
1 ) LOMA – Em 50 anos de carreira, ela foi Loma, Loma Pereira, e recentemente assumiu o sonoro Loma Solaris. Mas segue a mesma cantora, uma das maiores da história da música do Rio Grande do Sul. A artista é conhecida por sua fusão de ritmos e gêneros musicais. Loma Berenice Gomes Pereira, ou simplesmente Loma, mistura canções consagradas do cancioneiro regional, latino-americano e brasileiro em seu repertório. Sua carreira teve início na década de 70, com o Grupo Pentagrama, e se consolidou nos Festivais Nativistas Gaúchos a partir da 4º Califórnia de Uruguaiana. Loma participou da maioria dos festivais realizados no RS e recebeu várias premiações e menções honrosas como intérprete. Desde 2002, Loma é cantora no Cantadores do Litoral, grupo que surgiu em 2001 formado por ela, Mário Tressoldi, Nilton Júnior, Paulo de Campos e Rodrigo Reis.
Entre os discos lançados estão “Loma”, “Um Mate Por Ti”, “Loma – Além Fronteiras” e “Ziguezagueando”. Com recursos provindos do edital de cultura Aldir Blanc, “Loma Preta Gaúcha”, o quinto rebento solo de sua discografia, reúne no repertório um conjunto de canções cuja vibrante musicalidade derrama-se em valsas, chacareras, milongas e reggae. “Já as letras versam sobre meio ambiente, mulheres, povos indígenas e comunidades afro-brasileiras. Ou seja, temas que resgatam a tradição, mas que, por outro lado, seguem relevantes na contemporaneidade”, ressalta a cantora. A música Valsa dos vagalumes, lançado em outubro de 2025 é o primeiro single de ‘Loma Preta Gaúcha’. Nos próximos meses serão lançados mais faixas desse álbum, que tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2026.
Músicas: 01 – Povo Negro – Adriana Souza e Gilberto Oliveira – do álbum Ziguezagueando // 02 – Mulheres D’Areia – Kleiton Ramil e Paulo de Campos – do álbum Ziguezagueando // 03 – Valsa dos Vagalumes – Nilton Jr. da Silveira, Cristian Sperandir e Adriano Sperandir – 1º single do álbum Loma Preta Gaúcha
2) TRIBO MAÇAMBIQUEIRA – é um grupo que canta o seu lugar. Nativos do RS, moradores da cidade de Osório e arredores, levando a música popular de raiz a muitos palcos pelo Brasil. O primeiro disco intitulado “Trupicado”, foi um marco na carreira do grupo, cantando o mar, a lagoa, o morro (alto/quilombo) com uma tribo de compositores. O Grupo venceu vários festivais de músicas como: Musicanto em Santa Rosa, Moenda da canção em Santo Antonio, mas o momento histórico foi quando o grupo venceu a Tafona da Canção Nativa de Osório/RS. Ter o reconhecimento do júri e do público da cidade mãe do grupo, fortaleceu muito a caminhada. A Tribo Maçambiqueira é um grupos musicais remanescentes mais importantes da cultura da música de raiz afro do estado do Rio Grande do Sul. Os integrantes são: Mário DuLeodato, Cau Silva, Paulinho DiCasa e Geferson Lima.
Músicas: 01 – Maria Fumaça – Sélio da Rosa Neto e Paulinho DiCasa // 02 – São Benedito – Ivo Ladislau, Carlos Catuípe e Paulinho DiCasa
3) DONA CONCEIÇÃO – Cantor, percussionista, compositor, poeta, cineasta, ator e performer, Dona Conceição vem da cidade de Alvorada, cidade periférica localizada na região metropolitana de Porto Alegre/RS para reafirmar a resistência e denunciar o racismo e o genocídio do povo negro, e também para trazer a cultura negra através da arte. Com apenas 15 anos, Dona Conceição idealizou e coordenou o projeto de inclusão social Nação Periférica, que ensinava percussão aos jovens da periferia de Alvorada. “Entendi o quanto esses projetos sociais são importantes para que outros meninos e meninas de periferia, como eu, consigam um pleno exercício de cidadania, acreditem nos seus sonhos e tenham condições de realizá-los”, defende o músico e educador.
Dona Conceição – nome artístico que John Conceição escolheu para homenagear sua mãe, Dona Vera Regina, e o pai, Carlos Conceição – considera o terreiro de batuque seu berço sonoro. Em 2018, Dona Conceição lançou o álbum Asè de Fala, e em 2021, o segundo disco, Amor e Água, financiado pela plataforma Natura Musical através do edital Tem Preto no Sul. Em agosto de 2025, Dona Conceição lançou com Thiago Ramil o álbum Gosto.
Músicas (do álbum Asé de Fala de 2018) – 01 – Saudação a Exu – Dona Conceição // 02 – Pássaro Azul – Dona Conceição – feat Lia Mara
4) PÂMELA AMARO – é atriz, cantora, musicista, arte-educadora e compositora porto-alegrense. Nos últimos anos, tem se destacado como uma das vozes do samba no estado do RS, principalmente, a partir das composições que abordam temas variados, sempre positivando narrativas acerca das mulheres negras. Ativista cultural, toca cavaquinho, percussão e tem longo caminho na cena teatral, com atuação também no cinema e em musicais. Integrou grupos musicais formados por mulheres musicistas, destes o mais atual é o grupo Três Marias. Em 2020, lançou seu primeiro EP solo, Veneno do Café, apresentando sua veia no samba de partido alto. No mesmo ano, a artista foi contemplada pela Natura Musical para realizar a produção do seu primeiro álbum, ‘Samba às Avessas’. Patrocinado pela Natura Musical e financiado pela Pró-Cultura e Governo do Estado do RS, o trabalho destaca a vertente autoral da artista, em sintonia com as narrativas do universo feminino, plural e complexo. Músicas (álbum “Samba às Avessas” de 2022): 01 – Pedido a Osun – Pâmela Amaro // 02 – Deixa que eu vou te contar – Pâmela Amaro – feat Maíra Freitas e Yzalú
5) IALODÊ – Ialodê é a celebração em vida das principais vozes da música negra do estado do RS: Loma, Marietti Fialho, Nina Fola e Glau Barros. A partir do show realizado em 2021, foi gravado e lançado o álbum Ialodê. O show Ialodê parte da trajetória de vida e de arte de quatro artistas mulheres negras que, em diferentes contextos e perspectivas, compõem e propõem performances que carregam as experiências plurais dos saberes artísticos na música. Vida e arte, história e expressão, razão e emoção fundidas aos sabores do tempo. Corpo e pensamento se apresentam como vetores unificados da produção artística de Loma, Marietti, Glau e Nina. Diferentes gerações, processos e caminhos que se encruzilham neste espaço tempo chamado Ialodê: uma homenagem e reverência às Iabás, às mães, as detentoras dos saberes da continuidade.
Músicas:01 – Yalodê (Ao Vivo) – Domínio Público – intérpretes: Glau Barros, Loma, Marietti Fialho e Nina Fola // 02 – Brasil Quilombo (Ao Vivo) – Luis Mauro Vianna e Zé Caradípia – intérprete: Glau Barros // 03 – A Voz Suprema do Samba é a Liberdade – Edison Guerreiro – interpretada pelo Ialodê. A música celebra, a essência libertária do samba e sua força como instrumento de resistência. Um manifesto artístico em forma de música.
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