O SUL EM CIMA 02 / 2026

ARTUR WAIS é natural de Porto Alegre. Lançou em 09/12/25 o lado A do “Se Acostumar”, seu primeiro álbum. Ele (o lado A) se chama “Chegadas” e foi lançado  em formato de EP, com sete canções que funcionam como crônicas de encontros, explorando a euforia e a ironia que fazem parte da construção do amor e da paixão.

Artur Wais é cancionista, canta, toca violão e é produtor musical. Conhecido por sua atuação na cena musical contemporânea, recebeu cinco indicações ao Prêmio Açorianos de Música pelo álbum “Nós Nessa Cidade” (banda Rota de Pedestre, 2022). Em 2023, Artur participou de uma residência artística em Bologna, na Itália, onde se apresentou em diversos locais na Itália e em Portugal.  Foi selecionado no edital da Casa de Cultura Mário Quintana e no edital do Espaço Força e Luz para se apresentar em Porto Alegre. Participou dos festivais Cultura 24 Horas, em Marau, do Festival Coletivo, em Caxias do Sul e do festival Selva, em Montevidéu (Uruguai). Em 2025, Artur teve o projeto “Formato Mínimo da Canção” selecionado em edital do Ministério da Cultura e do Espaço Força e Luz.  Atualmente, Artur Wais prepara o lançamento de seu primeiro álbum, “Se Acostumar”. O projeto, com produção musical de Marcelo Corsetti, é um álbum conceitual dividido em Lado A: “Chegadas” e Lado B: “Partidas”, explorando as dualidades dos encontros e desencontros do cotidiano. Dia 09 de dezembro o Lado A “Chegadas” chegou ao ar em formato de EP e no primeiro semestre de 2026 será lançado o trabalho completo.  Músicas: 01 – Organizando todo mundo sonha – Artur Wais // 02 – Cabe no Coração – Artur Wais e João Ortácio //  03 – Papazinho – Artur Wais, Yuri ML e Zelito Ramos //  04 – Menina Bethânia – Artur Wais // 05 –  Meinhas de Algodão – Artur Wais // 06 – Três – Artur Wais // 07 – Sobre Nós – Artur Wais e Guilherme Becker

BEMTI – Nascido em Serra da Saudade.  no interior de  Minas Gerais, o cantor, compositor e instrumentista Bemti usa a Viola Caipira de dez cordas como base da sua sonoridade emocional e cinematográfica que transita por gêneros como indie pop, MPB e folk. O cantor e compositor também é formado em Audiovisual pela USP e traz as experiências como diretor, roteirista, redator e montador de filmes para seu trabalho na música. Sua estreia autoral, o álbum “era dois” (2018), conta com participações de Johnny Hooker e da banda Tuyo, e foi muito bem recebido pela crítica. Já o segundo disco, “Logo Ali”, conta com participações de Fernanda Takai, Jaloo, Josyara, ÀVUÀ e do músico português Hélio Morais. O terceiro álbum solo de Bemti, Adeus Atlântico, foi lançado em 22 de janeiro de 2026 com 10 músicas autorais. Cantor, compositor e violeiro mineiro revelado como integrante da banda Falso Coral, Bemti criou o repertório de Adeus Atlântico entre Brasil, Portugal e Inglaterra. As travessias geográficas e afetivas que envolvem o trabalho se traduzem em canções que combinam traços da música de raíz mineira, elementos do indie pop e experimentação com estilos musicais como Amapiano (África do Sul)  e Ziglibithy (Costa do Marfim). O resultado é uma obra que dialoga com a musicalidade das diferentes margens do Atlântico, sem abandonar a complexidade instrumental e o cuidado artesanal característicos de Bemti.

“As mudanças mais significativas do “Adeus Atlântico” estão no fato de ser um disco objetivamente mais “pra cima” do que os outros dois, e eu me aventurando por gêneros inéditos pra mim, como house, rap, disco, ou o uso de samples… Mas tudo isso dentro do meu registro geral de música Indie Pop/Alternativa e sempre com a Viola Caipira como instrumento base”, conta Bemti.  Músicas: 08 – Lua em Libra – Bemti  – Part. Especial: Marissol Mwaba – Voz  – a Marissol  é Brasileira, filha de Congoleses e mora em Paris onde estuda Astrofísica // 09 – Euforia – Bemti e FBC  – Participações: FBC e Luar // 10 – Miragem – Bemti – Participação: Alex D’Alva (artista nascido em Luanda, Angola e residente em Portugal) // 11 – Melhor de Três – Bemti, Luis Calil e Ernesto Djédjé – a música conta com um riff de guitarra de “Ziglibithiens”, música lançada em 1978 pelo artista costa-marfinense Ernesto Djédjé // 12 – Só pra ter você – Bemti –  Participações: do britânico Fyfe Dangerfield, vocalista do Guillemots  e Thu // 13 – Quase Sertão – Bemti – participação: Haroldo Bontempo // 14 – Adeus Atlântico – Bemti 

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O SUL EM CIMA 01 / 2026

 
DALMO MEDEIROS – Após ter lançado o livro autobiográfico “Estava escrito nas Estrelas”, escrito durante a pandemia da Covid, onde Dalmo Medeiros descreve os 81 fenômenos que ocorrem, desde o falecimento de sua mãe Iracema Peixoto em 1985, com a canção Carinhoso de Pixinguinha e João de Barro, Dalmo começou a pensar em aumentar essa produção autoral com um projeto de disco autoral. Em 2025,  Dalmo havia lançado dois singles e agora em janeiro , o álbum completo ‘Estava Escrito nas Estrelas’ foi lançado pela Mills Records. Produção Musical de Paulo Brandão e Dalmo Medeiros, direção musical de Paulo Brandão, Dalmo Medeiros, Paulo Malaguti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. 
Nesse projeto, ele estruturou um repertório em que apresentaria uma parte autoral gravada por diversos artistas da música brasileira com quem teve contato ao longo da carreira, que já vai acima de 40 anos, misturando-as com autorais inéditas que sempre teve vontade de gravar. 
O jornalista e músico carioca Dalmo Medeiros nasceu em novembro de 1951, no RJ. O pai (Geraldo Medeiros dos Santos) e o tio (Genaldo Medeiros) foram uns dos fundadores da Orquestra Tabajara, a Orquestra mais longeva no mundo e autor da trilha Zé Carioca no frevo, personagem de Walt Disney e autor da música ‘O Sanfoneiro só tocava isso’, sucesso nas festas juninas e que tem 400 regravações, inclusive fora do Brasil. E sendo sobrinho de Cauby Peixoto, Dalmo Medeiros cresceu num ambiente totalmente musical. Sua mãe Iracema Peixoto de Medeiros foi backing vocal do Dorival Caymmi e de Paulo Tapajós nos áureos tempos da Rádio Nacional. O primo Nonô, foi um dos primeiros parceiros de Noel Rosa e depois veio outro primo famoso, Ciro Monteiro. Todos da família Peixoto eram músicos. 
Dalmo Medeiros atua também na publicidade. Cria e produz jingles comerciais para rádio e TV, para diversos estúdios ou agências de publicidade. Iniciou sua carreira musical no Rio de Janeiro, no início da década de 70, participando de vários grupos vocais e instrumentais, até que, em 79, foi convidado para cantar no grupo vocal ‘Céu da Boca’, com participações em shows, Projetos Pixinguinha e gravações de discos de artistas, tais como: Elis Regina, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, entre muitos outros artistas. Nos anos 90, Dalmo foi para Salvador, onde gravou vocais em mais de 400 discos de artistas baianos. Voltou ao Rio no ano de 2001 e em março de 2004, foi convidado para integrar o grupo MPB4 em substituição ao cantor Ruy Faria. Há 20 anos é a primeira voz do MPB4. 
MÚSICAS: 01 – A PIPA E O TEMPO – Dalmo Medeiros e Cacau Ferreira Castro – part especial: Elizah // 02 – BÚSSOLA SEM PONTEIRO – Dalmo Medeiros // 03 – PROIBIR PRA QUÊ? – Dalmo Medeiros e Carlos Pitta – part especial: Priscilla Frade // 04 – KIT BEBUM – Dalmo Medeiros e Max Júnior – part especial: Max Jr // 05 – TÔ DOIDO – Dalmo Medeiros e e Cacau Ferreira Castro // 06 – O VENTO E O TEMPO – Miltinho e Dalmo Medeiros – part especial: Miltinho // 07 – A FLOR DA PELE – Dalmo Medeiros e Maurício Gaetani // 08 – A FESTA DA FIRMA – Dalmo Medeiros – part especial: MPB4 // 09 – PORTA RETRATO – Danilo Caymmi e Dalmo Medeiros – part especial: Danilo Caymmi // 10 – FILME AMERICANO – Dalmo Medeiros e Ricardo Moraes // 11 – ALTA COSTURA – Dalmo Medeiros e Angela Medeiros – part especial: Zé Renato 
 
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O SUL EM CIMA 41 / 2025

BEL MEDULA – A cantora, compositora e pianista Bel Medula apresenta Fermentação, álbum construído a partir da predominância do piano e da voz. Parte de um ciclo de quatro trabalhos – iniciado com os EPs Manifesto e Grão da Escuta (agosto/2025) – o disco marca um terceiro ato que será concluído com um quarto álbum previsto para 2026. Marcado pelo caráter experimental de improvisos vocais e pela força da performance ao vivo, as doze faixas de Fermentação propõem uma escuta em que poesia, piano e respiração constroem imagens e atmosferas em tempo real. O disco emerge – através de quatro releituras e oito canções inéditas – da relação com elementos como o silêncio e do registro da essência da criação em seu momento de nascimento. O projeto foi concebido em 2024 como um show solo de canções e poemas dirigido por Paola Kirst, e manteve esse espírito na gravação realizada no estúdio Pimenta Caseira, em Porto Alegre, por onde o processo de captação privilegiou o fluxo: voz e piano foram gravados simultaneamente, sem cortes ou edições, permitindo que inflexões, improvisos e acasos se tornassem parte da obra. A produção foi compartilhada entre Bel, Diogo Brochman e Luciano Zanatta (LucZan), parceiro frequente da artista.  Ao lado da voz e do piano, somam-se as participações de Tania Mello Neiva no cello; Nando Peters, Dionísio Souza e Kelvin Machado no contrabaixo; Sara Oliveira na voz e LucZan no sax barítono. Juntos, eles expandem a espacialidade das faixas, construindo imagens, cenários e sensações que convidam a uma escuta lenta e degustativa. 
Músicas: 01 TEMPO PRA BAILINHO – Bel Medula – part Dionísio Souza // 02 – AMULETOS – Bel Medula e Daniela Delias – part Daniela Delias e Tânia Mello Neiva //  03 – VERTIGEM – Bel Medula e Marília Kosby – part Marília Kosby e Nando Peters // 04 – A MEDULA DA NOZ – Bel Medula – part Nando Peters // 05 – CANÇÃO DE AMOR – Aimée Spolidoro e Bel Medula – part Kelvin Machado e Oliva // 06 – JANDIRA – Bel Medula
 
MARCOS DELFINO –  Cantor, compositor e intérprete gaúcho. Apaixonado por música desde a adolescência, ele começou tocando em rodas de violão na época da escola. Em 2000 montou sua primeira banda Sigma 7, projeto que ainda permanece ativo. Junto da banda, ele participou de vários festivais promovidos por entidades culturais, inclusive sendo premiados com canções autorais. ‘DELFINO’ é o nome do primeiro álbum solo de Marcos Delfino. Marcos é conhecido pelos Tributos Cazuza (CAZUZA – O Poeta Vive) e o Secos e Molhados (Secos & Molhados – Especial 50 anos). Com o lançamento do álbum, ele busca uma afirmação no cenário nacional com suas próprias produções. 
No dia 5 de dezembro, o cantor e compositor Marcos Delfino apresentou ao público o single “Certeiro”, uma releitura delicada e intensa de uma canção reflexiva e profunda, composta por Duca Leindecker, nome marcante da música gaúcha e membro das bandas Cidadão Quem e Pouca Vogal. Nessa nova versão, Duca Leindecker assume também a produção musical, a mixagem e a gravação de todos os instrumentos de corda, trazendo sua assinatura estética para o universo sonoro de Marcos Delfino. A faixa ainda conta com a força e precisão da bateria de Cláudio Mattos, acrescentando textura e movimento à releitura. A masterização é assinada por Marcos Abreu, garantindo clareza e profundidade ao resultado final. A direção artística é de Fábio Bolico.
Músicas: 01 – AGORA – Gerson Conrad e Márcio Celli // 02 – ROMANCE – Nei Lisboa // 03 – FLOR DA SECA – Antonio Carlos Falcão // 04 – QUE CRIME É ESSE? –  Tiago Ramos, Rodrigo Viegas e Cassiano Andrade // 05 – LIVRO ABERTO – Marcos Delfino // 06- CERTEIRO – Duca Leindecker
 
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O SUL EM CIMA 40 / 2025

ALICE PASSOS é cantora e intérprete, reconhecida por sua voz expressiva e por sua atuação na Música Popular Brasileira (MPB), com um repertório que inclui desde clássicos do gênero até composições contemporâneas. Ela é conhecida por sua habilidade em misturar elementos do samba, bossa nova e MPB, destacando-se também pela qualidade de suas apresentações ao vivo. A cantora carioca Alice Passos tem se destacado como importante intérprete da música popular brasileira. Tem 3 discos lançados: “Voz e violões” (2016), “Ary” (2020) e “Milagres” (2024).  Alice é filha da cavaquinhista maranhense Ignez Perdigão e irmã da cantora e cavaquinhista Mariana Bernardes. Aos oito anos entrou para os Flautistas da Pro Arte, passando em seguida a se apresentar com a Orquestra de Sopros da Pro Arte. Integrou a Orquestra Corações Futuristas, fundada e regida por Egberto Gismonti. Alice Passos  gravou e cantou ao lado de artistas como Gilberto Gil, Dori Caymmi, Guinga, Áurea Martins, Roberta Sá, Teresa Cristina, entre muitos outros.  Músicas do pgm: 01 – MESTRE – Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro  – Feat. Dori Caymmi  – do álbum Voz e Violões // 02 – CANÇÃO EM TOM MAIOR – Ary Barroso  – com Alice Passos · André Pinto Siqueira · Maurício Massunaga – do álbum Ary // 03 – MORENA BOCA DE OURO – Ary Barroso  – com Alice Passos · André Pinto Siqueira · Maurício Massunaga – do álbum Ary // 04 – MILAGRES – Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro – com Alice Passos e Breno Ruiz –  do álbum Milagres // 05 – CONTRADANÇA – Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro  – com Alice Passos e Breno Ruiz –  do álbum Milagres // 06 – ROMARIA – Renato Teixeira  – Interpretada por Alice Passos e Renato Frazão –  faz parte do Projeto MPB Ano Zero que celebra os 60 anos da Música Popular Brasileira.

GRUPO SARASVATI: Mantras e Fusão Cultural – Homenageando a Deusa Hindu da música e sabedoria, o Grupo Sarasvati celebra 23 anos de uma sonoridade distinta. O sexteto se destaca por combinar o poder ancestral dos mantras indianos com arranjos modernos da música ocidental. Essa fusão vibrante é criada por uma rica instrumentação que mistura instrumentos orientais – como o Harmonium, Mrdanga, Sitar e Karatals – com o violão e a flauta transversal. Liderado pela voz de Jambavati, ao lado de Cala Chandra, Gudo Gubert, Daniel Petersen, Eduardo Riter e Roma Pada, o Grupo Sarasvati oferece uma ponte sonora entre o misticismo e a contemporaneidade. Músicas do pgm: 01 – Rādhe Jaya Jaya  – Luiz Afonso Benvenutti  e Shanti Juká // 02 – Nila Chala Chandra  – Candra Muka Swami · Luiz Afonso Benvenutti e  Shanti Juká // 03 – Sita Ram  –  Luiz Afonso Benvenutti  e Shanti Juká // 04 – Om Param Shanti – Luciano Cesa – participação: Luciano Cesa // 05 – Govinda Jaya, Gopala Jaya – Luiz Afonso Benvenutti e Shanti Juká 

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O SUL EM CIMA 39 / 2025

O professor, compositor, pesquisador e escritor Valdir Cechinel Filho nasceu em novembro de 1962, em Urussanga, no sul de Santa Catarina, filho de Valdir Cechinel e Amélia Coppetti Cechinel. É casado com Lenita Cecconi Cechinel. 
Graduou-se Bacharel em Química em 1987, Mestre em 1991 e Doutor em 1995 pela Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Química Orgânica, desenvolvendo estudos de Química Medicinal e Produtos Bioativos. Valdir Cechinel Filho é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), e atualmente está como reitor dessa Universidade. Sua passagem pela pró reitoria de cultura permitiu seu engajamento organizando eventos musicais e conheceu muitos artistas, sendo que alguns se tornaram amigos e/ou parceiros. Sua inserção como compositor de letras iniciou em 2008, mas o primeiro álbum com suas composições, só foi lançado em 2018, denominado Pedaço de Mim, com a presença de artistas nacionais e regionais. 
Valdir Cechinel Filho foi eleito reitor da Universidade do Vale do Itajaí e presidente da Fundação Univali pela primeira vez em 2018 e reeleito para o quadriênio de gestão 2022-2026. Foi Pró-reitor e vice-reitor da Universidade do Vale do Itajaí de 2002 até 2018. É docente/pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Univali e desenvolve projetos de pesquisa em colaboração com pesquisadores nacionais e internacionais. Cechinel  é também pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenador internacional da Rede Iberoamericana de Estudo e Aproveitamento Sustentável da Biodiversidade Regional de Interesse Farmacêutico (Ribiofar) e da Rede Iberoamericana de Investigação em Câncer (Ribecancer). Atua como editor associado e assessor científico para inúmeros periódicos e é autor de 60 livros, capítulos de livros e de mais de 400 artigos científicos publicados em periódicos especializados nacionais e internacionais. Em 2022, Valdir Cechinel Filho foi classificado como finalista do Prêmio Caspar Stemmer de Inovação promovido pela Fapesc, na modalidade Pesquisador-Inovador. Em 2023, representou Santa Catarina na categoria Pesquisador Destaque na área de Ciências da Vida no Prêmio Nacional Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação. 
Músicas: 01 – ENQUANTO A CIDADE DORME , de autoria de Valdir Cechinel Filho, Max Gasperazzo e Zé Geraldo, interpretada por Max Gasperazzo e Zé Geraldo (do álbum Pedaço de Mim) // 02 -PONTEIOS E DEVANEIOS, de Valdir Cechinel Filho e Cleiton de Oliveira, interpretada pelo artista gaúcho Carlos Magrão, do álbum Urbano e Rural (2019)  // 03 – SIMPLICIDADE, de Valdir Cechinel Filho e Luiz Vicentini, interpretada pelo Luiz Vicentini com participação especial de Renato Teixeira, do álbum Eu Nunca Chegarei Só (2021) // 04 – I AM GOING TO LIVE IN NASHVILLE – Valdir Cechinel Filho e Max Gasperazzo – interpretação: Carol Hends – do álbum Eu nunca chegarei só // 05 – AS CANÇÕES DO CORAÇÃO – Max Gasperazzo e Valdir Cechinel Filho – interpretação: Louise Lucena – do álbum As Canções do Coração // 06 – UMA CANÇÃO DE ESPERANÇA, composição de Valdir Cechinel Filho e Kleiton Ramil, da dupla Kleiton & Kledir, interpretada pelo grupo Tamanduá, de Florença, Itália, do álbum As Canções do Coração (2022) // 07 – NOSSO CHÃO, de Valdir Cechinel Filho e Juraildes da Cruz, interpretada pelo artista catarinense Fernando Zampieri, do álbum Semente do Amanhã (2023) // 08 – LOBO BOM – Valdir Cechinel Filho e Max Gasperazzo – interpretação: Bilora, Coral Univali e Kleiton Ramil – do álbum O Tempo Não Espera // 09 – CANÇÃO PRA TE ESPERAR, de Valdir Cechinel Filho, Clemente Manoel e João Ormond, interpretada pela artista gaúcha Isabela Fogaça, do álbum O Tempo Não Espera (2024) //  10 – UMA CANÇÃO PARA LENNON – Jani Cargnin e Valdir Cechinel Filho – interpretação: Zé Geraldo – do álbum O Tempo Não Espera // 11 – VEIO DE AROEIRA – Lino Violeiro e Valdir Cechinel Filho – interpretação: Lino Violeiro e Chico Lobo – do álbum O Tempo não Espera // 12 – ALMA RURAL  canção de Valdir Cechinel Filho e Fernando Marangon, na interpretação de Fernando Marangon e participação especial de Maurício Antunes, do álbum Alma Rural (2025)
 
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O SUL EM CIMA 38 / 2025

LULA RIBEIRO – Cantor, compositor, violonista e arranjador  sergipano, Lula Ribeiro é uma espécie de embaixador da música de seu estado Brasil afora. Nascido em 1960,  começou sua trajetória musical, em sua cidade natal, Aracaju (SE), participando de shows coletivos com outros artistas sergipanos. Em 1986 passa a morar no Rio de Janeiro, onde começa a trilhar sua história longe do seu estado e inicia uma trajetória de parcerias com a nata da MPB.
Durante o programa, vamos ouvir trechos de uma entrevista que Lula Ribeiro concedeu à Kleiton Ramil. Com uma trajetória sólida na música popular brasileira, Lula fala sobre sua carreira, suas influências, novos projetos e os caminhos que percorreu ao longo dos anos.
Lula Ribeiro lançou os discos “Cajueiro dos Papagaios” em 1985, com os também sergipanos Paulo Lobo e Irineu Fontes, “Janeiros” em 1993, O Sono de Dolores em 1996, “Muito Prazer” em 1999, “Algum Alguém” em 2002, “Palavras que não dizem tudo”, lançado também em DVD, no ano 2008. Esse trabalho, gravado ao vivo, conta com as participações especiais de Moska e Luiz Melodia. Em 2009, Lula Ribeiro apresentou o show “Palavras que não dizem tudo”, com o Projeto Música na Urna, contando com as participações especiais do grupo A Cor do Som, Kleiton & Kledir, Doces Cariocas, Edu Krieger, Vander Lee, Zé Renato, Sá & Guarabyra e Bossacucanova, embrião do projeto “Lula Ribeiro Convida”, lançado em 2010 em Belo Horizonte e há nove anos também em Aracaju, onde já dividiu o palco com Flavio Venturini, Zeca Baleiro, Vander Lee, Fernanda Takai, Flávio Renegado, Roberta Campos, entre outros.    
Em 2018 lançou o CD “O amor é sempre assim”, última produção do baixista Arthur Maia, onde apresenta parcerias com compositores como: Zeca Baleiro, Vander Lee, Pierre Aderne, Gabriel Moura, Paulinho Pedra Azul, Alexandre Nero, e outros, e participações especiais de Zeca Baleiro, Chico César, Flavio Venturini, Fernanda Takai, Tony Bellotto e Flávio Renegado. Durante a pandemia lançou alguns singles e EP’s em parceria com Zeca Baleiro, Kleiton & Kledir, Zé Renato, Sergio Guizé e Paulinho Moska. No final de 2022, Lula Ribeiro, lançou o álbum “Vida haverá”, com todas as canções compostas em parceria com Sérgio Rodrigues, escritor premiado, com vários livros editados. Nesse ano de 2025, no mês de outubro, Lula Ribeiro lançou o single “Sai dor”, composição de Lula Ribeiro, em parceria com Vander Lee e participação especial de Fernanda Takai, dividindo a canção com ele, e Tony Bellotto, tocando as guitarras.
MÚSICAS: 01 – O Amor é Sempre Assim – de Lula Ribeiro e Gabriel Moura – feat Zeca Baleiro  // 02 – Você não tava lá – de Lula Ribeiro e Pierre Aderne  // 03 – Mercê de Você – de Lula Ribeiro e Ismar Barreto – feat Paulinho Moska // 04 – Congênito – de Luiz Melodia – feat Luiz Melodia  // 05 – Sai Dor – de Lula Ribeiro e Vander Lee – feat Fernanda Takai   // 06 – Céu de Santo Amaro – de Bach e Flávio Venturini  // 07 – Paixão – de Kledir Ramil – feat Kleiton & Kledir  // 08 – Carne Tua – de Lula Ribeiro e Alexandre Nero – feat Flávio Venturini  // 09 – Rua da Amargura – de Lula Ribeiro e Zeca Baleiro – feat Chico César  // 10 – Vida Haverá – de Lula Ribeiro e Sérgio Rodrigues 
 
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O SUL EM CIMA 37 / 2025

Nascido em Belo Horizonte em janeiro de 1952, Salomão Borges Filho era o sexto da prole de 11 do jornalista Salomão Magalhães Borges  e da professora Maria Fragoso, a Dona Maricota.  Mais conhecido como Lô Borges, foi um dos fundadores do Clube da Esquina, o famoso grupo de artistas mineiros que transformou a música do Brasil, ao misturar MPB, rock, jazz e poesia. Inspiradas na psicodelia dos Beatles, suas canções trouxeram melodias experimentais e referências nacionais que vão das letras aos acordes. Além de Lô, participavam do clube nomes como Milton Nascimento, Beto Guedes e Toninho Horta. Eles se reuniam para conversar,  ouvir música e compor. Faziam isso no cruzamento da rua Divinópolis com a Rua  Paraisópolis, no bairro Santa Tereza, de Belo Horizonte (MG). É daí que veio o nome Clube da Esquina. 
Lô Borges tinha 10 anos quando conheceu Milton Nascimento, jovem vindo de Três Pontas, levado por seu irmão, Marilton, ao apartamento da família no Edifício Levy, no Centro de BH. O menino ficava ali, ouvindo o amigo Bituca tocar com os irmãos mais velhos – o letrista Márcio Borges foi o primeiro parceiro de Milton.
Aos 20 anos, Lô Borges já assinava canções com Milton Nascimento no álbum duplo Clube da Esquina (1972), obra coletiva que também apresentou músicos como Márcio Borges (irmão de Lô), Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Wagner Tiso e Toninho Horta. O legado do compositor inclui clássicos da MPB como O Trem AzulPaisagem da Janela e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, que influenciaram gerações.
Símbolo de liberdade criativa, Lô Borges traçou uma carreira cuja influência atravessa gerações há décadas. Cantor, compositor, instrumentista e produtor, ele foi peça-chave para a renovação da cena musical brasileira dos anos 70.
Dono de uma das carreiras mais célebres da MPB, Lô Borges, teve uma trajetória marcada por parcerias inesquecíveis desde o início de sua incursão na música. A começar por Milton Nascimento, com quem ele fundou o Clube da Esquina. Lô Borges conheceu Milton Nascimento na escada do prédio onde morava. Os dois não só criaram uma amizade (que se estendeu a Márcio, irmão mais velho de Lô) como também uma parceria artística e um movimento cultural que reuniu toda uma geração de músicos mineiros.
Infelizmente, a música brasileira perdeu um de seus maiores talentos. O cantor, compositor e multi-instrumentista Lô Borges, um dos fundadores do lendário Clube da Esquina, nos deixou  na noite de domingo (2/11/25), aos 73 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de falência múltipla de órgãos. O artista havia sido internado no dia 17 de outubro, após sofrer uma intoxicação por medicamentos em casa. Desde então, seu estado de saúde inspirava cuidados.
Com mais de 50 anos de carreira, sua obra inspirou artistas de diferentes gerações. O impacto de Lô Borges vai muito além das canções que ele assinou, tocou ou cantou. Ele se tornou uma das principais referências da mesclagem entre emoção e experimentação.  Sua parceria com Milton Nascimento e outros nomes do Clube da Esquina transformou a música brasileira e deixou um legado que atravessa décadas.
Músicas: 01 – O TREM AZUL – Lô Borges e Ronaldo Bastos // 02 – PAISAGEM DA JANELA – Fernando Brant e Lô Borges // 03 – UM GIRASSOL DA COR DO SEU CABELO – Lô Borges e Márcio Borges // 04 – CRAVO E CANELA – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos – intérpretes: Milton Nascimento e Lô Borges // 05 – VENTO DE MAIO – Telo Borges e Márcio Borges – intérpretes: Lô Borges e Solange Borges // 06 – PARA LENNON E MCCARTNEY – Lô Borges, Fernando Brant e Márcio Borges // 07 – A VIA-LACTEA –  Lô Borges e Ronaldo Bastos // 08 – SONHO REAL – Lô Borges e Ronaldo Bastos // 09 – ANTES DO SOL – Lô Borges e Márcio Borges  –  feat Fernanda Takai // 10 – TREM DE DOIDO – Lô Borges e Márcio Borges // 11 – CANÇÃO POSTAL – Lô Borges e Ronaldo Bastos  // 12 – CLUBE DA ESQUINA Nª 2 – Lô Borges, Márcio Borges e Milton Nascimento – intérpretes: Lô Borges e Solange Borges 

O SUL EM CIMA 36 / 2025

1 ) LOMA – Em 50 anos de carreira, ela foi Loma,  Loma Pereira, e recentemente assumiu o sonoro Loma Solaris. Mas segue a mesma cantora, uma das maiores da história da música do Rio Grande do Sul. A artista é conhecida por sua fusão de ritmos e gêneros musicais. Loma Berenice Gomes Pereira, ou simplesmente Loma, mistura canções consagradas do cancioneiro regional, latino-americano e brasileiro em seu repertório. Sua carreira teve início na década de 70, com o Grupo Pentagrama, e se consolidou nos Festivais Nativistas Gaúchos a partir da 4º Califórnia de Uruguaiana. Loma participou da maioria dos festivais realizados no RS e recebeu várias premiações e menções honrosas como intérprete. Desde 2002, Loma é cantora no Cantadores do Litoral, grupo que surgiu em 2001 formado por ela, Mário Tressoldi, Nilton Júnior, Paulo de Campos  e Rodrigo Reis.
Entre os discos lançados estão “Loma”, “Um Mate Por Ti”, “Loma – Além Fronteiras” e “Ziguezagueando”. Com recursos provindos do edital de cultura Aldir Blanc, “Loma Preta Gaúcha”, o quinto rebento solo de sua discografia, reúne no repertório um conjunto de canções cuja vibrante musicalidade derrama-se em valsas, chacareras, milongas e reggae. “Já as letras versam sobre meio ambiente, mulheres, povos indígenas e comunidades afro-brasileiras. Ou seja, temas que resgatam a tradição, mas que, por outro lado, seguem relevantes na contemporaneidade”, ressalta a cantora. A música Valsa dos vagalumes, lançado em outubro de 2025 é o primeiro single de ‘Loma Preta Gaúcha’. Nos próximos meses serão lançados mais faixas desse álbum, que tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2026.
Músicas: 01 – Povo Negro  – Adriana Souza e Gilberto Oliveira – do álbum Ziguezagueando // 02 – Mulheres D’Areia  – Kleiton Ramil e Paulo de Campos – do álbum Ziguezagueando // 03 – Valsa dos Vagalumes  – Nilton Jr. da Silveira, Cristian Sperandir e Adriano Sperandir – 1º single do álbum Loma Preta Gaúcha 
 
2) TRIBO MAÇAMBIQUEIRA – é um grupo que canta o seu lugar. Nativos do RS, moradores da cidade de Osório e arredores, levando a música popular de raiz a muitos palcos pelo Brasil. O primeiro disco intitulado “Trupicado”, foi um marco na carreira do grupo, cantando o mar, a lagoa, o morro (alto/quilombo) com uma tribo de compositores. O Grupo venceu vários festivais de músicas como: Musicanto em Santa Rosa, Moenda da canção em Santo Antonio, mas o momento histórico foi quando o grupo venceu a Tafona da Canção Nativa de Osório/RS. Ter o reconhecimento do júri e do público da cidade mãe do grupo,  fortaleceu muito a caminhada. A Tribo Maçambiqueira é um grupos musicais remanescentes mais importantes da cultura da música de raiz afro do estado do Rio Grande do Sul. Os integrantes são: Mário DuLeodato,  Cau Silva, Paulinho DiCasa e Geferson Lima.
Músicas: 01 – Maria Fumaça   – Sélio da Rosa Neto e Paulinho DiCasa  // 02 – São Benedito   – Ivo Ladislau, Carlos Catuípe e Paulinho DiCasa 
 
3) DONA CONCEIÇÃO  – Cantor, percussionista, compositor, poeta, cineasta, ator e performer, Dona Conceição vem da cidade de Alvorada, cidade periférica localizada na região metropolitana de Porto Alegre/RS para reafirmar a resistência e denunciar o racismo e o genocídio do povo negro, e também para trazer a cultura negra através da arte. Com apenas 15 anos, Dona Conceição idealizou e coordenou o projeto de inclusão social Nação Periférica, que ensinava percussão aos jovens da periferia de Alvorada. “Entendi o quanto esses projetos sociais são importantes para que outros meninos e meninas de periferia, como eu, consigam um pleno exercício de cidadania, acreditem nos seus sonhos e tenham condições de realizá-los”, defende o músico e educador.
Dona Conceição – nome artístico que John Conceição escolheu para homenagear sua mãe, Dona Vera Regina, e o pai, Carlos Conceição – considera o terreiro de batuque seu berço sonoro. Em 2018, Dona Conceição lançou o álbum Asè de Fala, e em 2021, o segundo disco, Amor e Água, financiado pela plataforma Natura Musical através do edital Tem Preto no Sul. Em agosto de 2025, Dona Conceição lançou com Thiago Ramil o álbum Gosto. 
Músicas (do álbum Asé de Fala de 2018) – 01 – Saudação a Exu  – Dona Conceição // 02 – Pássaro Azul – Dona Conceição – feat Lia Mara 
 
4) PÂMELA AMARO – é atriz, cantora, musicista, arte-educadora e compositora porto-alegrense. Nos últimos anos, tem se destacado como uma das vozes do samba no estado do RS, principalmente, a partir das composições que abordam temas variados, sempre positivando narrativas acerca das mulheres negras. Ativista cultural, toca cavaquinho, percussão e tem longo caminho na cena teatral, com atuação também no cinema e em musicais.  Integrou grupos musicais formados por mulheres musicistas, destes o mais atual é o grupo Três Marias. Em 2020, lançou seu primeiro EP solo, Veneno do Café, apresentando sua veia no samba de partido alto.  No mesmo ano, a artista foi contemplada pela Natura Musical para realizar a produção do seu primeiro álbum, ‘Samba às Avessas’. Patrocinado pela Natura Musical e financiado pela Pró-Cultura e Governo do Estado do RS, o trabalho destaca a vertente autoral da artista, em sintonia com as narrativas do universo feminino, plural e complexo.  Músicas (álbum “Samba às Avessas” de 2022):  01 – Pedido a Osun  – Pâmela Amaro // 02 – Deixa que eu vou te contar – Pâmela Amaro  – feat Maíra Freitas e Yzalú 
 
5) IALODÊ  – Ialodê é a celebração em vida das principais vozes da música negra do estado do RS: Loma, Marietti Fialho, Nina Fola e Glau Barros. A partir do show realizado em 2021, foi gravado e lançado o álbum Ialodê. O show Ialodê parte da trajetória de vida e de arte de quatro artistas mulheres negras que, em diferentes contextos e perspectivas, compõem e propõem performances que carregam as experiências plurais dos saberes artísticos na música. Vida e arte, história e expressão, razão e emoção fundidas aos sabores do tempo. Corpo e pensamento se apresentam como vetores unificados da produção artística de Loma, Marietti, Glau e Nina. Diferentes gerações, processos e caminhos que se encruzilham neste espaço tempo chamado Ialodê: uma homenagem e reverência às Iabás, às mães, as detentoras dos saberes da continuidade.
Músicas:01 – Yalodê   (Ao Vivo)  – Domínio Público – intérpretes: Glau Barros, Loma, Marietti Fialho e Nina Fola // 02 – Brasil Quilombo (Ao Vivo) – Luis Mauro Vianna e Zé Caradípia – intérprete: Glau Barros // 03 – A Voz Suprema do Samba é a Liberdade  –  Edison Guerreiro – interpretada pelo Ialodê. A música celebra, a essência libertária do samba e sua força como instrumento de resistência. Um manifesto artístico em forma de música.
 
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O SUL EM CIMA 35 / 2025

 
DUCA LEINDECKER nasceu em Porto Alegre, em 1970. Iniciou sua carreira artística aos treze anos e, de lá para cá, construiu uma sólida trajetória como instrumentista, compositor, produtor artístico e escritor.
Sete anos após seu último álbum de inéditas, Duca Leindecker lança “Tudo que se Tem”, disco gravado durante o período em que o artista viveu nos Estados Unidos. O trabalho reúne dez faixas que transitam pela poesia e musicalidade que marcaram sua trajetória à frente da Cidadão Quem e no projeto Pouca Vogal. Inspirado pelo recente LP “Pedidos”, o novo álbum inaugura uma fase distinta da carreira de Duca. As canções combinam a delicadeza do violão de nylon com a força do rock, mesclando guitarras, pianos, percussões, cordas e arranjos que ampliam a sonoridade. Entre as surpresas está a participação de seu filho Guilherme Leindecker, que estreia como baixista e compositor em “Fogo”, faixa na qual divide os vocais com o pai. O disco também traz composições inéditas da parceria Gessinger & Leindecker, como “Calmo” e “De Volta pra Casa”. As gravações aconteceram no Mountainside Studio, em Charlottesville (Virgínia, EUA), com a mixagem assinada pelo próprio Duca em seu novo estúdio, construído especialmente para a finalização deste trabalho. “Tudo que se Tem” está disponível em vinil e em todas as plataformas digitais. O álbum foi lançado em 7 de outubro de 2025.
Músicas: 01 – CHÃO – Duca Leindecker // 02 – TUDO QUE SE TEM – Duca Leindecker // 03 – CALMO – Duca Leindecker e Humberto Gessinger  // 04 – FOGO – de Guilherme Leindecker – interpretação: Duca Leindecker e Guilherme Leindecker // 05 – NAS ONDAS DO TEMPO – Duca Leindecker // 06 – DE VOLTA PRA CASA – Duca Leindecker e Humberto Gessinger 
 
HUMBERTO GESSINGER – “Revendo O Que Nunca Foi Visto” é o novo álbum do cantor e compositor Humberto Gessinger. Depois de “Quatro Cantos de Um Mundo Redondo” (2023), gravado 100% em estúdio, ele quis registrar alguns momentos do show “Gessinger Acústico Engenheiros do Hawaii”, com o qual vem excursionando pelo Brasil. Além de versões ao vivo de alguns de seus sucessos como “Piano Bar”, “Toda Forma de Poder” e “O Papa é Pop” e outros, “Revendo o que Nunca Foi Visto” traz duas canções inéditas, “Sem Piada nem Textão” e “Paraibah”, uma parceria com Chico César, que além de ter composto com Gessinger, também participa da faixa. “Paraibah” foi gravada no Estúdio Atlantis, em Estocolmo, na Suécia e a voz de Chico Cesar no Estúdio Space Blues, em São Paulo. “Sem Piada Nem Textão” foi gravada no Estúdio Soma, em Porto Alegre e as músicas ao vivo no Tokio Marine Hall SP. A produção é de Humberto Gessinger com coprodução de Protásio Jr. “Revendo O Que Nunca Foi Visto” foi lançado em junho de 2025 em streaming, CD, LP e cassete pela gravadora Deck.As inéditas “Sem Piada Nem Textão” e “Paraibah” já foram lançadas como single.
Humberto Gessinger nasceu em Porto Alegre em dezembro de 1963. É cantor, compositor, multi-instrumentista e escritor.   É especialmente conhecido por ter fundado a banda Engenheiros do Hawaii, na qual tocou de 1985 até 2008, quando o grupo entrou em uma espécie de hiato por tempo indeterminado. Na sequência, participou do duo Pouca Vogal, ao lado de Duca Leindecker, projeto na qual participou de extensa turnê entre 2008 e 2012. Desde 2013, lança discos e faz shows como parte de sua carreira solo que começou em 1996, mas estava parada devido à carreira de seus grupos.
Músicas: 01 – SEM PIADA, NEM TEXTÃO – Humberto Gessinger // 02 – PARAIBAH – Chico César e Humberto Gessinger – feat Chico César // 03 – O PAPA É POP Ao vivo – Humberto Gessinger // 04 – TODA FORMA DE PODER  Ao Vivo –  Humberto Gessinger // 05 – PIANO BAR  Ao Vivo – Humberto Gessinger // 06 – ERA UM GAROTO QUE COMO EU AMAVA OS BEATLES E OS ROLLING STONES  Ao Vivo – Franco Migliacci, Mauro Lusini e Paulino Brancato Júnior 
 
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O SUL EM CIMA 34 / 2025

Daniela Mercuri de Almeida Verçosa, conhecida como Daniela Mercury,  nasceu em 28 de julho de 1965, em Salvador (BA). Cantora e compositora, ganhou diversos prêmios, nacionais e internacionais, entre eles, um Grammy Latino, seis Prêmios TIM de Música, entre muitos outros. Também se destacam cerca de  23 turnês internacionais. Aos 60 anos, Daniela Mercury continua a reforçar seu lugar como uma das vozes mais influentes da música brasileira. No dia 17 de Outubro de 2025, a cantora baiana lançou “Cirandaia”, novo álbum de estúdio que chega às plataformas digitais com participações de Alcione, Dona Onete, Zélia Duncan e Geraldo Azevedo. Mercury também traz colaborações com Davi Kopenawa e seu filho Gabriel, que além de cantar, atua como produtor em algumas faixas do álbum. O novo álbum, celebra os 40 anos de carreira da artista, e 40 anos do axé music. Cirandaia é, segundo a artista, uma convocação para uma “ciranda verdadeiramente democrática, de amor e de reconhecimento do que temos de bom neste país”. O disco mescla ritmos dançantes e melodias tradicionais do Nordeste com temas atuais, incluindo questões ambientais, amor e resistência política. O projeto se destaca por transformar pautas sociais em música acessível, mantendo a energia alegre e envolvente que marcou a carreira da artista. Daniela Mercury explica que o nome do álbum é uma combinação de ciranda com IA (inteligência artificial). “Uma ciranda de amigos, uma dança de amigos, que tem a ver com o terreiro e com tudo que eu faço, que é coletivo, da cultura popular brasileira e é nordestino”, afirmou. O título do álbum faz referência tanto à ideia de uma ciranda entre amigos quanto à Inteligência Artificial, trazendo à tona questões sobre o impacto dessa tecnologia na sociedade. “A gente quer que os nossos filhos aprendam a lidar com essas novas tecnologias, mas precisamos discutir quais são os critérios e as regulamentações necessárias”, destaca Mercury. Além da temática tecnológica, o projeto aborda questões ambientais. A artista demonstra sua preocupação com a proteção do clima e destaca sua participação em campanhas relacionadas ao licenciamento ambiental, evidenciando seu compromisso com causas socioambientais. Daniela trabalha com a mistura e fusão de vários ritmos e gêneros musicais, a inovação e a quebra de padrões – na música e na vida – sempre corajosa e revolucionária. Versátil, ela preza pela liberdade musical, unindo vários estilos, mas sempre exaltando a música baiana e as influências afro-brasileiras. Conhecida nacional e internacionalmente, Daniela Mercury é  uma das artistas brasileiras mais conhecidas e respeitadas fora do país.

Músicas (todas do álbum Cirandaia): 01 – QUEM VAI SEGURAR O CÉU? (Omama Në Xaraka Niama / Metade Finda, Metade Vinda / Filho da Amazônia) · de Daniela Mercury · Gabriel Mercury · Ehuana Yaira Yanomami · Davi Kopenawa Yanomami · Jeane Terra – Participação: Gabriel Mercury · Ehuana Yaira Yanomami · Davi Kopenawa Yanomami // 02 – DEUS TEM MAIS OCUPAÇÃO – Chico César –  participação:  Chico César // 03 – BICHO AMOR – Capinan, Geraldo Azevedo  – participação: Geraldo Azevedo // 04 – CIRANDAIA – Daniela Mercury, Gabriel Mercury e Juliano Valle // 05 – ANTES DE VOCÊ CHEGAR – Almério, Ceumar Coelho – participação: Zélia Duncan // 06 – SAUDADE DO MAR – Daniela Mercury, Gabriel Mercury e Juliano Valle // 07 – PRIMAVERA – José Miguel Wisnik // 08 – É TERREIRO – Vini Mendes – Participação: Alcione // 09 – CUTE LOVE BABY – Dona Onete – Participação: Dona Onete // 10 – TE DIGO BABY – Lucas Santtana  // 11 – MEU CORPO TREME – Daniela Mercury e Juliano Valle –  Participação: Rachel Reis // 12 – AXÉ SALVADOR – Daniela Mercury, Pierre Onassis, Aila Menezes, Gabriel Mercury, Juliano Valle, Edu Casanova, Topera, Filipe Escandurras, Malu Mercury – com Daniela Mercury, Tonho Matéria, Graça Onasilê, Claudya Costa, Chocolate e Jorge Garcia, Madah Gomes, Junior Black.   A faixa ganhou uma nova versão em estúdio com a participação dos cantores dos blocos afro da Bahia: Didá, Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy, Muzenza e Cortejo Afro. A canção é um hino vibrante à cultura afro-baiana e aos orixás.

Contato:

https://www.danielamercury.com.br/