O SUL EM CIMA 27 / 2025

1) ECIO DUARTE nasceu em outubro de 63 em Buriti Alegre, no sul de Goiás e é morador de Goiânia. A trajetória do músico e compositor,  teve início nos festivais de música dos anos 1980, quando ainda era estudante de engenharia, na Universidade de Brasília (UnB). Nesta época, aprofundou sua formação musical com vários professores, tendo sido um deles, o guitarrista Nelson Farias. Durante sua carreira, apresentou-se na noite goianiense tocando MPB e integrou a banda de country music – Banda Tennessee, com quem gravou dois CDs. Além disso, outros trabalhos autorais e solo compõem sua carreira: como o álbum Centinela del Camino – gravado em Barcelona-ESP, em 2007, onde se apresentou em galerias de arte (Art Mirall) e no Teatro Pou de la Figuera. A relação do artista com a música começou na infância, mas o primeiro disco foi gravado apenas em 1998. “A semente nasceu quando eu era pequeno. Meu pai apresentou um programa na rádio. Logo comecei a estudar com professores particulares, em conservatórios. Quando fui para faculdade, tive a oportunidade de me encontrar com grandes mestres”, explicou o musicista, que é formado em engenharia mecânica e professor no Instituto Federal de Goiás. Ecio Duarte já tem um EP, vários álbuns e singles lançados. Em 2019, foi lançado em todas as plataformas digitais o álbum Poemas Que Pari de Ti. Em 2020, foi lançado o EP – Tempo ao Tempo, produzido por Beto Rosa. O álbum – “Aos Pares”, com o intuito de trazer mais leveza para um cenário tão desafiador como o da  pandemia, Écio Duarte começou a compor e a musicar versos de artistas e amigos, ainda em 2020. E, o que começou como um processo terapêutico e de autodescoberta, virou um projeto incrível que conta com participação de diversos artistas renomados da literatura e música. O álbum Aos Pares foi indicado ao Grammy Latino 2022.  Músicas do pgm: 01 – Cidade dos Sonhos  – Ecio Duarte e Chaul  – participação:  Jedai Duarte  // 02 – Céu Invertido  – Ecio Duarte e Gislene Camargos  – part: Lula Barbosa // 03 – Eu, Trabalhador  – Ecio Duarte e Paulinho Pedra Azul  – participação: Maíra Lemos // 04 – Enigmas  – Ecio Duarte e Chaul –  part: Ronaldo Barcelos  

2) DUO DE VIOLA E ACORDEON – VALDIR VERONA E RAFAEL DE BONI – Neste período que o Bugio – gênero musical genuinamente gaúcho rio-grandense – está sendo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Sul, o Duo de Viola e Acordeon aproveita a oportunidade para lançar o single “O (Com)passo do Bugio II”.  A composição O (Com)passo do Bugio II, lançada originalmente em 2010 no álbum solo  “Uma Viola ao Sul” de Valdir Verona, agora ganha nova roupagem com o acordeon do Rafael De Boni. O single foi lançado em agosto de 2025.  O Bugio é um gênero musical genuinamente gaúcho, com origens no Rio Grande do Sul, e é caracterizado por um ritmo sincopado e o uso expressivo do acordeom. O ritmo é inspirado nos movimentos e no som do macaco bugio, e a dança associada a ele imita os passos do animal.  Música do pgm:01 – O (Com)passo do Bugio II – Valdir Verona   – Intérpretes:  Duo de Viola e Acordeon – Valdir Verona e Rafael De Boni  

3) RHAÍSSA BITTAR atua como cantora, diretora de videoclipes, locutora comercial, atriz e idealizadora do Sarau As Mina Tudo. A agência de arte e comunicação, ArtBittar, assina seus projetos. Como diretora de videoclipes, foi premiada no Festival de Cinema de Gramado e no Prêmio Profissionais da Música. Como cantora, tem três álbuns lançados (João-2019; Matéria Estelar-2014 indicado a melhor álbum no Prêmio da Música Brasileira; Voilà-2010). Integra diferentes expressões artísticas de maneira lúdica, seus shows são uma viagem pela literatura, artes plásticas, audiovisual, moda e música. Como locutora, integra o prestigiado Clube da Voz – Profissionais de Voz em Publicidade de São Paulo e assinou campanha de grandes marcas.  Músicas do álbum João (2019) : 01 – Alento  – Paulo César Pinheiro // 02 – Livro Aberto – Vitor Ramil // 03 – Você tá bem?  – Arthur de Faria/ Daniel Galera

4- DUO RAFAEL BECK & FELIPE MONTANARO  – A música instrumental brasileira ganha novos ares com o lançamento de Fantasia Brasil 2, o segundo álbum do duo Rafael Beck & Felipe Montanaro, que chega às plataformas digitais pela gravadora Biscoito Fino. Aclamados pela originalidade e virtuosismo, os jovens músicos paulistas Rafael com 24 anos e Felipe com 19, trazem ao público uma experiência musical única, onde cada acorde é uma revelação. O encontro entre Rafael e Felipe aconteceu em janeiro de 2023, impulsionado por uma paixão em comum: a música instrumental brasileira e influências de mestres como Hermeto Pascoal, Cesar Camargo Mariano e Egberto Gismonti. Rafael Beck, multi-instrumentista, iniciou sua trajetória musical aos seis anos e já dividiu palco com grandes nomes como Dominguinhos, Ivan Lins e Hermeto Pascoal. Com uma formação sólida que inclui passagem pela EMESP Tom Jobim e Faculdade Souza Lima, Rafael se destaca por sua versatilidade e profundidade musical. Felipe Montanaro, por sua vez, transita com maestria entre piano, sanfona, baixo, violão e escaleta. Sua formação inclui estudos com grandes músicos e até um curso na renomada Juilliard School. Aos 19 anos, Felipe já impressiona pelo domínio técnico e pela originalidade de suas composições. Músicas do álbum Fantasia Brasil 2:  01 – Sapato Velho  – Mú Carvalho / Cláudio Nucci / Paulinho Tapajós //  02 – Refazenda – Gilberto Gil // 03 – Deixa Chover / Cheia de Charme  – Guilherme Arantes // 04 – 20.23-  Rafael Beck e Felipe Montanaro

.

Contatos:

https://www.instagram.com/ecioduarte.oficial/

https://www.instagram.com/duodeviolaeacordeon/

https://www.instagram.com/rhaissabittar/

https://www.instagram.com/duobeckmontanaro/

O SUL EM CIMA 26 / 2025

ENRIQUE RAMIL nasceu em Ares que é um município da Espanha na província da Coruña, na Galícia, em 18 de junho de 1984. É cantor, músico, compositor e preparador vocal espanhol , reconhecido internacionalmente pela sua qualidade vocal e pelo seu nível interpretativo. Participou como concorrente em diferentes programas de televisão espanhóis, como Operación Triunfo, The X Factor  e venceu a segunda temporada de Tierra de Talento (2020).  Em 2024 ganhou a Gaivota de Prata de Melhor Interpretação Internacional no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar  com a canção ”La última vez”. Enrique lançou os álbuns: VO (2008), Juguetes Rotos (2011), Thank you (2015), Ramil y una noches (2019), La noche de las canciones perpetuas – En Vivo (2024) e em maio de 2025, o álbum Soledad, além de ter vários singles lançados. Ele já se apresentou na Espanha, América Latina  e Estados Unidos.
Aos três anos de idade, Enrique Ramil começou a cantar no coro paroquial da sua cidade natal. Sua mãe era a diretora do coral. Enquanto isso, seu tio, Manuel Ramil, foi pianista da banda espanhola Mago de Oz por anos. Aos dezenove anos, Enrique mudou-se para Madri,  onde frequentou aulas de canto e teatro musical. Sua carreira profissional começou em 2005 e, desde então, já se apresentou em diversos palcos, como nas ruas de Londres, televisão, teatros, entre outros espaços. Enrique é um cantor que cultivou a voz a vida toda. Ele canta, sobretudo, canções para mulheres. E sua voz é camaleônica: é um tenor com a capacidade de atingir notas muito agudas, mas também é perfeito nos tons mais graves. Sua voz é suave, porém poderosa. E sempre dramática. Enrique Ramil é artista LGBTQIAPN+. Sua orientação sexual nunca foi questionada em casa. “Mesmo sem buscar isso, ao ser livre e cantar músicas que convidam à liberdade, acredito que estou me engajando em um ativismo tão necessário quanto os protestos sociais”, explica.
Músicas: 01 Totem de Cristal – Carlos Law / Enrique Ramil / Jorge Vélez // 02 – La Moneda de la Soledad – Enrique Ramil, Daniel Huen, Will Cartaya y Angel Hasegawa – Coros: Aixa Romay, Julietta Barro, Nuria Boreal // 03 – Sin Raíz – Esmeralda Cantoral, Enrique Ramil y Joey Benjamin // 04 – Cuando Esté Contigo – A. Matheus, E. Ramil, G. Garibaldi, L. Castillo – Coros: Aixa Romay, Julietta Barro, Nuria Boreal // 05 – Prefiero ser la Otra  –  Yasmil Marrufo / Mario Cáceres – feat. Yasmil Marrufo – Coros: Yasmil Marrufo, Angel Hasegawa, Will Cartaya // 06 – La Última Vez  (Èter Version) – Ángela Dávalos, Enrique Ramil e Paty Cantú // 07 – Dos Shots  – Enrique Ramil y Ángela Dávalos – Interpretada por Enrique Ramil y Taiga Brava // 08 – Perdóname – R. Martin / Y. Romero / B. Luengo / A. Rayo // 09 – 90 Minutos – Vanesa Martín // 10 – 18 Años – P. Auriat / B. Jean / G. Simone / S. Pascal // 11 – Mi Soledad y yo  – Alejandro Sanz  // 12 – El Reloj – Roberto Cantoral – (músicas 11 e 12) Extracto del concierto “La noche de las canciones perpetuas” // 13 – Volcanes  – Enrique Ramil /Antonio Ferrara
.
Contatos:

O SUL EM CIMA 25 / 2025


Projeto – Cancionistas, Vol. 1 – 
Primeiro álbum gravado com canções desenvolvidas no curso de composição de Marcelo Segreto. Marcelo é cantor, compositor e idealizador do grupo Filarmônica de Pasárgada. 
São 18 faixas com canções inéditas e extremamente ricas em variedade, expondo a diversidade de estilos e personalidades dos compositores. Todas as canções do álbum Cancionistas, Vol 1 foram produzidas por Tomás Bloch, com exceção da música A Dor é Pó, produzida por Otávio Carvalho. 

Músicas: 01 – Cultivar Sementes  – Paula Souto // 02 – Pão – Artur Mendonsa  // 03 – Ciranda à Beira-Mar  – Josiani Dionísio //  04 – A Gente Volta  – Tomás Bloch // 05 – A Dor é Pó – Rafael Roma // 06 – Encantabismo  – Amahra Teramae  // 07 – Descomplicado – Cubo  

.

Fabiano Hablas é músico, poeta e compositor, nascido em Porto Alegre RS (1971) e criado em Curitiba-PR. Iniciou na música aos 13 anos de idade, ao violão, já compondo. Retornou ao Rio Grande do Sul em 1988 e atuou em grupos musicais, festivais e bares, em Cruz Alta-RS e Santa Maria-RS. Também foi ator e musicou peças de teatro, estabelecendo-se, novamente, em Porto Alegre-RS, no ano de 2020.  A gravação de seu primeiro disco, intitulado Granjeio, lançado em fevereiro de 2025, foi concebida no início da pandemia, concomitante a um processo de luto, pela viuvez. Foram selecionadas 8 músicas, sendo 7 composições autorais, adequadas ao conceito do projeto, pelo arranjador e pianista Luiz Mauro Filho. São canções compostas ao longo da vida até o ano de 2020. Participaram da gravação do disco os músicos Luiz Mauro Filho (piano/teclados), Nico Bueno (contrabaixo), Lucas Fê (bateria), Pedro Figueiredo (flautas), Pablo Schinke (violoncelo), Giovanni Berti (percussão), Ronaldo Pereira (saxofone), Bruno Coelho (percussão), Jorginho do Trompete ( trompete, flughelhorn e trombone de pisto), Edu Saffi (contrabaixo acústico), James Liberato (guitarra) e Bernardo Zubaran (harmônica).

Granjeio significa “cultivar”, “colher”. É a expressão, em música e poesia, do que se “plantou” ao longo de uma vida, essencialmente, em relação aos sentimentos e suas implicações na vida social. Fala, também, de natureza e fantasia, com uma mensagem positiva existencial.

Músicas (01,02,03 e 05 de Fabiano Hablas) : 01 – Adejo // 02 – Flor da Manhã // 03 – A Dor // 04 –  Granjeio – Fabiano Hablas e Mário Jorge Rangel // 05 – In Vino // 06 – Outubros – Fabiano Hablas e Leandro Carvalho 

.

Contatos:

https://www.instagram.com/marcelo.segreto/

https://www.instagram.com/tommbloch/

https://www.instagram.com/paulasoutoficial/

https://www.instagram.com/josianidionisio/

https://www.instagram.com/fabianohablas/

O SUL EM CIMA 24 / 2025

CATTO –  Catto lançou em maio o álbum Caminhos Selvagens,   disco feito entre São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), com produção musical orquestrada pela artista gaúcha com Fabio Pinczowski e Jojô Inácio, em edição do selo Editsy. Nascida em Lajeado (RS), ela rapidamente ganhou destaque no cenário musical com seu EP de estreia “Saga” (2009). Hoje, sua música transita por gêneros como MPB, pop romântico e rock alternativo, sendo marcada por letras profundas e interpretações hipnotizantes. Todas as músicas do novo álbum foram formatadas com guitarras distorcidas, atmosferas etéreas e arranjos orquestrais. Com uma discografia aclamada, que inclui os álbuns Saga( 2009) “Fôlego” (2010) , o Ao Vivo Entre Cabelos , olhos e Furacões (2012) , Tomada (2015), “CATTO” (2017), O Nascimento de Vênus Tour (2021) e Belezas são Coisas Acesas por Dentro (2023) , disco em que celebra a obra e o espírito transgressor de Gal Costa, Catto reinventou sua imagem e conquistou plateias ao redor do Brasil e do mundo e é considerada uma das figuras mais autênticas e inspiradoras da música nacional atualmente e também um ícone LGBTQIAPN+, sendo uma voz que transcende a música, desafiando as normas de gênero e celebrando a liberdade artística.  
Músicas de Catto: 01 – Eu não aprendi a perdoar // 02 – Eu te Amo // 03 – Solidão é uma festa // 04 – Caminhos Selvagens (Catto e César Lacerda) // 05 – Madrigal 
.
ROSA NIKA –  travesti negra nascida no interior do Rio Grande do Sul, é a voz que ressignifica a tradição gaúcha através de corpos queer e periféricos. Em seu EP de estreia, ‘A Flor do Pampa’, ela funde pagodão baiano, bachata e tambores afro-religiosos com a poesia combativa de cantores missioneiros como Noel Guarany – seu manifesto artístico é um feitiço onde o pampa escuta pela primeira vez o amor de uma travesti. Lançado em 4 de julho de 2025, ‘A Flor do Pampa’ é uma jornada sonora entre o asfalto e o pampa. Rosa Nika surge para reivindicar o lugar de travestis, negros e indígenas na cultura gaúcha. Seguindo o legado de cantores como Noel Guarany e Mary Terezinha – que usavam a música para denunciar opressões – ela atualiza a luta a partir da teoria do amor como revolução (Bell Hooks). Levando assim, grupos oprimidos a se sentirem parte viva da cultura rio grandense, evocando delicadeza e se autointitulando A Flor do Pampa. O primeiro EP da artista é só o começo de um projeto que quer florescer não só nos palcos, mas também nas ruas, no ônibus e no imaginário afetivo do Sul.  Música do pgm: 01 – Cavala Xucra – Rosa Nika e Sabrina Mercilus – Feat Queen Sabrina 
.
“A VOZ SUPREMA DO SAMBA É A LIBERDADE”, projeto audiovisual autoral. Interpretado por artistas negras e LGBTQIAPN+ da cena musical do Rio Grande do Sul, tem como finalidade, principal, ser mais uma voz antirracista e anti-LGBTQIAPN+fóbica. Nesse propósito, o samba, dialoga com outras sonoridades, outros ritmos contemporâneos e/ou atemporais – para além de sua notória importância cultural e musical – foi escolhido como referencial sonoro e rítmico deste trabalho, já que também foi forjado na resistência contra a intolerância e o preconceito.
Músicas: 01. A nossa dor-  Edison Guerreiro, Negra Jaque e Leo Bracht – Intérpretes: Glau Barros  feat: Negra Jaque e 50 Tons de Pretas // 02. Transradioativa – Edison Guerreiro/Cristal/Valéria Barcellos/Leo Bracht – Intérprete: Valéria Barcellos Participação especial (voz): Cristal // 03.Um sambinha pra você – Edison Guerreiro – é  interpretado por Raquel Leão e, tem como convidadas, as cantoras  Rhosangela Silvério, Maria do Carmo Carneiro e Yara Lemos // 04 -Nesse meu samba –  Edison Guerreiro – interpretado por Marietti Fialho, e com a participação da jovem revelação da cena contemporânea, Jessie Jazz” // 05 – Alice Tantas de Tantas – Edison Guerreiro – Intérprete: Stephanie Soeiro – Participação Especial: Orquestra Villa-Lobos // 06 – A Voz Suprema do Samba é a Liberdade –  Edison Guerreiro – interpretada pelo Ialodê, formado pelas talentosas vozes de Loma Pereira, Nina Fola, Glau Barros e Marietti Fialho, a música celebra, a essência libertária do samba e sua força como instrumento de resistência.
.
https://www.instagram.com/mundodetempo/

O SUL EM CIMA 23 / 2025

JULIANO RAVANELLO é cantor e pesquisador autodidata desde 2010. Dedicado à reinterpretação do canto gregoriano sob uma ótica contemporânea e espiritual, seu trabalho une tradição e sensibilidade para conduzir o ouvinte a um estado de introspecção, silêncio e transcendência. Sua voz é um convite à contemplação e ao reencontro com o essencial. Mais do que um resgate musical, sua obra é uma jornada interior traduzida em som — uma ponte entre o sagrado ancestral e a alma do tempo presente. 
O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente e tem suas raízes nas canções das antigas sinagogas, desde os tempos de Jesus Cristo. O período de formação do canto gregoriano vai dos séculos I ao VI, atingindo seu auge nos séculos VII e VIII. Seu nome é uma homenagem ao papa Gregório, o Grande (540-604), que fez uma coleção de peças, publicando-as em dois livros: o Antifonário, conjunto de canções relativas às Horas Canônicas, e o Romano Gradual, contendo as canções da Santa Missa.  Foi através dos cantos gregorianos que a música erudita cresceu com o surgimento da partitura e a união da voz e dos instrumentos musicais.
Nascido em União da Vitória, no Paraná, Juliano Ravanello cresceu em uma família sem tradição artística, mas desde cedo revelou uma profunda sensibilidade musical. Embora já conhecesse o canto gregoriano, foi durante uma missa na Basílica Santa Maria Maggiore, em Roma, que sentiu o chamado de se aprofundar nessa arte e levá-la ao mundo. A partir desse momento, iniciou uma trajetória autodidata marcada por estudo, contemplação e vivência espiritual. Em sua busca, viajou por países como Itália, Israel e Índia, onde expandiu sua visão estética por meio de uma abordagem holística da música sacra. Desde então, construiu uma trajetória singular sempre buscando levar ao público uma experiência musical imersiva e reflexiva, em que o canto gregoriano se encontra com a estética contemporânea. Para Juliano, o canto gregoriano é mais do que uma prática musical: é um portal para o silêncio interior e para o sagrado. Sua proposta é descolar esse canto do contexto estritamente litúrgico e apresentá-lo como uma experiência artística que atravessa religiões, culturas e crenças. Sua obra convida o público a desacelerar, escutar e se conectar com o invisível. Entre raízes antigas e sonoridades modernas, Juliano Ravanello transforma o canto gregoriano em paisagem sonora para o tempo presente — e para além dele.
Músicas: 01-Minha Alma tem Sede de Deus – Álbum: Salve Regina – Gregorian Chants / Produção: Corciolli  / Coro: Fábio Cadore, Demetrius Lulo, Cristiano Santos e Daniel Conti / Voz Soprano: Gracieli Valverde // 02 – Salve Regina // 03 – Regina Caeli – Álbum: Salve Regina – Gregorian Chants / Arranjo, piano: Corciolli  / Coro: Fábio Cadore, Demetrius Lulo, Cristiano Santos e Daniel Conti / Voz Soprano: Gracieli Valverde // 04 – Veni Creator Spiritus -Do álbum Music of Silence // 05 – Kyrie Eleison  (Deus Genitor Alme) // 06 –  Resurrexi 
.
CRISTOVÃO BASTOS e ILANA VOLCOV  – Uma coleção de canções de amor baseadas em diálogos imaginários compõe o álbum Acariciando, novo trabalho da cantora Ilana Volcov e do pianista Cristovão Bastos,  lançado no dia 28 de março, pela gravadora Biscoito Fino. 
Radicada em Lisboa há sete anos, a cantora paulistana Ilana Volcov emprestou da literatura fantástica o termo que traduz o conceito do seu novo álbum. “Desde a pandemia, quando estivemos mais interiorizados, passei a reunir ‘canções fantásticas’. Queria cantar o amor a partir de conversas irreais, oníricas, que só poderiam existir na imaginação.” Um dueto musical e textual, em que voz e piano retratam diálogos – ou melhor, conversas imaginárias – , o álbum tem oito canções e um tema instrumental vocalizado. Foi gravado no Porto pelo engenheiro de som Carlos Fuchs, vencedor do Grammy 2023, quando Cristovão Bastos esteve em Portugal para apresentações no norte do país. O pianista, que propôs a gravação do álbum, assumiu a direção musical, enquanto Ilana foi responsável pela direção artística.
Premiada no Brasil, Ilana Volcov iniciou sua carreira no Barbatuques, grupo de percussão corporal, e atuou com compositores, como Vanessa da Mata, Zeca Baleiro, Guinga e Breno Ruiz. Ao lado de Eduardo Gudin, com quem trabalhou por 14 anos, Ilana cantou com Arrigo Barnabé, Elton Medeiros, Paulo César Pinheiro, entre outros. Contemplada pelo Prêmio Funarte de Música Brasileira, realizou, ao lado do trio Improvisado, a turnê “Pelo Teletipo” em cinco capitais do Brasil. Com o prêmio no Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, ela produziu o seu primeiro projeto solo, “Bangüê”, em 2010.
Cristovão Bastos é compositor, pianista, arranjador, diretor musical e professor. Fez direção musical e arranjos para shows e gravações de muitos artistas como Nana Caymmi, Edu Lobo, Elza Soares, Emílio Santiago, Chico Buarque, etc. Recebeu 16 prêmios como compositor, arranjador e instrumentista e suas músicas foram gravadas pelos maiores artistas da música brasileira. 
Músicas: 01 Odalisca – Guinga e Aldir Blanc // 02 – Saudade Intrusa – Vadico // 03 – Acariciando – Abel Ferreira e Lourival Faissal // 04 – Viola de Cigano – Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro // 05 – Uma Canção Inédita – Edu Lobo e Chico Buarque // 06 –  Não me Digas Não – Cristovão Bastos e Paulinho da Viola    
.
Contatos:

O SUL EM CIMA 22 / 2025

MÁRIO FALCÃO –  “BORDEJO”, novo álbum de Mário Falcão, chegou dia 12 de maio nas principais plataformas de música digital. A palavra bordejo tem vários significados: passear, navegar conforme o rumo dos ventos. Ao mesmo tempo, bordejar é verbo que se refere à beira, à margem, e, em licença poética, à fronteira. Reunindo oito canções que tem como base violão e voz, o novo “disco” conta também com a participação da cantautora argentina Sol Donati (voz) e dos instrumentistas Luiz Mauro Filho (piano) e Zé Ramos (guitarra). Três canções foram compostas exclusivamente por Mário e cinco são parcerias (Alexandre Vieira, Necka Ayala, Sol Donati, Luiz Mauro Filho e José Martí – em poema musicado). É MPB com sotaque do cone sul da América. São músicas para ouvir em estado de quietude, em um convite à serenidade reflexiva, à valorização da poesia.
Compositor e cantor de Porto Alegre – RS – Brasil, Mário fez shows em diversos espaços culturais e teatros, com uma trajetória de ações colaborativas, em que compartilha palco e/ou gravações com outros artistas. Integrou a Orquestra de Mantra Rudráksha – participando de apresentações no Brasil e em Portugal. Participou como compositor e intérprete do álbum (coletânea) José Martí em Canto  (ACJM-RS), CD lançado com shows no Brasil, Uruguai e Cuba. Com o uruguaio Sebastián Jantos, gravou o álbum Muamba, lançado no Brasil, Uruguai e Argentina. Dividiu show com o cantautor Tiago Rubens em Barcelona, Espanha. Integra o espetáculo Violeta Parra – Uma Atuadora, com Tânia Farias (Ói Nois Aqui Traveiz). Colaborou em shows e gravações com os artistas/parceiros Zé da Terreira, Marcelo Delacroix, Pablo Lanzoni, Johann Alex de Souza, Alexandre Vieira e Carlos Patrício. As músicas de Mário podem ser encontradas nos álbuns autorais Mário Falcão  – vencedor do prêmio Açorianos, 2005, nas categorias Melhor Compositor e Melhor Álbum de MPB –, Amador, Muamba e Bordejo, no Ep Feito em Casas, e em singles distribuídos em plataformas de música e rádios.
Músicas: 01 – Menos ou Mais – Mário Falcão e Necka Ayala // 02 – Bordejo – Mário Falcão // 03 – Frágil Paisage – Mário Falcão e Sol Donati – feat Sol Donati //  04 – Com as Cores de um Sonho – Luiz Mauro Filho e Mário Falcão // 05 – Cultivo uma Rosa Branca – Mário Falcão sobre poema de José Martí 
.
PABLO LANZONI – O músico e compositor gaúcho Pablo Lanzoniapresenta Aviso de não lugar, álbum que costura vivências, observações urbanas, afetos e ancestralidades em oito faixas autorais. O disco não parte de um conceito único, mas se organiza como um conjunto de pequenos mundos — canções que funcionam como universos completos dentro de um mesmo cosmos. “Muitos temas se relacionam e retratam meus interesses – mesmo que desinteressados – num pequeno espaço de tempo”, conta o artista. O trabalho é resultado da reunião de composições recentes e outras criadas especialmente para o projeto com produção assinada pelo próprio artista ao lado de Leo Bracht. “Aviso de não lugar, embora não tenha sido a canção germinal do projeto, foi aquela que fundou as estacas mais sólidas desta nova edificação e serviu como norte em muitos momentos: sonoro, poético e interpretativo”, afirma Lanzoni.
Gravado com um time expressivo de artistas da cena contemporânea, o álbum conta com participações de Ana Karina Sebastião, LEME, Beatriz Lima, Stephanie Soeiro, Paola Kirst, Richard Serraria, Tuti Rodrigues, Dessa Ferreira e Pingo Borel. As faixas transitam entre referências que vão de Lenine, Jorge Drexler e Dany López a nomes da cena local como Paola Kirst, Alexandre Vieira e Mário Falcão – com quem Lanzoni colaborou recentemente. O disco também guarda ecos de artistas como Zeca Baleiro e Bebeto Alves. 
Pablo Lanzoni é compositor, professor e regente. Seu álbum de estréia, POA_MVD (2016), foi eleito o Melhor Álbum de MPB no Prêmio Açorianos de Música 2016/17 e citado dentre os dez lançamentos nacionais daquele ano pelo Jornal Zero Hora. Em sua discografia também estão valentia tempo voz (2020), que contou com as participações de Zeca Baleiro e Richard Serraria; e Delírio Geral (2022), em parceria com o violonista Thiago Colombo – disco com participações de Bianca Gismonti, Vitor Ramil, Bloco da Laje, Valéria Barcellos, Celso Loureiro Chaves, Bebe Kramer, Guto Wirtti e Leandro Maia. Lançou ainda os singles Do chão (2021), com Paola Kirst; Miragem (2021) e Pra compensar tua ausência (2024), com Mário Falcão. Além disso, atua como professor de Música do IFRS – Campus Porto Alegre. 
Músicas: 01 – Aviso de Não Lugar – Richard Serraria e Pablo Lanzoni // 02 – Meu Anti-Héroi – Juliano Guerra e Pablo Lanzoni // 03 – Bataclã – Richard Serraria e Pablo Lanzoni // 04 – Bebo a Beijo – Richard Serraria e Pablo Lanzoni  – feat Stephanie Soeiro // 05 – Substância – Leme e Pablo Lanzoni  – Part. Leme (Guilherme Becker) // 06 – Correnteza Rio Abaixo –  Richard Serraria e Pablo Lanzoni
.
Contatos:

O SUL EM CIMA 21 / 2025

FELIPE F. – Dono de uma carreira consolidada como produtor, Felipe Fernandes, conhecido no mundo artístico como Felipe F., agora decidiu se arriscar e apostar em sua própria música. Após o lançamento do single de estréia, Samba Elegia, o músico Felipe F. lançou seu álbum de estreia completo dia 11 de julho. O disco Dois traz pela primeira vez o lado artista e compositor de Felipe F., que possui uma longa carreira como músico, trilheiro e cantor e guitarrista de grupos como Bloco do Sargento Pimenta e Bailão. 
“Depois de certo tempo acompanhando e produzindo artistas dos mais variados estilos, comecei a sentir necessidade de fazer algo que mostrasse minha própria identidade, minhas referências estéticas. A maior parte dessas canções foi composta cerca de cinco anos atrás, como uma forma de elaborar minhas experiências pessoais, sem pretensão de algum dia virar um álbum. Foi só durante a pandemia que me vi com tempo de olhar para elas com mais cuidado e percebi que talvez ali tivesse mesmo um disco. E assim ele foi ganhando forma’, conta.
Vencedor do prêmio de Melhor Música no Fashion Film Festival Milano de 2023, Felipe também traz na bagagem trabalhos como as trilhas sonoras do longa-metragem Mãe Só Há Uma, da diretora Anna Muylaert, do programa Seleção Brasileira, Paixão de Um Povo, da HBO, Suburbanos, do Multishow, e das séries As Canalhas, do GNT, e Jogos do Mundo, da Globo.  Músicas do pgm (todas de Felipe Fernandes): 01 – Samba Elegia // 02 – Pra se acordar pra uma paixão // 03 – Nossa história que ainda mal existe // 04 – Recoleta // 05 – A Poesia // 06 – Balada pra um amor que passou 
.
TULIPA RUIZ – Tulipa Ruiz Chagas é cantora, compositora e desenhista. Nasceu em Santos e cresceu na cidade de São Lourenço, MG. Estudou canto lírico durante cinco anos com a maestrina Edna de Sousa Neves durante a adolescência. Mudou-se para São Paulo, onde fez o curso de comunicação na PUC/SP. Paralelamente à faculdade, apresentou-se em bandas de amigos e depois, trabalhou em agência de publicidade. Em 2008, dedica-se à carreira musical e à ilustração. Deixa a agência e grava seu primeiro álbum, Efemêra (2010), com capa ilustrada por ela. O disco traz faixas autorais e parcerias com o irmão Gustavo Ruiz, guitarrista e produtor musical, e com o pai, Luiz Chagas, jornalista e guitarrista. Vencedora do Grammy Latino, Tulipa Ruiz é uma das principais vozes da atual música brasileira. Sua música, presente em trilhas sonoras de filmes, novelas e games, conquistou o público e a crítica especializada. A artista já se apresentou nos maiores palcos do mundo, como o Lollapaloza e Montreux Jazz Festival e foi homenageada pelo Women’s Music Event (WME) em 2024.   Músicas do pgm: 01 – Virou – Tulipa Ruiz/Felipe Cordeiro/Gustavo Ruiz/Manoel Cordeiro/Luiz Chagas – Part. Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro – do álbum Dancê (2015) // 02 – Dia a Dia, Lado a Lado – Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci e Gustavo Ruiz – part. Marcelo Jeneci – Single (2015) – Músicas 03, 04 e 05  do álbum Habilidades Extraordinárias (2022): 03 – Samaúma – Tulipa Ruiz e Gustavo Ruiz // 04 – Habilidades Extraordinárias –  Tulipa e Gustavo Ruiz // 05 – O Recado da Flor –  Tulipa Ruiz, Gustavo Ruiz e Celso Sim – Part João Donato
.
Contatos:
https://www.instagram.com/fffelipefernandes/

https://www.tuliparuiz.com.br/

O SUL EM CIMA 20 / 2025

1- BATISTA NEUBANER – O cantor e compositor Batista Neubaner presenteia o público com seu terceiro álbum, “Sorriso Abrigo”, uma obra que transborda sentimentos e celebra a música brasileira em sua rica diversidade. Gravado entre os renomados estúdios Áudio Arte, Itabuna, Bahia, Paris Productions (do saxofonista francês Richard Mercier) e Azaffe Productions, Massachusetts, nos Estados Unidos, o álbum é fruto da paixão de Neubaner pela canção, mesmo vivendo há mais de 15 anos em solo americano. Ativamente engajado na comunidade católica onde empresta sua voz e talento ao coral, Neubaner demonstra em “Sorriso Abrigo” a maturidade de sua trajetória musical. Lima Júnior assina a direção musical e arranjos com o pianista Adilson Moreira, que souberam costurar com maestria as diferentes influências presentes no trabalho. 
Com 11 faixas, “Sorriso Abrigo” marca a expansão da discografia de Batista Neubaner. Este novo trabalho convida à reflexão sobre a paz, a união e a beleza dos encontros, através de melodias envolventes e letras que tocam o coração.  
Músicas: 01 – Do Brasil – Vander Lee // 02 – Pedras do Caminho – Lima Júnior e Marília Abduani – feat Lima Júnior // 03 – Pulsa Coração – Lima Júnior // 04 – De Volta pra Casa – Lima Júnior e Batista Neubaner 
2- CEUMAR –  nasceu na região da Serra da Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, e começou a cantar e tocar muito jovem. Estudou violão na Fundação de Educação Artística e, aos 16 anos, ganhou a categoria Melhor Intérprete do Festival de Itanhandu. Ao se mudar para São Paulo (SP), trabalhou com grandes músicos da música popular brasileira, como Zeca Baleiro, que produziu o disco de estreia da cantora: “Dindinha”.
A artista fez uma turnê pela Europa, quando viveu por cinco anos em Amsterdam (Holanda). Soltou a voz em países como Itália, França, Portugal e Bélgica, levando a brasilidade para diferentes localidades. A discografia de Ceumar, iniciada em 1999, continuou com outros trabalhos como “Achou!” (2006), “Meu Nome” (2009), “Ceumar & Trio Live in Amsterdam” (2010), “Silencia” (2014), “Viola Perfumosa – Homenagem à Inezita Barroso” (2018) e “Espiral” (2019).
Músicas do álbum Espiral (2019): 01 – Tô Aqui – Sérgio Pererê // 02 – Espiral – Ceumar e César Lacerda // 03 – Looking for a Place – Tiê Coelho Todão – part Tiê Coelho Todão e César Lacerda // 04 – Todas as Vidas do Mundo – PC Silva – part Déa Trancoso e Cátia de França 
3 – MARIMBANDA – Novo álbum da Marimbanda “Lindo Sol” estreou nas plataformas em outubro de 2024. Com sete composições inéditas de Luizinho Duarte (1954 – 2022), ‘Lindo Sol’ traz as múltiplas facetas do músico, que foi o fundador e principal compositor da Marimbanda, transitando por samba, baião e funk, além de pitadas de mistério e experimentação. O álbum é a estreia em disco dos novos integrantes do grupo: Netinho de Sá, baixista de pulso firme; e Michael da Silva, baterista fenomenal e discípulo de Luizinho. Michael toca a bateria de forma inusitada, com as mãos e de forma percussiva (sem se privar das baquetas). Completam a formação do quarteto instrumental: Heriberto Porto, nas flautas; e Thiago Almeida, no piano e nos arranjos. 
“Esse trabalho tem o compromisso de tocar Luizinho Duarte. Minha felicidade é poder rezar isso cada vez que estou em contato com sua música. Ele continua me conduzindo nesse trabalho, conversamos através da Marimbanda que é o templo de Luizinho, é onde está a magia do seu pensamento”, afirma Thiago Almeida que assina os arranjos do novo álbum.   Músicas: 01 – Lindo Sol – Luizinho Duarte // 02 – Abracadabra 2 – Thiago Almeida e Luizinho Duarte 
.
Contatos:

O SUL EM CIMA 19 / 2025

ANTONIO ADOLFO e RENATO TEIXEIRA – Celebram parceria apadrinhada por Fagner no álbum Combinados e trazem convidados muito especiais. Primeiro álbum de Antonio Adolfo com Renato Teixeira, Combinados chegou ao mundo em 28 de março, graças a uma gafe de Fagner. Habituado a compor com Teixeira através do whatsapp, Fagner mandou para o parceiro pelo aplicativo de mensagens o esboço de música feita no piano. Teixeira pôs a letra na melodia e a devolveu para Fagner. Só que Fagner não reconheceu a melodia como sendo dele. Conversa vai, conversa vem, a confusão foi desfeita quando Fagner se deu conta que enviara para Teixeira uma música de Antonio Adolfo destinada a ser letrada pelo poeta Fausto Nilo. A partir da gafe de Fagner, Antonio Adolfo e Renato Teixeira ficaram amigos e desenvolveram parceria que gerou o cancioneiro inédito apresentado no álbum Combinados, editado pela gravadora Kuarup em edição digital e no formato de CD com capa criada pelo designer Bento Andreatto. 
Pianista, arranjador, produtor e educador, Antonio Adolfo cresceu em uma família musical no Rio de Janeiro. Como músico, arranjador e produtor musical gravou com alguns dos nomes brasileiros mais representativos, além de ter lançado mais de 25 álbuns sob o seu nome. Como educador, tem sido pioneiro no ensino da música popular, especialmente a música brasileira, em todo o mundo, Em 1985 criou sua própria escola no Rio, o Centro Musical Antonio Adolfo, que acaba de completar 40 anos de existência. 
Nascido em Santos em 20 de maio de 1945, o cantor, compositor, violonista e violeiro Renato Teixeira chega em 2025 aos 80 anos, em ritmo intenso de produtividade, como o mais elegante artesão da canção folk de cepa brasileira. A obra reflete a vivência do artista que passou a infância em Ubatuba e atravessou a adolescência em Taubaté  – cidades do interior paulista – antes de migrar para a miscigenada capital do estado de São Paulo, onde reside com o status de ser uma grife no universo musical do Brasil rural.
Músicas (de autoria de Antonio Adolfo e Renato Teixeira): 01 – Navega Navegante – Part Carol Saboya // 02-Catador de Rimas -Part.Zeca Baleiro// 03 – Cantadores Foliões – part Elba Ramalho// 04 -Futuros Antepassados – Part Pedro Mariano// 05-A Casa da Minha Avó-Part Oswaldo Montenegro// 06-O Tempo cuidará de tudo – Part Roberta Campos
SONYA – A cantora Sonya está lançando o álbum “Da saudade boa”, o segundo de sua carreira solo, com músicas inéditas, regravações, mas, sobretudo, canções que fazem parte de sua memória, suas melhores lembranças. O álbum de Sonya é, antes de tudo, afetivo. O trabalho chegou às plataformas digitais em fevereiro de 2025. 
Em cena desde 1965, ano em que formou o grupo carioca Mensagem com Luiz Carlos Sá e Sidney Miller (1945 – 1980), Sonia Maria Romaguera Ferreira foi uma das vozes do Quarteto em Cy  por 54 anos. Sonia Ferreira cantou com o quarteto o Brasil que reverbera no álbum solo Da saudade boa, disco formatado com refinados arranjos do violonista Luiz Claudio Ramos, maestro de Chico Buarque. O repertório tem mesmo tudo a ver com a saudade. Saudade de lugares, de épocas, de pessoas – amigos, colegas da música, mestres. Das 13 faixas do álbum, 11 contaram com arranjos do maestro e violonista Luiz Claudio Ramos. Dele e Chico Buarque, Sonya gravou “Outra noite” e conseguiu a façanha de convencê-lo a cantar com ela.
Entre as músicas inéditas, estão “Dois tons”, de Fernando Leporace, que também fez o arranjo, e Celia Vaz; “Abertura dos portos” (Zé da Lata/Espigão), que abre o álbum; e, justamente, a música que dá título ao trabalho, “Da saudade boa”, de Miltinho e do saudoso Magro Waghabi, do MPB4, amigos da vida de Sonya. 
“Essa gente toda, esse povo todo, muitas dessas músicas são com aqueles meus amigos que começaram a carreira comigo e outras são canções que sempre gostei de ouvir”, revela Sonya, artista forjada nos afetos que cultiva, com talento raro, amigos “Da saudade boa” e transforma tudo em arte neste álbum.
Músicas: 01 – Abertura dos Portos-Zé da Lata e Espigão -part Zé da Lata // 02 – Samba da Aurora-Luiz Carlos Sá// 03 – Outra Noite-Luiz Claudio Ramos e Chico Buarque-part Luiz Claudio Ramos// 04 – Dois Tons-Fernando Leporace e Celia Vaz// 05-Da Saudade Boa-Miltinho e Magro Waghabi-Part Miltinho (mpb4)// 06-Ao Amigo Tom – Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Osmar Milito -part Quarteto do Rio,grupo descendente do histórico grupo Os Cariocas. 
Contatos:

O SUL EM CIMA 18 / 2025

BIANCA GISMONTI TRIO – Em 2017, Egberto Gismonti completou 70 anos e sua filha, a pianista Bianca Gismonti, sentiu que a maior homenagem e o maior presente seria o de tocar a sua música. “Foi um período de intensa emoção, já que as suas composições traduzem parte da minha história pessoal. Desde o meu nascimento – e até hoje – venho acompanhando de perto as suas infinitas sementes desabrocharem em árvores grandiosas”, conta a artista.
O Bianca Gismonti Trio gravou “Gismonti 70” com Bianca ao piano e voz, Julio Falavigna, na bateria, e Antonio Porto, no baixo de seis cordas e violão. Misturaram repertório de diferentes períodos da obra composicional de Egberto; incluindo canções emblemáticas, como “O Sonho” (gravado por Elis Regina) e eternas referências instrumentais, como “Palhaço” e “Lôro”. O álbum “Gismonti 70” – gravado em 2018 em Budapeste – seria mixado (e lançado) em 2020, mas a pandemia atrapalhou os planos. Só em 2024, Bianca finalizou o projeto registrando as fotos que ilustram o trabalho. “Eu queria que as fotos fossem feitas no ambiente onde morei com meu pai até os 18 anos e aonde ele vive até hoje, que é o seu canto de silêncio e grandiosidade; como um museu de arte da própria vida”, revela Bianca.

Músicas: 01 -7 Anéis – Egberto Gismonti // 02 – O Sonho-Egberto Gismonti // 03-Don Quixote – Auto Retrato – Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro // 04-Lôro – Egberto Gismonti // 05-Saudações – Egberto Gismonti e Paulo César Pinheiro

THEO BIAL – Aos 27 anos, voluntariamente filiado à bossa nova  mas também muito identificado com o samba, Theo Bial chega ao terceiro álbum da carreira solo com um projeto de intérprete. Depois de “Vertigem” (2022) e “Neo-Bossa” (2023), o cantor e compositor carioca se joga em releituras de Chico Buarque, um nome que carrega fortes laços bossanovistas, mas que sempre, assim como João Gilberto, se viu fazendo samba. “Theo canta Chico” é o nome do álbum, que foi lançado em todas as plataformas digitais em junho / 2025. No novo disco, “Theo canta Chico”, ele está acompanhado por dois jovens músicos também cariocas: o amigo e parceiro Raoni Ventapane e seu irmão Guido Ventapane, netos de Martinho da Vila. A gênese do projeto foi um show na Casa da Glória, Rio de Janeiro, em 2019, com canções de Chico Buarque e Tom Jobim. Na época, já com trajetória como músico “da noite”, Theo incorporou a seu repertório “Homenagem ao Malandro”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê” e “Essa Moça Tá Diferente”. Os shows de lançamento no Brasil foram no Blue Note São Paulo, em 4 de julho . Em seguida, Theo começa a mostrar sua música internacionalmente, com dez apresentações no Japão.Theo começou a estudar violão aos 10 anos, para tocar pop/rock e canções de Tim Maia. Mais tarde, evoluiu em direção à soul music e sentiu um estalo ao se deparar com o repertório de Djavan. Foi estudar no exterior (um curso de verão no Berklee College, em Boston), onde viu a força da bossa nova. Acompanhado por grandes músicos de outras gerações (Adriano Giffoni, Adriano Souza) e representantes de linhagens nobres do samba, o álbum traz participações especiais de jovens talentos como o cantor Vidal Assis e o violonista Vinícius Guimarães. “Theo Canta Chico” foi gravado no Estúdio Fibra, no Estúdio La Maison e no Estúdio Toca do Ogrow. Direção artística: Martinho Filho, Analimar Ventapane e Mart’nália,  Produção Musical e Fonográfica: Theo Bial  –  Músicas (de Chico Buarque): 01 – Homenagem ao Malandro // 02 – Essa Moça tá Diferente // 03 – Folhetim  // 04 – João e Maria // 05 – Samba do Grande Amor  // 06 – Cotidiano // 07 – Quem te Viu, quem te vê // 08 – Apesar de Você 

Contatos: