
1) LIA DE ITAMARACÁ e DAÚDE – Encantador, potente e mágico: estas palavras definem perfeitamente o mar e também se aplicam ao álbum Pelos Olhos do Mar, lançamento do Selo Sesc. Este álbum marca a primeira parceria fonográfica entre Daúde e Lia de Itamaracá, unindo força ancestral e modernidade através das vozes vibrantes de duas mulheres que representam a cultura popular. Produzido por Pupillo e Marcus Preto, o álbum conta com dez faixas que mesclam composições inéditas e releituras de clássicos da música brasileira, celebrando o feminino, a negritude, a resistência, a tradição e o poder da coletividade.
Com trajetórias distintas, Lia de Itamaracá é uma guardiã das tradições, símbolo vivo da cultura pernambucana, enquanto Daúde, baiana de origem e artista de vanguarda, é pioneira ao unir elementos da negritude e da música brasileira em linguagem contemporânea. As dez canções de Pelos Olhos do Mar formam um mosaico de tempos, ritmos e histórias. O repertório inclui boleros que evocam romantismo, cirandas que reafirmam identidade e composições inéditas.
Músicas: 01 – As Negras – Chico César // 02 – Santo Antônio da Boa Fortuna – Emicida // 03 – Pout-Pourri de Cocos – Bar do Hermínio (Dona Celia do Coco) / Galo Cantou (Selma do Coco) / Xô, Xô, Meu Sabiá (Domínio Público) // 04 – Pelos Olhos do Mar – Pupillo e Otto // 05 – Bordado – Karina Buhr // 06 – Se meu amor não chegar nesse São João – Mestre Baracho
2) CAROL PEDROSO – Mulher indígena, amazônida de Santarém, artevista socioambiental, cantora, compositora, escritora, vocalista do grupo de mulheres indígenas Suraras do Tapajós e fascinada pela dança, Carol Pedroso lança o seu primeiro EP, “Eu canto minha força, meu lugar”, com direção musical de Manoel Cordeiro e participações especiais de Dona Onete, Lia Sophia, O Som Que Vem Delas e Suraras do Tapajós.
Sobre o EP: Eu Canto Minha Força, Meu Lugar é um projeto musical que traduz minha trajetória como artista, em canções inspiradas na minha ancestralidade, na força das mulheres e na resistência dos povos da floresta. E destaco minhas referências musicais, através de grandes experimentações e colaborações artísticas, como instrumento de transformação e afirmação cultural. O projeto também evoca memórias afetivas, como a homenagem a minha avó Isabel Pedroso, e dialoga com as múltiplas linguagens artísticas que compõem minha vivência artística no cenário cultural, conta a artista.
Músicas: 01 – Força Feminina – Carol Pedroso, Janaína Aparecida Figarella Gouvêa e Maria Lídia Aires de Mendonça – part esp. O Som que vem delas e Suraras do Tapajós // 02 – Carimbó da Beca – Ana Carolina da Cruz Pedroso, Ionete da Silveira Gama e Manoel Cordeiro – part esp. Dona Onete // 03 – Á Belém – Carol Pedroso // 04 – No Batuque de Alter – Carol Pedroso – part esp Lia Sophia
3 – SURARAS DO TAPAJÓS – Formado em 2018 por mulheres indígenas do povo Borari, em Alter do Chão, no Pará, o grupo Suraras do Tapajós tornou-se uma referência nacional ao unir música, ancestralidade, ativismo e afirmação cultural. Surgiu dentro da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, coletivo que faz luta em defesa do meio ambiente e pelos direitos das mulheres dentro do território indígena. Reconhecidas como primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, elas transformaram os palcos em espaços de encontro, memória e resistência, levando suas narrativas para festivais, projetos culturais e eventos em diferentes regiões do país. Suas canções são cantadas em português e nheengatu, língua indígena falada no Baixo Tapajós. O nome ‘Suraras’ é nheengatu e significa ‘guerreira’.
Músicas: 01 – Da Nascente à Foz – Carol Pedroso, Adelina Borari, Gilvana Borari e Val Munduruku – “Da Nascente à Foz” é um manifesto contra o avanço do garimpo ilegal na região do Rio Tapajós // 02 – Guerreira Surara – Ianny Cristhian de Vasconcelos Alves, Keissiane Pereira Maduro e Silvan Galvão dos Santos
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