Ela morava na casa em frente. Linda. 25 anos talvez? Morava com sua mãe e alguns animais, cães pequenos na maioria.
A casa era toda envidraçada o que permitia vê-la circulando, o suficiente para me deixar apaixonado. Um belo dia tomei coragem e entrei. Ela me recebeu muito bem sem suspeitar de minha paixão. Sua mãe também era cordial e receptiva.
Depois de alguma convivência joguei-me sobre ela, um dia, e a beijei com vontade. Fui um pouco estabanado e quase caímos em cima da mesa, pelo impulso que tomei. Fui até o quintal onde cães vinham de todo lado. Consegui ficar calmo, apesar de ser um estranho entre eles.
Um novo beijo selou nossa relação. Fiquei mais tranqüilo. Ela porém,estava um pouco diferente, sua boca era menor, suas feições levemente alteradas. Parecia outra pessoa. Então fez a pergunta: “Porque você no primeiro beijo estava tão agitado?”. Fiquei em silêncio pensando que sentira vergonha de expressar minha atração por ela, foi um impulso, quis beijá-la de repente… Mas não falei nada.
Voltei para casa onde morava com um tia em uma ampla casa. Antiga, misteriosa. Ela chegou da rua e perguntou o que eu andava fazendo. Disse apenas que havia feito amizade com as vizinhas em frente e que elas me mostraram vários animais diferentes (creio que havia outros bichos pequenos além de cães).
Mais tarde caminhei para encontrar minha musa em um curso que fazia na mesma rua, mais adiante. Cheguei lá e falei com algumas pessoas. O pessoal era simpático, mas não fiquei muito tempo por ali, pois não a encontrei. Tinha coisas a fazer. Havia chovido e havia poças de água por todo lado. Não estava fácil de andar.
A última lembrança que tenho desse sonho é que caminhava, sem destino definido, mas carregava comigo o sentimento pleno da musa que sempre estaria comigo.