Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar músicas do álbum SIM, disco solo de Kleiton Ramil e ouvir muitas coisas interessantes a respeito desse disco, onde ele divide conosco esse momento tão importante na sua vida artística.
Kleiton Ramil músico, compositor, violonista, cantor, arranjador, violonista, escritor e radialista, é consagrado pelos trabalhos na dupla Kleiton & Kledir. Também fundou em 1975 a banda Almôndegas, sucesso em todo o Brasil, presente em novelas da Rede Globo e participações em festivais da extinta TV Tupi.
Além de 4 discos lançados pelo Almôndegas, 11 CDs com Kledir Ramil (desde os anos 80, forma o duo Kleiton & Kledir), entre eles um em espanhol, 3 DVDs, 5 coletâneas, possui 2 CDs solos: SIM gravado em Miami, Fl., US em setembro de 1990 no ‘Criteria Recording Studios’ e ‘Vitraux’ gravado na França, mas ainda não distribuído e comercializado no país. Ultrapassaram a marca de mais de 2000 espetáculos na cena brasileira; shows nos EUA, França, Argentina, Cuba, Portugal e outros países; suas composições foram gravadas por Mercedes Sosa, Simone, MPB4, Fafá de Belém, Emílio Santiago, Vitor Ramil e outros. A composição ‘Vira Virou’ está incluída no disco comemorativo do 25º aniversário da Anistia Internacional, junto com grandes nomes como Sting e Joan Baez.
É embaixador da cultura do Rio Grande do Sul e desenvolve trabalhos paralelos em várias áreas de atuação. Participou das oficinas ‘Letra e Música’ e Projeto Criança Esperança / UNICEF da Rede Globo de Televisão. Apresenta desde 2010 o programa de rádio ‘O Sul em Cima’, tendo recebido em 2011 o Prêmio de melhor programa de rádio musical pela APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte. No meio acadêmico, Kleiton é conferencista, sendo temas de interesse composição, literatura e música popular brasileira. Foi docente da UFRJ e idealizador do curso de tecnologia em Produção Fonográfica da Universidade Católica de Pelotas, RS, uma das poucas graduações no Brasil que oferecia formação em nível superior aos técnicos em gravação e produção de discos para a indústria fonográfica.
Sua formação é diversificada. É mestre em Composição – eletroacústica pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro; Diplomado em Composição e Regência pela Université Paris 8 a Saint Denis; Graduação em Engenharia Eletrônica pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Na literatura, tem lançados os livros: Altos de La Serena (2022), Duas Marias – Deux Marie (2021), Kyoto (em inglês 2021), O Mosquito Esquisito e Outros Bichos (2020), Diário do Artista na Quarentena – Reflexões e Memórias – Abril (2020), Diário do Artista na Quarentena – Reflexões e Memórias – Maio (2020), O vendedor de Alfaces: E o estranho mundo de Sogima (2019), INSÔNIAdeus – Alongamentos, exercícios de atenção e respiração (2014), Sobe Desce com a Nina (2013), Memórias de um Sonhador (2013), O Livro das Confissões (2011), Sonhos e Sonhadores – Caminhos do Insconsciente (2007), O Vôo do Dragão (1991).
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O disco SIM foi originalmente gravado em setembro de 1990 na Flórida, Estados Unidos, no Criteria Recording Studios com produção de Gary Campbell e relançado em CD em 2002. Das músicas originais, uma ficou de fora para dar mais unidade ao CD com a chegada das 3 novas gravações. No CD a ordem é: Porto é meu porto / Voltar na Primavera / Sim / Mesmo que / Nunca diga nunca / Un-Deux-Trois / Sambo / Phaneron / Animais / Couvert Artístico e os bonus track Comigo / Ruídos / Kantilena para Kaio.
Para os que cultuam o grupo Almôndegas (primeira banda de Kleiton) é importante saber que a gravação da música Ruídos é um registro histórico, pois essa canção deveria estar no primeiro disco do grupo, mas a gravação foi extraviada pela gravadora.
A música Animais tem parceria com Vitor Ramil, Sambo com Carlos Sandroni e Comigo com Karina Ramil, filha do artista. As outras são de autoria de Kleiton que explora seu violino eletroacústico na instrumental Couvert Artístico e voz e violão por todo o disco. Kleiton assina também a direção musical e divide a concepção dos arranjos com Luis Antonio, músico carioca que participa também das gravações junto com a banda americana formada por Randall Dollaron – Guitarra, Nicky Orta – baixo, Orlando Fernandes – bateria e Gary Campbell – sax tenor e soprano. O novo tratamento gráfico para o CD foi idealizado por Carla Taves e as novas gravações foram realizadas no Rio de Janeiro em 2002.
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Carlos Careqa e Amanda Lyra.
CARLOS CAREQA – Carlos de Souza (Lauro Muller SC 1961). Cantor, compositor e ator. Muda-se para Curitiba aos 5 anos, onde vive a infância e adolescência. Ingressa no seminário salesiano Instituto São José em Ponta Grossa, Paraná, no qual permanece dos 15 aos 18 anos, período em que estuda música e teatro. Em 1984, abandona a faculdade de direito e vai para Nova York, e inicia sua carreira artística tocando em bares. Na volta ao Brasil, trabalha com trilhas sonoras, peças de teatro e shows. Participa de comerciais de TV e curtas de cineastas curitibanos. No começo dos anos 1990 recebe uma bolsa do Instituto Goethe para estudar alemão em Berlim. Retorna ao Brasil e vai morar em São Paulo. Em 1993, Careqa faz o show de abertura de Arrigo Barnabé, que o estimula a lançar seu primeiro disco, Os Homens são todos iguais, e do qual Barnabé participa com outros nomes da vanguarda paulista como Tetê Espíndola e Itamar Assumpção. O produtor escocês David Byrne escolhe a canção Acho para integrar a coletânea Brazil Tropical 2, no ano de 1999. Como ator compõe o elenco de filmes, como o Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bodanzky, de curtas, comerciais, seriados e minisséries da TV Globo e TV Cultura.
Carlos Careqa é um artista que tem no humor uma importante ferramenta para a realização de seu trabalho na música e nas artes cênicas. Suas letras abordam temas como o amor e o cotidiano. Se muitas vezes a sátira e o humor estão presentes em suas letras, em outras ele também apresenta grande lirismo. Esses fatores o associam à vanguarda paulista, importante movimento da cena paulistana do início dos anos 1980, e o colocam como um de seus principais nomes desse movimento. Em 2021, Carlos Careqa lançou 60 mini songs concebido e produzido durante a pandemia (2020-2021) e lançado pela Barbearia Espiritual Discos. ‘Temos 30 segundos, 45 segundos, 1 minuto no máximo para expressar uma ideia no mundo virtual que nos abrange diariamente, quis abordar este tema neste trabalho. 60 mini canções onde mostro ao que veio a ideia da canção. Trabalho este desenvolvido com Márcio Nigro que dividiu os arranjos, samples e ideias. Márcio gravou, mixou e masterizou. Além de executar os instrumentos!’ diz.
MÚSICAS: Achado – Chico Mello / Carlos Careqa – CD Não sou filho de ninguém -2004 // 02 – Língua de Babel – Carlos Careqa / Thadeu W / Edson Vulcanis – CD Não sou filho de ninguém – 2004 // 03 – Isso Passará – Carlos Careqa – participação de Tatiana Parra – CD Tudo que respira quer comer – 2009 // 04 – Karma Wall – Carlos Careqa – Participação de Fernanda Takai – álbum Todos Nós (2018) // 05 – Mãe não é tudo – Carlos Careqa / Chico César – álbum Todos Nós (2018) // Músicas 6 à 15 de Carlos Careqa – estão no álbum 60 mini songs (2021) – 06 Gula // 07 – Inveja // 08 – Luxúria // 09 – Avareza // 10 – Abre a Porteira // 11 – Eu Faço Canção // 12 – Agora Vai // 13 – Na Casa de Rafael // 14 – The Request // 15 – Mais Sensacional
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AMANDA LYRA – é cantora e compositora, filha do cantor e compositor Ivanio Lira e da apresentadora de TV Vera Rosa.
Amanda já é uma veterana dos palcos curitibanos, tocando em bares desde os 16 anos, já se apresentou nas melhores casas da cidade e participou de inúmeros shows e projetos de outros artistas. Amanda Lyra é portadora de uma doença rara chamada Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo III, que tem origem genética e caracteriza-se pela atrofia muscular devido à degeneração de neurônios motores localizados na medula espinhal. A fraqueza aumenta com o passar dos anos e a cadeira de rodas se torna necessária em algum momento da vida adulta. Em setembro de 2016, aos 26 anos, Amanda caiu de uma escada de quase 3 metros de altura e acabou quebrando o fêmur. Infelizmente o processo de calcificação não é tão simples em pacientes com AME e a queda acabou adiantando sua ida para a cadeira de rodas. Depois do acidente, Amanda pensou em desistir da carreira de artista. Por ser cadeirante, uma das principais dificuldades era encontrar lugares com acessibilidade aos palcos. A impossibilidade de voltar ativamente na cena musical, trouxe experiências novas e possibilidades de se reinventar. Amanda resolveu levantar a bandeira de divulgar a sua doença, a AME e também mostrar que mesmo estando cadeirante ela pode fazer muito ainda pela arte.
Junto com a cantora Jordana Soletti, criou o Projeto Solyra, que tem o intuito de levar arte com acessibilidade para crianças e adultos com vários tipos de deficiência, da motora à intelectual. A ação tem despertado a sensação de mudar o mundo através da superação, da arte e do amor ao próximo. Mesmo com tudo isso, ela enfrenta com bom humor contagiante, lutando para que a música e a arte sempre vençam as limitações.
Amanda, além de cantora, é também colunista e editora do Portal VRNews, Analista de SEO e Acessibilidade na i-Cherry Agency e atua também na área de produção artística e assessoria de imprensa. Amanda ainda participa de várias campanhas sobre acessibilidade, orientação sobre o respeito aos direitos e a relação de igualdade com pessoas com deficiência, inclusão no mercado de trabalho etc. Em seus shows e no Solyra, Amanda busca conscientizar a sociedade sobre o modo de tratamento das pessoas com deficiência, sempre lembrando que independentemente das limitações de cada pessoa, todos são capazes e merecem respeito.
Músicas: 01 – DAK – Ivanio Lira // 02 – Não Volte – Amanda Lyra – Participação de Kleiton & Kledir // 03 – Pro que der e vier – Amanda Lyra // 04 – Nosso Sim II – Amanda Lyra // 05 – Something in the way Ximú – Amanda Lyra
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos dos projetos Tamanduá, Caleidoscópio, Cau Karam e Elian Woidello. Vamos ouvir também o novo single de Márcio Celli “Poesia Mordida”, letra de Maria Luiza Bitencourt e Música de Wanderlei Falkenberg.
TAMANDUÁ – O projeto Tamanduá nasceu da efervescência criativa do violonista Pino Arborea, músico com apurada habilidade como arranjador, qualidade que lhe permitiu retrabalhar algumas das peças mais significativas da grande cultura musical brasileira e ajustá-los sob medida para as três vozes femininas de Claudia Moretti, Cristina Rizzo e Luciana Camarda. A capacidade expressiva do vocalismo das três cantoras consegue realçar a beleza sempre presente destas peças tornando-as elegantes e elaboradas, ao mesmo tempo que dão sempre uma conotação fresca e muito agradável de ouvir. As três vozes se entrelaçam criando um enredo de linhas melódicas de onde emerge um som envolvente que vê a alternância de momentos melódicos e ritmicos. O objetivo deste projeto é fazer com que o público participe da magia de uma música e uma linguagem poética que fizeram história. Em julho de 2010 Tamanduá deu origem ao primeiro trabalho de gravação intitulado “Alquimia” produzido por Drycastle. Também com o selo Drycastle, em agosto de 2015, foi lançado o segundo álbum “Olio di Cacao”: uma combinação “aromática” e harmoniosa da tradição italiana e brasileira. O terceiro álbum “Vamos Embora” foi lançado em maio de 2022 pela GBMusic e é a expressão de um movimento, de uma migração para um futuro melhor. Músicas: 01 – Uma Canção de Esperança – Kleiton Ramil e Valdir Cechinel Filho // 02 – Colle Di Val D’Elsa – Kleiton Ramil // 03 – Brasil Nativo – Danilo Caymmi e Paulo César Pinheiro.
PROJETO CALEIDOSCÓPIO – Depois de muitos anos sem fazer um novo trabalho autoral, o Projeto Caleidoscópio começa a lançar o seu terceiro álbum “Luz e Sombra” em formato de singles em todas as plataformas digitais. O projeto é formado pelo casal de músicos cariocas Analu Paredes e Arthur Nogueira, que tem como idéia central composições próprias, arranjos, produção independente com músicos instrumentistas de renome (alguns internacionais) se alternando em cada faixa, e muitos feats da pesada formando um belo e gigante Caleidoscópio sonoro. As músicas possuem forte identidade e passeiam por vários estilos como MPB, Progressivo, Fusion, Jazz e muita influência da boa música mineira, como o “Clube da Esquina”. O mais recente single “Na Varanda”, o oitavo do álbum Luz e Sombra, do Projeto Caleidoscópio, já está disponível, desde 18 de março desse ano, em todas as plataformas de áudio digitais e tem participações especiais de Kleiton & Kledir e Marcus Viana. Músicas: 01 – Fonte – Arthur Nogueira e Analu Paredes – feat Flávio Venturini // 02 – Na Varanda – Analu Paredes e Arthur Nogueira – feats de Kleiton & Kledir e Marcus Viana
CAU KARAM – O violonista, compositor e arranjador Cau Karam (Pelotas 1962), começou seus estudos de violão como autodidata com 18 anos de idade e dedica-se ainda ao cavaquinho e à viola caipira. Depois de pré-selecionado no Projeto Rumos Musicais – Tendências e Vertentes da Produção Brasileira Atual do Itaú Cultural em 2001, passou a dedicar-se mais à composição. O CD “Sambas, choros, valsas e um frevo” é o primeiro CD de Cau Karam. O álbum reúne obras criadas para formações instrumentais variadas (duos, trios, quartetos e quintetos), não se restringindo ao violão solo. A obra demonstra a concepção do autor sobre os ritmos brasileiros. Em janeiro de 2013, entra em estúdio com o Quarteto À Deriva, para a gravação do álbum “De senhores, baronesas, botos, urubus, cabritos e ovelhas”. Nesse segundo disco, a sonoridade baseada em instrumentos acústicos, o interesse em conhecer e respeitar diferentes culturas que estão ao nosso redor e o compromisso com a contemporaneidade são as características que unem os dois universos e pontos de partida na construção da parceria. Músicas: 01 – Ribeirando – Cau Karam // 02 – Moorit Yow – Rui Barossi
ELIAN WOIDELLO – Na estrada há mais de 15 anos, Elian Woidello, natural de Curitiba, é uma pessoa das artes no plural. Músico, arranjador e compositor, também é formado em jornalismo e historiador por paixão. Influenciado por Bélla Bartok, Beatles, Charly Garcia, Belarmino e Gabriela, Egberto Gismonti, Arrigo Barnabé, entre outros, Elian se vê como um músico de gueto, e como todo artista de gueto tem suas raízes muito fortes mas também um olhar curioso e afiado para o que vem de fora. Sua primeira quebra de paradigma foi aos sete anos quando o pai colocou Beatles para tocar, Come Together mudou sua cabeça. Um pouco maior foi a vez da banda do sul do Brasil, Almôndegas mostrar que podia ser universal sem perder as raízes. Uma outra mudança foi quando ouviu pela primeira vez Charly Garcia, um quase desconhecido no Brasil, mas muito conhecido na Argentina. Aprendeu a tocar piano sozinho e desde cedo participou de orquestras populares e eruditas. Ajudou a fundar alguns movimentos artísticos como o Viola e Cantoria e o Movimento Autoral Curitibano, que proporcionou contato com músicos do mundo inteiro, e que acabou trazendo uma universalidade para sua música. Depois de um álbum em que mostrava seu lado mais obscuro e visceral, “A Terra do Quase”, lançado em 2019, Caminho Sem Volta, seu novo álbum, lançado em dezembro de 2021, é uma mensagem de esperança, de libertação de possibilidades. O álbum traz 9 músicas onde o rock predomina. Tem produção de Jefferson Sassá e Marlon Siqueira. As músicas com referências do Kaballa falam de perda e renascimento, com muita poesia, mensagens de esperança e experimentações das várias influências que Elian teve ao longo da vida. Além do rock e da música popular, fandango, milonga, tamboradas e até o candombe uruguaio aparecem nas suas composições. Músicas: 01 – Foi só por nós // 02 – Onde está você? // 03 – Você sabe o porquê
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar as músicas do novo álbum “Avenida Angélica” de VITOR RAMIL .
Vitor Ramil nasceu em 7 de abril de 1962 na cidade de Pelotas, RS. Compositor, letrista, cantor e escritor, Vitor é autor de onze álbuns: Estrela, Estrela (1981), A paixão de V segundo ele próprio (1984), Tango (1987), À beça (1995), Ramilonga – A estética do frio (1997), Tambong (2000), Longes (2004), Satolep Sambatown (com Marcos Suzano – 2007), délibáb (CD+DVD – 2010), Foi no mês que vem (duplo – 2013) e Campos Neutrais (2017). Autor de música e letra da maior parte de seu repertório, Vitor Ramil também musicou e gravou poemas de Jorge Luis Borges, João da Cunha Vargas, Angélica Freitas, Fernando Pessoa, António Bótto, Allen Ginsberg, Juca Ruivo, Paulo Leminski, Arnaut Daniel e Emily Dickinson; compôs em parceria com Chico César, Jorge Drexler, Kleiton e Kledir, Zeca Baleiro, André Gomes e Joãozinho Gomes, entre outros parceiros; e versionou quatro canções de Bob Dylan e uma de Xöel Lopez. Suas canções já foram cantadas por intérpretes como Mercedes Sosa, Chico César, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Fito Paez, Jorge Drexler, Kátia B, Kleiton e Kledir, Adriana Maciel, Tommy Körberg, Gal Costa, Zeca Baleiro, MPB4, Pedro Aznar, Lenine, Ceumar, Maria Rita, Gutcha e Ian Ramil.
Vitor recebeu dois Prêmios da Música Brasileira: Melhor Cantor Voto Popular por Satolep Sambatown (2008) e Melhor Cantor Regional por délibáb (2011) e venceu o Prêmio Açorianos de Música dezoito vezes. Vitor Ramil lançou as novelas Pequod (1995), Satolep (2008) e A primavera da pontuação (2014); o ensaio A estética do frio – Conferência de Genebra (2004); e dois songbooks: Vitor Ramil (2013) e Campos Neutrais (2017). Seu álbum Campos Neutrais, traz no título uma referência ao tratado de Santo Ildefonso, 1777, que definia uma zona neutra entre os reinos de Portugal e Espanha. Os Campos Neutrais históricos tornaram-se emblemáticos da condição de fronteira do Rio Grande do Sul e, no imaginário contemporâneo, ficaram associados às ideias de liberdade, diversidade humana e linguística, miscigenação e criatividade. O ensaio A estética do frio – Conferência de Genebra (edição bilíngue português-francês, edição Satolep Livros) é uma reflexão do artista sobre o próprio trabalho e seu contexto social e cultural. Sobre o Rio Grande do Sul, onde vive e trabalha, Vitor Ramil afirma: “Não estamos à margem de um centro, mas no centro de uma outra história”.
Dia 07 de abril de 2022 foi lançado “Avenida Angélica”, novo trabalho de Vitor Ramil. Álbum inteiramente dedicado à poesia de Angélica Freitas (que atualmente reside em Berlim) publicada nos livros “Rilke Shake” e “Um útero é do tamanho de um punho”. Arquitetado desde 2019, Avenida Angélica é o 12º título da discografia de Vitor Ramil. Em um texto que Vitor escreveu para apresentar o álbum, ele diz: “Godard falou que uma obra de arte tem que correr riscos, do contrário, não tem valor. Joni Mitchell, depois de queixar-se que errava muito ao piano, pois não entendia o instrumento, ouviu o seguinte conselho de um músico: “siga o erro”. Em outras palavras: aceite a contribuição do acaso, do imprevisto, desacomode-se incorporando o erro e a ele reagindo criativamente. Em Avenida Angélica, gravado em duas noites, 7 e 8 de agosto, de 2021, no canteiro das obras de restauro do histórico Theatro Sete de Abril, em Pelotas, realizado depois de vários adiamentos em função da pandemia de Covid-19, corri riscos e segui os “erros”. Não que isso já não fosse quase um hábito, do processo de composição às apresentações ao vivo, mas nunca as circunstâncias foram tão favoráveis “…
“Avenida Angélica, virou um álbum ao vivo com registros em áudio e vídeo, gravado no Theatro Sete de Abril em Pelotas/RS. Inaugurado em 1834, o Theatro é um símbolo importante na cultura de Pelotas e do estado, que após um longo processo de restauro volta às atividades este ano. O trabalho teve Patrocínio da Natura Musical e Financiamento: Pró-Cultura/Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.
Nesse programa, vamos apresentar músicas de do álbum Avenida Angélica: 01 – RILKE SHAKE (obs.: Ao final da canção o que se ouve são os sinos da Catedral Metropolitana de Pelotas, gravado com o celular de Vitor ao perceber que tocavam no tom e no andamento da música) // 02 – A MINA DE OURO DE MINHA MÃE E MINHA TIA // 03 – FAMÍLIA VENDE TUDO // 04 – STRADIVARIUS // 05 – RC // 06- MULHER DE MALANDRO // 07 – TREZE DE OUTUBRO // 08 – SIOBHAN // 09 – VIDA AÉREA // 10 – COSMIC COSWIG MISSISSIPI // 11 – MULHER DE ROLLERS // 12 – UMA MULHER INSANAMENTE BONITA // 13- ÍTACA (voz de Angélica Freitas) // 14- RINGUES POLIFÔNICOS
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Raul Boeira, Andréa Brandão, André Mehmari e Nerling.
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RAUL BOEIRA – Raul Boeira (Porto Alegre-RS, 1956) ouve música desde que nasceu. O pai era gaiteiro. Em casa, o rádio tocava o dia todo. E quando tinha uns 11 anos, não perdia os programas musicais da TV: Jovem Guarda, O Fino da Bossa, os festivais da Record, os cartoons dos Beatles, Som-Livre Exportação, Concertos para a Juventude… Em 1974, quando tinha 17 anos, a família se mudou para Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul. Em 1976 se aproximou de uma turma de garotos que tocava pelas esquinas da Vila Cruzeiro. Nessa época, já comprava discos de jazz, Hermeto, Gismonti, e, claro, muita MPB. Os amigos da esquina (Alegre Corrêa, Ronaldo Saggiorato, Guinha e outros) logo se tornaram ótimos instrumentistas e ganharam o mundo. Em 1977 fez a primeira música e não parou mais. As fitas cassete que gravava e presenteava aos amigos foram se multiplicando e ganhou a fama de compositor. Em 1979 ingressou no Ministério da Fazenda, de onde saiu em 2013. No início dos anos 80 teve aulas de harmonia com Dudu Trentin. Em 1989, teve duas canções lançadas na Europa, pelo Mato Grosso Group, do qual faziam parte Alegre, Ronaldo e Dudu Trentin, além de Fernando Paiva e Marcelo Onofri. A partir daí, seu trabalho musical passou a ter visibilidade e muitos artistas, como Leonardo Ribeiro, Ana Paula da Silva, Mirianês Zabot, Lili Araújo, Ita Arnold, Vitor Kardoso, Tiago de Moura e outros, gravaram suas canções. O samba Negro Coração, uma parceria com Alegre, é um hit nos bares e está no repertório de muitos intérpretes. “Clariô”, outra parceria com Alegre, integra o cd Joe Zawinul 75, premiado com o Grammy 2010 de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo. Em 2008, Raul Boeira lançou “Volume Um”, com doze canções autorais, também produzido pelo amigo e antigo professor Dudu Trentin, e gravado no lendário estúdio Nas Nuvens (de Liminha e Gilberto Gil). Importantes instrumentistas do país, como Lula Galvão, Ricardo Silveira e Torcuato Mariano estão no disco. Em 2016, lança o CD ” CADA QUAL COM SEU ESPANTO”. Músicas de Raul Boeira, letras de Raul Boeira e Márcia Barbosa e Direção Musical de Dudu Trentin. Músicas do pgm: 01 – Clariô – Alegre Corrêa / Raul Boeira (do álbum Volume Um) // 02 – Negro Coração – Alegre Corrêa /Raul Boeira (Volume Um) // 03 – Ventos – Raul Boeira e Márcia Barbosa (Álbum Cada Qual com Seu Espanto)
ANDRÉA BRANDÃO é cantora e compositora, natural de São Paulo, e acaba de lançar seu novo álbum autoral BONS VENTOS ao lado de um time consagrado da Música Popular Brasileira, que inclui Jaques Morelenbaum (violoncelo), Cristovão Bastos (piano), Toninho Ferragutti (acordeom), Filó Machado (violão) e Cuca Teixeira (Bateria). Iniciou sua carreira no grupo paulista de serenatas “Trovadores Urbanos” na década de 90. Após 5 anos, mudou-se para a Austrália, levando a música brasileira para o outro lado do mundo, ao lado de um trio de jazz. Depois dessa experiência, vem se apresentando há mais de 20 anos em casas de shows e Festivais pelo Brasil. Em 2019 realizou uma TURNÊ pela EUROPA (França, Holanda, Inglaterra, Luxemburgo e Suíça), onde participou do “Festival de Jazz Montreaux meets Brienz”, levando a Bossa Nova e o Samba Canção para os palcos estrangeiros. Seu primeiro disco “Três”, ao lado do Bittencourt Duo, com participação de Toninho Ferragutti no acordeom, François de Lima no trombone e Almir Clemente no sax, foi lançado em 2019. Com uma sonoridade única, esse encontro trouxe uma releitura de grandes clássicos da música brasileira em inusitados arranjos jazzísticos. Atualmente, está lançando o álbum BONS VENTOS, que além do time consagrado acima citado, conta ainda com a participação luxuosa de Leo Amuedo (guitarra), Carlinhos Noronha (baixo acústico), Cainã Cavalcante (violão), Michel Limma (piano), Chys Galante (percussão) e Jackson Lourenço (contrabaixo).As 11 faixas autorais, em parceria com os compositores Cristovão Bastos, Filó Machado, Torrado Parra e Edu Santhana, transitam entre o jazz, a bossa nova e a canção, com influências claras de Chico Buarque, Tom Jobim, Dolores Duran e Dorival Caymmi. Produzido pelo virtuoso pianista Michel Limma, que soube valorizar o belo timbre da cantora com arranjos intimistas e comoventes, o álbum definitivamente traz a sutileza e o respiro dos Bons Ventos. Músicas: 01 – Espera – Torrado Parra / Andréa Brandão // 02 – Refúgio – Cristovão Bastos / Andréa Brandão // 03 – Bons Ventos – Edu Santhana / Andréa Brandão
ANDRÉ MEHMARI – Pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista, nasceu em Niterói em 1977 e mora atualmente em São Paulo. Tornou-se conhecido pelo grande público ao vencer, em 1998, a primeira edição do Prêmio Visa de MPB. Apontado como um dos mais originais e completos músicos da cena brasileira atual, André teve suas composições e arranjos tocados por alguns dos mais expressivos grupos orquestrais, de jazz e de câmara, entre eles: OSESP, Sinfônica Brasileira, Banda Mantiqueira, Orquestra Experimental de Repertório, Quinteto Villa-Lobos. Participou como solista em importantes festivais de jazz como o Chivas Jazz, o Heineken Concerts, TIM Festival, Spoleto Festival USA (André Mehmari Trio), Juan Les Pins (França), Umbria Jazz (Itália) além de turnês nos EUA, Europa e Japão. Além da ativa carreira internacional como instrumentista, André Mehmari continua sendo um dos compositores mais requisitados do país e produz constantemente música sem fronteiras estilísticas em seu Estúdio Monteverdi, em pleno coração da mata atlântica. André lançou em 2021, o álbum Notturno 20>21. Segundo ele, o álbum revela seu estado de espírito durante a pandemia, um momento de introspecção: “A música salva a gente, ela traz uma conexão que nos norteia emocionalmente, que nos coloca em uma posição de reflexão em relação à vida”. Músicas do álbum “Notturno 20>21”: 01 – O Tema que não entrou no Filme – André Mehmari // 02 – O Farol que nos Guia – Hermeto Pascoal // 03 – Uma Valsa em forma de Árvore – André Mehmari
NERLING é um jovem cantor, poeta e compositor sul-brasileiro. Nasceu e cresceu no interior do Rio Grande do Sul, no Município de Palmeira das Missões. Nas suas muitas participações em festivais no sul do país, já conquistou mais de 60 prêmios, e tem mais de 50 canções gravadas como cantor, compositor, instrumentista ou arranjador em eventos do gênero. Sua música carrega os traços da Nova MPB, do Folk, do Pop Rock, além da influência dos ritmos regionais. Em 2020 lançou seu álbum de estréia, intitulado “Tempo do Amor”. O álbum contou com 8 canções autorais inéditas. Em 2021, lançou o single “Me Enrola Mais um Pouco”. Foi finalista do Prêmio Profissionais da Música 2020, a nível nacional, tendo sido indicado em três categorias. Músicas (de José Ricardo Maciel Nerling): 01 – Tempo do Amor // 02 – Se Você Fosse Outro // 03 – Me Enrola mais um pouco
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de BEBETO ALVES, HUMBERTO ZIGLER, CAMILA MENEZES e GUTO AGOSTINI.
ALINE MORENA – Aline Paula Nilson, ou simplesmente Aline Morena (nome escolhida por ela mesma em homenagem à música “Rosa Morena”, de Dorival Caymmi) , nasceu em 29/06/1979 e é gaúcha de Erechim (RS).
Cantora, multi-instrumentista (piano, viola caipira, percussão corporal e pandeiro), compositora, professora de canto, bacharel em Canto pela Universidade de Passo Fundo/RS, já regeu coro infantil e infanto juvenil.
De 2004 a 2015 apresentou-se em duo com Hermeto Pascoal em vários países e de 2007 até o segundo semestre de 2016 fez parte oficialmente do Hermeto Pascoal e Grupo. Durante 13 anos participou também das formações “Hermeto Pascoal e Big Band” e “Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica”. Viajou com todas essas formações por muitos países, tendo se apresentado nos principais Festivais de Música, teatros e espaços culturais do mundo.
Gravou dois CDs e um DVD em duo com o Hermeto, “Chimarrão com Rapadura” (cd e dvd) em 2006 e “Bodas de Latão” em 2010. Em 2014 lançou seu primeiro CD Solo “Sensações” com arranjos de Hermeto Pascoal. Em 2021 foi lançado nas plataformas digitais o CD “Aline Moreno Convida”. Esse trabalho conta com 50 convidados e 22 faixas. Aline está estreando como arranjadora, além de tocar piano, violão e percussão. Aprendeu muito nos 20 anos ciajando pelo mundo. Com ritmos de todas as latitudes, música instrumental e cantada, este grande álbum mostra que, a partir do mestre, Aine define sua personalidade.
Músicas: 01 – ALINE MORENA 200 – HERMETO PASCOAL // 02 – GOIABEIRA QUE DÁ COCO / GALOPE / PEGA-PEGA / O COCO DO COCO – GILBERTO FERNANDES -GONZAGUINHA – GUINGA e ALDIR BLANC – PAULO GOMES // 03 -OM SHANTI RÊ – ALINE MORENA
PAULO HUBERT é músico desde os 11 anos de idade. Tocou em diversas bandas, como guitarrista, violonista de 6 e 7 cordas e cantor. Em 2020, durante a pandemia, iniciou-se na composição e produção musical; como resultado, ao longo do ano de 2021 montou, com o produtor e arranjador Deni Domenico, o disco Varanda, com 8 composições próprias com forte influência do samba e da bossa nova. Dedica-se atualmente à composição de novas canções e à montagem de um show para 2022.
Músicas: 04 – CONFINAMENTO – PAULO HUBERT // 05 – BAOBÁ – PAULO HUBERT // 06 – SEXTA DE CARNAVAL – PAULO HUBERT e GABRIELA TOLEDO
MAX GASPERAZZO – O cantor e compositor capixaba Max Gasperazzo iniciou sua trajetória musical participando de festivais de música no Espírito Santo.
Além da parceria com Zé Geraldo, Carlos Bona e Xangai, já teve suas músicas gravadas por Susi Brito, Trio Forrozão e pelo coral da Universidade Vale do Itajaí de Santa Catarina.
Nos anos 90 e 2000, venceu quatro festivais capixabas com a banda de rock Pangéia: Festival de Vila Nova (Vila Velha), em 1993 e 1994; Festival do Novo México, em 1997; e o Festival Dom Bosco (Vitória), em 2000, com público de mais de 5 mil pessoas e transmissão pela Rede Vida para todo o Brasil.
Com o trabalho solo, Max já participou de shows com Carlos Bona e com o compositor mineiro Chico Lobo. Em 2018, abriu três apresentações de Zé Geraldo em Santa Catarina – Blumenau, Itajaí e Joinville. E no mesmo ano participou da primeira edição do evento Espírito Folk, no Teatro Municipal de Vila Velha, em parceria com Sandrera, Anderson Ventura (Java Roots) e Manfredo.
Comemorar 25 anos de estrada com a participação de amigos e ícones da música como Zé Geraldo, Xangai, Carlos Bona e o compositor Valdir Cechinel Filho. Essa é a proposta do novo disco do cantor e compositor Max Gasperazzo. “Trilhas”, álbum com 12 faixas que será lançado esta sexta feira, 30, em todas as plataformas digitais, pela editora e distribuidora New Music Brasil.
Além de um passeio pela carreira de Max, o disco é também uma caminhada deleitável pela música brasileira. O compositor já transitou pela MPB, pelo Forró Pé de Serra e pelo Rock. E hoje é filho do Folk e do Rock Rural, este último um estilo com influência de artistas como James Taylor, Bob Dylan, Beatles, Eagles e Carole King, sonoridade somada ao uso de instrumentos como a viola caipira.
Músicas: 07 – TRILHAS – MAX GASPERAZZO / CHICO LOBO // 08 – SOLO SAGRADO – MAX GASPERAZZO / VALDIR CECHINEL FILHO // 09 – ENQUANTO A CIDADE DORME – MAX GASPERAZZO / VADIR CECHINEL FILHO / ZÉ GERALDO – Participação de Zé Geraldo
GAHUER CARRASCO – é músico, cantor, violonista e compositor, com influências do Pop, Jazz, Bossa Nova, Tango e do Flamenco. Com uma vertente musical que vai do Blues ao Clássico, Gahuer Carrasco já possui cinco CDs lançados, ‘Expressão em Cordas” (2007), “Pasión y Romance” (2008), “Pasión” (2011), “Sem Limites” (2016) e “Dois Mundos” (2019) todos com grande reconhecimento pela crítica e grande aceitação pelo seu público em diversos países.
Músicas (todas de Gahuer Carrasco): 10 – VOCÊ EM MIM // 11 – COISA MAIS LINDA É VOCÊ // 12 – NA AREIA DO MAR
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de BEBETO ALVES, HUMBERTO ZIGLER, CAMILA MENEZES e GUTO AGOSTINI.
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BEBETO ALVES é compositor e cantor nascido em Uruguaiana/RS em 1954. Bebeto é hoje um expoente da música gaúcha, com uma trajetória que remete a história da música do Rio Grande do Sul. Em 1978, participou da coletânea “Paralelo 30”, que englobava somente artistas gaúchos. Seu primeiro disco solo, “Bebeto Alves”, foi em 1981, seguido por “Notícia Urgente”. Ele busca, entre outras opções, explorar músicas típicas do Rio Grande do Sul, como ranchos, toadas e milongas. Um de seus grandes sucessos foi “Quando eu Chegar”, lançado em compacto em 1984. Seus discos seguintes, Novo País, Pegadas, Danço Só, Milonga de Paus e Paisagem, mesclam a milonga e os ritmos gaúchos a diversos estilos como rock, reggae, pop e eletrônico.
Contraluz é o álbum autoral de músicas inéditas lançado pelo artista em dezembro de 2021 através do selo Produto Oficial e que pode ser apresentado como disco comemorativo dos 40 anos de estréia solo do cantor e compositor no mercado fonográfico. Na contracapa do CD, Bebeto diz: “Acho que cheguei em um outro lugar, o lugar de um novo velho artista que se restabelece com uma nova velha idéia do que significa estar aqui e, apesar de tudo, cantar. Essa nova velha idéia é essa contraluz através da qual tento de todas as formas me reconhecer e reconhecer a todos. Não sem dificuldade, mas com uma vontade imensa de acreditar, que ainda podemos ser melhores do que já fomos um dia”.
Músicas do álbum Contraluz: 01 – BEAT – Bebeto Alves – Adaptação Musical do livro ONTHEROADAGAIN de Atílio Perez da Cunha (Macunaíma) // 02 – UM BRILHO EM TEU OLHAR – Bebeto Alves / Renata Arruda // 03 – CONTRALUZ – Bebeto Alves
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HUMBERTO ZIGLER é baterista e percussionista, nascido no RS. Vindo de uma família de pescadores, conheceu a música por meio dos tios músicos e não tardou a se tornar um apaixonado pelos ritmos. Logo passou a tocar na noite de Florianópolis, em bandas de baile e grupos de samba. Na mesma época, se aperfeiçoou na bateria com o mestre Kiko Freitas.
Em 1999, fixou residência em São Paulo. Trabalhou como professor em várias ONGs e no projeto Guri (Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo), onde foi responsável por preparar os alunos de percussão para a apresentação com o pianista Arthur Moreira Lima, no 31º Festival de Inverno de Campos do Jordão. Também ministrou residências de percussão e prática de conjunto no projeto “Música para a Vida”, em Guaramiranga (Ceará), resultando em uma apresentação no “Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga”.
Em novembro de 2021, Humberto Zigler lançou o álbum “The Fisherman”, três anos após a pré produção iniciada em 2018. O álbum sintetiza os 30 anos de caminhada do músico e é um projeto que nasceu da necessidade de traduzir experiências com as múltiplas linguagens vivenciadas ao longo de sua carreira.
Ao dividir o palco por muito tempo com sambistas e músicos de New Orleans (EUA), Humberto vislumbrou uma conexão primordial com sua ancestralidade, nos tambores primitivos da África. Iniciou, assim, a sua pesquisa a partir das músicas originárias do oeste africano e suas ramificações pelo mundo, identificando elementos que estão na base tanto da música tradicional brasileira – o maxixe, o ijexá e o maculelê – quanto nas músicas tradicionais de New Orleans o second line e o mardi gras. A partir de um repertório que já vinha sendo apresentado parcialmente em alguns workshops e oficinas, Humberto Zigler resolveu registrar sua pesquisa também em um CD.
The Fisherman, que foi lançado em formato físico e digital pela Kuarup, conta com a participação de 17 músicos, além do próprio Humberto Zigler, que também é responsável pela produção musical e executiva.
Músicas: 01 – SACI – Humberto Zigler // 02- IT AIN’T MY FAULT – Joseph “Smokey” Johnson e Wardell J. Quezergue // 03 – TACHO – Hermeto Paschoal – A composição do genial Hermeto ganha uma nova introdução com a música incidental “Chamada de Aricury”, presente na obra “Missão de Pesquisas Folclóricas”, de Mário de Andrade.
CAMILA MENEZES é multi-instrumentista, compositora, arranjadora, maestrina e produtora musical. Artista atuante da efervescente cena musical de Belo Horizonte/MG, integra a banda de indie pop Dolores 602, com a qual conquistou, por suas composições, oito premiações em festivais. Versátil, também participa da banda Tutu com Tacacá, que funde ritmos mineiros e do norte, como o carimbó. A mineira também toca baixo na banda da cantora Marina Machado e é, desde 2012, maestrina do Coral Casa de Auxílio e Fraternidade Olhos da Luz (Sabará/MG), que vai do tango ao Folk, passando pelo canto coral tradicional e pelas músicas regionais brasileiras. Psicóloga de formação, mestra em Psicologia Social, também dá aulas particulares de violão, baixo e ukelelê. No ano passado, iniciou uma nova fase de sua trajetória, agora em carreira solo, evidenciando não somente suas habilidades como cantora e compositora, como também instrumentista e produtora musical. Responsável pela realização de todas as etapas da produção de suas faixas, seu talento marca os ouvintes com sua voz doce e afinada, ao lado de experimentações rítmicas que valem muito a pena.
Para celebrar a Rainha das Águas, Camila Menezes, lançou em fevereiro de 2022 seu quarto single em carreira solo. Ampliando suas experimentações com viola caipira e ritmos brasileiros, dessa vez a artista incrementa sua produção musical com elementos percussivos. O samba de roda da Bahia dá luz às cenas que Camila descreve à beira do mar. O “Samba para Iemanjá” é entoado junto às percussões de Débora Costa, convidada pela autora, para criar o cenário lúdico e dançante proposto pela canção. Camila já apresentou a música ao vivo em saraus e num festival de composições femininas e, como a receptividade foi muito boa, decidiu dar à canção uma roupagem de estúdio. Como resultado, o single nos mostra a evolução do trabalho de Camila Menezes que, no seu primeiro EP solo, Bença, lançado recentemente, já se aventurava com sua viola entre o maracatu e a música eletrônica.
Músicas 01 e 02 de Camila Menezes do EP Bença de 2021 – 01 – LOUVAÇÃO À (MINHA) MÃE // 02 – PARA TI // 03 – SAMBA PARA IEMANJÁ – single lançado em fevereiro de 2022
GUTO AGOSTINI – Maçanilha, de 2021 é o segundo trabalho autoral de Guto Agostini. Depois de Fim de Ciclo de 2015, o cantautor segue firme no propósito de retratar em suas composições a identidade do sul-rio-grandense habitante do meio urbano, em outras palavras, do gaúcho da cidade. Embora o termo “cantautor” não seja amplamente divulgado aqui no Brasil, sabe-se – através de pesquisa – que é utilizado em outros países como sendo o artista que trata em suas composições de temas sociais, políticos e cotidianos. A começar pelo título do disco – Maçanilha – que já trava um diálogo entre as coisas do campo e da cidade, tendo em vista que nem todo mundo sabe que maçanilha é sinônimo da tão urbana camomila. Nesse sentido, mas em termos de composição, todas as músicas e melodias trazem um pouco do mundo nativista mesclado ao universo mpb e pop. Os arranjos, a produção musical e a maioria dos instrumentos estiveram a cargo de Fernando Machado (Estúdio RNL – Vacaria/RS). Participaram como instrumentistas Rafael de Boni (acordeon) e Percy Arias (quena e zampoña – flautas andinas). E com as letras não é diferente: são temáticas universais, ditas da forma como as gentes do Sul falam, às vezes com mais outras com menos expressões idiomáticas.
Maçanilha é uma obra autoral que pode ser classificada no gênero MPG (Música Popular Gaúcha), mas traz duas regravações de nomes exponenciais no cenário gaúcho. Uma delas é O Rastro e a Poeira, de Miro Saldanha, em que o autor prestigia Guto num dueto de voz; a outra é a linda balada De um Olhar que Some, de Carlos Machado e Fábio Peralta, apresentada originalmente na 4º Galponeira de Bagé, em 2007. As demais músicas são totalmente autorais.
Músicas:01 – AURORA – Guto Agostini // 02 – CORAÇÃO SEM FRONTEIRAS – Guto Agostini // 03 – O RASTRO E A POEIRA – Miro Saldanha
Nessa edição de O SUL EM CIMA vamos mostrar os trabalhos de AIRTO MOREIRA E BANDA EYEDENTITY.
AIRTO MOREIRA – Reconhecido por produtores e maestros assim como pela imprensa internacional especializada como o percussionista mais popular do mundo, é inegável a sua contribuição para o desenvolvimento e manutenção do alto nível da chamada worldmusic, como também o Jazz Brasileiro e a música criativa experimental.
Airto recebeu dois discos de ouro pela sua composição “Samba de Janeiro”, que entrou em primeiro lugar nas paradas em 27 países. A Down Beat magazine (maior e mais importante revista de Jazz) criou a categoria Percussão, baseado no trabalho de Airto Moreira, ele já ficou com o primeiro lugar por mais de 20 anos.
No ano de 2002, Airto representou o Brasil no concerto de reinauguração da Biblioteca de Alexandria no Egito, num evento que reuniu representantes do mundo inteiro. Airto foi até lá a convite do governo do Egito e das Nações Unidas. Neste mesmo ano Airto Moreira e Flora Purim recebem, no Consulado Brasileiro em Los Angeles a Comenda do Rio Branco – como reconhecimento da sua importância para a comunidade musical em todo o mundo e pela maneira como vêm divulgando o Brasil internacionalmente desde 1967. Flora Purim, esposa de Airto, é referência vocal em jazz e música latina há cinco décadas e já dividiu palcos e estúdios com grandes nomes do jazz. Sua voz lhe rendeu duas indicações ao Grammy por Melhor Performance Feminina de Jazz, em quatro ocasiões o prêmio da Revista DownBeat por melhor cantora, além de participações em trabalhos ganhadores de Grammys.
Aos 80 anos, completados em 5 de agosto de 2021, Airto Moreira volta ao disco e ao começo. Com o lançamento do álbum Eu canto assim em outubro de 2021, o artista catarinense – músico brasileiro que obteve visibilidade planetária ao cair no suingue do jazz latino – se conecta afetivamente com o início da trajetória profissional, iniciada na década de 1950 nas boates das cidades paranaenses de Ponta Grossa e Curitiba.
Com arranjos criados pelo pianista David Sartori e pelo contrabaixista Thiago Duarte, sob a direção musical de Flora Purim, Airto dá voz no disco a nove músicas, quase todas lançadas nas décadas de 1950 e 1960, sem deixar de tocar a bateria e a percussão que lhe consagraram em âmbito mundial.
O álbum Eu canto assim é o primeiro disco de Airto Moreira desde Aluê (2017), primeiro álbum solo gravado pelo artista no Brasil.
Músicas: 01 – ALUÊ – AIRTO GUIMORVAN MOREIRA / FLORA PURIM / JOSÉ PIRES DE ALMEIDA NETO // 02 – CANÇÃO DOS OLHOS TRISTES – TITO MADI // 03- AS PRAIAS DESERTAS – TOM JOBIM // 04 – A NOITE DO MEU BEM – DOLORES DURAN
BANDA EYEDENTITY – Krishna Booker e Diana Purim começaram sua jornada juntos muito antes do início da Eyedentity em 1997. Eles nasceram em Nova York, com dois anos de diferença no mesmo hospital em uma família de gigantes musicais.
Diana cresceu na estrada viajando pelo mundo com seus pais, os pioneiros do jazz brasileiro Flora Purim e Airto Moreira. Krishna é filho do renomado baixista de Jazz, Walter Booker, sobrinho de Wayne Shorter e afilhado de Herbie Hancock.
Os dois amigos de infância logo descobriram na adolescência que compartilhavam um profundo amor pela música em todas as suas formas e uma formação em Jazz, Funk, Brazilian and Latin Fusion. Juntos, eles estenderam os limites do Hip Hop, injetando-o com elementos de suas influências musicais multiculturais. O casal já percorreu o mundo tocando em vários clubes e festivais como Ronnie Scott’s Jazz Club em Londres, SESC Pinheiros em São Paulo e o SFJazz Festival em São Francisco, e colaborando com muitas lendas musicais. Eles também tiveram o privilégio de trabalhar ao vivo e em estúdio com Sergio Mendes, Flora Purim, Wah Wah Watson, entre muitos outros grandes artistas.
Em novembro de 2021, eles lançaram o álbum “País da Maravilha (Wonderland). O álbum intitulado, tem uma sonoridade única com uso pesado de ritmo combinado com conteúdo lírico forte e catártico e uma mistura bilíngue perfeita das duas principais culturas com as quais eles cresceram. Ele fala com franqueza e autenticidade dos desafios da condição humana interna à medida que forjamos um novo mundo diante de uma pandemia global. Eles lutam pela brasilidade da música americana e pela americanização da música brasileira, explorando elementos modernos, urbanos, tradicionais e culturais. Essa integração calculada de dualidades é um movimento deliberado em direção a uma compreensão mais unificada um do outro, da natureza, da humanidade e de um esquema universal maior.
Músicas do álbum País da Maravilha (Wonderland): 05 – PAÍS DA MARAVILHA (WONDERLAND) – GRECCO BURATTO / KRISHNA BOOKER / DIANA PURIM // 06 – THE HAPPY PEOPLE (O ANATÉLIO) – AIRTO MOREIRA // 07 – YES I WILL – CHRISTIAN GAMEZ / DIANA PURIN / KRISHNA BOOKER // 08 – RECONNECT – GRECCO BURATTO / LYNNE EARLS / DIANA PURIM / KRISHNA BOOKER // 09 – LUA CHEIA – LYNNE EARLS / DIANA PURIM – participação especial: FLORA PURIM
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Projeto Caleidoscópio (Analu Paredes e Arthur Nogueira), Sandro Souza, Iva Giracca e Roger Corrêa Quarteto e Marcelo Amaro.
ANALU PAREDES e ARTHUR NOGUEIRA – PROJETO CALEIDOSCÓPIO
Depois de muitos anos sem fazer um novo trabalho autoral, o Projeto Caleidoscópio começa a lançar o seu terceiro álbum “LUZ E SOMBRA” em formato de singles em todas as plataformas digitais. O Projeto é formado pelo casal de músicos cariocas Analu Paredes e Arthur Nogueira, que tem como idéia central composições próprias, arranjos, produção independente com músicos instrumentistas de renome (alguns internacionais) se alternando em cada faixa, e muitos Feats da pesada formando um belo e gigante Caleidoscópio sonoro. As músicas possuem forte identidade e passeiam por vários estilos como MPB, Progressivo, Fusion, Jazz e muita influência da boa música mineira, como o ‘Clube da Esquina’. O segundo álbum reuniu convidados como Egberto Gismonti, Flávio Venturini, Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Marcus Viana e Guilherme Arantes.
Além de músicos incríveis como Sérgio Melo, André Neiva, Cláudio Infante, Paulo Calasans, Jorge Helder, Fred Bertoli, Francisco Falcon, o terceiro álbum teve o luxuoso técnico e torcedor do Projeto: Ricardo Feghali (Roupa Nova) que também participa e assina o arranjo de uma das faixas. Uma das surpresas, é a parceria de Jane Duboc na música ‘Quando o Encontro é mais’.
Em maio de 2021 foi lançado o single ‘O AMOR’ , que tem como participação especial de Gilberto Gil, que divide o vocal com Analu Paredes. A música é uma MPB com lindas melodias e poesia cheia de metáforas, trazendo uma atmosfera de paz e profundidade.
Músicas: 01 – O AMOR – Analu Paredes e Arthur Nogueira – Participação Especial: Gilberto Gil // 02 – QUANDO O ENCONTRO É MAIS – traz a participação de Jay Vaquer que faz um lindo dueto com Arthur Nogueira na faixa que foi composta por ele (Arthur Nogueira), Analu Paredes e Jane Duboc (Letra) // 03 – NUVENS – Analu Paredes e Arthur Nogueira – Analu Paredes e Guilherme Arantes (voz)
SANDRO SOUZA – Compositor, violonista, professor e arranjador; integrante das Orquestras Unisinos Anchieta, Sinfônica da UCS e professor de musicalização e violino no Projeto Vida com Arte de São Leopoldo. Suas principais canções autorais estão gravadas nos seus três álbuns intitulados (re)verso (2008), Etnopop (2013) e Alma-me (2018). Atualmente prepara novo álbum com canções feitas durante a pandemia.
Sandro tem participação em centenas de festivais de música popular pelo Brasil e em festivais na Alemanha, Áustria e Coréia do Sul. Participação em dezenas de discos/cds/dvds de orquestras, festivais e intérpretes. Sua música “Nação” foi trilha sonora do documentário ‘A democracia na América Latina’ do cineasta americano Michel Fox.
No álbum mais recente intitulado Alma-me, Sandro Souza apresenta treze canções inéditas de música popular brasileira, onde canções com ritmos como samba, moda, toada, xote e reggae; tem aproximação com a linguagem e sonoridade contemporânea. As influências tropeiro/açoriana de Sandro Souza, assim como suas vivências de orquestras e festivais estão cuidadosamente colocadas nas canções do álbum mais autobiográfico de sua carreira.
IVA GIRACCA e ROGER CORRÊA QUARTETO – Traz em sua essência as cores da América Latina aliadas a improvisação do jazz. Composto por Iva Giracca (violino), Roger Corrêa (acordeom diatônico), Arthur Boscato (violão 7 cordas) e Alexandre Damaria (percussão).
O Quarteto oferece uma viagem as sonoridades das planícies da pampa, às Cordilheiras dos Andes, da América Central a música de concerto. Com um repertório autoral composto por Roger Corrêa nasceu o álbum “Sul em Aquarela” com lançamento previsto para março de 2022.
-Iva Giracca é natural de Santa Maria/RS. Iniciou seus estudos aos 4 anos de idade. Formou-se bacharel em violino pela UFSM e atualmente é a Spalla da Camerata Florianópolis além de integrar o trabalho em quarteto com Roger Corrêa.
-Roger Corrêa é natural de Guaíba/RS. Iniciou seu contato com a gaita-ponto (acordeom diatônico) aos 6 anos de idade através do projeto Fábrica de Gaiteiros idealizado por Renato Borghetti. Já levou seu projeto de música autoral a países como Espanha, Marrocos, Portugal, Chile, Uruguai e Argentina.
Músicas (Composições de autoria de Roger Corrêa): 07 – SUL INTERIOR // 08 – FLORIR DE ALMA // 09 – A DON GRECO
MARCELO AMARO – AFROGAÚCHO é o terceiro álbum de Marcelo Amaro, cantor, compositor, percussionista porto-alegrense radicado no Rio de Janeiro há 20 anos.
Marcelo Amaro conta que a idéia do álbum, exaltando a negritude, amadureceu com a leitura do livro Negros no Sul do País – Invisibilidade e Territorialidade (coletânea organizada em 1996 pela professora catarinense Ilka Boaventura Leite).
O projeto carrega no seu conceito musical diálogos de sotaques sonoros do Brasil, tendo a instrumentação do samba urbano carioca como base, entrelaçados aos tambores da Congada do Maçambique, o grande tambor de Sopapo e os tambores do Mundo. Os arranjos musicais foram escritos por Daniel Delavusca, que com muita sensibilidade musical descreveu boa parte da vivência musical de Amaro, utilizando além de muita percussão, os instrumentos étnicos, somados ao piano, a sanfona e a instrumentos musicais da família dos metais e cordas.
Músicas: 10 – AFROGAÚCHO – Marcelo Amaro – Mamau de Castro – Dona Conceição // 11 – DESCENDO POR SANTA TERESA – Marcelo Amaro / Rodrigo Rodrigues / Wanderson Lemos – Feat João Donato // 12 – MEU CANTO BANTO – Eugênio Alencar (Mestre Paraquedas) – declamação do poema Caminhos percussivos por Tom Grito.
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Cristian Sperandir (Tributo a Geraldo Flach), Jéferson Dantas e Bianca Obino.
CRISTIAN SPERANDIR (TRIBUTO A GERALDO FLACH)
No ano de 2021 completamos 10 anos sem o pianista, arranjador e compositor Geraldo Flach. Geraldo construiu um extenso e rico legado que alcançou o Brasil e o mundo, qualificando -o como um dos principais nomes da música instrumental brasileira. Em 50 anos de carreira viu sua obra percorrer o país e o exterior, com participações em grandes festivais de Jazz, como Free Jazz, Lapataia (Uruguai) e Festival de Buenos Aires. Deixou como legado uma discografia com 10 álbuns, pelos quais recebeu diversos prêmios, além de dezenas de trilhas sonoras para cinema, teatro e TV.
Manter viva a obra de Geraldo Flach é um dos constantes propósitos da produtora cultural Ângela Flach. Com o intuito de fazer com que a memória musical do pianista percorra novos espaços e que seja acessada por novos públicos, surgiu o projeto Tributo a Geraldo Flach, que nesta primeira etapa contempla o lançamento do disco ‘Flachianas’ que conta com dez faixas executadas por Cristian Sperandir Quinteto e Convidados.
O tributo a Geraldo Flach é composto por 3 etapas: disco Flachianas, documentário e songbook.
Apontado como revelação da música contemporânea e o vencedor do Prêmio Açorianos de Música (Melhor Instrumentista de MPB 2013 e Melhor Intérprete em 2019 com o álbum Bons Ventos), CRISTIAN SPERANDIR é pianista, compositor, arranjador e produtor musical.
Admirador e estudioso da obra de Geraldo Flach, assumiu a desafiadora tarefa de reinterpretar criações do músico. “É uma imensa responsabilidade tocar a obra deste grande artista. Ainda mais tentando empregar nossa própria identidade, sem perder a raiz e toda a beleza da música dele”, acredita.
Sobre o disco: Cristian Sperandir assina a produção musical e arranjos; piano, teclados e vocais / Guitarras e violões aos cuidados de Antonio Flores // Contrabaixo acústico e elétrico por Caio Maurente / Percussão de Bruno Coelho // Bateria de Sandro Bonato.
O disco foi gravado no Estúdio Cia a3. A Masterização é de Marcos Abreu e a Arte Gráfica aos cuidados de Leo Lage.
Músicas do álbum Flachianas: 01 – Um Novo Rumo – Geraldo Flach / Arthur Verocai – Participação de Paola Kirst// 02 – Reencontro- Geraldo Flach – Participação de Lorenzo Flach // 03 – Choro da Alma – Geraldo Flach // 04 – Cão Vadio – Geraldo Flach / Luiz Coronel – Cristian Sperandir (voz) // 05 – Rancheirinha Canção – Geraldo Flach / Jerônimo Jardim – Participação de Shana Müller
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JÉFERSON DANTAS – O álbum ‘O grito da cidade’ é a primeira experiência musical solo de Jéferson Dantas, que lançou em fevereiro de 2013 o álbum “A cada manhã’ com o grupo Casa da Ginga. As canções desse álbum traduzem suas principais influências (Vitor Ramil, Zé Ramalho, Raul Seixas, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Secos & Molhados). Dantas é professor na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no Departamento de Estudos Especializados em Educação do Centro de Ciências da Educação. O álbum ‘O grito da cidade’ foi gravado, mixado e masterizado no R.V. Estúdio Musical, Florianópolis/SC, de outubro de 2021 a janeiro de 2022, por Alex Sandro Batista dos Santos. Arranjos, violões, guitarras, piano, bateria programada e sintetizadores: Alex Sandro Batista dos Santos / Arte da capa: Jeana Santos
Músicas (letras e músicas de Jéferson Dantas – o lançamento aconteceu 11 de fevereiro de 2022): 06 – Quando a Chuva Veio // 07 – O Grito da Cidade // 08- Olhos Invernais // 09- Tudo Vivido Até Aqui
BIANCA OBINO – Compositora, cantora e violonista. Tem três discos e um EP lançados, com composições em inglês e em português. Graduada em Canto pela UFRGS (2007), especializada no método Somatic Voicework pela Shenandoah University (EUA, 2011) e mestre em Songwriting (Composição de canção) pela Bath Spa University (Inglaterra, 2014). Já recebeu prêmios como Comenda Lobo da Costa, em 2012, pela contribuição cultural ao estado do Rio Grande do Sul e foi premiada pelo Mulheres de Destaque em 2013. Também foi indicada ao Prêmio Açorianos de Música (2013) nas categorias de Melhor Instrumentista MPB e de Artista Revelação.
Em 2021, dá início à nova fase na carreira com o projeto “Slow Art Identity”. Ele consiste numa série de lançamentos de singles até 2023, onde Bianca irá passear por diferentes sonoridades a cada nova canção. Até agora saíram as faixas ‘10.000 vezes”, ‘Volta ao mundo de dentro Remix’, ‘Rotina’ e ‘Placa Tectônica’. O projeto ‘Slow Art Identity’ é inspirado no conceito ‘Slow Art’, criado pelo crítico de arte Michael Kimmelman. O termo tem como principal idéia a apreciação sem pressa de uma obra de arte, acompanhando-a desde sua concepção e desenvolvimento.
Músicas: 10- Volta ao Mundo de Dentro – Remix (Participação Especial de Duda Raupp) // 11 – 10 Mil Vezes // 12 – Placa Tectônica