O SUL EM CIMA 20 / 2024

O SUL EM CIMA 20_2024

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Alice Passos & Breno Ruiz, Cristiano Varisco e Paula Souto. 
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1) ALICE PASSOS e BRENO RUIZ – A cantora carioca Alice Passos tem se destacado como importante intérprete da música popular brasileira. Com dois álbuns solos: “Voz e Violões” (Fina Flor) e “Ary” (Biscoito Fino), disponíveis nas plataformas digitais, ela lança agora um disco de piano e voz com Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro.
“Milagres”, disco em que Alice é acompanhada ao piano por Breno Ruiz, conta também com a pianista Érika Ribeiro, os percussionistas Magno Julio e Marcus Thadeu e o violonista Rogério Caetano. Edu Lobo divide com ela a última faixa “Acalanto pra quem tem filha”. O álbum Milagres foi gravado em junho de 2023 no estúdio da gravadora Biscoito Fino, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), sob direção musical de Alice Passos e Breno Ruiz. 
A ideia de criar “Milagres” partiu da cantora, grande admiradora do trabalho do pianista. Inicialmente, a dupla iria lançar apenas um EP. “Na prática, foi a Alice quem teve a ideia de fazer o álbum e me chamou para dividir. Como é uma cantora especialíssima e muito segura, que imprime à interpretação seu caráter singular, com respeito máximo à obra que canta, pensei: que sorte a minha!”, contou Breno Ruiz,  que acredita que o novo trabalho contribui por dar continuidade e renovar o legado deixado por artistas que formaram a identidade musical e literária do Brasil, como exemplo Dorival Caymmi e Tom Jobim, na música, a Manuel Bandeira, na poesia, e Guimarães Rosa, na prosa. Para o pianista, estes e outros artistas conseguiram “traduzir” a verdadeira alma dos brasileiros e foram capazes de tornar o país um lugar que se reinventa de várias formas a todo momento. 
Ambos professores, ele de piano em São Paulo, ela de canto no Rio, Breno Ruiz e Alice Passos tem em comum também sólidas e criteriosas trajetórias artísticas. Ainda muito jovens, já são muito admirados.  Ele participou de vários shows e discos coletivos, e já lançou dois discos solo, “Cantilenas brasileiras” (também de sua parceria com Paulo César Pinheiro) e, este ano, “Pequenas Impressões sobre o caos”, de sua nova parceria com o letrista Roberto Didio, que aponta para outra dimensão de sua inspiração, mais urbana. Já Alice, pesquisadora nata, lançou em 2016 “Voz e Violões”, uma magnífica pesquisa sobre a obra de compositores contemporâneos que fazem suas músicas ao violão, e, em 2020, “Ary”, desta vez um mergulho no passado (mas de forma contemporânea, acompanhada pelos violonistas André Siqueira e Maurício Massunaga), na obra de Ary Barroso.  Músicas de Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro –  na voz de Alice Passos:  01 – Milagres // 02 – Cantiga de Menina // 03 – Marajoara // 04 – Viola de Mágoa – part Rogério Caetano // 05 – Contradança // 06 – Acalanto pra quem tem filha – part Edu Lobo 
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2) CRISTIANO VARISCO – Aline (2013) é a primeira incursão solo do compositor e músico Cristiano Varisco. É uma das novidades mais bem-vindas da cena musical brasileira contemporânea. Desvendando suas peças musicais, o álbum retrata uma ruptura recente na caminhada de Varisco, isto é: a divisão de seu cotidiano entre as coisas fúteis da metrópole e a vida inspiradora no campo. As sonoridades que você encontrará em Aline refletem as idas e vindas do guitarrista, cuja vida diária é dividida entre os caminhos bucólicos do interior e as ruas e avenidas da capital. Em seus 50 min de música instrumental, o álbum viaja entre estilos, às vezes incomuns, às vezes tradicionais: folk, psicodélico, clássico, rock, blues, entre outras sonoridades. Na verdade, o álbum pertence a uma trilogia. O segundo volume: Trilhas Sonoras Para Filmes Imaginários (2014), seguido por Lúcia McCartney (2015) um tributo à literatura. 
Cristiano Varisco, além de guitarrista, é graduado em jornalismo e licenciado em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é, também, professor de música nas escolas públicas, radialista e produtor musical. Por um longo tempo foi guitarrista do legendário outsider, músico e compositor Júlio Reny. Além disso, trabalhou ao lado do maestro Tiago Flores (Orquestra de Câmara da ULBRA) como solista nos concertos DANA em 2009. 
Músicas do álbum Aline (de Cristiano Varisco): 01 –  Solitude 118 // 02 – Tempo // 03 – Pedal da Cidade // 04 – O Lago dos Afazeres // 05 – Espiral Lunar // 06 – The Ultrajeto 
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3) PAULA SOUTO – Começou a estudar canto na Fundação das Artes de São Caetano do Sul ao mesmo tempo em que fazia aulas particulares de música popular com a cantora Ná Ozzetti, com quem começou a conhecer repertório de música brasileira. Em 1998 foi estudar canto e música na Los Angeles College of Music. Um ano intensivo de aulas com muito repertório de Jazz, R&B e Pop e também muita música brasileira. 
Paula Souto comenta sobre suas novas canções: Sua Canção e Ciclos de Mim:
A “Sua Canção” é uma canção minha, letra e música, com arranjo de Deni Domenico (que tocou todos os instrumentos e fez backing vocals também), foi lançada em 2023. Uma canção que fala sobre como vem a inspiração de compor. Tenho um carinho enorme por ela!
A “Ciclos de Mim” é uma canção minha com letra de minha amiga escritora e poetisa Valéria Pandjiarjian, foi lançada em março deste ano. Uma canção bem feminina, inspirada num momento de vida de uma amiga nossa, a cantora Railídia Carvalho, que é uma fortaleza de mulher! Arranjo de Deni Domenino, com Deni no violão e cavaco, Elisa Goritzki nas flautas, Gê Cortes no baixo e Lucas Brogiolo nas percussões. Uma canção inspiradora e amorosa. 
Músicas (Singles): 01 – Sua Canção – Paula Souto // 02 – Ciclos de Mim – Paula Souto e Valéria Pandjiarjian
 
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O SUL EM CIMA 19 / 2024

O SUL EM CIMA 19_2024_BADI_LUIZA

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de BADI ASSAD e LUIZA BRINA
 
BADI ASSAD – A virtuosa cantora, violonista, compositora, percussionista, autora e atriz Badi Assad emergiu como uma das artistas mais versáteis de sua geração. Tem 20 álbuns lançados em todo o mundo e mais de 40 países visitados. O filme sobre sua vida “Badi” (2018) dirigido por Edu Felistoque, ganhou prêmio de melhor documentário no LABRFF (Los Angeles Brazilian Film Festival). Na imprensa musical norte-americana, Badi foi identificada como a “one woman band” (em tradução livre, banda de uma mulher só), carinhosamente apelidada, devido a seu virtuosismo. Transcendendo suas raízes brasileiras, Badi faz uma mistura que vai desde a MPB, pop e world music, até o jazz e sons étnicos de todo o mundo. O resultado é um gênero de música emocionante que, literalmente, desafia qualquer categorização. 
Olho de Peixe (1993) é um disco influente que ainda ecoa no universo pop brasileiro e que projetou Lenine como cantor e compositor há 31 anos, tendo sido gravado e assinado pelo artista pernambucano com o percussionista carioca Marcos Suzano. Tanto que Badi lançou em maio/24, um álbum também intitulado Olho de peixe
Para gravar o seu álbum, Badi se juntou à Orquestra Mundana Refugi, criada em 2017 por Carlinhos Antunes e que reúne músicos brasileiros, imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo, como Palestina, Cuba, Turquia, Irã, Guiné e Congo. Sua formação inclui desde instrumentos tradicionais, como piano, saxofone, flauta e bateria, até outros incomuns na música brasileira, como bouzouki, kanun árabe, alaúde e rebab. A intenção é reapresentar no álbum, sob outra visão, o repertório do disco de 1993, composto por músicas assinadas por Lenine com diversos parceiros.  Além de Badi, de Antunes e do produtor Pedro Ito, quatro integrantes da Orquestra Mundana Refugi – Daniel Muller, Danilo Penteado, Maiara Moraes e Rui Barossi – também assinam os arranjos. Ela diz que o objetivo era amalgamar diferentes visões dentro do novo trabalho.
Tanto Badi quanto Antunes consideram o álbum Olho de Peixe um ‘divisor de águas’ na música brasileira e nas vidas dos artistas pela singularidade da sonoridade acústica, calcada na fricção do violão de Lenine – de forte acento percussivo e toque mais suingado do que melódico – com o arsenal percussivo manuseado por Marcos Suzano de forma artesanal. 
Músicas: 01 – Leão do Norte – Lenine, Paulo César Pinheiro // 02 – Caribenha Nação / Tuaregue Nagô – Lenine e Bráulio Tavares // 03 – Acredite ou Não – Lenine e Braúlio Tavares // 04 – O que é Bonito – Lenine e Bráulio Tavares // 05 – O Último Pôr do Sol – Lenine e Lula Queiroga // 06 – Olho de Peixe – Lenine
 
LUIZA BRINA – Novo álbum de Luiza Brina, “Prece” é um trabalho ambicioso, que representa a concretização de um sonho da artista. “Prece” reúne as ‘orações’ compostas pela artista ao longo de mais de 10 anos – algumas delas já registradas em álbuns como “Tão tá” (2017) e “Tenho saudade mas já passou” (2019). Luiza assina todos os arranjos, tanto das percussões do músico chileno José Izquierdo quanto dos 22 instrumentos de uma orquestra composta por 19 mulheres, integrantes da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Orquestra Ouro Preto.  A direção musical também está em suas mãos e a produção é dividida com Charles Tixier. Músico e produtor de extrema competência, Charles também se encarrega das intervenções eletrônicas, demonstrando uma perfeita sintonia com Luiza e com o conceito do álbum.
Luiza Brina destaca que o que une as ‘orações’ e as distingue em seu repertório são a intenção e a estética. “Tem a ver mesmo com esse lugar do sagrado, de um encontro com a calma. Tem uma oração que é um pedido a uma cobra grande para que proteja o rio. As temáticas variam, mas passam sempre por esse lugar de um pedido por alguma coisa.” Luiza ressalta que sempre quis escrever para orquestra e, com o projeto aprovado pelo programa Natura Musical, pôde realizar esse sonho. 
Músicas: 01 – Oração 1 – Luiza Brina // 02 – Oração 2 – Luiza Brina e Júlia Branco – part especial: Silvana Estrada // 03 – Oração 18 (Pra Viver Junto) – Luiza Brina //  04 – Oração 13 (Coração Candongueiro) – Luiz Brina e Sérgio Pererê – part Sérgio Pererê // 05 – Oração 19 (Oração pra Oxum) – Luiza Brina e Iara Rennó – Part Iara Rennó // 06 – Oração 15 (Oração à Cobra Grande) – Luiza Brina e Thiago Amud – part. Maurício Tizumba 
 
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O SUL EM CIMA 18 / 2024

O SUL EM CIMA 18_2024_O Terço_Rafael Beck e Felipe Montanaro

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos da Banda O TERÇO e do Duo RAFAEL BECK e FELIPE MONTANARO
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O TERÇO – É uma banda formada no Rio de Janeiro em 1968. Inicialmente era um trio: Jorge Amiden (guitarra), Sérgio Hinds (contrabaixo) e Vinícius Cantuária (bateria). Em linhas gerais, o Terço originou-se de dois grupos anteriores, denominados Joint  Stock Co. e Hot Dogs. A banda começou tocando rock clássico, mas logo tendeu ao rock progressivo e ao rock rural e pop caracterizando o som e a diversidade musical da banda. 
O Terço nessa época tocava em diversos festivais. Com a Canção “Velhas Histórias”, composta por Renato Correa e Guarabyra, o grupo ganhou o Festival de Juiz de Fora. Em um Festival universitário, a banda ficou em 2º lugar defendendo a música “Espaço Branco” de Vermelho e Flávio Venturini. A banda também classificou as músicas “Tributo ao Sorriso” e o “Visitante”, em duas edições do Festival Internacional da Canção (FIC), o que levou a banda a se tornar o grupo revelação pela mídia especializada.
No pico de sua arte, o Terço era Sérgio Hinds no vocal e guitarras, Sérgio Magrão no baixo, Luiz Moreno nas baquetas e, único mineiro entre cariocas, Flávio Venturini nos teclados, último a integrar a trupe, indicado que foi por um conterrâneo famoso de apelido Bituca. Juntos gravaram em 1975, o terceiro disco, Criaturas da Noite. Já em 1976, os músicos foram morar juntos em uma fazenda, em São Paulo. Lá, conceberam um novo álbum, intitulado Casa EncantadaO disco seguiu a mesma linha do anterior, com rock progressivo, músicas instrumentais e a influência do rock rural. Casa Encantada foi mais um gol d’O Terço, que se consolidou em definitivo como uma banda diferenciada dentro do rock e da música brasileira. 
A formação atual d’O Terço é Sérgio Hinds (guitarra e vocal), Flávio Venturini (teclado e vocal), Sérgio Magrão (baixo e vocal) e Fred Barley (bateria e vocal). Paralelamente, Sérgio Hinds (fundador e único membro a participar de todas as fases do grupo, em atividade há mais de 50 anos), construiu uma carreira solo como instrumentista e colaborou em shows e gravações de artistas consagrados da MPB, da qualidade de Jorge Ben Jor, Ivan Lins e Marcos Valle, entre outros. Outro reconhecimento foi sua inclusão como um dos 70 Mestres Brasileiros da Guitarra e do Violão, em lista elaborada pela revista Rolling Stone Brasil. Em 2021, Sérgio Hinds ao lado do jornalista e pesquisador Nélio Rodrigues, lançou o livro “O Terço – 50 Anos” pela Editora Ibrasa.  Músicas do programa: 01 – Hey Amigo – Cézar de Mercês // 02 – Tributo ao Sorriso  – Sérgio Hinds e Jorge Amiden // 03 – Criaturas da Noite  – Luiz Carlos Sá e Flávio Venturini // 04 – Jogo das Pedras  – Flávio Venturini e Cézar de Mercês // 05 – Pássaro – Sá / Guarabyra // 06 – Casa Encantada  – Sá / Flávio Venturini 
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DUO RAFAEL BECK e FELIPE MONTANARO – O flautista Rafael Beck e o pianista Felipe Montanaro apresentam seu primeiro álbum “Fantasia Brasil”, que foi lançado pela Gravadora Biscoito Fino. O repertório é formado por canções e temas instrumentais da música brasileira, com composições de Djavan, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Ivan Lins, além de um tema autoral do duo. Os músicos se conheceram em janeiro de 2023 e encontraram em comum a paixão pela música instrumental e referências de artistas como Hermeto Pascoal, César Camargo Mariano, Egberto Gismonti, entre outros. Nascidos em São Paulo, Rafael mora em Atibaia e Felipe em Bragança Paulista, interior da capital. 
RAFAEL BECK – O músico hoje com 23 anos, iniciou seus estudos de flauta doce aos seis anos de idade. Aos sete, gravou seu primeiro CD, com um repertório bastante eclético que ia de Tom Jobim a Beatles, passando por Dorival Caymmi e Pixinguinha. Dos onze aos dezessete anos, cursou a Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP – Tom Jobim, ingressando em seguida na Faculdade Souza Lima, em São Paulo, onde em 2022 concluiu o curso e se formou Bacharel em música. Com mais de sete anos de carreira, Rafael já teve participações em shows dos artistas Dominguinhos, Ivan Lins, Hermeto Pascoal, além de dividir palco  com vários instrumentistas, entre eles, o genial Proveta. Participou de diversos Festivais de Música Instrumental por todo país e shows em vários Sescs, incluindo o importante “Instrumental Sesc Brasil”. 
FELIPE MONTANARO – Atualmente com 18 anos, iniciou os estudos musicais no piano aos oito e foi descobrindo outros instrumentos, como sanfona, baixo, violão e escaleta. Ao longo desses dez anos, estudou com músicos como André Marques, Itiberê Zwarg, Benjamim Taubkin e Toninho Ferragutti.
Felipe integra também o Trio Maniva, um grupo de música instrumental com composições autorais que trazem elementos da música brasileira como baião, frevo, samba e maracatu, além de releituras de consagrados artistas brasileiros.
Músicas do programa: 01 – Pedro Brasil  – Djavan // 02 – Estrada do Sol / Chovendo na Roseira  – Dolores Duran e Tom Jobim  / Tom Jobim // 03 – Receita de Samba  – Jacob do Bandolim // 04 – Tema Pro Ricardo – Rafael Beck e Felipe Montanaro // 05 – Frevo Novo  – Hermeto Pascoal // 12 – Galope’s Dance  – Ivan Lins – part especial: Ivan Lins
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O SUL EM CIMA 17 / 2024

O SUL EM CIMA 17_2024_Keco Brandão

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar o trabalho de KECO BRANDÃO
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Keco Brandão está lançando o álbum “KECO BRANDÃO COM VIDA VOL 2”. Pela segunda vez, Keco Brandão reúne novos e celebrados cantores em estúdio. Se a vida é a arte do encontro, como dizia Vinícius de Moraes, o pianista, compositor e arranjador Keco Brandão tira todo proveito da máxima filosófica do poeta. Keco Brandão Com Vida Vol 2 é a continuação de um projeto que celebra o encontro, a música, a amizade e o talento. Toninho Horta, Ná Ozzetti, Jane Duboc, Zizi Possi, Cida Moreira, Flávio Venturini, Fabiana Cozza, Bruna Moraes, Graziela Medori, Tutuca, Fábio Cadore, Hugo Branquinho, Flávia Wenceslau e Tatiana Parra são os intérpretes que dão voz a canções inéditas e regravações no segundo volume.
Até o lançamento de Keco Brandão Com Vida Vol 1, em 2017, Keco era reconhecido como pianista e arranjador, havia lançado álbuns instrumentais, transitando da bossa nova à world music. “Flávio Venturini me perguntou por que eu não criava e apresentava um repertório de canções, mas eu não sabia exatamente como começar”, conta. Até que surgiu o convite da amiga e cantora Denise Mello, para que musicasse um poema seu, o que acrescentou novas cores à sua trajetória. Animado com a possibilidade de colocar canção em primeiro plano em seu trabalho solo, teve a ideia do encontro com cantores e músicos que admirava e com quem já tinha afinidades musicais. Seria um trabalho construído por diversas colaborações, distintos timbres e estilos. ‘Senti a necessidade de confraternizar, agregar, misturar gente bastante famosa  a intérpretes até então pouco conhecidos’, diz Keco. 
Foi semeando amizades e aceitando sugestões de amigos  músicos e cantores que Keco Brandão, nascido em Porto Alegre, em maio de 1964,  ampliou seus horizontes musicais e firmou a canção em seu repertório autoral. Ele é dono de uma extensa biografia na música, que abarca quatro décadas, com passagens por projetos tão ricos quanto diversos. Integrou a banda pop O-Kotô, fez a direção musical de um show de Fábio Jr, participou das bandas de Gal Costa, Toquinho, Zizi Possi, Pedro Mariano, Cauby Peixoto e de muitas outras estrelas. Na televisão, fez arranjos para muitos cantores – de Ivan Lins a Elza Soares, sobretudo no programa Cia. Da Música, apresentado por João Marcello Bôscoli, e em trilhas para novelas. 
Keco Brandão Com Vida Vol.2 foi lançado nas plataformas de streaming e também fisicamente, em formato de livro-CD, com a transcrição das letras, a ficha técnica completa e um texto que esmiuça a extensa, intensa e diversa biografia musical de Keco. Embora haja tanto desencontro pela vida, como completaria Vinícius, a obra coletiva liderada por Keco Brandão é um testemunho do poder dos grandes encontros musicais. 
Músicas: 01 – UM SONHADOR – Toninho Horta e João Samuel – part especial: Toninho Horta (guitarra e voz)  // 02 – O MOMENTO – Keco Brandão / Luiz Tatit – part. Ná Ozzetti (voz)  // 03 – DESDE QUE OUVI O SAMBA – Keco Brandão – part Fabiana Cozza (voz)  // 04 – SEMEANDO – Cláudio Nucci/ Osório R. dos Santos / Walmir Cedotti – part. Jane Duboc (voz e vocais)  // 05 – LOUCOS DE CARA – Kleiton Ramil e Vitor Ramil – part. Bruna Moraes (voz)  // 06 – PRUDÊNCIA – Keco Brandão / Zizi Possi / Lúcia Helena Galvão – Part Zizi Possi (voz e arranjo) // 07 – TUDO EM SI RELUZ (BALADA PRA ZAWINUL) – Yuri Popoff e Keco Brandão  – Keco Brandão (voz)  //  08 – CARAVELA – Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro – part. Hugo Branquinho (voz) // 09 – TUDO O QUE EU FIZ – Keco Brandão e Paulo Novaes – part. Flávio Venturini (voz) // 10 – INUSITADO – Keco Brandão – part. Tatiana Parra, Paulinho Paulelli e Kabé Pinheiro    
 
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O SUL EM CIMA 16 / 2024

O SUL EM CIMA 16_2024_Leandro e Adriana

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Leandro Bertolo e Adriana Deffenti
 
LEANDRO BERTOLO – Compositor, intérprete e violonista. Trabalha com MPB genuína, embora tramite em vários gêneros musicais. Como músico da noite percorreu muitas casas noturnas de Porto Alegre, várias delas contemplam a história cultural e boemia da cidade. Leandro Bertolo lançou o CD ‘Clareza’, seu primeiro álbum em 2016. O álbum marcou a estréia profissional do cantor e compositor porto-alegrense no cenário da MPB. “A Flor do Som” é o título do segundo álbum de Leandro Bertolo e foi lançado em 2021.
Nesse ano de 2024, o gaúcho Leandro Bertolo está de volta ao mercado fonográfico com seu mais novo álbum, “Almamaneira”, trabalho com produção refinada abençoado por um dos maiores representantes da música gaúcha, Kleiton Ramil, que ajudou a construir a história da MPB nas últimas quatro décadas ao lado do irmão Kledir. “Apaixonado por música de qualidade com um (bom) traço obsessivo pela perfeição de resultados, Leandro me convidou para ser o produtor artístico de seu novo álbum. Fiquei contente com o convite e acredito, pela nossa convivência, que este título peculiar e muito inspirado, define o artista, o homem que sai do seu cotidiano, do seu casulo, de suas personas e se apresenta de coração aberto, em doze belíssimas canções, revelando-se uma caixa de surpresas com inusitadas nuances”, revela Kleiton, que assina a produção e apresentação do novo projeto de Leandro Bertolo.
O álbum ‘Almamaneira’ conta com um seleto elenco de profissionais na técnica de gravação, mixagem, masterização, talentosos arranjadores e músicos do primeiro time da MPB. Com arranjos de Dudu Trentin, Luis Henrique New e Elias Barboza, saltam aos olhos um luxuoso time de instrumentistas: além do próprio Kleiton Ramil (vocalizes), Marcelo Martins (sax), Jessé Sadoc (trompete), Kiko Freitas (bateria), Gilberto Oliveira (guitarra), João Baptista (baixo), e o cantor e compositor Márcio Celli são alguns dos que emprestaram seus talentos no disco Almamaneira. 
Esse grande elenco refina ainda mais as delicadezas nas harmonias e letras. ‘Compositor de soluções harmônicas invejáveis, melodias originais e insinuantes, apenas acompanhadas por seu violão de toque precioso, já seria suficiente para arrebatar muitos admiradores”, encanta-se Kleiton. “Mas esse trabalho cresce e muito com suas irretocáveis interpretações vocais e nas letras bem construídas sobretudo por White Hill, sua parceira na maior parte das músicas, que além de rico conteúdo, apresenta uma prosódia correta, casamento perfeito com as lindas melodias de Leandro”. 
Os três álbuns de Leandro Bertolo estão disponíveis em todas as plataformas digitais.
Músicas (de autoria de Leandro Bertolo e White Hill): 01 – Almamaneira // 02 – O Ser e o Estar // 03 – Rama //04 – Recomeçar  – participações: Márcio Celli (voz) // Kleiton Ramil (vocalize 6 vozes) // Arranjo, piano e orquestração: Dudu Trentin // 05 – Verdade // 06 – Obá Ilê-Aiyê // 07 – 100 Anos
 
ADRIANA DEFFENTI – Vencedora do Prêmio Grão de Música 2020 e de quatro Prêmios Açorianos de Música (RS), Adriana Deffenti é cantora, flautista e compositora de Porto Alegre-RS. Sua música é uma mistura de muitos gêneros diferentes, como o folklore argentino, jazz, samba, mas essencialmente MPB (música popular brasileira).
De formação clássica, começou seus estudos de música aos nove anos, se especializando em flauta transversal. Antes de se lançar como cantora em 1998, teve diversas experiências em dança, teatro e música, do clássico ao contemporâneo. Desde 2002, leciona aulas de técnica vocal e canto popular, cursos e preparação vocal de grupos.
Como cantora, o foco de Adriana Deffenti está na voz e suas intermináveis maneiras de expressão, transitando naturalmente por diferentes estilos em interpretações de técnica elaborada. Tem três CDs lançados: “Peças de Pessoas” (2002), “Adriana Deffenti” (2006) e “Controversa” (2019).
Músicas do álbum Peças de Pessoas (01 e 02): 01 – Quem te ensinou a dançar? – Luciano Granja e Otávio Santos // 02 – Sapatos de Copacabana – Vitor Ramil // Músicas do álbum Adriana Deffenti (03 e 04): 03 – O Recado Delas – Maria João e Mário Laginha // 04 – Capitu  – Luiz Tatit // Músicas do álbum Controversa (05 e 06): 05 – Boca  – Bianca Obino // 06 – Controversa – Adriana Deffenti – part. Valéria Barcellos 
 
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O SUL EM CIMA 15 / 2024

O SUL EM CIMA 15_2024 OK

 
Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de FLOR GRASSI e das bandas DONACLARA.  e  TUYO
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1) FLOR GRASSI – A cantora e compositora, residente em Belo Horizonte, lançou em maio de 2024 o EP “Novelo”, com produção do selo Música aos Montes. O trabalho traz um ar nostálgico, fruto da identidade da artista que celebra clássicos da música popular brasileira. Do chorinho ao samba jazz, o lançamento brinca com arranjos instrumentais e vocais, que ressaltam a voz potente da cantora, e reverencia ícones, como Elis Regina e Chico Buarque. O EP é resultado de um trabalho coletivo, parte do propósito do selo localizado entre os mares de morros de Belo Horizonte. “Novelo” traz composições de Flor e colaborações com outros artistas, como Dan Oliveira, Lido Loschi, Luiz Henrique Garcia, Davi Leão e Diogo Lucrécio. Outros músicos renomados da capital mineira participaram das gravações, como o violonista Juarez Moreira, o bandolinista Marcos Frederico e Cícero Lucas, percussionista e ator, uma das estrelas de “Marte Um”. 
Da bossa nova ao tropicalismo, Flor Grassi coleciona referências como Elis Regina e Caetano Veloso. Filha do diretor de cinema Tiago Arakilian e neta do ator Antonio Grassi, teve a arte misturada à vida desde o princípio.  Apesar de muito nova, aos 18 anos de idade, Flor expõe muita maturidade artística – perceptível na voz firme e encorpada. Em Belo Horizonte, onde reside hoje em dia, realizou cursos e oficinas no Grupo Galpão e no Grupo Corpo, grupos mineiros mundialmente reconhecidos no teatro e na dança, respectivamente.  Músicas do pgm:  01 – Novelo  – Dan Oliveira e Lido Loschi  –  part.  Juarez Moreira // 02 – Evinha  – Flor Grassi, Davi Leão, Dan Oliveira e Cruvinel // 03 – Dia Dourado  – Flor Grassi, Davi Leão e Dan Oliveira // 04 – Todos os Versos – Flor Grassi, Dan Oliveira e Diogo Lucrécio – part.  Diogo Lucrécio // 05 – Tela  – Flor Grassi e Davi Leão  – part. Davi Leão // 06 – O Brasil que cai no samba  – Dan Oliveira e Luiz Henrique Garcia  – part. Cícero Lucas 
 
2) BANDA DONACLARA. – “Prova” é um trabalho apresentado pela banda mineira donaclara. e foi lançado no último mês de 2023, pouco após o grupo comemorar seu primeiro ano de existência. O EP é um conjunto de cinco faixas compostas e produzidas entre junho e outubro desse mesmo ano. O EP Prova inaugura os passos da donaclara. em direção à construção de trabalhos mais extensos, focados em mergulhar o ouvinte num mundo especial. A banda, formada em 2022, sempre teve o impulso pelas composições autorais e por uma busca incessante por um som único e corajoso.
“Prova” é uma primeira aventura da donaclara. e é repleta de bom gosto e originalidade. A banda donaclara. é formado por João Pedro Marri, Leonardo Feldman e Rafael Gomide.  Músicas do pgm: 01 – Sem Pressa – João Maria Lourenço, João Pedro Marri, Rafael Gomide, Leonardo Feldman, Lucas Angelo // 02 -Fundo do Mar  – João Pedro Marri, Rafael Gomide, Leonardo Feldman
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3 – TUYO – É uma banda formada em Curitiba em 2016. Com uma estética que une voz, beat e outros elementos a temas existenciais, a Tuyo é formada por Machado, Lio e Lay Soares. Transitando entre a organicidade e texturas eletrônicas, o trio passa pelo folk e vai desde o lo-fi hip hop até o synth pop. Sem medo de sair da superfície, a Tuyo cria um som flutuante, repleto de força e sensibilidade.  Em 2017, lançaram o EP “Pra Doer” e em 2018 o disco “Pra Curar. Alguns anos atrás, desde a pandemia de covid-19, os artistas conquistaram muitos objetivos e participaram de muitos projetos, como lançamento do álbum Chegamos Sozinhos em Casa (2021) dividido em dois volumes, indicação ao Grammy Latino 2021 (Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa), participação no Primavera Sound Barcelona, entre outros projetos.
A banda Tuyo compôs, produziu e lançou o terceiro disco de estúdio da carreira, intitulado Paisagem, lançado em abril / 2024. O tempo também mostra uma evolução sonora da Tuyo, que passou a explorar os mais diversos tipos de sonoridade além dos sintetizadores e violões característicos. A faixa  “Apazigua”,  mescla a sonoridade clássica do maestro carioca Arthur Verocai com a do beatmaker, produtor e DJ mineiro VHOOR. Com uma mistura de elementos tradicionais da música brasileira, citação à “O Xote das Meninas”, de Luiz Gonzaga, e tendências contemporâneas, a obra resulta em um som que é familiar e, ao mesmo tempo, inovador, em uma narrativa sobre encontrar paz além da dor. “Pra mim foi um prazer trabalhar com essa banda que faz música com o coração”, comenta Verocai, que não foi a única participação especial do terceiro disco de estúdio da Tuyo. A banda também trabalhou com outros dois cantores: Joca, em “Devagar,” e Luedji Luna, em “Paisagem.”
‘Paisagem’ mostra uma Tuyo cada vez mais relevante e confiante do que nunca. Com três discos de estúdio no mundo, o trio de Curitiba comprovou mais uma vez a própria força, com músicas complexas e uma sonoridade ímpar.
Músicas do álbum Paisagem: 01 – Devagar  – Lilian Soares, Layane Soares, Jean Machado, Lucs Romero e Joca – part. Joca // 02 –  Apazigua- Lio, Lay, Machado, Lucs Romero, VHOOR, Arthur Verocai, Zé Dantas, Luiz Gonzaga  //  03 – Me Distraí – Lilian Soares, Layane Soares, Jean Machado, Lucs Romero // 04 – Maravilha  – Lio, Lay, Machado e Lucs Romero // 05 – Paisagem  – Lay; Lio; Machado; Lucs Romero; Luedji Luna; Vhoor –   part. Luedji Luna // 06 – Dentro dessa Noite   – Lilian Soares, Layane Soares, Jean Machado, Lucs Romero, JLZ //07 – Infinita  –  Lay; Lio; Machado; Lucs Romero
 
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O SUL EM CIMA 14 / 2024

O SUL EM CIMA 14_2024_Uyara Torrente e Linda Ramalho

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de UYARA TORRENTE e LINDA RAMALHO.
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UYARA TORRENTE – A cantora paranaense Uyara Torrente lançou em 2023, o primeiro álbum em carreira solo, ‘Montada Em Seu Cabelo’. São dez composições em que a artista que ficou conhecida pelo trabalho como uma das integrantes d’A Banda Mais Bonita da Cidade, busca ampliar criativamente o próprio campo de atuação. Com produção assinada por Marano e Du Gomide, o álbum registra canções autorais e releituras para a obra de nomes importantes da música brasileira. 
“Pra mim foi e é muito desafiador esse processo, porque está intrinsecamente ligado aos processos pessoais, que trazem consigo inevitavelmente as inseguranças, os medos, tudo isso está presente ali. Como uma fotografia sonora. Fazer esse disco foi como montar um quebra cabeça de mim mesma”, afirma Uyara. 
Uyara é cantora e atriz. Está há 14 anos à frente d’A Banda Mais Bonita da Cidade, banda que fundou com os amigos enquanto cursava Artes Cênicas em Curitiba para cantar as músicas dos compositores locais da mesma geração. A banda estourou já no ano de 2011. De lá para cá, lançaram quatro álbuns, tocaram em todo o Brasil e em Portugal, França, Espanha e outros países. Nascida na cidade de Paranavaí, interior do Paraná, cresceu acompanhando seus pais músicos em shows pelo interior do país e ouvindo músicas tradicionais do seu estado e região.  Uyara formou-se em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, foi premiada em 2012 como melhor atriz pelo filme ‘Nervo Craniano Zero’ no festival Montevidéu Fantástico.  Músicas do pgm: 01 – Ela vem  – Uyara Torrente e Vitor Paiva //  02 – Sol de meio dia – Leo Fressato //  03 – Nuvem Passageira   – Hermes Aquino // 04 – Sereia  – Lulu Santos e Nelson Motta  // 05 – Caracajus   – Chico César // 06 – Luzes – Paulo Leminski
 
LINDA RAMALHO se rende ao cancioneiro do pai Zé Ramalho. Lançado no final de 2023, o primeiro álbum da artista carioca, ‘Linda Ramalho canta Zé Ramalho’,  foi gravado com produção musical de Robertinho de Recife, também responsável pela mixagem e pela masterização. “É Zé Ramalho versão rock”. A definição de Linda Ramalho resume de forma certeira a proposta do álbum. “As 10 músicas foram escolhidas a partir de uma lista dos principais sucessos, mas também levamos em conta as que mais tinham a ver com a minha voz, com a minha jornada até aqui. Este disco é um convite para dentro de mim, onde o pessoal encontra o profissional. A vida, enquanto ritual, existe para celebrar, e aqui estamos para celebrar a entidade Zé Ramalho que existe dentro de cada um de nós”, prossegue Linda. 
Graduada em artes cênicas, a estréia de Linda Ramalho na música foi como vocalista e líder da banda de covers Linda and the Spacehearts, formada em 2015. Três anos depois, já pelas mãos do produtor Robertinho de Recife, fez sua estréia fonográfica com a gravação de ‘Voa voa” para o tributo coletivo “Avôhai 40 anos – Remake pop rock”, recriação do primeiro álbum solo de Zé Ramalho. Em 2019 lançou o single “Quem é quem?”, parceria com Paulo Pestana Jr e Maurício Kyann. No início de 2023, lançou um EP autoral produzido por Zé Ramalho chamado “Adrenalina”, e agora edita o primeiro álbum de sua carreira.  Músicas do pgm (autoria de Zé Ramalho): 01 – Galope Rasante  // 02 – Chão de Giz  // 03 – Frevo Mulher  // 04 – Garoto de Aluguel  // 05 – Eternas Ondas   // 06  – Admirável Gado Novo 
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O SUL EM CIMA 13 / 2024

O SUL EM CIMA 13_2024_RS MUSICA URGENTE

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos falar sobre o Coletivo RS Música Urgente, iniciativa de um amplo grupo de trabalhadores do setor da Música do RS que criou um Coletivo de enfrentamento de crise, destinando auxílio aos trabalhadores  da música afetados diretamente pelas enchentes do RS
 
TRECHOS DA CARTA ABERTA
DO SETOR DA MÚSICA DO RIO GRANDE DO SUL
“RS MÚSICA URGENTE”
Maio de 2024
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O Estado do Rio Grande do Sul foi severamente afetado por uma catástrofe climática ocorrida entre abril e maio de 2024. Diante da situação de calamidade pública em que 93% do Estado se encontra, são imensos os problemas enfrentados pela população e pelas autoridades..
A atividade da Música possui o maior número de CNPJs da Indústria Cultural no RS. Muitos perderam também seus instrumentos, equipamentos, estúdios, escolas de música, locais de shows, veículos e moradias. Em decorrência destes fatos, a maior parte do setor perdeu oportunidades de trabalho e receitas devido ao cancelamento de inúmeros eventos culturais, shows e demais trabalhos. Soma-se a isto as dificuldades de circulação, devido às estradas interrompidas que dificultam o acesso às cidades, a maioria delas sem condições de receber atividades culturais de qualquer tipo. Desta forma, estão suspensas praticamente todas as atividades e eventos culturais do Estado por tempo indeterminado, impossibilitando que milhares de profissionais da cultura exerçam seu trabalho, sem garantia de renda ou perspectivas de retorno.
Diante deste quadro, surgiu a iniciativa de um amplo grupo de trabalhadores do setor da música do Rio Grande do Sul, de criar um coletivo de enfrentamento de crise em âmbito estadual, nacional e internacional, denominado RS Música Urgente. Assim, o coletivo está empenhado em diagnosticar, planejar e elaborar propostas e estratégias de ações, em constante diálogo com o poder público nas instâncias municipais, estaduais e federal, com a sociedade civil, bem como agentes internacionais, embaixadas e consulados com representação no Brasil.

Diante do cenário de um estado devastado pela tragédia ambiental, o grupo agradece ao povo brasileiro e a todas as mobilizações internacionais vindas para nosso Estado, e querem que os partidos, os políticos eleitos e os gestores públicos em todas as esferas comprometam-se fielmente não só em enxergar o nosso setor da cultura como uma área vital à sociedade e à economia, mas também em estabelecer compromissos reais em relação ao meio ambiente, para que tragédias como esta não voltem a ocorrer.
Parar não é uma opção. Confiança e Fé.

 

Apoie a cadeia produtiva da música!!

Contribua pela chave PIX:  emergenciamusicars@gmail.com

Todo o valor arrecadado será destinado aos trabalhadores  da música afetados diretamente pelas enchentes do RS
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Na programação, estão artistas ligados ao movimento RS Música Urgente: Zé Caradípia, Bibiana Petek, Marisa Rotenberg, Nelson Coelho de Castro, Gelson Oliveira, Carlos Badia, Adriana Deffenti, Arthur de Faria, Marietti Fialho, Maria Lúcia Sampaio, Pedrinho Figueiredo e Paulo Dorfman, Glau Barros, Adriana Sperandir, Márcio Celli e Kleiton & Kledir. 
 
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contato@rsmusica.com.br
 
Postagem dessa edição em  13/06/2024

O SUL EM CIMA 12 / 2024

O SUL EM CIMA 12_2024

 

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos apresentar os trabalhos de George Robert Jazz Orchestra & Ivan Lins e Zeca Torres

George Robert Jazz Orchestra & Ivan Lins 
Ivan Lins – cantor, pianista e compositor, canta clássicos do seu repertório acompanhado da big band George Robert Jazz Orchestra, com arranjos do saxofonista e compositor americano Bob Mintzer. O álbum “Abre Alas”,  gravado na Suíça há 15 anos, chega agora nas plataformas de música, pela Mills Records.
Em 1974, ao firmar parceria com o letrista paulista Vitor Martins, o carioca Ivan Lins adensou, solidificou e politizou obra autoral que lhe dera projeção nacional em 1970 com o estouro da gravação do samba-soul Madalena – standard da parceria de Ivan com o primeiro parceiro, Ronaldo Monteiro de Souza – pela cantora Elis Regina. Ciente dessa importância, Ivan celebra os 50 anos da parceria com Vitor Martins em turnê pelo Brasil. Embora tenha sido gerado sem o objetivo de celebrar o cinquentenário da parceria, até porque foi gravado em maio de 2009 na Suíça, o álbum Abre alas pega carona nas comemorações dos 50 anos ao ser editado no Brasil dia 26 de abril desse ano.
 “A música de Ivan tem sido parte da minha vida. Seu lirismo, sua noção única de melodia e harmonia têm me inspirado há muitos anos”, escreveu o saudoso saxofonista suíço George Robert, para explicar o desejo de gravar as músicas de Lins. A faixa-título, um dos clássicos do cancioneiro de Lins, abre os trabalhos, com uma composição de complexidade sonora impressionante.  
“Abre Alas” é um disco da big band George Robert Jazz Orchestra, gravado em maio de 2009 na Suíça, com arranjos do americano Bob Mintzer para sete temas de Ivan Lins, que além de cantar e tocar suas harmonias no piano elétrico Fender Rhodes, levou ainda o guitarrista de sua banda na época, o uruguaio (hoje radicado nos Estados Unidos) Leonardo Amuedo. À música de Ivan, já rica e cheia de nuances por natureza das composições, Bob Mintzer acrescentou coloridíssimos desenhos de sopros, executados com afinco e vibração pelos músicos da orquestra.
Além de “Abre Alas”, do início dos anos 1970, da fase “Modo Livre”, com linguagem bem compatível a uma big band, e do inevitável samba “Madalena”, ainda dos anos 60, cujo arranjo abre espaço para o solo passear por vários músicos e instrumentos – o repertório é uma viagem pela obra de Ivan, sobretudo suas mais complexas e líricas composições.
Músicas: 01 – Abre Alas  – Ivan Lins e Vitor Martins // 02 – Madalena – Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza // 03 – Boa Nova  – Ivan Lins, Beto Betuk e Celso Viáfora // 04 – Passarela no Ar  – Ivan Lins e Abel Silva // 05 – Canción de Amor  – George Robert  
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Zeca Torres –  Zeca Torres 50 anos – Parcerias, é o novo álbum do mineiro de BH também conhecido como Torrinho, nascido em 1955 e radicado em Manaus desde 1968. O novo álbum, como o próprio título indica, representa uma síntese de várias parcerias musicais do compositor ao longo de cinco décadas de trajetória artística. 
O álbum “Zeca Torres 50 Anos – Parcerias” é o resultado de um projeto contemplado pelo Edital Thiago de Mello, da Prefeitura de Manaus. É o primeiro trabalho de Zeca totalmente produzido em Manaus, com os músicos amazonenses Claudio Abrantes (flauta e sax), Servio Tulio (contrabaixo), João Paulo Ribeiro (percussão) e Neil Armstrong Jr. nos violões e guitarras. Conta ainda com participações especiais dos cantores Nilson Chaves, Karine Aguiar e Lucilene Castro, além do próprio filho de Zeca, Vitor Bacuri Torres e dos instrumentistas Noemi Mello (harpa) e Danilson Sampaio “Dandan” (acordeon). Os arranjos do álbum “Zeca Torres 50 Anos Parcerias” foram  concebidos pelo próprio compositor em parceria com o músico Neil Armstrong Jr. O álbum inclui a Faixa bônus Porto de Lenha que foi a única música do álbum produzida fora desta cidade. Gravada no Rio de Janeiro, conta com belo arranjo vocal e instrumental de Paulinho Pauleira (MPB4) e com ótima participação do grupo vocal Subversos, do Rio de Janeiro.
Músicas: 01 – Água de Banzeiro  – Leandro Dias e Zeca Torres (Torrinho)  // 02 – Rios – Eliakin Rufino e Zeca Torres – participação: Vitor Bacuri Torres // 03 – Um Concerto –   Mauro Aguiar e Zeca Torres – participação: Lucilene Castro  //  04 – Toda Palavra  – Aníbal Beça e Zeca Torres – participação: Nilson Chaves //  05 –  Jambu de Tacacá  –   Joãozinho Gomes e Zeca Torres – participação: Karine Aguiar  // 06 – Porto de Lenha  –  Aldísio Filgueiras e Zeca Torres – Participação: grupo Subversos  
 
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O SUL EM CIMA 11 / 2024

O SUL EM CIMA 11_2024_Clarissa_Carol e Alex

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Clarissa Ferreira e Carol Andrade & Alex Maia.
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CLARISSA FERREIRA – Violinista, etnomusicóloga, pesquisadora e compositora do Rio Grande Do Sul. Bacharela em violino (UFPEL), mestra (UFRGS) e doutora (UNIRIO) em etnomusicologia, pós-graduanda em arteterapia e estudante de licenciatura em história. Possui diversos singles lançados, e está lançando seu primeiro álbum autoral, que se chama LaVaca. Publicou, em 2022, seu primeiro livro, Gauchismo Líquido: reflexões contemporâneas sobre a cultura do Rio Grande do Sul, pela Editora Coragem, que foi a vencedora do Prêmio Reflexo Literário 2022 como Melhor Livro de Crônicas. Professora da graduação em música popular da Universidade Federal de Pelotas. Alia seu trabalho musical autoral com pesquisa abordando questões que repensam o regionalismo gaúcho nos espaços sociais e na geografia local. 
Participam do disco artistas como Vitor Ramil, a cantautora uruguaia Ana Prada, a paulista Rhaissa Bittar, a gaúcha radicada no Rio de Janeiro Nina Wirtti e Loma Pereira, representante da cultura afro-gaúcha que completou 50 anos de carreira em 2023. Este trabalho musical busca proporcionar aos ouvintes uma experiência imersiva e reflexiva, que questione as estruturas patriarcais e a exploração do meio ambiente através da cultura gaúcha. Clarissa Ferreira traz novas perspectivas sobre a construção identitária e cultural gaúcha, estimulando um olhar crítico e consciente sobre as causas sociais e o bioma pampa.  Mais informações através do site www.clarissaferreira.com 
Músicas: 01 – A Vaca  – Clarissa Ferreira / Mário Quintana – part Marília Kosby // 02 – Abuelita – Clarissa Ferreira – part Nina Wirtti // 03 – Pampa  – Clarissa Ferreira / Lucas Ramos – part Vitor Ramil // 04 – Flor de Pedra – Clarissa Ferreira / Su Paz – part Loma Pereira // 05 – Churrascos  – Clarissa Ferreira / Angélica Freitas – part Ana Prada
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CAROL ANDRADE e ALEX MAIA – Grande Sertão: Gonzaga é o mais novo álbum do duo Carol Andrade e Alex Maia. Em duo, porém inspirados pela multiplicidade das histórias e temas melódicos presentes na obra de Luiz Gonzaga, Carol Andrade e Alex Maia fizeram uma leitura surpreendente de dez canções “gonzagueanas” que ressaltou a dramaticidade das letras e a beleza das melodias, sem perder a conexão com a sanfona dos arranjos originais do ‘rei do baião’. 
O sertão é o canto esquecido do Brasil. Apesar do menosprezo a essa região – de clima árido, porém de fertilidade cultural inconteste – a histórica migração de sertanejos para as ‘grandes cidades’ espalha o sertão por todas as partes do país e, ainda que ‘miscigenado’ e encoberto pela fumaça do leviano progresso, esse modo de ser sobrevive e brota nas presenças e ascendências.  “O sertão é do tamanho do mundo’ e pode inspirar e frutificar novas gerações. O projeto Grande Sertão: Gonzaga é um reflexo dessa frutífera árvore antropológica. Carol Andrade e Alex Maia são paulistanos, descendentes de famílias nordestinas, e encontraram na música de Luiz Gonzaga e na prosa poética de João Guimarães Rosa um portal para conectar diferentes dimensões: o passado e o presente, a ancestralidade e a novidade, o físico e o metafísico – a vida e a arte em busca de novos rumos para descobrirmos o nosso ‘grande ser-tão’
Músicas: 01 – Pau de Arara  – Luiz Gonzaga e Guio de Morais // 02 – Riacho do Navio  – Luiz Gonzaga e Zé Dantas // 03 – Assum Preto   – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira // 04 – Olha pro céu – Luiz Gonzaga e José Fernandes // 05 – Festa – Gonzaguinha // 06 – Óia eu aqui de novo  – Antonio Barros
 
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