O SUL EM CIMA 15 / 2025




Na edição 13 / 2025 de O Sul em Cima, faremos uma pequena homenagem a Rodi Pedro Borghetti, apresentando músicas de Renato Borghetti e Pedro Borghetti
Rodi Pedro Borghetti, o Borghettão, apelido carinhoso com o qual era conhecido, nome importante do movimento tradicionalista do Rio Grande do Sul, faleceu aos 92 anos em 17/03/25. Ele foi dirigente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e era pai do músico Renato Borghetti. Natural de Flores da Cunha (RS), Rodi também atuou como corretor de imóveis, empresário e advogado. Além de Renato, também era pai do produtor Marcos Borghetti e foi responsável pelo setor jurídico do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música. Ele formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em 1961 entrou para o 35 CTG, do qual foi patrão por sete vezes. Também foi presidente do MTG por dois mandatos, diretor do IGT, criador da Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha, patrono dos Festejos Farroupilhas e um dos fundadores dos Cavaleiros da Paz, em 1990. Em 2022, recebeu o título de Cidadão de Porto Alegre.
RENATO BORGHETTI – Renato Becker Borghetti, mais conhecido como Borghettinho (Porto Alegre, 23 de julho de 1963) é um músico instrumentista e acordeonista. Renato Borghetti no seu primeiro álbum, gravado em 1984, ganhou o primeiro disco de ouro da história da música instrumental brasileira. Com um estilo único e a sua gaita ponto, tem realizado diferentes leituras de obras da música do Rio Grande do Sul, agregando influências de outros estilos brasileiros e internacionais. Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Além da agenda exterior, o músico cumpre extensa programação em território nacional, levando a música gaúcha aos mais diversos cantos de nosso Brasil. Tem 26 discos gravados e dezenas de participações em gravações. Idealizado por Borghetti, em 2010 nasceu a Fábrica de Gaiteiros, um projeto de resgate cultural do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música, voltado à educação musical através da gaita para crianças e jovens de 7 a 15 anos. O projeto já possui mais de 20 unidades de ensino até o momento (no RS, SC e Uruguai), tendo a sua sede na Barra do Ribeiro onde são fabricadas as gaitas exclusivamente para atender o projeto, não sendo comercializadas. Músicas: 01 – MERCEDITAS – Ramón Sixto Ríos // 02 – CAMPEIRA – Renato Borghetti / Daniel Sá e Hilton Vaccari // 03 – ENCONTRO – Renato Borghetti e Sivuca – Feat Sivuca // 04 – VIRA VIROU – Kleiton Ramil // 05 – MILONGA PARA AS MISSÕES – Gilberto Monteiro
PEDRO BORGHETTI é natural de Porto Alegre e com o seu primeiro álbum solo, Linhas de Tempo, lançado em 2019, levou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Compositor MPB. Em 2021 produziu quatro videoclipes de músicas autorais inéditas através do projeto Tempo de Sina. O compositor começou a se envolver com a arte desde cedo nos camarins dos pais, brincando com os figurinos, os cases e instrumentos. Inicialmente aderiu aos instrumentos de percussão, como bombo leguero, cajon e sapateado. Com oito anos de atuação no grupo de dança de sua mãe, Cadica Cia de Dança, participou de festivais internacionais de folclore em países como Chile, China, Portugal e Rússia. Há alguns anos acompanha seu pai nos espetáculos, tocando bombo leguero no Renato Borghetti Trio. Desde 2018 integra o coletivo de artistas, selo e estúdio Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre. Em maio de 2023, o cantor, compositor e multi-instrumentista Pedro Borghetti lançou seu segundo álbum solo nas plataformas de streaming de música. Intitulado Pendenga, foi gravado em dezembro de 2021 no Estúdio Pedra Redonda, em Porto Alegre, acompanhado pelo trio CeronFlachNeves formado por Guilherme Ceron (contrabaixo e produção musical), Lorenzo Flach (guitarra, efeitos e piano) e Bruno Neves (bateria e beats). Quase quatro anos após o disco de estréia – Linhas de Tempo, Pendenga carrega conhecimentos e desejos acumulados num período misto de evolução e clausura. Em contraponto ao primeiro trabalho, no qual abordou a família e sonoridades leves apresentando o artista de forma íntima, a densidade agora aumenta e as interpretações ganham forças para gritar o momento crítico, dramático e existencial que passamos com a pandemia. Músicas: 01 – LINHAS DE TEMPO – Pedro Borghetti e Neuro Júnior – do álbum Linhas de Tempo // 02 – QUEM JÁ NASCE FÊNIX – Tamiris Duarte e Pedro Borghetti // 03 – LETÍCIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti // 04 – PENDENGA DE CHICÓ – Carlos Medeiros e Pedro Borghetti – feat Jorginho do Trompete // 05 – SOMBRA – Pedro Borghetti – feat Gabi Lamas // 06 – NÓIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti – feat Paola Kirst
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Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Dora Morelenbaum e Bemti
DORA MORELENBAUM – Pique é o primeiro álbum solo da cantora, compositora, instrumentista e produtora carioca Dora Morelenbaum, filha do violoncelista e arranjador Jaques Morelenbaum e da cantora Paula Morelenbaum. Depois do sucesso com o ‘Bala Desejo’ (banda que, a partir de 2022, deu projeção à artista em quarteto formado com Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra), a cantora e instrumentista carioca revela um trabalho que é, ao mesmo tempo, íntimo e expansivo, refletindo uma evolução artística e pessoal. Quando o ritmo da vida se torna uma dança constante, surge a necessidade de uma trilha sonora que capture essa transitoriedade. Pique, primeiro álbum solo de Dora Morelenbaum, é um mergulho profundo na dualidade entre o movimento e o refúgio. Nomeada em homenagem a uma das faixas, a obra não só explora diversas facetas musicais – de MPB, soul, R&B e jazz –, mas também se manifesta como uma afirmação da identidade artística da cantora. Pique reflete a jornada pessoal e artística de Dora, que, após a conquista de um GRAMMY Latino pelo álbum SIM SIM SIM (2022), com o Bala Desejo, e o hiato da aclamada banda, revela um novo capítulo de sua carreira solo, desta vez mais profundo e complexo. Lançado em parceria com os selos Coala Records e Mr Bongo. “São muitas camadas. É um álbum com várias facetas e eu me vejo muito em cada uma delas. Acho que por ser meu primeiro disco solo, existe essa emoção de querer colocar muitas vontades”, explica. Coproduzida por Dora com Ana Frango Elétrico, a obra se define em um alcance de ritmos e gêneros. “Pique é justamente o resultado dessa mistura. Tem na base um quarteto de jazz, com baixo, bateria, teclado e guitarra; e, dentro dessa formação, vai esgarçando um pouco diferentes texturas”, completa. Músicas: 01 – Venha Comigo – Sophia Chablau // 02 – A Melhor Saída – Tom Veloso // 03 – Caco – Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 04 – Petricor // 05 – Pique // 06 – Talvez (As Canções) // 07 – Nem Te Procurar – (Músicas 04, 05, 06 e 07 de Tom Veloso e Dora Morelenbaum)
BEMTI – Nascido em Serra da Saudade. no interior de Minas Gerais, o cantor, compositor e instrumentista Bemti usa a Viola Caipira de dez cordas como base da sua sonoridade emocional e cinematográfica que transita por gêneros como indie pop, MPB e folk. O cantor e compositor também é formado em Audiovisual pela USP e traz as experiências como diretor, roteirista, redator e montador de filmes para seu trabalho na música. Sua estreia autoral, o álbum “era dois” (2018), conta com participações de Johnny Hooker e da banda Tuyo, e foi muito bem recebido pela crítica. Já o segundo disco, “Logo Ali”, conta com participações de Fernanda Takai, Jaloo, Josyara, ÀVUÀ e do músico português Hélio Morais. Este trabalho venceu o edital Natura Musical e foi indicado entre os Melhores Discos de 2021 na lista da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). A abordagem inédita e contemporânea da viola caipira feita por Bemti já ultrapassou 4 milhões de execuções apenas no Spotify, rendendo inclusões em trilhas sonoras de diversos longas e séries. Desde 2018, o artista mineiro já excursionou por 11 estados brasileiros e por países da Europa e América Latina, com shows esgotados em Lisboa e Buenos Aires. Bemti se posiciona como um artista LGBTQIAPN+ desde o seu primeiro videoclipe, criando inusitadas pontes através da sua música, onde a tradição encontra a modernidade e o rural se aproxima do urbano, sem deixar de lado a habilidade de conectar e emocionar o público. Músicas: 01 – Tango – Bemti – participação especial de Johnny Hooker – do álbum “Era Dois” // 02 – Livramento – Bemti e Nina Oliveira – com Marcelo Jeneci – Co-Produção, Piano Wurlitzer, Sanfona e Vozes Adicionais – do álbum “Logo Ali” // 03 – Catastrópicos – Bemti e Cauê Lemes – Participação de Jaloo – do álbum “Logo Ali” // 04 – Samba! Bemti e Cauê Lemes – Com participação do duo ÀVUÀ, formado por Bruna Black e Jota.pê – do álbum “Logo Ali” // 05 – Quando o Sol Sumir – Bemti, Roberta Campos e Cauê Lemes – part especial Fernanda Takai – do álbum “Logo Ali” // 06 – Melhor de Três – Bemti, Luis Calil, Ernesto Djédjé – Single do 3ª disco (a ser lançado)
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https://www.instagram.com/doramorelenbaum/
https://www.instagram.com/bemtii/



ÉRICO MOURA foi o único brasileiro a representar o país no evento (The Global Music Festival 24:1900), que ocorreu em 21 de dezembro passado, às 19h de cada fuso horário, reunindo 24 artistas independentes de 24 fusos horários do planeta em 24 horas ininterruptas de música. Idealizado pelos britânicos Mark Gee e Mike Young, o 24:1900 nasceu para dar visibilidade às bandas, revelações e nomes consagrados da música indie em todo o mundo, como alternativa às plataformas tradicionais de streaming. O DVD, que chegou às plataformas de streaming no dia 29 de abril, é composto por doze canções dos álbuns “AMARÉ” (2019) e “Tudo é Processo” (2021) e os singles “Arregaça”, “Gota D’Água”, “Cerveja com Diabo” e “Oração (pelo menos dois)”. No dia 1ª de maio, Érico Moura subiu ao palco do Espaço 373 em Porto Alegre/RS, para apresentar as músicas do DVD durante o The Global Music Festival. O show contou com a banda que acompanhou o artista no festival: Gian Becker (trompete, contrabaixo e backing vocal), Lorenzo Flach (guitarra), Luciano Granja (guitarra e violão) e Bruno Neves (bateria).
Nascido na capital gaúcha em 1977, Érico Moura sempre dividiu a carreira artística com a vida médica. No colégio, em 1994, iniciou sua carreira musical cantando no Coro do Projeto Prelúdio (UFRGS), passando também pelo Coro dos Contrários, entre 1999 e 2000, quando formou a banda Universo Colorido com Marcelo Fruet, e juntos produziram um EP. Em 2007, lançou seu disco de estréia, C.O.L.E.T.Â.N.E.A , mas em seguida teve que se afastar temporariamente da carreira artística para se dedicar à residência em Psiquiatria até que, em 2014, percebeu que não conseguiria viver sem música. Desde então, não parou mais de compor e tem uma intensa produção, parte dela já incluída no elogiado disco AMARÉ, de 2019 e no álbum Tudo é processo (2021).
Em 2024, Érico Moura foi o único brasileiro a se apresentar no festival global 24:1900, consolidando sua projeção fora do país. O portal uruguaio Cooltivarte o citou como um representante do templadismo, movimento que equilibra tradição e inovação na música. Em sua discografia, constam parcerias com Paola Kirst, Carlinhos Carneiro, Rafael Malenotti, Jr Tóstoi, Akeem e Bibiana Petek, além de um álbum ao vivo gravado em duo com Gian Becker. Sua sonoridade singular, aliada a uma interpretação intensa, faz dele um dos nomes mais autênticos da nova cena brasileira. Paralelamente à música, Érico atua como psiquiatra e psicoterapeuta, com doutorado pela UFRGS. Atualmente, trabalha em seu consultório particular e está em pré-produção de seu próximo álbum.
Músicas: 1. Eu sendo eu (being me) – Érico Moura // 2. Cerveja com Diabo – Érico Moura // 3. Calma – Érico Moura, Gian Becker e Ricardo Barpp // 4. Vou te levar comigo – Érico Moura // 5. Gota D’Água – Érico Moura // 6. A brisa e a maré – Érico Moura e Sérgio Furtado // 7. Tantas coisas – Érico Moura // 8. Mais de mil – Érico Moura, Sérgio Furtado e Daniel Masutti // 9. Oração (pelo menos dois) – Érico Moura // 10. Vamos dar risada dos meus caprichos – Érico Moura e André Lucciano // 11. Arregaça – Érico Moura //12. Dando a volta nas estrelas – Érico Moura e Gian Becker
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