O SUL EM CIMA 28 / 2026

1) TAMANDUÁ – O projeto Tamanduá (de Firenze – Itália) nasceu da efervescência criativa do violonista Pino Arborea, músico com apurada habilidade como arranjador, qualidade que lhe permitiu retrabalhar algumas das peças mais significativas da grande cultura musical brasileira e ajustá-los sob medida para  três vozes femininas.  Diversas cantoras se juntaram ao grupo ao longo dos anos. Desde 2018, a nova formação inclui Claudia Moretti, Cristina Rizzo e Luciana Camarda.
Músicas: 01 – Uma Canção de Esperança  – Kleiton Ramil e Valdir Cechinel Filho (do álbum As Canções do Coração de Valdir Cechinel Filho – 2022) // 02 – Corrida de Jangada – Edu Lobo e José Carlos Capinam  (do álbum Vamos Embora de 2022 do Tamanduá) // 03 – Meu Pedacinho de Chão  – Valdir Cechinel Filho e Luiz Vicentini  (single 2026) 
 
2) CHICO BUARQUE – em 1970 foi lançado o álbum  Per un pugno di samba de Chico Buarque com arranjos de Ennio Morricone. Compositor, maestro e arranjador que orquestrou trilhas sonoras de filmes com rara maestria, Ennio Morricone (10 de novembro de 1928 – 6 de julho de 2020) nunca escondeu a admiração pela música brasileira. Apresentado a Chico pelo compositor italiano Sergio Bardotti (1939 – 2007), letrista que verteu músicas do compositor carioca para o idioma da Itália, Morricone aceitou imediatamente o convite para arranjar esse disco. Título pouco ouvido da discografia de Chico Buarque, Per un pugno di samba somente foi editado no Brasil em 2003, já em CD. Uma edição alternativa do disco, com as 12 músicas cantadas por Chico em português, se tornou ainda mais rara e nunca foi editada no Brasil em qualquer formato. Contudo, essa edição em português foi lançada na Europa, no rastro da edição italiana de 1970, tendo sido disponibilizada em LP nos mercados da França (com o título Sambas do Brasil) e da Espanha (com título, Por un puñado de samba, traduzido fielmente do original em italiano).
Músicas do álbum  Per un pugno di samba  de 1970: 01 – Samba e Amore  – Chico Buarque de Hollanda //  02 – Tu Sei Una Di Noi  – Chico Buarque de Hollanda 
 
3) ZIZI POSSI – Zizi Possi ou Maria Izildinha é neta e bisneta de italianos. Esta paulistana do Brás nasceu em 28 de março de 1956 e começou a estudar piano bem cedo, aos 5 anos de idade. Dada a rapidez com que aprendia, mudou de professores e métodos muito rapidamente. Aos 18 anos foi morar com o irmão mais velho em Salvador, onde ficava a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, considerada a melhor da América Latina na época. Nesta escola cursou Composição e Regência durante 2 anos.
Em 1977 Roberto Menescal, na época diretor artístico da gravadora Philips, assiste Zizi Possi pela primeira vez, em um programa piloto de TV. No ano seguinte, já no Rio de Janeiro, Zizi Possi assina com a gravadora e lança ´Flor do Mal´, seu primeiro LP. No início dos anos 90, Zizi dá uma guinada na vida pessoal e profissional, volta a São Paulo, rompe com sua gravadora e parte para um novo desafio, reconhecido posteriormente como um divisor de águas em sua carreira. Concebe, arranja e interpreta três trabalhos em um formato inusitado na época, mas muito conhecido hoje: o tal acústico. ‘Sobre Todas as Coisas’, ‘Valsa Brasileira’ e ‘Mais Simples’ são considerados obras-primas e marcam definitivamente a carreira de Zizi e a música popular brasileira. Em 1997 surge a proposta de gravar um CD em italiano (‘Per Amore’) de estrondoso sucesso, aplaudido pela crítica e pelo público. 
Músicas do álbum Per Amore (1997) : 01 – Per Amore  – Mariella Nava  // 02 –  Caruso – Lúcio Dalla  // 03 – E Chiove  – Joe Amoruso e Sérgio Cirillo 
 
4) SELTON – A Selton é uma banda de indie pop formada por músicos gaúchos de Porto Alegre que moram e fazem sucesso na Itália. A formação original contava com Ramiro Levy, Daniel Plentz, Eduardo Stein Dechtiar e Ricardo Fischmann (que saiu em 2017). Em 2005 e 2006, eles foram morar em Barcelona, na Espanha, onde começaram a tocar covers dos Beatles nas ruas. Um produtor italiano chamado Gaetano Cappa viu o grupo tocar, gostou do talento deles e os convidou para gravar um álbum na Itália. A banda se mudou para Milão, onde passou a residir. Eles lançaram o primeiro disco, Banana à Milanesa, em 2008. O som da Selton mistura indie pop, folk e ritmos brasileiros, com letras em vários idiomas (português, inglês, espanhol e italiano).  Com álbuns marcantes como Saudade (2013), Loreto Paradiso (2016), Manifesto Tropicale (2017),  Benvenuti (2021), Gringo Vol I (2024) e GringoVol II (2025) o grupo construiu uma forte ponte cultural entre o Brasil e a Europa, combatendo estereótipos sobre a música brasileira no exterior.
Músicas: 01 – Sigaretta in Mano a Dio – Daniel Plentz, Eduardo Stein Dechtiar, Ramiro Levy, Dario Faini, Stefano Ceri, Tatrolli (do álbum Benvenuti) // 02 – Sangue Latino  – Paulinho Mendonça e João Ricardo – Part Especial: Ney Matogrosso  (do álbum Gringo Vol 1) 
 
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O SUL EM CIMA 27 / 2026

KLEITON & KLEDIR e GRUPO THOLL – O Dia das crianças está se aproximando, então vamos mostrar nessa edição especial de O Sul em Cima, as músicas do Projeto Par ou Ímpar Ao Vivo. São registros do show de Kleiton & Kledir com o excelente grupo Tholl e que teve a direção de João Bachilli, responsável por criações que abrilhantam ainda mais as ótimas canções e tornam o espetáculo mágico e inesquecível. O Grupo Tholl é uma renomada companhia de circo-teatro sediada em Pelotas, no Rio Grande do Sul, conhecida pelo estilo inovador de “novo circo” que mistura acrobacias, dança e teatro sem usar lona ou picadeiro. O Grupo Tholl é reconhecido como patrimônio cultural do RS. 
A viagem começa com a música Maria Fumaça rumo à Estação de Par ou Ímpar…como diz Kledir: “Maria Fumaça” foi a música que lançou Kleiton & Kledir. Desde crianças sempre fomos uma dupla, mas só nos demos conta disso quando nos apresentamos pilotando nosso trem de ferro no Festival da Tupi, em dezembro de 79. Essa locomotiva faz parte da nossa história. Tem nos levado a muitos lugares interessantes e agora nos proporciona uma travessia a um mundo de sonhos e fantasias: “Par ou Ímpar”, um lugar mágico, criado no palco pela exuberância cênica do Grupo Tholl. 
O espetáculo Par ou Ímpar com Kleiton & Kledir e Grupo Tholl – que saiu em DVD, com a participação especial da atriz Fabiana Karla – começa intencionalmente com uma releitura de “Maria Fumaça”. A canção original conta a história de um noivo que não quer perder o casamento, pois vai dar o golpe do baú. Essa nova versão, que recebeu o sub-título “rumo a Estação de Par ou Ímpar”, conta a história de dois amigos que viajam a um lugar encantado onde vai haver uma festa e um torneio, em que estará em jogo a mão da Princesa Spirulina….Esse registro foi feito em Porto Alegre no Teatro Bourbon Country no dia 27 de maio de 2012 e gerou o CD/DVD. O show foi criado a partir do disco infantil do mesmo nome lançado em 2011 pela Biscoito Fino, com músicas inspiradas no universo infantil cheio de fantasia e imaginação. O Projeto Par ou Ímpar Ao Vivo teve a direção do DVD de Pena Cabreira e Cláudio Fagundes, a direção do espetáculo de João Bachilli e direção e produção musical de Kleiton & Kledir: “O “PAR OU ÍMPAR AO VIVO” com Kleiton & Kledir e Grupo Tholl (com participação especial de Fabiana Karla) ganhou os prêmios de Melhor Álbum Infantil na 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira e também o Prêmio Açorianos de Música de 2012. 
 
Dia 12 de Outubro de 2026 às 18h (Dia das Crianças), Kleiton & Kledir e Grupo Tholl farão no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre, o espetáculo Par ou Ímpar. Um espetáculo musical, teatral e circense para toda a família. Um show fascinante com a alegria das canções de Kleiton & Kledir e a exuberância cênica do Grupo Tholl: malabares, trapezistas, bailarinos, pernas de pau, patins, bicicletas, coreografias acrobáticas e figurinos deslumbrantes. Quem mora ou estiver perto de Pelotas, também poderá ver esse lindo show no dia 10 de outubro às 19h no Theatro Guarany. Uma excelente oportunidade para quem quiser conhecer o espetáculo. Ingressos na plataforma  sympla.com.br
 
Músicas do álbum “Par ou Ímpar Ao Vivo”: 01 – Maria Fumaça – Rumo à Estação de Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 02 – O Mágico Estrambólico – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 03 – Pirulito Esquisito – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 04 – O Cão Salsicha – Kledir Ramil e Maria Elena Walsh // 05 – Bicho Gente – Kleiton Ramil // 06 – Margarida, A Tartaruga – Maria Elena Walsh e Kledir Ramil // 07 – Planeta Poft – Pery Souza e Ricardo Silvestrin // 08 – Formiga Atômica – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 09 – Lindinha – Kledir Ramil // 10 – Trova do Guri e da Guria – Kleiton Ramil e Kledir Ramil (part de Fabiana Karla) // 11 – Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 12 – A Bruxa – Kleiton Ramil // 13 – Pé de Pilão – Vitor Ramil e Kledir Ramil
 
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O SUL EM CIMA 26 / 2026

1) DESSA FERREIRA  – Com nove faixas, Pulso,   primeiro álbum solo da artista lançado em 2023,   reúne múltiplas facetas da cantora, compositora, multi-instrumentista e produtora musical Dessa Ferreira. Mais conhecida como cantora e percussionista, a integrante do grupo Três Marias também gravou guitarras no álbum. Nascida em Brasília em 1989 e radicada em Porto Alegre,  Dessa destaca como um dos marcos de Pulso a graduação no curso de Música Popular da UFRGS, em 2018. Os primeiros contatos com o Rio Grande do Sul, há mais de uma década, foram marcados por descobertas.
“Tinha aquela impressão de um estado europeizado, mas me deparei com diversas resistências, inclusive indígenas – apesar de eu saber que o Brasil é um território indígena, não ouvia falar muito. Entendi que, na verdade, o que não havia era uma valorização dessas presenças, mas elas existem e fazem arte”, contou Dessa.
Músicas: 01 – Dois Mundos – Dessa Ferreira, Nina Fola e Bruno Amaral – feat Nina Fola, Bruno Amaral, Wagner Menezes, Jordana Henriques, Lucas Fê, Gutcha Ramil, Clarissa Ferreira // 02 – Sabedoria do Tempo – Jorge Artur de Souza, Dessa Ferreira e Gutcha Ramil – feat. Diih Neques, Gutcha Ramil e Dona Conceição // 03 – Folha Sagrada – Dessa Ferreira – Feat. Loua Pacom Oulai, Gutcha Ramil, Diih Neques, Tomás Piccinini, Wagner Menezes // 04 – Obàtálá  –  Ìdòwú Akínrúlí , Dessa Ferreira – feat Gutcha Ramil, Dona Conceição, Kika Brandão, Agbage Dansak, Ìdòwú Akínrúlí // 05 – Ìbá Ará Ọ̀run- Ìdòwú Akínrúlí – feat Ìdòwú Akínrúlí e Gutcha Ramil
 
2) ANIS DE FLOR – Cantora e compositora nascida em Florianópolis (SC), Anis de Flor expõe vivências e experiências como mulher negra e indígena no sul do Brasil ao longo das  músicas autorais apresentadas no primeiro EP da artista catarinense, Fértil, lançado em 2022. As  músicas que compõem o repertório do EP, foram gravadas com produção musical de Dessa Ferreira, direção musical de Marissol Mwaba e arranjos da própria Anis de Flor.
“Com Fértil, eu aposto muito na força de expressão, na escolha de não mais calar e, sim, dar voz à mim mesma, à minha jornada e aos lugares que muitas vezes me são negados. Quando comecei a escrever, não fiz isso com a intenção de transformar em música, mas aos poucos fui entendendo que uma coisa não se separava da outra, principalmente quando você reconhece sua existência como política, e se dá conta de que compartilhar suas impressões  sobre as coisas pode ser acalanto e força para quem ouve e se identifica”, relata Anis de Flor.
Músicas (autoria Anis de Flor) : 01 – Solta // 07 – Forte  – feat François Muleka, Marissol Mwaba, Sam Machado 
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3) DUO ORIMà– O Duo é composto  por Lu Starzynski e Nando Altenfelder. Formado oficialmente em 2025,  o Duo Orimã constrói sua identidade artística a partir do cancioneiro popular brasileiro e das múltiplas matrizes afro-brasileiras presentes em manifestações como jongo, congada, bumba-meu-boi e samba de roda. A espiritualidade ligada à Umbanda também atravessa o trabalho do duo, refletindo-se tanto na escolha do repertório quanto nas temáticas abordadas.
Os integrantes somam trajetórias marcadas pela pesquisa, criação e vivência da música brasileira. Nando Altenfelder, percussionista formado pela EMESP Tom Jobim e pela Faculdade Santa Marcelina, atua também como arte-educador e já colaborou com artistas, projetos e grupos de pesquisa musical. Lu Starzynski é cantora, formada em Canto Popular e pós-graduada em Pedagogia Vocal. Desenvolve trabalhos que unem música, cena e tradição oral, com destaque para projetos autorais e grupos dedicados à música brasileira.
‘Ao gravar essas composições que refletem o vigor dos orixás, a ancestralidade dos Pretos Velhos e o tributo à potência feminina das Yabás, a trilogia faz uma formidável viagem pelo Brasil de todos os deuses, de todas as crenças: a cara do Brasil sincrético. Unindo ancestralidade à contemporaneidade, a memória vem à tona e revela o que somos, de onde viemos e o que queremos. A espiritualidade aflora, agregando ousadia às raízes que nos representam (Aquiles Reis)
Músicas: 01 – Ogum de Ronda   – Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro // 02 – Sou Yabá – Luiza Lian // 03 – “Zumbi Bará” e “Dio Zambi”  – Rafael Altério, Celso Viáfora e Paulo César Pinheiro  
 
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O SUL EM CIMA 25 / 2026

DENI DOMENICO  –   Músico, compositor, arranjador e produtor, Deni Domenico é um nome em ascensão na música brasileira contemporânea. Versátil no violão e no cavaquinho, atua intensamente no circuito da MPB, samba e choro, reunindo uma experiência consolidada em palcos e gravações com importantes nomes do gênero. Sua maior vocação, porém, é a composição: cuidadosa, intuitiva e poética, marcada por rimas ricas e metáforas que fogem do óbvio. Inspirado em Chico Buarque e Djavan, Domenico busca lapidar cada verso com atenção à sonoridade e à prosódia, equilibrando lirismo e clareza. Como arranjador e produtor, procura sempre a “alma da música”, valorizando o DNA de cada obra. Com dois álbuns autorais lançados em 2012 e 2020, Domenico agora se consolida com ‘Seguir’ como um compositor de identidade forte, capaz de transformar histórias universais em arte atemporal. Sua trajetória inclui também passagens e experiências internacionais, reforçando sua visão ampla e contemporânea da música brasileira. Este novo trabalho reflete um desejo claro do artista: ser vetor de uma MPB tradicionalmente acessível, autêntica e emocionante — música feita para durar. 
“Seguir” é o terceiro álbum autoral de Deni Domenico, e marca um novo capítulo em sua trajetória. A obra mergulha nas contradições emocionais que fazem parte da experiência humana: desamor, separação e solidão dividem espaço com a esperança, a determinação e o desejo de recomeçar. Ao longo de 10 faixas inéditas, Domenico traduz em música um universo que todos conhecem de perto — o de quem viveu uma ruptura e sonhou com uma segunda chance. Canções que falam de fragilidade e superação, construídas com a delicadeza da poesia e a força da harmonia.
A produção e os arranjos foram assinados pelo próprio artista e reforçam sua visão autoral. O álbum conta ainda com a participação de músicos de destaque da cena brasileira: Marcos Paiva (baixo), Vitor Cabral (bateria), João Ventura (piano e teclado), Allan Abbadia (trombone), Leandro Tigrão (flauta) e Luis Passos (guitarra). A mixagem e masterização ficaram a cargo de Daniel Tapia, garantindo unidade e refinamento ao trabalho.
Músicas do álbum Seguir (autoria de Deni Domenico) : 01 – Seguir // 02 – Porvir // 03 – Sentença Capital  // 04 – Espera  // 05 – Um Amor Íntegro
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ISABELA FOGAÇA – Nasceu em Bagé e reside em Porto Alegre. Nutricionista formada pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura, Isabela é casada com o professor, compositor e político José Fogaça que foi senador pelo Rio Grande do Sul e prefeito de Porto Alegre. Isabela Fogaça acostumou-se aos palcos participando dos festivais estudantis e dos festivais regionais de música nativa e popular que dominaram a cena cultural do RS nos anos 70 e 80. Destacou-se como intérprete, vencendo inúmeros festivais e deixando em cada cidade por onde andou a marca de seu talento, em um período de extraordinária efervescência cultural. Foi quando decidiu radicar-se em Porto Alegre que a voz de Isabela ganhou grande popularidade. Com a interpretação da música “Porto Alegre é demais”, de autoria de José Fogaça, Isabela arrebatou a alma da cidade e dos gaúchos. A partir da gravação dessa música, tem recebido aplauso e reconhecimento a seu talento como artista.
Isabela Fogaça gravou em 2003  o CD “Natal em Família’  e tem um projeto de fazer todo ano o show de natal. Esse projeto é uma das coisas que a envolvem muito e a motivam a cantar. Ela se sente extremamente feliz com isso, pois o Natal é um momento especial com a família e amigos. Eles pretendem, esse ano, chamar o show de “O Natal e Nós”.  Nesse programa, vamos mostrar algumas músicas escolhidas por Isabela Fogaça especialmente para o programa.
Músicas: 01 – Canção pra te Esperar  – Valdir Cechinel Filho / Clemente Manoel / João Ormond – Intérprete: Isabela Fogaça  // 02 – Nossa Cassa – José Fogaça –  interpretação de José Fogaça e  Isabela Fogaça // 03 – As Águas do Rio Jacuí   – José Fogaça – interpretação: Isabela Fogaça  (inédita) // 04 – Migajas  – Jerônimo Jardim –  com Jerônimo Jardim –  participação:  Isabela Fogaça // 05 – Estrela Guria  – José Fogaça e Pery Souza – interpretação: Isabela Fogaça –  feat Cau Netto // 06 – Brasileira Demais – José Fogaça – interpretação de Isabela Fogaça (do álbum Alma Gaúcha de José Fogaça) – feita em homenagem a Brasília // 07 – Bem-Vindos à Vida  – Isabela Fogaça e Luís Coronel – interpretação: Isabela Fogaça –  feat Cau Netto 
 
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O SUL EM CIMA 24 / 2026

TIM BERNARDES – Martim Bernardes Pereira nasceu em SP em junho de 1991, mais conhecido como Tim Bernardes, é cantor, produtor e compositor. Como integrante, compositor e vocalista da banda O Terno, lançou quatro álbuns, além de dois em carreira solo e de participações em trabalhos de diversos artistas. Tim Bernardes é um nome consolidado na música indie e na nova MPB. Tim Bernardes já se apresentou ao lado de artistas como Arnaldo Antunes, Nando Reis, Tom Zé, Tulipa Ruiz, Gal Costa, Marcelo Jeneci, entre outros. 
Filho do músico Maurício Pereira, Tim Bernardes já bem novo demonstrava interesse pela música e aos seis anos de idade foi matriculado para fazer aulas de musicalização. Cresceu no meio musical do pai, trabalhando como técnico de apoio e acompanhando gravações em estúdios. Com o incentivo de seus pais, entrou para a faculdade de música. Em 2009, ao lado de dois amigos, montaram a banda O Terno. Após cinco anos de estrada, a banda resolveu dar uma pausa em 2017. Durante esse hiato, Tim lança seu primeiro trabalho solo Recomeçar, indicado ao Grammy Latino. Em 2022 lançou seu segundo álbum solo, intitulado Mil Coisas Invisíveis. Tim foi o responsável por compor, produzir e fazer o arranjo das 15 faixas que compõem o trabalho. No ano seguinte, o disco foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum de Música Popular Brasileira.
Em Mil Coisas Invisíveis, o artista e multi-instrumentista Tim Bernardes mostra por que é um dos mais talentosos compositores em atividade no Brasil. Cinco anos após o lançamento de Recomeçar, sua primeira incursão solo em meio à sólida carreira como integrante d’O Terno, Tim voltou aos temas de amor e perda, a travessia da vida e o seguir adiante. Ouvir as canções de Mil Coisas Invisíveis, lançado em 2022, é como folhear as páginas de um livro. São versos autobiográficos, por vezes descritivos, longos e difíceis, como se estruturados para serem desvendados pelo ouvinte. 
Músicas do álbum ‘Mil Coisas Invisíveis’ (autoria de Tim Bernardes): 01 – Nascer, Viver, Morrer  //  02 – Realmente Lindo // 03 – BB (Garupa de Moto Amarela)  // 04 – Meus 26 // 05 – Beleza Eterna- coros por Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 06 – Mistificar 
 
CRISTIAN SPERANDIR – é um jovem pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical nascido em Osório (RS) e apontado como uma das revelações da música do Sul do Brasil. Formado pela UFRGS, ele se destaca como um dos grandes expoentes da música instrumental contemporânea e do jazz no Sul do país, acumulando prêmios e participações de peso ao longo de sua trajetória. 
O álbum musical “Pianista de Oz”, de Cristian Sperandir, foi lançado em maio de 2025. O projeto voltado à valorização do piano na música regional gaúcha também desdobrou-se em um livro homônimo, publicado em julho de 2025. 
Cristian Sperandir herdou de sua família a afinidade musical e começou a interessar-se por música  já muito cedo, e desde então, o aprimoramento é constante. Iniciou seus estudos ao piano com treze anos. Em Osório / RS ingressou na Academia de Música Rima-Aperfeiçoamento onde cursou Linguagem e Estrutura Musical (teoria musical e harmonia gradual) tendo como professor o maestro Paulo de Campos e no piano foi aluno de Nilton Júnior da Silveira e do maestro Carlos Garofalli; em Porto Alegre/RS estudou piano com o maestro Paulo Dorffman e Rafael Vernet. Paralelamente aos estudos, Cristian já atuava como tecladista e arranjador do Estúdio A3, e produzia vários trabalhos em estilos diferentes. 
Cristian Sperandir lançou EPs e álbuns como Bons Ventos, Flachianas, Lado C, Pianista de Oz entre outros. 
Músicas do álbum Pianista de Oz (2025): 01 – Astro Haragano  – Jerônimo Jardim // 02 – Bem de Bem  – Cristian Sperandir – part Paulinho Fagundes // 03 – Boi Barroso  – Domínio Popular // 04 – Prenda Minha – Domínio Popular // 05 – Trova Afiada  – Cristian Sperandir, Lucas Fê e Marcello Caminha Filho – part Lucas Fê e Marcello Caminha Filho // 06 –  Pampiano – Cristian Sperandir 
 
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O SUL EM CIMA 23 / 2026

ANA DERIGGI – Em 2024, chegou nas plataformas digitais “É a Primeira Vez que Isso me Acontece”, o álbum de estreia de Ana Deriggi que, após cerca de 20 anos de carreira como cantora e instrumentista, se revela também compositora. O álbum de inéditas tem produção de Mário Manga, com quem Ana faz dupla no bem-sucedido projeto “O Bom e Velho”, interpretando clássicos do rock dos anos 60 e 70.
“É a Primeira Vez que Isso me Acontece” inclui parcerias de Deriggi com Danilo Moraes, Miguel Vendrasco, Natália Barros, Tad Wagner (EUA), Rodrigo Almar (ARG) e tem a participação especial de Mariana Aydar, Ná Ozzetti, Ricardo Vignini e do Quadril Quarteto de Cordas, entre outros músicos com quem compartilha sua história musical. A mixagem é de Márcio Nigro, Mário Manga e Ana Deriggi, e a masterização é de Homero Lotito. Vocais, violões e quarteto de cordas foram gravados no Trampolim Estúdio, por Fábio Barros. É a primeira vez para Ana Deriggi: o primeiro álbum e o primeiro pacote de composições próprias que se tornam públicas. E isso depois de cerca de vinte anos de carreira, com os altos e baixos característicos do músico brasileiro da noite. De maneira involuntária, essa já longa trajetória parece ter preparado a cantora, compositora e violonista para este momento.
Natural de São Paulo, Ana Deriggi iniciou sua vida musical cedo, aos 3 anos de idade no piano. Se considera musicista autodidata, cujos instrumentos são voz, violão, guitarra e ukulele. Além do formato voz e violão, Ana já se apresentou e tem o gosto por se apresentar com diversos músicos e formações encontrando sonoridades diferentes e grandes mestres no caminho. Já dividiu o palco e participou de vários projetos, tanto em shows como em álbuns e parcerias, com grandes artistas. Entre eles estão Ná Ozzetti, Marcelo Quintanilha, Arrigo Barnabé, Luiz Thunderbird, Lucinha Turnbull, e vários outros artistas. Em paralelo ao trabalho solo, Ana faz dupla com Mário Manga no projeto musical para o YouTube “O Bom e Velho”, em que rearranjam para o formato duo um repertório dos anos 1960 e 1970, focado em rock’n roll, folk, blues e música negra.
Músicas  do álbum  “É a Primeira Vez que Isso me Acontece” :  01 – Vento Sul – Ana Deriggi // 02 – Abençoar – Ana Deriggi e Danilo Moraes  – feat Danilo Moraes (voz e guitarra) // 03 – Miss Quarentina nº 2 – Ana Deriggi   // 04 – Feels Alright – Ana Deriggi e Tad Wagner    // 05 – Gris – Ana Deriggi  // 06 – Quando a música parar – Ana Deriggi e Natália Barros –  participação: Daniel Grajew e Luciano Albo 
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JÉFERSON DANTAS – Jéferson Silveira Dantas nasceu em 1973, é  gaúcho de Bagé/RS, historiador, ensaísta, compositor e músico autodidata. Doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor no Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação da UFSC. Membro e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho (GEPETO) e do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), vinculado ao Departamento de Jornalismo da UFSC. No universo literário, lançou os livros: Suspenso e alheio ou as minhas reticências sinceras e Égab (Ed. Insular, 2015) e um livro de contos (edição própria, 2017) intitulado Essa coisa sem nome. Em abril de 2019 lançou o livro À Beira (Editora Insular) com a escritora e jornalista, Jeana Lexau (pseudônimo de Jeana Laura da Cunha Santos) e o livro Corrosão (2025). 
O álbum ‘O grito da cidade’ é a primeira experiência musical solo de Jéferson Dantas, que lançou em fevereiro de 2013 o álbum “A cada manhã’  com o grupo Casa da Ginga. As canções desse álbum traduzem suas principais influências (Vitor Ramil, Zé Ramalho, Raul Seixas, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Secos & Molhados). 
O álbum ‘O grito da cidade’ foi gravado, mixado e masterizado no R.V. Estúdio Musical, Florianópolis/SC, de outubro de 2021 a janeiro de 2022, por Alex Sandro Batista dos Santos.  Arranjos, violões, guitarras, piano, bateria programada e sintetizadores: Alex Sandro Batista dos Santos / Arte da capa: Jeana Santos
Músicas do álbum “O Grito da Cidade” de 2022 de Jéferson Dantas: 01 – O Grito da Cidade // 02 – Quando a chuva veio // 03 – Olhos invernais // 04 – Tempos de Luta // 05 – Tudo vivido até aqui // 06 – Domingo na Cidade // 07 – Recomeçar
 
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O SUL EM CIMA 22 / 2026

ZÉ CARADÍPIA  – Compositor, cantor, poeta e violonista, Zé Caradípia celebra em 2026, 70 anos de vida e 50 anos de trajetória na música brasileira. Autor de mais de 300 canções, construiu uma obra marcada pela sensibilidade poética, diversidade estética e profundo compromisso com a cultura popular.
Sua canção mais conhecida, “Asa Morena”, eternizada na voz de Zizi Possi, tornou-se um clássico da MPB e figura entre as 100 músicas mais tocadas do século XX no Brasil. Reconhecido por sua contribuição à música e à poesia nacional, Caradípia segue como cronista das pequenas grandes histórias e porta-voz dos “Zés” que constroem o Brasil com arte, trabalho e resistência.
No dia 26 de agosto de 2026, às 20h, o Teatro Simões Lopes Neto, em Porto Alegre, recebe Mais Um Zé – espetáculo que celebra os 50 anos de carreira de um dos mais importantes compositores da música gaúcha e brasileira. A apresentação marca também o pré –  lançamento do Songbook Zé Caradípia, publicação inédita que reúne 25 partituras de canções autorais, letras, histórias, fotografias e recursos de acessibilidade, preservando parte fundamental da obra do compositor.   O livro apresenta obras que marcaram diferentes fases da carreira de Zé Caradípia e preserva um importante acervo da canção brasileira, reunindo histórias, memórias e composições construídas ao longo de cinco décadas de atividade artística. A publicação também oferece recursos de acessibilidade, incluindo QR Codes que permitem acesso às gravações das músicas e ao audiolivro da obra, ampliando o acesso ao conteúdo para diferentes públicos.
No palco, Zé Caradípia interpreta as  canções acompanhado de músicos e convidados especiais: Daniel Castilhos, Elisa Furtado, Fernando Sessé, Grupo Vocal5, Marcelo Carvalho, Maria Lúcia Sampaio, Ricardo Silvestrin, Jefferson Marx e Paulinho Barcellos, reunindo diferentes gerações de artistas em uma celebração da música autoral.
Mais do que um show, Mais Um Zé é um encontro entre música, memória e emoção. Uma homenagem à criação artística, à cultura gaúcha e à força da canção brasileira.
Ao longo de sua trajetória, Zé Caradípia reuniu parceiros musicais em diversas regiões do país — de São Paulo ao Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte a Santa Catarina, passando por Minas Gerais e muitos outros cantos do Brasil — formando uma ampla rede afetiva e criativa que fortalece sua caminhada e amplia o alcance de sua arte.
Músicas do Songbook Zé Caradípia: 01 – Antítese das Sombras  – Zé Caradípia // 02 – Após Bares  – Zé Caradípia // 03 – Azul de Montão  – Zé Caradípia // 04 – Casa de Madeira Morena  – Zé Caradípia e Yuri Victorino // 05 – Curiquinha – Zé Caradípia – part especial: Elisa Furtado // 06 –  Quanto há de tempo?  – Zé Caradípia e Márcio Celli // 07 – Mais Um – Zé Caradípia e Ricardo Silvestrin // 08 – Pintando Falas –  Zé Caradípia // 09 – Senhora Bossa – Zé Caradípia e Reginaldo Mil // 10 – Asa Morena – Zé Caradípia // 11 – Serpente dos Sete Ares  – Zé Caradípia e Galileu Arruda // 12 – Algodão Doce – Zé Caradípia e Zé Aughusto Marques // 13 – Solo de Cuíca  – Zé Caradípia e  Mario Pirata 
 

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O SUL EM CIMA 21 / 2026

LUIZ HENRIQUE

Luiz Henrique Rosa nasceu em 25 de novembro de 1938, na cidade de Tubarão, no sul do Estado de Santa Catarina. Seus pais, Raulino e Alice Rosa, moravam em Imbituba, cidade que não possuía maternidade, assim tiveram que ir à Tubarão para Luiz nascer. Luiz começou a desenvolver sua habilidade musical tocando instrumentos de percussão, até que aos 18 anos, quando vivia em São José, ganhou um violão de seu pai e não parou mais. 
Aos 11 anos foi com a família para Florianópolis, onde estudou no Colégio Catarinense e no Instituto Estadual de Educação. Luiz sempre dizia que Florianópolis era o seu lugar, e foi o primeiro a se designar ‘manezinho da ilha’ com orgulho. Ele foi o primeiro manezinho urbano, transformando um termo pejorativo em um símbolo de identidade cultural. 
Desde cedo, a música foi sua principal forma de expressão. Luiz Henrique também tinha grande vocação para o desenho. Aos vinte anos, foi avisado pela cantora Neide Maria Rosa que o diretor da Rádio Diário da Manhã queria contratá-lo. Luiz começou a trabalhar na rádio, uma das melhores do sul do país na época, logo após a sua inauguração. Logo, ele tinha seu próprio programa na emissora, onde tocava suas composições e sucessos da época, antecipando a ‘bossa nova’ que estava surgindo no Rio de Janeiro com Tom Jobim e João Gilberto. Antes de compor cerca de 200 canções, Luiz Henrique também tocou em festas, bares e bailes. 
Em 1961, Luiz mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou  em diversos nightclubs, incluindo o célebre Beco das Garrafas, em Copacabana. Lá, gravou seu primeiro compacto com duas músicas: “Garota da rua da praia” e “Se o amor é isso”. Em 1963, quando gravou seu primeiro LP, “A Bossa Moderna de Luiz Henrique”, conquistou as paradas de sucesso em todo o país com as canções “Sambou, sambou”, “No balanço do Mar” e “Vou andar por aí”. Seu primeiro LP foi produzido por Armando Pittigliani, que o acolheu no Rio de Janeiro. 
No auge da bossa nova no Brasil, em 1965, Luiz Henrique partiu para os Estados Unidos, onde viveu um período frutífero em Nova York. Lá, conviveu e colaborou com grandes músicos norte-americanos como Stan Getz, Oscar Brown Jr., Billy Butterfield, Bobby Hacket, entre outros,  e com muitos brasileiros como Sivuca, Hermeto Pascoal, Walter Wanderley, João Gilberto e Airto Moreira. Durante o período que permaneceu nos Estados Unidos, Luiz compôs e gravou muitas músicas em diversos LPs. Ele também desenvolveu uma forte amizade com a atriz e cantora Liza Minnelli, que veio a Florianópolis no carnaval de 1979 a convite de Luiz Henrique. Luiz permaneceu nos EUA até dezembro de 1971, quando então voltou à sua amada ilha. Em 1976, Luiz Henrique lançou seu último LP “Mestiço”, com faixas gravadas no Rio de Janeiro e em Hollywood. Infelizmente, em 9 de julho de 1985, ano em que completaria 25 anos de carreira artística, Luiz Henrique morreu aos 46 anos em um acidente automobilístico. 
Em 2003, o músico catarinense Luiz Meira produziu o CD tributo “A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique”, com participação de Martinho da Vila, Ivan Lins, Luiz Melodia, Elza Soares, Sandra de Sá, Toni Garrido e Bia Krieger. No dia 20 de agosto de 2007, foi lançado o documentário “Luiz Henrique no Balanço do Mar”, dirigido por Ieda Beck, que refaz a trajetória do músico. O documentário apresenta participações especiais de Armando Pittigliani, Ricardo Cravo Albin, Roberto Menescal, Ilmar Carvalho, Hermeto Pascoal, Paul Winter, Ron Carter, Liza Minnelli, Flora Purim e Airto Moreira.
Luiz Henrique Rosa deixou um legado inesquecível na música brasileira, influenciando gerações com suas composições e seu estilo único. Sua obra continua a tocar os corações de todos que apreciam a música de qualidade.
Músicas do álbum “A Bossa Moderna de Luiz Henrique” (1964):  01 – Sambou Sambou – João Donato e João Mello // 02 – Balanço do Mar – Zil Rosendo // 03 – Garota da Rua da Praia – Luiz Henrique // 04 – Listen to me (do álbum Barra Limpa – 1967) – Luiz Henrique // 05 – Vivo Sonhando (Dreamer) – (do álbum Barra Limpa) – Tom Jobim // 06 – Florianópolis – Luiz Henrique – com Walter Wanderley – do álbum ‘Popcorn’ de Luiz Henrique com Walter Wanderley (1967) // 07 – Mestiço – Luiz Henrique – do álbum “Mestiço” (remasterizada – 2022)
Músicas do álbum “A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique” (2003): 08 – Sonhar – Luiz Henrique e Raul Caldas Filho – interpretação: Ivan Lins // 09 – Alicinha – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Elza Soares // 10 – Ilha Azul – Luiz Henrique – Interpretação: Sandra de Sá // 11 – If you want to Be a Lover – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Bia Krieger // 12 – I was Afraid – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Toni Garrido // 13 – Ponte Hercílio Luz – Luiz Henrique – interpretação: Martinho da Vila // 14 – Minha Lagoa – Luiz Henrique – interpretação: Luiz Melodia 
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O SUL EM CIMA 20 / 2026

SERENO CANTO – Em 2012 surge o Sereno Canto por meio de um programa de Extensão Universitária da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na época nomeado A Hora de Dormir: o Acalanto com Crianças em Acolhimento Institucional, Thiago Ramil e Raul Jung, idealizadores do projeto, realizavam semanalmente a prática do acalanto em Casas de Acolhimento. 
Em 2020, durante o período de isolamento em decorrência da pandemia de COVID-19, o projeto iniciou a produção, gravação e distribuição de episódios de Podcast para Casas de Acolhimento de Escolas de Educação Infantil vinculadas ao município de Porto Alegre. Em 2023, lança nas plataformas de streaming, uma série de Podcast com artistas convidados + Livro Digital + Álbum Visual viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura do RS (LIC/RS).
O Sereno Canto vem pesquisando as contribuições do acalanto para o dormir por meio do diálogo com educadores (as) e professores (as), da realização de leituras e estudos sobre a temática e as experiências vivenciadas nos anos de atuação junto às crianças e aos adolescentes. 
Entre registros históricos e entrevistas inéditas, o documentário “Contos dos Cantos da Cidade” lançado em 02/07/2026 pelo projeto Sereno Canto, reúne narrativas, memórias e manifestações artísticas de moradores que experimentam a cidade de Porto Alegre há décadas. A obra, idealizada por Thiago Ramil, reúne as memórias de Gah Te, Nina Fola, Loua Pacom, Mestre Paraquedas e Eva Shul, sob perspectivas diversas: indígena, imigrante, afro-brasileira e feminina.
Músicas do álbum Sereno Canto (2023): 01 – Lágrimas Coloridas de Uma Árvore Falante – Thiago Ramil // 02 – Sórêg – Thiago Ramil e Iracema Gah Teh – part Iracema Gah Teh // 03 – A Vaca – Clarissa Ferreira – part Clarissa Ferreira // 04 – Pequeno General – Thiago Ramil, Dona Conceição e Gutcha Ramil – com Thiago Ramil, Sereno Canto, Dona Conceição e Gutcha Ramil 
05 – Música Tema do documentário “Contos dos Cantos da Cidade” –  Kleiton Ramil e Thiago Ramil –  part Thiago Ramil, Kleiton Ramil, Mestre Paraquedas, Loua Pacom e Nina Fola. 
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THIAGO RAMIL – É músico, compositor, produtor e psicólogo. Como psicólogo, atuou 4 anos na rede de acolhimento institucional e vem desenvolvendo, na interface entre música e a psicologia, o projeto Sereno Canto, que promove atividades de acalanto junto à rede de acolhimento institucional e de educação infantil. Como músico / compositor já recebeu diversos prêmios e indicações a premiações nacionais e internacionais. Como destaque para a indicação ao 17º Latin Grammys, para a premiação de Melhor Autor da Região Sul no Prêmio Profissionais da Música (Artista Revelação, Melhor compositor, Melhor intérprete) e no Açorianos de Dança (duas vezes premiado por Melhor Trilha Sonora). Thiago tem lançados os álbuns Leve Embora (2015), EmFrente (2018), O Sol Marca o Andar do Tempo e a Imensidão do Universo Todo Dia (2021) e Sereno Canto (2023). Também lançou em 2025 o álbum ‘Gosto” com Dona Conceição. 
Thiago teve a música como protagonista em sua trajetória. Aos dois anos já fazia aulas de musicalização e desde a primeira infância praticou violino, instrumento que o acompanhou até os 14 anos de idade. Mais tarde, na juventude, integrou a banda “Cadiombleros”, seu primeiro projeto autoral e integrou o projeto Escuta – O Som do Compositor. Em 2014 formou-se em psicologia pela UFRGS. 
Thiago também atua no projeto Casa Ramil, que reúne integrantes de sua família – a irmã, Gutcha, os tios Kleiton, Kledir e Vitor Ramil e os primos João e Ian Ramil. Em 2023 o grupo lançou um álbum ao vivo com canções de Thiago e outros componentes da família.
Músicas do álbum Leve Embora (2015): 01 – Amora – Thiago Ramil // 02 – Casca – Thiago Ramil // 03 – Canto – Thiago Ramil e Bruno Volkmer 
Músicas do álbum EmFrente (2018): 04 – Clareira Criada – Thiago Ramil / Poty Burch // 05 – O Corpo Vai Acabar – Thiago Ramil / Alexandre Kumpinski / Ian Ramil // 06 – Tropeço – Thiago Ramil e Duda Brack – part Duda Brack 
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O SUL EM CIMA 19 / 2026

1) – ORDINARIUS  é um grupo que usa as vozes como instrumentos principais e a percussão como seu perfeito complemento tendo a brasilidade, em suas diversas possibilidades, como linguagem musical, e os arranjos vocais inéditos de Augusto Ordine como fio condutor. Com dezoito anos de estrada, o conjunto já passou por vários estados brasileiros e mais de uma dezena de países na Europa, América Latina, América do Norte e Ásia, levando o repertório de seus diversos projetos em festivais e turnês. O choro carioca, Pixinguinha, Carmen Miranda, Aldir Blanc, Bossa Nova e mesmo canções autorais dos componentes do grupo foram alguns dos temas visitados, e o álbum Brasuca é a primeira incursão do grupo em um repertório de compositores contemporâneos, de diversos estilos, abarcando todas as regiões do país. O sexteto é formado por Antonia Medeiros, Augusto Ordine, Beatriz Coimbra, Fabiano Salek, Maíra Martins e Matias Correa, sendo Augusto o diretor musical e arranjador e Maíra a produtora executiva do grupo.

De Cuiabá ao Rio Grande do Sul, de Brasília ao Rio de Janeiro, Brasuca é um retrato da pluralidade da canção brasileira em uma seleção de compositores, gêneros e localidades que pretende traçar um dos muitos retratos possíveis de uma nação de culturas tão diversas. “Brasuca” nasceu do desejo de valorizar o ofício do compositor, aquele artista que, na maior parte das vezes está fora dos holofotes, mas mantém viva a tradição da canção brasileira. O álbum é um mosaico de ritmos, sotaques e poéticas, transitando pela ciranda, o maracatu, o baião e o ijexá, com parcerias que cruzam o mapa e reafirmam o compromisso do Ordinarius com a diversidade da música popular. “Queríamos homenagear não apenas os grandes nomes, mas os compositores que estão vivos, criando, ensinando, compondo… Nossos parceiros e que seguem movidos por necessidade e impulso artístico. Músicos, professores, aquelas pessoas que fazem um trabalho incansável e de resistência pela música. É um testemunho sobre a importância desta função”, explica Maíra Martins, uma das componentes do grupo.  
Gravado ao longo de 2024 e 2025, “Brasuca” marca mais um capítulo da sólida trajetória do Ordinarius, um dos grupos vocais mais ativos e premiados do país, com turnês por mais de 60 cidades brasileiras e 50 internacionais, prêmios como o Profissionais da Música (Grupo Vocal) e participações em festivais em países como Alemanha, França, Panamá, Chile, Portugal e Suíça.  Músicas (álbum  Brasuca – Lado A)  : 01 – Balanceiro  – Juliana Linhares, Khrystal, Moyseis Marques e Sami Tarik  – com Ordinarius, Antonia Medeiros // 02 – Casca de Noz  – Kalu Coelho e Renato Frazão  – com Ordinarius, Beatriz Coimbra // 03 – Cirandeira – PC Castilho – com Ordinarius, Augusto Ordine –  Músicas  (álbum  Brasuca – Lado B)  : 04 – O Trem, O Tempo, O Menino  – Renato Frazão – com Ordinarius, Augusto Ordine, Beatriz Coimbra // 05 – Do Contra  – Iso Fischer, Lucina – com Ordinarius, Antonia Medeiros  // 06 – Num Ciúme Só – Hermínio Bello de Carvalho e Vidal Assis – com Ordinarius, Augusto Ordine, Fabiano Salek 

2) JULIE WEIN – A artista paranaense radicada no Rio de Janeiro JULIE WEIN, é   cantora, compositora, atriz, instrumentista e Doutora em Neurociências pela UFRJ. Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Nascida em um meio regado de estímulos artísticos – o pai violoncelista de orquestra (Romildo Weingartner) e a mãe coreógrafa (Rocio Infante), Julie canta desde pequena. Como atriz, estreou aos 15 anos como Anne Frank na peça ‘O Diário de Anne Frank’.

Chegou às plataformas de música em junho / 2026,  “Pianos e Canções”, segundo álbum da discografia da cantora Julie Wein. Com “Pianos e Canções”, Julie Wein celebra a tradição do piano popular na canção brasileira, reunindo músicas de compositores como Johnny Alf, Tom Jobim, Ivan Lins e Benito di Paula. “A seleção desse repertório foi um mergulho na memória afetiva e um resgate da pluralidade que fundamenta a nossa identidade musical. Gravei compositores que sempre me inspiraram a escrever canções e a me acompanhar ao piano, cantando e tocando, aproximando no mesmo disco universos tão distintos quanto os de Benito di Paula e Tom Jobim”, pontua Julie Wein, que já participou de vários espetáculos musicais como atriz e cantora, além de ter sido preparadora vocal de outras montagens. Músicas: 01 – Homem Virtuoso  –  Julie Wein e Matheus Prevot  // 02 – Retalhos de Cetim  – Benito Di Paula // 03 – Bilhete  – Ivan Lins e Vitor Martins – Part especial  Ivan Lins // 04 – Trocando em Miúdos  – Francis Hime e Chico Buarque – part Esp: Francis Hime // 05 – Balada do Louco  – Arnaldo Baptista, Rita Lee

3) TATIÉLI BUENO  é cantora gaúcha, com 18 anos de trajetória dedicada à música popular brasileira, regional urbana e latino-americana. Em 2025, lançou o EP Meu Lugar, indicado quatro vezes ao prêmio Açorianos de Música RS 2025 na categoria MPB. Sua discografia inclui os álbuns Sensibilidade (2015) e Do Rio Grande do Passado ao Rio Grande do Futuro (2010). A cantora Tatiéli Bueno lançou dia 15 de maio de 2026 o single “Canário do Reino”, disponível em todas as plataformas digitais de áudio. A canção marca mais um passo importante no amadurecimento artístico da intérprete, reafirmando sua atuação na música brasileira e destacando seu timbre vocal em uma proposta vibrante que valoriza sua versatilidade artística e potência na música brasileira.  “Canário do Reino” dá continuidade ao movimento iniciado com o EP “Meu Lugar”, lançado em 2025, trabalho que oficializou o reposicionamento de Tatiéli Bueno no mercado musical. A nova fase se fortalece ainda mais em 2026 com o lançamento do espetáculo “Tatiéli Bueno visita Milton Nascimento”, que estréia em 3 de setembro em Caxias do Sul. O show consolida a postura artística da cantora, evidenciando sua conexão com a essência da música brasileira e com grandes referências da canção nacional.  Com uma interpretação alegre, livre e intensa, “Canário do Reino” simboliza liberdade, verdade e novos voos – conceitos que dialogam diretamente com o atual momento da carreira da artista.  Música:01 – Canário do Reino – Carvalho e Zapatta – interpretação: Tatiéli Bueno

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