O SUL EM CIMA 18 / 2026

Artur Wais é cancionista. Recebeu cinco indicações ao Prêmio Açorianos de Música pelo álbum “Nós Nessa Cidade” (Rota de Pedestre, 2022). Em sua trajetória internacional, participou de uma residência artística em Bologna (Itália) em 2023, onde gravou o single “Sobreviver aos 30” (2024), e do “Festival de La Canción de La Serena” no Uruguai. Com forte presença na cena cultural de Porto Alegre, circulou por diversos espaços locais, como a Casa de Cultura Mário Quintana, a Sala Álvaro Moreyra, e o Espaço 373. Em 2025, realizou o projeto  “Formato Mínimo da Canção”, selecionado por edital do Ministério da Cultura e executado no Espaço Força e Luz. Além de sua atuação no Rio Grande do Sul, marcou presença em festivais em São Paulo e Montevidéu.  Em abril de 2026, Artur lançou nas plataformas digitais seu primeiro álbum, “Se Acostumar”, que também tem versão física em formato de fita K7 e de CD. O projeto, com produção musical de Marcelo Corsetti, é um álbum conceitual dividido em Lado A: “Chegadas” e Lado B “Partidas”, explorando as dualidades dos encontros e desencontros do cotidiano. O trabalho é um registro documental e artístico que transita entre as tradições do Sul e uma sonoridade contemporânea, fruto de um processo de maturação vivenciado em festivais de composição e residências artísticas. A extensa ficha técnica reforça o caráter colaborativo que Artur vem imprimindo em sua trajetória. Com produção musical de Marcelo Corsetti, o álbum conta com uma banda base formada por Miguel Tejera (baixo) e Dani Vargas (bateria), além de uma constelação de participações que inclui vozes como as de Brenda Billmann e Cecilia Tres, percussões, sopros e um quarteto de cordas. 

“É um projeto solo, mas que é também coletivo. Me encanta poder envolver vários amigos e amigas na construção desse repertório. Tem me agradado fazer assim”, comenta o artista.  Entre as parcerias de composição, figuram nomes como João Ortácio, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Thayan Martins, Yuri ML, Zelito Ramos, Guilherme Saldanha e Guilherme Becker. O encerramento definitivo do ciclo se dá com a faixa-título, que sintetiza a filosofia da obra: a necessidade de aprender o tempo exato de ficar e o de partir. 
Músicas do Lado A “Chegadas”: 01 – Organizando todo Mundo Sonha – Artur Wais // 02 – Papazinho  – Artur Wais, Yuri ML e Zelito Ramos – part Yuri ML e Zelito // 03 – Sobre Nós  – Artur Wais e Guilherme Becker
Músicas do Lado B “Partidas”: 04 – Era pra eu ter sido um Beijo  – Artur Wais // 05 – Vida de Isqueiro  – Artur Wais, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Guilherme Becker, Thayan Martins e Guiga Saldanha – participações:  Cecilia Tres, Brenda Billmann, Nandico Saldanha, Marília Kosby, Flashbecker e  LEME  // 06 – Se Acostumar  – Artur Wais – part Marcelo Corsetti 
 
BANDA DORA AVANTE – A banda Dora Avante anunciou o lançamento de seu primeiro álbum ao vivo, celebrando os 3 anos de estreia nos palcos com registro histórico do show realizado em 13 de maio de 2026 no Teatro Municipal Pedro Parenti, em Caxias do Sul. O trabalho marca mais um passo da trajetória do grupo gaúcho, vencedor do 8º Prêmio Profissionais da Música.
Dora Avante iniciou suas atividades em maio de 2020. Reunindo 4 músicos ecléticos e versáteis que se encontraram ao longo do curso de música da Universidade de Caxias do Sul, Dora Avante é uma banda gaúcha formada por Alexandre Fritzen (vocais, piano e teclado) Augusto Dosso (baixo, violão e guitarra), Bruno Borges (guitarra e violão) e Giovane Albarello (bateria e percussão). O repertório do grupo é totalmente autoral, com composições de Alexandre Fritzen. Trazendo a sonoridade da canção urbana gaúcha, Dora Avante mistura influências de MPB, pop rock e rock progressivo, englobando aspectos da música popular brasileira mescladas ao pop contemporâneo. As letras das músicas são repletas de metáforas, abordando aspectos do cotidiano, refletindo sobre o amor e a existência.   
Em 2024 a Dora Avante lançou seu primeiro álbum e em 2026 lança seu primeiro álbum ao vivo.   
MÚSICAS (Dora Avante Ao Vivo) – AUTORIA de Alexandre Fritzen da Rocha: 07 – Bem-te-vi // 08 – O Velejar da Vida  // 09 – Relato em Cartão Postal  // 10 – O Domínio de Kronos  // 11 – Te Dizer // 12 – Nascerá   
 
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O SUL EM CIMA 17 / 2026

Nesse programa, vamos apresentar o trabalho de LEANDRO MAIA, com entrevista do artista concedida a Kleiton Ramil e vamos mostrar também em primeira mão , uma música inédita que vai ser lançada nas plataformas de música em breve. É a música ‘Lampejo’, de autoria de Kleiton Ramil e João Victor Aiello, com interpretação de Leandro Maia.

NOVA MÚSICA EM BREVE!!
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Lampejo é um lançamento de Leandro Maia a partir da produção musical de Kleiton Ramil, que assina a composição ao lado do jovem letrista e escritor João Victor Aiello. A faixa retoma o espírito coletivo e o alto astral dos Almôndegas em seus temas mais existencialistas com forte trabalho vocal, arranjo delicado e mensagem profunda. O encontro de gerações marca este tema atemporal e místico. “Ao céu tudo, aos medos nada” convoca a seguir em frente sem esquecer das origens.

Você é nosso convidado para dia 20 as 20 hs, estar com Leandro Maia, João Aiello e Kleiton Ramil, onde eles vão contar a historia de Lampejo. e outras mais. No instagram: @leandromaiacompositor, @joao.aiello, @kleitonramil

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Leandro Maia é  Especialista em Letras – Práxis da Criação Textual (Uniritter), Mestre em Letras (UFRGS),  Licenciado em Música (UFRGS) e  PhD em Música (Songwriting) pela Bath Spa University / Reino Unido.   É professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), junto aos Cursos de Bacharelado em Música e Especialização em Artes  e coordena a AGIMOS – Agência de Indústria Criativa e Mobilização Social da UFPel.    Possui quatro discos autorais e em 2020, lançou o filme “Paisagens”, dirigido por Juliano Ambrosini e Nando Rossa. Recebeu o 1º Prémio Ibermúsicas de Composición de Canción Popular, concedido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos. Recebeu o Troféu Brasil-Sul de Música como intérprete, melhor projeto visual e melhor disco infantil (para Mandinho). Possui cinco Prêmios Açorianos de Música,  um Troféu RBS Cultura e diversas indicações como compositor e melhor espetáculo.
“Palavreio”, produzido por Pedrinho Figueiredo, é seu CD-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008, vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Revelação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.  
“Mandinho” (2012, produzido por Leandro Maia e Luiz Ribeiro) é o seu segundo disco. Com acento regional e universalidade existencial, Mandinho mergulha na infância e sua relação com “o mundo”. Presente e passado, realidade e fantasia, cotidiano e estranhamento estão equilibrados no trabalho, que respeita a infância como um espaço de construção de pensamento, de poesia e de curiosidade.
Em 2014, Leandro lançou Suíte Maria Bonita e Outras Veredas, produzido por André Mehmari. Dedicado à figura feminina e uma ode ao mundo histórico-literário, o disco começou a ser gestado em 2009. Com 15 canções, o trabalho – dirigido e produzido por André Mehmari – propõe uma “Nova Canção Brasileira de Câmara” através da interface entre o dito “erudito” e o dito “popular”. Contemplado em 2013 com Prêmio Funarte de Música Brasileira.
“Guaipeca: uma ilusão autobiográfica” (2023, produzido por Luciano Mello). Guaipeca é como se chama o cachorro vira-lata. Uma palavra de origem indígena, muito utilizada no sul do país para o “cachorro de rua”, “bicho solto”. Guaipeca é avatar, o alter ego, o duplo que Leandro Maia escolheu para contar a sua “ilusão autobiográfica”, que se desenvolve em três eixos narrativos interligados: o amor, o humor e a política (crítica social).
Músicas do álbum Palavreio: 01 – Paisagens // 02 – Palavreio  – Músicas do álbum ‘Mandinho’: 03 – Bem Capaz // 04 – Samba da Páscoa –  Músicas do álbum Suíte Maria Bonita e outras Veredas: 05 – Eu Nuvem  – Leandro Maia e Vitor Ramil  – participação especial: Vitor Ramil // 06 – Histórias de Nós Dois  – Marcelo Delacroix e Leandro Maia – Participação especial: Marcelo Delacroix – Músicas do álbum Guaipeca: 07 – Deus na Laje – Pablo Lanzoni e Leandro Maia // 08 – Guaipeca  – Leandro Maia – incluindo trecho do poema Negritodes de Leandro Maia – participação de Maria Falkembach (voz) e Marcelo Callado (bateria) – Música inédita: 09 – LAMPEJO – Kleiton Ramil e João Victor Aiello – Interpretação: Leandro Maia 
 
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O SUL EM CIMA 16 / 2026

1) LIA DE ITAMARACÁ e DAÚDE – Encantador, potente e mágico: estas palavras definem perfeitamente o mar e também se aplicam ao álbum Pelos Olhos do Mar, lançamento do Selo Sesc. Este álbum marca a primeira parceria fonográfica entre Daúde e Lia de Itamaracá, unindo força ancestral e modernidade através das vozes vibrantes de duas mulheres que representam a cultura popular. Produzido por Pupillo e Marcus Preto, o álbum conta com dez faixas que mesclam composições inéditas e releituras de clássicos da música brasileira, celebrando o feminino, a negritude, a resistência, a tradição e o poder da coletividade. 
Com trajetórias distintas, Lia de Itamaracá é uma guardiã das tradições, símbolo vivo da cultura pernambucana, enquanto Daúde, baiana de origem e artista de vanguarda, é pioneira ao unir elementos da negritude e da música brasileira em linguagem contemporânea. As dez canções de Pelos Olhos do Mar formam um mosaico de tempos, ritmos e histórias. O repertório inclui boleros que evocam romantismo, cirandas que reafirmam identidade e composições inéditas.
Músicas: 01 – As Negras  – Chico César // 02 – Santo Antônio da Boa Fortuna  – Emicida // 03 – Pout-Pourri de Cocos – Bar do Hermínio  (Dona Celia do Coco) / Galo Cantou   (Selma do Coco) / Xô, Xô, Meu Sabiá  (Domínio Público) //  04 – Pelos Olhos do Mar  – Pupillo e Otto // 05 – Bordado – Karina Buhr // 06 – Se meu amor não chegar nesse São João  – Mestre Baracho 
 
2) CAROL PEDROSO – Mulher indígena, amazônida de Santarém, artevista socioambiental, cantora, compositora, escritora, vocalista do grupo de mulheres indígenas Suraras do Tapajós e fascinada pela dança, Carol Pedroso lança o seu primeiro EP, “Eu canto minha força, meu lugar”, com direção musical de Manoel Cordeiro e participações especiais de Dona Onete, Lia Sophia, O Som Que Vem Delas e Suraras do Tapajós.
Sobre o EP: Eu Canto Minha Força, Meu Lugar é um projeto musical que traduz minha trajetória como artista, em canções inspiradas na minha ancestralidade, na força das mulheres e na resistência dos povos da floresta. E destaco minhas referências musicais, através de grandes experimentações e colaborações artísticas, como instrumento de transformação e afirmação cultural. O projeto também evoca memórias afetivas, como a homenagem a minha avó Isabel Pedroso, e dialoga com as múltiplas linguagens artísticas que compõem minha vivência artística no cenário cultural, conta a artista. 
Músicas: 01 – Força Feminina  – Carol Pedroso, Janaína Aparecida Figarella Gouvêa e Maria Lídia Aires de Mendonça – part esp. O Som que vem delas e Suraras do Tapajós  // 02 – Carimbó da Beca – Ana Carolina da Cruz Pedroso, Ionete da Silveira Gama e Manoel Cordeiro – part esp. Dona Onete // 03 – Á Belém – Carol Pedroso // 04 – No Batuque de Alter – Carol Pedroso – part esp Lia Sophia 
 
3 – SURARAS DO TAPAJÓS – Formado em 2018 por mulheres indígenas do povo Borari, em Alter do Chão, no Pará, o grupo Suraras do Tapajós tornou-se uma referência nacional ao unir música, ancestralidade, ativismo e afirmação cultural. Surgiu dentro da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, coletivo que faz luta em defesa do meio ambiente e pelos direitos das mulheres dentro do território indígena. Reconhecidas como primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, elas transformaram os palcos em espaços de encontro, memória e resistência, levando suas narrativas para festivais, projetos culturais e eventos em diferentes regiões do país. Suas canções são cantadas em português e nheengatu, língua indígena falada no Baixo Tapajós. O nome ‘Suraras’ é nheengatu e significa ‘guerreira’. 
Músicas: 01 – Da Nascente à Foz  – Carol Pedroso, Adelina Borari, Gilvana Borari e Val Munduruku – “Da Nascente à Foz” é um manifesto contra o avanço do garimpo ilegal na região do Rio Tapajós // 02 – Guerreira Surara  – Ianny Cristhian de Vasconcelos Alves, Keissiane Pereira Maduro e Silvan Galvão dos Santos
 
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