O SUL EM CIMA 06 / 2026

1) PAYSANOS – O Grupo combina elementos da música tradicional, folclórica e nativa com sonoridades, linguagens e arranjos contemporâneos. O trio é  formado por Luiz Dallastra (acordeon e voz), Matheus Krummenauer (violão sete cordas) e João Bauken (bateria).  Desde 2023 eles atuam nessa formação principalmente na cidade de Porto Alegre, onde a banda está sediada. Fazem parte de um movimento crescente do nativismo gaúcho e buscam adicionar à sonoridade do trio, influências do folk mundial, além do jazz, rock e da MPG (Música Popular Gaúcha).
O Paysanos é formado por:  Luiz Dallastra, acordeon e voz – Licenciado em Música pelo Instituto Ivoti, atuou como acordeonista solista na Caxias Ensemble Orchestra e participou da turnê Europa com a Camerata Ivoti, apresentando-se em países como Alemanha, Portugal, Holanda, Espanha e França. João Bauken, bateria  – Estuda Licenciatura em Música na Ufrgs e percussão sinfônica na Escola da Ospa. Acompanhou uma vasta gama de artistas do Rio Grande do Sul e outros estados. Membro fundador da comparsa Candombe POA. Como músico contratado, integrou a Ospa em concertos no Teatro Colón, em Buenos Aires, e na Sala São Paulo, na capital paulista, além de dezenas de concertos na Casa da Ospa em Porto Alegre. Matheus Krummenauer, violão 7 cordas – Estudou música desde criança. Acompanhou o grande instrumentista Samuca do Acordeon, com quem estudou por algum tempo. Atua nos festivais nativistas do estado há quase dez anos e teve a oportunidade de tocar com grandes nomes da música gaúcha e latino-americana.

Músicas: 01 – Cantiga do Oferecido  – Talo Pereyra, Robson Barenho e Zé Caradípia // 02 – Primavera – Albino  Manique // 03 – Aroma Y Piel  – Luiz Gustavo Dallastra // 04 – Eu e a Baia  –  Renato Fagundes, Diego Müller, Antonio Flores e José Atanásio Borges Pinto  // 05 – Em Cima do Laço  – Mauro Moraes // 06 – Llanto de La Tierra  – Luiz Gustavo Dallastra 

2) SONIA DI MORAIS  desenvolve uma trajetória artística marcada pela atuação consistente como cantora, maestra e diretora musical, com foco na valorização da música popular brasileira e em projetos que articulam qualidade artística, formação de público e acesso à cultura. Sua carreira é sustentada por sólida formação em canto lírico, regência e especialização em canção popular, o que lhe permite transitar com fluidez entre o repertório popular, projetos sinfônicos e ações de caráter educativo. Nos últimos anos, sua produção artística tem se intensificado por meio de espetáculos autorais e temáticos, evidenciando uma atuação contemporânea e alinhada às demandas atuais do setor cultural. Sonia Di Morais celebra um novo momento em sua carreira com o lançamento de seu primeiro EP autoral. Com três canções inéditas de sua autoria e uma emocionante releitura de “Onde Estará o Meu Amor” do compositor Chico César, Sonia imprime sua assinatura vocal e poética em um trabalho que transita entre a MPB, a canção brasileira contemporânea e toques sutis de jazz e música regional.  Com uma carreira marcada por sua atuação como regente, educadora e intérprete, Sonia Di Morais apresenta neste EP uma faceta mais íntima e autoral. Suas canções falam de amor, tempo, memória e identidade com lirismo e profundidade, tudo isso envolvido por uma sonoridade refinada e envolvente. Músicas: 01 – Vem Menina – Sonia Di Morais e Alexandre Filordi // 02 – Além Alma  (Depois do Vazio) – Sonia Di Morais e Paulo Leminsky // 03 – Eu, você e o mar  – Sonia Di Morais // 04 – Onde estará o meu amor  – Chico César 

3) BANDO GRAMELÔ  é formado pelos experientes músicos e compositores: Leandro Maia, Cardo Peixoto, Kako Xavier e Sulimar Rass. Artistas de carreiras distintas, bem sucedidas que neste projeto vão na contramão do individualismo. Com o propósito de criar canções com pitadas de bom humor e irreverência, o bando surge como um alento no cenário musical. Em agosto de 2025, o Bando Gramelô lançou a música/videoclipe Mejuja (Joga na Panela e Mexe)  – Música: 01 – Mejuja (Joga na Panela e Mexe) – Cardo Peixoto, Kako Xavier, Leandro Maia e Sulimar Rass

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O SUL EM CIMA 05 / 2026

VÂNIA BASTOS nasceu em Ourinhos em maio de 1956 – Vânia lançou no final de 2025, o EP “Elas” com duas músicas inéditas e outra já gravada por sua filha Rita Bastos. Os arranjos, os violões e toda a parte sonora são de Ronaldo Rayol, que já tem uma parceria com Vânia há muitos anos. Vânia, nessa nova homenagem às compositoras brasileiras, canta Márcia Tauil, Débora Maranhão e Rita Bastos.
Márcia Tauil é uma compositora que tem parcerias com grandes nomes, como Cristovão Bastos, Roberto Menescal e Rildo Hora. É também cantora de voz marcante, com vários álbuns gravados. Débora Maranhão é compositora e reside em Recife. Nunca teve uma música sua gravada, mas tem um trabalho muito interessante e inspirado. Rita Bastos é filha de Vânia, tem dois discos gravados e tem composições muito diferenciadas, com linhas melódicas surpreendentes e ritmos também. Dela é a faixa “Pode Ser”, que gravou em seu primeiro disco e Vânia regrava agora depois de cantá-la em shows há algum tempo. 
Vânia Bastos é um dos expoentes da chamada “Vanguarda Paulista” e foi solista da Banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé nos discos Clara Crocodilo e Tubarões Voadores, antes de iniciar a carreira solo em 1986. Tem doze CDs gravados, alguns dedicados a compositores como Tom Jobim, Caetano Veloso, Eduardo Gudin, além de Edu Lobo, Clube da Esquina e Pixinguinha. 
Músicas do EP ‘Elas’ (músicas 01 à 03): 01 – Pode Ser – Rita Bastos  // 02 – Essa Manhã – Leandro Dias e Márcia Tauil  // 03 -Ando Tão Frágil – Débora Maranhão  // 04 – Paisagem da Janela  – Lô Borges e Fernando Brant  – do álbum Vânia Bastos canta Clube da Esquina (2002) // 05- Forró do Zé Lagoa  – Anastácia e Dominguinhos – do álbum Belas e Feras (1999) // 06 – Dançar pra não Dançar  – Rita Lee – do álbum Belas e Feras (1999)
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DUDU GODOI – O compositor, cantor, flautista e violonista Dudu Godói é natural de Santa Catarina. Cresceu na cidade do Rio de Janeiro. Dudu iniciou seus estudos musicais aos oito anos no Conservatório de Música da Ilha do Governador, onde teve os primeiros contatos com a teoria e a diversidade musical.Como flautista, integrou diversos grupos como Gafieira de Minuta, Forró d’Uma Figa e Roda de Bamba, entre outros, e acompanhou nomes como: Wilson das Neves, Elza Soares e Jorge Aragão, em teatros, bares e festivais pelo país, experimentando diferentes gêneros musicais.
Em 2011, Dudu gravou seu primeiro disco autoral, em Florianópolis, consolidando um novo momento em sua carreira como compositor, arranjador e intérprete de seu próprio trabalho. Dentre seus álbuns lançados estão: Eu Agradeço (2024), Esquece a Mágoa (EP 2023), Dudu Godoi (2019) e alguns singles. 
Músicas do álbum Dudu Godói (2019) de 07 à 09 e 12:  07 – Brisa do Mar – Lars Hokerberg  (Pianista , acordeonista, compositor, arranjador) // 08 – Filha de Donnana – Dudu Godoi e Gabriel Grossi  // 09 – Balaio da Nega – Dudu Godoi  // 10 – Esquece a Mágoa – Dudu Godoi  – do álbum Esquece a Mágoa (2023) // 11 – Eu Agradeço – Dudu Godoi e Márcio Local – do álbum Eu Agradeço (2024) // 12 – Forró do Edmilson – Dudu Godoi  
 
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O SUL EM CIMA 04 / 2026

GRUPO TRÊS MARIAS – Nascido em  Brasília,  mas radicado em Porto Alegre, o grupo de percussão Três Marias celebrou seus 10 anos de trajetória na música popular com o lançamento  do álbum Não se Cala em 2023, o primeiro disco do conjunto formado pelas musicistas Dessa Ferreira, Gutcha Ramil, Pâmela Amaro,Tamiris Duarte e Thayan Martins — que são cinco, apesar do nome. Gutcha Ramil é uma das fundadoras das Três Marias ao lado de Dessa Ferreira e Kika Brandão, que deixou a banda quando as companheiras se mudaram de Brasília para Porto Alegre, mas segue contribuindo esporadicamente com o grupo. A entrada de Pâmela Amaro, Tamiris Duarte e Thayan Martins ocorreu já na capital gaúcha, em meados de 2015. Assim, as Marias viraram cinco. Nunca foi um problema, já que o nome do grupo remete ao conjunto de estrelas homônimas, conforme explica Gutcha.
O CD Não Se Cala reúne composições inéditas de integrantes do grupo e parcerias com o Mestre Tião Carvalho (MA/SP), Mamau de Castro (RS) e Adiel Luna (PE), além de composições da Mestra Martinha do Coco (PE/DF) e do Mestre Paraquedas (RS). Ritmos como forró, bumba meu boi, jongo, coco, ijexá e samba são expressos por meio da percussão, vozes e cordas. As letras abordam temas como ancestralidade, memória, a importância da percussão e dos mestres da cultura popular, feminismo, fé, amor, culto aos orixás e relação com a natureza, entre outros.
Músicas: 01 – Mariê Mariô – Dessa Ferreira e Pâmela Amaro – part Dona Conceição // 02 – Yagô Laroiê – Mestre Paraquedas – part Dona Conceição e Tião Carvalho // 03 – Banto Yorubá – Pâmela Amaro e Mamau de Castro // 04 – Passarinho Já Acordou – Martinha do Coco – participação: Martinha do Coco // 05 – Òsún Sèngèsé – Ìdòwú Akínrúlí – participação: Ìdòwú Akínrúlí// 06 – Tartaruga  – Gutcha Ramil e Dessa Ferreira // 07 – Não se Cala  – Dessa Ferreira – part Nina Fola e Sankofa Drums
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MARCELO AMARO – Celebrando 50 anos de vida e 30 de trajetória musical, Marcelo Amaro lança “Axé do Canjerê”, um álbum que costura ancestralidade,samba e identidade afro-gaúcha. O álbum foi lançado em  26 de setembro de 2025, e as músicas estão disponíveis nas plataformas digitais e também em formato físico. Gravado no Apê Estúdio, com produção musical orquestrada pelo artista com o percussionista Tuti Rodrigues e com Daniel Delavusca.
Marcelo tem se destacado nas rodas de samba e na cena artística carioca há mais de 20 anos, e traz nessa nova obra uma reverência às religiões de matriz africana. Nascido e criado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ele apresenta neste disco um pouco da ancestralidade rítmica das suas origens. Marcelo Amaro é sambista, percussionista, cantor, compositor e educador musical com mais de 30 anos de trajetória. Sua relação com a música nasceu ainda na infância, batucando em latas e panelas no quintal de casa. Autodidata em mais de dez instrumentos de percussão, consolidou-se como uma das vozes e mãos mais ativas na difusão do samba e das culturas afro-brasileiras, tanto no Brasil quanto na Europa. 
É graduado em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música (RJ), fundador do Instituto Caminhos Percussivos, e idealizador de projetos como Viva a Percussão, Canjerê do Amaro e Caminhos Percussivos, que conectam a tradição afro-brasileira com a contemporaneidade musical.  
Músicas: 08 – Servido Primeiro –  Mamau de Castro, Alex Rodrigues // 09 – Ocutá  –  Marcelo Amaro / Mamau de Castro / Diego Xavier // 10 – Curimbá Sopapo  – Sandro Sampaio e Marcelo Amaro// 11 – Aliança da Paixão  – Marcelo Amaro / Mamau de Castro / Diego Xavier // 12 – Ancestralidade Yorubá  – Alex Rodrigues // 13 – Os Reis da Verdade  – Lula Matos / Leandro Matos / Binho Sá // 14 – Axé do Canjerê  – Marcelo Amaro / Mamau de Castro / Diego Xavier
 
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O SUL EM CIMA 03 / 2026

FOLCLORE GAÚCHO
 
A dupla gaúcha Kleiton & Kledir lançou o álbum Clássicos do Sul em 1999. Uma produção Universal Music, dirigida por Marco Mazzola, com direção e concepção musical de Kleiton & Kledir. Programações e concepção rítmica de Ramiro Musotto e K&K. O álbum Clássicos do Sul é considerado uma obra importante na trajetória dos irmãos gaúchos, consolidando sua fusão entre a música regional e a MPB.
Uma das mais icônicas músicas do folclore do RS, a canção ‘Prenda Minha’ foi gravada por artistas de todos os matizes, incluindo a lenda do jazz norte-americano. Miles Davis gravou uma versão de “Prenda Minha”, clássico do folclore gaúcho, no início dos anos 1960. A faixa foi registrada com o nome de “Song No. 2” no álbum Quiet Nights (1963), com arranjos de Gil Evans, e creditada a ambos, gerando controvérsia por omitir a origem da música popular.
Almôndegas foi uma das bandas pioneiras em criar uma linguagem particular para a música pop gaúcha. Formado em Porto Alegre, o grupo misturava velhas canções do folclore gaúcho, MPB e rock. O trabalho do Almôndegas virou referência para artistas posteriores do pop rock gaúcho. Depois de muitos anos de espera, finalmente aconteceu em 2023 o aguardado encontro dos integrantes originais do Almôndegas que  se reuniram em um espetáculo  inédito em Porto Alegre e em Pelotas para celebrar a banda que é um marco na história da música popular do Rio Grande do Sul. Também em 2024, o Almôndegas fizeram duas apresentações em São Paulo. 
Conjunto Farroupilha – O grupo foi criado em 1948 na Rádio Farroupilha em Porto Alegre. Inicialmente dedicou-se a interpretar um repertório de canções típicas do Rio Grande do Sul. Em 1952 gravaram o primeiro disco pela Copacabana, que foi o quarto LP a ser prensado no Brasil. Em 1956 o conjunto transferiu-se para São Paulo iniciando uma série de excursões pelo Brasil e exterior. O Conjunto Farroupilha foi o primeiro a projetar nacional e internacionalmente a música gaúcha. 
grupo Caverá foi fundado em Porto Alegre, no meio universitário na década de 1970, dentro do Grupo Folclórico Gaúcho do Projeto Rondon. A banda é composta por Alex Hohenberger, Cezar Mattos, Mauro Harff, Rolf Dreher e Rubim Jacoby. Em 2019, fizeram o show Reencontro onde puderam reviver os grandes momentos da trajetória do grupo Caverá. 
A artista gaúcha Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 1945, na cidade de Porto Alegre. Conhecida internacionalmente por sua competência vocal, musicalidade, presença de palco e forte personalidade, foi comparada a cantoras como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday.
Na versão de Roda Carreta, clássico do cancioneiro gaúcho apresentado no programa, a jovem Cecília Maia , filha de Luciano Maia, oferece uma interpretação marcante com sua voz suave, acompanhada apenas pelo acordeon de seu pai. A simplicidade do arranjo destaca a beleza da melodia e a força da canção, criando um clima nostálgico e profundo.
João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes (1927–2018) foi um folclorista, pesquisador e radialista, fundamental na preservação da cultura gaúcha e na fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Paixão Côrtes foi o modelo para a estátua do Laçador,  ícone de Porto Alegre.
Músicas: 01 – Balaio  – Folclore // 02 – Gaúcho de Passo Fundo  – Teixeirinha  // 03 – Felicidade  – Lupicínio Rodrigues //  04 – Carreta de Quitanda   – Folclore // 05 – Haragana  – Quico Castro Neves  // 06 – Prenda Minha – Folclore – com Kleiton & Kledir (músicas de 1 à 6 do álbum Clássicos do Sul) // 07 – Song nº 2  (Prenda Minha)  – com Miles Davis do álbum Quiet Nights (1963) // 08 – Velha Gaita – Gilnei Silveira e João Baptista  – Adaptação de temas folclóricos do Rio Grande do Sul – com Almôndegas  – obs.: nessa gravação consta as músicas Velha Gaita / Felicidade de Lupicínio Rodrigues/ Pezinho/ Prenda Minha  // 09 – Me dá um mate  – Barbosa Lessa – com Conjunto Farroupilha // 10 – Negrinho do Pastoreio – Barbosa Lessa – com Conjunto Farroupilha // 11 –  Os Homens de Preto – Paulo Ruschel – Com grupo Caverá // 12- Boi Barroso – Folclore – com Elis Regina // 13 – Roda Carreta  – Paulo Ruschel – com Luciano e Cecília Maia //  14 – Hino ao Rio Grande   – Simão Goldman – Interpretação: Paixão Côrtes
 

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