O Sul Em Cima – Arthur de Faria

O SUL EM CIMA dessa edição reprisa o programa com ARTHUR DE FARIA & SEU CONJUNTO.

Arthur de Faria é um pianista, compositor, produtor musical, arranjador e jornalista de Porto Alegre/RS.

Em 1995 montou seu próprio grupo, Arthur de Faria & Seu Conjunto hoje formado por  Adolfo Almeida Jr (Fagote, Acordeom e Flauta), Júlio Rizzo (Trombone), Marcão Acosta (Guitarras), Arthur de Faria (Voz, Piano e Acordeom), Clóvis Boca Freire (Baixos e Contrabaixo) e Jorge Martte (Bateria e Percussão).
Lançaram o primeiro CD em 1996,  Música para Gente Grande, com canções e temas instrumentais de Arthur, Leo Maslíah e Túlio Piva. Em 1997, compôs e gravou com o Seu Conjunto e muitos convidados (Nei Lisboa, Vitor Ramil, N elson Coelho de Castro, Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, entre outros) a trilha sonora do musical infantil Flicts, que ganhou o Prêmio Tibicuera como Melhor Trilha Infantil, entre outros prêmios.

Em 2005 é a vez de Música pra Bater Pezinho, basicamente de canções de Arthur. O disco sai no Brasil pela gravadora Yb e na Argentina pela Random Records. Em 2011 lança Música pra ouvir Sentado.
A orientação estética do grupo, quer em seu trabalho vocal, quer em seus projetos instrumentais, é misturar linguagens da música folclórica dos países Brasil, Uruguai e Argentina, com improvisações coletivas que podem remeter ao jazz ou à música contemporânea, mas também aberto ao rock, ao pop.

Arthur de Faria escreveu mais de 25 trilhas para teatro, cinema e televisão e produziu cerca de 25 discos, além de escrever arranjos para mais de duas dezenas de artistas do Brasil e Argentina.

Vamos ouvir no programa O SUL EM CIMA, músicas do CD Música pra ouvir sentado!

Divirtam-se e comentem!!

Ouçam Aqui – Programa Arthur de Faria

Programa 13/2011 – Arthur de Faria  – Parte 1

Programa 13/2011 – Arthur de Faria  – Parte 2

O Sul Em Cima 2 – Isabela Fogaça

O programa O SUL EM CIMA dessa edição é dedicado a obra de ISABELA FOGAÇA.

Isabela Fogaça canta com sucesso desde pequena. Acostumou-se aos palcos participando dos festivais estudantis e dos festivais regionais de música nativa e popular que dominaram a cena cultural do Rio Grande do Sul nos anos 70 e 80.
Destacou-se como intérprete, vencendo inúmeros festivais e deixando e cada cidade por onde andou a marca do seu talento, em um período de extraordinária efervescência cultural.

Foi, no entanto, quando decidiu radicar-se em Porto Alegre que a voz de Isabela ganhou grande popularidade. Com a interpretação da música “Porto Alegre é demais”, de autoria de seu marido José Fogaça, Isabela arrebatou a alma da cidade e dos gaúchos. A partir da gravação desta música, tem recebido aplauso e reconhecimento a seu talento como artista.
Em 2003, Isabela gravou o CD “Natal em Família”, interpretando tradicionais canções natalinas com um estilo renovado. Com esse trabalho, formava-se uma parceria promissora: Isabela e o músico, arranjador e instrumentista Cau Netto.
Em 2011 lança seu próprio CD, “Sons da minha vida” que produziu em parceria com o marido, José Fogaça, para o selo Nossa Música da gravadora Biscoito Fino. Os arranjos são de Cau Netto. No disco, Isabela Fogaça canta músicas de Kleiton & Kledir, Bebeto Alves, Paulinho Pedra Azul, Emannuel Tugny, Orlando Morais, Marcos Valle, Maurício Poeta, Luis Coronel, dela própria. José Fogaça também participa do álbum como  compositor. O CD foi lançado em novembro de 2011, no Teatro Bourbon em Porto Alegre.

O programa O SUL EM CIMA mostra as músicas desse mais recente trabalho  chamado “Sons da minha vida”.
Vamos então ouvir a linda e encantadora voz da querida Isabela Fogaça!!

Divirtam-se e comentem!!

Ouçam Aqui – Programa Isabela Fogaça

Programa 02/2014 – Isabela Fogaça – Parte 1

Programa 02/2014 – Isabela Fogaça  – Parte 2

http://www.isabelafogaca.com.br/
https://www.facebook.com/pages/Isabela-Foga%C3%A7a/211509595580666?fref=ts

O Sul Em Cima – Jacarandá

O SUL EM CIMA dessa edição reprisa o programa com a Banda JACARANDÁ.

A Jacarandá foi formada em 2008, pelos músicos Evandro Vedovelli (Voz, Violão), Giordano Gasperin (Baixo), Antonio Dal Bó (Guitarra) e Estevan Gallas (Bateria). As composições da banda misturam o swing brasileiro e os ritmos latinos, como o Funk, o Soul e o Rock. A união entre a beleza poética e a simplicidade fonética das letras, se tornou uma das marcas mais conhecidas da banda.

A banda Jacarandá, que nasceu na cidade de Farroupilha no Rio Grande do Sul, se mudou em 2012 para o Rio de Janeiro, para poder estar no centro da música brasileira e dar sequência ao crescimento profissional.
Em 6 anos de formação, a banda também se apresentou em diversos shows e festivais importantes no sul do país. Entre eles, eventos da rádio Ipanema, uma das mais importantes rádios do RS. Em seus shows, a Jacarandá sempre obteve retornos muito positivos do público, sem restrições de idade e cultura, chamando assim a atenção dos produtores da região serrana do estado gaúcho.

A Jacarandá também realiza projetos sociais na favela da Rocinha no Rio de Janeiro, dando aulas para as crianças no projeto Maré Mansa, criado pelo Delão Alan Garcia, realizado na Rocinha Surfe Escola e na Escola de Artes do Tio Lino.

O programa O SUL EM CIMA dessa edição está recheado de ótimas canções e tem também uma entrevista deliciosa feita por Kleiton Ramil com os integrantes da Banda Jacarandá.

Divirtam-se e comentem!!

Ouçam Aqui – Programa Jacarandá


Programa 13/2013 – Jacarandá  – Parte 1

Programa 13/2013 – Jacarandá  – Parte 2

https://www.facebook.com/Jacarandaoficial
Site: http://www.jacarandaoficial.com.br

O Sul Em Cima – Gabriela Di Laccio

O Programa O SUL EM CIMA dessa semana é dedicado a obra da cantora lírica GABRIELA DI LACCIO.

Gaúcha nascida em Canoas/RS, Gabriela começou sua carreira sob a orientação da soprano brasileira Neyde Thomas e formou-se com distinção na Universidade de Música e Belas Artes do Paraná. Ainda na faculdade se juntou ao Teatro Guaíra no Brasil. Depois continuou sua educação no Royal College of Music em Londres.
Gabriela Di Laccio reside em Londres desde 2001 e vem conquistando prestígio no exterior por sua performance, tendo se apresentado como solista em diversos concertos na Inglaterra e diversos outros países da Europa.
É vencedora dos prêmios Peter Pears e Richard III para cantores de concerto (Reino Unido).
Ganhou notoriedade nos últimos anos devido ao seu tom expressivo, interpretações impressionantes e grande presença de palco. É elogiada especialmente por suas interpretações do repertório Barroco e Clássico.
Vamos apresentar no programa O SUL EM CIMA, as músicas do CD Encounter lançado em 2011, com músicas de Monteverdi, Caccini, G. Sanz, A. Ramirez, J. Marin, Ramón Sixto Rios, Merula, Luis Bonfá, D. Ortiz, Hidalgo e M. Lambert. Também mostraremos suas ótimas interpretações para músicas de Vivaldi.
Participaram do CD Encounter os músicos: Layil Barr (Viol & Recorder), James Akers (Theorbo & Baroque Guitar), Victor Alarcon (Guitar) e Andres Ticino (Percussion).

Vamos então nos deliciar ouvindo a maravilhosa interpretação e a linda voz de Gabriela Di Laccio.

Apreciem e comentem!!

Ouçam Aqui – Programa Gabriela Di Laccio 

Programa 24/2012 – Gabriela Di Laccio  –  Parte 1

Programa 24/2012  – Gabriela Di Laccio –  Parte 2

O Sul Em Cima – Projeto Ccoma

O SUL EM CIMA dessa semana reprisa o programa dedicado ao Projeto Ccoma, que ganhou ano passado o prêmio de Melhor Álbum Eletrônico na 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira com o CD Peregrino.

Projeto CCOMA é um duo de jazz instrumental contemporâneo e é formado pelo trompetista Roberto Scopel e pelo percussionista e produtor Swami Sagara. Une tambores à música produzida eletronicamente e o raro hang drum ao trompete, para criar o que poderíamos chamar de Future Jazz.
Lançaram dois CDs, Das CCOMA Projekt em 2009 e Incoming Jazz em 2010 (finalista de Prêmio da Música Brasileira em 2012 como melhor álbum eletrônico). Em 2011 produziram com o cineasta colombiano Daniel Vargas o documentário, “Profissão: Músico (46 min)” com imagens realizadas no Brasil, Uruguai, Colômbia, Alemanha e Grécia e conta com depoimentos de músicos de rua da França e Inglaterra, Djs e instrumentistas de diferentes gêneros musicais.

PEREGRINO é o mais novo álbum do Projeto Ccoma. Foi gravado entre janeiro e junho de 2012, nas montanhas do extremo sul do Brasil. Lançado no outono de 2012, pisa forte nas raízes da música eletrônica e dá as mãos aos ritmos e melodias regionais de diferentes lugares do planeta Terra.

Divirtam-se e comentem!!!

Ouçam Aqui – Programa Projeto Ccoma


Programa 36/2012  – Projeto Ccoma –  Parte 1

Programa 36/2012   -Projeto Ccoma –  Parte 2

O Sul Em Cima – Alex Alano

Alex Alano –  foto de Arthur Michaelsen

O  O SUL EM CIMA dessa semana reprisa o programa dedicado a ALEX ALANO.

Alex Alano iniciou seus estudos de música com o maestro Voltaire Paes em 1976. Cursou a Faculdade de Composição e Regência da UFRGS. Em 1984, mudou-se para a França fixando residência em Paris, onde ingressou no C.I.M. École de Jazz. Durante sua estada em Paris tocou em diversas casas noturnas integrando o grupo “Aquele Um” com o gaúcho Luizinho Santos (saxofone) e o francês Christian Davèe (percussão). Também se apresentou em Milão, Ibiza e Portugal.
Em 1986, de volta ao Brasil, lança o show “Singular, Plural e Outras”. Em 1988 lança em Porto Alegre e Belo Horizonte o LP Canibal com a participação de músicos como Alegre Correa, Renato Mujeiko, Gringo Saggiorato, Guinha Ramirez e Jua Ferreira.
Tem composições em parceria com Antonio Villeroy, Rodolfo Mendes, Orestes Dornelles, Fausto Prado, Marisa Rotenberg e outros. Alex Alano também criou a versão brasileira de Marseillaise (Hino Nacional da França) gravada em Paris pelo Quarteto Canela para o CD do trumpetista e jazzman francês Jean Loup Lognon, além de ter sido parceiro de Kleiton Ramil na criação de versões em francês para as canções da dupla Kleiton e Kledir.

Seu mais recente CD, REDONDAS, lançado em 2012, marca a retomada da carreira solo de Alex Alano que nos últimos anos esteve atuando em bandas como Venerável Lama e Cidade Baixa, da qual ainda é um dos atuais cantores. Seguindo a linha de seu primeiro trabalho solo, CANIBAL, o cantor e compositor vem com 13 canções que exploram a diversidade dos gêneros musicais, resultando numa música brasileira com pitadas de pop mas com sotaque universal. As canções, as quais o artista chama carinhosamente de “redondas”, foram garimpadas dentro de um universo de 70 composições e a escolha recaiu sobre as de concepção estética mais bem resolvidas, mais maduras, independendo do gênero: “…existem as canções mais espinhentas e as canções redondinhas. Este é um disco suave, de canções redondas, sem arestas, onde eu estou cantando manso; as canções são ao mesmo tempo simples e originais e com uma roupagem criativa e universal!! Pra mim, um disco…REDONDO!!! Este conceito de redondas, na verdade, transcende a questão das canções, ele reflete o momento que estou vivendo: o fechamento de um ciclo e o começo de outro! Parte da minha história, dinâmica, cíclica e evolutiva!”
O CD tem produção de Marisa Rotenberg e Gelson Oliveira e conta com um super time de músicos: Guto Wirtti nos baixos, Jefferson Marx nas guitarras e violões, Matheus Kleber no piano e teclados, Giovani Berti na percussão e as participações especiais de Ana Kruger na voz, Jorginho do Trumpete (Fluguelhorn e trumpete), Paulinho Fagundes (violão), Milene Aliverti (violoncello), e arranjo de cordas do uruguaio Monico Aguilera. O CD inaugura o selo ENGENHO MUSIC do compositor.

Em 2013, Alex Alano ganhou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Compositor MPB por esse trabalho, além de muitas outras indicações. Prêmio mais que merecido!!!!

Divirtam-se e comentem!!

Ouçam Aqui – Programa Alex Alano

Programa 06/2013 –  Alex Alano –  Parte 1

Programa 06/2013 –  Alex Alano  –  Parte 2

http://www.alexalano.com.br/
https://www.facebook.com/alex.alano.790?fref=ts


O Sul Em Cima – Vanessa Longoni

Vanessa Longoni  —  Foto: Camila Mazzini

O SUL EM CIMA dessa semana reprisa o programa dedicado a obra de Vanessa Longoni e em especial as músicas do CD “A Mulher de Oslo”.
Cantora de formação erudita e popular, cantou em vários grupos vocais, coros de óperas, atuou em espetáculos teatrais e participou de cds de músicos reconhecidos de Porto Alegre como Adriana Deffenti, Marcelo Delacroix, Angelo Primon, Sérgio Napp, Leandro Maia, Richard Serraria.
Em 2006, Vanessa criou o premiado espetáculo “A Mulher de Oslo”, inspirado no conto “A paixão de dizer” d’O Livro dos Abraços de Eduardo Galeano. Dois anos depois, ela lança seu primeiro CD solo com o mesmo título, recebendo o Prêmio Açorianos de Música 2008 no gênero MPB como melhor disco, melhor intérprete (Vanessa Longoni), melhor instrumentista (Angelo Primon) e melhor produção musical (Arthur de Faria).
O repertório é composto por canções de Arthur de Faria, Nico Nicolaiewsky, Cláudio Levitan, Elomar Figueira de Mello, Pedro Ayres Magalhães, Rossana Taddei, Omar Giammarco, Gorán Bregovic, André Abujamra, Léo Maslíah e canções folclóricas brasileiras.
Sua música ecoa aldeias, possui várias línguas e sotaques musicais, parte de um extremo sul onde o Brasil se confunde com a pátria do pampa e é também argentino e uruguaio. “Sons de canções quase perdidas misturadas com outras recém-descobertas. Sons vindos de longe no mundo, sons do quintal de casa. Sons dessa mulher que conta histórias que são daqui, dali, de qualquer lugar…”,diz Vanessa.

Vamos ouvir esse interessante trabalho, com a ótima interpretação e a bela voz de Vanessa Longoni.


Ouçam Aqui  –  Programa Vanessa Longoni

Programa 15/2012 – Vanessa Longoni  –  Parte 1

Programa 15/2012  – Vanessa Longoni  –  Parte 2

https://www.facebook.com/vanessalongonioficial?fref=ts

O Sul Em Cima – Gahuer Carrasco

O programa O Sul Em Cima dessa semana reprisa o especial com GAHUER CARRASCO.

Vamos ouvir as músicas de “PASIÓN”, terceiro álbum do cantor, compositor e instrumentista nascido em Pelotas, extremo sul e com raízes no Uruguai.
O CD, com músicas em português e espanhol, gravado no México, é composto basicamente por músicas inéditas, criações do próprio Gahuer em parceria com Igor Aguiar e mostra que as duas origens culturais estão plenamente valorizadas no CD que tem a cara da latino-américa.
Gahuer, soube buscar ao longo de uma década de trabalho a experiência, o estilo romântico e suave, que apresenta de forma confortável e talentosa na nova obra que teve direção artística do mexicano Paco Quiroz.
“Pásion une os estilos que mais gosto, Pop, Bossa Nova, Jazz e Salsa”, resume o artista. O músico, autor também dos álbuns Expressão em cordas (2007) e Pasión e Romance (2007), que tiveram reconhecimento pela crítica e grande aceitação por públicos em países como Uruguai, Paraguai, México, Espanha, Grécia, Portugal e Bulgária quer agora mostrar seu talento aos conterrâneos brasileiros.

Vamos então ouvir e apreciar a sensibilidade e a voz de Gahuer Carrasco! Imperdível!!
Divirtam-se e comentem!!

Ouçam Aqui: Programa Gahuer Carrasco

Programa 12/2012 –  Gahuer Carrasco   parte 1

Programa 12/2012 –   Gahuer Carrasco  parte 2

O Sul Em Cima 01 – Vanessa Longoni

O SUL EM CIMA dessa edição é dedicado ao trabalho de VANESSA LONGONI, e mostra em especial músicas de seu mais recente CD “Canção para Voar”.

Vanessa Longoni, intérprete gaúcha com formação lírica e teatral que alçou vôo com o aclamado álbum “A Mulher de Oslo” em 2008, lança seu novo rebento, “Canção para Voar”.
O CD foi gravado no Rio de Janeiro com produção musical de Gastão Villeroy e Antonio Villeroy. Em 12 faixas, a intérprete natural de Porto Alegre acolhe diversos gêneros musicais brasileiros, além de apresentar Hojas de Tilo, da compositora uruguaia Ana Prada, e Canto D’Alma, um joropo – gênero típico da música crioula – do carioca Vinícius Castro.
O CD “Canção para Voar” conta ainda com a participação dos cantores Danilo Caymmi em Folia do Divino e  Serginho Moah da banda pop gaúcha Papas da Língua.

Uma das características do CD e também da cantora – que faz uma síntese do lírico e do popular – é o gosto pelas letras fortes, na primeira pessoa, quase uma autobiografia musical. Para compor esse repertório, os compositores escolhidos foram Délia Fischer, Eugênio Dale, Lula Queiroga, Ana Prada, Magno Mello, Antonio Villeroy, Marcelo Delacroix, Ruben Penz, Eduardo Pitta, Alexandre Mello, Pedro Mangia e Vinícius Castro, sendo a maioria de músicas inéditas.

Os arranjos preciosos, das cordas e sopros, contaram com Gastão Villeroy, Arthur Verocae, Maicon Ananias e Letieres Leite. As bases foram gravadas pelos músicos Rafael Barata (bateria), Fernando Caneca (guitarra e violões) e Gastão Villeroy (baixo), tendo ainda as participações de Bebê Kramer (acordeom), Carlos Malta |(flautas e clarinete), Maicon Ananias (piano acústico), Donatinho (Rhodes, moog e prophet 5), André Siqueira (violão), Paulinho Trumpete (flugel), Marcos Lobo (percussão), Eugênio Dale (violão), Nicolas Krassik (violino e rabeca) e os vocais de Tadeu Matias e Jussara Silva.

O trabalho anterior, “A Mulher de Oslo” lhe rendeu renomados prêmios musicais do Rio Grande do Sul: Açorianos de Música de Melhor Intérprete, Melhor CD e Melhor produção musical e de show.

Vale conferir mais esse lindo e interessante trabalho da talentosa VANESSA LONGONI.

Divirtam-se e comentem!

Ouçam Aqui – Programa 1

Programa 01/2014 – VANESSA LONGONI parte 1




GIBA GIBA e NICO NICOLAIEWSKY


“Fiquei sabendo do falecimento do Nico Nicolaiewsky e do Giba Giba, grandes artistas do sul. Estou muito triste e só posso dizer que além de lamentar a perda desses dois bons amigos, todos perdemos os artistas que tanto contribuiram com nossa cultura. Minhas lágrimas só servem para acalmar, mas suas obras e gestos estarão para sempre na memória de todos nós.
Obrigado por tudo!”

Kleiton Ramil

LASTIMAMOS O FALECIMENTO DE GIBA GIBA (03/02/2014) E DE NICO NICOLAIEWSKY (07/02/2014), PERDAS IRREPARÁVEIS PARA A CULTURA DO SUL E DE TODO PAÍS.

Giba Giba

Juarez Fonseca escreveu: “Giba Gigante Negão”, título de uma música-tributo de Richard Serraria, ajuda a entender a dimensão do músico, filósofo, sábio e tocador de sopapo que partiu para outra no início da tarde do dia 03.02.2014. Verdadeira entidade, que marcou sua presença de forma vigorosa no cenário cultural do RGS, o pelotense Gilberto Amaro do Nascimento é um dos grandes nomes da cultura afro-brasileira. Em Porto Alegre, entre dezenas de atividades e manifestações de liderança durante mais de 50 anos, foi um dos criadores da primeira escola de samba moderna do estado, a Academia de Saba Praiana. Um gigante mesmo, como poucos.

Nico Nicolaiewsky


ÀS CINCO DA MANHÃ

Fabrício Carpinejar

Às cinco da manhã, a morte tem menos esperança, a fé tem menos altares, as velas se apagaram nas esquinas de Porto Alegre. Às cinco da manhã, o Guaíba quebrou sua luz, o pão se partiu sozinho, o açúcar perdeu seu brilho.

Às cinco da manhã, as roletas do trem pararam de pensar, os elevadores se sentiram velhos, as pombas fizeram greve de farelos.

Às cinco da manhã, o suor veio antes do sol, as ladeiras se despedaçaram como vidraças, as sombras correram para o Mercado Público.

Às cinco da manhã, o musgo se divorciou da pedra, ex-fumantes voltaram ao vício, amantes fingiram derradeiras promessas, não havia chave para abrir as janelas.

Às cinco da manhã, morreu Nico Nicolaiewsky. Ai que terrível, serão cinco e meia da manhã nos relógios da capital gaúcha durante o dia inteiro.

Nico colocou seu último suspiro para sorrir. Pensou que fosse a mesma coisa. Sorrir, suspirar.

Acenou com os dentes, mordeu a palha do vento, como a dizer que daria uma volta no invisível e já retomava o ensaio com os violinos.

Às cinco da manhã, Nico largou ao chão sua gravata, seu colete, se par de sapatos de bico fino, seu bigode da Sbórnia, suas canções desesperadas de amor. E as rosas brotaram de sua pele branca e cansada.

Enrolem o Maestro Pletskaya com as cortinas do Theatro São Pedro, coloquem algodão em seus ouvidos, ele é todo feito de cristal: ele é todo cristalino.

Morreu Nico, Morreu o tango de novo. Morreu a própria tragédia. Sua voz era de um lobo que já tinha sido homem. Hoje só podemos cantar uivando.

Não terá caixão para levá-lo. Não terá caixão para fechá-lo. Ele não é um morto, mas um piano parado.

Confisquem a lua em fevereiro, os corrimões das escadas, soltem os dragões e os cachorros de pedra da Praça da Matriz.

Segurem minhas mãos para não pegar o telefone. Segurem meus braços para não esmurrar a porta. Segurem minhas pernas para não procurá-lo. Segurem meus joelhos para não acordar o acordeon. Amarrem-me em qualquer lugar que não fale português e desperte saudade. Prendam-me na cama, anestesiem meu sangue – estou tão acostumado a enxergá-lo vivo que fui junto.

Só deixem minha cabeça livre. Para mexer a cabeça, para dançar Copérnico com os olhos e esperar que ele volte.

Ele sempre volta.