O SUL EM CIMA 40 / 2024

O SUL EM CIMA 40_2024_Jéssica_Grupo Tá_Raul

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Jéssica Berdet, Grupo Tá e Raul Boeira

JÉSSICA BERDET –  Com músicas inéditas em voz e violão, Jéssica Berdet lança novo EP. Som da Casa – live session é um trabalho singelo e potente, que marca um retorno às origens e traduz bem quem é a Jéssica através de uma experiência musical autêntica e sem amarras, onde a voz e o violão extravasam suas múltiplas camadas. Gravado em sua cidade natal, a session é um convite para desfrutar da música em seu estado mais puro: desnuda, orgânica e direta. Composto por quatro faixas inéditas, o EP inclui a música ‘Pra quem tem o dom de ouvir’, que traz muitas reflexões a quem dedica um tempo para contemplação. Em seguida, ‘Um sim pra dar’, ‘Quarto crescente’ e ‘Duas rotas’ completam o repertório.  O EP Som da Casa foi lançado em novembro de 2024 e está disponível nas plataformas de streaming.  Jéssica Berdet é cantora, compositora, instrumentista e produtora musical independente que já colaborou com artistas como Tati Portella, Pedro Borghetti e Duda Raupp. Foi indicada ao prêmio Açorianos de Música na categoria revelação com seu primeiro trabalho fonográfico “(in)visível” (2018).   Músicas do EP Som da Casa (autoria Jéssica Berdet): 01 – Pra quem tem o dom de ouvir // 02 – Um sim pra dar // 03 – Quarto Crescente // 04 – Duas Rotas 

2) GRUPO TÁ – Criado, inicialmente, como forma de resistência à degradação das instituições democráticas no Brasil e ao retrocesso dos avanços e conquistas sociais ocorridos nas últimas décadas, o TÁ é um grupo formado por músicos e cantores experientes, que têm, em comum, o desejo de expressar visões semelhantes de mundo, bem como explorar as possibilidades de um novo ambiente de performance coral que emergia na época de sua criação: o espaço virtual.   Música: 01 – Falha Humana, música de Douglas Germano, que traz pra  roda questões relacionadas à tecnologia e ao mundo do trabalho na perspectiva da racionalidade neoliberal. O lucro desenfreado se impondo às custas da precarização das condições de trabalho, da flexibilização de direitos e do descarte humano. Lançado em novembro/2024.

3) RAUL BOEIRA – O porto-alegrense Raul Boeira começou a tocar em 1972 e mesmo trabalhando no serviço público federal, continuou compondo. “Não sou e nunca almejei ser profissional. A música sempre foi a dona das minhas horas vagas. Compor era, e continua sendo, o grande barato. Acontece que as composições alçam voo. As fitas cassete que gravava em casa, e que foram se reproduzindo e se popularizando, chegaram aos músicos ‘de verdade’, que começaram a gravar aquelas canções. De repente, virei compositor.”  Só em 2007 é que Raul Boeira decidiu gravar o “Volume Um”, CD com 12 faixas autorais, lançado em 2008. Oito anos depois, em 2016, saiu o segundo, “Cada qual com seu espanto”, que reunia 13 melodias antigas, e até então inéditas, que Márcia Barbosa e ele letraram em apenas dois meses.  Agora, Raul Boeira está lançando “Sambas e Canções”. O álbum conta com grandes músicos como Dudu Trentin, Marco Vasconcellos, André Vasconcellos, Jurim Moreira e André Siqueira. Além de contar com convidados como Luís Filipe de Lima, Celso Fonseca e Sérgio Chiavazzoli. Dudu Trentin é responsável pelos teclados, piano, orquestra, arranjos e direção Musical.  Todas as faixas do álbum “Sambas e Canções” são resultados de parcerias. Raul Boeira escreveu as letras e as entregou para seis parceiros, que compuseram as melodias. “Desde que voltei a viver em POA, em 2020, tenho escrito muitas letras, hábito que se intensificou na quarentena da pandemia. Vi que não teria condições de musicar tanto material e passei a enviar as letras para alguns compositores. Felizmente, as parcerias têm sido muito gratificantes”.

Músicas do álbum Sambas e Canções: 01 – Celebração – Maurício Castelo Branco, Raul Boeira e Márcia Barbosa // 02 – Fugidia – Orestes Dornelles e Raul Boeira // 03 – Garimpo – Roberto Haag e Raul Boeira // 04 – Floricultura – Mário Falcão e Raul Boeira – part Márcia Barbosa (diz o poema ‘Vaidade’ de Florbela Espanca (Livro de Mágoas 1919) // 05 – Cardiobeat – Zé Caradípia e Raul Boeira // 06 – Amanhã eu vou Tocar – Paulinho Saggiorato e Raul Boeira

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O SUL EM CIMA 39 / 2024

O SUL EM CIMA 39_2024_MARIA JOÃO & ANDRÉ_DUO GISBRANCO

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Maria João & André Mehmari e Duo Gisbranco
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MARIA JOÃO e ANDRÉ MEHMARI
Maria João, a grande dama do jazz português e o pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista André Mehmari  apresentam Algodão, um álbum que os dois músicos caracterizam como uma aventura. Editado pela Galileo Music Germany, o álbum teve seu lançamento mundial em setembro de 2024. 
Maria João e André Mehmari começaram a trabalhar juntos no Brasil, há cerca de sete anos. Ele chama a cantora da mesma forma como os amigos dela em Portugal: a João. “Começou com um projeto que ela fez para o selo Sesc, com a obra de Aldir Blanc, em que eu fui convidado a colaborar. Desde então, a gente acalenta esse projeto que se tornou o Algodão. Mas conheço a obra da João como um grande fã, e hoje eu tenho a alegria de tê-la como parceira”, afirma Mehmari. 
A carreira de Maria João tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de música do mundo. Um percurso iniciado na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e que, em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas globalmente.  Possuidora de um estilo único tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe, não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da atualidade. Na visão de Mehmari, o que Maria João consegue fazer com a voz torna o trabalho com ela especial. “Entendo a João como uma orquestra de vozes. Acredito que há aspecto camaleônico na voz dela, que é muito impressionante…”  “Ela tem uma pluralidade de vozes que a coloca num lugar único como cantora”, define. 
André Mehmari é considerado um dos maiores expoentes da música criativa brasileira contemporânea e sua vasta produção é absolutamente singular, indo do piano solo ao jazz e à ópera, ao choro, passando pela música orquestral e de câmara, até canções populares em mais de cinquenta e cinco álbuns lançados desde 1998, muitos deles produzidos em seu próprio Estúdio Monteverdi, localizado no coração da Mata Atlântica. Nascido na cidade de Niterói-RJ em 1977 e criado em Ribeirão Preto-SP, tornou-se conhecido pelo grande público ao vencer a primeira edição do Prémio Visa de MPB, já estabelecido em São Paulo capital. Duas vezes nomeado para o Grammy Latino,  André teve as suas composições e arranjos tocados por muitos grupos orquestrais e de câmara, no Brasil e no exterior.
MÚSICAS DO ÁLBUM “ALGODÃO”: 01 – Duplo Falso Par  – André Mehmari e Felipe Franco Munhoz // 02 – Festa dos Pássaros  – André Mehmari e Bernardo Maranhão // 03 – Lendas Brasileiras  – Guinga e Aldir Blanc // 04 – Alpendre  – Maria João e André Mehmari // 05 – O Sonho – André Mehmari e Aldir Blanc 
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O DUO GISBRANCO é formado por duas pianistas, compositoras e cantoras que trazem em sua trajetória uma afinidade musical rara. Com um repertório único para dois pianos, Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco desenvolvem um trabalho inovador e singular, explorando ao máximo a sonoridade do instrumento.  As musicistas se conheceram quando foram colegas na graduação de piano na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem se apresentado em diversos espaços culturais e festivais, sendo sempre aclamado pelo público e pela crítica. Lançaram ao longo da carreira os CDs “Gisbranco” (2008), “Flor de Abril” (2011), o DVD “Duo Gisbranco 10 anos” (2016), em 2018, o CD “Pássaros” e em 2021, O CD Pássaros Ao Vivo – Homenagem a Chico César. 
Em 2018, o Duo lança o CD “Pássaros”, com participações especiais de Mônica Salmaso, Jaques Morelenbaum, Sérgio Santos, Maria João, André Mehmari e Eugênio Dale.  As letras são poemas do cantor e compositor Chico César, que foram feitos especialmente para as artistas. Cláudia e Bianca, que é filha do multi-instrumentista, cantor e arranjador Egberto Gismonti, conheceram o músico paraibano em 2009, quando ele fez participação no show do duo em São Paulo.  Chico César comparece na belíssima Vejouço e em Turuna. A conexão entre palavra, som e o universo da poesia se mostra presente em cada uma das composições, que ganharam arranjos sofisticados. Entre os instrumentistas estão os músicos Rodrigo “Pacato” (percussão), Fabio Nin (violão), André Mehmari (piano e sintetizador), Jaques Morelenbaum (violoncelo) e José Batista Jr. (clarineta e clarone). 
Músicas do álbum Flor de Abril: 01 – Flor de Abril – Cláudia Castelo Branco // 02 – Festa no Carmo – Bianca Gismonti
Músicas do álbum Pássaros: 03 – Pássaros – Bianca Gismonti e Chico César – part. Sérgio Santos // 04 – Solua – Bianca Gismonti e Chico César – part. Mônica Salmaso // 05 – Vejouço – Cláudia Castelo Branco e Chico César – part Chico César 
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O SUL EM CIMA 38 / 2024

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Nessa edição Especial de O Sul em Cima, vamos mostrar a trajetória e músicas marcantes da carreira de JANE DUBOC.
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Jane Duboc é paraense de Belém e canta desde criança. Com treze anos de idade, já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais.  Ainda em Belém, ela formou o conjunto Ilusão, que depois se chamou Quarteto do Tri, devido ao fato de todas as integrantes terem sido tricampeãs em esportes.   Jane atuou como esportista, ganhando muitas medalhas em competições estaduais de natação, voleibol, tênis e tênis de mesa. Por suas qualidades esportivas, a Assembléia Legislativa de Belém criou o prêmio “Jane Duboc Vaquer” para incentivar todos os esportistas paraenses. 
Aos dezessete anos, Jane ganhou uma bolsa de estudos e foi morar e estudar nos Estados Unidos, na cidade de Columbus, no estado da Georgia. Ficou por lá cerca de seis anos e casou-se com o músico Jay Anthony Vaquer. Com ele teve um filho, Jay Vaquer, que atualmente investe na carreira de cantor e já acumulou cinco indicações para o Grammy. Nos EUA, atuou como cantora, compositora e instrumentista, tocando em bares, boates, clubes e igrejas. Duboc também trabalhou com publicidade, sendo premiada por seus comerciais. Também lecionou História da Música em escolas de segundo grau. “Graças às minhas atividades desportivas, tive várias oportunidades, entre elas, essa bolsa para estudar nos EUA. Estudei piano, harmonia, teoria, orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática. Foi um período muito bom, aprendi inúmeras técnicas para vivenciar a música por inteiro”, diz. 
Jane Duboc retornou ao Brasil na década de 70. Formou o “Grupo Fein”, que se apresentava cantando somente em inglês. Gravou o compacto “Pollution”, na época produzido por Raul Seixas. A letra da música composta por Jane foi vetada pela censura (considerada subversiva para a época) e ela gravou tudo em “scat”. Trabalhou com Raul Seixas e participou de seus discos. Foi integrante da ‘Banda Veneno’ do maestro Erlon Chaves. Também integrou o coral da Rede Globo gravando várias aberturas de programas e participou de um disco de Chico Anysio. Com o ex-marido americano Jay Anthony Vaquer, gravou um LP para a RCA: “Morning The Musicians” com a participação de Luiz Eça, Paulo Moura, Noveli e Bil French. 
A década de 1980 foi crucial para alavancar a carreira de Jane Duboc. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro LP solo, que contou com participações ilustres como Toninho Horta, Djavan e Sivuca.
Em 1988, Jane Duboc compôs e gravou o LP Minas em Mim, onde a maioria das composições pertencia a artistas de Minas Gerais. Em 1995 prestou nova homenagem a Minas Gerais por meio do CD Partituras, que serviu como um verdadeiro songbook de Flávio Venturini.
Outro grande momento na carreira de Jane Duboc foi ter gravado o CD “Paraíso” com o já falecido saxofonista Gerry Mulligan, um dos mais respeitados nomes do jazz mundial. Como diz Jane, um namoro musical que começou desde o tempo em que Jane excursionava com Toquinho pela Itália e que se transformou em um belíssimo disco lançado inclusive no Japão. 
Em 2007 e 2008 Jane Duboc lançou dois discos pela gravadora Biscoito Fino: “Uma Porção de Marias” e “Canção da Espera”. Os dois discos foram elogiados pela crítica por causa da qualidade de produção: “Canção da Espera” é um disco em homenagem ao músico e amigo Egberto Gismonti. 
No início de 2011, com a reabertura da sua gravadora JAM Music, Jane Duboc lançou o CD “Sweet Face Of Love – Jane Duboc sings Jay Vaquer” que reúne 11 músicas de seu filho Jay com letras em inglês. O disco que foi produzido pela própria Jane, contou com arranjos primorosos de Rob Mounsey, Nigel Shore, Toninho Horta e tem a participação vocal de Pedro Mariano, Isabella Taviani, Jay Vaquer, Jorge Vercillo e Milton Nascimento. Em 2024, Jane Duboc e o pianista, compositor, arranjador e maestro Gilson Peranzzetta lançaram o álbum “The Smiling Hour – Celebrando Ivan Lins”, uma homenagem ao amigo comum Ivan Lins. 
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Músicas: 01 – VIESTE –  Ivan Lins e Vitor Martins – do CD ‘The Smiling Hour – Celebrando Ivan Lins’ de Jane Duboc & Gilson Peranzzetta // 02 – TEMPO E DESTINO – Nilson Chaves e Vital Lima – participação Dominguinhos – do CD Da Minha Terra de Jane Duboc e Sebastião Tapajós // 03 – MANOEL, O AUDAZ – Toninho Horta  e Fernando Brant – do CD Languidez // 04 – BESAME – Flávio Venturini e Murilo Antunes – do CD Partituras // 05 – PARTITURAS – Flávio Venturini e Jane Duboc  – do CD Partituras // 06 – SOB A ESTRELA – Gerry Mulligan / Jane Duboc –   do CD Paraíso  de Gerry Mulligan with Jane Duboc // 07 – MEMÓRIA E FADO – Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro – do CD Canção da Espera – part Hamilton de Holanda // 08 – SOMEONE TO TAKE YOUR PLACE – Jay Vaquer – vers. Jeff Gardner e Jane Duboc – do CD Sweet Face of Love – participação: Milton Nascimento // 09 – TALKING TO THE WALLS –  Jay Vaquer – vers. Jeff Gardner – do CD Sweet Face of Love // 10 – THE ANGEL – Jane Duboc e Egberto Gismonti – do CD Duetos – part. Bianca Gismonti //  11 – ILUMINADOS – Ivan Lins e Vitor Martins – do CD ‘The Smiling Hour – Celebrando Ivan Lins’ de Jane Duboc & Gilson Peranzzetta
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O SUL EM CIMA 37 / 2024

O SUL EM CIMA 37 2024_FATIMA E LUCINA

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de FÁTIMA REGINA e LUCINA 
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FÁTIMA REGINA – Dona de uma voz inconfundível e extremamente afinada. Ela faz parte de um reduzido grupo de intérpretes da Música Popular Brasileira, que canta com emoção e criatividade. Além de cantora e compositora, ela é violonista, pianista e graduada em educação pela Universidade de Campinas (UNICAMP). 
Fátima Regina da Cruz Martins nasceu a 29 de outubro de 1953, em Nitéroi / RJ. Fátima Regina começou sua carreira ainda adolescente, em Porto Alegre, onde deu início à carreira musical quando teve seu primeiro grupo vocal, o Quarteto em Fá, que participou de vários festivais estudantis e diversos programas de televisão no sul do país. Depois de uma passagem por Campinas para estudar, graduou-se em 1977, retornando nesse ano para o RJ. Ali, em 1978, profissionalizou sua atividade musical. De 1979 a 1985, atuou como vocalista de shows e gravações de Roberto Carlos. Já participou de inúmeros projetos e emprestou sua voz para engrandecer diversos trabalhos de outros artistas. Em 2016, Fátima Regina inicia um novo trabalho, ao lado do violonista Pedro Braga. Seguindo seu instinto de olhar com atenção as novas tendências, Fátima mergulha em um novo universo musical, que parte da gravação de um CD Autoral, “O Beijo, o Erro e o Toque” com músicas do jovem e talentoso cantor e compositor Pablo Martins. A discografia de Fátima Regina, reúne compactos de 1974 e 79; e os álbuns Velas ao Vento, de 1988; Ventos a Favor, de 1990; Mãos de Afeto, de 2005; Minha Praia é a Bossa, de 2008; O Beijo, o Erro e o Toque, de 2017; e participação em diversas coletâneas.
Músicas: 01 – Espantalho – Fátima Regina, Kleiton Ramil e Kledir Ramil – do CD Mãos de Afeto // 02 – É Suísso Aí – Luhli e Lucina – do CD Minha Praia é a Bossa // 03 – A Verdade das Nuvens // 04 – Disco Voador // 05 – O Beijo, o Erro e o Toque – Músicas (3 à 5) do álbum O Beijo, o Erro e o Toque de autoria de Pablo Martins 
 
LUCINA – “Nave em Movimento”, o novo disco de Lucina, traz 11 faixas compostas por ela e sua parceira Luhli. Heloísa Orosco Borges da Fonseca (1945-2018) – cantora, compositora e instrumentista carioca projetada nos anos 1970 com o nome artístico de Luli – faria 78 anos em 19/06/2023, data de lançamento do álbum Nave em Movimento – A música artesanal de Luli & Lucina. Nessa data, Luli – ou Luhli, como a artista passou a assinar a partir de 1996 – teve a obra e a musicalidade reavivadas pela parceira de vida e música, Lúcia Helena Carvalho e Silva, cantora, compositora e multi-instrumentista mato-grossense batizada artisticamente como Lucelena na década de 1960 e como Lucinha de 1972 a 1982, mas conhecida atualmente como Lucina. Lucina remexeu afetuosamente no vasto baú da dupla e, de um acervo de cerca de 800 composições, escolheu 11 músicas inéditas. Juntamente com outras duas músicas já registradas em disco, o cancioneiro inédito foi gravado por Lucina, entre dez estúdios de Rio de Janeiro e São Paulo, com músicos de várias escolas e gerações. Luhli faleceu em decorrência de uma pneumonia, em 2018. Cantora, compositora e multi-instrumentista, foi ela quem apresentou Ney Matogrosso aos músicos do Secos e Molhados. A carioca é coautora de ‘O Vira’ e ‘Fala’, sucessos da banda, em parceria com João Ricardo, integrante do grupo. A cuiabana Lucina conheceu a carioca Luhli no Rio de Janeiro, Quando a dupla se desfez, em 1997, seguiram carreiras solo, mas prosseguiram compondo. “Queria muito fazer essa homenagem a Luhli, que se foi em 2018. Foi um grande desafio esse álbum solo, mas o fiz sem qualquer pretensão. Acho que consegui ter a nossa assinatura num disco que é meu”, orgulha-se Lucina.
Músicas do álbum NAVE EM MOVIMENTO – a música artesanal de Luli e Lucina (de autoria de Luhli e Lucina) – 01- É tudo um // 02 – Tempo Tapuia // 03 – Nave em Movimento – part. Júlia Borges (vocal) // 04 – Barra Leblon – Luhli e Lucina – part especial Zélia Duncan // 05 – Misturada Cabana – Luhli, Lucina e Joãozinho Gomes // 06 – Na Noite de um amanhã – Luhli, Lucina e Mário Avellar – part especial: Poeta Arruda
 

O SUL EM CIMA 36 / 2024

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Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Danny Calixto e Marcos Delfino. 
 
 
DANNY CALIXTO – Baby Meu Bem é o novo single de Danny Calixto.  É uma canção que conversa com “Coração Selvagem”, canção de Belchior, numa possível perspectiva de sua musa inspiradora, em uma narrativa solta sobre o amor e o estado de presença que ele traz. Belchior é uma referência como compositor que acessa como poucos em suas canções o estado de paixão em toda a sua grandeza, com propriedade e eloquência. A canção toca em algumas chaves poéticas, hora reafirmando, hora trazendo novas perspectivas e imagens. Foi produzida por Térence Veras, músico e arranjador de Porto Alegre que já desenvolve há mais de 20 anos diversas atividades musicais com a autora. 
Danny Calixto, cantora e compositora radicada em São Paulo desde 2019, tem na sua trajetória experiências como atriz e musicista em teatro e TV. Lançou dois discos: “Abracadabra” álbum de estreia indicada nas categorias revelação e intérprete pop rock e “Quintais do Mundo” que recebeu das 8 indicações 3 prêmios, dentre elas como “melhor intérprete MPB 2018” no Prêmio Açorianos (premiação mais importante do estado do RS). Em Porto Alegre produziu e atuou em um espetáculo cênico chamado “Brasinaria” de releituras de músicas dos anos 40 e 50 contando curiosidades da história da implementação da rádio e da televisão no Brasil. Participou de diversos discos de autores do sul do Brasil como intérprete. Compôs trilhas para espetáculos de teatro em Curitiba e São Paulo. Participou de importantes festivais como o Sonora Brasil e recentemente no Music in The Forest Hybrid Festival, transmitido da Irlanda. Seus álbuns e singles podem ser ouvidos em todas as plataformas de música e são parte da programação em diversas rádios no Brasil, Suíça, Holanda e Portugal, Nova Zelândia e EUA. Em 2020 em São Paulo, concluiu sua especialização em Canção Popular, desenvolve um projeto de pesquisa de ritmos e folclore brasileiro e é integrante como violonista e cantora da “Magnífica Orchestra de Músicas do Mundo”. 
Músicas: 01 – Baby meu Bem  – Danny Calixto // 02 – Tempo, tempo – Danny Calixto e Márcio Celli // 03 – Maçã – Danny Calixto // 04 – Mas Zé! – Danny Calixto //  05 – Territórios – Danny Calixto e Eliana Chiossi 
 
MARCOS DELFINO – DELFINO” é o nome do primeiro álbum solo do cantor, compositor e intérprete gaúcho Marcos Delfino. Marcos é conhecido pelos Tributos Cazuza (CAZUZA – O Poeta Vive) e o Secos e Molhados (Secos & Molhados – Especial 50 anos). Com o lançamento do álbum ele busca uma afirmação no cenário nacional com suas próprias produções.  O álbum Delfino, que saiu no dia 21 de outubro pelo selo carioca Ternário Music, tem seis canções inéditas e uma releitura de Romance, um dos maiores sucessos de Nei Lisboa.  A produção de 6 faixas ficaram por conta de Stanis Soares e o Single Agora (parceria de Gerson Conrad e Márcio Celli) é assinado por Paulo Inchauspe. A carreira de Marcos Delfino começou na adolescência. Aos 15 anos, fundou a banda Sigma 7, com a qual lançou dois discos “Começamos nos anos 2000 e sai nos anos 2019 porque não dava mais conta de ajustar a minha agenda com os compromissos da banda. Tivemos muitos êxitos, mas minha carreira solo estava me exigindo mais espaço”, lembra. No caminho solo, o cantor, compositor e intérprete ganhou vários palcos com dois projetos: os tributos ao lendário grupo Secos & Molhados e ao eterno poeta do rock Cazuza. E também espalhou sua voz cristalina por vários bares, pubs e espaços, levando um repertório recheado de clássicos do pop e rock, nacional e internacional, e também da nossa MPB.
MÚSICAS: 01 – Agora  – Gerson Conrad e Márcio Celli // 02 – Romance – Nei Lisboa // 03 – Flor da Seca  – samba inédito do ator, cantor e compositor Antonio Carlos Falcão – Arranjos de Guinter Vieira // 04 – Cigana  – Tiago Ramos – participação especial de Diego Dias (Vera Loca / The Beatles no Acordeon)  no acordeon // 05 – QUE CRIME É ESSE?  – Tiago Ramos, Rodrigo Viegas e Cassiano Andrade (compositor que teve canções  gravadas por Maria Rita e Alcione) // 06 – Coisas do Coração  – Paulinho Mendonça e Sueli Costa – participação especial de Arthur de Faria no Piano. Essa canção é uma parceria inédita de Paulinho Mendonça (letrista de Sangue Latino/O Doce e o Amargo/Assim Assado do repertório dos Secos e Molhados) com Sueli Costa uma das maiores compositoras femininas da MPB que compôs canções que fizeram parte do cancioneiro de Elis, Gal e Bethânia // 07 – Livro Aberto – Marcos Delfino 
 
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O SUL EM CIMA 35 / 2024

O SUL EM CIMA 35_2024_VITOR RAMIL

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar um Especial sobre VITOR RAMIL, que está lançando o álbum Mantra Concreto. 
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VITOR RAMIL –  O cantor, compositor e escritor Vitor Ramil,  está lançando seu 13ª álbum  “Mantra Concreto”. 
Dois anos após transitar por Avenida Angélica (2022) em álbum lançado com músicas compostas a partir de poemas de Angélica Freitas, Vitor Ramil lançou em outubro de 2024, o álbum Mantra concreto. Com produção musical orquestrada pelo próprio Vitor Ramil com Alexandre Fonseca e Edu Martins, o álbum Mantra concreto alinha 13 músicas inéditas compostas por Vitor  Ramil a partir de poemas do escritor, músico e poeta curitibano Paulo Leminski (24 de agosto de 1944 – 7 de junho de 1989).
Com a colaboração dos músicos de base e co-produtores Alexandre Fonseca e Edu Martins, Vitor Ramil encarou o desafio de expressar a personalidade da obra de Paulo Leminski  trabalhando de forma minuciosa. “Eu estava em Pelotas, Alexandre no Rio de Janeiro, Edu em Porto Alegre. Os músicos convidados, André Gomes (sitar, guitarra), Carlos Moscardini (violão), Santiago Vazquez (kalimba) e Toninho Horta (guitarra) estavam, respectivamente, em São Paulo, Argentina, Uruguai e Belo Horizonte. Vagner Cunha (violino), José Milton Vieira (trombone) e Pablo Schinke (violoncelo) estavam em Porto Alegre. Nunca tocamos juntos, mas o resultado foi como se tivéssemos nos reunido na casa de Leminski, no Pilarzinho, em Curitiba”, pontua Vitor Ramil.
A ideia do disco Mantra Concreto de Vitor Ramil, surgiu em 2021, durante o isolamento social imposto pela pandemia de covid-19. “Justamente por estar isolado em casa, fui contaminado pela poesia de Paulo Leminski. Certo dia, enquanto lia o poema ‘Sujeito Indireto’, passei a mão no violão e minha imunidade baixou. ‘Quem dera eu achasse um jeito de fazer tudo perfeito’ logo virou canção. Nos dias subsequentes, a cena se repetiu com outros poemas. Em três semanas, treze poemas, treze canções”
“A contaminação fora brutal. Não demorou para que o contagiante repertório tomasse meus pensamentos. Eu nunca criara um grupo de canções tão coeso em tão pouco tempo. Anos antes já tinha musicado O velho León e Natália em Coyoacán e Uma carta uma brasa através. Agora contava então com quinze canções em parceria com Paulo Leminski. Como não pensar em um álbum?” conta Vitor Ramil.
Apontado como um poeta pop, Leminski se notabilizou por poemas curtos com uma linguagem coloquial, apresentando influências do haicai, do tropicalismo e do concretismo, sendo associado também à poesia marginal. Para Vitor, o autor curitibano transitava por mundos que o interessam. O nome do álbum Mantra Concreto, vem de um poema cujo título foi dado por Vitor Ramil, já que muitas obras de Leminski não possuem título. Capa e material gráfico do álbum, que terá tiragem em CD, levam a assinatura do premiado designer Felipe Taborda, que criou uma paródia do clássico cartaz de Rodchenko e Maiakóvski.  Para a capa, desde o começo, Vitor desejou algo que remetesse ao construtivismo e ao cubo futurismo russos e também à cultura pop. 
 
Músicas do álbum Mantra Concreto (Vitor Ramil / poesia de Paulo Leminski): 01 – De Repente // 02 – Teu Vulto // 03 – Administério // 04 – Amar Você // 05 – Profissão de Febre // 06 – Palavra Minha // 07 – Um Bom Poema // 08 – Anfíbios // 09 – Será Quase // 10 – O Velho León e Natália em Coyoacán // 11 –  Sujeito Indireto // 12 – Um Carta Uma Brasa Através //  13 – Minifesto // 14 – Caricatura // 15 – Mantra Concreto 
 
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O SUL EM CIMA 34 / 2024

O SUL EM CIMA 34_2024_Carlos_Necka

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Carlos Patrício e Necka Ayala
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CARLOS PATRÍCIO – atua no meio musical porto-alegrense desde 1980 quando obteve destaque no VII Festival Universitário MUSIPUC com a composição Vertente.
Em 1986 lançou o LP Independente Vertente com 10 composições próprias, obtendo grande aceitação do público e reconhecimento da crítica musical local, e em 1987 venceu o I Festival MPB SUL URBANO de Porto Alegre com a canção Piazada. Nesse período participou da criação e foi membro da primeira diretoria da COOMPOR, Cooperativa de Músicos de Porto Alegre.
Em 1988 mudou-se para São Paulo, onde participou de inúmeros festivais na capital e interior e apresentou-se em Casas de Cultura Municipais e Centros Culturais do Estado, Sindicatos e Projetos como o Quartas Musicais Itaú Metrô. 
Em 1996 lançou o CD Subvertendo, participou dos CDs Chacarera Blues (2005) e Novo (2017) de Alexandre Vieira e como compositor participa do CD Quem Tem Boca É Pra Cantar de Zé da Terreira, CD homônimo de Mário Falcão e do CD Valentia, Tempo, Voz de Pablo Lanzoni. Em 2024, Carlos lança o álbum Revertério – Carlos Patrício & Camaradas. 
O album REVERTÉRIO é o resultado da série de encontros com parceiros da música e da poesia que Carlos Patrício vem promovendo e apresentando desde 2016 em Porto Alegre, em espaços como Clube de Cultura, Café Fon Fon, Meme Estação Cultural, Comitê Latino-Americano e Espaço Viandantes em Viamão. 
O álbum conta com as participações especiais de Alexandre Vieira, Mário Falcão, Johann Alex de Souza, Quinca Vasconcellos, Michelle Cavalcanti, Sebastián Jantos, Pablo Lanzoni, Marcelo Delacroix e Marcos Saraçol e a atuação dos músicos Zé Ramos na guitarra, Filipe Narcizo no baixo, Miguel Tejera no baixo acústico, Lucas Kinoshita na percussão e Felippe Pipeta no trompete. 
Músicas do álbum Revertério: 01 – Revertério – Carlos Patrício //  02 – Kids e Teens – Carlos Patrício e Mário Falcão – participação de Mário Falcão (produção musical, voz, guitarra e programação eletrônica) // 03 – Rota de Navegação  – Carlos Patrício e Pablo Lanzoni – part Pablo Lanzoni (produção musical, teclado e beats) // 04 – Niña  – Poema de Lota Moncada musicado por Carlos Patrício – part. Violão e Voz: Michelle Cavalcanti // 05 – Piazada – Carlos Patrício – part. Marcelo Delacroix (produção musical, voz e violão) // 06 – Primas Veras  – Carlos Patrício e Alexandre Vieira – voz: Carlos Patrício e Alexandre Vieira – Gravada em Porto Alegre em 2018 e Canoas em 2023
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NECKA AYALA – A cantora e compositora gaúcha radicada na cidade de São Paulo Necka Ayala, completou 60 anos de existência ao final de agosto. Na data, Necka lançou ‘Paradeiro’ em todas as plataformas digitais. O EP autoral é o primeiro de um trabalho que registra os 60 anos da artista e será lançado em três partes. 
Todas as canções foram gravadas em estúdio, ao vivo, com voz e violão de Necka Ayala e todas as composições são da gaúcha, exceto Meia-Taça, parceria com Anaadi, cantora e compositora radicada em Paris que participa da gravação. A faixa também é a única que tem o acompanhamento de Max Garcia (violão), Tuti Rodrigues (percussão), Felipe Câmara (guitarra) e Rômulo Gomes (baixo). 
O álbum novo de Necka Ayala traz cinco composições inéditas e a regravação de ‘Todos os Dias’, que a gaúcha lançou em Cavalo-Marinho, seu primeiro disco, em 2001. 
Necka Ayaka compõe desde os 6 anos, já trabalhou com Zé Caradípia, Alexandre Lemos, Mário Falcão, Sávio Andrade, Gisele de Santi, Gabriel Von Brixen e Ricco Nunes entre outros, e já teve canções gravadas por nomes como Zizi Possi. 
Músicas de ‘Paradeiro’  (de Necka Ayala): 01 – 7 Mil Dias Infindos  // 02 –  Depois do Amor  // 03 – Todos os Dias  // 04 – Quarto Minguante   // 05 – Arqui-teto   // 06 – Meia-Taça  – de Necka Ayala e Anaadi  –    voz: Necka Ayala e Anaadi 
 
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O SUL EM CIMA 33 / 2024

O SUL EM CIMA 33_2024_Lima e Bárbara, Marcela & Natália

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Lima Júnior e Bárbara Kristensen, Marcela Backer & Natália Pereira
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LIMA JÚNIOR  – é mineiro de Almenara, pequena cidade localizada no Vale do Jequitinhonha, onde deu início a sua carreira de cantor e compositor. Estudou harmonia na escola de música  de Milton Nascimento de 1984/1990.   É considerado pelos críticos musicais um dos mais criativos compositores do Vale. Músicas de sua autoria foram gravadas por Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Jackson Antunes, Carlos Farias, Banda Falamansa, Estakazero, Flor Serena e Trio Jerimum, com participação de Dominguinhos. Em festivais, conquistou importantes prêmios de Música Popular Brasileira. Em sua discografia constam álbuns como Fina Flor, Xamã e Um Beija Flor me avisou. Em 2018, lançou o álbum “Bordados”,  um trabalho inspirado, desde sua concepção e criação, no ofício das bordadeiras, que no seu silêncio, a cada ponto, a cada linha, revelam a beleza e o encantamento da vida. Bordando sentimentos com notas musicais e lírica poesia, “Bordados” apresenta, em seus diferentes arranjos e melodias, expressões do amor capazes de colorir as dificuldades do cotidiano com os tons de superação e esperança. Em 2024, Lima Júnior lançou o álbum  ‘Coisa Rara’ em parceria com Paulinho Pedra Azul que assina todas as letras. Paulinho já é um parceiro letrista de Lima Júnior em mais de 300 canções. 
Músicas do álbum Bordados: 01 – BORDADO DE AMOR – Lima Júnior // 02 – CURVAS MEDIEVAIS  (Para Elomar) –  Lima Júnior  – part de Roberto Mendes, cantor e compositor baiano de Santo Amaro da Purificação // 03 – O AMOR DA AMIZADE – Lima Júnior e Roberto Lima 
Músicas do álbum ‘Coisa Rara’ (autoria de Lima Júnior e Paulinho Pedra Azul): 04 – COISA RARA // 05 – QUEREMOS MUITO MAIS – feat Paulinho Pedra Azul (voz) // 06 – VOU DE TREM –  feat. Xangai (voz)
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BÁRBARA KRISTENSEN, MARCELA BACKER e NATÁLIA PEREIRA – O álbum “Rezo” surge não apenas para celebrar a riqueza das manifestações populares catarinenses, mas também desempenhando um papel fundamental na preservação e disseminação dessa herança cultural única. O projeto teve início em 2021, quando Bárbara Kristensen e Natália Pereira iniciaram um processo de pesquisa de repertório dirigido de cultura popular, denominado “Cangoma”, dirigido e orientado pela artista joinvilense Ana Paula da Silva. O estudo consistiu em um mergulho nas cantigas das manifestações brasileiras, em especial as realizadas por mulheres (lavadeiras, rendeiras, benzedeiras, plantadeiras) e da tradição oral como a capoeira, o boi de mamão, o jongo, vissungo, samba de roda, samba de bumbo, catumbi, terno de reis e ratoeira. Desse processo, construído exclusivamente por mulheres, foram recolhidas canções de domínio público e foram desenvolvidas canções autorais relativas às manifestações da cultura popular.
Em setembro de 2022, juntou-se à dupla a violonista Marcela Backer, que agregou os instrumentos de corda ao projeto. Violão de seis cordas, violão tenor e viola machete compõem os elementos harmônicos das canções, que também lançam luz sobre a importância da representividade feminina na música e na preservação das tradições culturais. Músicas: 01 – RITUAL – Bárbara Kristensen // 02 – REZO – Bárbara Kristensen e Natália Pereira // 03 – TERNO DE RAINHAS – Bárbara Kristensen e Natália Pereira // 04 – ÀS ANCIÃS – Bárbara Kristensen e Natália Pereira // 05 – VIVA MUITOS ANOS – Bárbara Kristensen // 06 – EU VIM DA CAPOEIRA – Sinhá Rosária // 07 – CANGOMA ME CHAMOU – Domínio Público
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O SUL EM CIMA 32 / 2024

O SUL EM CIMA 32_2024_GRUPO TÁ_VÂNIA_RICARDO

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos do Grupo Tá, Vânia Abreu e Ricardo Herz Trio.
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GRUPO TÁ – Criado, inicialmente, como forma de resistência à degradação das instituições democráticas no Brasil e ao retrocesso dos avanços e conquistas sociais ocorridos nas últimas décadas, o TÁ é um grupo formado por músicos e cantores experientes, que têm, em comum, o desejo de expressar visões semelhantes de mundo, bem como explorar as possibilidades de um novo ambiente de performance coral que emergia na época de sua criação: o espaço virtual.
Seu primeiro trabalho, “Meia palavra bas”, surgiu em meio à pandemia da Covid-19 como forma de repúdio aos avanços da  extrema direita, capciosa, negacionista.  A música O que se cala (de autoria de Douglas Germano e consagrada na voz de Elza Soares) é o segundo trabalho do Grupo Tá. A música trata do direito de fala a partir das próprias experiências e perspectivas de grupos historicamente silenciados ou marginalizados.
O terceiro trabalho é a canção Olha o Menino. A letra é um quadro vívido da dura realidade da juventude urbana, os desafios enfrentados pelos meninos e meninas de classes sociais da base que crescem em ambientes urbanos. Embora retrate um lado mais sombrio da vida urbana nas grandes cidades brasileiras, a música carrega uma mensagem de esperança e resiliência, apontando, no senso de comunidade e na solidariedade, uma das formas de superação destes desafios.  O quarto trabalho é a canção Vira-lata caramelo, uma das mais recentes composições de Barro & Chico César. Para os autores, a miscigenação, no Brasil, é um processo ainda indigesto, desconfortável, doloroso, complexo, difícil. Contudo, tantas influências, fusões e contaminações culturais, decorrentes dessa nossa capacidade de fundir muitas coisas nos torna, também, um povo mais “solto”, criativo, extrovertido, fluídico. A figura do viralata caramelo, para eles, faz-se a metáfora que traduz a potência de nossa brasilidade mestiça. Com atmosfera leve e praiana, a canção pulsa entre o reggae, o samba (em nossa versão) e outras influências de raizes nordestinas, resultando em uma sonoridade manante e harmônica que sintetiza nossas várias identidades culturais.  Os arranjos vocais são de Luciano Lunkes e os arranjos instrumentais são de Mateus Zanolla. Radicado na Irlanda, Zanolla assina, também, as edições de áudio e vídeo. A produção, concepção e curadoria é de Márcia Donat e Luciano Lunkes.  
Músicas: 01 – MEIA PALAVRA BAS – Carlos Rennó, Pedro Luis e Roberta Sá  //  02 – O QUE SE CALA – Douglas Germano // 03 – OLHA O MENINO – Negra Li e Helião  // 04 – VIRA LATA CARAMELO – Barro e Chico César 
 
VÂNIA ABREU – Sal do Himalaia é a primeira canção que Vania Abreu assina como coautora junto a Simão Abbud.  Produzida e arranjada por Giovani Goulart que também tocou todos os instrumentos da faixa.  Sal do Himalaia é uma mistura de composição de sons que soam como acústico com timbres de sintetizadores. Uma produção que enaltece a canção sem perder a musicalidade em torno dela. Vania Abreu é baiana e cantora da alma brasileira. Construiu repertório e identidade própria na música com 8 álbuns de carreira e 03 singles. Possui diversas participações em trilhas sonoras para cinema, teatro e televisão e mais de 21 participações como convidada em álbuns de outros artistas. Música: SAL DO HIMALAIA – Vania Abreu e Simão Abbud
 
RICARDO HERZ TRIO – Neste ano comemorando 20 anos de carreira, com o lançamento do seu 11º álbum, o “Sonhando o Brasil”, Ricardo Herz reinventou o violino brasileiro. Sua técnica leva ao instrumento o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno. Com a influência de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Egberto Gismonti, Jacob do Bandolim entre outros, o violinista mistura ritmos brasileiros, africanos e o sentido de improvisação do jazz. 
Graduado em violino erudito pela USP, sua sólida formação começou aos 6 anos, tendo passado pela escola Fukuda em São Paulo. Estudou na renomada Berklee College of Music, nos Estados Unidos, e no Centre des Musiques Didier Lockwood, escola do violinista francês, uma lenda do violino jazz. 
O novo álbum instrumental tem o nome de Sonhando o Brasil. Além de Ricardo Herz, a formação-base da gravação tem Fábio Leandro no piano e Pedro Ito na bateria e na percussão. O disco conta ainda com a participação da cantora Tatiana Parra, de Léa Freire na flauta  e de Zé Luis Nascimento na percussão.
‘Sonhando o Brasil é um disco de celebração de um país imaginário. A nossa imaginação usa muito da realidade, claro, mas pra esse sonho de Brasil, eu escolhi o que o nosso país tem de melhor: a alegria, a espontaneidade, a dança, as melodias, o carinho, a receptividade, generosidade e o amor. Nesses tempos loucos em que vivemos, tanto interna como externamente, espero que a minha música venha cheia desse lado bom, militando pela celebração da vida em comunidade. ‘ (Ricardo Herz)
Músicas do álbum ‘Sonhando o Brasil’ (autoria: Ricardo Herz) : 06 – CÔCO EMBOLADO  // 07 – SOMBO CHAMBADO – part Zé Luís Nascimento – percussão   /    Tatiana Parra: vozes  // 08 – SIRIBOBÉIA   // 09 – CENAS DO MAGREBE  (músicas 8 e 9 – part. Tatiana Parra)
 
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O SUL EM CIMA 31 / 2024

31_2024_BIAFRA_O SUL EM CIMA (2)

O programa O SUL EM CIMA faz uma homenagem a BIAFRA, relembrando seus grandes sucessos.

 
BIAFRA – O cantor e compositor Maurício Pinheiro Reis, mais conhecido  como Biafra nasceu em Niterói em 15 de outubro de 1957.  Ainda na infância interessou-se pela música, particularmente por percussão. Fez curso de música e flauta, o que impulsionou sua vocação musical. A vontade de cantar o levou ao Coral do Centro Educacional de Niterói, comandado pelo Maestro Hermano Soares de Sá. Logo estaria embarcando com seus colegas de coro para várias apresentações incluindo uma participação internacional no Festival de Aberdeen, na Escócia, para cantar peças de Villa-Lobos. Na metade dos anos 70, a carreira musical já era seu principal projeto de vida. E foi nessa época que nasceu O Circo, banda que teve rápido sucesso em apresentações em Niterói e no interior do Estado do Rio. E foi acompanhado por seus colegas de O Circo que Biafra entrou pela primeira vez no velho estúdio da CBS para gravar seu primeiro álbum. Lançado em 1979, Primeira Nuvem  foi rapidamente adotado pelas rádios de todo o Brasil. Uma das canções, composta pelo próprio Biafra e por Luiz Eduardo Farah, transformou-se em grande sucesso: “Helena”. Poucas semanas depois de introduzida nas rádios, essa faixa ganhou popularidade ainda maior ao ser incluída na trilha sonora  da novela Marron Glacê da Rede Globo. Essa mesma emissora iria, ao longo dos anos, solicitar mais  músicas de Biafra para suas novelas identificando suas canções com vários personagens famosos. Seus maiores sucessos, “Leão Ferido” (incluído no álbum Despertar  de 1981) e “Sonho de Ícaro” (incluído no álbum Existe Uma Ideia de 1984), renderam-lhe dois Discos de Ouro. Como compositor, Biafra registrou sua obra na voz de grandes artistas como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Simone, Chitãozinho & Xororó, Chrystian & Ralf, Rosana,  Xuxa, Angélica, KLB, Danilo Caymmi  e muitos outros.  
Em 2018, ao completar 60 anos de idade e 40 anos de carreira, decidiu fazer um mestrado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Sua tese abordou as novas estratégias de interpretação de música de câmara. Em maio de 2022 estreou, no Teatro Rival Refit , o show ‘4.0’, comemorando os 40 anos de carreira . O show havia sofrido diversos adiamentos desde 2020 por conta da pandemia do coronavírus. No decorrer do ano continuou apresentando o show pelo Brasil. 
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O niteroiense Maurício Pinheiro Reis não imaginava que o apelido que ganhara dos amigos de infância se tornaria o nome artístico de um cantor que emplacou sucessos e teve destaque com canções em telenovelas. O menino muito magro era chamado de Biafra (em alusão à República de Biafra, que existiu de 1967 a 1970) e, com 45 anos de carreira, se orgulha de ter 16 álbuns lançados, cinco coletâneas e milhões de discos vendidos. Atualmente, Biafra segue realizando vários shows pelo Brasil. 
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Músicas: 01 – PRIMEIRA NUVEM – Aloysio Reis, Biafra, Bolinha  – álbum Primeira Nuvem 1979  // 02 – HELENA  – Biafra e Luiz Eduardo Farah – álbum Primeira Nuvem 1979    //  03 – LEÃO FERIDO – Biafra, Dalto  //  04 – VINHO ANTIGO – Cláudio Rabello, Dalto    // 05 – QUALQUER ESTRADA – Guilherme Arantes  // 06 – TRÊS PALAVRAS –  Juca Filho, José Renato – Part Boca Livre    – (músicas 03 à 06 do Álbum Despertar 1981) // 07 – SONHO DE ÍCARO – Cláudio Rabello, Piska   – do álbum  Existe Uma Idéia  1984   // 08 – ÁGUA  ARDENTE – Biafra, Paulo Ciranda  – do álbum Existe Uma Idéia – 1984  //  09 – TE AMO – Franco de Vita – versão: Biafra e Aloísio Reis  // 10 – SEU NOME – Pyska, Biafra   // 11 – RUA RAMALHETE – Tavito, Ney Azambuja  – part Roupa Nova

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