
O Grupo Chão de Areia nasceu no litoral norte do Rio Grande do Sul e vem fazendo, ao longo dos seus mais de 20 anos de carreira, um resgate da viola do sul do Brasil, instrumento que foi por muitos, esquecido na tradição gaúcha. O Grupo Chão de Areia é composto por Mário Tressoldi, Chico Saga e Flávio Júnior. Os integrantes começaram suas trajetórias artísticas acompanhando grupos de danças tradicionais gaúchos e hoje acumulam premiações em diversos festivais de música nos estados do Sul e Sudeste do país. O Grupo lançou em 2011, o álbum “Quem Somos Nós” e em 2021 o EP “Nos Sons do Litoral”. Eternizar memórias, construir legados e inspirar as próximas gerações a valorizar e enriquecer a cultura local foi o objetivo do projeto ‘Nos Sons do Litoral’, lançado em 2021. O trabalho reuniu artistas e compositores convidados que representam as diferentes inspirações étnicas dos municípios da costa do Rio Grande do Sul. O projeto foi realizado em 2021 pelo edital Criação e Formação Diversidade das Culturas do Governo Federal, governo do Estado do Rio Grande do Sul e Fundação Marcopolo, executado a partir da Lei Aldir Blanc. Idealizado para comemorar os 19 anos de existência do Grupo Chão de Areia, o projeto Nos Sons do Litoral é composto por EP, 7 video clipes e um video documentário sobre a música feita no litoral norte do Rio Grande do Sul. Músicas do projeto ‘Nos Sons do Litoral’: 01 – Pescador de Sonhos – Mário Tressoldi e Chico Saga – Part Tribo Maçambiqueira // 02 – Somos o Litoral – Nilton Júnior – part Nilton Júnior e Márcia Freitas // 03 – Recanto da Minha Gente – Chico Saga, Jaime Brum Carlos e Mário Tressoldi // 04 – Castelo de Areia – Mário Tressoldi e Chico Saga – part Carlos D’Lucka // 05 – Litorâneo – Mário Tressoldi e Chico Saga – part Indio Rufino // 06 – Quilombola – Chico Saga e Mário Tressoldi – part Loma // 07 – Um Terno pela Paz – Mário Tressoldi, Carlos Catuípe, Ivo Ladislau e Vaine Darde – part Monycah Ramos e Juliano Gonçalves
Loma – Loma Berenice Gomes Pereira nasceu em Recife, de pai pernambucano e mãe de Santo Antônio da Patrulha. Mas com dois meses já estava em Porto Alegre. Desde o grupo escolar sempre cantou, e a chance da carreira musical veio em 1973, quando passou a integrar o grupo Pentagrama, liderado por Ivaldo Roque e Jerônimo Jardim, primeiro a mesclar samba e música nativista. Depois de participar da Califórnia da Canção e gravar um disco com o grupo (1976), Loma foi tentar a sorte no Rio de Janeiro. Estudou música, participou como vocalista em discos de Gilberto Gil, Alceu Valença e Elza Soares, entre outros, voltando a Porto Alegre em 1983 para fazer seu primeiro disco. Entre idas e vindas, três anos depois resolveu entrar com força nos festivais. Um dos destaques da sua carreira foi com o Cantadores do Litoral, que divulgou pelo Brasil e Portugal o legado afro-açoriano no Rio Grande do Sul. Entre os discos lançados estão ‘Loma’, ‘Um Mate por Ti’, ‘Loma – Além Fronteiras’ e ‘Ziguezagueando’. Com recursos provindos do edital de Cultura Aldir Blanc, ‘Loma Preta Gaúcha’, o quinto rebento solo de sua discografia, reúne no repertório um conjunto de canções cuja vibrante musicalidade derrama-se em valsas, chacareras, milongas e reggae. ‘Já as letras versam sobre meio ambiente, mulheres, povos indígenas e comunidades afro-brasileiras. Ou seja, temas que resgatam a tradição, mas que, por outro lado, seguem relevantes na contemporaneidade’, ressalta a cantora. O novo álbum de Loma Solaris chegou às plataformas digitais no dia 08 de maio de 2026, reunindo parcerias e reafirmando a trajetória da artista. Nesses 50 anos de carreira, ela já foi Loma, Loma Pereira, e recentemente assumiu o sonoro Loma Solaris. A nova alcunha por ela agora assumida é repleta de significados. O mais imponente deles reflete justamente no resgate da história da cultura negra – dentro do cancioneiro regional sul-riograndense – promovido por ela no projeto Loma Preta Gaúcha. ‘Trata-se de uma obra essencialmente preta, enaltecendo e reafirmando em suas letras e melodias o vínculo do Rio Grande do Sul com a música latino-americana’, define a artista. ‘Quis fazer um trabalho rico de conteúdo cultural e popular com o que apurei das questões rítmicas afro-gaúchas, afro-açorianas e afro-litorâneas e também do nativismo’, explica Loma, um dos nomes fundamentais da música do estado. Músicas do pgm (do álbum Preta Gaúcha): 01 – Cantigas de Mar – Ivo Ladislau e Carlos Catuípe // 02 – O Trigo – Oliveira Silveira e Vladimir do Nascimento Rodrigues // 03 – Gira das Ialodês – Loma Pereira e Thalma de Freitas – part Glau Barros, Marietti Fialho, Neuro Jr, Nina Fola e Tamiris Duarte // 04 – Caminhada – Colmar Duarte e Sérgio Rojas // 05 – Clara Clareou – Jerônimo Jardim – part Arthur de Faria //06 – Valsa dos Vagalumes – Nilton Junior da Silveira, Adriano Sperandir e Cristian Sperandir