Letra e Ópera

“Se a vida arde, bate a saudade, dá uma vontade de te ver…” 
Celeste, obrigado por lembrar dessa  parte de BRY que adoro.

Estava assistindo a ópera “Norma” de Bellini. Quem tiver a oportunidade de escuta-la com a soprano Tatiana Seijan, aproveite. Magnífica!

Carricondes e amigos do Blog

Primeiro quero agradecer, de uma maneira geral, as pessoas que tem frequentado meu blog como a Neide, Celeste, Aline, Isana e outros amigos e amigas que me privilegiam. Nem sempre respondo diretamente mas tenham certeza que leio, acompanho os bate-papos e fico grato com seus textos, alguns realmente muito emocionantes.
A pergunta sobre a Cristina Carriconde levou-me por uma deliciosa viagem. Conheço sim a Cristina há bastante tempo e a considero uma grande fotógrafa (vale muito conhecer seu trabalho). Mas antes dela, conheci o seu tio João Carriconde, em Porto Alegre, umas das pessoas mais bem-humoradas e feliz que encontrei até hoje. Convivi com ele intensamente nos anos 70 pois era companheiro de uma
tia, com quem eu morava. Eles tinham uma turma animada. O “Carrica” como ela o chamava (para nós era o Dr. Carriconde – advogado) estava sempre bem disposto para tudo. Quando as vezes me dava carona em seu carro e eu não querendo abusar dizia: “Aqui está ótimo, bem perto da faculdade”. Ele respondia: “Porque? É o carro que está fazendo força, não eu” e ria, ria, ria e acelerava. Era muito divertido. E agora pasme, Cristina, você que é fotógrafa. Sabe o que eu ganhei dele, entre outras coisas? Uma Leica! É! Aquela câmera fotográfica lendária, com equipamento completo. Então essa história de fotografia está no sangue de sua família. E ele era muito exigente com o que fazia. Não era uma máquina qualquer. Era uma Leica! E sabendo que era apaixonado por essa arte, deixou-me esse legado. Do Carrica ficaram lembranças maravilhosas que é o mais importante e que levo vida afora. São pessoas como ele que fazem diferença.

K&K no Kanecão

Nessa foto  deu pra ver que pelo menos estamos nos esforçando…
(Cristina Carriconde, desculpe pois confundi com outra foto sua!)

Carta a Arthur Dapieve

Oi Da Pieve, Fiquei feliz em sentir hoje, lendo Exílios (O Globo), o resgate do amor pelos gaúchos depois de viver há tanto tempo no Rio. Ontem no Canecão onde lançamos o Autorretrato (Kleiton e Kledir) fiquei supreso com a quantidade de sulistas presentes, apesar da chuva fria e do transito caótico. Não tem tempo ruim para a gauchada! Seu artigo ajudou-me a esclarecer esse sentimento de exilados que nos une. É verdade que em qualquer teatro do Brasil onde nos apresentamos sempre há gaúchos por perto (também em Paris onde morei anos 90 e por toda europa). Mas ontem era a maioria de um teatro quase lotado! Não há dúvida que todos buscamos repostas a nosso respeito. De onde viemos…o que somos realmente… Meu avô, como o seu, era também um imigrante, nesse caso da Galícia, Espanha e eu fui o primeiro Ramil que voltou e resgatou esse “elo perdido” com a família espanhola. Tem um primo por lá, também músico como nós, que já ganhou 4 vezes o prêmio de melhor tecladista do ano no país. Certamente você deve ter primos, por ora apenas presumíveis, que escrevam muito bem!Para esse novo trabalho resolvi beber na fonte da fonte, escutando música celta o que me inspirou em algumas frases para o violino, que podem soar pouco brasileiras a ouvidos mais radicais, mas como somos todos na verdade estrangeiros ou “passageiros de algum trem” porque não? O Brasil é país de passado recente, comparado aos europeus, por exemplo. E o Rio Grande do Sul foi um dos últimos estados colonizados. Ou seja: um contingente enorme de “vovôs e vovós”, que falavam uma mistura do português com sua língua natal, vieram de fora desse país. Por isso foi intensa a emoção quando li seu texto porque lembrei desse sentimento forte de estar “longe tão perto” em relação a cultura exuberante do centro do país, quando morava em Pelotas (quase na fronteira sul) e depois em Porto Alegre. Sem dúvida é um outro mundo. O que nos dá liberdade sim de sermos brasileiros, mas também de pertencermos a um tribo formada por exilados vindos de todo o planeta.

Abraços,

De Ramil

Mercedes Sosa

Sentiremos muita falta de Mercedes, de seu talento e de sua infinita generosidade.
Guardaremos em nossos corações momentos maravilhosos que tivemos oportunidade de estar com ela.
Obrigado por tudo querida amiga.

Na festa com Fagner e Zé Ramalho.

O lançamento do “O outro lado de Abbey Road” foi simpático.  Nossa gravação faz parte da Coleção Beatles 69, uma trilogia, e a musica “Every Night” que cantamos está no CD “O outro lado de Abbey Road”.  
Fiquei muito contente de encontrar e conversar com o Fagner que não via há muito tempo. Batemos um papo longo, relembramos coisas dos anos 80, falamos sobre questões atuais da música, e ele acabou contando histórias interessantes do inicio de sua carreira que eu não conhecia. Ele chegou no Rio de Janeiro em 1972 e aí tudo começou realmente para ele quando teve sorte (depois de muita luta em São Paulo e Brasília) em cair nas mãos de Roberto Menescal através de um  gaúcho chamado Sepé (bela coincidência não é?). Assim ele chegou até Nara Leão, Elis e Regina, e outros importantes veículos da arte brasileira naquela época, ficando então conhecido em todo Brasil.  Brinquei com ele que estava em forma, magrinho e mais alto que antes (ironizando pois sempre foi alto) o que o fez rir muito. Aliás eu estava entre gigantes, pois além dele e Kledir, chega depois o Zé Ramalho, mais alto e corpulento ainda (eu com 1m e 75 cm fiquei baixinho perto deles).
Também foi ótimo reencontrar o Zé e ouvi-lo rasgar-se de elogios e sorrisos falando do Autorretrato. Contou que começou a assistir o especial no Canal Brasil e não parou mais. Isso já valeu a noite, porque ouvir elogios vindo desses grandes músicos ( nos dois sentidos) é maravilhoso. 

K&K cantando Beatles

Participamos de um lancamento histórico de 3 CDs  onde vários artistas brasileiros cantam Beatles. Nossa gravação, “Every Night”, está no disco “O outro lado de Abbey Road”. .
O projeto (Coleção Beatles 69) é iniciativa de Marcelo Fróes.
Escutem aqui: