O SUL EM CIMA 05 / 2025

O SUL EM CIMA 05_2025_Rogerio Botter Maio e Louis Na Bossa

 
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Rogério Botter Maio e Louis Na Bossa
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Rogério Botter Maio é  baixista acústico e elétrico, compositor, arranjador e produtor musical. Original de São Paulo, dos 17 anos a viver fora do Brasil, esteve 5 em New York, onde tocou com Paquito d’Rivera, Lionel Hampton, Cláudio Roditi, Manfredo Fest e Leny Andrade e gravou com Gerry Mulligan & Jane Duboc, Naná Vasconcelos, Dom Salvador entre outros.  Ao viver em Roma atuou como músico em “O Poderoso Chefão III” em 1989. 
Rogério lançou os álbuns “Crescendo” (1996), “Aprendiz” (2009), “Prazer da Espera” (2006), “Tudo por um Ocaso” (2009), “Sobre o Silêncio” (2012), “Por um triz” (2020) – somente de canções – e “Sem palavras” (2024). Escreve para formações camerísticas, orquestrais, combos de jazz,  trilhas para filmes e para dança. Além de ter ministrado seu workshop de música brasileira por três continentes há mais de 20 anos, toca sua música em diferentes formações pela Europa. Estudou música na UNICAMP, Musik Hochschule em Graz (Áustria) e no Berklee College of Music (EUA).  
Músicas: 01 – Luzes – Rogério Botter Maio – part. Vanessa Moreno e Hector Costita – do CD Por um Triz // 02 – Rendez-Vous – Rogério Botter Maio – part. Jane Duboc – do CD Crescendo gravado em Nova York e lançado em 1996 //   03 – Voltando ao Fio da Meada – Rogério Botter Maio – part Dom Salvador – do CD Crescendo // 04 – Uma Mulher – Rogério Botter Maio e Vanessa Bumagny – part Ná Ozzetti –  do disco Prazer da Espera // 05 – Ano Novo – Rogério Botter Maio – part Carlos Aguirre – do CD Sobre o Silêncio lançado em 2012 // 06 – Muro ou Ouro – Rogério Botter Maio e Vanessa Bumagny – part Sérgio Santos – do CD Por um Triz // 07 – Que Assim Seja – Rogério Botter Maio – do CD Sem Palavras (2024) – composição inspirada no ritmo cubano Danzón 
 
Louis Na Bossa – Cantor, violonista e compositor, nascido em Paris (França). Louis é um artista francês que viveu muitos anos no Brasil. Ele descobriu a Bossa Nova ainda na infância e ficou profundamente marcado por esse estilo. Influenciado por João Gilberto e Djavan, lançou seu primeiro EP no final de 2024, com três faixas. O EP de Penedo a Paraty conta com a participação do percussionista guianês Fabrice Thompson, da baixista holandesa Fanny Van Dijk e do guitarrista de jazz parisiense Cédric Baud, que também realizou a gravação. 
De Penedo a Paraty é uma mensagem de amor ao Brasil, traduzida em uma viagem musical da Serra da Mantiqueira ao litoral do Rio de Janeiro, lugares onde Louis passou grande parte de sua infância. A música de Louis é marcada pela busca da essência de uma Bossa Nova depurada, procurando por nitidez e simplicidade tanto na voz quanto no violão. 
Louis seguiu uma formação musical clássica. Estudou violino e canto lírico por mais de dez anos. Hoje, ele mora no centro de Paris e apresenta seu trabalho nos clubes de jazz parisienses. Nos próximos meses, Louis planeja lançar novos projetos, explorando as sonoridades do jazz brasileiro. Ele também sonha em voltar ao brasil para se apresentar com sua banda nos lugares icônicos da Bossa Nova. 
Músicas: 01 – De Penedo a Paraty – Louis Na Bossa / 02 – É Preciso Perdoar – Carlos Coqueijo e Alcyvando Luz // 03 Lígia – Tom Jobim 
 
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O SUL EM CIMA 04 / 2025

O SUL EM CIMA 04_2025_Ricardo Silvestrin

Essa edição de O SUL EM CIMA, é dedicado ao trabalho de RICARDO SILVESTRIN 

RICARDO SILVESTRIN  está lançando o álbum RS&B, sigla de Ricardo Silvestrin & Banda, que é um trabalho autoral que traz o artista cantando suas composições. O álbum traz 12 faixas, sendo que 10 das composições tem letra e música de Ricardo Silvestrin. Uma delas, Numas de Filosofia, tem citação da frase “Tudo é tudo, nada é nada”, de Tim Maia. Há também uma parceria com Kleiton Ramil, Prazo, com música de Kleiton e letra de Ricardo, e outra com Silvio Marques, My Love, com música do Sílvio e letra de Ricardo. Silvestrin canta em todas as faixas e é acompanhado por: Robson Serafini (guitarra, violão, baixo, piano, teclado), Angelo Primon (guitarra, violão, baixo, teclado), Everson Vargas (baixo), Lucas Fê (bateria), Cesar Audi (bateria), César Ratão (baixo), Marcelo Figueiredo (sax), Chiquinho Gomes (flugelhorn), Edo Portugal (strings). A produção é da Loop Discos e foi lançada nas plataformas de áudio, no dia 17 de janeiro de 2025.
Ricardo Silvestrin tem um trabalho musical como vocalista e compositor desde os anos 1990, integrando as bandas Os 3 Poetas, Os Ladinos, os poETs. Desenvolve desde 2015 seu trabalho solo Ricardo Silvestrin & Banda, tendo lançado o EP DUK7 em 2015, o álbum SILVESTREAM em 2019 e agora RS&B, todos pela Loop. Ele vem fazendo vários shows, acompanhado por um quarteto formado pelo guitarrista Angelo Primon, o baixista Everson Vargas, o pianista Robson Serafini e o baterista Lucas Fê. A banda se apresentou em diversos espaços da cena de Porto Alegre: Sargent Peppers, Ecarta Musical, Centro Cultural Vila Flores, Espaço 373, Casa de Espetáculos, Feira do Livro de Porto Alegre.  
Ricardo Silvestrin soma ao seu trabalho de compositor e vocalista uma premiada atuação como escritor, sobretudo como poeta, com vários livros publicados por importantes editoras brasileiras. 
Músicas: 01 – Dia a Dia  // 02 – Prazo – Kleiton Ramil e Ricardo Silvestrin // 03 – Heróis  // 04 – Numas de Filosofia – Ricardo Silvestrin e Tim Maia // 05 – Pode Crer  // 06 – My Love – Sílvio Marques e Ricardo Silvestrin // 07 – Entre Santa Maria e Botucatu // 08 – No Mar // 09 – Melodia do Passarinho //  10 – Não Vá Cantar Agora // 11 – Alguém Assim // 12 – Karminha  (Músicas: 01, 03,05, 07,08,09,10,11,12 de autoria de Ricardo Silvestrin) 
 
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O SUL EM CIMA 03 / 2025

O SUL EM CIMA 03_2025_Helena Bel_Consuelo de Paula e Regina Machado

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Helena Bel e Consuelo de Paula & Regina Machado

HELENA BEL – Cantora e violinista, Helena Bel é formada em Licenciatura em Música pela Faculdade de Artes do Paraná e especialista em Educação Musical/Coral pela Faculdade de Música e Belas Artes do Paraná. Como cantora já participou de vários grupos vocais e cênicos como “O Abominável Sebastião das Neves”, “Com Nome e Sobrenome”, “Allegro ma non Presto” e “O Tao do Trio”. Atualmente, canta no grupo “Nymphas”. Em 1993 ganhou o primeiro lugar no Concurso para Intérpretes da MPB do SESC da Esquina. Tem participação em gravações de áudios e vídeos, em CD´s e DVD´s, de vários artistas Paranaenses e Curitibanos. 
Como violinista,  foi spalla, de 1992 até 2001, da “Orquestra do Conservatório de MPB de Curitiba”, fundada por Roberto Gnatalli. Foi regente assistente da “Orquestra À Base de Corda” na sua primeira formação, com cordas de arco e é violinista da atual “Orquestra À Base de Corda”. É diretora e professora de violino na Escola de Música Suzuki, onde também dirige a parte vocal e cênica dos musicais realizados anualmente pela escola. Organizadora dos livros e CD “A Obra de Ítalo Todeschini” (2020). Dirige o Coral Brasileirinho e o Grupo Brasileiro do Conservatório de MPB de Curitiba – corpos Artísticos do ICAC e FCC  
Músicas: 01 – Acontece  –  (Cartola)  // 02 – Desfigurado   – (Cartola)  // 03 – Dom de Iludir –  (Caetano Veloso)  – Músicas 01 à 03 – Voz Solo: Helena Bel –  Vocais: O Tao do Trio –  Arranjos: Vicente Ribeiro // 04 – E daí?  – (Gerson Bientinez/ Etel Frota) –  Voz Solo: Helena Bel – Arranjo: Vicente Ribeiro // 05 – És Minha, Óh Lua Branca  – (Ítalo Todeschini/Amadeu Assad) – Voz Solo: Helena Bel  – Piano: Sérgio Justen // 06 – Novos Ares  –  (Sérgio Justen) – Voz Solo: Helena Bel –  Arranjo: Sérgio Justen
 
CONSUELO DE PAULA e REGINA MACHADO – Duas artistas, Consuelo de Paula e Regina Machado – cantoras, compositoras e instrumentistas -, uniram-se pela canção para lançar um trabalho autoral primoroso. Trata-se de Pássaro Futuro, que chegou às plataformas no dia 14 de fevereiro de 2025 pelo selo Belic Music: um álbum de 11 faixas, construído em sintonia plena entre a poesia de Consuelo, a música de Regina e o canto de ambas. Partindo do violão e da voz das artistas, os arranjos são criações coletivas dirigidas por elas com a colaboração dos músicos convidados: Mário Manga (violoncelo), Guilherme Ribeiro (piano e acordeom), André Rass (percussões) e Nicolas Farias (percussões). “Os arranjos conversam com o silêncio, com as pausas, com as danças e oferecem ao ouvinte a possibilidade de ouvir o vento, de ouvir as fugas e o bater das asas desse Pássaro Futuro”, poetiza Consuelo. E Regina completa: “Esse trabalho traduz nossa espiritualidade por meio da arte e elucida um pouco da nossa devoção à música…”
Com 10 discos gravados, Consuelo de Paula é cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical.  Sua discografia teve início com a trilogia Samba, Seresta e Baião (1988), Tambor e Flor (2002) e Dança das Rosas (2004), da qual foi lançada a coletânea Patchworck, no Japão. Em 2011, lançou o DVD Negra, seguido pelos CDs: Casa (2012), O Tempo e O Branco (2015), Maryákoré (2019). O disco Beira de Folha (2020), gravado em parceria com o violeiro João Arruda, teve as letras das canções editadas em livro, junto a outros poemas da artista. Atualmente, trabalha no lançamento do álbum Pássaro Futuro.
Regina Machado é cantora, compositora, violonista e professora de canto popular. Possui seis álbuns lançados: Sobre a Paixão (2000), Pulsar (2004), Agora o Céu Vai Ficando Claro (2010), Multiplicar-se Única – Canções de Tom Zé (2015), Enquanto o Tempo Para (2022) e Canções Guardadas nas Dobras do Tempo (2023), além de participações como convidada em diversos outros trabalhos. Regina é professora da graduação em Música Popular na UNICAMP, bem como do Programa de Pós-graduação em Música.  Coordena o grupo de pesquisa Vox Mundi – grupo de estudos da voz cantada (CNPQ) e o CEMUPOP – Centro de Memória da Música Popular. 
Para Regina Machado, “o disco Pássaro Futuro representa a materialização do poder de criar, de fazer canções, insistindo em um voo que parece não ser mais percebido, que parece não mais habitar nas pessoas. Pássaro Futuro voa contra a ventania, contra o tempo do consumo, e arrisca uma musicalidade que envolve quem se deixa abraçar por ela”; E Consuelo de Paula completa: “Pássaro Futuro é um presente, um sopro de inspiração entre a brisa e a ventania, é cheio de luminosidades, frestas e brechas”.
Músicas (todas de autoria de Regina Machado e Consuelo de Paula): 01 – Ayrá // 02 – Plumagem // 03 – Canto de Chegança // 04 – Mainu // 05 – Ave Grande // 06 – Ave Passageira // 07 – Passarim Roseira // 08 – Atiaru 
 
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O SUL EM CIMA 02 / 2025

O SUL EM CIMA 02_2025_Projeto Caleidoscópio e Banda Nave

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos do Projeto Caleidoscópio e Banda NAVE.
 
 
PROJETO CALEIDOSCÓPIO
O Projeto Caleidoscópio é formado pelo duo de músicos / casal carioca, Analu Paredes e Arthur Nogueira e reúne nos seus três álbuns lançados o maior casting de músicos de renome e feats do brasil sendo ele autoral e independente. “Estamos em processo do lançamento do nosso 4⁰ álbum em formato de singles, antes dele completo. Todas as músicas são autorais, com dezenas dos maiores instrumentistas e muitas participações especiais, fazendo o nosso Caleidoscópio girar e brilhar”.
As músicas do Projeto Caleidoscópio possuem forte identidade e passeiam por vários estilos como MPB, Progressivo, Fusion, Jazz e muita influência da boa música mineira, como o “Clube da esquina”. O Projeto Caleidoscópio existe desde 1999 e teve reconhecimento de vários artistas de renome internacional. O primeiro CD foi prefaciado por Marcus Viana ( Sagrado Coração da Terra) e Annie Haslam da banda Renaissance , ícones do cenário progressivo mundial. O segundo CD foi considerado uma das maiores produções independentes feitas no Brasil. O terceiro CD “Luz e Sombra” foi masterizado por Sidney Sohn Jr e todo gravado e mixado pelas mãos do grande músico Ricardo Feghali (integrante da banda Roupa Nova) que abraçou o projeto. A metáfora do Caleidoscópio é composta da ideia de que cada faixa dos CDs temos diversos músicos tocando, dando luz, forma, cores e matizes diferentes para cada uma, como se sonoramente formassem imagens de um lindo Caleidoscópio.
Músicas:  01 – Viajante das Estrelas – Analu Paredes e Arthur Nogueira – part. Milton Guedes // 02 – Os Três – Analu Paredes, Arthur Nogueira e Zé Maria Pescador – Part. Zé Maria Pescador (voz) // 03 – Tão Clara – Analu Paredes e Arthur Nogueira – part Camila Paredes (voz e vocais de apoio) // 04 – Diário de Giz – Analu Paredes e Arthur Nogueira – Part. Biafra // 05 – Minas Gerais – Analu Paredes e Arthur Nogueira – part Marcus Viana e Ricardo Feghali // 06 – Na Varanda – Analu Paredes e Arthur Nogueira – part Kleiton & Kledir e Marcus Viana  (músicas 5 e 6 fazem parte do álbum Luz e Sombra lançado em 2023). 
 
 
NAVE – Inicialmente, um conjunto que trazia em seu repertório clássicos do Rock Progressivo, como Yes, King Crimson, Gentle Giant, etc, em 1992, a Nave foi convidada pelo produtor Alberto Vanasco, a desenvolver um trabalho autoral visando integrar a coletânea “Tales of Brazilian Rock” (1993) que estava a ser lançada pelo selo Record Runner. 
Com importantes mudanças na formação, a Nave foi convidada a se apresentar no projeto “Progressivos” do Centro Cultural de São Paulo (1994), junto com importantes nomes nacionais do estilo, como O Terço, Terreno Baldio e Sagrado Coração da Terra, trazendo as músicas que viriam a integrar seu primeiro álbum, lançado no final de 1996.
Assim, o grupo passou a fazer apresentações em casas de shows e festivais, obtendo notoriedade em publicações especializadas do Brasil e do exterior (Itália, Japão, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e EUA), pela originalidade de suas composições, mesclando elementos da Música Progressiva com a World-Music, o Jazz e diferentes vertentes da Música Brasileira. Em 2007, a Nave lançou o álbum “Segredos do Chão”, que traz temas e canções com letras em português que traduzem sua bagagem musical assimilada com os anos, somada aos estilos já incorporados pelo conjunto: do rock progressivo ao jazz-rock, com muita música brasileira, especialmente as influências e a inspiração do Clube da Esquina e de grupos como A Cor do Som e 14 Bis, que resultaram em novas composições que foram trabalhadas pouco a pouco, de maneira artesanal. A Nave é formada por Estevão Kalaany (guitarras e violões), Benigno Sobral Jr (Baixo e voz), Roger Troyjo (voz e percussão), Marcos Vita (teclados e voz) e Ricardo Stuani (Bateria e percussão). Hoje, a Nave está reunida novamente e pronta para novas jornadas musicais. 
Músicas do álbum ‘Segredos do Chão”: 01 – Sobrevôo – Marcos Vita, Ricardo Stuani e Roger Troyjo // 02 – A Seu Tempo   – Marcio Porto · Roger Troyjo · Mauricio Nascimento // 03 – D’Alma – Estevão Kalaany // 10 – Céu de Cachoeira  – Estevão Kalaany · Ricardo Stuani · Roger Troyjo // 11 – Águas Claras  – Estevão Kalaany · Benigno Sobral Jr
 
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O SUL EM CIMA 01 / 2025

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Nessa 1ª edição/2025 de O Sul em Cima, vamos mostrar o trabalho de VANIA ABREU 
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VANIA ABREU – Após uma pausa, Vania Abreu está de volta com o lançamento de seu novo álbum, Pode ser que o amor seja outra coisa, pela Faro Fino Music. O trabalho convida à reflexão sobre o amor e suas complexidades. Com uma carreira sólida na MPB, Vania traz em suas canções uma visão contemporânea sobre sentimentos, dúvidas e transformações. 
Neste novo álbum, a cantora explora novas maneiras de entender e expressar o amor em um mundo de incertezas. “Vivemos na era da pós verdade, onde cada um define o certo e o errado, e onde o amor e sexo assumem novas formas. Eu trago mais dúvidas e sugiro que talvez o amor seja algo diferente”, reflete sobre o processo criativo. 
O destaque do álbum é a faixa Sal do Himalaia, primeira canção em que Vania assina como autora, em parceria com o paulistano Simão Abbud,  com produção e arranjos de Giovani Goulart, que também tocou todos os instrumentos. A música traz uma abordagem pop sofisticada.
Vania Abreu é baiana e cantora de alma brasileira. Construiu repertório e identidade própria na música com vários álbuns e singles lançados. Possui diversas participações em trilhas sonoras para cinema, teatro e televisão e mais de 21 participações como convidada em álbuns de outros artistas. 
Entre os seus lançamentos, estão álbuns marcantes como Vania Abreu (1995), Pra mim (1996), Seio da Bahia (1999), Eu sou a multidão (2003), Pierrot e Colombina (2006), Misteriosa dona esperança (2007) e Flor da Bahia (2010).  Além disso, Vania produziu o CD do sambista Riachão, Mundão de Ouro (2012), indicado ao Prêmio da Música Brasileira 2013, na categoria samba como melhor álbum e melhor cantor, e atuou na direção artística do selo Friends Music. 
Com uma trajetória marcada pela profunda conexão com a música  brasileira, tal qual suas referências sempre fizeram, “Pode se que o amor seja outra coisa” chega com diferentes sonoridades e abordagens. O álbum reafirma sua constante evolução na MPB, provando que sua música continua a dialogar com o público contemporâneo. 
O álbum Pode ser que o amor seja outra coisa foi lançado em outubro de 2024. Produção, arranjos, instrumentos, mixagem e masterização: Giovani Goulart
Músicas: 01 – Isso – Chico César (single)  // 02 – Minha Palavra  – Alexandre Leão, Manuca Almeida e Ivan Huol  // 03 – Sal do Himalaia – Simão Abbud e Vania Abreu // 04 – Cheia de Graça – Mário Adnet e Carlos Rennó // 05 – Versos de Amor – Alexandre Leão e Manuca Almeida // 06 – Os Faróis Acesos – Tenison Del Rey // 07 – Língua de Babel – Carlos Careqa, Edson Vulcanis e Thadeu // 08 – Tempo Velho – Douglas Germano (Cuca) // 09 – Voz Interna – Fernando Silva e J. Velloso // 10 – Quem gostou de mim – Jonas Tatit e Luiz Tatit // 11 – Começar de Novo – Ivan Lins e Vitor Martins // 12 – Carne Crua (single) – Tenison Del Rey, Jauperi Lazaro dos Santos e Gerson Guimarães – Márcio Nigro (arranjo, guitarras, baixos, teclados, produção e mixagem)
 
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O SUL EM CIMA 41 / 2024

O SUL EM CIMA 41_2024_Anis e Tatiana

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Anis de Flor e Tatiana Dauster
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ANIS DE FLOR – Cantora e compositora nascida em Florianópolis (SC), Anis de Flor expõe vivências e experiências como mulher negra e indígena no sul do Brasil ao longo das cinco músicas autorais apresentadas no primeiro EP da artista catarinense, Fértil. Editado via Lab Fantasma, gravadora de Emicida, o disco Fértil foi lançado em 2022.  As cinco músicas que compõem o repertório do EP, foram gravadas com produção musical de Dessa Ferreira, direção musical de Marissol Mwaba e arranjos da própria Anis de Flor. O EP Fértil tem participações especiais de Alegre Corrêa, François Muleka, Marissol Mwaba e Sam Machado. “Com Fértil, eu aposto muito na força de expressão, na escolha de não mais calar e, sim, dar voz à mim mesma, à minha jornada e aos lugares que muitas vezes me são negados. Quando comecei a escrever, não fiz isso com a intenção de transformar em música, mas aos poucos fui entendendo que uma coisa não se separava da outra, principalmente quando você reconhece sua existência como política e se dá conta de que compartilhar impressões sobre as coisas pode ser acalanto e força para quem ouve e se identifica”, relata Anis de Flor. O lançamento do EP Fértil foi viabilizado através do Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2021, edital cultural de Santa Catarina.
Músicas (autoria Anis de Flor) do EP Fértil: 01 – Quente // 02 – Solta // 03 – Forte // 04 – Fértil // 05 – Grande 
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TATIANA DAUSTER –  Surgida na cena musical no final dos anos 90, quando cantava com a banda Acabou La Tequila, Tatiana Dauster desde o início da carreira deu voz à turma que agitava o circuito carioca no período. Seu primeiro EP (1998) foi produzido por Pedro Luís. Em seu álbum de estreia, Tatiana Dauster (2004), com produção de Celso Fonseca, começava a desenvolver-se como compositora. No CD Medo e Força (2014), produzido por Alexandre Kohl, Tatiana assinou a autoria de quase todas as faixas do projeto. A multiartista Tatiana Dauster se desdobra em muitas em seu novo álbum de estúdio, “Origami”. Produzido por Emiliano Sette, o álbum reune poemas recriados em música, gravados com um espírito de performance livre ao vivo. O repertório do álbum é uma junção de composições com parceiros de longa data, como Jam da Silva, Wagner Pá e Magali, e inclui uma parceria com Jorge Mautner em “O Amor é Fatal”. “O Origami tem dobras, tem papel, tem poesia, tem brincadeira. Você cria diversas formas, é divertido e poético! Achei uma boa analogia para o que penso sobre esse disco, que se desdobra em diversos ritmos sem perder a unidade tímbrica”, conta Tatiana. 
E o disco passa pelo samba (como “Mar” de Beto Brown com poesia de Fernando Pessoa), por uma explosão de alegria carnavalesca (“Chuá”, uma marchinha em parceria com Magali) e uma MPB leve (como em “Azul”, em parceria com Guilherme Guimarães e Wagner Pá). Tudo para falar, com um olhar feminino, sobre o amor, a sensualidade, a boêmia, a política e o humor. Essa multiplicidade é a base de criação do álbum que tem como destaque a parceria com Mautner. 
Músicas: 01 – O Amor é Fatal – Tatiana Dauster e Jorge Mautner // 02 – Mar – Poema de Fernando Pessoa musicado por Beto Brown // 03 – Azul – Tatiana Dauster, Guilherme Guimarães e Wagner Pá // 04 – Origami – Tatiana Dauster, Emiliano Sette e Rodrigo Sebastian // 05 – Chuá – Tatiana Dauster e Magali 

FELIZ NATAL!!!

 

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O SUL EM CIMA 40 / 2024

O SUL EM CIMA 40_2024_Jéssica_Grupo Tá_Raul

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Jéssica Berdet, Grupo Tá e Raul Boeira

JÉSSICA BERDET –  Com músicas inéditas em voz e violão, Jéssica Berdet lança novo EP. Som da Casa – live session é um trabalho singelo e potente, que marca um retorno às origens e traduz bem quem é a Jéssica através de uma experiência musical autêntica e sem amarras, onde a voz e o violão extravasam suas múltiplas camadas. Gravado em sua cidade natal, a session é um convite para desfrutar da música em seu estado mais puro: desnuda, orgânica e direta. Composto por quatro faixas inéditas, o EP inclui a música ‘Pra quem tem o dom de ouvir’, que traz muitas reflexões a quem dedica um tempo para contemplação. Em seguida, ‘Um sim pra dar’, ‘Quarto crescente’ e ‘Duas rotas’ completam o repertório.  O EP Som da Casa foi lançado em novembro de 2024 e está disponível nas plataformas de streaming.  Jéssica Berdet é cantora, compositora, instrumentista e produtora musical independente que já colaborou com artistas como Tati Portella, Pedro Borghetti e Duda Raupp. Foi indicada ao prêmio Açorianos de Música na categoria revelação com seu primeiro trabalho fonográfico “(in)visível” (2018).   Músicas do EP Som da Casa (autoria Jéssica Berdet): 01 – Pra quem tem o dom de ouvir // 02 – Um sim pra dar // 03 – Quarto Crescente // 04 – Duas Rotas 

2) GRUPO TÁ – Criado, inicialmente, como forma de resistência à degradação das instituições democráticas no Brasil e ao retrocesso dos avanços e conquistas sociais ocorridos nas últimas décadas, o TÁ é um grupo formado por músicos e cantores experientes, que têm, em comum, o desejo de expressar visões semelhantes de mundo, bem como explorar as possibilidades de um novo ambiente de performance coral que emergia na época de sua criação: o espaço virtual.   Música: 01 – Falha Humana, música de Douglas Germano, que traz pra  roda questões relacionadas à tecnologia e ao mundo do trabalho na perspectiva da racionalidade neoliberal. O lucro desenfreado se impondo às custas da precarização das condições de trabalho, da flexibilização de direitos e do descarte humano. Lançado em novembro/2024.

3) RAUL BOEIRA – O porto-alegrense Raul Boeira começou a tocar em 1972 e mesmo trabalhando no serviço público federal, continuou compondo. “Não sou e nunca almejei ser profissional. A música sempre foi a dona das minhas horas vagas. Compor era, e continua sendo, o grande barato. Acontece que as composições alçam voo. As fitas cassete que gravava em casa, e que foram se reproduzindo e se popularizando, chegaram aos músicos ‘de verdade’, que começaram a gravar aquelas canções. De repente, virei compositor.”  Só em 2007 é que Raul Boeira decidiu gravar o “Volume Um”, CD com 12 faixas autorais, lançado em 2008. Oito anos depois, em 2016, saiu o segundo, “Cada qual com seu espanto”, que reunia 13 melodias antigas, e até então inéditas, que Márcia Barbosa e ele letraram em apenas dois meses.  Agora, Raul Boeira está lançando “Sambas e Canções”. O álbum conta com grandes músicos como Dudu Trentin, Marco Vasconcellos, André Vasconcellos, Jurim Moreira e André Siqueira. Além de contar com convidados como Luís Filipe de Lima, Celso Fonseca e Sérgio Chiavazzoli. Dudu Trentin é responsável pelos teclados, piano, orquestra, arranjos e direção Musical.  Todas as faixas do álbum “Sambas e Canções” são resultados de parcerias. Raul Boeira escreveu as letras e as entregou para seis parceiros, que compuseram as melodias. “Desde que voltei a viver em POA, em 2020, tenho escrito muitas letras, hábito que se intensificou na quarentena da pandemia. Vi que não teria condições de musicar tanto material e passei a enviar as letras para alguns compositores. Felizmente, as parcerias têm sido muito gratificantes”.

Músicas do álbum Sambas e Canções: 01 – Celebração – Maurício Castelo Branco, Raul Boeira e Márcia Barbosa // 02 – Fugidia – Orestes Dornelles e Raul Boeira // 03 – Garimpo – Roberto Haag e Raul Boeira // 04 – Floricultura – Mário Falcão e Raul Boeira – part Márcia Barbosa (diz o poema ‘Vaidade’ de Florbela Espanca (Livro de Mágoas 1919) // 05 – Cardiobeat – Zé Caradípia e Raul Boeira // 06 – Amanhã eu vou Tocar – Paulinho Saggiorato e Raul Boeira

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O SUL EM CIMA 39 / 2024

O SUL EM CIMA 39_2024_MARIA JOÃO & ANDRÉ_DUO GISBRANCO

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Maria João & André Mehmari e Duo Gisbranco
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MARIA JOÃO e ANDRÉ MEHMARI
Maria João, a grande dama do jazz português e o pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista André Mehmari  apresentam Algodão, um álbum que os dois músicos caracterizam como uma aventura. Editado pela Galileo Music Germany, o álbum teve seu lançamento mundial em setembro de 2024. 
Maria João e André Mehmari começaram a trabalhar juntos no Brasil, há cerca de sete anos. Ele chama a cantora da mesma forma como os amigos dela em Portugal: a João. “Começou com um projeto que ela fez para o selo Sesc, com a obra de Aldir Blanc, em que eu fui convidado a colaborar. Desde então, a gente acalenta esse projeto que se tornou o Algodão. Mas conheço a obra da João como um grande fã, e hoje eu tenho a alegria de tê-la como parceira”, afirma Mehmari. 
A carreira de Maria João tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de música do mundo. Um percurso iniciado na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e que, em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas globalmente.  Possuidora de um estilo único tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe, não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da atualidade. Na visão de Mehmari, o que Maria João consegue fazer com a voz torna o trabalho com ela especial. “Entendo a João como uma orquestra de vozes. Acredito que há aspecto camaleônico na voz dela, que é muito impressionante…”  “Ela tem uma pluralidade de vozes que a coloca num lugar único como cantora”, define. 
André Mehmari é considerado um dos maiores expoentes da música criativa brasileira contemporânea e sua vasta produção é absolutamente singular, indo do piano solo ao jazz e à ópera, ao choro, passando pela música orquestral e de câmara, até canções populares em mais de cinquenta e cinco álbuns lançados desde 1998, muitos deles produzidos em seu próprio Estúdio Monteverdi, localizado no coração da Mata Atlântica. Nascido na cidade de Niterói-RJ em 1977 e criado em Ribeirão Preto-SP, tornou-se conhecido pelo grande público ao vencer a primeira edição do Prémio Visa de MPB, já estabelecido em São Paulo capital. Duas vezes nomeado para o Grammy Latino,  André teve as suas composições e arranjos tocados por muitos grupos orquestrais e de câmara, no Brasil e no exterior.
MÚSICAS DO ÁLBUM “ALGODÃO”: 01 – Duplo Falso Par  – André Mehmari e Felipe Franco Munhoz // 02 – Festa dos Pássaros  – André Mehmari e Bernardo Maranhão // 03 – Lendas Brasileiras  – Guinga e Aldir Blanc // 04 – Alpendre  – Maria João e André Mehmari // 05 – O Sonho – André Mehmari e Aldir Blanc 
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O DUO GISBRANCO é formado por duas pianistas, compositoras e cantoras que trazem em sua trajetória uma afinidade musical rara. Com um repertório único para dois pianos, Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco desenvolvem um trabalho inovador e singular, explorando ao máximo a sonoridade do instrumento.  As musicistas se conheceram quando foram colegas na graduação de piano na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem se apresentado em diversos espaços culturais e festivais, sendo sempre aclamado pelo público e pela crítica. Lançaram ao longo da carreira os CDs “Gisbranco” (2008), “Flor de Abril” (2011), o DVD “Duo Gisbranco 10 anos” (2016), em 2018, o CD “Pássaros” e em 2021, O CD Pássaros Ao Vivo – Homenagem a Chico César. 
Em 2018, o Duo lança o CD “Pássaros”, com participações especiais de Mônica Salmaso, Jaques Morelenbaum, Sérgio Santos, Maria João, André Mehmari e Eugênio Dale.  As letras são poemas do cantor e compositor Chico César, que foram feitos especialmente para as artistas. Cláudia e Bianca, que é filha do multi-instrumentista, cantor e arranjador Egberto Gismonti, conheceram o músico paraibano em 2009, quando ele fez participação no show do duo em São Paulo.  Chico César comparece na belíssima Vejouço e em Turuna. A conexão entre palavra, som e o universo da poesia se mostra presente em cada uma das composições, que ganharam arranjos sofisticados. Entre os instrumentistas estão os músicos Rodrigo “Pacato” (percussão), Fabio Nin (violão), André Mehmari (piano e sintetizador), Jaques Morelenbaum (violoncelo) e José Batista Jr. (clarineta e clarone). 
Músicas do álbum Flor de Abril: 01 – Flor de Abril – Cláudia Castelo Branco // 02 – Festa no Carmo – Bianca Gismonti
Músicas do álbum Pássaros: 03 – Pássaros – Bianca Gismonti e Chico César – part. Sérgio Santos // 04 – Solua – Bianca Gismonti e Chico César – part. Mônica Salmaso // 05 – Vejouço – Cláudia Castelo Branco e Chico César – part Chico César 
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