O SUL EM CIMA 12 / 2026

O Grupo Chão de Areia nasceu no litoral norte do Rio Grande do Sul e vem fazendo, ao longo dos seus mais de 20 anos de carreira, um resgate da viola do sul do Brasil, instrumento que foi por muitos, esquecido na tradição gaúcha. O Grupo Chão de Areia é composto por Mário Tressoldi, Chico Saga e Flávio Júnior. Os integrantes começaram suas trajetórias artísticas acompanhando grupos de danças tradicionais gaúchos e hoje acumulam premiações em diversos festivais de música nos estados do Sul e Sudeste do país. O Grupo lançou em 2011, o álbum “Quem Somos Nós” e em 2021 o EP “Nos Sons do Litoral”. Eternizar memórias, construir legados e inspirar as próximas gerações a valorizar e enriquecer a cultura local foi o objetivo do projeto ‘Nos Sons do Litoral’, lançado em 2021. O trabalho reuniu artistas e compositores convidados que representam as diferentes inspirações étnicas dos municípios da costa do Rio Grande do Sul. O projeto foi realizado em 2021 pelo edital Criação e Formação Diversidade das Culturas do Governo Federal, governo do Estado do Rio Grande do Sul e Fundação Marcopolo, executado a partir da Lei Aldir Blanc. Idealizado para comemorar os 19 anos de existência do Grupo Chão de Areia, o projeto Nos Sons do Litoral é composto por EP, 7 video clipes e um video documentário sobre a música feita no litoral norte do Rio Grande do Sul.  Músicas do projeto ‘Nos Sons do Litoral’: 01 – Pescador de Sonhos  – Mário Tressoldi e Chico Saga – Part Tribo Maçambiqueira // 02 – Somos o Litoral  – Nilton Júnior  – part Nilton Júnior e Márcia Freitas // 03 – Recanto da Minha Gente – Chico Saga, Jaime Brum Carlos e Mário Tressoldi // 04 – Castelo de Areia – Mário Tressoldi e Chico Saga – part Carlos D’Lucka // 05 – Litorâneo – Mário Tressoldi e Chico Saga – part Indio Rufino // 06 – Quilombola – Chico Saga e Mário Tressoldi – part Loma // 07 – Um Terno pela Paz – Mário Tressoldi, Carlos Catuípe, Ivo Ladislau e Vaine Darde – part Monycah Ramos e Juliano Gonçalves

Loma – Loma Berenice Gomes Pereira nasceu em Recife, de pai pernambucano e mãe de Santo Antônio da Patrulha. Mas com dois meses já estava em Porto Alegre. Desde o grupo escolar sempre cantou, e a chance da carreira musical veio em 1973, quando passou a integrar o grupo Pentagrama, liderado por Ivaldo Roque e Jerônimo Jardim, primeiro a mesclar samba e música nativista. Depois de participar da Califórnia da Canção e gravar um disco com o grupo (1976), Loma foi tentar a sorte no Rio de Janeiro. Estudou música, participou como vocalista em discos de Gilberto Gil, Alceu Valença e Elza Soares, entre outros, voltando a Porto Alegre em 1983 para fazer seu primeiro disco. Entre idas e vindas, três anos depois resolveu entrar com força nos festivais. Um dos destaques da sua carreira foi com o Cantadores do Litoral, que divulgou pelo Brasil e Portugal o legado afro-açoriano no Rio Grande do Sul. Entre os discos lançados estão ‘Loma’, ‘Um Mate por Ti’, ‘Loma – Além Fronteiras’ e ‘Ziguezagueando’. Com recursos provindos do edital de Cultura Aldir Blanc, ‘Loma Preta Gaúcha’, o quinto rebento solo de sua discografia, reúne no repertório um conjunto de canções cuja vibrante musicalidade derrama-se em valsas, chacareras, milongas e reggae. ‘Já as letras versam sobre meio ambiente, mulheres, povos indígenas e comunidades afro-brasileiras. Ou seja, temas que resgatam a tradição, mas que, por outro lado, seguem relevantes na contemporaneidade’, ressalta a cantora. O novo álbum de Loma Solaris chegou às plataformas digitais no dia 08 de maio de 2026, reunindo parcerias e reafirmando a trajetória da artista. Nesses 50 anos de carreira, ela já foi Loma, Loma Pereira, e recentemente assumiu o sonoro Loma Solaris. A nova alcunha por ela agora assumida é repleta de significados. O mais imponente deles reflete justamente no resgate da história da cultura negra – dentro do cancioneiro regional sul-riograndense – promovido por ela no projeto Loma Preta Gaúcha. ‘Trata-se de uma obra essencialmente preta, enaltecendo e reafirmando em suas letras e melodias o vínculo do Rio Grande do Sul com a música latino-americana’, define a artista. ‘Quis fazer um trabalho rico de conteúdo cultural e popular com o que apurei das questões rítmicas afro-gaúchas, afro-açorianas e afro-litorâneas e também do nativismo’, explica Loma, um dos nomes fundamentais da música do estado. Músicas do pgm (do álbum Preta Gaúcha): 01 – Cantigas de Mar  – Ivo Ladislau e Carlos Catuípe // 02 – O Trigo  – Oliveira Silveira e Vladimir  do Nascimento Rodrigues // 03 – Gira das Ialodês – Loma Pereira e Thalma de Freitas – part Glau Barros, Marietti Fialho, Neuro Jr, Nina Fola e Tamiris Duarte // 04 – Caminhada – Colmar Duarte e Sérgio Rojas // 05 – Clara Clareou  – Jerônimo Jardim – part Arthur de Faria //06 – Valsa dos Vagalumes  – Nilton Junior da Silveira, Adriano Sperandir e Cristian Sperandir 

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O SUL EM CIMA 11 / 2026

1) ALICE CAYMMI – A cantora e compositora Alice Malaguti Caymmi, mais conhecida como Alice Caymmi nasceu em março de 1990 no Rio de Janeiro. Ela é neta de Dorival Caymmi, filha de Danilo  e Simone Caymmi e sobrinha de Nana e Dori Caymmi.  Alice Caymmi lançou no dia 30 de abril de 2026, o álbum “Caymmi”, dedicado à obra de Dorival Caymmi. O disco chegou às plataformas digitais pelo selo Daluz Música na data em que o compositor baiano, morto em 2008, completaria 112 anos. Longe de apostar em versões reverentes ou excessivamente fiéis aos arranjos originais, Alice opta por tensionar o repertório do avô, incorporando elementos contemporâneos e de outros gêneros musicais, como reggae, hip-hop, salsa e batidas eletrônicas. Nessa toada, busca uma linguagem que preserve a essência das versões originais.  A ficha técnica concentra boa parte da sonoridade em Iuri Rio Branco, responsável por bateria, baixo, guitarra, programação e percussão, além da produção e dos arranjos. O disco tem guitarra adicional de Theo Silva, trombone e trompete de Doug Bone, mixagem, masterização e edição de voz de Diogo Guedes. No álbum Caymmi, o cancioneiro de Dorival Caymmi é reprocessado com frescor e novas harmonias, mas com total respeito às letras e melodias. Alice Caymmi diz que “A intenção era manter o caráter popular e sofisticado das composições, sem aprisioná-las a uma ideia de passado”, acrescenta a cantora, destacando a importância de pensar o repertório do avô como algo vivo, em circulação.  Músicas do álbum ‘Caymmi’ (músicas de autoria de Dorival Caymmi): 01 – O que é que a baiana tem // 02 – Modinha para Gabriela // 03 – Maracangalha // 04 – Canto de Obá de Dorival Caymmi e Jorge Amado // 05 – Dois de Fevereiro // 06 – Eu não tenho onde Morar // 07 – Morena do Mar 

2) GIULIANO ERISTON – Giuliano Eriston é  cantor, violonista, compositor e arranjador cuja essência reflete a rica diversidade da música brasileira. Seu talento foi revelado já aos 13 anos, quando fez seu primeiro show solo no Festival Choro Jazz, em Jericoacoara, que rapidamente o projetou para a cena nacional. Em 2021, aos 24 anos, Giuliano conquistou o público ao vencer a 10a edição do The Voice Brasil, solidificando-se como uma das grandes promessas da música do país. Em 2022, lançou seu primeiro álbum autoral, “Universo em Si”, produzido por Kassin, com parcerias valiosas de Ronaldo Bastos, Dirceu Leite e participações especiais de Mariana Aydar e Pretinho da Serrinha. Em 2024, Giuliano homenageou o icônico músico Sérgio Sampaio com o lançamento do EP “Giuliano Eriston Canta Sérgio Sampaio”, uma produção refinada de Pedro Baby. “Politonia”, novo álbum de Giuliano Eriston, agrega composições que surgiram após Giuliano se mudar para o Rio de Janeiro vindo do Ceará, portanto, refletem saudades, novas paixões vividas, humores mais excitados e um tom mais crítico que ainda não havia experimentado nos seus lançamentos anteriores. “É uma espécie de contraposição ao meu primeiro álbum (‘Universo em si’) o qual tem uma paleta de cores bem restrita porque a instrumentação foi bem mais simples”, conta Giuliano. Entre maracatu, jazz, xote e R&B, Giuliano canta em português, inglês e francês sobre a saudade, a graça da paquera, o cenário político e suas questões existenciais e é essa diversidade que justifica o neologismo “Politonia”, que é um termo cunhado pelo artista para expressar a sua busca de se contrapor à monotonia de ideias, especialmente as musicais, mas não apenas, para abraçar a diversidade, multiplicidade, “multi-versatilidade” do mundo. No álbum Giuliano atua em múltiplas frentes, cantando, compondo, arranjando e tocando diversos instrumentos. A produção musical é de Giuliano e Pedro Baby, que criteriosamente investigou as minúcias do material gravado para chegar nas sonoridades que mais se encaixam em cada música.  Músicas (de Giuliano Eriston): 01 – Lucidez // 02 – Gosto do Gesto // 03 – Festa no Infinito // 04 – Waiting // 05 – Corpo de Candiá – feat Moreno Veloso 

3) PAULA SOUTO é cantora e compositora com 25 anos de carreira. Seu primeiro álbum – Toda Sorte do Mundo – está completando 10 anos agora em 2026. Em seu álbum de estréia colocou 3 composições próprias. De 2023 até agora já lançou uma série de singles, canções suas e em parceria com compositores e compositoras que admira.  Paula Souto está lançando o single Medo da Noite. Paula Souto diz que   “A Medo da Noite me chegou de maneira arrebatadora, num momento de muita angústia diante da crescente violência contra as mulheres que estamos vivenciando. Na gravação só mulheres maravilhosas e admiráveis, somando nessa corrente a favor da vida e pelo fim da violência de gênero”.  Single –  01 Medo da Noite – Paula Souto 

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O SUL EM CIMA 10 / 2026

DUDU TRENTIN – O instrumentista e compositor Eduardo Trentin é natural de Marau (RS). Em 1983 foi para Porto Alegre, onde integrou o grupo instrumental Cheiro de Vida. Em 1987, mudou-se para Viena (Áustria), onde estudou no Franz Schubert Konservatoriun e no Konservatoriun Der Stadt Wien. Retornou ao Brasil em 1996 e fixou residência no Rio de Janeiro. No final de 2000, lançou seu primeiro CD solo instrumental com composições e arranjos próprios, intitulado “Wherever I Go”, co-produzido por Alexandre Fonseca e Renato Alscher. Como instrumentista, participou de gravações de artistas como Nei Lisboa, Vitor Ramil, Kleiton & Kledir, Zélia Duncan, João Bosco, Paula Morelenbaum e Chico Buarque. Na música para audiovisual, Dudu Trentin assinou trilhas de novelas (‘Ciranda de Pedra”, “Celebridade”, “Belíssima”), minisséries (‘Dalva e Herivelto”, “Tudo Novo de Novo”, “Queridos Amigos”) e filmes (‘Avassaladoras”, “Lisbela e o Prisioneiro”, entre outros). Atuou como arranjador e produtor para a Rede Globo em projetos como “Criança Esperança” e “Dança dos Famosos”, além do “Especial Gilberto Gil” no Multishow. Em grandes eventos, destacou-se na produção musical da reinauguração do Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro (2013) e do Natal Luz  de Gramado (2015). 
Dudu Trentin lançou em 24 de abril de 2026, novo disco com dez composições de Raul Boeira. Quando recebeu a ligação de Raul Boeira com a proposta de fazer os arranjos de algumas canções compostas por ele, o músico Dudu Trentin não imaginava que ali estava nascendo seu segundo álbum de carreira, após um intervalo de 26 anos desde o lançamento de Wherever I Go. O álbum Dudu Trentin interpreta músicas de Raul Boeira, já está disponível nas plataformas digitais. 
‘Sou amigo de Raul Boeira há quase cinco décadas. Sempre tivemos uma afinidade/cumplicidade musical muito forte. Ele é um grande compositor, dono de uma cultura musical ampla e aberta. Bom violonista, tem um senso melódico e harmônico aguçado, além de ser excelente letrista”, Diz Dudu.
Músicas do pgm (do álbum Dudu Trentin interpreta músicas de Raul Boeira): 01 – Chá de Sumiço // 02 – Na Pausa // 03 – Rios de Antes // 04 – Bélica Manhã // 05 – Psycho Bossa // 06 – Espero que Estejas Bem 
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RAUL BOEIRA – Nasceu em Porto Alegre em 1956. Embora nunca tenha atuado profissionalmente como músico, lançou três álbuns autorais, produzidos no Rio de Janeiro por DuduTrentin: Volume Um (2008), Cada qual com seu espanto (2016) com letras de Raul Boeira e Márcia Barbosa e Sambas e Canções (2024) com letras de Raul musicadas por parceiros diversos. Algumas de suas canções foram gravadas no exterior (Mato Grosso Group/1988 Viena, Alegre Correa Sextett/ 1996 Viena, Nuno Bastos/2017 Portugal) e no Brasil (Ana Paula da Silva, Leonardo Ribeiro, Lili Araújo, Mirianês Zabot, Ita Arnold e outros). O samba ‘Clariô’, uma de suas parcerias com Alegre Corrêa, integra o CD Joe Zawinul 75, premiado com o Grammy 2010 de melhor álbum de jazz contemporâneo. Em 2024, Raul Boeira lançou o álbum ‘Sambas e Canções’. O álbum conta com grandes músicas como Dudu Trentin, Marco Vasconcellos, André Vasconcellos, Jurim Moreira e André Siqueira. Dudu Trentin é responsável pelos teclados, piano, orquestra, arranjos e direção Musical. Todas as faixas do álbum “Sambas e Canções” são resultado de parcerias. Raul Boeira escreveu as letras e as entregou para seis parceiros, que compuseram as melodias. ‘Desde que voltei a viver em POA, em 2020, tenho escrito muitas letras, hábito que se intensificou na pandemia. Vi que não teria condições de musicar tanto material e passei a enviar as letras para alguns compositores. Felizmente, as parcerias têm sido muito gratificantes’.
Músicas do pgm: 01 – Clariô – Alegre Corrêa e Raul Boeira – do álbum Volume Um // 02 – Meu Rio – Raul Boeira – do álbum Cada qual com seu espanto // 03 – Aos que chegam – Raul Boeira e Márcia Barbosa – do álbum Cada qual com seu espanto // Músicas do álbum ‘Sambas e Canções’ (04,05 e 06): 04 – Garimpo – Roberto Haag e Raul Boeira // 05 – Floricultura – Mário Falcão e Raul Boeira – part Márcia Barbosa (dizendo o poema ‘Vaidade’ de Florbela Espanca (Livro de Mágoas 1919) // 06 – Cardiobeat – Zé Caradípia e Raul Boeira

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O SUL EM CIMA 09 / 2026

NATASCHA FALCÃO – Nascida e criada em Recife, radicada no Rio de Janeiro há mais de 10 anos, Natascha é atriz, cantora e compositora indicada 2x ao Grammy Latino, como Artista Revelação (2023) e Melhor Álbum de Raízes em Língua Portuguesa (2025).
Atriz premiada pelo espetáculo Luas de Há Muito Sóis, do dramaturgo Moncho Rodriguez, e no Prêmio de Humor de 2020 pelo espetáculo Las Panamericanas, que une comédia física, música e burlesco. Atuou na novela No Rancho Fundo (TV Globo), na qual também fez parte da trilha sonora, cantando o tema de abertura ao lado de Elba Ramalho. Participou tbm das novelas Vai Na Fé, Mar do Sertão, entre outros. De sua discografia constam o EP “Kitsch Completo” (2019); o single “Banho de Flor” (2021); o álbum “Ave Mulher” (2023), que lhe rendeu a indicação ao Grammy, e o EP “Universo de Paixão” (2024).
No dia 13 de junho de 2025, chegou às plataformas de música “Universo de Paixão II”, o novo EP de Natascha Falcão. Quarto da discografia da cantora, compositora e atriz pernambucana, o EP Universo de Paixão II dá continuidade ao projeto lançado em 2024. É o segundo ato de uma história de amor entre Natascha Falcão e a cultura nordestina. “Universo de Paixão II é, com certeza, fruto do meu desejo de continuar cantando a música da minha terra…”, pontua Natascha. A paixão pelas raízes nordestinas se traduz na presença de compositores como Zé Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos e Anastácia no repertório, mas sobretudo por trazer todas as canções para o universo do forró, incluindo as garimpadas de outros estilos musicais. Juntas, as cinco canções do EP contam uma história. “Estou narrando principalmente minha trajetória depois que saí de Recife, e o universo de paixão que é a cultura de onde eu venho, minha vivência nordestina, meu jeito de falar, de cantar, de sentir. Eu canto forró porque eu não saberia viver de outro jeito”, finaliza.
Músicas do EP Universo de Paixão II : 01 – Beija Flor – Raimundo Nuvem Branca / Xexeu  // 02 – Farol das Estrelas  – Altay Velloso e Paulo César Feital // 03 – Banquete dos Signos  – Zé Ramalho // 04 – Desilusão  – Anastácia e Dominguinhos // 05 – Solidão – Alceu Valença 
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SILVA – Lúcio Silva de Souza nasceu para fazer música. Ainda menino, aprendeu a tocar violino, piano e flauta. Sua mãe, professora da área, queria garantir que, caso um dia seu filho quisesse virar maestro, ele tivesse todas as oportunidades e atendesse aos requisitos. Depois de anos em orquestras e um bacharelado em música com habilitação em violino, Lúcio abandonou a música clássica —e o primeiro nome. Se tornou Silva. Explorou a cena alternativa por um tempo, mas se encontrou mesmo no pop. Siva lançou dia 08 de abril de 2026 seu novo álbum, “Rolidei”. O título vem da versão abrasileirada da palavra inglesa “holiday” e tem referência direta ao filme “Bye Bye Brasil” (1979), de Cacá Diegues. Composta em março de 2025, durante as férias do artista, a safra autoral do álbum “Rolidei” – quase toda assinada por Silva com o irmão Lucas Silva, parceiro habitual – inclui músicas em estilo good vibes como o “Areia” e  “Deus de batom” entre a faixa-vinheta “Dias assim”, interlúdio feito de sons de mar, vocais e violão. Musicalmente, o álbum abandona harmonias mais complexas, para trabalhar com estruturas simples, às vezes de três acordes. A ideia é tornar as músicas mais acessíveis — tanto para quem ouve quanto para quem toca. Ao mesmo tempo, o álbum carrega uma camada mais profunda de reflexão. Em um mundo atravessado por excesso de informação e crises constantes, Silva vê na alegria um gesto de resistência. Para ele, criar músicas luminosas não significa negar a realidade, mas propor uma forma de atravessá-la com mais humanidade.
Músicas do álbum Rolidei: 01 – Sudamérica  – Silva / Lucas Silva // 07 – Areia – Silva / Lucas Silva // 08 – Dias Assim  – Silva // 09 – Deus de Batom  – Silva / Lucas Silva // 10 – Ouvir a Maré  – Silva / Lucas Silva // 11 – Algo Bom  – Silva / Samuel Emery // 12 – Rolidei – Silva / Lucas Silva  // 13 – Sorriso de Pura Beleza – Silva / Samuel Emery 
 
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O SUL EM CIMA 08 / 2026

LUAN CARBONARI é cantor, compositor e multi-instrumentista, natural de Botucatu (SP).  Iniciou sua jornada musical ainda na infância, dedicando-se ao piano, guitarra e violão. Na adolescência, descobriu sua paixão pelo canto e pela composição. Se destacou no programa “Canta Comigo” , da TV Record, onde emocionou ao levantar os 100 jurados com sua bela e desafiadora interpretação de “Beatriz” , de Chico Buarque e Edu Lobo, chegando à final.
Luan também brilhou no Prêmio Multishow, transmitido pela TV Globo, ao lado do artista Jão. Atualmente, integra o projeto “Uma Canção para Tom Zé” , que foi lançado pela renomada gravadora Biscoito Fino, projeto dirigido pela atriz global Ana Beatriz Nogueira, e consolida sua presença no cenário musical com apresentações em SESCs e diversas casas de show pelo Brasil. Recentemente, levou seu trabalho autoral a Lisboa, Portugal, conquistando o público com sua sensibilidade artística e versatilidade.  
Músicas do pgm: 01 – Não Desista de Mim – Luan Carbonari – do  EP Quando Parei de Contar Segredos // 02 – Natureza Dela – Luan Carbonari – do EP Quando Parei de Contar Segredos // 03 – Beatriz – Chico Buarque e Edu Lobo // 04 – Vira Virou (trecho) – Kleiton Ramil – com Luan Carbonari //05 – Pra Sempre Nós  – Luan Carbonari  // 06 – A Volta do Trem das Onze  (8,5 milhões de Km²)  – Tom Zé – com Luan Carbonari e Gabriel Rojas  – do álbum “Uma Canção para Tom Zé”
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RICARDO BARBA – Ricardo Ornellas, conhecido como “ Ricardo Barba”, nasceu em 1958, filho caçula de cinco irmãos. Todos estudaram música , duas irmãs formadas em piano e dois irmãos em violão. Por ser o último filho, chegou num momento de muita dificuldade financeira, por esse motivo não teve a oportunidade de ingressar no estudo formal de música. Autodidata, começou a tocar muito novo,“ batucava”, como dizia sua mãe, no piano e no violão dos irmãos, usava as almofadas, baldes e bancos como bateria, ouvia muito rádio e cantarolava acompanhando o que ouvia.
Assim foi sua formação musical. Começou a compor muito cedo para dar vazão à sua criatividade. Começou a tocar em bares, bateria e percussão, coisa que aconteceu até se casar, quando teve que abandonar a música, para trabalhar no sistema bancário, onde ficou por 18 anos, e a música se limitou as suas composições, até que saiu do banco e com muita dificuldade,  conseguiu trabalhar em um estúdio, onde conheceu muitos músicos e aí veio o convite para trabalhar como Roadie, coisa que faz até hoje. Construiu seu estúdio de ensaios e gravações, onde gravava suas composições, formulando assim o seu acervo musical. Ricardo Barba gravou fisicamente quatro CD’s, de forma que se tornaram arquivos de trabalho e as restantes estão à espera de outra oportunidade.  Os CD’s são: 01 – Violão, 02 – Sob o Olhar da Noite, existe um coração cinzento, 03 – Amor e Carnaval  e 04 – Emaranhado.
Músicas (todas do Ricardo Barba): 01 – Emaranhado  // 02 – Samba de Gringo // 03 – Forró na Ilha  // 10 – Quando a noite cai // 11 – Galope Urbano 
 
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O SUL EM CIMA 07 / 2026

O compositor multi-premiado Alexandre Fritzen da Rocha apresenta ao público seu novo trabalho, Rastro, quarto álbum solo de sua carreira. A obra nasce como trilha sonora original do espetáculo de dança homônimo, desenvolvido pelas bailarinas Andressa FormoloMélany Marsiglio e Milena Baldissarelli. O espetáculo e o álbum abordam, com sensibilidade e profundidade, a complexidade dos transtornos mentais, da psiquiatria e da psicologia. A música traduz em sons as fragilidades e resistências humanas, inspiradas nas vivências pessoais das criadoras intérpretes, transformando experiências íntimas em arte universal.  
Rastro explora a música eletroacústica, misturando elementos de neoclassical new-age com instrumentos eletrônicos, orquestrais e objetos sonoros. O resultado é uma atmosfera imersiva e contemporânea, que dialoga diretamente com o corpo em movimento e amplia a experiência estética do espetáculo. Mais do que um álbum, Rastro é um convite à escuta sensível das marcas que a mente e o corpo carregam. A obra busca estimular debates sobre saúde mental e reforça o papel da arte como espaço de acolhimento, reflexão e transformação.
Alexandre Fritzen da Rocha ao longo de quase 35 anos de carreira, tem uma trajetória versátil na música. Doutor e Mestre em Práticas Interpretativas/órgão pela UFRGS, bacharel em Composição Musical e licenciado em música, construiu uma carreira que une excelência acadêmica e inovação artística. Sua trajetória soma apresentações em nove estados brasileiros e países como Argentina, Espanha, Letônia e Uruguai. Na área acadêmica, é professor adjunto da Universidade de Caxias do Sul (UCS), lecionando música e produção audiovisual. Publicou livros e artigos científicos, além de atuar como professor convidado em universidades de Moçambique e México. Músicas do pgm (todas de Alexandre Fritzen da Rocha): 01 – Abandono // 02 – Dead Space I // 03 – Clausura // 04 – Dead Space II // 05 – Sombras no Vazio 
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RENATO BRAZ  é cantor, violonista e percussionista.  Paulistano, cresceu em um ambiente muito musical. Aos quinze, iniciou-se na percussão e começou a tocar nas noites como baterista. Aos poucos foi desenvolvendo-se como cantor e, assim, iniciou sua carreira em festivais. Já dividiu palco com nomes como Miúcha, Áurea Martins, Luiz Melodia, Ney Matogrosso, Cristovão Bastos  entre muitos outros.  Seu primeiro disco gravado em 1996, foi indicado para o Prêmio Sharp de Música Brasileira. Em outubro de 2025, Renato Braz lançou Canário do reino – Uma homenagem a Tim Maia com 15 faixas produzidas por Braz com Mário Gil. O álbum chegou às plataformas no dia 13 de outubro de 2025, aniversário de Renato Braz, intérprete que tem lugar destacado entre os melhores do Brasil em atividade.
Além da qualidade do canto de Renato Braz, “Canário do reino” se destaca pela seleção do repertório, capaz de abarcar várias fases da trajetória artística de Tim Maia (1942-1998), de megahits de rádio de sua autoria a sucessos alheios que ajudou a imortalizar. “A Lua e Eu”  surge eternizada neste disco: foi a última gravação de Nana Caymmi.  Por telefone, a cantora irradiava alegria com o registro feito por Renato, Mário Gil e Cristovão Bastos  em sua casa, no Rio. Nana nos deixou em 01 de maio de 2025. Músicas do pgm: 01 – Você – Tim Maia // 02 – Coroné Antonio Bento  – Luiz Wanderley e João do Vale  // 03 – Você e eu, eu e você (Juntinhos) / Sossego  – Tim Maia // 04 – A Lua e eu   –  Cassiano e Paulo Zdanowski / Citação – Azul da Cor do Mar   (Tim Maia) | Participação especial Nana Caymmi // 05 – Um dia de domingo  – Michael Sullivan e Paulo Massadas – Part Especial:  Beatriz Id // 06 – O Descobridor dos Sete Mares  – Michel e Gilson Mendonça
 
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O SUL EM CIMA 06 / 2026

1) PAYSANOS – O Grupo combina elementos da música tradicional, folclórica e nativa com sonoridades, linguagens e arranjos contemporâneos. O trio é  formado por Luiz Dallastra (acordeon e voz), Matheus Krummenauer (violão sete cordas) e João Bauken (bateria).  Desde 2023 eles atuam nessa formação principalmente na cidade de Porto Alegre, onde a banda está sediada. Fazem parte de um movimento crescente do nativismo gaúcho e buscam adicionar à sonoridade do trio, influências do folk mundial, além do jazz, rock e da MPG (Música Popular Gaúcha).
O Paysanos é formado por:  Luiz Dallastra, acordeon e voz – Licenciado em Música pelo Instituto Ivoti, atuou como acordeonista solista na Caxias Ensemble Orchestra e participou da turnê Europa com a Camerata Ivoti, apresentando-se em países como Alemanha, Portugal, Holanda, Espanha e França. João Bauken, bateria  – Estuda Licenciatura em Música na Ufrgs e percussão sinfônica na Escola da Ospa. Acompanhou uma vasta gama de artistas do Rio Grande do Sul e outros estados. Membro fundador da comparsa Candombe POA. Como músico contratado, integrou a Ospa em concertos no Teatro Colón, em Buenos Aires, e na Sala São Paulo, na capital paulista, além de dezenas de concertos na Casa da Ospa em Porto Alegre. Matheus Krummenauer, violão 7 cordas – Estudou música desde criança. Acompanhou o grande instrumentista Samuca do Acordeon, com quem estudou por algum tempo. Atua nos festivais nativistas do estado há quase dez anos e teve a oportunidade de tocar com grandes nomes da música gaúcha e latino-americana.

Músicas: 01 – Cantiga do Oferecido  – Talo Pereyra, Robson Barenho e Zé Caradípia // 02 – Primavera – Albino  Manique // 03 – Aroma Y Piel  – Luiz Gustavo Dallastra // 04 – Eu e a Baia  –  Renato Fagundes, Diego Müller, Antonio Flores e José Atanásio Borges Pinto  // 05 – Em Cima do Laço  – Mauro Moraes // 06 – Llanto de La Tierra  – Luiz Gustavo Dallastra 

2) SONIA DI MORAIS  desenvolve uma trajetória artística marcada pela atuação consistente como cantora, maestra e diretora musical, com foco na valorização da música popular brasileira e em projetos que articulam qualidade artística, formação de público e acesso à cultura. Sua carreira é sustentada por sólida formação em canto lírico, regência e especialização em canção popular, o que lhe permite transitar com fluidez entre o repertório popular, projetos sinfônicos e ações de caráter educativo. Nos últimos anos, sua produção artística tem se intensificado por meio de espetáculos autorais e temáticos, evidenciando uma atuação contemporânea e alinhada às demandas atuais do setor cultural. Sonia Di Morais celebra um novo momento em sua carreira com o lançamento de seu primeiro EP autoral. Com três canções inéditas de sua autoria e uma emocionante releitura de “Onde Estará o Meu Amor” do compositor Chico César, Sonia imprime sua assinatura vocal e poética em um trabalho que transita entre a MPB, a canção brasileira contemporânea e toques sutis de jazz e música regional.  Com uma carreira marcada por sua atuação como regente, educadora e intérprete, Sonia Di Morais apresenta neste EP uma faceta mais íntima e autoral. Suas canções falam de amor, tempo, memória e identidade com lirismo e profundidade, tudo isso envolvido por uma sonoridade refinada e envolvente. Músicas: 01 – Vem Menina – Sonia Di Morais e Alexandre Filordi // 02 – Além Alma  (Depois do Vazio) – Sonia Di Morais e Paulo Leminsky // 03 – Eu, você e o mar  – Sonia Di Morais // 04 – Onde estará o meu amor  – Chico César 

3) BANDO GRAMELÔ  é formado pelos experientes músicos e compositores: Leandro Maia, Cardo Peixoto, Kako Xavier e Sulimar Rass. Artistas de carreiras distintas, bem sucedidas que neste projeto vão na contramão do individualismo. Com o propósito de criar canções com pitadas de bom humor e irreverência, o bando surge como um alento no cenário musical. Em agosto de 2025, o Bando Gramelô lançou a música/videoclipe Mejuja (Joga na Panela e Mexe)  – Música: 01 – Mejuja (Joga na Panela e Mexe) – Cardo Peixoto, Kako Xavier, Leandro Maia e Sulimar Rass

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O SUL EM CIMA 05 / 2026

VÂNIA BASTOS nasceu em Ourinhos em maio de 1956 – Vânia lançou no final de 2025, o EP “Elas” com duas músicas inéditas e outra já gravada por sua filha Rita Bastos. Os arranjos, os violões e toda a parte sonora são de Ronaldo Rayol, que já tem uma parceria com Vânia há muitos anos. Vânia, nessa nova homenagem às compositoras brasileiras, canta Márcia Tauil, Débora Maranhão e Rita Bastos.
Márcia Tauil é uma compositora que tem parcerias com grandes nomes, como Cristovão Bastos, Roberto Menescal e Rildo Hora. É também cantora de voz marcante, com vários álbuns gravados. Débora Maranhão é compositora e reside em Recife. Nunca teve uma música sua gravada, mas tem um trabalho muito interessante e inspirado. Rita Bastos é filha de Vânia, tem dois discos gravados e tem composições muito diferenciadas, com linhas melódicas surpreendentes e ritmos também. Dela é a faixa “Pode Ser”, que gravou em seu primeiro disco e Vânia regrava agora depois de cantá-la em shows há algum tempo. 
Vânia Bastos é um dos expoentes da chamada “Vanguarda Paulista” e foi solista da Banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé nos discos Clara Crocodilo e Tubarões Voadores, antes de iniciar a carreira solo em 1986. Tem doze CDs gravados, alguns dedicados a compositores como Tom Jobim, Caetano Veloso, Eduardo Gudin, além de Edu Lobo, Clube da Esquina e Pixinguinha. 
Músicas do EP ‘Elas’ (músicas 01 à 03): 01 – Pode Ser – Rita Bastos  // 02 – Essa Manhã – Leandro Dias e Márcia Tauil  // 03 -Ando Tão Frágil – Débora Maranhão  // 04 – Paisagem da Janela  – Lô Borges e Fernando Brant  – do álbum Vânia Bastos canta Clube da Esquina (2002) // 05- Forró do Zé Lagoa  – Anastácia e Dominguinhos – do álbum Belas e Feras (1999) // 06 – Dançar pra não Dançar  – Rita Lee – do álbum Belas e Feras (1999)
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DUDU GODOI – O compositor, cantor, flautista e violonista Dudu Godói é natural de Santa Catarina. Cresceu na cidade do Rio de Janeiro. Dudu iniciou seus estudos musicais aos oito anos no Conservatório de Música da Ilha do Governador, onde teve os primeiros contatos com a teoria e a diversidade musical.Como flautista, integrou diversos grupos como Gafieira de Minuta, Forró d’Uma Figa e Roda de Bamba, entre outros, e acompanhou nomes como: Wilson das Neves, Elza Soares e Jorge Aragão, em teatros, bares e festivais pelo país, experimentando diferentes gêneros musicais.
Em 2011, Dudu gravou seu primeiro disco autoral, em Florianópolis, consolidando um novo momento em sua carreira como compositor, arranjador e intérprete de seu próprio trabalho. Dentre seus álbuns lançados estão: Eu Agradeço (2024), Esquece a Mágoa (EP 2023), Dudu Godoi (2019) e alguns singles. 
Músicas do álbum Dudu Godói (2019) de 07 à 09 e 12:  07 – Brisa do Mar – Lars Hokerberg  (Pianista , acordeonista, compositor, arranjador) // 08 – Filha de Donnana – Dudu Godoi e Gabriel Grossi  // 09 – Balaio da Nega – Dudu Godoi  // 10 – Esquece a Mágoa – Dudu Godoi  – do álbum Esquece a Mágoa (2023) // 11 – Eu Agradeço – Dudu Godoi e Márcio Local – do álbum Eu Agradeço (2024) // 12 – Forró do Edmilson – Dudu Godoi  
 
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O SUL EM CIMA 04 / 2026

GRUPO TRÊS MARIAS – Nascido em  Brasília,  mas radicado em Porto Alegre, o grupo de percussão Três Marias celebrou seus 10 anos de trajetória na música popular com o lançamento  do álbum Não se Cala em 2023, o primeiro disco do conjunto formado pelas musicistas Dessa Ferreira, Gutcha Ramil, Pâmela Amaro,Tamiris Duarte e Thayan Martins — que são cinco, apesar do nome. Gutcha Ramil é uma das fundadoras das Três Marias ao lado de Dessa Ferreira e Kika Brandão, que deixou a banda quando as companheiras se mudaram de Brasília para Porto Alegre, mas segue contribuindo esporadicamente com o grupo. A entrada de Pâmela Amaro, Tamiris Duarte e Thayan Martins ocorreu já na capital gaúcha, em meados de 2015. Assim, as Marias viraram cinco. Nunca foi um problema, já que o nome do grupo remete ao conjunto de estrelas homônimas, conforme explica Gutcha.
O CD Não Se Cala reúne composições inéditas de integrantes do grupo e parcerias com o Mestre Tião Carvalho (MA/SP), Mamau de Castro (RS) e Adiel Luna (PE), além de composições da Mestra Martinha do Coco (PE/DF) e do Mestre Paraquedas (RS). Ritmos como forró, bumba meu boi, jongo, coco, ijexá e samba são expressos por meio da percussão, vozes e cordas. As letras abordam temas como ancestralidade, memória, a importância da percussão e dos mestres da cultura popular, feminismo, fé, amor, culto aos orixás e relação com a natureza, entre outros.
Músicas: 01 – Mariê Mariô – Dessa Ferreira e Pâmela Amaro – part Dona Conceição // 02 – Yagô Laroiê – Mestre Paraquedas – part Dona Conceição e Tião Carvalho // 03 – Banto Yorubá – Pâmela Amaro e Mamau de Castro // 04 – Passarinho Já Acordou – Martinha do Coco – participação: Martinha do Coco // 05 – Òsún Sèngèsé – Ìdòwú Akínrúlí – participação: Ìdòwú Akínrúlí// 06 – Tartaruga  – Gutcha Ramil e Dessa Ferreira // 07 – Não se Cala  – Dessa Ferreira – part Nina Fola e Sankofa Drums
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MARCELO AMARO – Celebrando 50 anos de vida e 30 de trajetória musical, Marcelo Amaro lança “Axé do Canjerê”, um álbum que costura ancestralidade,samba e identidade afro-gaúcha. O álbum foi lançado em  26 de setembro de 2025, e as músicas estão disponíveis nas plataformas digitais e também em formato físico. Gravado no Apê Estúdio, com produção musical orquestrada pelo artista com o percussionista Tuti Rodrigues e com Daniel Delavusca.
Marcelo tem se destacado nas rodas de samba e na cena artística carioca há mais de 20 anos, e traz nessa nova obra uma reverência às religiões de matriz africana. Nascido e criado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ele apresenta neste disco um pouco da ancestralidade rítmica das suas origens. Marcelo Amaro é sambista, percussionista, cantor, compositor e educador musical com mais de 30 anos de trajetória. Sua relação com a música nasceu ainda na infância, batucando em latas e panelas no quintal de casa. Autodidata em mais de dez instrumentos de percussão, consolidou-se como uma das vozes e mãos mais ativas na difusão do samba e das culturas afro-brasileiras, tanto no Brasil quanto na Europa. 
É graduado em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música (RJ), fundador do Instituto Caminhos Percussivos, e idealizador de projetos como Viva a Percussão, Canjerê do Amaro e Caminhos Percussivos, que conectam a tradição afro-brasileira com a contemporaneidade musical.  
Músicas: 08 – Servido Primeiro –  Mamau de Castro, Alex Rodrigues // 09 – Ocutá  –  Marcelo Amaro / Mamau de Castro / Diego Xavier // 10 – Curimbá Sopapo  – Sandro Sampaio e Marcelo Amaro// 11 – Aliança da Paixão  – Marcelo Amaro / Mamau de Castro / Diego Xavier // 12 – Ancestralidade Yorubá  – Alex Rodrigues // 13 – Os Reis da Verdade  – Lula Matos / Leandro Matos / Binho Sá // 14 – Axé do Canjerê  – Marcelo Amaro / Mamau de Castro / Diego Xavier
 
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O SUL EM CIMA 03 / 2026

FOLCLORE GAÚCHO
 
A dupla gaúcha Kleiton & Kledir lançou o álbum Clássicos do Sul em 1999. Uma produção Universal Music, dirigida por Marco Mazzola, com direção e concepção musical de Kleiton & Kledir. Programações e concepção rítmica de Ramiro Musotto e K&K. O álbum Clássicos do Sul é considerado uma obra importante na trajetória dos irmãos gaúchos, consolidando sua fusão entre a música regional e a MPB.
Uma das mais icônicas músicas do folclore do RS, a canção ‘Prenda Minha’ foi gravada por artistas de todos os matizes, incluindo a lenda do jazz norte-americano. Miles Davis gravou uma versão de “Prenda Minha”, clássico do folclore gaúcho, no início dos anos 1960. A faixa foi registrada com o nome de “Song No. 2” no álbum Quiet Nights (1963), com arranjos de Gil Evans, e creditada a ambos, gerando controvérsia por omitir a origem da música popular.
Almôndegas foi uma das bandas pioneiras em criar uma linguagem particular para a música pop gaúcha. Formado em Porto Alegre, o grupo misturava velhas canções do folclore gaúcho, MPB e rock. O trabalho do Almôndegas virou referência para artistas posteriores do pop rock gaúcho. Depois de muitos anos de espera, finalmente aconteceu em 2023 o aguardado encontro dos integrantes originais do Almôndegas que  se reuniram em um espetáculo  inédito em Porto Alegre e em Pelotas para celebrar a banda que é um marco na história da música popular do Rio Grande do Sul. Também em 2024, o Almôndegas fizeram duas apresentações em São Paulo. 
Conjunto Farroupilha – O grupo foi criado em 1948 na Rádio Farroupilha em Porto Alegre. Inicialmente dedicou-se a interpretar um repertório de canções típicas do Rio Grande do Sul. Em 1952 gravaram o primeiro disco pela Copacabana, que foi o quarto LP a ser prensado no Brasil. Em 1956 o conjunto transferiu-se para São Paulo iniciando uma série de excursões pelo Brasil e exterior. O Conjunto Farroupilha foi o primeiro a projetar nacional e internacionalmente a música gaúcha. 
grupo Caverá foi fundado em Porto Alegre, no meio universitário na década de 1970, dentro do Grupo Folclórico Gaúcho do Projeto Rondon. A banda é composta por Alex Hohenberger, Cezar Mattos, Mauro Harff, Rolf Dreher e Rubim Jacoby. Em 2019, fizeram o show Reencontro onde puderam reviver os grandes momentos da trajetória do grupo Caverá. 
A artista gaúcha Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 1945, na cidade de Porto Alegre. Conhecida internacionalmente por sua competência vocal, musicalidade, presença de palco e forte personalidade, foi comparada a cantoras como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday.
Na versão de Roda Carreta, clássico do cancioneiro gaúcho apresentado no programa, a jovem Cecília Maia , filha de Luciano Maia, oferece uma interpretação marcante com sua voz suave, acompanhada apenas pelo acordeon de seu pai. A simplicidade do arranjo destaca a beleza da melodia e a força da canção, criando um clima nostálgico e profundo.
João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes (1927–2018) foi um folclorista, pesquisador e radialista, fundamental na preservação da cultura gaúcha e na fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Paixão Côrtes foi o modelo para a estátua do Laçador,  ícone de Porto Alegre.
Músicas: 01 – Balaio  – Folclore // 02 – Gaúcho de Passo Fundo  – Teixeirinha  // 03 – Felicidade  – Lupicínio Rodrigues //  04 – Carreta de Quitanda   – Folclore // 05 – Haragana  – Quico Castro Neves  // 06 – Prenda Minha – Folclore – com Kleiton & Kledir (músicas de 1 à 6 do álbum Clássicos do Sul) // 07 – Song nº 2  (Prenda Minha)  – com Miles Davis do álbum Quiet Nights (1963) // 08 – Velha Gaita – Gilnei Silveira e João Baptista  – Adaptação de temas folclóricos do Rio Grande do Sul – com Almôndegas  – obs.: nessa gravação consta as músicas Velha Gaita / Felicidade de Lupicínio Rodrigues/ Pezinho/ Prenda Minha  // 09 – Me dá um mate  – Barbosa Lessa – com Conjunto Farroupilha // 10 – Negrinho do Pastoreio – Barbosa Lessa – com Conjunto Farroupilha // 11 –  Os Homens de Preto – Paulo Ruschel – Com grupo Caverá // 12- Boi Barroso – Folclore – com Elis Regina // 13 – Roda Carreta  – Paulo Ruschel – com Luciano e Cecília Maia //  14 – Hino ao Rio Grande   – Simão Goldman – Interpretação: Paixão Côrtes
 

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