ MASTRO – O cantor André Mastro apresenta um recorte da obra de Fátima Guedes, traçando um instigante aspecto da carreira de mais de 40 anos da compositora carioca. Um sucesso corroborado por outras tantas vozes, de gêneros diversificados, que gravaram suas músicas: Emílio Santiago, Maria Bethânia, Wanderléa, Elis Regina, Mercedes Sosa, Ney Matogrosso, Jane Duboc, Isabella Taviani, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Nana Caymmi, Alaide Costa etc.
O projeto chama-se A Feminina Canção de Fátima Guedes, todo dedicado à obra da compositora. O cantor preferiu dar margem ao repertório de Fátima menos popular, o chamado “lado B”. Para cada uma das músicas disponibilizadas nas plataformas, há um vídeo no Youtube. Os arranjos tem como base a sonoridade acústica, assim como formações instrumentais camerísticas. André Mastro conta com participações de músicos como Toninho Ferragutti, Thiago do Espírito Santo, Daniel Grajew, Marcos Paiva e muitos outros grandes músicos. Está nos planos do cantor, o lançamento de todas as faixas em CD Físico, ainda em 2026.  André tem um CD lançado, intitulado Sem Descanso, que contou com participações do violonista Ulisses Rocha, do sanfoneiro Toninho Ferragutti, do clarinetista Nailor Proveta etc.
Músicas 01 à 05 (de Fátima Guedes): 01 – Saia Rodada // 02 – Celeste // 03 – No Fim da Casa // 04 – Minha Nossa Senhora  // 05 – Natureza Morta  // 06 – As Rosas não falam – Cartola – do álbum “Sem Descanso” 
 
GHADYEGO CARRARO – O álbum intitulado Anhum do contrabaixista, compositor, professor e pesquisador Ghadyego Carraro chegou em 22 de novembro de 2024 às plataformas. O mesmo conta com a participação de muitos músicos de primeira linha como do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, do jovem e virtuoso acordeonista português João Barradas e do bandolinista brasiliense Victor Angeleas, além de um time de peso da cena musical instrumental. O álbum faz uma homenagem aos povos originários das Américas propondo diferentes sonoridades influenciadas pelas vivências do artista em diferentes ambientes e locais. Estilisticamente é um álbum que se concentra no diálogo entre o jazz contemporâneo e a música brasileira e sul-americana. 
Ghadyego Carraro é natural de Passo Fundo/RS. Possui Graduação em Música pela Universidade de Passo Fundo (UPF), Rio Grande do Sul; Mestrado em contrabaixo acústico pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Doutorado em História com ênfase em música sul-americana pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Seu trabalho também inclui arranjos e composições para grupos de câmara, além de formações instrumentais com ênfase na Música Popular Brasileira, Jazz e música sul-americana (Rio Grande do Sul-Uruguai-Argentina). 
ANHUM – “A palavra Anhum segundo a mitologia tupi-guarani significa Deus da música, o responsável por tocar o sacro Taré, instrumento que antecipa a chegada dos deuses. Segundo a lenda, Anhum neto de Tupã em uma de suas visitas à Terra percebeu que os povos faziam suas celebrações em silêncio e por conta disso resolveu ensinar à música a humanidade. Tupã ao saber disso se alegrou e nomeou Anhum como Deus da música.”
 
A seguir trecho do O Jazz Ameríndio de Ghadyego Carraro – crítica do álbum Anhum por Juarez Fonseca:
Criado em homenagem aos povos originários das Américas, Anhum, sexto álbum de Ghadyego Carraro, reafirma a dimensão internacional de seu trabalho. O artista passo-fundense é hoje, sem favor, um dos principais compositores, arranjadores e contrabaixistas da música instrumental brasileira. Basta uma só audição atenta do novo disco, primoroso da primeira à última faixa, para se saber disso. Mesmo que o espírito jazzístico esteja sempre presente, o leque de Ghadyego é amplo – ainda mais neste especialmente inspirado Anhum; “Para minha tese de doutorado na Universidade de Passo Fundo pesquisei muito as sonoridades fronteiriças, as influências das culturas indígenas, africana e europeia”, diz ele. “Temos essa tríade nas Américas, é sempre presente, um pouco mais uma, um pouco mais outra. Impressionante como é neglicenciada a cultura indígena, onde estão muitas de nossas matrizes rítmicas – não tenho como pensar em chacarera sem pensar na herança indígena. Mas concentrei muito na questão platina, Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Fronteira aqui é unidade, não divisão”, sublinha. 
Músicas (autoria de Ghadyego Carraro) : 01 – Brasiliana // 02 – Chacarera Ameríndia- part Arismar do Espírito Santo // 03 – Lua Negra // 04 – Recanati 
 
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O SUL EM CIMA 09 / 2025

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Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar o trabalho do cantor e compositor Érico Moura.
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ÉRICO MOURA  foi o único brasileiro a representar o país no evento (The Global Music Festival 24:1900), que ocorreu em 21 de  dezembro passado, às 19h de cada fuso horário, reunindo 24 artistas independentes de 24 fusos horários do planeta em 24 horas ininterruptas de música. Idealizado pelos britânicos Mark Gee e Mike Young, o 24:1900 nasceu para dar visibilidade às bandas, revelações e nomes consagrados da música indie em todo o mundo, como alternativa às plataformas tradicionais de streaming. O DVD, que chegou às plataformas de streaming no dia 29 de abril, é composto por doze canções dos álbuns “AMARÉ” (2019) e “Tudo é Processo” (2021) e os singles “Arregaça”, “Gota D’Água”, “Cerveja com Diabo” e “Oração (pelo menos dois)”.  No dia 1ª de maio, Érico Moura subiu ao palco do Espaço 373 em Porto Alegre/RS, para apresentar as músicas do DVD durante o The Global Music Festival. O show contou com a banda que acompanhou o artista no festival: Gian Becker (trompete, contrabaixo e backing vocal), Lorenzo Flach (guitarra), Luciano Granja (guitarra e violão) e Bruno Neves (bateria). 

Nascido na capital gaúcha em 1977, Érico Moura sempre dividiu a carreira artística com a vida médica. No colégio, em 1994, iniciou sua carreira musical cantando no Coro do Projeto Prelúdio (UFRGS), passando também pelo Coro dos Contrários, entre 1999 e 2000, quando formou a banda Universo Colorido com Marcelo Fruet, e juntos produziram um EP. Em 2007, lançou seu disco de estréia, C.O.L.E.T.Â.N.E.A , mas em seguida teve que se afastar temporariamente da carreira artística para se dedicar à residência em Psiquiatria até que, em 2014, percebeu que não conseguiria viver sem música. Desde então, não parou mais de compor e tem uma intensa produção, parte dela já incluída no elogiado disco AMARÉ, de 2019 e no álbum Tudo é processo (2021).

Em 2024, Érico Moura foi o único brasileiro a se apresentar no festival global 24:1900, consolidando sua projeção fora do país. O portal uruguaio Cooltivarte o citou como um representante do templadismo, movimento que equilibra tradição e inovação na música. Em sua discografia, constam parcerias com Paola Kirst, Carlinhos Carneiro, Rafael Malenotti, Jr Tóstoi, Akeem e Bibiana Petek, além de um álbum ao vivo gravado em duo com Gian Becker. Sua sonoridade singular, aliada a uma interpretação intensa, faz dele um dos nomes mais autênticos da nova cena brasileira. Paralelamente à música, Érico atua como psiquiatra e psicoterapeuta, com doutorado pela UFRGS. Atualmente, trabalha em seu consultório particular e está em pré-produção de seu próximo álbum.

Músicas: 1. Eu sendo eu (being me) – Érico Moura // 2. Cerveja com Diabo – Érico Moura // 3. Calma – Érico Moura, Gian Becker e Ricardo Barpp // 4. Vou te levar comigo – Érico Moura // 5. Gota D’Água – Érico Moura // 6. A brisa e a maré – Érico Moura e Sérgio Furtado // 7. Tantas coisas – Érico Moura // 8. Mais de mil – Érico Moura, Sérgio Furtado e Daniel Masutti // 9. Oração (pelo menos dois) – Érico Moura // 10. Vamos dar risada dos meus caprichos – Érico Moura e André Lucciano // 11. Arregaça – Érico Moura //12. Dando a volta nas estrelas – Érico Moura e Gian Becker

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O SUL EM CIMA 08 / 2025

O SUL EM CIMA 08_2025_ALINE E MARCOS

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Aline Vieira e Marcos Davi Lisboa
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ALINE VIEIRA – é uma artista que desdobra e encarna várias dimensões e segmentos da arte. Produz filmes, coordena projetos culturais, faz música. Embora já tenha 15 anos de carreira musical, só agora lança seu primeiro trabalho autoral, em que desfila memórias e sentimentos que atravessam sua história. Mar de Dentro é um EP com cinco faixas e já está disponível em todas as plataformas digitais. Nele, a cantora enfileira as canções em uma sequência que cria uma linha do tempo, passando por emoções que remetem à infância até momentos em que se entende a transmutação dos amores e das dores da vida. É um trabalho que propõe um mergulho nas águas internas dos sentimentos. O nome do EP também faz referência à Baía de Canto Grande, em Bombinhas. Lugar paradisíaco e de mar calmo, que sugere o silenciar e as reflexões, o olhar atento para admirar a beleza da natureza, que se estende para a contemplação da vida. As composições das canções são do poeta Marcos Aurino Pinheiro e do músico João Sobral. A produção do EP é assinada por Alexandre Siquera. Além das vozes, Aline também gravou violões, Carlinhos Ribeiro a percussão, Gabriel Menin o contrabaixo e Pedro Silva as guitarras. O trabalho conta ainda com as participações especiais de Ricardo Pauletti, André de Miranda, Marcelo Portela e Joaquim Vieira Souza. 
Aline salienta a satisfação pelo lançamento do seu primeiro trabalho autoral. “É muito gratificante saber que qualquer pessoa no mundo com acesso às plataformas vai poder ouvir esse trabalho que criamos com tanto carinho e cuidado”. afirma. O EP Mar de Dentro é uma iniciativa da Tramela Produções, realizada com recursos da Prefeitura Municipal de Bombinhas, através da Fundação Municipal de Cultura, por meio do Edital Mestre Cantalício Rocha – Edição 2023. 
Músicas: 01 – 31, Lá vou eu…// 02 – Luas de Maio // 03 – Saudádiva // 04 – Rosa dos Últimos Amores // 05 – Samburá de Ilusões – Músicas 1,2,4 e 5 de Marcos Aurino Pinheiro – música 3 de João Sobral 
 
MARCOS DAVI LISBOA – nasceu em Porto Alegre, RS. É violonista e compositor dedicado à música instrumental. A sua música traz a conexão natural do violão com a música clássica, jazz, choro, samba e muitos outros gêneros. Como instrumentista, é influenciado por Egberto Gismonti, Baden Powell, Raphael Rabello, Ralph Towner, Ulisses Rocha e César Camargo Mariano. Marcos já se apresentou no Uruguai, Alemanha, França, Suíça, Bélgica, Espanha, Luxemburgo, Áustria e Holanda. A convite do CCRD Centre Culturel Régional de Delémont, fez longa temporada na Suíça, tocando em apresentações solo e quarteto por várias cidades do país, tais como Delemont, Basel, Listal, Genebra, Freiburg e Lausanne. Também, a convite da Fnac Suíça, fez diversos concertos solo em todas as unidades da rede, trabalhando o lançamento do seu livro “Composições para Violão Brasileiro – Samba, Choro, Valsa Outras Invenções”. Na França, além de apresentações solo, trabalhou e gravou junto a músicos franceses, onde também colaborou com música para teatro. Em Munique, atuou como professor de harmonia, repertório e técnica violonística, destacando-se por utilizar a música brasileira como material didático. Também foi professor da EM&T – Escola de Música e Tecnologia – SP, sob as coordenações de Ulisses Rocha e Mozart Mello. 
Marcos Davi Lisboa trabalhou com os artistas Adriana Deffenti, Alessandro Penezzi, Alex Rossi (Holanda), Bia Góes, Carol Andrade, Cau Karam, Dieter Buchwalder (Suíça), James Liberato, Márcio Celli, Mozart Mello, Ulisses Rocha, entre muitos outros
‘Foi-se o tempo em que apenas o talento era suficiente para o sucesso de um instrumentista. A falta de interesse das gravadoras e o pouco espaço na mídia, obrigam o artista de nosso tempo a ser multifuncional, tendo que, além de compor, arranjar e executar, realizar o árduo trabalho de produtor e divulgador da própria música. É nesse contexto que surge o Marcos Davi Lisboa, que com sensibilidade e bom gosto nas composições, precisão e delicadeza nas execuções, além da habilidade como produtor, vem para deixar sua marca no mundo da nossa música instrumental.” (Ulisses Rocha)
Músicas: 01 – Passagem – Marcos Davi Lisboa // 02 – Xará – Baden Powell // 03 – Meu Tempo _ Marcos Davi Lisboa (músicas 1, 2 e 3 do EP Passagem) // 04 – Eleonor Rigby – J. Lennon e P. McCartney – Part Ulisses Rocha – do CD Sete // 05 – Candeias (single) – Edu Lobo – part Carol Andrade // 06 – O Guaraná – Marcos Davi Lisboa – do CD Casa III 
 
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O SUL EM CIMA 07 / 2025

O SUL EM CIMA 07_2025_Beto Rensi e Tatiéli Bueno

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Beto Rensi e Tatiéli Bueno
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Beto Rensi lançou em 2024 o álbum ‘Beto Rensi e Parceiros’. Gravado nos estúdios do prestigiado músico e compositor Mário Gil, o álbum tem direção artística de Cezinha Oliveira e estelar constelação de músicos e intérpretes. Um álbum de autor, todas as músicas tem as letras assinadas exclusivamente por Beto Rensi. Paulistano de nascença,  viveu intensamente a infância e a adolescência na cidade natal de seu pai, Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, resultando para que algumas das composições tenham pegada fortemente inspiradas nos ambientes rurais, embora seu repertório vá muito além disso, com sambas, choros e boleros. Santa Cruz do Rio Pardo não é apenas um ponto no mapa para o poeta e compositor Beto Rensi. É um cenário que  povoa suas memórias da infância e juventude, alimentando sua arte. E essa conexão profunda é celebrada em seu disco de estréia “Beto Rensi e Parceiros”, distribuído pela Tratore, e já disponível nas plataformas digitais . Algumas das faixas do álbum são uma verdadeira homenagem às suas raízes. 
O disco termina com versos precisos e biográficos para homenagear Paulo Vanzolini, grande inspiração e modelo para Beto Rensi. A música ‘Samba pra Vanzolini’ tem composição musical e interpretação de Mau Sant’Anna, mais um expoente das noites paulistanas.
Rensi faz questão de destacar a influência de parceiros como Karla Dallmann, que o incentivou a continuar escrevendo e experimentando com a composição. “Sem ela, este disco não existiria”, afirma. Ele revela que já está trabalhando em um novo álbum, onde muitas das letras foram compostas diretamente para as melodias, ao  contrário do disco atual, que nasceu de poesias musicadas.
Músicas: 01 Jornada de Peão – Karla Dallmann, Victor Mendes e Beto Rensi – part. Victor Mendes // 02 – Rosas para Santa Cruz – Karla Dallmann e Beto Rensi – part Renato Braz // 03 – Vento Forte – Pratinha Saraiva e Beto Rensi – part Elaine Morie e Victor Mendes // 04 – Chorando ao Amanhecer – Pratinha Saraiva e Beto Rensi – part Cezinha Oliveira e Pratinha Saraiva // 05 – Olhos de Atriz – Karla Dallmann e Beto Rensi – part Karla Dallmann e Renato Braz // 06 – Mau Sant’Anna e Beto Rensi – part Mau Sant’Anna 
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A cantora Tatiéli Bueno é reconhecida por sua carreira dedicada à música regional gaúcha urbana, com influências da música latino-americana e brasileira. Tatiéli está lançando o projeto “Meu Lugar”.  Os seis singles do projeto “Meu Lugar” estão disponíveis para quem ama música e todas as emoções e reflexões que ela traz.  
Seguindo o caminho de seus instintos, com uma conexão de “dentro para fora”, como Tatiéli Bueno define essa nova experiência, é que foram selecionadas as músicas que contemplam “Meu lugar”.  As músicas foram lançadas individualmente como singles e trazem como elemento comum entre elas, a mostra de um trabalho totalmente inovador, diferente de todos os projetos já realizados pela cantora. Tatiéli Bueno, vem mostrar que versatilidade combina perfeitamente com sua personalidade artística. Neste novo trabalho coloca toda sua maestria na interpretação da música gaúcha urbana. Como o próprio nome diz, “Meu Lugar” traz em sua temática, a essência da cantora e busca nas canções a representatividade da sua verdade, da forma como vê e sente o cotidiano. “Meu lugar é o refúgio da autenticidade, onde a liberdade para ser quem sou se manifesta através da minha voz”. Para a gravação dos singles a cantora Tatiéli Bueno conta com a direção e produção musical de Eder Bergozza e de sua experiente banda que lhe acompanha há bastante tempo, com Ezequiel de Toni, no acordeon, Gustavo Viegas, no contrabaixo e Rodrigo Zorzi, na bateria e, ainda, com os músicos convidados: Luis Carlos Zeni, no saxofone e Rodrigo Maciel, no violino.  
Músicas: 01 – Tango do Mal – Luciano Salvador Bahia // 02 – De bem com a Vida – Tuny Brum // 03 – Inacabado – Tuny Brum e Bianca Bergmam // 04 – Quando eu ouvir a minha voz – Ivani Graciola e Fernando Graciola // 05 – Um novo amanhã agora – Gabriel Sater e Daniel Rondon // 06 – Em Obras – Bebeto Alves 
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O SUL EM CIMA 06 / 2025

O SUL EM CIMA 06_2025_Sons Nikkei e Fernanda Takai

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos do Sons Nikkei e Fernanda Takai
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SONS NIKKEI – propõe uma fusão musical entre Brasil e Japão, com influências culturais dos dois países.
O Sons Nikkei é formado pelos músicos João Egashira (violão), Lilian Nakahodo (piano) e Saemi Murakami (taiko, shakuhachi e fue). Essa formação, que alia instrumentos brasileiros com japoneses, foi criada exclusivamente para o projeto. O DVD Sons Nikkei foi lançado em 2023 com o trio e os convidados Naomi Kumamoto (flauta), Yuzo Akahori (Shamisen), Arthur Endo (violão) e Fernanda Takai (voz) que também participaram do show de lançamento.
O termo “Nikkei” tem origem na língua japonesa e é utilizado para denominar os descendentes de japoneses que vivem de forma regular em outros países. O Paraná é o segundo estado com maior número de descendentes japoneses no Brasil. Alguns deles são bastante atuantes no cenário musical da cidade. Para o projeto foram escolhidos três representantes nikkei da cidade: João Egashira, Lilian Nakahodo  e Saemi Murakami. Os arranjos foram construídos coletivamente sob orientação do diretor musical João Egashira.
As influências musicais dos artistas envolvidos são múltiplas, indo da música tradicional japonesa até o Choro e a Bossa Nova, passando pela música erudita, o forró, o jazz e até a música contemporânea. Tal fato poderá ser percebido pela diversidade e variedade de gêneros e estilos dos repertórios, que também contou com composições próprias do trio feitas exclusivamente para o projeto. Pode-se dizer que isso se configura em uma miscigenação musical com um sabor bastante brasileiro.
A música pode ser um poderoso fator de aproximação, de união entre diferentes povos, diferentes culturas. E é exatamente isso que ‘Sons Nikkei – fusão musical: Brasil- Japão’ pretende: que a música funcione como um elo de ligação emocional, afetiva, cultural e artística. Respeitando as diferenças e ao mesmo tempo convergindo, mirando para o mesmo lugar, algo tão necessário nos dias de hoje.
Músicas: 01 – Sobre o Tempo – John Ulhoa // 02 – Sons Nikkei – João Egashira // 03 – Miagete Goran – Taku Izumi e Rokusuke Ei // 04 – Asa Branca / Assum Preto – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira // 05 – Made in Japan – John Ulhoa e Robinson Mioshi // 06 – Odeon – Ernesto Nazareth e Vinícius de Moraes // 07 – Rio na Chuva – Naomi Kumamoto 
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FERNANDA TAKAI  – Cantora e compositora, vive em Belo Horizonte, Minas Gerais. Formada em Relações Públicas, UFMG, 1993. É cantora, compositora e escritora. Vocalista da banda mineira Pato Fu há 31 anos, há 16 lançou-se numa carreira solo com repercussão nacional e internacional, chegando a gravar um CD de inéditas com o guitarrista Andy Summers (The Police) em 2012. Fernanda lançou 20 álbuns e 9 DVDs. Tem 5 Discos de Ouro. Artista multipremiada pela APCA, Grammy Latino, MTV Brasil, Multishow, Revista Bravo!, Prêmio da Música Brasileira, entre outros. Tem 5 livros publicados (editoras Panda Books, Cobogó, SESI e Cachecol) e conquistou um prêmio Jabuti com o livro digital “O Cabelo da Menina”. Músicas: 01 – Diz que fui por Aí – Zé Keti e Hortêncio Rocha // 02 – Não Esqueça – Nico Nicolaiewsky // 03 – Pra Curar essa dor – George Michael / vers. John Ulhoa – Part Samuel Rosa // 04 – Estrada do Sol – Antonio Carlos Jobim / Dolores Duran 
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O SUL EM CIMA 05 / 2025

O SUL EM CIMA 05_2025_Rogerio Botter Maio e Louis Na Bossa

 
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Rogério Botter Maio e Louis Na Bossa
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Rogério Botter Maio é  baixista acústico e elétrico, compositor, arranjador e produtor musical. Original de São Paulo, dos 17 anos a viver fora do Brasil, esteve 5 em New York, onde tocou com Paquito d’Rivera, Lionel Hampton, Cláudio Roditi, Manfredo Fest e Leny Andrade e gravou com Gerry Mulligan & Jane Duboc, Naná Vasconcelos, Dom Salvador entre outros.  Ao viver em Roma atuou como músico em “O Poderoso Chefão III” em 1989. 
Rogério lançou os álbuns “Crescendo” (1996), “Aprendiz” (2009), “Prazer da Espera” (2006), “Tudo por um Ocaso” (2009), “Sobre o Silêncio” (2012), “Por um triz” (2020) – somente de canções – e “Sem palavras” (2024). Escreve para formações camerísticas, orquestrais, combos de jazz,  trilhas para filmes e para dança. Além de ter ministrado seu workshop de música brasileira por três continentes há mais de 20 anos, toca sua música em diferentes formações pela Europa. Estudou música na UNICAMP, Musik Hochschule em Graz (Áustria) e no Berklee College of Music (EUA).  
Músicas: 01 – Luzes – Rogério Botter Maio – part. Vanessa Moreno e Hector Costita – do CD Por um Triz // 02 – Rendez-Vous – Rogério Botter Maio – part. Jane Duboc – do CD Crescendo gravado em Nova York e lançado em 1996 //   03 – Voltando ao Fio da Meada – Rogério Botter Maio – part Dom Salvador – do CD Crescendo // 04 – Uma Mulher – Rogério Botter Maio e Vanessa Bumagny – part Ná Ozzetti –  do disco Prazer da Espera // 05 – Ano Novo – Rogério Botter Maio – part Carlos Aguirre – do CD Sobre o Silêncio lançado em 2012 // 06 – Muro ou Ouro – Rogério Botter Maio e Vanessa Bumagny – part Sérgio Santos – do CD Por um Triz // 07 – Que Assim Seja – Rogério Botter Maio – do CD Sem Palavras (2024) – composição inspirada no ritmo cubano Danzón 
 
Louis Na Bossa – Cantor, violonista e compositor, nascido em Paris (França). Louis é um artista francês que viveu muitos anos no Brasil. Ele descobriu a Bossa Nova ainda na infância e ficou profundamente marcado por esse estilo. Influenciado por João Gilberto e Djavan, lançou seu primeiro EP no final de 2024, com três faixas. O EP de Penedo a Paraty conta com a participação do percussionista guianês Fabrice Thompson, da baixista holandesa Fanny Van Dijk e do guitarrista de jazz parisiense Cédric Baud, que também realizou a gravação. 
De Penedo a Paraty é uma mensagem de amor ao Brasil, traduzida em uma viagem musical da Serra da Mantiqueira ao litoral do Rio de Janeiro, lugares onde Louis passou grande parte de sua infância. A música de Louis é marcada pela busca da essência de uma Bossa Nova depurada, procurando por nitidez e simplicidade tanto na voz quanto no violão. 
Louis seguiu uma formação musical clássica. Estudou violino e canto lírico por mais de dez anos. Hoje, ele mora no centro de Paris e apresenta seu trabalho nos clubes de jazz parisienses. Nos próximos meses, Louis planeja lançar novos projetos, explorando as sonoridades do jazz brasileiro. Ele também sonha em voltar ao brasil para se apresentar com sua banda nos lugares icônicos da Bossa Nova. 
Músicas: 01 – De Penedo a Paraty – Louis Na Bossa / 02 – É Preciso Perdoar – Carlos Coqueijo e Alcyvando Luz // 03 Lígia – Tom Jobim 
 
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O SUL EM CIMA 04 / 2025

O SUL EM CIMA 04_2025_Ricardo Silvestrin

Essa edição de O SUL EM CIMA, é dedicado ao trabalho de RICARDO SILVESTRIN 

RICARDO SILVESTRIN  está lançando o álbum RS&B, sigla de Ricardo Silvestrin & Banda, que é um trabalho autoral que traz o artista cantando suas composições. O álbum traz 12 faixas, sendo que 10 das composições tem letra e música de Ricardo Silvestrin. Uma delas, Numas de Filosofia, tem citação da frase “Tudo é tudo, nada é nada”, de Tim Maia. Há também uma parceria com Kleiton Ramil, Prazo, com música de Kleiton e letra de Ricardo, e outra com Silvio Marques, My Love, com música do Sílvio e letra de Ricardo. Silvestrin canta em todas as faixas e é acompanhado por: Robson Serafini (guitarra, violão, baixo, piano, teclado), Angelo Primon (guitarra, violão, baixo, teclado), Everson Vargas (baixo), Lucas Fê (bateria), Cesar Audi (bateria), César Ratão (baixo), Marcelo Figueiredo (sax), Chiquinho Gomes (flugelhorn), Edo Portugal (strings). A produção é da Loop Discos e foi lançada nas plataformas de áudio, no dia 17 de janeiro de 2025.
Ricardo Silvestrin tem um trabalho musical como vocalista e compositor desde os anos 1990, integrando as bandas Os 3 Poetas, Os Ladinos, os poETs. Desenvolve desde 2015 seu trabalho solo Ricardo Silvestrin & Banda, tendo lançado o EP DUK7 em 2015, o álbum SILVESTREAM em 2019 e agora RS&B, todos pela Loop. Ele vem fazendo vários shows, acompanhado por um quarteto formado pelo guitarrista Angelo Primon, o baixista Everson Vargas, o pianista Robson Serafini e o baterista Lucas Fê. A banda se apresentou em diversos espaços da cena de Porto Alegre: Sargent Peppers, Ecarta Musical, Centro Cultural Vila Flores, Espaço 373, Casa de Espetáculos, Feira do Livro de Porto Alegre.  
Ricardo Silvestrin soma ao seu trabalho de compositor e vocalista uma premiada atuação como escritor, sobretudo como poeta, com vários livros publicados por importantes editoras brasileiras. 
Músicas: 01 – Dia a Dia  // 02 – Prazo – Kleiton Ramil e Ricardo Silvestrin // 03 – Heróis  // 04 – Numas de Filosofia – Ricardo Silvestrin e Tim Maia // 05 – Pode Crer  // 06 – My Love – Sílvio Marques e Ricardo Silvestrin // 07 – Entre Santa Maria e Botucatu // 08 – No Mar // 09 – Melodia do Passarinho //  10 – Não Vá Cantar Agora // 11 – Alguém Assim // 12 – Karminha  (Músicas: 01, 03,05, 07,08,09,10,11,12 de autoria de Ricardo Silvestrin) 
 
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