O SUL EM CIMA 24 / 2026

TIM BERNARDES – Martim Bernardes Pereira nasceu em SP em junho de 1991, mais conhecido como Tim Bernardes, é cantor, produtor e compositor. Como integrante, compositor e vocalista da banda O Terno, lançou quatro álbuns, além de dois em carreira solo e de participações em trabalhos de diversos artistas. Tim Bernardes é um nome consolidado na música indie e na nova MPB. Tim Bernardes já se apresentou ao lado de artistas como Arnaldo Antunes, Nando Reis, Tom Zé, Tulipa Ruiz, Gal Costa, Marcelo Jeneci, entre outros. 
Filho do músico Maurício Pereira, Tim Bernardes já bem novo demonstrava interesse pela música e aos seis anos de idade foi matriculado para fazer aulas de musicalização. Cresceu no meio musical do pai, trabalhando como técnico de apoio e acompanhando gravações em estúdios. Com o incentivo de seus pais, entrou para a faculdade de música. Em 2009, ao lado de dois amigos, montaram a banda O Terno. Após cinco anos de estrada, a banda resolveu dar uma pausa em 2017. Durante esse hiato, Tim lança seu primeiro trabalho solo Recomeçar, indicado ao Grammy Latino. Em 2022 lançou seu segundo álbum solo, intitulado Mil Coisas Invisíveis. Tim foi o responsável por compor, produzir e fazer o arranjo das 15 faixas que compõem o trabalho. No ano seguinte, o disco foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum de Música Popular Brasileira.
Em Mil Coisas Invisíveis, o artista e multi-instrumentista Tim Bernardes mostra por que é um dos mais talentosos compositores em atividade no Brasil. Cinco anos após o lançamento de Recomeçar, sua primeira incursão solo em meio à sólida carreira como integrante d’O Terno, Tim voltou aos temas de amor e perda, a travessia da vida e o seguir adiante. Ouvir as canções de Mil Coisas Invisíveis, lançado em 2022, é como folhear as páginas de um livro. São versos autobiográficos, por vezes descritivos, longos e difíceis, como se estruturados para serem desvendados pelo ouvinte. 
Músicas do álbum ‘Mil Coisas Invisíveis’ (autoria de Tim Bernardes): 01 – Nascer, Viver, Morrer  //  02 – Realmente Lindo // 03 – BB (Garupa de Moto Amarela)  // 04 – Meus 26 // 05 – Beleza Eterna- coros por Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 06 – Mistificar 
 
CRISTIAN SPERANDIR – é um jovem pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical nascido em Osório (RS) e apontado como uma das revelações da música do Sul do Brasil. Formado pela UFRGS, ele se destaca como um dos grandes expoentes da música instrumental contemporânea e do jazz no Sul do país, acumulando prêmios e participações de peso ao longo de sua trajetória. 
O álbum musical “Pianista de Oz”, de Cristian Sperandir, foi lançado em maio de 2025. O projeto voltado à valorização do piano na música regional gaúcha também desdobrou-se em um livro homônimo, publicado em julho de 2025. 
Cristian Sperandir herdou de sua família a afinidade musical e começou a interessar-se por música  já muito cedo, e desde então, o aprimoramento é constante. Iniciou seus estudos ao piano com treze anos. Em Osório / RS ingressou na Academia de Música Rima-Aperfeiçoamento onde cursou Linguagem e Estrutura Musical (teoria musical e harmonia gradual) tendo como professor o maestro Paulo de Campos e no piano foi aluno de Nilton Júnior da Silveira e do maestro Carlos Garofalli; em Porto Alegre/RS estudou piano com o maestro Paulo Dorffman e Rafael Vernet. Paralelamente aos estudos, Cristian já atuava como tecladista e arranjador do Estúdio A3, e produzia vários trabalhos em estilos diferentes. 
Cristian Sperandir lançou EPs e álbuns como Bons Ventos, Flachianas, Lado C, Pianista de Oz entre outros. 
Músicas do álbum Pianista de Oz (2025): 01 – Astro Haragano  – Jerônimo Jardim // 02 – Bem de Bem  – Cristian Sperandir – part Paulinho Fagundes // 03 – Boi Barroso  – Domínio Popular // 04 – Prenda Minha – Domínio Popular // 05 – Trova Afiada  – Cristian Sperandir, Lucas Fê e Marcello Caminha Filho – part Lucas Fê e Marcello Caminha Filho // 06 –  Pampiano – Cristian Sperandir 
 
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O SUL EM CIMA 23 / 2026

ANA DERIGGI – Em 2024, chegou nas plataformas digitais “É a Primeira Vez que Isso me Acontece”, o álbum de estreia de Ana Deriggi que, após cerca de 20 anos de carreira como cantora e instrumentista, se revela também compositora. O álbum de inéditas tem produção de Mário Manga, com quem Ana faz dupla no bem-sucedido projeto “O Bom e Velho”, interpretando clássicos do rock dos anos 60 e 70.
“É a Primeira Vez que Isso me Acontece” inclui parcerias de Deriggi com Danilo Moraes, Miguel Vendrasco, Natália Barros, Tad Wagner (EUA), Rodrigo Almar (ARG) e tem a participação especial de Mariana Aydar, Ná Ozzetti, Ricardo Vignini e do Quadril Quarteto de Cordas, entre outros músicos com quem compartilha sua história musical. A mixagem é de Márcio Nigro, Mário Manga e Ana Deriggi, e a masterização é de Homero Lotito. Vocais, violões e quarteto de cordas foram gravados no Trampolim Estúdio, por Fábio Barros. É a primeira vez para Ana Deriggi: o primeiro álbum e o primeiro pacote de composições próprias que se tornam públicas. E isso depois de cerca de vinte anos de carreira, com os altos e baixos característicos do músico brasileiro da noite. De maneira involuntária, essa já longa trajetória parece ter preparado a cantora, compositora e violonista para este momento.
Natural de São Paulo, Ana Deriggi iniciou sua vida musical cedo, aos 3 anos de idade no piano. Se considera musicista autodidata, cujos instrumentos são voz, violão, guitarra e ukulele. Além do formato voz e violão, Ana já se apresentou e tem o gosto por se apresentar com diversos músicos e formações encontrando sonoridades diferentes e grandes mestres no caminho. Já dividiu o palco e participou de vários projetos, tanto em shows como em álbuns e parcerias, com grandes artistas. Entre eles estão Ná Ozzetti, Marcelo Quintanilha, Arrigo Barnabé, Luiz Thunderbird, Lucinha Turnbull, e vários outros artistas. Em paralelo ao trabalho solo, Ana faz dupla com Mário Manga no projeto musical para o YouTube “O Bom e Velho”, em que rearranjam para o formato duo um repertório dos anos 1960 e 1970, focado em rock’n roll, folk, blues e música negra.
Músicas  do álbum  “É a Primeira Vez que Isso me Acontece” :  01 – Vento Sul – Ana Deriggi // 02 – Abençoar – Ana Deriggi e Danilo Moraes  – feat Danilo Moraes (voz e guitarra) // 03 – Miss Quarentina nº 2 – Ana Deriggi   // 04 – Feels Alright – Ana Deriggi e Tad Wagner    // 05 – Gris – Ana Deriggi  // 06 – Quando a música parar – Ana Deriggi e Natália Barros –  participação: Daniel Grajew e Luciano Albo 
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JÉFERSON DANTAS – Jéferson Silveira Dantas nasceu em 1973, é  gaúcho de Bagé/RS, historiador, ensaísta, compositor e músico autodidata. Doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor no Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação da UFSC. Membro e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho (GEPETO) e do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), vinculado ao Departamento de Jornalismo da UFSC. No universo literário, lançou os livros: Suspenso e alheio ou as minhas reticências sinceras e Égab (Ed. Insular, 2015) e um livro de contos (edição própria, 2017) intitulado Essa coisa sem nome. Em abril de 2019 lançou o livro À Beira (Editora Insular) com a escritora e jornalista, Jeana Lexau (pseudônimo de Jeana Laura da Cunha Santos) e o livro Corrosão (2025). 
O álbum ‘O grito da cidade’ é a primeira experiência musical solo de Jéferson Dantas, que lançou em fevereiro de 2013 o álbum “A cada manhã’  com o grupo Casa da Ginga. As canções desse álbum traduzem suas principais influências (Vitor Ramil, Zé Ramalho, Raul Seixas, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Secos & Molhados). 
O álbum ‘O grito da cidade’ foi gravado, mixado e masterizado no R.V. Estúdio Musical, Florianópolis/SC, de outubro de 2021 a janeiro de 2022, por Alex Sandro Batista dos Santos.  Arranjos, violões, guitarras, piano, bateria programada e sintetizadores: Alex Sandro Batista dos Santos / Arte da capa: Jeana Santos
Músicas do álbum “O Grito da Cidade” de 2022 de Jéferson Dantas: 01 – O Grito da Cidade // 02 – Quando a chuva veio // 03 – Olhos invernais // 04 – Tempos de Luta // 05 – Tudo vivido até aqui // 06 – Domingo na Cidade // 07 – Recomeçar
 
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O SUL EM CIMA 22 / 2026

ZÉ CARADÍPIA  – Compositor, cantor, poeta e violonista, Zé Caradípia celebra em 2026, 70 anos de vida e 50 anos de trajetória na música brasileira. Autor de mais de 300 canções, construiu uma obra marcada pela sensibilidade poética, diversidade estética e profundo compromisso com a cultura popular.
Sua canção mais conhecida, “Asa Morena”, eternizada na voz de Zizi Possi, tornou-se um clássico da MPB e figura entre as 100 músicas mais tocadas do século XX no Brasil. Reconhecido por sua contribuição à música e à poesia nacional, Caradípia segue como cronista das pequenas grandes histórias e porta-voz dos “Zés” que constroem o Brasil com arte, trabalho e resistência.
No dia 26 de agosto de 2026, às 20h, o Teatro Simões Lopes Neto, em Porto Alegre, recebe Mais Um Zé – espetáculo que celebra os 50 anos de carreira de um dos mais importantes compositores da música gaúcha e brasileira. A apresentação marca também o pré –  lançamento do Songbook Zé Caradípia, publicação inédita que reúne 25 partituras de canções autorais, letras, histórias, fotografias e recursos de acessibilidade, preservando parte fundamental da obra do compositor.   O livro apresenta obras que marcaram diferentes fases da carreira de Zé Caradípia e preserva um importante acervo da canção brasileira, reunindo histórias, memórias e composições construídas ao longo de cinco décadas de atividade artística. A publicação também oferece recursos de acessibilidade, incluindo QR Codes que permitem acesso às gravações das músicas e ao audiolivro da obra, ampliando o acesso ao conteúdo para diferentes públicos.
No palco, Zé Caradípia interpreta as  canções acompanhado de músicos e convidados especiais: Daniel Castilhos, Elisa Furtado, Fernando Sessé, Grupo Vocal5, Marcelo Carvalho, Maria Lúcia Sampaio, Ricardo Silvestrin, Jefferson Marx e Paulinho Barcellos, reunindo diferentes gerações de artistas em uma celebração da música autoral.
Mais do que um show, Mais Um Zé é um encontro entre música, memória e emoção. Uma homenagem à criação artística, à cultura gaúcha e à força da canção brasileira.
Ao longo de sua trajetória, Zé Caradípia reuniu parceiros musicais em diversas regiões do país — de São Paulo ao Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte a Santa Catarina, passando por Minas Gerais e muitos outros cantos do Brasil — formando uma ampla rede afetiva e criativa que fortalece sua caminhada e amplia o alcance de sua arte.
Músicas do Songbook Zé Caradípia: 01 – Antítese das Sombras  – Zé Caradípia // 02 – Após Bares  – Zé Caradípia // 03 – Azul de Montão  – Zé Caradípia // 04 – Casa de Madeira Morena  – Zé Caradípia e Yuri Victorino // 05 – Curiquinha – Zé Caradípia – part especial: Elisa Furtado // 06 –  Quanto há de tempo?  – Zé Caradípia e Márcio Celli // 07 – Mais Um – Zé Caradípia e Ricardo Silvestrin // 08 – Pintando Falas –  Zé Caradípia // 09 – Senhora Bossa – Zé Caradípia e Reginaldo Mil // 10 – Asa Morena – Zé Caradípia // 11 – Serpente dos Sete Ares  – Zé Caradípia e Galileu Arruda // 12 – Algodão Doce – Zé Caradípia e Zé Aughusto Marques // 13 – Solo de Cuíca  – Zé Caradípia e  Mario Pirata 
 

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O SUL EM CIMA 21 / 2026

LUIZ HENRIQUE

Luiz Henrique Rosa nasceu em 25 de novembro de 1938, na cidade de Tubarão, no sul do Estado de Santa Catarina. Seus pais, Raulino e Alice Rosa, moravam em Imbituba, cidade que não possuía maternidade, assim tiveram que ir à Tubarão para Luiz nascer. Luiz começou a desenvolver sua habilidade musical tocando instrumentos de percussão, até que aos 18 anos, quando vivia em São José, ganhou um violão de seu pai e não parou mais. 
Aos 11 anos foi com a família para Florianópolis, onde estudou no Colégio Catarinense e no Instituto Estadual de Educação. Luiz sempre dizia que Florianópolis era o seu lugar, e foi o primeiro a se designar ‘manezinho da ilha’ com orgulho. Ele foi o primeiro manezinho urbano, transformando um termo pejorativo em um símbolo de identidade cultural. 
Desde cedo, a música foi sua principal forma de expressão. Luiz Henrique também tinha grande vocação para o desenho. Aos vinte anos, foi avisado pela cantora Neide Maria Rosa que o diretor da Rádio Diário da Manhã queria contratá-lo. Luiz começou a trabalhar na rádio, uma das melhores do sul do país na época, logo após a sua inauguração. Logo, ele tinha seu próprio programa na emissora, onde tocava suas composições e sucessos da época, antecipando a ‘bossa nova’ que estava surgindo no Rio de Janeiro com Tom Jobim e João Gilberto. Antes de compor cerca de 200 canções, Luiz Henrique também tocou em festas, bares e bailes. 
Em 1961, Luiz mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou  em diversos nightclubs, incluindo o célebre Beco das Garrafas, em Copacabana. Lá, gravou seu primeiro compacto com duas músicas: “Garota da rua da praia” e “Se o amor é isso”. Em 1963, quando gravou seu primeiro LP, “A Bossa Moderna de Luiz Henrique”, conquistou as paradas de sucesso em todo o país com as canções “Sambou, sambou”, “No balanço do Mar” e “Vou andar por aí”. Seu primeiro LP foi produzido por Armando Pittigliani, que o acolheu no Rio de Janeiro. 
No auge da bossa nova no Brasil, em 1965, Luiz Henrique partiu para os Estados Unidos, onde viveu um período frutífero em Nova York. Lá, conviveu e colaborou com grandes músicos norte-americanos como Stan Getz, Oscar Brown Jr., Billy Butterfield, Bobby Hacket, entre outros,  e com muitos brasileiros como Sivuca, Hermeto Pascoal, Walter Wanderley, João Gilberto e Airto Moreira. Durante o período que permaneceu nos Estados Unidos, Luiz compôs e gravou muitas músicas em diversos LPs. Ele também desenvolveu uma forte amizade com a atriz e cantora Liza Minnelli, que veio a Florianópolis no carnaval de 1979 a convite de Luiz Henrique. Luiz permaneceu nos EUA até dezembro de 1971, quando então voltou à sua amada ilha. Em 1976, Luiz Henrique lançou seu último LP “Mestiço”, com faixas gravadas no Rio de Janeiro e em Hollywood. Infelizmente, em 9 de julho de 1985, ano em que completaria 25 anos de carreira artística, Luiz Henrique morreu aos 46 anos em um acidente automobilístico. 
Em 2003, o músico catarinense Luiz Meira produziu o CD tributo “A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique”, com participação de Martinho da Vila, Ivan Lins, Luiz Melodia, Elza Soares, Sandra de Sá, Toni Garrido e Bia Krieger. No dia 20 de agosto de 2007, foi lançado o documentário “Luiz Henrique no Balanço do Mar”, dirigido por Ieda Beck, que refaz a trajetória do músico. O documentário apresenta participações especiais de Armando Pittigliani, Ricardo Cravo Albin, Roberto Menescal, Ilmar Carvalho, Hermeto Pascoal, Paul Winter, Ron Carter, Liza Minnelli, Flora Purim e Airto Moreira.
Luiz Henrique Rosa deixou um legado inesquecível na música brasileira, influenciando gerações com suas composições e seu estilo único. Sua obra continua a tocar os corações de todos que apreciam a música de qualidade.
Músicas do álbum “A Bossa Moderna de Luiz Henrique” (1964):  01 – Sambou Sambou – João Donato e João Mello // 02 – Balanço do Mar – Zil Rosendo // 03 – Garota da Rua da Praia – Luiz Henrique // 04 – Listen to me (do álbum Barra Limpa – 1967) – Luiz Henrique // 05 – Vivo Sonhando (Dreamer) – (do álbum Barra Limpa) – Tom Jobim // 06 – Florianópolis – Luiz Henrique – com Walter Wanderley – do álbum ‘Popcorn’ de Luiz Henrique com Walter Wanderley (1967) // 07 – Mestiço – Luiz Henrique – do álbum “Mestiço” (remasterizada – 2022)
Músicas do álbum “A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique” (2003): 08 – Sonhar – Luiz Henrique e Raul Caldas Filho – interpretação: Ivan Lins // 09 – Alicinha – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Elza Soares // 10 – Ilha Azul – Luiz Henrique – Interpretação: Sandra de Sá // 11 – If you want to Be a Lover – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Bia Krieger // 12 – I was Afraid – Luiz Henrique e Oscar Brown Jr – interpretação: Toni Garrido // 13 – Ponte Hercílio Luz – Luiz Henrique – interpretação: Martinho da Vila // 14 – Minha Lagoa – Luiz Henrique – interpretação: Luiz Melodia 
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