O SUL EM CIMA 05 / 2023

O SUL EM CIMA 5 _2023

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos do grupo EXPRESSO RURAL e de FELIPE CERQUIZE.
 
O grupo EXPRESSO RURAL está com uma programação intensa em 2023, com lançamentos de novas músicas e a realização de shows por todo estado. Grandes encontros com o público de uma das maiores referências da música catarinense mostram toda a originalidade do Expresso Rural ao longo de toda a existência do grupo de mais de 40 anos. 
Atualmente, o Expresso Rural é formado por Zeca Petry (violões, banjo, guitarra e vocais), Ricardo Malagoli (bateria), Jack Moa (violão e vocais), Robson Dias (baixo e vocais) e Luciano Nogueira (teclados e vocais).
O grupo Expresso Rural começou com o encontro de Zeca Petry e Daniel Lucena no começo da década de 80. Em 1983, com uma formação mais consolidada, grava seu primeiro LP, “Nas Manhãs do Sul do Mundo”. Este disco foi sucesso de público e mídia e dois anos depois o grupo grava outro ícone da música regional, “Certos Amigos”. Depois de um tempo e cada músico seguindo carreiras independentes, em 2007 o Expresso Rural se reúne para um show em homenagem ao tecladista Márcio Corrêa e retoma a carreira com o lançamento de vários trabalhos, marcando a progressiva história de sucesso do grupo.
Em 2020, os fundadores do Expresso Rural decidem que é hora de lançar um álbum com canções inéditas e juntamente com os integrantes atuais do grupo, iniciam os ensaios e seleção do repertório para o próximo álbum. Mas no meio do processo, o maior compositor do grupo, Daniel Lucena, faleceu, causando uma interrupção no trabalho do grupo. Passado o tempo do luto, o grupo decidiu continuar o legado de Daniel Lucena e entrou em estúdio para gravar a base das novas músicas. No ano passado o Expresso Rural fez uma parceria com a Orth Produções, da empresária Eveline Orth, que começou a fazer a gestão de carreira do grupo. O Expresso Rural fez shows com artistas que os inspiram, como Kleiton & Kledir, Guarabyra e Tavito. Ao mesmo tempo terminou a gravação do álbum “Na Estrada”, marcando a continuidade do trabalho do grupo com força total nos palcos. Ao longo do ano, o Expresso Rural lançará 10 músicas, sempre voltado às origens, num clima bem “Rock Rural”. A música Paraíso foi a escolhida para o lançamento desta nova fase, que terá parcerias inéditas com grandes nomes da MPB. Nas parcerias também o reencontro com a Camerata Florianópolis, em shows que já começaram e prosseguem ao longo do ano. 
Músicas: 01 – Jurerê – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 02 – Paraíso – Zeca Petry // 03 – Ilha – Daniel Lucena e Gazú //04 – Reggae na Casa Amarela – Daniel Lucena // 05 – Certos Amigos – Daniel Lucena
 
FELIPE CERQUIZE é cantor, compositor, poeta e engenheiro químico. Em 1999, lançou o CD Léguas, com apresentação do compositor Guttemberg Guarabyra. Em 2003, foi classificado em 1º lugar no concurso de poesias da FEUC (RJ) com a obra Poema Transverso. Também em 2003, classificou-se em 6º lugar no festival de música popular do Clube dos Compositores do Brasil com a música Apático Pacto, selecionada entre mais de 1600 canções. Em 2007, lançou o livro de poesias Conversa Rimada, em parceria com a cantora, compositora e poetisa Luhli, livro este premiado pela União Brasileira dos Escritores, em 2008, ano em que também recebeu Menção Distinta no prêmio Internacional Nósside (Itália) com a ‘poesia em canção’ intitulada A Cada Passo. Ainda em 2008, teve a sua parceria MEDIDA, com Felipe Radicetti, indicada para a final do prêmio Internacional Hollywood Music Awards, que aconteceu em Los Angeles (EUA). Em 2011, lançou o livro ‘Pelos Caminhos da Estrada Real’, com prefácio de Fernando Brant, no qual faz uma narrativa ilustrada com mais de cem fotos coloridas de suas experiências de viagem por cidades de Minas Gerais que estão no circuito da Estrada Real. Em 2012, lançou o CD Minas Real, com o objetivo de estender seu trabalho artístico sobre Minas Gerais para a música, no qual apresenta canções em parceria com Fernando Brant, Márcio Borges, Tavito, Murilo Antunes, Heitor Branquinho e Célio Mattos.
Em março de 2018, lançou o álbum ‘Integridade’, com o cantor e compositor Cláudio Nucci. No segundo semestre de 2020, Felipe Cerquize lançou o álbum O Silêncio do Infinito, no qual são apresentadas dez parcerias suas com o cantor e compositor paraense Nilson Chaves. No segundo semestre de 2022, lançou o livro de poesias intitulado ilusão e o CD (EP) Tiros de Luz com quatro músicas suas em parceria com Márcio Borges, grande parceiro de Milton Nascimento. Como melodista e letrista, Felipe Cerquize possui mais de quinhentas obras, incluindo parcerias com Ana Terra, Cláudio Nucci, Felipe Radicetti, Fernando Brat, George Israel, Luhli, Luiz Carlos Sá, Márcio Borges, Roberto Menescal, Tavito, entre outros nomes importantes da música brasileira. 
Músicas: 01 – Descatequese – Felipe Cerquize – álbum Léguas 1999 // 02 – Cães & Gatos – Felipe Cerquize, Célio Mattos e Fernando Brant – intérprete: Maurício Maestro – álbum Minas Real 2012 // 03 – Sempre Só – Cláudio Nucci e Felipe Cerquize – intérprete: Cláudio Nucci – álbum Integridade 2018 // 04 – Destino – Nilson Chaves e Felipe Cerquize – Intérprete: Nilson Chaves – álbum O Silêncio do Infinito de 2020 // 05 – Tiros de Luz – Felipe Cerquize e Márcio Borges – Intérprete: Renato Braz – álbum Tiros de Luz de 2022 // 06 – A Dona do Baile – Felipe Cerquize e Márcio Borges – Intérprete: Paula Santoro – álbum Tiros de Luz de 2022 // 07 – Nossos Filhos – Felipe Cerquize e Márcio Borges – Intérprete: Cláudio Nucci – álbum Tiros de Luz de 2022 
 
Contatos:

O SUL EM CIMA 04 / 2023

O SUL EM CIMA 04_2023 OK

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Carol Andrade e do Projeto Musical “A Voz Suprema do Samba é a Liberdade”. 
 
CAROL ANDRADE – Quatro anos após lançar Canção pra dois (2018), gravado com o violonista Alex Maia, a cantora e compositora paulistana Carol Andrade lança O FIO DA VIDA, um álbum com 11 canções inéditas compostas durante o auge da pandemia.  Produção, arranjos e violão de Alex Maia e que conta também com a participação de Fábio Marrone na bateria, Rafa Clarim no sax e flauta e Rodrigo de Oliveira no contrabaixo. 
A triste experiência do distanciamento social e o cenário de luto e luta pela vida, que todos vivenciamos, provocou uma torrente de reflexões que culminou na produção desse novo trabalho –  quinto disco da sua carreira – definido pela autora como ‘herança de um futuro presente’. Mas que futuro é esse? Para a artista o que vem pela frente é um tempo de reconstrução de uma sociedade que tenha como valores supremos a dignidade da vida humana, a preservação do meio-ambiente e o respeito à diversidade, em todos os sentidos. 
Gente sendo gente foi a primeira música surgida no decorrer do que Carol Andrade conceitua como ‘conversa com minha alma compositora’. Adentrando nele, revelou-se ‘O Fio da Vida’, o poder da fé – independente de religião – que nos inspira, religa e nos move na direção da vida.  Nas tramas desse fio, nossa conversa não parou mais e fomos multiplicando os assuntos: iluminação em ‘No avesso dos meus olhos’, identidade em ‘Rara beleza’, filosofia em ‘Dilema’, amor verdadeiro em ‘Conto de mar’, libertação em ‘Num canto meu’, impermanência em ‘Rascunho Vivo’, reconstrução em ‘Sonho de Pandora’, revolução em ‘Querer é Poder’ até uma provável conclusão na progressista ‘Herança de Caminhar’: ‘O mundo anda pra frente, não tem como segurar’. O que trago é um álbum de retratos sonoros dessa viagem humanista, um diálogo profundo de alma pra alma, de gente pra gente, herança de um futuro presente conduzido por um único fio: O FIO DA VIDA! diz Carol.
Músicas: 01 – Gente sendo gente // 02 – O Fio da Vida // 03 – Rara Beleza // 04 – Num Canto Meu // 05 – Rascunho Vivo // 06 – Herança de Caminhar
 
PROJETO MUSICAL “A VOZ SUPREMA DO SAMBA É A LIBERDADE”  é um projeto de álbum de música autoral, interpretado por artistas negras e LGBTQIAP+, que também são protagonistas no enfrentamento à intolerância racial, de gênero e outras violências correlatas. Nesse propósito, o samba – para além de sua notória importância cultural e musical – foi escolhido como referencial sonoro e rítmico desse trabalho, já que também foi forjado na resistência contra a intolerância racial e cultural. E por ter nascido, também na diversidade, o samba aqui, dialoga com outras sonoridades, outros ritmos contemporâneos e/ou atemporais, tematizando a multiplicidade cultural e as mazelas sofridas pelas minorias sociais, principalmente pelas mulheres negras e a população LGBTQIAP+. O álbum será o resultado de seis músicas, em formato de single, todas acompanhadas de clipes. Os três primeiros singles do álbum, “A Nossa Dor”, “Transradioativa” e “Um Sambinha pra você”, já se encontram disponíveis nas principais plataformas digitais. A quarta música, “Nesse meu samba”, em fase de pré produção terá como convidada a cantora e ativista cultural Marietti Fialho. 
Produção Executiva / artística: Selo MUNDODETEMPO / Edison Guerreiro / Direção musical e artística: Edison Guerreiro // Produção musical e arranjos: Leo Bracht e Jefferson Marx.
Músicas: 01 – A Nossa Dor – de Edison Guerreiro, Negra Jaque e Leo Bracht – Intérpretes: Glau Barros feat: Negra Jaque e 50 Tons de Pretas // 02 – Lupicínio Rodrigues, 26 – de Edison Guerreiro – Intérprete: Glau Barros // 03 – Transradioativa – de Edison Guerreiro – Intérpretes: Valéria Barcellos Feat Cristal // 04 – Um Sambinha pra você – de Edison Guerreiro – Intérprete: Raquel Leão – Coro: Yara Lemos, Rhosangela Silvério e Maria do Carmo Carneiro 
 
Vamos ouvir também a música ‘Volte Pra mim’ de Edison Guerreiro, canção feita especialmente para Márcio Celli interpretar no projeto ‘Mundo de Tempo – Do meu cantinho’.
 
Contatos:

O SUL EM CIMA 03 / 2023

O SUL EM CIMA 03_2023

No programa O SUL EM CIMA dessa semana, vamos mostrar os trabalhos de DUCA LEINDECKER e JORGE HELDER

Duca Leindecker começou sua carreira aos treze anos de idade. De lá para cá construiu uma sólida trajetória como instrumentista, compositor, produtor artístico e escritor. Foi um dos fundadores da banda de rock Bandaliera, com a qual lançou em 1987 o CD “Nosso lado animal” e “Ao Vivo”, em 1991. No ano de 1988 lançou o disco solo “Duca Leindecker”.
No início da década de 1990, a convite de Bob Dylan, fez abertura dos shows do cantor por várias cidades brasileiras. Por essa época, em Porto Alegre, foi um dos fundadores da banda de rock Cidadão Quem com a qual lançou sete CDs. Depois criou o Pouca Vogal (2008 a 2012), ao lado de Humberto Gessinger da banda Engenheiros do Hawaii. Com o projeto, os dois cruzaram o país na tour do CD e DVD gravado ao vivo em Porto Alegre.
Na literatura, em 1999 publicou o livro “A casa da esquina”, no ano de 2002 lançou “A Favor do Vento” e em 2013, lançou seu terceiro livro, O Menino que Pintava Sonhos.
Após as bandas Cidadão Quem, Pouca Vogal e os discos solo “Voz, Violão e Batucada” (2013) e “Plano Aberto” (2015), Duca Leindecker lançou em 2018 o álbum Baixar Armas. O disco é um convite à reflexão sobre a epidemia de ódio e intolerância que assolou o Brasil nos últimos anos. Duca aborda temas difíceis sem deixar de lado seu otimismo e leveza. Em 2020, Duca lançou o EP “Próximo Céu” e também a canção Triângulo que foi gravada com o filho Guilherme Leindecker no baixo. A canção faz parte do projeto Triângulo que também conta com Duca na guitarra e voz e Cláudio Mattos na bateria. 
Músicas: 01 – Rosa dos Ventos – Duca Leindecker, Kleiton Ramil e Kledir Ramil – feat de Kleiton & Kledir (single lançado em dez 2022) // 02 – Iceberg – Duca Leindecker – do CD Voz, Violão e Batucada de 2013 // 03 – Triângulo – Duca Leindecker // 04 – Menina – Duca Leindecker – do álbum Baixar Armas de 2018 // 04 – 0X0 Ñ – Duca Leindecker e Humberto Gessinger – feat Humberto Gessinger – do álbum Baixar Armas // 06 – O Amanhã Colorido (Ao Vivo) – do CD Plano Aberto de 2015
 .
Jorge Helder – Músico requisitado por grandes nomes da MPB, o artista lançou Caroá, álbum autoral e instrumental.
Na definição do dicionário, o Caroá é um tipo de bromélia de flores vermelhas e rosadas, típica de áreas de Caatinga, cujas folhas fornecem fibra para confecção de barbantes, redes, tecidos e esteiras, entre outras peças. Caroá também é o nome do segundo álbum do músico e compositor Jorge Helder, lançado em novembro de 2022 via Biscoito Fino. Cearense de Fortaleza (radicado no Rio de Janeiro desde 1986), Jorge Helder buscou inspiração em suas origens para batizar o tema que dá nome ao álbum: “Fiz uma grande pesquisa voltada para temáticas especificamente nordestinas, por se tratar de um baião influenciado pelo grande Luiz Gonzaga. A fotógrafa Géssica Amorim, que fez a foto que está na capa do álbum, é pernambucana e me contou que muitas famílias nordestinas, inclusive a de Gonzaga, tiram o seu sustento do Caroá”, pontua Helder. O próprio Luiz Gonzaga compôs “Arrancando Caroá” tema gravado em 1941. 
Aos 60 anos, 40 deles dedicados à música, Jorge Helder é presença constante nos projetos – álbuns e turnês- dos maiores nomes da música brasileira. Dentre os convidados álbum estão Sérgio Santos,  Mônica Salmaso,  Zé Nogueira e Zé Renato. 
‘Quando entrei no estúdio para gravar, ao lado desses músicos incríveis – Chico Pinheiro na guitarra, Hélio Alves no piano, Tutty Moreno na bateria e Marcelo Costa na percussão – aos poucos fui percebendo a necessidade da participação vocal em algumas músicas. Para minha sorte, pude contar com esses grandes cantores e músicos, comemora o baixista. Co  mais de 350 gravações no currículo, em álbuns de outros compositores e intérpretes, Jorge Helder revela em “Caroá” a sua novíssima safra como compositor. 
Músicas:  01 – Caroá // 02 – Santos de Casa – feat Sérgio Santos // 03 – Tutty // 04 – Lugar sem tempo – feat Mônica Salmaso // 05 – Impressão Perfume – feat Zé Nogueira // 06 – Miguilim  – feat Zé Renato 
 .
Contatos:
 

 

O SUL EM CIMA 02 / 2023

o sul em cima 02_2023_Almôndegas

No programa O SUL EM CIMA dessa semana, vamos mostrar o trabalho do grupo ALMÔNDEGAS.

 
ALMÔNDEGAS – Depois de muitos anos de espera, finalmente vai acontecer o aguardado encontro dos integrantes originais do Almôndegas. Gilnei, João Baptista, Kledir, Kleiton, Quico e Zé Flávio se reúnem em um espetáculo inédito para celebrar a banda que é um marco na história da música popular do Rio Grande do Sul e relembrar canções como ‘Vento Negro’, ‘Canção da Meia Noite’, ‘Haragana’, ‘Até não mais’, ‘Sombra Fresca e Rock no Quintal’ e tantas outras. O encontro vai ser no dia 24 de março de 2023 no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre e 25 de março, no Theatro Guarany em Pelotas. 
 
O Almôndegas foi uma das bandas pioneiras em criar uma linguagem particular para a música pop gaúcha. Formado em Porto Alegre, o grupo misturava velhas canções do folclore gaúcho, MPB e rock. O trabalho do Almôndegas virou referência para artistas posteriores do pop rock gaúcho como Thedy Corrêa, Wander Wildner, Duca Leindecker entre outros. 
A banda Almôndegas surgiu oficialmente com a gravação do primeiro LP, em 1975, mas desde quatro anos antes , Kleiton e Kledir, o primo Pery Souza e os amigos Gilnei Silveira e Quico Castro Neves lideravam uma gurizada que se reunia em um apartamento no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, para cantar. Músicos de formação eclética, eles venceram o I Festival Universitário da Canção Catarinense com a música Quadro Negro. Em 1974, realizaram sua primeira gravação: a música Testamento, com letra de José Fogaça, música que virou trilha sonora de um programa (Opinião Jovem) que o próprio Fogaça tinha na Rádio Continental 1120 AM. A mescla de regionalismo com música pop , espécie de marca registrada do Almôndegas, surgiu meio por acaso. Em um show no antigo Encouraçado Butikin, o grupo cantou Amargo, de Lupicínio Rodrigues, e a reação da platéia foi calorosa. Com o aval do público, os músicos passaram a repetir a apresentação em outros shows e levaram a experiência para o primeiro disco. 
O grupo gravou o primeiro LP (‘Almôndegas’), em 1975 (mesmo ano de ‘Aqui’, trabalho que colocou a faixa ‘Canção da Meia-noite’ na novela Saramandaia, da Rede Globo). Em 1977, a banda partiu para o Rio de Janeiro. Kleiton, Kledir e Gilnei levavam outros sonhos na bagagem e contavam com o auxílio precioso dos novos integrantes João Baptista e Zé Flávio. Neste ano, vieram mais dois discos: ‘Gaudêncio Sete Luas’ (na verdade, uma coletânea dos anteriores) e ‘Alhos com Bugalhos’. 
Os registros da carreira do Almôndegas culminou com ‘Circo de Marionetes’, de 1978. No ano seguinte – 1979 – o grupo se desfez. Mesmo iniciando sua carreira no circuito universitário e sendo lançados junto com as sementes do que seria o Rock do Sul, o grupo nunca negou as raízes Rio-grandenses, tanto que participaram, em 1975, da quinta ‘Califórnia da Canção Nativa’, com a música ‘Piquete do Caveira’. 
Depois do final da banda, em 1979, os integrantes continuaram a se encontrar em diversas ocasiões. Em novembro de 1990, quase todos os integrantes de todas as formações se encontraram para uma série de shows na casa noturna de Porto Alegre, L’Atmosphere, para comemorar os 15 anos de surgimento da banda. Contando com Fernando Pezão e Inácio do Canto  e João Baptista. Em 2010, Kleiton & Kledir foram homenageados no Carnaval de Pelotas, o que foi também motivo para o reencontro de ex-integrantes do grupo. 
Músicas: 01 – Sombra Fresca e Rock no quintal – Zé Flávio // 02 – Quadro Negro – Kledir Ramil // 03 – Almôndegas – Gilnei Silveira e Kledir Ramil // 04 – Vento Negro – José Fogaça // 05 – Canção da Meia Noite – Zé Flávio // 06 – Séria Festa – Kleiton Ramil // 07 – Amor Caipira e Trouxa das Minas Gerais – Zé Flávio // 08 – Haragana – Quico Castro Neves // 09 – Em Palpos de Aranha – Zé Flávio // 10 – Feiticeira – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 11 – Mantra – Kleiton Ramil e Zé Flávio // 12 – Androginismo – Kledir Ramil // 13 – Alô, Buenas – Kleiton Ramil // 14 – Circo de Marionetes – Kleiton Ramil e Kledir Ramil
 

O SUL EM CIMA 01 / 2023

O Sul em Cima 01_2023

No programa O Sul em Cima dessa semana, vamos mostrar os trabalhos de Leandro Maia e Rogério Botter Maio. 
 .
LEANDRO MAIA   é cantor, violonista e compositor.  Possui três discos autorais: Palavreio (2008, produzido por Pedrinho Figueiredo), Mandinho (2012, produzido por Leandro e Luiz Ribeiro) e Suíte Maria Bonita e Outras Veredas (2014, produzido por André Mehmari). Recebeu o 1º Prémio Ibermúsicas de Composición de Canción Popular, concedido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos. Recebeu o Troféu Brasil-Sul de Música como intérprete, melhor projeto visual e melhor disco infantil (para Mandinho). Possui cinco Prêmios Açorianos de Música (Grupo MPB, Revelação, Intérprete, Disco Infantil), um Troféu RBS Cultura e diversas indicações como compositor e melhor espetáculo. Em 2020, lançou o filme “Paisagens”, dirigido por Juliano Ambrosini e Nando Rossa.
Leandro Maia é PhD em Música (Songwriting) pela Bath Spa University, Mestre em Letras (UFRGS) e Licenciado em Música (UFRGS). É professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), junto aos Cursos de Bacharelado em Música e Especialização em Artes.
Guaipeca é o single que abre a série de lançamentos do álbum Guaipeca: uma ilusão autobiográfica, quarto disco de Leandro Maia e que terá um total de 12 músicas. Produzido por Luciano Mello, cantor e compositor radicado em Portugal, o registro conta com a participação da atriz Maria Falkembach e do baterista Marcelo Callado. A faixa caracteriza-se como um “punk-rock-de-galpão”, numa canção-manifesto com voz, violão, bateria e megafone.
Guaipeca é como se chama o cachorro vira-lata. Uma palavra de origem indígena, muito utilizada no sul do país para o “cachorro de rua”, “bicho solto”. Guaipeca é avatar, o alter ego, o duplo que Leandro Maia escolheu para contar a sua “ilusão autobiográfica”, que se desenvolve em três eixos narrativos interligados: o amor, o humor e a política (crítica social).
Em Guaipeca, não se trata de louvar o complexo de vira-lata criticado por Nelson Rodrigues, mas de celebrar a vira-latinice do sul global. Guaipeca não tem complexo de vira-lata. A vira-latinice guaipeca descoloniza, ao mesmo tempo em que problematiza identidades e estereótipos. Para o vira-latino, fronteiras não são barreiras ou divisórias, mas superfícies de contato.
Guaipeca é uma reflexão sobre identidade”, conta Leandro. Depois de duas décadas de carreira, o músico sentiu a necessidade de transbordar os limites do corpo e se transformar em som. Juntou tudo o que construiu durante a vida e usou como matéria-prima do disco. O álbum é uma autobiografia, mas ilusória. Todo o exercício de se contar uma biografia é uma ilusão, pois a vida não se encaixa nos trilhos contínuos da narrativa. “A vida não cabe na linearidade, segundo Bourdieu”, explica. Mas se a vida é muito grande para a biografia, ela cabe perfeitamente na arte. Ela encontra na música o espaço para voar livre nas notas, o caminho para seguir sua jornada e a concretude para se tornar eterna.
Para o financiamento do disco em vinil, o autor recebe contribuições em campanha na plataforma Catarse, de 3 de fevereiro  até 04 de Abril. O link para apoiar o projeto é:  www.catarse.me/guaipeca
Músicas:
01 – Guaipeca – Leandro Maia // 02 – Quem Já Viu – Leandro Maia e Ronald Augusto // 03 – Perto de Você – Leandro Maia // 04 – Deus Na Laje – Pablo Lanzoni e Leandro Maia // 05 – Feito São Thomé – Leandro Maia e Jerônimo Jardim // 06 – On The Same Side – Leandro Maia 
 .
ROGÉRIO BOTTER MAIO – É baixista, compositor, arranjador e produtor musical. Estudou música na Unicamp, na Hochschule Für Musik, em Graz, na Áustria e na Berklee College of Music em Boston.  Viveu 15 anos no exterior, atuando como músico. Em 1989 morou em Roma e, nessa ocasião, atuou como músico em “O Poderoso Chefão III”. Entre 1992 e 1997 viveu em New York, onde tocou com Paquito D’rivera, Lionel Hampton, Cláudio Roditi, Manfredo Fest e Leny Andrade. Gravou com Gerry Mulligan e Jane Duboc, Naná Vasconcelos, Nelson Ayres entre outros. Em 2004 tocou com seu grupo no Indonesia Open Jazz Festival. De volta ao Brasil, dentre outros projetos, tocou com Jovino Santos Neto, Danilo Caymmi, Ná Ozzetti entre outros. 
Rogério Botter Maio lançou os álbuns  ‘Crescendo’ (1996), ‘Aprendiz’ (2000), ‘Prazer da Espera’ (2006), ‘Tudo por um ocaso’ (gravado em 2008), e ‘Sobre o Silêncio’ (2012 – pré indicado ao Prêmio Brasileiro de Música 2013). Nos últimos anos tem estado de volta aos palcos europeus e também ministra seu workshop sobre música brasileira.
O sexto CD de Rogério Botter Maio intitulado ‘Por um Triz’ foi lançado em novembro de 2020 e é seu primeiro trabalho dedicado exclusivamente a canções e conta com convidados especiais como Jane Duboc, Renato Braz, Sérgio Santos, Fátima Guedes, Vanessa Moreno, Ana Paula da Silva e Jazzafari. 
Músicas:
01 – Rendez-Vous – Rogério Botter Maio – part.especial de Jane Duboc e Dario Eskenazi (pianista argentino) – está no CD ‘Crescendo’ // 02 – Aprendiz – Rogério Botter Maio e Silvana Vasconcelos – está no CD ‘Aprendiz’ // 03 – Tudo por um Ocaso – Rogério Botter Maio e Giana Viscardi – part especial de Israel Álvares na gaita cromática – está no CD ‘Tudo Por um Ocaso’ // 04 – Luzes – Rogério Botter Maio – part especiais: Vanessa Moreno (voz) e Hector Costita (sax tenor) – está no CD ‘Por um Triz’  //05 – Ano Novo – Rogério Botter Maio – part especial: Carlos Aguirre (acordeon)  – está no CD ‘Sobre o Silêncio’ 
 .
Contatos:
 

Retrospectiva 2022

Mais um ano se passou…um ano difícil para todos, com muitos desafios, mas também de muitas alegrias!  A Equipe do Programa O Sul em Cima vai fazer uma pequena pausa para recarregar as baterias.  Então, durante esse período de férias, vamos reprisar alguns programas que foram destaque no ano de 2022. Serão esses:  

01 – O Sul em Cima 12/ 2022- Coletivo Tapera e Cantadores do Litoral 
02 – O Sul em Cima  04 / 2022 – Bebeto Alves,  Humberto Zigler, Camila Menezes e Guto Agostini
03 – O Sul em Cima 08 / 2022 – Projetos Tamanduá e Caleidoscópio, Cau Karam e Elian Woidello 
04 – O Sul em Cima 09 / 2022 – Carlos Careqa e Amanda Lyra
05 – O Sul em Cima 10/2022 – Kleiton Ramil (Sim)
06 – O Sul em Cima  11 / 2022 – Kleiton & Kledir (Clássicos do Sul)
07 – O Sul em Cima  17 / 2022 – Paula Santoro e Leandro Bertolo
08 – O Sul em Cima 20 / 2022 – Judy: O Arco-Íris é Aqui e Laura Dalmás
09 – O Sul em Cima 24 / 2022 – Paulo Malaguti Pauleira e Ghadyego Carraro
10 – O Sul em Cima  28 / 2022 – Nil Lus 
11 –  O Sul em Cima 29 / 2022 – Julie Wein e Marcos Jobim
 

Espero que curtam!

Desejamos  um Feliz Natal e um maravilhoso Ano Novo com muita Saúde, Amor, Alegrias e tudo de melhor para todos!

Beijos e até logo!

EQUIPE O SUL EM CIMA! 

O SUL EM CIMA 41 / 2022

O SUL EM CIMA 41 2022

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar o trabalho de VITOR RAMIL.
 .
VITOR RAMIL – Compositor, cantor e escritor, Vitor começou sua carreira artística adolescente, no começo dos anos 80. Aos 18 anos de idade gravou seu primeiro disco Estrela, Estrela (1981), com a presença de músicos e arranjadores que voltaria a encontrar em trabalhos futuros, como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luis Avellar, além de participações das cantoras Zizi Possi e Tetê Espíndola. 1984 foi o ano de A paixão de V segundo ele próprio. Com um elenco enorme de importantes músicos brasileiros, este disco experimental e polêmico, produzido por Kleiton & Kledir, proporcionou ao público uma espécie de antevisão dos muitos caminhos que a inquietude levaria Vitor Ramil a percorrer futuramente. Deste disco a grande intérprete argentina Mercedes Sosa gravou a milonga Semeadura.
Nos anos seguintes, Vitor Ramil lançou os álbuns: Tango (1987), À Beça (1995), Ramilonga (1997), Tambong (2000), Longes (2004), Satolep Sambatown (2007), Délibáb (2010), Foi no Mês que Vem (2013) e Campos Neutrais (2017), seu décimo primeiro disco e o primeiro gravado em Porto Alegre. Em 2019 estreou Avenida Angélica, espetáculo de canções inéditas compostas a partir de poemas da poeta Angélica Freitas. O álbum foi lançado em 2022. As canções de Vitor foram interpretadas por artistas como Mercedes Sosa, Chico César, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Gal Costa. Vitor já venceu dezoito vezes o Prêmio Açorianos e recebeu dois Prêmios da Música Brasileira: Melhor Cantor Voto Popular (2008) por Satolep Sambatown e Melhor Cantor Regional (2011) por délibáb
Ramilonga – a estética do frio (1997), quinto álbum de Vítor, é obra que abriu novos caminhos à música produzida no sul do Brasil, questionando estereótipos tanto da brasilidade quanto da gauchidade e conferindo cidadania brasileira à milonga (gênero musical de origem afro-platina). Esse clássico, ganhou edição super especial em outubro, por conta dos 25 anos de seu lançamento comemorados em 2022, via Satolep Music. Além do formato físico, em cd, remixado e remasterizado, o álbum traz um caderno de anotações com páginas brancas e quadriculadas para o usuário além de manuscritos de Vitor Ramil, letras e fotos. O álbum ressurge com sua sonoridade aprimorada por cuidadosos trabalhos de remixagem (Walter Costa) e remasterização (Classic Master-USA), sempre com produção de Vitor Ramil. A performance dos músicos aparece ainda mais valorizada. É comovente voltar a escutar os geniais Nico Assumpção (contrabaixo) e Zé Gomes (violino), já falecidos. Os demais músicos são igualmente brilhantes: André Gomes (sitar), Alexandre Fonseca (tablas, percussão e bateria) e Roger Scarton (harmonium). Kleiton Ramil participa tocando violão em Deixando o pago. Voz e violões são de Vitor Ramil.
O bonus track Milongamango é uma colagem musical de três milongas do repertório, MilongaIndo ao pampa Milonga de sete cidades, mais a voz do poeta João da Cunha Vargas, extraída de fita cassete, dizendo de forma comovente  seu poema Mango, que Vitor Ramil também musicou e gravou no álbum délibáb (2010). A poesia de João da Cunha Vargas (1900-1980) é de marcante musicalidade. Exímio declamador, ele costumava guardar seus poemas na memória. Milongamango é uma homenagem a este grande poeta.
Músicas: 01 – Ramilonga // 02 – Indo ao Pampa // 03- Noite de São João – poema de Fernando Pessoa // 04 – Causo Farrapo // 05 – Milonga de Sete Cidades (A Estética do Frio) // 06 – Milonga – poema do folclore uruguaio // 07 – Deixando o Pago – poema de João da Cunha Vargas // 08 – Memória dos Bardos das Ramadas – poema de Juca Ruivo  // 09 – Último Pedido – poema de João da Cunha Vargas // 10 – Milongamango – feat João da Cunha Vargas 
 .
Contatos:
 

O SUL EM CIMA 40 / 2022

O SUL EM CIMA 40 2022

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Pirisca Grecco e James Liberato. 
 .
PIRISCA GRECCO  é cantor, compositor e instrumentista nascido em Uruguaiana em 1971.  Em sua carreira, foi premiado em diversas oportunidades no Prêmio Açorianos e na Califórnia da Canção, tendo sido agraciado com a Calhandra de Ouro.  É um dos líderes do movimento que dá um ar criativo para o regionalismo gaúcho, principalmente a partir de seu ecletismo, que mistura elementos da música nativista  com o folclore latino, o pop-rock, o jazz e a MPB. Por conta do caráter moderno que entrega à tradição gaúcha, atualizando a música regional, é considerado um cantor autêntico e vanguardista, características que foram potencializadas pelo trabalho junto à banda Comparsa Elétrica.
Em 2022 foi lançado o álbum Ilexlândia  com Pirisca Grecco Y La Comparsa Elétrica que conta com participações de Serginho Moah, Victor Hugo, Mauro Moraes, Daniel Drexler, Luiz Marenco e Thedy Corrêa, Tonho Crocco, Esteban Tavares, Pedro Ribas, Arthur Seidel e Maria Fernanda Costa, Humberto Gessinger e Rafael Ovídio. 
“Vários parceiros percorrem o álbum, que tem milonga, zamba, toada, aqui e ali com clima pop , belas melodias mesclando  ares filosóficos, vivências, fraternidade, romantismo, português e espanhol. As participações especiais sublinham a universalidade” comenta Juarez Fonseca em sua coluna sobre o álbum Ilexlândia. 
Pirisca Grecco é acompanhado pela banda Comparsa Elétrica que é  formada por Paulinho Goulart (acordeon), Texo Cabral (flauta), Rafa Bisogno (bateria) e Duca Duarte (baixo). A Comparsa Elétrica já acompanha Pirisca Grecco há mais de dez anos. A mescla entre o tradicional e o contemporâneo está marcada na identidade da banda. Foi ao lado da Comparsa que Pirisca alcançou a maturidade artística de seu trabalho.
Músicas do álbum Ilexlândia: 01 – Re Existir – Pirisca Grecco e Pedro Ribas  – participação: Pedro Ribas // 02 – Na Alma e na Voz – Pirisca Grecco e Carlos Omar Vilella Gomes –  participação: Victor Hugo // 03 – Sentidos – Pirisca Grecco e Zelito – participação: Daniel Drexler // 04 – Cada Um – Pirisca Grecco, Pedro Ribas e Erick Corrêa – participação: Luiz Marenco e Thedy Correa // 05 – Campo Aflora – Pirisca Grecco e  Túlio Souza – participação: Serginho Moah  // 06 – Milongueando uns Troços – Mauro Moraes – participação: Humberto Gessinger e Rafael Ovídio 
 .
JAMES LIBERATO lança em 2022,  o álbum “Aos que chegam” – James Liberato toca canções de Raul Boeira. Sobre o trabalho, James fala:  ”  Aos que chegam é o meu mais novo trabalho no qual tenho orgulho e me sinto honrado em poder apresentar a vocês as canções deste compositor e amigo querido, Raul Boeira. Conhecer o universo deste compositor e gravar suas obras foi uma honra. Tudo como sempre, feito com cuidado, dedicação e alegria. Sem esquecer dos músicos maravilhosos que me ajudaram neste trabalho. Daquelas canções com belas poesias extraímos a essência melódica e transformamos em um trabalho “quase” instrumental da melhor qualidade. Com a participação ativa de um grupo de instrumentistas brilhantes, as melodias de Raul se transformaram em um trabalho de jazz Brasileiro.” 
Os músicos que participaram desse trabalho foram: Ricardo Arenhaldt (bateria e percussão), Luiz Mauro Filho (piano elétrico), Diego ferreira (flauta, sax alto e sax tenor), Claudio Sander (sax tenor e flauta), Nana Sakamoto (trombone de vara) , Guilherme Goulart (acordeon), Anacris Bizarro (voz) e Jorginho do Trompete (flugelhorn).
James Liberato é músico, compositor e arranjador nascido em Porto Alegre.  Iniciou sua carreira como músico profissional em 1979 e durante a década de 80, participou de várias formações de música popular, apresentando-se com frequência em bares e casas noturnas. Em 1995, lançou o CD Off Road, com o qual recebeu o Prêmio Açorianos de Música. O trabalho “Sons do Brasil e do Mundo”, seu 2º CD, lançado em 1998, traz composições próprias e participações de outros nomes importantes da música gaúcha. Em 2004, lançou seu 3º CD, “Sotaque Brasil”, de forma independente e em 2019, lançou o álbum MANACÔ.
Sobre o compositor Raul Boeira – Nasceu em Porto Alegre, em 1956. Toca violão desde os 15 anos. Embora nunca tenha atuado profissionalmente como músico, lançou dois álbuns autorais, ambos produzidos no Rio de Janeiro por Dudu Trentin: Volume Um (2008) e Cada qual com seu espanto (2016). Algumas de suas canções foram gravadas no exterior (Mato Grosso Group/1988 Viena, Alegre Correa Sextett / 1996 Viena, Nuno Bastos/2017 Portugal) e no Brasil (Ana Paula da Silva, Leonardo Ribeiro, Lili Araújo, Mirianês Zabot, Ita Arnold e outros). O samba ‘Clariô’, uma de suas parcerias com Alegre Corrêa, integra o CD Joe Zawinul 75, premiado com o Grammy 2010 de melhor álbum de jazz contemporâneo. 
Sobre a letrista Márcia Barbosa – Natural de Quaraí/RS, é doutora em Teoria da Literatura pela PUCRS e foi professora titular da Universidade de Passo Fundo. Publicou dois livros de poesia: Duas  Fomes e No Faro das Migalhas. Em 2016, estreou como letrista no CD Cada qual com seu espanto, de Raul Boeira.
Músicas: 01 – Negro Coração – Alegre Corrêa e Raul Boeira – Participação de Anacris Bizarro (voz) // 02 – O Poder da Benzedura – Raul Boeira // 03 – Na Pausa – Raul Boeira e Márcia Barbosa  // 04 – Aos que Chegam – Raul Boeira e Márcia Barbosa // 05 – A Cidade Sumiu – Raul Boeira e Márcia Barbosa 
 .
Contatos:

O SUL EM CIMA 39 / 2022

O SUL EM CIMA 39 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de NILA BRANCO e ROMULO CARVALHO

NILA BRANCO –  A cantora “mineiro/goiana” Nila Branco começou a cantar nos bares da capital de Goias, no final dos anos 80 e lançou seu primeiro CD Nila Branco em 1997, sendo uma pioneira da música pop no estado. Em 2001, a música “Diversão” incluída na trilha sonora da novela “Desejos de mulher”, da Rede Globo, ficou entre as 10 mais executadas nas rádios de todo o país. A partir daí, vieram os contratos com gravadoras, os shows, os programas de TV’s nacionais, videoclipes, músicas em novelas do SBT e TV Record. Nos anos seguintes vieram novos trabalhos, como o CD Seus olhos, (2003), o CD Tudo o que eu quis, (2004), o primeiro DVD Nila Branco ao vivo, (2006), o DVD Confidência, (2009) que teve a música Farsa, (Zeca Baleiro/Lúcia Santos) feita especialmente para a cantora. Em 2012, foi lançado o CD Sete mil vezes, produzido pela artista e por Renato Faleiro.  O DVD Sete mil vezes ao vivo, (2014), gravado em Goiânia, teve exibição em vários canais de música brasileira e excelente repercussão Nacional e internacional. Em 2018, chegou ao mercado o excelente CD Azul Anil, com ótimas criticas e aceitação na mídia.

O mais recente trabalho, o álbum Lilith, lançado no final de 2021 com uma “pegada” Pop Rock, lembra a Nila do começo da carreira, em uma releitura bem descontraída e madura.  Lilith: Deusa, demônio, a “primeira mulher de Adão”, associada a ventos e tempestades. Este é o nome escolhido para o 10º (décimo) trabalho da cantora Nila Branco que tem 25 anos de carreira. Concebido para ser um álbum majoritariamente de compositoras, Lilith conta com músicas das experientes Laura Finocchiaro (RS) e Sylvia Patricia (BA) e as novatas Karine Bizinoto (TO), Juliana Lima (SP), Tainá Pompêo (GO) e da própria Nila, que criou 06 (seis) músicas das 10 faixas que compõem o CD.  Produzido por Leandro Carvalho, Lilith já esta presente em todas as plataformas digitais.  Músicas: 01 – Diversão (2001) – Jeff Garcia, Guilherme Bicalho e Mauro Cardim // 02 – Chama (2001) – Jeff Garcia e Guilherme Bicalho // 03 – Depois da Chuva (2012) – Jullio Fontti // 04 – Libertar – Beto Márcio e Nila Branco // 05 – Link – Laura Finocchiaro e Leca Machado //06 – It Must Be Love – Leandro Carvalho / Nila Branco e Beto Márcio (músicas 4,5 e 6 do álbum Lilith)

RÔMULO CARVALHO – Um dos expoentes do novo rock catarinense, Romulo Carvalho apresenta seu EP de estreia, Bem-vindo ao Fim, lançado em 2021. Com seis músicas, o trabalho também traz as faixas Bem-vindo Ao Fim,  Dose Limitada, Guardei, Uniforme Azul e Até o Fim. As canções foram lançadas separadamente como singles e para o lançamento do EP foi incluída a faixa Bem-Vindo ao Fim Acústico. Todas as canções de Romulo Carvalho são autorais e imprimem nas suas letras o seu olhar do cotidiano e das interações humanas.

Multi-instrumentista, Romulo Carvalho iniciou na música com aulas de teclado. Mais tarde veio o violão e as rajadas de guitarra comuns na adolescência punk rock. Participou de diversas bandas nos últimos anos e hoje apresenta seu trabalho como artista solo. Na bagagem traz canções melódicas influenciadas pelo folk rock, mesclando novas sonoridades e, claro, o simples e puro rock and roll. Para 2022 o artista segue com as apresentações ao vivo do EP Bem-Vindo ao Fim, juntamente com releituras de músicas conhecidas. Em seus shows, Romulo Carvalho traz uma banda formada por músicos experientes que expressam sua energia e força nos palcos.  Romulo Carvalho também lançou esse ano seu novo single intitulado “AGOSTO”. Conflitos e desencontros dão o clima desse novo trabalho onde ele mistura rock, pop e punk usando guitarras marcantes e sintetizadores. Músicas: 01 – Bem-Vindo ao Fim // 02 -Dose Limitada // 03 – Guardei // 04 – Uniforme Azul // 05 – Até o Fim // 06 – Agosto (single)

CONTATOS:

http://nilabranco.com.br/

https://www.instagram.com/nilabranco/

https://www.romulocarvalho.com.br/

https://www.instagram.com/romulo.carvalho.oficial/

O SUL EM CIMA 38 / 2022

Programa O Sul em Cima 38 2022

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos do grupo Cordas e Rimas e Bruna Ave Cantadeira
 
Nesse programa, vamos ouvir músicas dos álbuns OLHAR VIAJANTE  do Cordas e Rimas e AVE CANTADEIRA de Bruna Ave Cantadeira, além do lançamento nacional do Single O LUTO, A LUTA E O BRASIL.
Bruna Ave Cantadeira e o pessoal do Cordas e Rimas se conheceram no Circuito Dandô, um movimento de fomento à diversidade cultural em que poetas e músicos independentes do Brasil e alguns países da América Latina e Europa circulam, contando com uma rede de apoio local nas cidades envolvidas. Criaram identificação, e perceberam que estão na mesma fase da carreira: de divulgação dos álbuns de estréia. Por isso, o Cordas e Rimas convidou Bruna para participar do seu mais recente trabalho: O Luto, a Luta e o Brasil.
 
CORDAS E RIMAS – Quarenta anos depois que Paulo de Campos e Zé Caradípia, entre outros, ajudaram no surgimento da Música Popular Gaúcha, uma nova geração assumiu o nome Cordas e Rimas, apresentando outra sonoridade e uma linguagem própria, sem, porém, deixar para trás as influências e hereditariedades musicais. Seus integrantes atuais acumulam larga experiência: Cattulo de Campos, Ivana Munari e Patrick Hertzog. Com eles, na parte técnica e produção, o carisma e competência de Ezequiel Antoni.
Se lançaram artisticamente em junho de 2022, com o Álbum de inéditas Olhar Viajante e o Espetáculo e Documentário Categorias de Base. No momento, lançam o EP O Luto, a Luta e o Brasil. Ele tem três composições, cada uma representando uma das fases do título. A primeira, ELEGIA, retrata tudo o que foi vivido nos últimos anos, quando houve negação da ciência e uma aproximação muito grande – de muita gente – com o que há de mais perigoso na humanidade. COR DA MATA representa a luta diária, o grito que ecoa e resiste à tentativa de volta do mal que foi a ditadura civil-militar. Já ARUNDAIA é uma representação de tudo que há de bom. O que dá orgulho aos brasileiros não são cores ou discursos, e sim a quantidade de gente maravilhosa e a quantidade de cultura que esse país abriga e oferece pro mundo. A palavra Arundaia significa uma junção de coisas boas! É o grito pelo resgate do Brasil do amor, das cores e da pluralidade.
Músicas (1 à 4 do álbum Olhar Viajante): 01 – Olhar Viajante – Cattulo de Campos // 02 – Depois do Pôr do Sol – Ezequiel Antoni // 03 – Santo Lamento – Cattulo de Campos e Patrick Hertzog // 04 – Clareia – Ivana Munari  // 05 – Elegia – Cattulo de Campos e Patrick Hertzog // 06 – Cor da Mata – Cattulo de Campos e Felipy Camargo // 07 – Arundaia – Cattulo de Campos e Patrick Hertzog (músicas 5,6,7 do EP O Luto, A Luta e o Brasil com participação de Bruna Ave Cantadeira) 
 
BRUNA AVE CANTADEIRA – Nascida na comunidade de Linha Andréas, em Venâncio Aires, filha de agricultores familiares, sempre teve ensinamentos sobre a importância da agricultura, do alimento saudável e do cuidado com a terra. Sua infância ao lado de pais agricultores, que cantavam em bandas e eventos da comunidade, e de um avô gaiteiro e outro trompetista, se intensificou quando foi estudar na Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (EFASC), onde se formou técnica agrícola. Lá, começou a ter contato com outros eventos culturais e a se interessar por trilhar também o caminho da música. “A minha música vem da terra”. A origem de Bruna enquanto cantadora é nas lutas sociais, nos movimentos sociais, nas lutas pela agricultura familiar e pela agroecologia. É sobre isso que falam as suas composições: a realidade do campo, trazendo crítica, mas também palavras de esperança, sentimento de carinho pela terra. Sua música vem da terra e fala da vida das pessoas que vivem do campo e da terra.
Ao se formar, em 2016, seguiu trabalhando com agricultura e fazendo feiras com um grupo de agricultores ecológicos de Venâncio Aires. Em 2018, começou a trabalhar na feira pedagógica e como monitora na EFASC. Em 2019, iniciou o bacharelado em Agroecologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) para Santa Cruz do Sul. Em paralelo, seguiu trilhando o caminho da música.
 Músicas: 01 – Canção da Terra – Pedro Munhoz // 02 – Ave Cantadeira – Bruna Richter Eichler // 03 – Apaga Não – Bruna Richter Eichler e João Paulo Reis Costa // 04 – Margarida – Bruna Richter Eichler 
 
Contatos: