O SUL EM CIMA 37 / 2022

O SUL EM CIMA 37 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Iara Germer e Duda Brack. 
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IARA GERMER é gaúcha, tem 66 anos e há 50 anos reside em Florianópolis. Iara cria, a partir da cidade-ilha, música brasileira! Brasilidade que sentimos ao ouvir suas canções com o cheiro da mata, o frescor das águas e a força dos Orixás. Iara, cujo nome vem da mitologia indígena, e significa SEREIA de águas doces, também canta o amor, o cotidiano, canta a vida.  Atuou durante muitos anos como advogada. Sempre cantou, mas atua profissionalmente como cantora desde o ano de 2008 com repertórios de clássicos de bossa e samba. Em 2014, a composição passou a fazer parte de sua trajetória, de uma forma quase que inusitada – acordou com um samba na cabeça, escreveu e registrou em um gravador, ligou para um amigo músico, cantou e perguntou de quem era, ao que ele respondeu que não conhecia. Então pensou, se não é de ninguém, é meu. E assim, tomada pelo susto, abriu um portal de onde saíram mais de 100 composições, a maioria ainda não gravada, muitas parcerias com músicos da ilha e também sua produção solo. Seu potencial criador se expandiu ainda mais quando passou a frequentar saraus, na casa da artista plástica Tita Schames e do instrumentista Gilnei Silveira.
Iara já fez diversos shows temáticos, como “Canto Negro”, “Iara Canta Baden Powell”, “Som pra Orixá”, dentre outros, sempre acompanhada por músicos de excelência da cena musical catarinense. Criou e se apresentou com diversos projetos, tais como “Samba da Saia”, “Mulheres do Samba”, “Sarau de Iaiá”, “Tem Bossa no Samba” e também se apresentou em festivais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 2016, fez parte da organização do Sonora – Ciclo Internacional de Compositoras Florianópolis, onde apresentou duas canções. Entre seus projetos estão sua carreira solo, o Coletivo “Elas por Elas”, o “Duo Feito à Mão” e o “Coletivo Odara”.
Atualmente, com 2 CDs gravados  – Proteção, de 2017 e Canção da Terra, de 2020, ambos com direção do baixista e parceiro Rafael Calegari –  apresenta-se com seu repertório autoral ao lado dos filhos e também parceiros Pedro Germer, no violão e guitarra, e Neno Moura, na bateria e percussão. Além de 2 CDs e vários singles gravados, Iara tem um livro de poemas lançado, pela Editora Insular, com ilustrações de Tita Schames – O fio da palavra –  e está escrevendo sobre Violeta Parra.  
Músicas do álbum ‘Proteção’ (1 a 3):  01 – Pequena Serenata – Iara Germer // 02 – Proteção – Iara Germer e Rafael Calegari // 03 – Sete Orixás – Iara Germer // 04 – País (single) – Iara Germer, Neno Moura e Pedro Germer // 05 – Canção da Terra – Iara Germer e Pedro Germer //06 – Grito do Tambor – Iara Germer (músicas 5 e 6 do álbum Canção da Terra).
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DUDA BRACK – Duda Brack é atriz e cantora. Nascida em Porto Alegre (RS). Iniciou seus estudos e vivências musicais na capital. Em 2011, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na faculdade de música da UNIRIO e começou a se apresentar no circuito de shows autorais. Entre 2012 e 2013 a artista flertou com a cena paulistana, gravou no projeto “Música de Graça” e acumulou prêmios em festivais pelo país. Em 2014, Duda Brack trabalhou na construção de seu primeiro álbum, intitulado “É”. No disco a artista recompõe oito canções inéditas de compositores contemporâneos. “É” flerta com o rock sem renegar o signo de brasilidade inerente à sua essência; mixa suas referências e constrói uma nova linguagem musical híbrida, forte e singular. Lançou seu álbum de estréia em 2015. Dois anos depois, passou a integrar o grupo Primavera nos Dentes, um tributo aos Secos & Molhados, juntamente a Charles Gavin, Paulo Rafael, Pedro Coelho e Felipe Ventura. A estreia na televisão, como atriz, foi na novela Além da Ilusão (2022), da Globo.  Caco de Vidro (2021) é o segundo álbum em carreira solo de Duda Brack. O trabalho que conta com lançamento pelos selos  Matogrosso e Alá, de Ney Matogrosso, mais uma vez reforça a parceria entre a artista gaúcha e Gabriel Ventura. O álbum traz uma sonoridade pop experimental que bebe da fonte da MPB e também de ritmos latinos e  conta com participações de Ney Matogrosso, BaianaSystem, Lúcio Maia (Nação Zumbi), e Cuca Ferreira (Bixiga 70). “É um disco extremamente feminino e também feminista. Num contexto subjetivo, fala de muitos fins de ciclos na minha vida, e sobretudo de um processo de superação e retomada de poder pessoal. Já no contexto coletivo, traz provocações a respeito do momento sociopolítico que estamos atravessando no Brasil“, comentou Brack.  
MÚSICAS: 01- Ouro Lata – Duda Brack – Vozes: Duda Brack e Ney Matogrosso  – ft BaianaSystem // 02 – Saída Obrigatória – Chico Chico e Duda Brack // 03 – Tu – André Vargas e Júlia Vargas // 04 – Sueño con Serpientes  – Silvio Rodriguez // 05 -Macho Rey – Ian Ramil e Juliana Cortes // 06 – Caco de Vidro – André Vargas // 07 – Man – Alzira Espindola e Itamar Assumpção 
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O SUL EM CIMA 36 / 2022

O SUL EM CIMA 36 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Maíra Baumgarten e Osso Project (Luciano Granja e Adal Fonseca)

MAÍRA BAUMGARTEN – Socióloga, escritora, compositora e cantora, Maíra tem formação também em comunicação pública. Fez curso de Gestão da Produção Cultural com Dedé Ribeiro e dedica-se à música desde o ano 2000, quando participou da montagem do show A MPB saiu no Brasil Dourado produzido pela Escola Cordas & Cordas e dirigido por Ernani Poeta. É criadora do Clube da MPB, um projeto de valorização e popularização da música brasileira que, em 11 anos de existência, apresentou mais de 20 edições homenageando grandes compositores brasileiros, sempre com artistas locais convidados. Também projetos de encontros com o Clube de Jazz e com a Oficina de Choro e Samba fazem parte da rotina do Clube da MPB onde Maíra é curadora, cantora e percussionista. Maíra integra a Oficina de Choro do Instituto Ling e realizou algumas edições da Oficina Panderô. 
Maíra Baumgarten lançou o álbum Rodatempo em fevereiro de 2022. Com direção musical de Mathias Pinto, o disco traz canções de Maíra, Priscila Meira, Orestes Dornelles, Marco Farias, Mário Falcão e Mathias Pinto. Gravado em 2021, em um mundo atravessado por uma pandemia que interferiu diretamente na forma das relações, o disco fala de amor e outros temas, incorporando a tensão e os medos trazidos pelo momento que atravessamos, assim como a necessidade de preservar a natureza, o coletivo e os afetos. Além disso, esse novo trabalho se debruça sobre as sonoridades do Sul, Transita pela estética do frio, mas também contém o calor do baião, do samba e do ijexá, a dramaticidade do bolero e a delicadeza da valsa. 
Músicas: 01 – Linha – Tiago Rinaldi // 02 – Medo do Escuro – Priscila Meira // 03 – Gira – Maíra Baumgarten // 04 – Manias de Amor – Priscila Meira // 05 – Premonição – Orestes Dornelles 
 
OSSO PROJECT  nasceu  em 2002, criado por Adal Fonseca e Luciano Granja, amigos de adolescência de Porto Alegre. Um laboratório onde bateria e guitarra se encontram em sessões inspiradas, com o rec ligado. Na edição, os registros de loops e samples totalmente originais viram trilhas perfeitas para muitas histórias.  Uma mistura de rock e música eletrônica, o selo de qualidade da dupla garante um resultado singular. Parceiros durante cinco anos na banda Engenheiros do Hawaii, atualmente Luciano Granja é guitarrista de Armandinho e Adal Fonseca é baterista de Paula Toller. A dupla segue firme com o Osso Project e lançou em 2020 o primeiro  disco intitulado – OSSO (com dez faixas originais) – disponível nas principais plataformas digitais de música. 
O álbum foi produzido, gravado e mixado por Adal Fonseca e Luciano Granja  e masterizado por Tiago Becker
Luciano Granja, nasceu em Porto Alegre em dezembro de 1972.  É  guitarrista renomado por seu extenso currículo ao lado de grandes nomes como Engenheiros do Hawaii, Kleiton e Kledir, Pitty e Armandinho. Além de desenvolver trabalhos independentes como Osso, IndiviDuo e Leme (com Deleve e Flu).  Também desenvolve o projeto Luciano Granja Grupo, tendo dois discos lançados ( Luciano Granja Grupo Vol 1 e Vol II de 2016 e 2018).  Adalberto da Costa Fonseca Filho, mais conhecido como Adal Fonseca,  nasceu em Porto Alegre em outubro de 1972, é baterista e ficou no Engenheiros do Hawaii por alguns anos – de 1996 até 2001  e em 2011 na volta da banda Kid Abelha  passou a integrá-la. Mas sua carreira é longa e ele já tocou com diversos artistas, como Lobão, Preta Gil, Ritchie, Pepeu Gomes, Roberto Menescal, Gilberto Gil, entre outros. Atualmente trabalha no projeto solo da Paula Toller, Kleiton e Kledir entre outros. 
Músicas (de Adal Fonseca e Luciano Granja): 01 – Linha Vermelha // 02 – Morph // 03 – Atalaia // 04 – Bioled // 05 – Kotoloko – André Fonseca, Adal Fonseca e Luciano Granja – feat. André Fonseca e Luciano Mendes  // 06 – Milongaço – feat. Beto Machado // 07 – Sambasurf – feat Fernando Peters   
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O SUL EM CIMA 35 / 2022

O SUL EM CIMA 35 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Consuelo de Paula, Gabriel Martins, Bruce Medeiros e Luciana Costa.

CONSUELO DE PAULA – Cantora e compositora de Pratápolis (MG) que mora atualmente em SP, lançou em julho / 2019 o álbum Maryákoré, sétimo disco de sua carreira. Nele, a mineira selecionou músicas que contêm elementos de duas matrizes da raça brasileira: a negra e a indígena. Maryákoré é um trabalho autoral desafiador, forte, transcendente. O título é como uma nova assinatura de Consuelo de Paula: maryá (Maria é o primeiro nome de Consuelo), koré (flecha na língua paresi-haliti), oré (nós em tupi guarani), yakoré (nome próprio africano).
Consuelo é cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus próprios trabalhos. A trilogia Samba, Seresta e Baião (1998), Tambor e Flor (2002) e Dança das Rosas (2004) compõem seus primeiros lançamentos, seguidos do DVD Negra (2011), Casa (2012) e o Tempo e o Branco (2015). Consuelo de Paula é uma das poucas artistas de sua geração que possui, de fato, uma obra auto-referente na forma e no conteúdo. Refinamento erudito, elegância popular e boas idéias são elementos constantes em sua obra, o que lhe tem assegurado profundo respeito, admiração e reconhecimento do público e da crítica especializada.
Músicas do álbum Maryákoré:  01 – VENTOYÁ –  Consuelo de Paula e Déa Trancoso //  02 – MARYÁKORÉ – Consuelo de Paula  // 03 – OS MOVIMENTOS DO AMOR – Consuelo de Paula // 04 – REMANDO CONTRA A MARÉ –  Consuelo de Paula / Rafael Altério 
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GABRIEL MARTINS  é músico e compositor, nascido em São Paulo, filho de Vitor Martins – um dos mais prestigiados compositores do país. Seu convívio com a música surgiu na infância, devido ao ofício de seu pai. Gabriel já trabalhou e compôs com grandes figuras da música como Ivan Lins (seu padrinho musical), Bocato e outros artistas consagrados, tendo inclusive canções e trilhas inseridas em novelas e programas de TV.  Lançou seu primeiro álbum “Mergulho” (2017), um instrumental diferente e conceitual, inspirado na natureza com uma sonoridade universal com sabor brasileiro, minimalista e muito elegante. Um som viajante, sensorial e total “good vibes”. Neste trabalho, Gabriel mostra toda sua sensibilidade artística, uma espécie de contemplação à natureza através da música sem fronteiras.
Músicas: 01 – PLANADOR – Gabriel Martins  // 02 – OS ENCANTOS DA LUA – Ivan Lins e Gabriel Martins –  participação especial: Ivan Lins // 03 – VALSINHA DO MAR  (Acoustic Version) – Ivan Lins / Gabriel Martins – Participação especial: Ivan Lins 
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BRUCE MEDEIROS  é natural de São Borja – RS, cidade que faz fronteira com San Tomé na Argentina.
Na adolescência, em 1984, ao chegar em Porto Alegre, conheceu o movimento chamado ‘MPG’ – Música Popular Gaúcha, que contava com artistas como: Nelson Coelho de Castro, Gelson Oliveira, Zé Caradípia, Bebeto Alves, Raul Elwanger e muitos outros. Tornou-se fã do jeito gaúcho de fazer música popular.
Em 1990, mudou-se para Passo Fundo onde profissionalizou-se músico e passou a tocar em bares e festas daquela região e também no oeste catarinense. Através do músico passofundense Ricardo Camargo, conheceu pessoalmente Nelson Coelho de Castro, Gelson Oliveira, Zé Caradípia e Leonardo Ribeiro. Passou a abrir os shows de seus ídolos e com eles fez amizade. Em 2000, retornou a Porto Alegre e começou a compor. Realizou seu primeiro show autoral ao lado de Marcos Wacker, chamado ‘Lado a Lado’, no Teatro do IPE. Em 2014 montou o show ‘Quatro nomes da MPG’. Em 8 de abril de 2022 lançou o álbum ‘Bruce Medeiros’ em todas as plataformas digitais, com a produção de Márcio Celli e arranjos de Aleh Ferreira (maestro Paulista). 
Músicas: 01 – UNS E OUTROS – Bruce Medeiros, Zé Caradípia e Raul Boeira – Participação de Zé Caradípia // 02 – A AMIZADE – Bruce Medeiros, Cecília Medeiros e Ilde Medeiros // 03 – UM GESTO TEU – Bruce Medeiros // 04 – PORTO ALEGRE É DO SAMBA – Bruce Medeiros  – Participação de Nelson Coelho de Castro 
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LUCIANA COSTA –  Natural de São Leopoldo / RS, Luciana recebeu título de cantora revelação pelo jornal Zero Hora (grupo RBS), apresentou-se com Adriana Calcanhotto, abriu shows de Angela Ro-Ro, foi entrevistada por Jô Soares ao lado de Flora Almeida, com o projeto “The Country Gurias” e foi carinhosamente comparada à Janis Joplin na “Semana Elis” em São Paulo. Com sua arte musical recebeu o FUMPROARTE (fundo de apoio à cultura da prefeitura de POA), gravou seu 1º CD – Ilustre Rebeldia e recebeu 3 prêmios Açorianos de música: melhor disco, melhor compositora e melhor intérprete.
Com sua voz singular, segue sua trajetória na música com canções autorais e releituras da MPB. 
Músicas: 01 – Vapor Barato (Jards Macalé / Waly Salomão) // 02 – Corro Perigo (Luciana Costa )
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O SUL EM CIMA 34 / 2022

O SUL EM CIMA 34 2022 - Lula Ribeiro e Su Paz

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Lula Ribeiro e Su Paz

 
LULA RIBEIRO – O cantor, compositor, violonista e arranjador  Lula Ribeiro, está lançando novo álbum intitulado ‘Vida haverá’. Com dez canções inéditas (com exceção da romântica, “Primeiro amor”, lançada como single em dezembro de 2021), trata-se de um disco que se poderia chamar de puro-sangue, uma novidade na carreira de Lula Ribeiro, sergipano radicado em Belo Horizonte, parceiro de grandes nomes da música brasileira, como Zeca Baleiro, Vander Lee, Alexandre Nero, Paulinho Pedra Azul, Gabriel Moura, entre outros.

Pela primeira vez, todas as faixas de um trabalho de Lula são parcerias com um único letrista, o escritor mineiro-carioca Sérgio Rodrigues, autor do premiado romance “O drible”. Isso dá a “Vida haverá” uma coesão autoral rara. Fruto artístico dos anos pandêmicos de angústia e isolamento, nele os parceiros trabalharam à distância. A gravação de cada instrumentista também seguiu os melhores protocolos de segurança. Longe de se curvar à tristeza do distanciamento social e ao luto por tantas vidas perdidas, o resultado foi uma obra que levanta desde o título um grito de alegria e desafio: “Vida haverá”. Cada uma a seu modo, as canções apontam o futuro, festejando a vida em suas múltiplas dimensões: amor, dor, paixão, trabalho, sonho, poesia. Acima de tudo, o disco é uma celebração de som e palavra, de letra e música – do poder que têm as canções de acender lanternas na escuridão.  Com produção e direção musical do próprio Lula Ribeiro, “Vida haverá” conta com participações luxuosas de nomes como Sérgio Chiavazzoli, Marcelo Mariano, Enéias Xavier, Federico Puppi, Luiz Cláudio Ramos, Marco Lobo, Cláudio Infante, Wilson Lopes, Guilherme Gê, Fernando Nunes, e muitos outros.

Sobre os autores: Lula Ribeiro é um cantor e compositor sergipano que mora há anos em Belo Horizonte. Com carreira construída a partir dos anos 1980, inicialmente em Aracaju, sua terra natal e depois no Rio de Janeiro, e parcerias com nomes importantes da música brasileira, tem em sua discografia os álbuns “Cajueiro dos papagaios” (com Paulo Lobo e Irineu Fontes), “Janeiros”, “O sono de Dolores”, “Muito prazer”, “Algum alguém” e “O amor é sempre assim” (com participações de Zeca Baleiro, Chico César, Flavio Venturini, Fernanda Takai, Flávio Renegado e Tony Bellotto), além do ao vivo “Palavras que não dizem tudo”, que foi lançado também em DVD e traz como convidados Paulinho Moska e Luiz Melodia. Sérgio Rodrigues é escritor, jornalista, roteirista e letrista. Mineiro que vive no Rio desde os 17 anos, é autor de romances como o recém-lançado “A vida futura” e “O drible” (prêmio Portugal Telecom 2014) e de livros de contos como “A visita de João Gilberto aos Novos Baianos” e “O homem que matou o escritor”, além de títulos de não ficção como “Viva a língua brasileira!”, todos pela Companhia das Letras. Como compositor assina, com Markus Silva, a coautoria de “Disco de samba”. Tem uma coluna na Folha de São Paulo.   Músicas: 01 – Vida Haverá // 02 – Anjos // 03 – Primeiro Amor // 04 – Nasce Outra Vez // 05 – Linda Melodia // 06 – Lugar

SU PAZ – é uma cantora e compositora gaúcha, nascida em Sapucaia do Sul. Começou a cantar em rodeios e festivais Nativistas do Rio Grande do Sul. Em 2008 o projeto Acorde Fronteiro, grupo formado por 5 jovens lhe abriu um leque de oportunidades. Foi cantora do Conjunto Folclórico Os Tropeiros ULBRA representando o Brasil em festivais de folclore no Uruguai, RS e SC.  No circuito de festivais Nativistas esteve nos palcos do Canto de Luz – Ijuí, Festival  de Música de Gramado, Coxilha Nativista – Cruz Alta, Canto Xucro – Viamão, Tertulia Nativista – Santa Maria, entre outros. Já acompanhou como backing vocal, Elton Saldanha e Paulo Costa, além de gravações em estúdio e trabalhos com Jingle e locução. Fez parte do Grupo Mas Bah!, durante dois anos, cantando e também produzindo. Susane Paz, traz ao público seu primeiro álbum autoral, Florescida Raiz, com letras e melodias suas e em parcerias com Clarissa Ferreira, Caio Martinez, Joaquim Velho, Lucas Ferrera, Charlise Bandeira e Sandra Goulart. O trabalho marca um novo tempo em sua trajetória, voltado a composição e ao feminino na música gaúcha. O álbum Florescida Raiz que possui 7 faixas, faz um passeio entre ritmos, chamamé, choro, zamba e até mesmo forró fazem parte. A compositora contextualiza suas influências apostando na fusão do contemporâneo com o tradicional. Nas suas letras a figura feminina é o norte para contar sobre momentos, história e sentimentos. Su acredita que a música gaúcha pode desbravar novos horizontes sem deixar de ser regional.  Músicas: 01 – Mudança – Su Paz // 02 – Cantarolar – Su Paz e Lucas Ferrera // 03 – Tua – Su Paz e Caio Martinez // 04 – Flor de Pedra – Su Paz e Clarissa Ferreira // 05 – Su Paz e Joaquim Velho // 06 – Su Paz. Sandra Goulart e Charlise Bandeira 

Contatos:

https://www.instagram.com/lularibeiro/

https://www.instagram.com/susanepaz/

 

O SUL EM CIMA 33 / 2022

O Sul em Cima 33 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Ana Lee e Paulinho Parada.

ANA LEE  – Nasceu em 25 de novembro de 1968 em São Paulo e iniciou sua carreira artística em 1996, cantando em bares e casas de cultura de São Paulo. Em 2002, lançou seu primeiro CD, “Ana Lee”, produzido por André Magalhães e em 2009, lançou o CD “Minha ciranda” .
Vinte anos depois de sua estreia em disco, a cantora retorna com o seu terceiro álbum, “Labirinto Azul”, que mescla canções inéditas com outras de autores tradicionais do nosso cancioneiro, trazendo temas diversos, como a passagem do tempo, o amor e a desorientação neste momento histórico.  A sonoridade traz a interpretação de Ana, intensa, profunda e cristalina, com um frescor contemporâneo, arranjos bem cuidados, rica instrumentação, num repertório criativo e autêntico. Participação especial de Zeca Baleiro. Produção de Ana, co-produção de André Magalhães e Itamar Vidal.
Os músicos e arranjadores são de primeira linha. Ora são pontuadas pelos teclados de Lincoln Antonio, ora pelos clarones de Itamar Vidal, sempre bem temperados pelos violões de Bráu Mendonça, Ozias Stafuzza e Lula Gama, o baixo luxuoso de Swami Júnior e o violoncelo de Mário Manga entre outros grandes músicos. Belo time, que contribui também com algumas das composições originais.
Músicas do álbum “LABIRINTO AZUL’, lançado em novembro de 2020: 01 – Toada – Zeca Baleiro / Cássio Gava – participação de Zeca Baleiro // 02 – Xote de Navegação – Chico Buarque / Dominguinhos // 03 – A Página do Relâmpago Elétrico – Beto Guedes / Ronaldo Bastos // 04 – Meia Noite – Chico Buarque / Edu Lobo // 05 – Labirinto Azul – Lincoln Antonio / Walter Garcia // 06 – O Amor é uma droga pesada – Maria Rita Kehl / Antonio Herci // 07 – Jongo Tradição – Lincoln Antonio / Walter Garcia / Marcelo Mota Monteiro / Paulo Maymone
 
PAULINHO PARADA –  nasceu em Porto Alegre (1989). Doutorando em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com graduação e mestrado pela mesma instituição. É músico, professor e pesquisador. Com 3 álbuns artísticos de música popular brasileira, dedica-se à composição de canções, além de pesquisas sobre músicos da noite de Porto Alegre e a canção na cidade. Reconstituiu a obra do flautista Plauto Cruz. Palestrou em Pequim (China), no Conservatório Central de Música. É professor de música e estuda sobre pedagogia, etnomusicologia e psicodrama no âmbito da educação, formando alunos, pesquisadores e professores.
Paulinho Parada lança em todas as plataformas virtuais o álbum “Sambas para respirar melhor” e celebra esse momento com show no Teatro Renascença em Porto Alegre. Inspirado pelo momento de pandemia, o compositor criou canções em seu momento de isolamento, mas sua maior produção foi sua filha Ana Júlia – que motivou a positividade do álbum, marcado pela presença da vontade de viver. Mas não se trata de uma conquista individual: o samba, já dizia Giba-Giba, pode ser considerado o gênero musical mais democrático que existe. Promovendo coletivamente esse diálogo entre parceiros musicais e intérpretes, figuram entre as parcerias o misterioso Guerra Dantas, personagem criado pelo professor Sérgio Guimarães, além das canções ao lado de Márcio Celli, Mauro Moura, Giba Costa, Eduardo Pitta e o paulista Fernando Cavallieri
“Sambas para respirar melhor” é um conjunto de canções coesas que convida o ouvinte à vida e à força de cantar nossa história popular brasileira.
Músicas do álbum “Sambas para respirar melhor”: 01 – Onde tem amor (Prelúdio) – Elias Barboza, Eduardo Pitta e Paulinho Parada // 02 – Cantando a vida – Paulinho Parada – feat. Everton Silva // 03 – Fiz um Samba – Fernando Cavallieri e Paulinho Parada // 04 – Pra Apaziguar – Paulinho Parada // 05 – Respira – Eduardo Pitta e Paulinho Parada – feat. Marcelo Delacroix, Tonho Crocco, Eduardo Pitta e Kenia Vizeu // 06 – Meu Viver é mais Bonito – Márcio Celli e Paulinho Parada // 07 – 0 Versador – Mauro Moura, Giba Costa e Paulinho Parada 
 
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O SUL EM CIMA 32 / 2022

Programa O Sul em Cima 32 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Henrique Mann, Yamandu Costa, Gabriel Selvage e Luciano Maia

HENRIQUE MANN –  nascido em Porto Alegre em 1961 é um músico, compositor, escritor e produtor cultural. Seu interesse e envolvimento com a música começou na década de 1970 em festivais estudantis. Na década de 1980, já em carreira profissional, conheceu Mário Quintana. Desse encontro resultou Quintanares & Cantares (LP) que em 1998 foi relançado em CD. Em 1991, com a participação de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Belchior, Alceu Valença, Carlos Lyra, Lulu Santos e Oswaldo Montenegro, lançou A Música Popular Brasileira em Debate (livro). Na mesma época, passou a produzir shows e espetáculos de vários desses mesmos artistas. Em 1995, com prefácio de Oswaldo Montenegro  e apresentação de Luiz de Miranda, lançou Retratos da Vida Boêmia (livro). Também na década de 1990 , mapeou as músicas mais representativas de Porto Alegre no século XX. Dessa pesquisa originaram-se os dois volumes de Porto Alegre Boêmia – Um Século de Canções. No fim da década de 1990, passou a pesquisar a relação da música gaúcha  com outras vertentes regionais e então lançou o Norte in Sul (CD) em 2000, apontando as ligações históricas entre as músicas do Sul e do Nordeste.  Em 2002, sob o patrocínio da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul, sua pesquisa regional se consubstanciou nos 30 volumes da coleção Som do Sul, com biografias e obras de músicos, produtores e personalidades históricas da música gaúcha do século XX.

Juarez Fonseca comenta que em 2019, Henrique Mann chegou em Portugal com sua esposa, a professora de História Leandra Vargas. ‘Ele já tinha certa familiaridade com Portugal, viera duas vezes antes para dar palestras sobre história da música brasileira na Escola de Música Fado ao Centro, de Coimbra, e fez muitas amizades. Ex-coordenador de Música da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, trazia na bagagem anos e anos de atuação em casas noturnas com seu violão, cinco discos e três livros, paralelamente praticando e estudando artes marciais. Neste momento, finaliza um livro historiográfico sobre as diferenças e semelhanças idiomáticas entre Brasil e Portugal. escrito em parceria com Leandra’. O clima político brasileiro também foi determinante para que buscassem novos ares. Residem em Setubal / Portugal.  Músicas do pgm: 01 – Deu Pra Ti – Kleiton Ramil e Kledir Ramil – intérprete: Henrique Mann (está no CD Porto Alegre Boêmia – Um século de canções vol.1 de 1997) // 02 – Asa Morena – Zé Caradípia – intérprete: Henrique Mann (está no CD Porto Alegre Boêmia – Um século de canções vol. 2 de 1998) // 03 – Que Bom Ficar Assim – Letra de Mário Quintana / Música de Henrique Mann – intérprete: Glória Oliveira e Raiz de Pedra (está no CD Quintanares & Cantares)

YAMANDU COSTA – Aclamado pela crítica, Yamandu Costa tem encantado as plateias de todos os lugares onde leva sua incomum habilidade e sonoridade. Em suas inesquecíveis performances – solo, acompanhado de outros músicos ou com orquestras – carrega a marca da música do sul do continente americano, mas incursiona admiravelmente por diferentes gêneros musicais, formando junto com seu violão de sete cordas uma rara simbiose.  Apesar de jovem, Yamandu Costa tem uma longa carreira. Nascido em uma família de músicos do sul do Brasil, subiu ao palco pela primeira vez aos 5 anos de idade, cantando; aos 6 anos seu pai lhe deu de presente seu primeiro violão; aos 21 ganhou o Prêmio Visa Instrumental, então o maior reconhecimento da música brasileira que o possibilitou gravar seu primeiro álbum solo. A partir daí inicia uma profícua carreira: são diversos álbuns, solo ou em parcerias; muitos concertos no Brasil e no exterior; prêmios importantes, entre os mais recentes, ganhou o Grammy Latino em 2021, como melhor álbum de música instrumental com “Toquinho & Yamandu Costa – Bachianinha” (Live at the Rio Montreux Jazz Festival). Músicas do pgm: 01 – Noite de Lua – Dilermando Reis // 02 – Dandy – Yamandu Costa e Guto Wirtti  – com Yamandu Costa & Jazz Cigano Quinteto (John Theo, Vinícius Araújo, Lucas Miranda, Wagner Bennert e Mateus Azevedo) // 03 – Vira de Frielas – José Nunes – com Yamandu Costa, Martin Sued e Luís Guerreiro – está no álbum Caminantes

GABRIEL SELVAGE –  Músico, arranjador, compositor e produtor musical gaúcho, Gabriel Selvage iniciou seus estudos ainda na adolescência com seu mestre Lúcio Yanel, e desde muito jovem obteve reconhecimento e visibilidade no meio artístico regional gaúcho. Já levou sua música marcante para vários países no exterior como Argentina, Uruguai, Paraguai, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, Holanda, Alemanha e China. Em parceria com a cantora Alana Moraes, lança “Amor & Som” em 2012. Em 2015, foi indicado a melhor instrumentista regional no Prêmio Açorianos de Música. O primeiro trabalho solo nasceu em 2016, “Flor y Truco – Gabriel Selvage interpreta obras de Lucio Yanel”, que contempla um DVD, um CD gravado ao vivo e um songbook com partituras. Em 2017 lança o álbum “Balaio de Sons”, duo com o acordeonista Luciano Maia e, em 2018, o “Alma de Interior”, com o violonista Rafael Schimidt. Gabriel está lançando o seu projeto Gabriel Selvage  20 Anos de Música, que vai ser uma trilogia, vão ser 3 discos lançados dentro de um projeto. O primeiro disco, que ele chama de Primeiro Movimento Gaúcho é um disco com repertório, de releituras do cancioneiro gaúcho. O segundo movimento é o Guitarreiro, o terceiro disco vai ser o Cancioneiro que é o terceiro movimento que fecha a trilogia. Gabriel Selvage, de reconhecida atuação na música regional gaúcha, viveu um tempo no Rio de Janeiro e atualmente reside em Lisboa. Músicas do álbum ‘Gabriel Selvage 20 anos de Música – Primeiro Movimento Gaúcho’ lançado em junho 2022: 01 – Canto dos Livres – Cenair Maicá // 02 – Defumando Ausências – Telmo de Lima Freitas // 03 – O Sal dos Olhos – Gujo Teixeira e Luiz Marenco

LUCIANO MAIA se apaixonou pelo acordeão aos 8 anos de idade e desde então se tornou não apenas um músico virtuose, mas um compositor e pesquisador dos mais acurados de seu instrumento. Numa trajetória precoce de sucesso, Luciano Maia em duas décadas gravou 15 álbuns, produziu dezenas de outros dos maiores artistas de sua região –sul do Brasil – e dividiu o palco e o estúdio com astros imortais de seu país, como Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Yamandu Costa, Renato Borghetti, e muitos outros que sempre foram suas referências no instrumento, como o francês de herança italiana Richard Galliano.

Eis que Luciano, nascido em 1980, sentiu que era hora de deixar o Brasil em 2021 e residir em Portugal, de modo a ampliar suas fronteiras musicais e aproximar-se ainda mais do jazz planetário, visto que sempre colocou seu instrumento como protagonista em todo repertório que se dispôs a tocar. E haja canções e ritmos!  Isto inclui todos os mais expressivos brasileiros – do xote ao choro, do samba ao “forró” – e estrangeiros – do tango ao funk. Graças a seu toque pessoal e jazzístico, imprime em tudo o que toca um molho que vem de sua formação regional, porém a vida inteira visando o universal.  Não é por acaso que jamais saíram de seu radar artistas que estiveram sempre a transcender fronteiras musicais, como Tom Jobim, Egberto Gismonti, Edu Lobo e outro ás da sanfona, Sivuca. O que Luciano Maia cada vez mais se propõe é divulgar o acordeão como um instrumento que vale por uma orquestra, daí ter adotado o nome “sanfônico” para definir seu trabalho atual – uma mistura de “sanfona”, nome popular que o instrumento ganhou no Brasil, com “sinfônico”, ou seja, o som de uma orquestra com muitos músicos. Luciano Maia está lançando novo álbum “Falando em Gaita” com as músicas que foram captadas ao vivo na websérie homônima lançada em 2019, em que ele encontra com mestres do Acordeon Gaúcho para conversar sobre suas histórias, influências, relação com o instrumento e as perspectivas de carreira. É um papo de “gaiteiros”, apelido dado aos acordeonistas no Sul no Brasil, regado à música destes apaixonados pelo instrumento. Músicas do pgm: 01 – Meu Canto de Quero-Quero – Luciano Maia e Edilberto Teixeira (violão sete cordas de Gabriel Selvage e arranjo de flautas de Humberto Araújo (novo single) // 02 – Baile de Fronteira – Luiz Carlos Borges – com Luciano Maia e Jonatan Dalmonte (álbum Falando em Gaita) // 03 – Gauchote – Luciano Maia e Marcelo Caldi – com Luciano Maia e Marcelo Caldi (álbum Falando em Gaita)

 

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O SUL EM CIMA 31 / 2022

O SUL EM CIMA 31 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro.
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GELSON OLIVEIRA  nasceu em Porto Alegre em 1955. É cantor, compositor, violonista e produtor. 

Gelson Oliveira mudou-se com os pais, aos 10 anos de idade, para a cidade de Gramado,  onde trabalhou com artesanato em madeira. Confeccionou os troféus Kikito, distribuídos no Festival de Cinema de Gramado. Ainda na adolescência, passou a cantar em grupos musicais. Decidiu retornar a Porto Alegre no final da década de 1970.  Em sua cidade natal, Gelson apresentou o show Lado a Lado, juntamente com o cantor Nei Lisboa, em 1979. Morou durante algum tempo no Rio de Janeiro, retornando a Porto Alegre para lançar seu primeiro álbum de maneira independente, intitulado Terra, em parceria com o baterista gaúcho Luiz Ewerling. O lançamento do LP ocorreu no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1990 recebeu o Prêmio Fiat da Música Nacional. Em 1993 conquistou o Prêmio Sharp, com o álbum Imagem das Pedras, que contou com a participação de Gilberto Gil.  Em 1997 lançou o álbum Tempo ao Tempo, com financiamento do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Funproarte). Em 1999 lançou um CD independente, ao lado do trombonista Júlio Rizzo.  No ano de 2002 participou da gravação do CD Juntos 2 – Povoado das Águas, pela gravadora Atração Fonográfica, juntamente com Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves e Totonho Villeroy. Em 2009, completando 30 anos de carreira, gravou o CD Tridimensional. Pelo álbum, Gelson recebeu o Prêmio Açorianos de Música, na categoria melhor compositor, sendo também premiado como melhor produtor musical na categoria MPB, pelo CD Ziringuindim, da cantora  Zilah Machado. E em 2016 saiu o seu primeiro disco de canções infantis chamado O Ônibus do Sobe e Desce.

Músicas: 01 – Pimenta – Gelson Oliveira – feat. Gilberto Gil (está no álbum Imagem das Pedras) // 02 – Salve-se quem souber – Gelson Oliveira, Sérgio Resende e Paul de Castro – feat. Paulo Moura (está no álbum Imagem das Pedras) // 03 – Nossa Música // 04 – Tridimensional // 05 – Que bom ver // 06 – Memórias de um cantador (músicas 3, 4, 5 e 6 de Gelson Oliveira – álbum Tridimensional)

NELSON COELHO DE CASTRO – nasceu em Porto Alegre em abril de 1954. É compositor, cantor e produtor musical. Nelson Coelho de Castro faz parte da geração de grandes compositores gaúchos surgidos no final da década de setenta e tem seu trabalho reconhecido pelo público e pela crítica por seu talento e trajetória.
Em 1974, no festival do Colégio Parobé, ganhou o Prêmio Comunicação. No MusiPUC, importante festival que a rádio Continental AM, sempre ligada ao movimento cultural de Porto Alegre transmitia ao vivo, ganhou vários prêmios. Em 1975 fez sua estréia nas “rodas de som” de Carlinhos Hartlieb. Em 1977 formou-se em jornalismo. No mesmo ano realizou seu primeiro espetáculo, E o Crocodilo Chorou, ao lado do seu grupo Olho da Rua, dirigido por Luciano Alabarse. Em 1979 lançou seu primeiro compacto, Faz a Cabeça e, entre 1980 e 1981, produziu e lançou o primeiro disco independente produzido no Rio Grande do Sul, –Juntos – um marco na música gaúcha e que influenciou outros compositores neste segmento alternativo. Esse trabalho foi relançado em CD em 1996. Já em 1983 gravou o LP Nelson Coelho de Castro (RGE), com o sucesso Vim Vadiá, que marcou época. No mesmo ano venceu o 1º Festival Latino-Americano da Canção, o Musicanto.

Com o disco Força D’água (Ariola) em 85, tem seu primeiro lançamento nacional. Ainda nesta época recebe o Prêmio Açorianos – Melhor Trilha Sonora para Teatro – para a peça o Doce Vampiro, de Carlos Carvalho. Foi um dos fundadores da Cooperativa dos Músicos de Porto Alegre sendo o primeiro presidente de 87 a 89. Em 1996 lançou o CD Verniz da madrugada, contemplado com o Prêmio Açorianos de Música e em 2000, o CD Coletânea  que em 2001 foi selecionado para integrar o projeto Itaú-Rumos Culturais – Cartografia brasileira, participando de apresentações em São Paulo, ao lado de compositores de outras partes do Brasil. Nesse mesmo ano, o LP Paralelo 30 foi lançado em CD pela Orquestra da Unisinos com releituras das canções da época e agregando ainda novas canções. Também em 2001 lançou o CD Da pessoa. Em 2010 saiu o álbum ‘Lua Caiada’ e em 2021 ‘Umbigos Modernos’ que são gravações compostas no final dos anos 80. Em 2021, Nelson também disponibilizou sua discografia completa nas plataformas digitais. 

Músicas: 01 – No Braço com a Vida // 02 – Outro Mar (músicas 1 e 2 do álbum Da Pessoa) // 03 – Vim Vadiá (álbum Nelson Coelho de Castro)  // 04 – Lua Caiada // 05 – Noite Vazou Encantada (músicas 4 e 5 do álbum Lua Caiada)

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O SUL EM CIMA 30 / 2022

O SUL EM CIMA 30 2022

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos do Grupo Tamanduá e Mateus Porto 
 
TAMANDUÁ – O projeto Tamanduá nasceu da efervescência criativa do violonista Pino Arborea, músico com apurada habilidade como arranjador, qualidade que lhe permitiu retrabalhar algumas das peças mais significativas da grande cultura musical brasileira e ajustá-los sob medida para as três vozes femininas de Claudia Moretti, Cristina Rizzo e Luciana Camarda. A capacidade expressiva do vocalismo das três cantoras consegue realçar a beleza sempre presente destas peças tornando-as elegantes e elaboradas, ao mesmo tempo que dão sempre uma conotação fresca e muito agradável de ouvir.  As três vozes se entrelaçam criando um enredo de linhas melódicas de onde emerge um som envolvente que vê a alternância de momentos melódicos e ritmicos. O objetivo deste projeto é fazer com que o público participe da magia de uma música e uma linguagem poética que fizeram história. Em julho de 2010 Tamanduá deu origem ao primeiro trabalho de gravação intitulado “Alquimia” produzido por Drycastle. Também com o selo Drycastle, em agosto de 2015, foi lançado o segundo álbum “Olio di Cacao”: uma combinação “aromática” e harmoniosa da tradição italiana e brasileira. O terceiro álbum “Vamos Embora” foi lançado em maio de 2022 pela GBMusic e é a expressão de um movimento, de uma migração para um futuro melhor.
Músicas do álbum ‘Vamos Embora’ lançado em maio / 2022: 01 – Corrida de Jangada – Edu Lobo e José Carlos Capinam // 02 – Brasil Nativo – Danilo Caymmi // 03 – Eu Vim da Bahia – Gilberto Gil // 04 – Adeus América – Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques // 05 – Chico e Amor: Samba de Orly / Piano na Mangueira / Partido Alto / Dio Ce Penzarrà / Meu Refrão / Una mia canzone / Bom Tempo / Far niente – Vinícius de Moraes / Chico Buarque / Toquinho / Antonio Carlos Jobim / Maria Pio de Vito / Sérgio Bardotti 
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MATEUS PORTO é músico, compositor, violonista e guitarrista. Vindo de uma família de músicos, iniciou aos 7 anos seu contato com o violão e um ano depois ingressou no Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas, onde estudou teoria musical. Aos 16 deu início a sua carreira de músico profissional, atuando nos bares da zona sul do Rio Grande do Sul e em 2008 ingressou no bacharelado em violão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Durante a graduação, Mateus teve a oportunidade de fazer um período sanduíche na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UNIRIO), quando estudou com o violonista Zé Paulo Becker e com o guitarrista João Castilho. Além dos estudos do violão voltado para o repertório erudito, neste período desenvolve uma intensa atividade, participando de bandas de música instrumental, com destaque para Popó e Trio (apresentando-se no Pelotas Jazz Festival), Clube do Jazz (Festival Internacional SESC de Música) e Quarteto ao Vento. Colabora também com o trabalho de cantores(as) de diversas vertentes musicais, assim como é frequentemente participante do movimento dos festivais nativistas pelo interior do estado.
De Pelotas (RS) e hoje em São Paulo, Mateus Porto vem percorrendo um belo caminho ao lado do seu violão. Depois de um EP de composições jazzísticas instrumentais registradas ao vivo em 2014, estreou em álbum com Canto (2018), pelo selo independente Escápula Records, de canções de inquieta calma interpretadas por outras vozes e seu violão (p)latino-americano. Agora  Mateus Porto retorna ainda mais inquieto com Mirada, também pela Escápula Records. O álbum tem produção de Neymar Dias e conta com o próprio Neymar Dias no contrabaixo, Antônio Loureiro na bateria e as participações especiais de Tatiana Parra e Toninho Ferragutti. O segundo álbum revela fielmente particular visão do músico, bem situada num espaço (p)latino-americano mas deslocada do tempo histórico,como quem busca enxergá-lo por inteiro num só relance. Iluminado por seu violão versado em milongas e além, Mateus Porto se descobre cantor e letrista sem deixar de ser instrumentista e compositor, tanto só como bem acompanhado.
Músicas do álbum Mirada: 01 – Caminho // 07 – Candelária // 03 – Retrato // 04 – Gaucho – Mateus Porto e Juliano Guerra – feat. Tatiana Parra // 05 – Marca pro Compadre – feat. Toninho Ferragutti // 06 – Saudade // 07 – Milonga Fora do Tempo – Mateus Porto e Juliano Guerra 
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O SUL EM CIMA 29 / 2022

Programa O SUL EM CIMA 29 2022 - Julie Wein e Marcos Jobim

Na edição 29 / 2022 de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Julie Wein e Marcos Jobim.

JULIE WEIN – Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Cantora, compositora, atriz, instrumentista e doutora em neurociências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a artista paranaense radicada no Rio de Janeiro foi uma das vencedoras do Festival de Música Rádio MEC 2021, com o prêmio de Música Popular Mais Votada pelo Público. 
Nascida em um meio regado de estímulos artísticos – o pai violoncelista de orquestra (Romildo Weingartner) e a mãe coreógrafa (Rocio Infante), Julie canta desde pequena. O início da carreira profissional como cantora solo foi em 2015, quando estreou nos palcos de música do Rio de Janeiro com um show no TribOz, acompanhada do violonista Pedro Franco. Como atriz, estreou aos 15 anos como Anne Frank na peça ‘O Diário de Anne Frank’. Estrelou a peça ‘Dois Amores e um Bicho’ contemplada com o Prêmio Funarte de teatro Tônia Carrero no Sesc Copa (2017), Glauce Rocha (2018) e Itaú Cultural (2020). Atuou como atriz, cantora e musicista nos musicais: Contra o Vento (CCBB), Edypop (Teatro Sérgio Porto) e A Lenda do Vale da Lua (Oi Futuro). Integrou Aquela Cia (2014), a Cia Complexo Duplo (2015-2017) e a Notória Cia de Teatro (2017-2021). Apresenta a palestra-show ‘O Cérebro Musical’ (RIO2C, RMK, Unibes Cultural, PUCRio). Em 2022, estreou o show ‘Julie Wein canta Chico Buarque’ no Blue Note SP. 
Premiada como Melhor Intérprete de MPB pelo PPM. Duas vezes premiada pela Jornada Giulio Massarani e Graduada com Dignidade Acadêmica, também recebeu Menção Honrosa do Prêmio Juarez Aranha. Doutora em Neurociência da Música pela UFRJ e pós-doutora no Instituto D’Or. 
O talento musical de Julie Wein vem colhendo elogios de diferentes áreas do mundo artístico. Para o maestro e compositor Edino Krieger, ‘Julie Wein segue a melhor tradição da música romântica brasileira. Tenho a impressão de que estamos assistindo ao nascimento de uma nova Dolores Duran. Eu espero que em breve ela esteja representando o melhor de nossa música popular aqui e no mundo’. 
Aquiles Rique Reis, em sua coluna, diz: ‘Julie Wein lançou o seu primeiro álbum Infinitos Encontros (Biscoito Fino). Como um boré, o disco convoca as ‘tribos’ a pensarem em música como se fosse ela a primeira e máxima ação a chegar à profundeza da alma humana. Arte que vai ao íntimo, bem antes de o cérebro e o coração darem tento’.
…’Julie Wein me instigou: que versos mais ousados, que intérprete mais aprimorada, que musicista mais detalhista: as minúcias de seu ofício atestam a sua arte, arte de mulher contemporânea que vive de amar’. 
Projeto autoral, ‘Infinitos Encontros’ faz jus ao nome: fala de encontros e também é feito de encontros. Julie conta com a participação especial de Ed Motta e de músicos como Marcelo Caldi, Marco Lobo, Pedro Franco e Jorge Helder, com produção musical do violonista Victor Ribeiro. 
Músicas do álbum ‘Infinitos Encontros’ lançado em 2020 (músicas 01, 02 e 03 de Julie Wein): 01 – Trânsito de Marte // 02 – Valsa em Sim // 03 – Tentei Disso e tudo Mais // 04 – Beijo da Noite – Julie Wein e M. Vieira – feat. Ed Motta //  05 – Poemas de Ti – Julie Wein e M. Vieira (pseudônimo de Rocio Infante) // 06 – Mar Demais – Julie Wein e Mariana Ferrão
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MARCOS JOBIM é compositor, cantor e instrumentista, coautor do duo ‘Cruz & Jobim’ (parceria com Jean Cruz), com o qual lançou o álbum Desencontro e o EP Solidão, ambos de 2018. A partir desses  trabalhos, obteve espaço na mídia, através de publicações nos principais jornais do RS, inclusão na programação de rádios FM, TV e artigos em sites especializados. Em projeto solo, lançou uma série de singles e o EP Em Estúdio – Ao Vivo. O último lançamento foi o single ‘Sincretismo Abstrato’, uma parceria com o compositor Pedro Longes, que propõe uma estética de ruptura da forma convencional da canção. 
O autor passeia por diversos gêneros e temáticas, sendo o existencialismo, a cosmologia e os afetos os principais objetos de seus versos. Marcos Jobim lançou em setembro de 2022, o álbum Ensaio Sobre a Vida e o Tempo que é um compilado de 8 canções autorais de Marcos Jobim que possuem a intenção de expor sutilmente reflexões e sensações sobre a transitoriedade dos afetos, que definem o movimento do tempo em vida. Cada canção é um universo em si, mas se propõe ao diálogo e à noção de unidade conceitual. A concepção da obra se deu a partir do fim do ano 2020, realizando-se em quase 2 anos de elaboração. As sessões de gravações se dividiram entre o Estúdio da Pedra Redonda e Estúdio Suminsky com a coprodução e mixagem de Jean Cruz e a masterização de Wagner Lagemann.
Formação: Marcos Jobim (voz, violão e guitarra), Ronaldo Pereira (sax tenor e sax soprano). Ghadyego Carraro (contrabaixo acústico com arco), Marcelo Vaz (piano/arranjos de Véu e de Ensaio Sobre A Vida e o Tempo), Marcelo Pimentel (percussão), Lucas Fê (bateria) e Pablo Schinke (violoncelo). 
Músicas: 01 – Horta – Marcos Jobim // 02 – Movimento – Marcos Jobim // 03 – Ensaio Sobre a Vida e o Tempo – Marcos Jobim e Jean Cruz // 04 – Eu Parti – Marcos Jobim // 05 – Véu – Marcos Jobim
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O SUL EM CIMA – Indicado ao PPM – Prêmio Profissionais da música 7ª edição

IMG-20220915-WA0002Queridos Amigos !

Toda a equipe que faz O Sul Em Cima com tanto amor e carinho está muito feliz com a indicação ao PPM 2023.

Seu Voto é muito importante!!!
Beijos a todos!!!!
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Como votar:
De 14 a 30 de setembro de 2022
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1- Acessar www.ppm.art.br
2- Fazer cadastro clicando no botão CADASTRO;
3- Ao concluir o cadastro, clicar no botão VOTAÇÃO;
4- Clicar na modalidade: CONVERGÊNCIA
5- Depois clicar na categoria: PROGRAMA DE RÁDIO – ‘O SUL EM CIMA’
6- Aperte o botão votar.
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Ao dar OK no voto, a categoria em que votou, mudará de cor.
 
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PRÊMIO PROFISSIONAIS DA MÚSICA 7ª edição

A conclusão da 6ª edição do evento Prêmio Profissionais da Música (PPM), uma das maiores e a mais abrangente das premiações do setor musical do Brasil, ocorrida entre 03 e 07 de novembro de 2021, não poderia ter sido mais feliz e exitosa em tempos de tantas dificuldades para este setor e a humanidade. Dando continuidade à proposta de valorização de toda a cadeia criativa, produtiva e dos negócios da música, uma das novidades desta edição é a inclusão do pilar educativo. Se até a nossa 6ª edição pensávamos em categorias e atividades voltados para pessoas e empresas  dos segmentos Criação, Produção e Convergência, é com muito orgulho, que acrescentamos a modalidade Educação em nossa premiação.

Nesta edição, o slogan “Temos um país para reconstruir”, soma-se à outro por força das circunstâncias: “Viva a Cultura Popular”.

Como uma das marcas do PPM é a atmosfera de emoção, sempre presente às cerimônias de premiação e eventos paralelos, a organização trabalha para ir além da exposição e reconhecimento de 185 categorias. Certamente, o número recorde de categorias e as quatro personalidades escolhidas para simbolizar a 7ª edição renderão momentos memoráveis.

https://ppm.art.br/