Poema inquieto

O que nos renova a vida

É beleza de alma e mente…

Quem tem alma bonita

É jovem eternamente!”

 

Quem é jovem eternamente

Leva vida serena

O que se leva da vida

É o que na vida se eleva

 

Para recuperar a juventude

A velha alma carece


De um gratuito sorriso

Que o amigo oferece

 

O que a vida leva num abraço


Num beijo,num fim de tarde


Num coração inquieto


Que ama, que sofre a parte

Nosso poema cresce… 

Neide. Está muito bom. Não vamos sofrer com autocríticas dessa vez…O poema só precisa respirar! 

Poema amigo

O que nos renova a vida

É beleza de alma e mente…

Quem tem alma bonita

É jovem eternamente!”

 

Quem é jovem eternamente

Leva vida serena

O que se leva da vida

É o que na vida se eleva

 

Para recuperar a juventude

A velha alma carece


De um gratuito sorriso

Que o amigo oferece

Que bom que vocês gostaram da idéia. Rose já enviou o que aí está. Vamos em frente com nosso poema sem fim…

Bjs e obrigado pelas mensagens.

Kleiton

PS: Sil entrou na lista!

Vamos poetar?

Todos gostaram daquele poema da Celeste não é? Eu também, tanto que escrevi mais algumas linhas. E por isso proponho (lancei a isca mas ninguém pegou, hehehe) que quem quiser, de continuidade ao poema que será um poema sem fim… Ex: Celeste mandou um, eu escrevi, agora a Neide escreve, depois a Isana… etc. Na ordem que quiserem, se quiserem. É apenas para a gente se divertir sem julgamentos. Mas temos que criar uma sequencia fixa para  que duas pessoas não escrevam no mesmo momento… Para não enredar a teia. Podem sugerir? 

Ah! Texto que postei lá nos poemas…
Quero dar boas vindas a Ana Paula.

Seja muito bem vinda sim, como já disseram minhas amigas que estão por aqui há mais tempo.

Obrigado pelas palavras amigas a meu respeito, da dupla, do Vitor e volte sempre.

Costumo não voltar muito para olhar as mensagens de textos antigos. Procuro me ater aos mais recentes. Por isso vou fazer uma proposta, para não perder bons contatos, que procurem sempre postar comentários ligados aos assuntos mais recentes (mesmo que queiram falar de algo que já passou, por exemplo, dos poemas).Será que dá certo?

Aliás, obrigado por tantos textos generosos e de estímulo que tenho recebido.

E voltando aos poemas.
Paramos aqui.
Quem continua? Pode enviar para cá que eu publico. Não esqueçam antes de criar uma ordem…

O que nos renova a vida
É beleza de alma e mente…
Quem tem alma bonita
É jovem eternamente!”

E seguindo…

Quem é jovem eternamente
Leva vida serena
O que se leva da vida
É o que na vida se eleva

E seguindo…

A felicidade

Frio ou calor?

O clima pode fazer as pessoas mais ou menos felizes?

Ontem eu estava em minha cidade natal debaixo de chuvas e trovoadas! Havia feito calor mas o frio voltou com raios e trovões de tirar o chapéu. A inauguração do Estúdio Profissional de Áudio da Universidade Católica de Pelotas, um dos maiores e mais bem equipados do sul do Brasil, estava marcado para as 10,30 hs, no momento exato em que a cidade estava debaixo de uma tempestade. A cidade com ruas inundadas impedia o acesso de muitas pessoas ao local da cerimônia. Na entrada do prédio, a impressão é que seria difícil o evento dar certo, pois os que chegavam pareciam náufragos assustados. Porém quando as portas do Estúdio se abriram e fomos ocupando e nos deliciando com o belíssimo e aconchegante espaço, acusticamente tratado, coberto com bom gosto por tecidos de cores perfeitamente selecionadas, utilizando madeiras corretamente aplicadas, portas especiais e um enorme e belo vidro que separa o aquário da sala viva, tudo mudou. O numero de convidados era maior do que se imaginava e em poucos minutos, com a chegada do Reitor, foi dado início ao cerimonial.

É impressionante como as pessoas tem o dom maravilhoso de abstrair-se de questões paralelas para mergulhar no que realmente interessa. Em poucos instantes o “clima” era outro (lá dentro). Um misto de descontração e cumplicidade com algo sagrado que estava por acontecer, tomou conta de todos. Música tocada ao vivo, por músicos superlativos, violino, violão e percussões, interpretação, intensidade e repertório corretos, foram aquecendo nossos corações suavemente. Mas antes de continuar …

Alguns anos atrás apresentei a Dra. Myriam Cunha, hoje Pró-Reitora da universidade, um projeto de curso para preparar produtores de discos com diploma de nível universitário (produção de trilhas sonoras de filmes, publicidade, gestão de negócios, marketing e legislação na música, direitos autorais…). Ela recebeu a idéia com muito interesse e hoje estamos comemorando com enorme sucesso o terceiro ano de funcionamento que se inicia em 2010, quando haverá uma primeira turma formada. O curso, Tecnologia em Produção Fonográfica*, único no pais em sua abrangência, tornou-se um aglutinador de talentos da região e cresceu transformando sonho em realidade.

Seria sonhar demais ter um estúdio próprio na Universidade para atender os alunos do curso. Mas o Reitor Dr. Alencar Proença, uma pessoa muito positiva e visionária,  abraçou o projeto potencializando-o de tal forma que fomos muito além.

Nos discurso de inauguração do Estúdio Dr. Alencar destacou o acontecimento como um momento histórico para a cultura de nossa cidade e para o sul do Brasil (quiçá para todo o país) e foi extremamente generoso comentando que eu me tornara um símbolo positivo para nossa cidade e que aquela cerimônia não teria acontecido sem minha presença (ele enfatizara várias vezes o assunto quando buscávamos uma data). E finaliza frisando, com toda generosidade do mundo, que eu era na verdade o homenageado daquele encontro. A emoção era tanta em meu coração que eu parecia flutuar de felicidade ouvindo suas palavras. Parecia não caber em meu corpo físico. Diante de tantas autoridades presentes, amigos, mídia local, artistas, alunos do curso, foi difícil evitar que as lágrimas corressem pelo rosto.

Após o espaço ser ritualisticamente abençoado, momento muito bonito, descontração geral.  Entre taças de champagne e brindes entusiasmados, abraços e sorrisos amistosos, uma adolescente,  aluna do curso, revela-me que  sua família é de outra cidade e que se deslocara para Pelotas afim de realizar seu sonho. Como é bom criar esperança para as pessoas…

Depois da longa viagem de volta para casa, agora lembro de tudo com emoção intensa ainda pleno do amor e atenção que recebi.Retomo minha rotina e percebo que há vários  assuntos pendentes e urgentes  para resolver. Mas o Rio está quase nos 40 graus, o sol que grita lá fora e o mar (milenares símbolos a nossa disposição) convidam-me a fazer uma pausa. Um mergulho na água do mar e um pouco de energia solar vai ser muito saudável. Como dizia Aristóteles, o estado de Eukrasia, de boa saúde, reside no equilíbrio entre calor e frio. Na mais completa solidão e anonimato, em contraste com a festa de ontem, porém sentindo-me irmão de toda natureza, dos que compartilham a areia, dos bichos da Mata Atlântica ali ao lado, miquinhos, tucanos, esquilos, sanhaços e pássaros de toda espécie, sem esquecer dos menos belos mas não menos valiosos ouriços-cacheiros, cobras, lagartos e até os mal vistos gambás, morcegos e as corujas, animais noturnos (há pouco salvei uma pequena lagartixa que quase se afogava em minha banheira).

Sim, o sol e o mar, e essa legião de “amigos” também me fazem muito feliz.

Assim concluo que, a felicidade é possível tanto nos climas quentes como nos frios, seja debaixo de  sol escaldante ou mergulhado na maior das intempéries. Desde que haja amor…

*Informações completas do curso no site da UCPEL: www.ucpel.tche.br. Buscar em graduação.

 

 

 

 

Poema celestial

O que nos renova a vida
É beleza de alma e mente…
Quem tem alma bonita
É jovem eternamente!”

E seguindo…

Quem é jovem eternamente
Leva vida serena
O que se leva da vida
É o que na vida se eleva

Feira do Livro e Carnaval

A Academia do Samba vai homenagear Kleiton & Kledir e o pessoal está animado, pelo que tenho lido nas mensagens. Mas Pelotas também tem Feira do Livro nesse momento.
Estou aqui em minha terra natal e enquanto o carnaval não vem, deixo para vocês “sambarem” algumas linhas do poeta Lobo da Costa.

” (…) É tempo de viajares.
Deixarás estes lugares,
Iras vendo novas cenas
Sempre amenas, muito amenas.

O laranjal reverdece,
E ao disco argênteo da lua,
Logo os olhos te aparece
A estrela deserta e nua.”

Primeiro Ato

Para quem gosta de dança, vale a pena assistir o grupo mineiro “Primeiro Ato”. Eles estão circulando o país com várias apresentações e com programas variados. Aqui no Rio ainda podem ser vistos  no Teatro Tom Jobim, no Jardim Jardim Botânico. O espetáculo chama-se “Geraldas e Avencas” e tem trilha sonora de Zeca Baleiro. Suely Machado responde pela direção e coreografia e os bailarinos estão muito Dós acima: afiados, inspirados e animados.

Acompanho a carreira do grupo há mais de uma década e sempre saio feliz e motivado com novas idéias de seus espetáculos. 
Bom programa!

Alma tocada pela ópera Norma

Sou um ser musical antes de literário e normalmente o que me prende em primeiro lugar são as soluções harmônicas e as melodias.
Na Ópera Norma, de Bellini, havia momentos em que percebia enorme beleza estética no conjunto harmônico. Procurava escutar com atenção a relação entre os naipes da enorme orquestra (Orquestra Sinfonica Nacional da Síria  e grande coral). Delicio-me buscando perceber quantos e quais os instrumentos de orquestra que estão em ação (quem sabe um dia possa fazer igual – é uma grande escola). Havia momentos fascinantes de movimentos ritmicos na base harmonica que sustentavam a melodia de forma inusitada. E muito variada. Sim. Bellini não se contentava com a repetição de formas e isso torna o desenvolvimento da obra saborosa em cada conjunto de compassos. As melodias não me surpreenderam tanto e em alguns momentos pareciam mais exercício acrobático para as vozes dos solistas do que própriamente adequadas para transportar o libreto. A compreensão do texto, em italiano, estava comprometida pelas vozes impostadas com técnicas de cantores líricos, portanto minha natural dificuldade de mergulhar em textos cantados ficou ainda mais prejudicada. Porém fiquei saciado e muito impressionado com a força interpretativa da soprano sérvia Tatiana Seijan. Divina! Eu sabia que tratava-se de um drama com morte dos personagens solistas ao final da Ópera o que ajudava. Mas era realmente impressionante a incorporação da personagem feminina na soprano, que se  evidenciava pelo rosto transmutado em sofrimento profundo sagrado. Em muitos momentos em que fiquei hipnotizado pela sua performance passava-me pela cabeça que ela estaria naquele momento, como ninguém jamais havia feito, expressando em forma de música, através da voz que vinha direto de sua alma e daquele olhar indescritível que nada vê, que tudo vê, o sofrimento existencial de toda a humanidade que até hoje não entende seu significado. 



A regência é de Riccardo Mucci. 
Teatro Romano de Bosra (ruínas do imperio romano) – Síria

História de Aline Mariano.


Aconteceu uma coisa muito estranha ontem. Fui a um churrasco (churrasco para os outros pois não como carne) e levei meu CD Atorretrato para mostrar aos amigos, todos adoraram, muitos nem conheciam a dupla enfim, foi uma festa com o CD. Depois da algazarra, o guardei na minha bolsa, a deixei em uma cadeira e fui fazer a social. Na hora de ir embora fui pegar a chave do carro e me surpreendi com um volume a menos dentro da bolsa. “Cadê meu CD?!” Procurei, perguntei e nada. Tudo bem, pelo menos o surrupiador tem bom gosto, espero que aproveite e escute muito. Já em abstinência, saí hoje para comprar outro e quem disse que eu achei? Vou ter que encomendar. Estou desiludida… Pelo menos ainda tenho o DVD