O SUL EM CIMA 30 / 2024

O SUL EM CIMA 30_2024_João_Ná e Luiz Tatit

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de João Palmeiro e Ná Ozzetti & Luiz Tatit
 
JOÃO PALMEIRO – Conhecido como o “Tom Jobim gaúcho”, João Palmeiro faleceu aos 80 anos, em janeiro de 2022, em Porto Alegre. O músico e compositor também chamado de João da Benga, é uma figura significativa no cenário musical do Rio Grande do Sul, especialmente dentro do gênero da bossa nova. 
Seu único registro fonográfico, o CD “Águas Abertas”, lançado pela prefeitura de Porto Alegre, conta com 18 canções divididas igualmente entre homenagens a Porto Alegre e celebrações a Garopaba. O disco reúne uma série de colaborações de músicos respeitados, como Geraldo Flach, Zé Caradípia, Renato Borghetti, e outros artistas notáveis, incluindo as cantoras Glória Oliveira, Flora Almeida e Fátima Gimenez. Todos os participantes participaram voluntariamente para o projeto, de acordo com a produtora Maria Lúcia Sampaio. João Palmeiro foi um dos principais nomes da bossa nova no Rio Grande do Sul. Na década de 1960, ele fez parte do grupo Canta Povo, ao lado de Mutinho, Ivaldo Roque, Giba Giba e as irmãs Sílvia e Laís Marques. Após a dissolução do Canta Povo, João Palmeiro passou quase três décadas afastado do cenário musical. Seu retorno ocorreu em 1995 com o lançamento do CD ‘Águas Abertas’. 
Juarez Fonseca, em uma reportagem para o jornal Zero Hora na época do lançamento do CD, descreveu João Palmeiro como ‘apenas o maior compositor que a bossa nova já produziu no Sul do país. Um músico refinado e inventivo, um letrista sensível e talentoso. As suas canções marinhas, principalmente, estão dentre as melhores que já se produziu no gênero no Brasil”. 
Músicas: 01 – Águas Abertas  – João Palmeiro – intérprete: Glória Oliveira // 02 – Outonal – Ivaldo Roque e João Palmeiro -intérprete: Fátima Gimenez // 03 – Armadilhas  – João Palmeiro – Intérprete: Josiane // 04 – Caminho do Oswaldino – Zé Caradípia e João Palmeiro – intérprete: Zé Caradípia // 05 – Girassóis  – Clóvis Alegre e João Palmeiro – intérprete: Flora Almeida // 06 – O Calhau – João Palmeiro – com Adriana Gimenez, Beto Bollo, Fernando do ó, Flora Almeida, Fátima Gimenez, Heleno Gimenez, Josiane e Zé Caradípia 
 
NÁ OZZETTI e LUIZ TATIT – De Lua é o nome do novo álbum da cantora e compositora Ná Ozzetti e do compositor e professor Luiz Tatit. Já disponível nas plataformas digitais, o disco traz dez canções da dupla, três delas compostas especialmente para esse novo trabalho: Et Cetera, Boa Ideia e De Lua. As dez canções tem melodia de Ná e letra de Tatit. Diversos conteúdos se entrelaçam nesse disco. Temos, por exemplo, um confronto entre a Terra, a Lua e as Estrelas (‘De Lua”), uma fábula sobre a paralisação e o sucessivo destravamento das ruas da cidade de São Paulo por intermédio da música (“Boa Ideia”), um estímulo à valorização dos detalhes desprezados da vida (“Et cetera”), um apelo para que o amor abstrato se materialize de algum modo (“Se Você Aparecer”), uma musa que revela o seu ponto de vista sobre o compositor (“A Voz da Musa”) e assim por diante. 
Ná Ozzetti e Luiz Tatit iniciaram suas carreiras no Grupo Rumo (expressão da vanguarda paulistana dos anos 1980), onde realizaram estudos e propostas para um novo modo de composição e execução de canções, com destaque para os recursos que oscilam entre as entoações da fala cotidiana e as soluções musicais que dão o acabamento necessário à fixação sonora de cada obra. Parceiros em dezenas de composições, os artistas agora escolheram dez canções representativas desse longo período de trabalho para a produção do álbum DE LUA, que tem produção musical de Jonas Tatit – também responsável pela mixagem e masterização do disco – e com arranjos criados coletivamente pelos solistas e pela banda que reúne os músicos Danilo Penteado (baixo, guitarra e sanfona), Mário Manga (violoncelo e guitarra) e Sérgio Reze (bateria), além do próprio Tatit ao violão. Edição: Circus Produções Culturais e Fonográficas
Músicas (todas de autoria de Ná Ozzetti e Luiz Tatit): 07 –  Se você Aparecer  // 08 – Boa Idéia  // 09 – A Voz da Musa  // 10 – De Lua  // 11 – Et Cetera 
 
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O SUL EM CIMA 29 / 2024

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Essa Edição Especial de O Sul em Cima, é uma Homenagem à vida e obra do inesquecível PERY SOUZA!!
 

Nascido em Jaguarão / RS, Pery Souza integrou a primeira formação do grupo Almôndegas, criado na década de 1970 pelos seus primos, os irmãos Kleiton e Kledir, além de Gilnei Silveira e Eurico Guimarães de Castro Neves (Quico).  Pery foi compositor, cantor, instrumentista, arranjador e um percussionista excepcional. Na música ‘Quadro Negro’ tem um set (especial) só de percussão onde podemos ouvir esse, que era um dos seus grandes talentos. Neste set ele toca cubana e Gilnei, Bangô. Os dois levantavam a platéia em suas performances ao vivo. Autor de canções como “Noite de São João”, “Estrela Guria”, “Pampa de Luz” e “Sonho Sideral”, Pery era formado em composição e regência pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhou como professor, dirigiu corais em escolas, criando muitos arranjos. Pery era um artista eclético,trabalhando com vários estilos. Suas canções também tiveram a interpretação de vários artistas. Pery também dedicou um tempo precioso a criar música infantil, além de dar aulas para crianças. Um desses lindos trabalhos foi  “Pequenas observações sobre a vida em outros planetas” que é um livro de poemas para crianças, de autoria de Ricardo Silvestrin, lançado em 1998 pela editora Projeto, de Porto Alegre. Em 2004, teve uma nova edição pela editora Salamandra, de São Paulo. Essa segunda edição foi incentivada por Ziraldo, que era fã desse livro, e que o apresentou à editora paulista. Pery  musicou, por sua própria iniciativa, os 18 poemas do livro.

Pery Souza foi um artista que atuou em vários segmentos da música. Podemos citar a Missa da Terra Sem Males. Projeto de Dom Pedro Casaldáliga. Pery escreveu arranjos e regeu corais e orquestra em vários espetáculos. A primeira apresentação foi na Catedral da Sé em São Paulo em 1980 e depois em outras partes do país. Textos de Dom Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra e  Músicas da autoria de Martín Coplas, com temática indígena. Fernando Brandt tbm estava na estréia da Missa na Catedral da Sé. Daí surgiu a ideia que originou a Missa do Quilombo, também com Dom Pedro Casaldáliga, nesse caso com temática sobre afro-descendentes. Em 1984, Pery lança o disco Pery Souza (RBS Discos / Som Livre) que é uma obra-prima de fusão entre o pop e o regional – reeditado em CD em 1998, independente, com financiamento do Fumproarte da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Neste disco, compôs músicas com Jerônimo Jardim, Luiz Coronel, Fogaça, Raul Ellwanger, além de gravar com Luiz Carlos Borges, Pedrinho Figueiredo e Kleiton e Kledir. Na carreira solo, além do disco Pery Souza (de 1984), lançou também  Milonga do Pendular Encontro (1996) que é todo de parcerias suas com o letrista (e psicanalista) Jaime Vaz Brasil. Outro trabalho de mestre, lançado independente.  Em 1985, a canção Pampa de Luz teve enorme destaque no 3º Musicanto de Santa Rosa.  Infelizmente o cantor e compositor gaúcho Pery Alberto Alves de Souza, mais conhecido como Pery Souza, nos deixou em 2 de setembro de 2024, aos 71 anos. Longe dos palcos há mais de 10 anos, ele lutava contra o Alzheimer e estava internado em uma clínica na Capital gaúcha. Lastimamos a partida desse grande artista. 

Músicas: 01 – Olavo e Dorotéia (Uma Louca Estória de Amor ) – Pery Souza/ Kledir Ramil – com Almôndegas // Quadro Negro – Kledir Ramil – com Almôndegas // 03 – Moradia – Luiz Coronel / Pery Souza – com Olívia Hime – part. Roupa Nova  // 04- Mulheres do Brasil – José Fogaça e Pery Souza – com Elaine Geissler, Isabela Fogaça, Loma, Ângela Jobim e Marisa Rotenberg // 05 – Noite de São João – Pery Souza e Kledir Ramil – com Kleiton & Kledir  // 06 – Planeta Poft – com Kleiton & Kledir  // 07 – Planeta Gugus – com Pery Souza // 08 Planeta Coração – com Pery Souza (músicas 6,7 e 8 de Pery Souza e Ricardo Silvestrin // 09 – Estrela Guria // 10 – Sonho Sideral // 11 Para Sempre Amigo (músicas 9,10 e 11 de Fogaça e Pery Souza) // 12 – Pampa de Luz – Pery Souza e Luiz de Miranda -com Pery Souza e Flávio Medina // 13 – Milonga Borgeana – Pery Souza e Jaime Vaz Brasil – part. Vitor Ramil  // 14 – Um Cheiro Bom de Mar – Pery Souza e Fogaça

O SUL EM CIMA 28 / 2024

O SUL EM CIMA 28_2024_Milton e Esperanza

 
Nessa edição, vamos mostrar os trabalhos de Milton Nascimento e Esperanza Spalding
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MILTON NASCIMENTO e ESPERANZA SPALDING 

Em 1974, Milton Nascimento gravou em Los Angeles (Califórnia, EUA) um álbum com o compositor e saxofonista norte-americano Wayne Shorter (1933 – 2023). Lançado em janeiro de 1975, o LP Native dancer amplificou o alcance da música do artista brasileiro ao redor do mundo, sobretudo no universo do jazz. Decorridos 50 anos, Milton Nascimento – já entronizado como entidade da música brasileira – se une em disco a outro nome do jazz dos Estados Unidos. Milton Nascimento e a cantora de jazz norte-americana Esperanza Spalding lançaram em agosto, o seu álbum colaborativo “Milton + Esperanza“ (Concord Records) em todas as plataformas digitais, CD físico e Vinil.  Gravado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) ao longo de 2023, com produção musical e arranjos de Esperanza Spalding, o álbum flagra a artista dos Estados Unidos cantando em português, às vezes com sotaque, como em Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972), às vezes praticamente sem, como em Saci (Guinga e Paulo César Pinheiro), faixa de clima bucólico – feita com a participação de Guinga – que reforça a espiritualidade do disco , sobretudo quando Milton invoca o Saci com a voz.

“Milton + esperanza“ apresenta 16 faixas que celebram e reimaginam os clássicos amados de Nascimento, novas peças escritas por spalding pensando em Nascimento e interpretações de “A Day in the Life”, dos Beatles, e “Earth Song”, de Michael Jackson. Os convidados são nomes de peso, incluindo Dianne Reeves, Lianne La Havas, Maria Gadú, Tim Bernardes, Carolina Shorter, Elena Pinderhughes, Shabaka Hutchings, Paul Simon, Guinga e outros. O disco conta com a banda principal de Spalding, composta por Matthew Stevens (guitarra), Justin Tyson e Eric Doob (bateria), Leo Genovese (piano), Corey D. King (vocais, sintetizadores) e vários músicos brasileiros, incluindo a Orquestra Ouro Preto, os percussionistas Kainã Do Jêje e Ronaldinho Silva e o violonista Lula Galvão.
“Milton + Esperanza” brilha com duetos entre essas duas vozes, músicos requintados e o que Spalding identifica como um tema central do álbum: a importância de as gerações mais jovens criarem, aprenderem e construírem novos mundos com os mais velhos. Um espírito guia para o projeto foi Wayne Shorter, cuja colaboração com Nascimento, “Native Dancer”, foi lançada há quase 50 anos.
Com cinco prêmios GRAMMY® e onze indicações, Spalding já lançou oito álbuns completos. Além de trabalhar com seus heróis, incluindo Nascimento e Shorter, ela colaborou com Prince, Herbie Hancock, Janelle Monáe e muitos outros.   

Músicas: 01 – Cais – Ronaldo Bastos e Milton Nascimento // 02 – Outubro  – Fernando Brant e Milton Nascimento // 03 – A Day in the Life  – John Lennon e Paul McCartney // 04 – Wings for the Thought Bird  –  (Esperanza Spalding) | Participação especial Elena Pinderhughes e Orquestra Ouro Preto // 05 – Saci  – Guinga e Paul César Pinheiro | Participação especial Guinga // 06 – Morro Velho  –  Milton Nascimento / Participação especial Orquestra Ouro Preto // 07 – Earth Song –  (Michael Jackson) | Participação especial Dianne Reeves //  // 08 – Um Vento Passou (Para Paul Simon)  –  Marcio Borges e Milton Nascimento | Participação especial Paul Simon // 09 – Saudade dos Aviões da Panair (Conversando no Bar)  – Fernando Brant e Milton Nascimento  –  | Participação especial Lianne La Havas, Maria Gadú, Tim Bernardes, Lula Galvão

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O SUL EM CIMA 27 / 2024

O SUL EM CIMA 27_2024

Nesta edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Paola Kirst & Kiai Grupo e Trio Fluctua
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PAOLA KIRST & KIAI GRUPO  – É possível encontrar lugares seguros na música e na coletividade como forma de estar no mundo? Buscando refletir sobre as multiplicidades de uma redoma, a cantora, compositora e performer Paola Kirst retoma a parceria com os companheiros da KIAI Grupo, formado por Lucas Fê, Dionisio Souza e Marcelo Vaz. “Redoma”, seu segundo álbum de estúdio em parceria com a banda instrumental, nasce do reencontro criativo entre os quatro musicistas. Durante o processo criativo de “Redoma”, o quarteto se voltou para os sentimentos de enclausuramento e impotência, que retratam uma sociedade adoecida. Como contraponto, os musicistas também buscaram respiro no sentido de “proteção” da palavra, em que a potência do encontro com o outro é uma forma de acolhimento. O álbum conta com as participações das cantoras Marietti Fialho e Gabi Lamas, da banda Psycho Delícia e do cantor, compositor e instrumentista Pedro Borghetti. 
Com sonoridade inspirada em ritmos latino-americanos e rock psicodélico, o álbum retrata temas recheados de melancolia e sarcasmo, trazendo a voz inventiva da cantora como fio condutor. Além disso, os musicistas fizeram escolhas tentando ampliar o leque de referências sonoras, potencializando a comunicação com o público. 
A parceria entre Kiai e Paola teve início em 2018, com o álbum de estreia de Paola Kirst, ‘Costuras Que Me Bordam Marcas na Pele’, lançado pelo selo Escápula Records, que rendeu à artista o troféu Revelação no Prêmio Açorianos de Música. Os quatro são oriundos das periferias da cidade do Rio Grande, extremo sul do estado do Rio Grande do Sul e atuam com música autoral há mais de 10 anos. “Redoma” foi gravado no estúdio Pedra Redonda por Wagner Lagemann e foi produzido por Guilherme Ceron. O álbum é um lançamento do selo Pedra Redonda.
Músicas: 01 – Cidade Pulsa – Paola Kirst // 02 – Submersos – Gabi Lamas – com Paola Kirst e Gabi Lamas // 03 – Palavras Bobas – Paola Kirst, Carlos Medeiros e Pedro Borghetti // 04 – Pessoa Bonita – Carlos Medeiros e Paola Kirst // 05 – Contínuo – Thais Andrade, Paola Kirst e Pedro Borghetti – com Erick Endres e Paola Kirst – part. Psycho Delícia // 06 – Nada – André Paz – Adaptação (coautoria) Paola Kirst e Pedro Borghetti – part Marietti Fialho  // 07 – Véu do Tempo – Carlos Medeiros e Lucas Fê – com Lucas Fê 
 
TRIO FLUCTUA – Lançou em junho o álbum ARAMADO. O Fluctua é formado por Edu Waghabi (violão, piano, teclados e vocais), João Faria (baixo, vocais) e Moreno Leon (vocais), o grupo combina elementos afro, latinos e nordestinos. O resultado é um som fresco e autoral, obtido principalmente a partir das harmonias vocais que se impõem como assinatura e diferencial da banda, elevando o Fluctua ao mais alto nível do R&B produzido atualmente no Brasil.
‘FLUCTUS’. Termo em latim que significa ‘onda’, ‘fluxo’. Em um sentido mais poético, ‘agitação’, ‘turbilhão’, que também pode ser aplicado a conceitos físicos relativos à propagação do som. É exatamente essa idéia que interessa ao trio carioca Fluctua. 
A tradição dos grandes grupos vocais brasileiros está no sangue não só de Waghabi, mas também no de João Faria. Os dois são filhos dos integrantes já falecidos do MPB4. O primeiro, de Antonio José Waghabi Filho (1943-2012), o Magro. O segundo, nascido da união entre Ruy Faria (1937-2018) e Cynara (1945-2023), uma das vozes do Quarteto em Cy. Influência e legado postos com sensibilidade e lirismo em canções que vão direto ao ponto. 
Músicas: 01 – Céu do Teu Olhar – Moreno Leon, Edu Waghabi e João Faria // 02 – Do Que Vi – Moreno Leon, Edu Waghabi e João Faria // Cena – Moreno Leon, Edu Waghabi e João Faria // 04 – Congo Chamou (vinheta) – Moreno Leon // 05 – O Tempo Dirá – Moreno Leon, João Faria e Edu Waghabi // 06 – Amanhã o mundo acabou – Edu Waghabi // 07 – Todas as músicas são sobre você – Edu Waghabi 
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O SUL EM CIMA 26 / 2024

O SUL EM CIMA 26_2024_MPB4

Essa edição de O Sul em Cima é dedicado ao grupo MPB4, que está lançando o álbum MPB4 – 60 ANOS DE MPB. 
 
MPB4 – O histórico do grupo MPB4 remonta a 1962, inicialmente com formação de trio, integrado por Ruy, Aquiles e Miltinho, responsáveis pelo suporte musical do Centro Popular de Cultura, da Universidade Federal Fluminense (filiado ao CPC da UNE) em Niterói. Em 1963, com a adesão de Magro Waghabi, passou a atuar como Quarteto do CPC.
Logo após o golpe militar de 1964, prestes a lançar seu primeiro compacto, o grupo Quarteto do CPC, formado em Niterói, precisou mudar de nome. Nascia ali o MPB4 e, com ele, a sigla MPB, até então desconhecida e que nos anos seguintes passaria a designar um dos mais abrangentes gêneros musicais brasileiros.
O MPB4 lançou, no dia 5 de julho de 2024, o álbum “60 anos de MPB”, em que comemora seis décadas de carreira e sucessos de público e crítica. Gravado quase todo entre 15 de janeiro e 9 de fevereiro de 2024 no estúdio da Biscoito Fino no Rio de Janeiro, o álbum ’60 anos de mpb’ contou com as participações luxuosas de Alceu Valença, Chico Buarque, Dori Caymmi, Edu Lobo, Francis Hime, Guinga, Ivan Lins, João Bosco, Kleiton & Kledir, Milton Nascimento, Paulinho da Viola e Toquinho. Somente as vozes de Alceu Valença, Milton Nascimento e Toquinho foram gravadas em outros estúdios.
Este trabalho do MPB4 – que tenta resumir os 60 anos de serviços prestados à MPB, sigla que o próprio quarteto criou e que acabou ganhando vida própria – é dedicado às companheiras de palco e de vida do Quarteto em Cy, assim como também a Magro e Ruy, integrantes da primeira formação do MPB4 ao lado de Miltinho e Aquiles. O quarteto sofreu algumas modificações em sua formação original. Em 2004, Ruy Faria saiu do MPB4 por divergências e foi substituído por Dalmo Medeiros, ex-integrante do Grupo Céu da Boca. Em 2012, o grupo perde Magro Waghabi. O cantor, compositor e arranjador, Paulo Malaguti, também ex-membro do Céu da Boca e integrante do Arranco de Varsóvia, é convidado para substituir Magro. Desde então, o MPB4 é formado por Aquiles, Dalmo Medeiros, Miltinho e Paulo Malaguti Pauleira. 
 
Músicas: 01 – Notícias do Brasil (Os Pássaros Trazem)  – Fernando Brant / Milton Nascimento – Part. Milton Nascimento  // 02 – O Cantador  – Dori Caymmi e Nelson Motta – Part. Dori Caymmi  //   03 – Prêt-à-Porter de Tafetá  –  João Bosco / Aldir Blanc – Part. João Bosco    // 04 – Caso Encerrado   – Toquinho / Paulinho da Viola – Part. Toquinho // 05 – Velas Içadas   – Ivan Lins / Vitor Martins – Part. Ivan Lins //  06 – Dança do Corrupião  – Edu Lobo e Paulo César Pinheiro – Part. Edu Lobo  //    07 – Angélica  – Chico Buarque / Miltinho – Part. Chico Buarque  //  08 – Catavento e Girassol – Guinga / Aldir Blanc  – Part. Guinga //  09 – Coisas do Mundo Minha Nêga – Paulinho da Viola – Part. Paulinho da Viola   //   10 – Na primeira Manhã  – Alceu Valença – Part. Alceu Valença //  11 – Paz e Amor – Kleiton Ramil / Kledir Ramil – Part. Kleiton & Kledir //  12 – Parceiros  – Francis Hime / Milton Nascimento  – Part. Francis Hime       

 

O SUL EM CIMA 25 / 2024

O SUL EM CIMA 25_2024_Marisa_Orestes

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Marisa Rotenberg e Orestes Dornelles
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MARISA ROTENBERG –  multiartista natural de Porto Alegre (RS), é cantora, atriz, professora de canto popular, locutora, atriz de voz original, produtora vocal e musical. Venceu edições em diversas categorias do Prêmio Açorianos de Música e indicada a outras. Como produtora musical, produziu os álbuns de Daniel Debiagi, Alex Alano e o infantil de Gelson Oliveira, dentre singles para artistas. Ministra aulas de canto popular contemporâneo em seu home studio há mais de 20 anos, faz direção de gravação de voz para cantores em estúdio, e também preparação vocal de elenco para espetáculos. Possui ampla experiência em estúdios de gravação atuando com voz cantada e falada em publicidade, teatro, cinema de animação e jogos. Possui dois discos lançados, Na Batida (2002) e Boa Hora (2009). 
Marisa Rotenberg participa do coletivo Lareirau ao lado de Alex Alano, Gelson Oliveira e Giovanni Berti. Cursa a Formação em Canto Contemporâneo ministrado pelo cientista vocal Ariel Coelho. Criou sua primeira trilha sonora original para o espetáculo de dança-teatro Chamas ao lado do compositor e instrumentista Tales Melati, na qual também consta sua voz em alguns trechos. Atualmente está em cartaz com o show cênico de humor “Aos Trancos e Barrancos” ao lado da cantora-atriz e multinstrumentista Kiti Santos, onde representam as irmãs Rayanne e Rayssa, especialistas em eventos e bailes. Elas trazem um repertório com as mais pedidas nas festas com arranjos originais e, permeando as músicas, contam um bocado de causos vividos por elas a trabalho.
Músicas do álbum Na Batida (2002 – produzido por Antonio Villeroy): 01 – O Meu Ziriguidum – Felipe Elizalde // 02 – Contigo Ninguém Pode – Bebeto Alves // 03 – F. Valentine’s Day – Antonio Villeroy / Marisa Rotenberg – dueto com Nei Lisboa // 
Músicas do álbum Boa Hora (2009 – Produzido por Eugenio Dale e Gastão Villeroy) – 04 – Boa Hora – Alvinho e Domenico Lancelotti // 05 – Ponto e Pronto – Luciana Pestano e Eugênio Dale 
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ORESTES DORNELLES – Orestes Dornelles é de Alegrete e radicado em Porto Alegre. É cantor, compositor e professor de música. Desde 1994 trabalha em escolas de música de Porto Alegre como professor de violão, musicalização, composição e arranjo. Em 2005, junto com Binho Terra e Risomá Cordeiro, gravou o CD Tribufu com o qual receberam dois prêmios Açorianos, de melhores compositores (Orestes / Risomá) e melhor CD de MPB para o grupo Tribufu. Depois lançou os álbuns: Graffiti (2008), BailaDO (2013), Tudituãni (2020), Desnorteia (2023) parceria com o compositor Raul Boeira e em 2024 o álbum Sambeis. 
O álbum Sambeis, novo trabalho autoral de Orestes Dornelles (violão, voz e vocais), é um álbum de sambas, repetindo o trio básico do álbum anterior (Desnorteia-2023) com Filipe Narcizo no contrabaixo elétrico e Bruno Coelho na percussão. Conta também com alguns convidados, Angelo Primon (guitarra elétrica), Matheus Kleber (acordeon), Elias Barboza (bandolim) e Tomás Piccinini (piano elétrico e edição de samplers). A mixagem foi realizada por Clauber Scholles e a masterização por Marcos Abreu. A proposta permanece a mesma, reunir uma série de canções sociais e românticas, na medida do possível. E viva a vida! 
Músicas do álbum Sambeis: 06 – Âmbar  //  07 – Chovendo no Molhado   // 08 – Amaré  // 09 – Sonhador  – Orestes Dornelles / Filipe Narcizo // 10 – Sambeis – Orestes Dornelles // 11 – Ziriguipop  – Orestes Dornelles
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O SUL EM CIMA 24 / 2024

O SUL EM CIMA 24_2024_CLÁUDIA_GUILHERME

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de CLÁUDIA CASTELO BRANCO e GUILHERME SILVEIRA 

CLÁUDIA CASTELO BRANCO – A obra do compositor e sanfoneiro Sivuca é o foco de Claudia Castelo Branco  e que já está em todas as plataformas de streaming. Mergulhada nas canções do mestre, a cantora, pianista, compositora e arranjadora lança o álbum “Viva Sivuca”, em que homenageia aquele que ela define como “ponte entre o fole, as teclas e o coração”. Nessa empreitada, a artista contou com o auxílio luxuoso de dois excelentes músicos: Marcos Suzano na percussão e Fred Ferreira no baixo e na guitarra. O álbum traz sucessos de Sivuca, como “Feira de mangaio” (Sivuca e Glorinha Gadelha) – numa versão de caráter mais leve e misterioso, que vai se revelando aos poucos, numa conversa entre a voz, o baixo, as percussões e o piano – e “João e Maria” (Sivuca e Chico Buarque). Na faixa, Claudia teve como convidado especial o cantor Pedro Miranda em um  diálogo surrealista entre o piano e a guitarra, conta Claudia, que aproveitou para homenagear também Chico Buarque por seus 80 anos de vida.

Sobre Claudia Castelo Branco – Pianista, compositora e cantora carioca, Claudia Castelo Branco completou 20 anos de carreira. Integra o Duo Gisbranco ao lado de Bianca Gismonti, com quem lançou cinco álbuns e conquistou o Prêmio Profissionais da Música de Arranjadoras (2021). Tocou em diversos países da Europa, como França, Holanda, Espanha, Portugal e Itália, além de Canadá, Chile e Argentina. Apresentou-se nos mais importantes palcos do Brasil e do mundo como Sala Cecilia Meireles (RJ), Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala São Paulo, Rio Montreaux Jazz Festival,Duc des Lombards (Paris), Concertgebouw (Amsterdam), Teatro São Luiz (Lisboa). Lançou, em 2021, seu primeiro disco solo, “Cantada Carioca”, e, em 2024, o álbum “Viva Sivuca”. Faz parte do grupo de compositores Selva Lírica, com Ilessi, Demarca e Thiago Thiago de Mello. Recebeu o Prêmio Profissionais da Música em 2023, na categoria Autora – música e letra. Já dividiu o palco com Chico César, MPB4, Mônica Salmaso, Jaques Morelenbaum, Mariana Aydar, entre outros artistas. É bacharel em Piano pela UFRJ, estudou composição em Ithaca College (Nova Iorque) e é mestre em Composição pela UNIRIO.  Músicas do pgm: 01 – Adeus Maria Fulô  –  Sivuca / Humberto Teixeira //  02 – Feira de Mangaio  – Sivuca / Glorinha Gadelha // 03 – Amor Verdadeiro  – Sivuca / Luiz Bandeira  // 04 – João e Maria – Sivuca / Chico Buarque // 05 – Cheirinho de Mulher – Sivuca / Glorinha Gadelha // 06 – Cabelo de Milho – Sivuca / Paulinho Tapajós 

GUILHERME SILVEIRA – Guilherme Silveira, é violonista, bandolinista, compositor e arranjador brasileiro, radicado em Paris desde 2019. Com uma trajetória profissional de mais de 20 anos, carrega diversas experiências em diversas formações musicais. Atuou também, como compositor, arranjador e instrumentista, em gravações para diversas peças de teatro e publicidade. No ano de 2023 lançou seu EP intitulado ” Un Autre Sens”,  este se trata de um trabalho que reúne e expressa diversas referências musicais que se desdobram ao longo do tempo. As diferentes fases e períodos das composições convergem para um sentido único onde se agrupam na diversidade estética da música brasileira. Desde seu lançamento, o EP “Un Autre Sens” já tocou em emissoras de rádio da Espanha, Japão, Peru, Brasil e Argentina. Atualmente trabalha na divulgação de seu segundo álbum intitulado “Guilherme Silveira”, onde podemos encontrar referências à música brasileira, atravessando o regionalismo de norte a sul do país, misturando sotaques tradicionais e a sofisticação da música improvisada. Da mesma forma, e em composições mais recentes, ainda podemos encontrar referências imagéticas ao quotidiano parisiense. O álbum Guilherme Silveira contou com a participação de grandes músicos, verdadeiras referências na música brasileira enriquecendo muito as composições e a interpretação. As gravações aconteceram no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Paris. Participaram os músicos: Itamar Assiere (piano/teclado Fender Rhodes), Márcio Bahia (bateria), Ney Conceição (contrabaixo, baixo elétrico/baixo fretless), Jonathan Augusto (clarinete), Luci Bispo (percussão), Amina Mezaache (flauta), Pedrinho Figueiredo (flauta)  –  Músicas do álbum Guilherme Silveira (todas de autoria de Guilherme): 01 – Sei não! // 02 – 7 Rue Biot // 03 – Frio Y Mate // 04 – São Filomeno // 05 – Les Airs de Paris // 06 – Rouler Dans La Farine 

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O SUL EM CIMA 23 / 2024

O SUL EM CIMA 23_2024_Dora Avante e Júlia Branco

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos da Banda Dora Avante e Júlia Branco. 
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BANDA  DORA AVANTE – No dia 12 de julho de 2024, a banda Dora Avante lançou nas plataformas digitais seu primeiro álbum, intitulado “O Velejar da Vida”. O título do álbum faz alusão a uma das faixas do trabalho, uma canção que representa a sonoridade do álbum inteiro. Constituído por 10 canções inéditas, o álbum mescla elementos do rock com música popular brasileira e algumas influências da música popular urbana do RS. Formado em maio de 2020, o grupo reúne quatro músicos ecléticos e versáteis que se encontraram ao longo do curso de música da Universidade de Caxias do Sul. Dora Avante é uma banda gaúcha formada por Alexandre Fritzen (vocais, piano e teclado), Augusto Dosso (baixo, violão e guitarra), Bruno Borges (guitarra e violão) e Giovane Albarello (bateria e percussão). O repertório do grupo é totalmente autoral, com composições de Alexandre Fritzen. Trazendo sonoridade da canção urbana gaúcha, Dora Avante mistura influências de MPB, pop rock e rock progressivo, englobando aspectos da música popular brasileira mescladas ao pop contemporâneo. As letras das músicas são repletas de metáforas, abordando aspectos do cotidiano, refletindo sobre o amor e a existência. 
Sobre os integrantes da banda:
Alexandre Fritzen – Primeiro doutor em órgão pelo Programa de Pós-graduação em Música da UFRGS. Iniciou seus estudos musicais com 5 anos, tendo lançado mais de 15 álbuns e DVDs com diferentes artistas. Compositor de trilhas sonoras, instrumentista, poeta, pesquisador musical e professor na Universidade de Caxias do Sul, no ano de 2023 venceu o Prêmio Profissionais da Música, em categoria nacional, além de ter recebido o Troféu Obirici, em 2022, Competência RS, em 2023 e Profissional Nota 10 em 2024 por seus trabalhos como músico e professor universitário no estado do RS. 
Augusto Dosso – Baixista, violonista e professor de música, tocou em bandas cover e projetos autorais da serra gaúcha. Graduado em Licenciatura em Música pela UCS, também participou de diversos recitais e da montagem de dois musicais.
Bruno Borges – Instrumentista, compositor, pesquisador e professor licenciado em Música pela Universidade Caxias do Sul.  É pós-graduado em Arranjo Musical e em Produção Fonográfica. Tendo uma atuação híbrida no cenário musical, sua trajetória engloba a participação em diferentes projetos, com diversos shows e apresentações. Atualmente cursa Mestrado em Educação Musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 
Giovane Albarello – Baterista, percussionista e professor de música. É licenciado em música pela Universidade de Caxias do Sul e pós graduado em Percussão Brasileira pela Faculdade Santa Marcelina. Trabalha como baterista e percussionista na Orquestra Municipal de Garibaldi e no coro Juvenil do Moinho/UCS. 
Músicas de autoria de Alexandre Fritzen  – com Dora Avante: 01 – Bem-Te-Vi // 02 – Coração que Chora  // 03 – Relato em Cartão Postal // 04 – Te Dizer  //  05 – O Velejar da Vida  // 06 – Nascerá 
 
JÚLIA BRANCO – Cantora, compositora e atriz, Júlia Branco é nome promissor do pop contemporâneo. Sua estreia foi com a banda “Todos os Caetanos do Mundo”, com a qual lançou elogiado disco. Mas sua estreia solo se deu em 2018, com “Soltar os cavalos”, álbum premiado como melhor disco do ano pelo BDMG, e destacado entre os melhores de 2018 pela Folha de S.Paulo, Estadão, além de blogs independentes. Com direção e produção musical de Chico Neves, e arranjos e harmonias de Luiza Brina, o álbum contou com participações de Letrux, Uyara Torrente e Paulinho Santos (UAKTI). O disco também foi editado como vídeo-álbum dirigido por cinco cineastas mulheres. Em agosto de 2023, Júlia lançou “Baby blue”, o seu segundo e aguardado álbum. O trabalho conta com a produção de Ana Frango Elétrico e apresenta composições solo de Júlia, bem como parcerias com Siso, Bruno Cosentino e Guilherme Lirio. Além disso, inclui uma música inédita de Arnaldo Antunes e uma regravação de Caetano Veloso, lançada originalmente nos anos 60. Abordando a temática da maternidade, o disco explora o conceito do tempo sob diferentes perspectivas, adotando uma abordagem sonora que transita entre o nostálgico e o futurismo. 
Músicas do álbum “Soltar os cavalos”: 01 – Estrela – Júlia Branco, Lucia Castello Branco e Chico Neves // 02 – Eu Sou Mulher – Júlia Branco, Luiz Rocha e Adriano Goyatá – feat Uyara Torrente // 03 –  30 Anos – Júlia Branco e Letícia Novaes (Letrux)  – feat Letrux  –  Músicas do álbum ‘Baby Blue’: 04 – Infinito  – Arnaldo Antunes e Márcia Leite Xavier // 05 – Baby Blue – Júlia Branco e Bruno Cosentino // 06 – Fim e Começo – Júlia Branco e Siso
 
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O SUL EM CIMA 22 / 2024

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Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de VALDIR CECHINEL FILHO e ROGER CORRÊA 
 
VALDIR CECHINEL FILHO  –  Natural de Urussanga, no Sul de Santa Catarina. Mestre e doutor em Química Orgânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi eleito em 2018, reitor da Universidade e presidente da Fundação Universidade do Vale do Itajaí (Univali). É também coordenador internacional da Rede Iberoamericana de Estudo e Aproveitamento Sustentável da Biodiversidade Regional de Interesse Farmacêutico (Ribiofar) e da Rede Iberoamericana de Investigação em Câncer (Ribecancer).  Atua como editor associado e assessor científico para inúmeros periódicos especializados. Participa, ainda, ativamente na formação de recursos humanos com mais de 50 dissertações de mestrado e teses de doutorado orientadas. Sua intensa atuação na ciência e tecnologia permitiu que recebesse da Fapesc, em 2012, o Prêmio Caspar Stemmer de Inovação, na categoria Protagonista de Inovação. Além  dessas e muitas outras atividades, Valdir Cechinel Filho também é compositor e tem parcerias com Kleiton Ramil,  Luiz Vicentini, Max Gasperazzo e muitos outros.  Recentemente, Cechinel lançou novo álbum intitulado O Tempo Não Espera de Valdir Cechinel Filho & Amigos e contou com brilhantes participações destacando Chico Lobo, Isabela Fogaça, Kleiton Ramil, Zé Geraldo entre outros.O álbum já está disponível em todas as plataformas de música. 
Músicas: 1 – O Tempo Não Espera  –  João Ormond / Valdir Cechnel Filho / Clemente Manoel  – feat Clemente Manoel  //  2 – Canção pra te esperar  –   Valdir Cechinel Filho / Clemente Manoel / João Ormond – Intérprete: Isabela Fogaça   //      3 – Lobo Bom  – Valdir Cechinel Filho / Max Gasperazzo – Feat Bilora, Coral Univali, Kleiton Ramil // 4 – Uma Canção para Lennon   – Jani Cargnin e Valdir Cechinel Filho – feat Zé Geraldo //  5 – Um Mate e um Banquinho  – Chico Lobo e Valdir Cechinel Filho – interpretação: Chico Lobo // 6 – Veio de Aroeira  – Lino Violeiro e Valdir Cechinel Filho – interpretação: Lino Violeiro e Chico Lobo
 
ROGER CORRÊA – O segundo álbum do compositor e acordeonista gaúcho Roger Corrêa teve seu lançamento nas plataformas digitais em 19/07/24. Latino Ibérico desenvolve sotaques próprios em estilos como milonga, chamamé, chacarera, candombetango, salsa e choro, a partir da experimentação com a estética universal do jazz. O trabalho autoral será levado à Europa a partir do dia 30 de julho, em nove shows divididos entre Itália, Espanha e Alemanha.
Reconhecido por sua habilidade virtuosa e expressiva em diversos estilos musicais, Roger Corrêa aprofunda nesse álbum “a valorização da composição, dos fundamentos do improviso e a inovação na pesquisa de novos estilos e fusões de gêneros”. Ao lado do acordeonista, estão os músicos Tiê Pereira (baixo), Daniel Grajew (piano) e Rodrigo Porciuncula (bateria).  Com Sul em Aquarela (2022), seu primeiro álbum, Roger Corrêa foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música como melhor compositor.
Inspirado pelas raízes da cultura brasileira e latino-americana, resultado da união de povos originários, escravizados e ibéricos, Roger Corrêa criou oito canções que, na sua definição, “têm em sua motivação estabelecer uma conexão profunda entre os diversos elementos culturais, experimentando novas possibilidades musicais”. Latino Ibérico também destaca o protagonismo de um instrumento incomum em formações desse tipo (piano, baixo, bateria). A gaita-ponto (acordeão diatônico de botões ao invés de teclas) sempre esteve mais associada às tradições e ao ambiente agrário, enquanto o acordeão de teclas foi mais facilmente incorporado ao cenário urbano e ao ensino formal nos conservatórios.  Roger Corrêa é natural de Guaíba (RS) e radicado em Florianópolis.  Iniciou seus estudos de acordeão aos 6 anos de idade e aos 13 participou do projeto Fábrica de Gaiteiros, liderado por Renato Borghetti. Seu trabalho autoral já foi apresentado em vários países, incluindo Espanha, Marrocos, Itália, Áustria e Alemanha. Participou ainda do lançamento do projeto Brasil na Gaita Ponto, em formação de trio, além de colaborar com renomados músicos instrumentais, como Yamandu Costa, Renato Borghetti, Javier Colina e Alegre Corrêa, entre outros.   Músicas de Roger Corrêa, do álbum Latino Ibérico: 1 – A Don Colina  // 2 – Candombiteando  // 3 – Guaíba // 4 – Latino Ibérica // 5 – Guate 
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O SUL EM CIMA 21 / 2024

O SUL EM CIMA 21_2024_Boca Livre e Cheiro de Vida

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos das bandas Boca Livre e Cheiro de Vida
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BOCA LIVRE – “Rasgamundo”, o novo trabalho do Boca Livre, foi lançado em maio de 2024. O 16º álbum do grupo carioca formado por David Tygel, Lourenço Baeta, Maurício Maestro e Zé Renato é um dos mais autorais do quarteto. Com dez canções, o disco traz parcerias com Nando Reis, Guilherme Arantes, Zeca Baleiro, Márcio Borges e Erasmo Carlos, além de releituras de músicas do Los Hermanos e de Tim Bernardes e da participação especial da cantora cabo-verdiana Nancy Vieira na gravação da música Rasgamundo, cuja melodia de Zé Renato foi letrada por Lourenço Baeta com inspiração no rasga, dança afro-portuguesa do século XIX.  “O novo álbum do Boca Livre partiu da ideia do nosso reencontro, após ganharmos o Grammy de Melhor Álbum Pop Latino por ‘Pasieros‘, parceria com Rubén Blades”, diz Maestro. O Boca Livre venceu tbm o prêmio de “Melhor Grupo”, na categoria MPB, da 31ª edição do Prêmio da Música Brasileira – PMB 2024.
A parceria de Zé Renato e Nando Reis gerou Rio Grande (2023), uma das mais belas músicas dos 46 anos do Boca Livre. Lançada em outubro como single, um mês após o anúncio oficial da volta do quarteto à cena, Rio Grande foi o motor que acionou em David Tygel, Lourenço Baeta, Mauricio Maestro e Zé Renato, a vontade de entrar em estúdio para gravar álbum de músicas inéditas, o que efetivamente aconteceu no início deste ano de 2024. O álbum foi gravado no estúdio Visom, no Rio, entre janeiro e fevereiro de 2024. Zé Renato tocou os violões; Maurício Maestro, os baixos elétricos; Lourenço Baeta fez as flautas e o ukulele; David Tygel, a viola caipira. Completando a banda de base, Marcelo Costa tocou as baterias e percussões em todas as faixas e João Carlos Coutinho fez os pianos acústicos e elétricos. Os arranjos vocais têm sempre a assinatura de Maurício Maestro, que escreve todas as vozes do Boca Livre desde a estreia do grupo. “Fui elaborando os arranjos e observando os detalhes de cada música, cada qual uma história única e ao mesmo tempo formando um conjunto coeso e definitivo”, define Maestro. 
Músicas: 01 – Rasgamundo  – Zé Renato e Lourenço Baeta – part esp. Nancy Vieira  // 02 – O Canto em Nós  – Zé Renato e Zeca Baleiro // 03 – Rio Grande  – Zé Renato e Nando Reis  // 04 –  Povo do Sol  – David Tygel e Márcio Borges // 05 – Dois Oceanos  – Lourenço Baeta // 06 – Prayer  – Maurício Maestro
 
CHEIRO DE VIDA – O Cheiro de Vida era uma banda composta por três grandes nomes da música instrumental do sul do Brasil: Alexandre Fonseca (bateria), André Gomes (baixo e sitar) e Carlos Martau (guitarra). Juntos formaram em 1978, em Porto Alegre, o lendário Cheiro de Vida, grupo instrumental de Jazz e Rock progressivo. Na década de 80 foram para o Rio de Janeiro e rapidamente chamaram a atenção de nomes famosos do cenário musical do Brasil e desenvolveram trabalhos com artistas como Diana Pequeno, Pepeu Gomes, Marina Lima, Djavan, Nico Assumpção, entre outros. Na bagagem destes excelentes músicos, há muita história para contar: tours no exterior, participações especiais em estúdio e shows com vários artistas renomados, a fábrica de instrumentos de Martau… Como grupo, o Cheiro de Vida gravou dois álbuns históricos. O primeiro, em 1984, contou com participações de Paulo Supekóvia, Pedro Tagliani, Renato Alscher e Augusto Licks. O segundo álbum ao vivo (1988) contou com Dudu Trentin que participou do grupo por um período. 
Atualmente separados, André, Martau e Alex continuam sendo músicos altamente requisitados em estúdios e em shows por todo o país. Gravada entre 1983 e 1984, a estréia do grupo gaúcho Cheiro de Vida tornou-se referência em todo o País para a música instrumental. O álbum registra o virtuosismo e o talento do quarteto distribuído entre o funk, o jazz e o rock progressivo, homenagens a Stanley Clarke, Hyeronymus Bosch e referências a “Nosferatu”. Recheado de grandes momentos do guitarrista Carlos Martau e do baixista André Gomes, “Cheiro de Vida” é um grande disco, mesmo ouvido décadas após seu lançamento. Músicas do álbum Cheiro de Vida (1984): 01 – Fechado para Balanço  – Cheiro de Vida // 08 – Asas Longas  – Cheiro de Vida // 09 – Entre Estrelas  – Cheiro de Vida // 10 – Crepúsculo – Carlos Martau, Paulo Supekóvia e Pedro Tagliani //  11 – Hieronymus Bosch   – Cheiro de Vida – Part de Augusto Licks // 12 – Nosferatu  – André Gomes e Paulo Supekóvia 
 
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