O SUL EM CIMA 19 / 2025

ANTONIO ADOLFO e RENATO TEIXEIRA – Celebram parceria apadrinhada por Fagner no álbum Combinados e trazem convidados muito especiais. Primeiro álbum de Antonio Adolfo com Renato Teixeira, Combinados chegou ao mundo em 28 de março, graças a uma gafe de Fagner. Habituado a compor com Teixeira através do whatsapp, Fagner mandou para o parceiro pelo aplicativo de mensagens o esboço de música feita no piano. Teixeira pôs a letra na melodia e a devolveu para Fagner. Só que Fagner não reconheceu a melodia como sendo dele. Conversa vai, conversa vem, a confusão foi desfeita quando Fagner se deu conta que enviara para Teixeira uma música de Antonio Adolfo destinada a ser letrada pelo poeta Fausto Nilo. A partir da gafe de Fagner, Antonio Adolfo e Renato Teixeira ficaram amigos e desenvolveram parceria que gerou o cancioneiro inédito apresentado no álbum Combinados, editado pela gravadora Kuarup em edição digital e no formato de CD com capa criada pelo designer Bento Andreatto. 
Pianista, arranjador, produtor e educador, Antonio Adolfo cresceu em uma família musical no Rio de Janeiro. Como músico, arranjador e produtor musical gravou com alguns dos nomes brasileiros mais representativos, além de ter lançado mais de 25 álbuns sob o seu nome. Como educador, tem sido pioneiro no ensino da música popular, especialmente a música brasileira, em todo o mundo, Em 1985 criou sua própria escola no Rio, o Centro Musical Antonio Adolfo, que acaba de completar 40 anos de existência. 
Nascido em Santos em 20 de maio de 1945, o cantor, compositor, violonista e violeiro Renato Teixeira chega em 2025 aos 80 anos, em ritmo intenso de produtividade, como o mais elegante artesão da canção folk de cepa brasileira. A obra reflete a vivência do artista que passou a infância em Ubatuba e atravessou a adolescência em Taubaté  – cidades do interior paulista – antes de migrar para a miscigenada capital do estado de São Paulo, onde reside com o status de ser uma grife no universo musical do Brasil rural.
Músicas (de autoria de Antonio Adolfo e Renato Teixeira): 01 – Navega Navegante – Part Carol Saboya // 02-Catador de Rimas -Part.Zeca Baleiro// 03 – Cantadores Foliões – part Elba Ramalho// 04 -Futuros Antepassados – Part Pedro Mariano// 05-A Casa da Minha Avó-Part Oswaldo Montenegro// 06-O Tempo cuidará de tudo – Part Roberta Campos
SONYA – A cantora Sonya está lançando o álbum “Da saudade boa”, o segundo de sua carreira solo, com músicas inéditas, regravações, mas, sobretudo, canções que fazem parte de sua memória, suas melhores lembranças. O álbum de Sonya é, antes de tudo, afetivo. O trabalho chegou às plataformas digitais em fevereiro de 2025. 
Em cena desde 1965, ano em que formou o grupo carioca Mensagem com Luiz Carlos Sá e Sidney Miller (1945 – 1980), Sonia Maria Romaguera Ferreira foi uma das vozes do Quarteto em Cy  por 54 anos. Sonia Ferreira cantou com o quarteto o Brasil que reverbera no álbum solo Da saudade boa, disco formatado com refinados arranjos do violonista Luiz Claudio Ramos, maestro de Chico Buarque. O repertório tem mesmo tudo a ver com a saudade. Saudade de lugares, de épocas, de pessoas – amigos, colegas da música, mestres. Das 13 faixas do álbum, 11 contaram com arranjos do maestro e violonista Luiz Claudio Ramos. Dele e Chico Buarque, Sonya gravou “Outra noite” e conseguiu a façanha de convencê-lo a cantar com ela.
Entre as músicas inéditas, estão “Dois tons”, de Fernando Leporace, que também fez o arranjo, e Celia Vaz; “Abertura dos portos” (Zé da Lata/Espigão), que abre o álbum; e, justamente, a música que dá título ao trabalho, “Da saudade boa”, de Miltinho e do saudoso Magro Waghabi, do MPB4, amigos da vida de Sonya. 
“Essa gente toda, esse povo todo, muitas dessas músicas são com aqueles meus amigos que começaram a carreira comigo e outras são canções que sempre gostei de ouvir”, revela Sonya, artista forjada nos afetos que cultiva, com talento raro, amigos “Da saudade boa” e transforma tudo em arte neste álbum.
Músicas: 01 – Abertura dos Portos-Zé da Lata e Espigão -part Zé da Lata // 02 – Samba da Aurora-Luiz Carlos Sá// 03 – Outra Noite-Luiz Claudio Ramos e Chico Buarque-part Luiz Claudio Ramos// 04 – Dois Tons-Fernando Leporace e Celia Vaz// 05-Da Saudade Boa-Miltinho e Magro Waghabi-Part Miltinho (mpb4)// 06-Ao Amigo Tom – Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Osmar Milito -part Quarteto do Rio,grupo descendente do histórico grupo Os Cariocas. 
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O SUL EM CIMA 18 / 2025

BIANCA GISMONTI TRIO – Em 2017, Egberto Gismonti completou 70 anos e sua filha, a pianista Bianca Gismonti, sentiu que a maior homenagem e o maior presente seria o de tocar a sua música. “Foi um período de intensa emoção, já que as suas composições traduzem parte da minha história pessoal. Desde o meu nascimento – e até hoje – venho acompanhando de perto as suas infinitas sementes desabrocharem em árvores grandiosas”, conta a artista.
O Bianca Gismonti Trio gravou “Gismonti 70” com Bianca ao piano e voz, Julio Falavigna, na bateria, e Antonio Porto, no baixo de seis cordas e violão. Misturaram repertório de diferentes períodos da obra composicional de Egberto; incluindo canções emblemáticas, como “O Sonho” (gravado por Elis Regina) e eternas referências instrumentais, como “Palhaço” e “Lôro”. O álbum “Gismonti 70” – gravado em 2018 em Budapeste – seria mixado (e lançado) em 2020, mas a pandemia atrapalhou os planos. Só em 2024, Bianca finalizou o projeto registrando as fotos que ilustram o trabalho. “Eu queria que as fotos fossem feitas no ambiente onde morei com meu pai até os 18 anos e aonde ele vive até hoje, que é o seu canto de silêncio e grandiosidade; como um museu de arte da própria vida”, revela Bianca.

Músicas: 01 -7 Anéis – Egberto Gismonti // 02 – O Sonho-Egberto Gismonti // 03-Don Quixote – Auto Retrato – Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro // 04-Lôro – Egberto Gismonti // 05-Saudações – Egberto Gismonti e Paulo César Pinheiro

THEO BIAL – Aos 27 anos, voluntariamente filiado à bossa nova  mas também muito identificado com o samba, Theo Bial chega ao terceiro álbum da carreira solo com um projeto de intérprete. Depois de “Vertigem” (2022) e “Neo-Bossa” (2023), o cantor e compositor carioca se joga em releituras de Chico Buarque, um nome que carrega fortes laços bossanovistas, mas que sempre, assim como João Gilberto, se viu fazendo samba. “Theo canta Chico” é o nome do álbum, que foi lançado em todas as plataformas digitais em junho / 2025. No novo disco, “Theo canta Chico”, ele está acompanhado por dois jovens músicos também cariocas: o amigo e parceiro Raoni Ventapane e seu irmão Guido Ventapane, netos de Martinho da Vila. A gênese do projeto foi um show na Casa da Glória, Rio de Janeiro, em 2019, com canções de Chico Buarque e Tom Jobim. Na época, já com trajetória como músico “da noite”, Theo incorporou a seu repertório “Homenagem ao Malandro”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê” e “Essa Moça Tá Diferente”. Os shows de lançamento no Brasil foram no Blue Note São Paulo, em 4 de julho . Em seguida, Theo começa a mostrar sua música internacionalmente, com dez apresentações no Japão.Theo começou a estudar violão aos 10 anos, para tocar pop/rock e canções de Tim Maia. Mais tarde, evoluiu em direção à soul music e sentiu um estalo ao se deparar com o repertório de Djavan. Foi estudar no exterior (um curso de verão no Berklee College, em Boston), onde viu a força da bossa nova. Acompanhado por grandes músicos de outras gerações (Adriano Giffoni, Adriano Souza) e representantes de linhagens nobres do samba, o álbum traz participações especiais de jovens talentos como o cantor Vidal Assis e o violonista Vinícius Guimarães. “Theo Canta Chico” foi gravado no Estúdio Fibra, no Estúdio La Maison e no Estúdio Toca do Ogrow. Direção artística: Martinho Filho, Analimar Ventapane e Mart’nália,  Produção Musical e Fonográfica: Theo Bial  –  Músicas (de Chico Buarque): 01 – Homenagem ao Malandro // 02 – Essa Moça tá Diferente // 03 – Folhetim  // 04 – João e Maria // 05 – Samba do Grande Amor  // 06 – Cotidiano // 07 – Quem te Viu, quem te vê // 08 – Apesar de Você 

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O SUL EM CIMA 17 / 2025

Vanessa Moreno –  Vencedora do Prêmio Profissionais da Música Brasileira em 2017 e 2018 na categoria ‘Cantora’, e em 2021 como ‘Cantora’ e também ‘Autora’, Vanessa se destaca como uma das maiores revelações musicais no Brasil. Participou de diversas gravações e shows com artistas da música brasileira, como Gilberto Gil, Edu Lobo, Rosa Passos, Mônica Salmaso, Maria Gadú, Criolo. Durante a pandemia, Vanessa passou a fazer vídeos em duo com artistas e apresentações virtuais extraindo sons de objetos cotidianos, destacando-se e ganhando alcance nas redes sociais. Sua discografia inclui “Vem Ver” (2013) e “Cores Vivas – Canções de Gilberto Gil” (2016)” com Fi Maróstica, o CD solo “Em Movimento” (2017); em duo com o pianista paraibano Salomão Soares “Chão de Flutuar” (2019) e “Yatra-Tá” (2021), os CD’s solo “Sentido” (2021) e “Solar” (2023).

Salomão Soares – Nascido e criado em Cruz do Espírito Santo, interior da Paraíba, e atualmente morando em São Paulo, Salomão é pianista, arranjador e compositor. Vem se destacando como uma das grandes revelações da nova geração de instrumentistas brasileiros e já dividiu palco com nomes marcantes da música brasileira como Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Hamilton de Holanda, Leny Andrade, Filó Machado, Renato Braz, Mônica Salmaso, Itiberê Zwarg, Arismar do Espírito Santo, Toninho Ferragutti (com quem gravou um disco em duo), entre tantos outros. É vencedor do Prêmio MIMO Instrumental 2017, finalista do Piano Competition no Festival de Montreux 2017 – Suíça e vencedor do Prêmio Novos Talentos do Festival Savassi 2018, em Belo Horizonte (MG).

Salomão Soares & Vanessa Moreno se reencontram em estúdio no álbum ‘Outros Ventos’, reafirmando a força e a sensibilidade de uma parceria que, ao longo dos anos, tem renovado a linguagem da música brasileira contemporânea. O disco traz releituras afetivas de clássicos do cancioneiro nacional, atravessadas pela estética personalidade do duo: o virtuosismo sutil de Salomão ao piano e a interpretação visceral e precisa de Vanessa. O álbum Outros ventos refresca temas recolhidos no cancioneiro da MPB, como Drão (Gilberto Gil, 1982), a reboque da inventiva harmonia de cantora extremamente afinada que doma o ritmo – usando inclusive a voz como instrumento de percussão – com pianista de levadas percussivas e toque tão serelepe quanto modernista. Outros Ventos é uma celebração da música brasileira e da cumplicidade artística entre dois dos nomes mais inquietos e expressivos da cena atual.

Músicas (do álbum ‘Solar’ de Vanessa Moreno): 01 – Girassóis  – Vanessa Moreno // 02 – Pedra do Sol  – Vanessa Moreno e Dani Gurgel // 03 – Solar  – Vanessa Moreno  Músicas do álbum ‘Outros Ventos” de Vanessa Moreno & Salomão Soares: 04 – Vento de Maio  – Telo Borges e Marcio Borges // 05 – Drão  – Gilberto Gil //  06 – Sapato Velho  – Mu Carvalho, Claudio Nucci e Paulinho Tapajós // 07 – Béradêro  – Chico César  – feat Chico César // 08 – Samba de Mulher  – Joyce Moreno e Léa Freire  // 09 – Um dia, um adeus  – Guilherme Arantes // 10 – Canto de Xangô  – Baden Powell e Vinicius de Moraes // 11 – Tatá Engenho Novo  – tema de domínio público em adaptação de Marlui Miranda 

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O SUL EM CIMA 16 / 2025

5 A  SECO – Com o lançamento do novo álbum, Sentido, 5 a seco convida o público para um reencontro há muito tempo esperado. Composto por Vinícius Calderoni, Tó Brandileone, Pedro Viáfora, Pedro Altério e Leo Bianchini, o coletivo entra em turnê em 2025 com uma série de shows que comemora a nova fase do grupo.  O lançamento do álbum  marcou o retorno da banda após cinco anos sem shows ou gravações. O álbum foi produzido por Tó Brandileone e gravado entre fevereiro e julho de 2024. A produção chegou às plataformas de música em novembro de 2024. 
O novo disco ‘Sentido’ abre com a música “Comédia de Enganos”, que foi escrita originalmente para a trilha de “Museu Nacional [Todas as Vozes do Fogo]”, peça que Vinicius Calderoni escreveu e dirigiu em 2022 para o grupo carioca Barca dos Corações Partidos.   Uma canção forte, que ganha ainda mais peso com a participação especial de Chico Buarque. Inteiramente inédito, o repertório autoral é composto por 15 músicas que, de forma implícita ou explícita, versam sobre o tempo. 
“Esse é o repertório mais maduro da história do 5 a seco. Abordamos temas que não tinham sido explorados com profundidade na história da banda”, diz Tó Brandileone sobre Sentido. “O álbum fotografa um amadurecimento que está expresso no repertório, no assunto das canções, na elaboração dos arranjos… o que fazemos, afinal, se move junto com a gente”, completa Vinicius.
Músicas: 01 – Comédia de Enganos –  Alfredo Del Penho, Beto Lemos e Vinicius Calderoni  – feat Chico Buarque // 02 – Plano A –  Tó Brandileone, Celso Viáfora e Vinicius Calderoni // 03 – A Vida que pode Ser  –  Leo Bianchini e Vinicius Calderoni // 04 – Ela Apareceu – Pedro Viáfora // 05 – Céu de Dentro  – Pedro Altério, Leo Bianchini e Pedro Viáfora // 06 – Sigamos – Pedro Altério e Pedro Viáfora
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BÁRBARA RODRIX – convida os ouvintes a adentrarem seu universo onírico no novo EP Ar. Após uma turnê pelo Brasil no final de 2024 e o lançamento do single homônimo, a cantora e compositora lança seis faixas inéditas em novo EP pelo selo Pequeno Imprevisto.
Após antecipar sua nova fase com o single “Ar“, a cantora e compositora Barbara Rodrix lança o EP completo que leva o mesmo nome. Radicada em Lisboa, Barbara imprime sua assinatura melódica e sua voz doce em faixas que exploram a transformação e a leveza. Produzido por Raul Misturada, o trabalho traz arranjos etéreos com camadas delicadas de violão tenor e trompete. O EP é um mergulho sensível por atmosferas íntimas e flutuantes. As seis faixas formam uma narrativa emocional que se move entre a introspecção e a esperança, entre o mistério do que se cala e o desejo de continuar. Com Ar, Barbara Rodrix reafirma sua identidade como artista que transita com naturalidade entre o sonho e o chão, entre o simples e o sofisticado. Um voo delicado, mas firme, por canções que sussurram mais do que dizem – e, ainda assim, dizem tanto.
Ficha técnica: composição, voz e violão em todas as faixas: Barbara Rodrix; trompete: Diogo Duque; produção musical e violão tenor: Raul Misturada; mixagem e masterização: Tó Brandileone  
Músicas (Todas de autoria de Bárbara Rodrix): 01 – Silêncio // 02 – Santuário // 09 – Ser // 10 – Não Quero muito Mais // 11 – Ar // 12 – Medo 
 
Para encerrar essa edição especial de O Sul em Cima, vamos ouvir o single ‘Mais que Tudo’ do nosso apresentador MÁRCIO CELLI 
 
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O SUL EM CIMA 15 / 2025


SAMANTHA SCHMÜTZ & ADRIAN YOUNGE – Famosa no Brasil por seu talento no humor e na atuação, Samantha Schmütz está dando novos passos na carreira artística. Morando em Los Angeles nos Estados Unidos há cerca de dois anos, a atriz e cantora se dedica a um novo e empolgante projeto musical. Samantha gravou um álbum nos Estados Unidos e notou uma maior abertura para receber seu trabalho musical, já que as pessoas não conhecem seu lado de humorista.  O trabalho conta com a participação de profissionais do projeto Jazz Set, comandado pelo compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor musical  Adrian Younge, uma das lendas do jazz mundial. O álbum Samantha & Adrian tem previsão de lançamento em julho de 2025. “As músicas que estou fazendo com Adrian tem mais espaço lá, mas também é admirado aqui e pode se tornar popular. A música encontra seu público, somos músicos independentes, não temos a força da mídia, mas somos guerreiros e vamos impulsionando”, acrescentou.
Músicas (Samantha Schmütz e Adrian Younge): 01 – Nossa Cor // 02 – Depois do Amor // 03 – Samba Canção 
 
RENATO PANTERA – é cantor, compositor, músico , produtor musical e multiartista. Suas influências musicais vêm da Música Popular Brasileira (MPB) e suas diversas tendências e misturas rítmicas e melódicas como Jazz, Blues, Soul, Reggae, Samba, Rock, Pop e outras tendências musicais e experimentais. Hoje, vivendo há mais de 30 anos na Alemanha, se apresenta com crédito junto ao público brasileiro e europeu diversos que na Alemanha vivem.  Renato já fez e faz turnês em vários países da Europa como Portugal, Itália, Espanha, Polônia, Bélgica, Holanda, Suíça, Áustria, entre outros países.
Músicas: 01 – Nada Mudou – Renato Pantera  – a faixa propõe uma profunda reflexão sobre o estado atual do mundo, seus conflitos, desigualdades e contradições // 02 – Deu Pra Ti – Kleiton Ramil e Kledir Ramil – Deu Pra Ti, uma canção icônica da dupla Kleiton e Kledir, ganha uma nova leitura nas mãos de Renato Pantera, que consegue trazer profissionalismo e cativar o público ao capturar a essência da música original com seu próprio estilo e sua voz bem impostada, afinada, swingada. O arranjo muito bem feito é assinado por Teco Fuchs e os excelentes backing vocais de Nanna Tribuzzy e Dalmo Medeiros fazem somados, com que a melodia, letra e ritmo se transformem em uma experiência musical única e envolvente.
 
GRECCO BURATTO – é músico, compositor, produtor musical e poeta. Nasceu em Caxias do Sul e foi criado em Taquara (RS). Começou a estudar violão aos sete anos de idade; aos 18, se mudou para Los Angeles (Califórnia/EUA) onde se formou musicista no Guitar Institute of Technology. Acompanhou diversos artistas em palcos, turnês e gravações: Gwen Stefani, Lionel Ritchie, Roberto Carlos, Shakira, Gustavo Santaolalla, Sergio Mendes, Airto Moreira, Flora Purim, entre outros. Escreveu e gravou trilhas para filmes e seriados de televisão . “Essas coisas todas”, seu primeiro disco solo, lançado em 2014, foi considerado um dos dez melhores discos latinos do ano pelo jornal Los Angeles Times. Grecco Buratto lançou em outubro / 2023 o livro “Só Palavras” editado pela Editora Versiprosa  junto com o álbum “Sem Palavras”. “Sem Palavras” é o seu segundo disco solo, e cumpre com sua missão. Que é a de trazer paz e tranquilidade ao ouvinte. ‘Só palavras’ e ‘Sem palavras’ são duas metades que se complementam, mas são, ao mesmo tempo, independentes; podem ser apreciadas e desfrutadas juntas ou separadamente.
Novo Single – Império dos Sentidos  – A letra fala sobre alguém que pede um abraço, ajuda, em um momento de vulnerabilidade. Um ombro pra encostar a cabeça e talvez chorar, um colo para deitar, dormir e descansar. Um momento de silêncio e trégua do império de sentidos e sensações com o qual interagimos a cada segundo de cada dia. O refrão invoca imagens de kamikazes a um passo do paraíso, astronautas saltando ao infinito onde a dor não existe e nossos personagens se encontram em segurança. O arpejar hipnótico do violão serve como uma âncora de onde o arranjo se desenvolve, incorporando texturas delicadas de piano, inspiradas em uma improvisação com o tecladista Marc St. Regis, percussão dos colaboradores de longa data Sandro Feliciano e Gilmar Gomes, cordas, sintetizadores e backing vocais de Caro Pierotto.  (trechos do release do novo trabalho) – Músicas 01 e 02 (de Grecco Buratto) do álbum ‘Essas Coisas todas’: 01 – Essas Coisas Todas // 02 – Só Uma Chance // Músicas 03, 04 e 05 (Grecco Buratto) – do álbum ‘Sem Palavras’: 03 – Last Days // 04 – The Glimpse of a Fleeting Moment // 05 – Paz // 06 – Império dos Sentidos – novo single de Grecco Buratto
 
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O SUL EM CIMA 14 / 2025

 
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de BETO SCOPEL e PROJETO CCOMA
 
 
BETO SCOPEL lança “O Sul In Lofi” um tributo ao cancioneiro urbano gaúcho
O trompetista, compositor e produtor musical Beto Scopel apresenta seu mais novo trabalho autoral, “O Sul In Lofi”, um álbum 100% independente criado em home studio que reinventa clássicos da música urbana gaúcha através da estética LoFi. Gravado, arranjado e executado integralmente pelo artista, o projeto utiliza ferramentas de áudio inovadoras para extrair e ressignificar as vozes originais, fundindo-as com batidas eletrônicas, linhas de baixo profundas e seu característico trompete melancólico em uma produção que une tradição e modernidade.
“O Sul In Lofi” é uma experiência imersiva que transporta o ouvinte pelas diversas paisagens do Rio Grande do Sul. Das serras às coxilhas, dos centros urbanos às estâncias, cada faixa traz elementos que remetem à identidade cultural urbano do estado: o clima frio e os dias cinzentos refletidos nas texturas ambientais, a nostalgia das composições traduzida em grooves relaxantes e a modernidade do LoFi combinada com a música urbana gaúcha. “O Sul In Lofi” representa a resistência da produção musical independente e a capacidade de reinventar o cancioneiro regional com sensibilidade e técnica, provando que grandes obras podem nascer da combinação entre talento artístico e domínio tecnológico.
Roberto Scopel é trompetista desde os 10 anos de idade quando começou sua trajetória musical influenciado por sua família de músicos. Nascido em Caxias do Sul/RS, iniciou os estudos musicais em 1990, tendo como primeiro professor e incentivador Gerson Thomas de Carvalho.
Atuando com diversas formações entre eles grupos de câmara, big band e bandas de estilos populares por exemplo The Hard Working Band, Frank Jorge e TNT, Pública, Tonho Crocco e Funkalister onde participou da gravação de Cds e de DVD ao Vivo, também integrou o grupo de jazz Free Note Jazz Quartet onde compôs e gravou um disco em 2002. Atualmente é produtor musical da Tum Tum Produções e trompetista do Projeto CCOMA e do Quimetais e primeiro trompetista da Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul. É curador do projeto Tum Tum Instrumental.     
Músicas: 01 –  Telhados de Paris  – Nei Lisboa // 02 – Foi no mês que vem  – Vitor Ramil // 03 – Pra ser Sincero  – Humberto Gessinger – com Engenheiros do Hawai // 04 – Paixão – Kledir Ramil  com Kleiton & Kledir  // 05 – Nuvem Passageira  – Hermes Aquino // 06 – Os Segundos – Dimitrius Gutierrez, Juliano Cortouis, Vinni Gutierrez   – com Cidadão Quem // 07 – Preserve – Ultramen // 08 – Lua Cheia – Leo Henkin – com Papas da Língua // 09 – Nunca Diga – Frank Jorge 
 
PROJETO CCOMA – formado pelo trompetista Roberto Scopel e pelo percussionista e produtor Luciano Balen, a dupla tinha como matéria-prima a música produzida eletronicamente, utilizando-se de elementos orgânicos como percussão, trompete, flugel horn, e acordeom. Tem quatro álbuns lançados – Das CCOMA Projekt em 2009,  Incoming Jazz em 2010, Peregrino, ganhador do 24° Prêmio da Música Brasileira, em 2013, na categoria Álbum Eletrônico e em 2016, lançaram seu 4º disco, Subtropical Temperado. 
Músicas: 01 – Milonga para Los Perros – Luciano Balen e Roberto Scopel – feat. João Luiz Oliveira – do CD Peregrino de 2012 // 02 – Subtropical – Roberto Scopel / Luciano Balen – do CD Subtropical Temperado (2016)
 
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O SUL EM CIMA 13 / 2025

Na edição 13 / 2025 de O Sul em Cima, faremos uma pequena homenagem a Rodi Pedro Borghetti, apresentando músicas de Renato Borghetti e Pedro Borghetti  

Rodi Pedro Borghetti, o Borghettão, apelido carinhoso com o qual era conhecido, nome importante do movimento tradicionalista do Rio Grande do Sul, faleceu aos 92 anos em  17/03/25. Ele foi dirigente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e era pai do músico Renato Borghetti. Natural de Flores da Cunha (RS), Rodi também atuou como corretor de imóveis, empresário e advogado. Além de Renato, também era pai do produtor Marcos Borghetti e foi responsável pelo setor jurídico do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música. Ele formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em 1961 entrou para o 35 CTG, do qual foi patrão por sete vezes. Também foi presidente do MTG por dois mandatos, diretor do IGT, criador da Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha, patrono dos Festejos Farroupilhas e um dos fundadores dos Cavaleiros da Paz, em 1990. Em 2022, recebeu o título de Cidadão de Porto Alegre.

RENATO BORGHETTI – Renato Becker Borghetti, mais conhecido como Borghettinho (Porto Alegre, 23 de julho de 1963) é um músico instrumentista e acordeonista. Renato Borghetti no seu primeiro álbum, gravado em 1984, ganhou o primeiro disco de ouro da história da música instrumental brasileira. Com um estilo único e a sua gaita ponto, tem realizado diferentes leituras de obras da música do Rio Grande do Sul, agregando influências de outros estilos brasileiros e internacionais. Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Além da agenda exterior, o músico cumpre extensa programação em território nacional, levando a música gaúcha aos mais diversos cantos de nosso Brasil. Tem 26 discos gravados e dezenas de participações em gravações. Idealizado por Borghetti, em 2010 nasceu a Fábrica de Gaiteiros, um projeto de resgate cultural do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música, voltado à educação musical através da gaita para crianças e jovens de 7 a 15 anos. O projeto já possui mais de 20 unidades de ensino até o momento (no RS, SC e Uruguai), tendo a sua sede na Barra do Ribeiro onde são fabricadas as gaitas exclusivamente para atender o projeto, não sendo comercializadas.   Músicas: 01 – MERCEDITAS – Ramón Sixto Ríos // 02 – CAMPEIRA – Renato Borghetti / Daniel Sá e Hilton Vaccari // 03 – ENCONTRO – Renato Borghetti e Sivuca –  Feat Sivuca // 04 – VIRA VIROU – Kleiton Ramil // 05 – MILONGA PARA AS MISSÕES – Gilberto Monteiro 

PEDRO BORGHETTI  é natural de Porto Alegre e com o seu primeiro álbum solo, Linhas de Tempo, lançado em 2019, levou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Compositor MPB. Em  2021 produziu quatro videoclipes de músicas autorais inéditas através do projeto Tempo de Sina. O compositor começou a se envolver com a arte desde cedo nos camarins dos pais, brincando com os figurinos, os cases e instrumentos. Inicialmente aderiu aos instrumentos de percussão, como bombo leguero, cajon e sapateado. Com oito anos de atuação no grupo de dança de sua mãe, Cadica Cia de Dança, participou de festivais internacionais de folclore em países como Chile, China, Portugal e Rússia. Há alguns anos acompanha seu pai nos espetáculos, tocando bombo leguero no Renato Borghetti Trio. Desde 2018 integra o coletivo de artistas, selo e estúdio Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre.  Em maio de 2023, o cantor, compositor e multi-instrumentista Pedro Borghetti lançou seu segundo álbum solo nas plataformas de streaming de música. Intitulado Pendenga, foi gravado em dezembro de 2021 no Estúdio Pedra Redonda, em Porto Alegre, acompanhado pelo trio CeronFlachNeves formado por Guilherme Ceron (contrabaixo e produção musical), Lorenzo Flach (guitarra, efeitos e piano) e Bruno Neves (bateria e beats).  Quase quatro anos após o disco de estréia – Linhas de Tempo, Pendenga carrega conhecimentos e desejos acumulados num período misto de evolução e clausura. Em contraponto ao primeiro trabalho, no qual abordou a família e sonoridades leves apresentando o artista de forma íntima, a densidade agora aumenta e as interpretações ganham forças para gritar o momento crítico, dramático e existencial que passamos com a pandemia. Músicas: 01 – LINHAS DE TEMPO – Pedro Borghetti e Neuro Júnior    – do álbum Linhas de Tempo // 02  – QUEM JÁ NASCE FÊNIX – Tamiris Duarte e Pedro Borghetti   // 03 – LETÍCIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti // 04 – PENDENGA DE CHICÓ  – Carlos Medeiros e Pedro Borghetti – feat Jorginho do Trompete // 05 – SOMBRA  – Pedro Borghetti – feat Gabi Lamas // 06 – NÓIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti – feat Paola Kirst

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O SUL EM CIMA 12 / 2025

O SUL EM CIMA 12_2025_Dora e Bemti

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Dora Morelenbaum e Bemti

DORA MORELENBAUM –  Pique é o  primeiro álbum solo da cantora, compositora, instrumentista e produtora carioca Dora Morelenbaum, filha do violoncelista e arranjador Jaques Morelenbaum e da cantora Paula Morelenbaum. Depois do sucesso com o ‘Bala Desejo’ (banda que, a partir de 2022, deu projeção à artista em quarteto formado com Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra),  a cantora e instrumentista carioca revela um trabalho que é, ao mesmo tempo, íntimo e expansivo, refletindo uma evolução artística e pessoal. Quando o ritmo da vida se torna uma dança constante, surge a necessidade de uma trilha sonora que capture essa transitoriedade. Pique, primeiro álbum solo de Dora Morelenbaum, é um mergulho profundo na dualidade entre o movimento e o refúgio. Nomeada em homenagem a uma das faixas, a obra não só explora diversas facetas musicais – de MPB, soul, R&B e jazz –, mas também se manifesta como uma afirmação da identidade artística da cantora. Pique reflete a jornada pessoal e artística de Dora, que, após a conquista de um GRAMMY Latino pelo álbum SIM SIM SIM (2022), com o Bala Desejo, e o hiato da aclamada banda, revela um novo capítulo de sua carreira solo, desta vez mais profundo e complexo. Lançado em parceria com os selos Coala Records e Mr Bongo. “São muitas camadas. É um álbum com várias facetas e eu me vejo muito em cada uma delas. Acho que por ser meu primeiro disco solo, existe essa emoção de querer colocar muitas vontades”, explica. Coproduzida por Dora com Ana Frango Elétrico, a obra se define em um alcance de ritmos e gêneros. “Pique é justamente o resultado dessa mistura. Tem na base um quarteto de jazz, com baixo, bateria, teclado e guitarra; e, dentro dessa formação, vai esgarçando um pouco diferentes texturas”, completa.   Músicas: 01 – Venha Comigo – Sophia Chablau // 02 – A Melhor Saída  – Tom Veloso  //    03 – Caco – Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 04 – Petricor  // 05 –  Pique  // 06 – Talvez (As Canções)   // 07 – Nem Te Procurar  –  (Músicas 04, 05, 06 e 07 de Tom Veloso e Dora Morelenbaum) 

BEMTI – Nascido em Serra da Saudade.  no interior de  Minas Gerais, o cantor, compositor e instrumentista Bemti usa a Viola Caipira de dez cordas como base da sua sonoridade emocional e cinematográfica que transita por gêneros como indie pop, MPB e folk. O cantor e compositor também é formado em Audiovisual pela USP e traz as experiências como diretor, roteirista, redator e montador de filmes para seu trabalho na música. Sua estreia autoral, o álbum “era dois” (2018), conta com participações de Johnny Hooker e da banda Tuyo, e foi muito bem recebido pela crítica. Já o segundo disco, “Logo Ali”, conta com participações de Fernanda Takai, Jaloo, Josyara, ÀVUÀ e do músico português Hélio Morais. Este trabalho venceu o edital Natura Musical e foi indicado entre os Melhores Discos de 2021 na lista da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). A abordagem inédita e contemporânea da viola caipira feita por Bemti já ultrapassou 4 milhões de execuções apenas no Spotify, rendendo inclusões em trilhas sonoras de diversos longas e séries. Desde 2018, o artista mineiro já excursionou por 11 estados brasileiros e por países da Europa e América Latina, com shows esgotados em Lisboa e Buenos Aires. Bemti se posiciona como um artista LGBTQIAPN+ desde o seu primeiro videoclipe, criando inusitadas pontes através da sua música, onde a tradição encontra a modernidade e o rural se aproxima do urbano, sem deixar de lado a habilidade de conectar e emocionar o público. Músicas: 01 – Tango – Bemti  – participação especial de Johnny Hooker – do álbum “Era Dois” // 02 – Livramento  – Bemti e Nina Oliveira  – com Marcelo Jeneci – Co-Produção, Piano Wurlitzer, Sanfona e Vozes Adicionais – do álbum “Logo Ali” // 03 –  Catastrópicos – Bemti e Cauê Lemes – Participação de Jaloo  – do álbum “Logo Ali” // 04 – Samba! Bemti e Cauê Lemes  – Com participação do duo ÀVUÀ, formado por Bruna Black e Jota.pê – do álbum “Logo Ali” // 05 – Quando o Sol Sumir – Bemti, Roberta Campos e Cauê Lemes   – part especial Fernanda Takai – do álbum “Logo Ali” // 06 – Melhor de Três  – Bemti, Luis Calil, Ernesto Djédjé – Single do 3ª disco (a ser lançado)

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https://www.instagram.com/doramorelenbaum/
https://www.instagram.com/bemtii/

O SUL EM CIMA 11 / 2025

O SUL EM CIMA 11_2025_Francis Hime ok

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar o trabalho de FRANCIS HIME
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FRANCIS HIME 
Chega às plataformas de streaming “Não navego pra chegar”, novo álbum de Francis Hime. O projeto reúne apenas canções inéditas, além de convidados especialíssimos, entre parceiros, intérpretes e músicos. Participam das faixas as cantoras Simone, Zélia Duncan, Leila Pinheiro, Olívia Hime e Mônica Salmaso, e ainda Ivan Lins, Lenine, Dori Caymmi, Zé Renato e Quarteto Maogani. 
Com 60 anos de carreira, Francis Hime  completou 85 de vida durante a gravação do álbum (em 31 de agosto de 2024), uma comemoração cercada de colaboradores dos quais o compositor é fã inconteste. “A linha musical deste disco remete a outros trabalhos meus, como o ‘Essas Parcerias’, de 1984, e aos volumes 1 e 2 do ‘Álbum Musical’, com a particularidade de termos aqui apenas músicas inéditas”, pontua Hime.
Dois parceiros chamam atenção no álbum: Ziraldo (1932/2024) e Bráulio Pedroso (1931/1990). Com o cartunista, escritor e jornalista, Francis fez a canção “Infinita” para a peça teatral “Belas Figuras’”, que nunca havia sido gravada. “Bráulio Pedroso é outro parceiro cuja canção, ‘Tempo Breve’, estava aguardando, há anos, pela incrível interpretação de Zélia Duncan, conta. Zélia, por sinal, também é parceira de Francis na música “Chuva”.
“Não Navego pra chegar” é fruto de um trabalho coletivo, a começar pelas próprias composições. “A parceria musical na melodia foi uma experiência nova e estimulante. A partir da ideia inicial do meu parceiro compositor, eu segui compondo a sequência. Assim eu fiz com Ivan Lins em “Imaginada”, com Maurício Carrilho em “Não navego pra chegar”, e com Zé Renato em “Imensidão”.  É muito interessante o quebra-cabeça de manter a unidade da música a partir da proposta inicial da composição. Por sinal, as três com letras de Olívia (Hime), cada vez mais craque nesse ofício”, detalha Francis Hime sobre o processo de criação da nova safra. Olívia Hime assina ainda as letras de “Samba pra Martinho” (com Geraldo Carneiro) e “Imaginada” (com Ivan Lins). 
Músicas: 01 – IMAGINADA – Francis Hime, Ivan Lins e Olívia Hime – part Ivan Lins // 02 – CHUVA – Francis Hime e Zélia Duncan – com Francis Hime // 03 – SAMBA PRA MARTINHO – Francis Hime, Geraldo Carneiro e Olívia Hime – part Simone // 04 – NÃO NAVEGO PRA CHEGAR – Maurício Carrilho, Francis Hime e Olívia Hime – part Mônica Salmaso // 05 – UM RIO – Francis Hime e Olívia Hime –  part Dori Caymmi e Olívia Hime  // 06 – TEMPO BREVE – Francis Hime e Braúlio Pedroso – Part Zélia Duncan // 07 – IMENSIDÃO – Francis Hime, Zé Renato e Olívia Hime – part Zé Renato // 08 –  SHAKESPEAREANA – Francis Hime e Geraldo Carneiro – part Quarteto Maogani   //  09 – TOMARA QUE CAIA – Francis Hime e Moraes Moreira – part Leila Pinheiro // 10 – CHULA CHULA – Francis Hime e Geraldo Carneiro – part Lenine // 11 – INFINITA – Francis Hime e Ziraldo – part Olívia Hime 
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O SUL EM CIMA 10 / 2025

O SUL EM CIMA 10_2025_André e Ghadyego

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de André Mastro e Ghadyego Carraro
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ANDRÉ MASTRO – O cantor André Mastro apresenta um recorte da obra de Fátima Guedes, traçando um instigante aspecto da carreira de mais de 40 anos da compositora carioca. Um sucesso corroborado por outras tantas vozes, de gêneros diversificados, que gravaram suas músicas: Emílio Santiago, Maria Bethânia, Wanderléa, Elis Regina, Mercedes Sosa, Ney Matogrosso, Jane Duboc, Isabella Taviani, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Nana Caymmi, Alaide Costa etc.
O projeto chama-se A Feminina Canção de Fátima Guedes, todo dedicado à obra da compositora. O cantor preferiu dar margem ao repertório de Fátima menos popular, o chamado “lado B”. Para cada uma das músicas disponibilizadas nas plataformas, há um vídeo no Youtube. Os arranjos tem como base a sonoridade acústica, assim como formações instrumentais camerísticas. André Mastro conta com participações de músicos como Toninho Ferragutti, Thiago do Espírito Santo, Daniel Grajew, Marcos Paiva e muitos outros grandes músicos. Está nos planos do cantor, o lançamento de todas as faixas em CD Físico, ainda em 2026.  André tem um CD lançado, intitulado Sem Descanso, que contou com participações do violonista Ulisses Rocha, do sanfoneiro Toninho Ferragutti, do clarinetista Nailor Proveta etc.
Músicas 01 à 05 (de Fátima Guedes): 01 – Saia Rodada // 02 – Celeste // 03 – No Fim da Casa // 04 – Minha Nossa Senhora  // 05 – Natureza Morta  // 06 – As Rosas não falam – Cartola – do álbum “Sem Descanso” 
 
GHADYEGO CARRARO – O álbum intitulado Anhum do contrabaixista, compositor, professor e pesquisador Ghadyego Carraro chegou em 22 de novembro de 2024 às plataformas. O mesmo conta com a participação de muitos músicos de primeira linha como do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, do jovem e virtuoso acordeonista português João Barradas e do bandolinista brasiliense Victor Angeleas, além de um time de peso da cena musical instrumental. O álbum faz uma homenagem aos povos originários das Américas propondo diferentes sonoridades influenciadas pelas vivências do artista em diferentes ambientes e locais. Estilisticamente é um álbum que se concentra no diálogo entre o jazz contemporâneo e a música brasileira e sul-americana. 
Ghadyego Carraro é natural de Passo Fundo/RS. Possui Graduação em Música pela Universidade de Passo Fundo (UPF), Rio Grande do Sul; Mestrado em contrabaixo acústico pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Doutorado em História com ênfase em música sul-americana pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Seu trabalho também inclui arranjos e composições para grupos de câmara, além de formações instrumentais com ênfase na Música Popular Brasileira, Jazz e música sul-americana (Rio Grande do Sul-Uruguai-Argentina). 
ANHUM – “A palavra Anhum segundo a mitologia tupi-guarani significa Deus da música, o responsável por tocar o sacro Taré, instrumento que antecipa a chegada dos deuses. Segundo a lenda, Anhum neto de Tupã em uma de suas visitas à Terra percebeu que os povos faziam suas celebrações em silêncio e por conta disso resolveu ensinar à música a humanidade. Tupã ao saber disso se alegrou e nomeou Anhum como Deus da música.”
 
A seguir trecho do O Jazz Ameríndio de Ghadyego Carraro – crítica do álbum Anhum por Juarez Fonseca:
Criado em homenagem aos povos originários das Américas, Anhum, sexto álbum de Ghadyego Carraro, reafirma a dimensão internacional de seu trabalho. O artista passo-fundense é hoje, sem favor, um dos principais compositores, arranjadores e contrabaixistas da música instrumental brasileira. Basta uma só audição atenta do novo disco, primoroso da primeira à última faixa, para se saber disso. Mesmo que o espírito jazzístico esteja sempre presente, o leque de Ghadyego é amplo – ainda mais neste especialmente inspirado Anhum; “Para minha tese de doutorado na Universidade de Passo Fundo pesquisei muito as sonoridades fronteiriças, as influências das culturas indígenas, africana e europeia”, diz ele. “Temos essa tríade nas Américas, é sempre presente, um pouco mais uma, um pouco mais outra. Impressionante como é neglicenciada a cultura indígena, onde estão muitas de nossas matrizes rítmicas – não tenho como pensar em chacarera sem pensar na herança indígena. Mas concentrei muito na questão platina, Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Fronteira aqui é unidade, não divisão”, sublinha. 
Músicas (autoria de Ghadyego Carraro) : 01 – Brasiliana // 02 – Chacarera Ameríndia- part Arismar do Espírito Santo // 03 – Lua Negra // 04 – Recanati 
 
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