O SUL EM CIMA 21 / 2025

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Músicas: 01 -7 Anéis – Egberto Gismonti // 02 – O Sonho-Egberto Gismonti // 03-Don Quixote – Auto Retrato – Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro // 04-Lôro – Egberto Gismonti // 05-Saudações – Egberto Gismonti e Paulo César Pinheiro
THEO BIAL – Aos 27 anos, voluntariamente filiado à bossa nova mas também muito identificado com o samba, Theo Bial chega ao terceiro álbum da carreira solo com um projeto de intérprete. Depois de “Vertigem” (2022) e “Neo-Bossa” (2023), o cantor e compositor carioca se joga em releituras de Chico Buarque, um nome que carrega fortes laços bossanovistas, mas que sempre, assim como João Gilberto, se viu fazendo samba. “Theo canta Chico” é o nome do álbum, que foi lançado em todas as plataformas digitais em junho / 2025. No novo disco, “Theo canta Chico”, ele está acompanhado por dois jovens músicos também cariocas: o amigo e parceiro Raoni Ventapane e seu irmão Guido Ventapane, netos de Martinho da Vila. A gênese do projeto foi um show na Casa da Glória, Rio de Janeiro, em 2019, com canções de Chico Buarque e Tom Jobim. Na época, já com trajetória como músico “da noite”, Theo incorporou a seu repertório “Homenagem ao Malandro”, “Quem Te Viu, Quem Te Vê” e “Essa Moça Tá Diferente”. Os shows de lançamento no Brasil foram no Blue Note São Paulo, em 4 de julho . Em seguida, Theo começa a mostrar sua música internacionalmente, com dez apresentações no Japão.Theo começou a estudar violão aos 10 anos, para tocar pop/rock e canções de Tim Maia. Mais tarde, evoluiu em direção à soul music e sentiu um estalo ao se deparar com o repertório de Djavan. Foi estudar no exterior (um curso de verão no Berklee College, em Boston), onde viu a força da bossa nova. Acompanhado por grandes músicos de outras gerações (Adriano Giffoni, Adriano Souza) e representantes de linhagens nobres do samba, o álbum traz participações especiais de jovens talentos como o cantor Vidal Assis e o violonista Vinícius Guimarães. “Theo Canta Chico” foi gravado no Estúdio Fibra, no Estúdio La Maison e no Estúdio Toca do Ogrow. Direção artística: Martinho Filho, Analimar Ventapane e Mart’nália, Produção Musical e Fonográfica: Theo Bial – Músicas (de Chico Buarque): 01 – Homenagem ao Malandro // 02 – Essa Moça tá Diferente // 03 – Folhetim // 04 – João e Maria // 05 – Samba do Grande Amor // 06 – Cotidiano // 07 – Quem te Viu, quem te vê // 08 – Apesar de Você

Vanessa Moreno – Vencedora do Prêmio Profissionais da Música Brasileira em 2017 e 2018 na categoria ‘Cantora’, e em 2021 como ‘Cantora’ e também ‘Autora’, Vanessa se destaca como uma das maiores revelações musicais no Brasil. Participou de diversas gravações e shows com artistas da música brasileira, como Gilberto Gil, Edu Lobo, Rosa Passos, Mônica Salmaso, Maria Gadú, Criolo. Durante a pandemia, Vanessa passou a fazer vídeos em duo com artistas e apresentações virtuais extraindo sons de objetos cotidianos, destacando-se e ganhando alcance nas redes sociais. Sua discografia inclui “Vem Ver” (2013) e “Cores Vivas – Canções de Gilberto Gil” (2016)” com Fi Maróstica, o CD solo “Em Movimento” (2017); em duo com o pianista paraibano Salomão Soares “Chão de Flutuar” (2019) e “Yatra-Tá” (2021), os CD’s solo “Sentido” (2021) e “Solar” (2023).
Salomão Soares – Nascido e criado em Cruz do Espírito Santo, interior da Paraíba, e atualmente morando em São Paulo, Salomão é pianista, arranjador e compositor. Vem se destacando como uma das grandes revelações da nova geração de instrumentistas brasileiros e já dividiu palco com nomes marcantes da música brasileira como Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Hamilton de Holanda, Leny Andrade, Filó Machado, Renato Braz, Mônica Salmaso, Itiberê Zwarg, Arismar do Espírito Santo, Toninho Ferragutti (com quem gravou um disco em duo), entre tantos outros. É vencedor do Prêmio MIMO Instrumental 2017, finalista do Piano Competition no Festival de Montreux 2017 – Suíça e vencedor do Prêmio Novos Talentos do Festival Savassi 2018, em Belo Horizonte (MG).
Salomão Soares & Vanessa Moreno se reencontram em estúdio no álbum ‘Outros Ventos’, reafirmando a força e a sensibilidade de uma parceria que, ao longo dos anos, tem renovado a linguagem da música brasileira contemporânea. O disco traz releituras afetivas de clássicos do cancioneiro nacional, atravessadas pela estética personalidade do duo: o virtuosismo sutil de Salomão ao piano e a interpretação visceral e precisa de Vanessa. O álbum Outros ventos refresca temas recolhidos no cancioneiro da MPB, como Drão (Gilberto Gil, 1982), a reboque da inventiva harmonia de cantora extremamente afinada que doma o ritmo – usando inclusive a voz como instrumento de percussão – com pianista de levadas percussivas e toque tão serelepe quanto modernista. Outros Ventos é uma celebração da música brasileira e da cumplicidade artística entre dois dos nomes mais inquietos e expressivos da cena atual.
Músicas (do álbum ‘Solar’ de Vanessa Moreno): 01 – Girassóis – Vanessa Moreno // 02 – Pedra do Sol – Vanessa Moreno e Dani Gurgel // 03 – Solar – Vanessa Moreno Músicas do álbum ‘Outros Ventos” de Vanessa Moreno & Salomão Soares: 04 – Vento de Maio – Telo Borges e Marcio Borges // 05 – Drão – Gilberto Gil // 06 – Sapato Velho – Mu Carvalho, Claudio Nucci e Paulinho Tapajós // 07 – Béradêro – Chico César – feat Chico César // 08 – Samba de Mulher – Joyce Moreno e Léa Freire // 09 – Um dia, um adeus – Guilherme Arantes // 10 – Canto de Xangô – Baden Powell e Vinicius de Moraes // 11 – Tatá Engenho Novo – tema de domínio público em adaptação de Marlui Miranda
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Na edição 13 / 2025 de O Sul em Cima, faremos uma pequena homenagem a Rodi Pedro Borghetti, apresentando músicas de Renato Borghetti e Pedro Borghetti
Rodi Pedro Borghetti, o Borghettão, apelido carinhoso com o qual era conhecido, nome importante do movimento tradicionalista do Rio Grande do Sul, faleceu aos 92 anos em 17/03/25. Ele foi dirigente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e era pai do músico Renato Borghetti. Natural de Flores da Cunha (RS), Rodi também atuou como corretor de imóveis, empresário e advogado. Além de Renato, também era pai do produtor Marcos Borghetti e foi responsável pelo setor jurídico do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música. Ele formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em 1961 entrou para o 35 CTG, do qual foi patrão por sete vezes. Também foi presidente do MTG por dois mandatos, diretor do IGT, criador da Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha, patrono dos Festejos Farroupilhas e um dos fundadores dos Cavaleiros da Paz, em 1990. Em 2022, recebeu o título de Cidadão de Porto Alegre.
RENATO BORGHETTI – Renato Becker Borghetti, mais conhecido como Borghettinho (Porto Alegre, 23 de julho de 1963) é um músico instrumentista e acordeonista. Renato Borghetti no seu primeiro álbum, gravado em 1984, ganhou o primeiro disco de ouro da história da música instrumental brasileira. Com um estilo único e a sua gaita ponto, tem realizado diferentes leituras de obras da música do Rio Grande do Sul, agregando influências de outros estilos brasileiros e internacionais. Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Além da agenda exterior, o músico cumpre extensa programação em território nacional, levando a música gaúcha aos mais diversos cantos de nosso Brasil. Tem 26 discos gravados e dezenas de participações em gravações. Idealizado por Borghetti, em 2010 nasceu a Fábrica de Gaiteiros, um projeto de resgate cultural do Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música, voltado à educação musical através da gaita para crianças e jovens de 7 a 15 anos. O projeto já possui mais de 20 unidades de ensino até o momento (no RS, SC e Uruguai), tendo a sua sede na Barra do Ribeiro onde são fabricadas as gaitas exclusivamente para atender o projeto, não sendo comercializadas. Músicas: 01 – MERCEDITAS – Ramón Sixto Ríos // 02 – CAMPEIRA – Renato Borghetti / Daniel Sá e Hilton Vaccari // 03 – ENCONTRO – Renato Borghetti e Sivuca – Feat Sivuca // 04 – VIRA VIROU – Kleiton Ramil // 05 – MILONGA PARA AS MISSÕES – Gilberto Monteiro
PEDRO BORGHETTI é natural de Porto Alegre e com o seu primeiro álbum solo, Linhas de Tempo, lançado em 2019, levou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Compositor MPB. Em 2021 produziu quatro videoclipes de músicas autorais inéditas através do projeto Tempo de Sina. O compositor começou a se envolver com a arte desde cedo nos camarins dos pais, brincando com os figurinos, os cases e instrumentos. Inicialmente aderiu aos instrumentos de percussão, como bombo leguero, cajon e sapateado. Com oito anos de atuação no grupo de dança de sua mãe, Cadica Cia de Dança, participou de festivais internacionais de folclore em países como Chile, China, Portugal e Rússia. Há alguns anos acompanha seu pai nos espetáculos, tocando bombo leguero no Renato Borghetti Trio. Desde 2018 integra o coletivo de artistas, selo e estúdio Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre. Em maio de 2023, o cantor, compositor e multi-instrumentista Pedro Borghetti lançou seu segundo álbum solo nas plataformas de streaming de música. Intitulado Pendenga, foi gravado em dezembro de 2021 no Estúdio Pedra Redonda, em Porto Alegre, acompanhado pelo trio CeronFlachNeves formado por Guilherme Ceron (contrabaixo e produção musical), Lorenzo Flach (guitarra, efeitos e piano) e Bruno Neves (bateria e beats). Quase quatro anos após o disco de estréia – Linhas de Tempo, Pendenga carrega conhecimentos e desejos acumulados num período misto de evolução e clausura. Em contraponto ao primeiro trabalho, no qual abordou a família e sonoridades leves apresentando o artista de forma íntima, a densidade agora aumenta e as interpretações ganham forças para gritar o momento crítico, dramático e existencial que passamos com a pandemia. Músicas: 01 – LINHAS DE TEMPO – Pedro Borghetti e Neuro Júnior – do álbum Linhas de Tempo // 02 – QUEM JÁ NASCE FÊNIX – Tamiris Duarte e Pedro Borghetti // 03 – LETÍCIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti // 04 – PENDENGA DE CHICÓ – Carlos Medeiros e Pedro Borghetti – feat Jorginho do Trompete // 05 – SOMBRA – Pedro Borghetti – feat Gabi Lamas // 06 – NÓIA – Paola Kirst e Pedro Borghetti – feat Paola Kirst
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Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de Dora Morelenbaum e Bemti
DORA MORELENBAUM – Pique é o primeiro álbum solo da cantora, compositora, instrumentista e produtora carioca Dora Morelenbaum, filha do violoncelista e arranjador Jaques Morelenbaum e da cantora Paula Morelenbaum. Depois do sucesso com o ‘Bala Desejo’ (banda que, a partir de 2022, deu projeção à artista em quarteto formado com Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra), a cantora e instrumentista carioca revela um trabalho que é, ao mesmo tempo, íntimo e expansivo, refletindo uma evolução artística e pessoal. Quando o ritmo da vida se torna uma dança constante, surge a necessidade de uma trilha sonora que capture essa transitoriedade. Pique, primeiro álbum solo de Dora Morelenbaum, é um mergulho profundo na dualidade entre o movimento e o refúgio. Nomeada em homenagem a uma das faixas, a obra não só explora diversas facetas musicais – de MPB, soul, R&B e jazz –, mas também se manifesta como uma afirmação da identidade artística da cantora. Pique reflete a jornada pessoal e artística de Dora, que, após a conquista de um GRAMMY Latino pelo álbum SIM SIM SIM (2022), com o Bala Desejo, e o hiato da aclamada banda, revela um novo capítulo de sua carreira solo, desta vez mais profundo e complexo. Lançado em parceria com os selos Coala Records e Mr Bongo. “São muitas camadas. É um álbum com várias facetas e eu me vejo muito em cada uma delas. Acho que por ser meu primeiro disco solo, existe essa emoção de querer colocar muitas vontades”, explica. Coproduzida por Dora com Ana Frango Elétrico, a obra se define em um alcance de ritmos e gêneros. “Pique é justamente o resultado dessa mistura. Tem na base um quarteto de jazz, com baixo, bateria, teclado e guitarra; e, dentro dessa formação, vai esgarçando um pouco diferentes texturas”, completa. Músicas: 01 – Venha Comigo – Sophia Chablau // 02 – A Melhor Saída – Tom Veloso // 03 – Caco – Dora Morelenbaum e Zé Ibarra // 04 – Petricor // 05 – Pique // 06 – Talvez (As Canções) // 07 – Nem Te Procurar – (Músicas 04, 05, 06 e 07 de Tom Veloso e Dora Morelenbaum)
BEMTI – Nascido em Serra da Saudade. no interior de Minas Gerais, o cantor, compositor e instrumentista Bemti usa a Viola Caipira de dez cordas como base da sua sonoridade emocional e cinematográfica que transita por gêneros como indie pop, MPB e folk. O cantor e compositor também é formado em Audiovisual pela USP e traz as experiências como diretor, roteirista, redator e montador de filmes para seu trabalho na música. Sua estreia autoral, o álbum “era dois” (2018), conta com participações de Johnny Hooker e da banda Tuyo, e foi muito bem recebido pela crítica. Já o segundo disco, “Logo Ali”, conta com participações de Fernanda Takai, Jaloo, Josyara, ÀVUÀ e do músico português Hélio Morais. Este trabalho venceu o edital Natura Musical e foi indicado entre os Melhores Discos de 2021 na lista da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). A abordagem inédita e contemporânea da viola caipira feita por Bemti já ultrapassou 4 milhões de execuções apenas no Spotify, rendendo inclusões em trilhas sonoras de diversos longas e séries. Desde 2018, o artista mineiro já excursionou por 11 estados brasileiros e por países da Europa e América Latina, com shows esgotados em Lisboa e Buenos Aires. Bemti se posiciona como um artista LGBTQIAPN+ desde o seu primeiro videoclipe, criando inusitadas pontes através da sua música, onde a tradição encontra a modernidade e o rural se aproxima do urbano, sem deixar de lado a habilidade de conectar e emocionar o público. Músicas: 01 – Tango – Bemti – participação especial de Johnny Hooker – do álbum “Era Dois” // 02 – Livramento – Bemti e Nina Oliveira – com Marcelo Jeneci – Co-Produção, Piano Wurlitzer, Sanfona e Vozes Adicionais – do álbum “Logo Ali” // 03 – Catastrópicos – Bemti e Cauê Lemes – Participação de Jaloo – do álbum “Logo Ali” // 04 – Samba! Bemti e Cauê Lemes – Com participação do duo ÀVUÀ, formado por Bruna Black e Jota.pê – do álbum “Logo Ali” // 05 – Quando o Sol Sumir – Bemti, Roberta Campos e Cauê Lemes – part especial Fernanda Takai – do álbum “Logo Ali” // 06 – Melhor de Três – Bemti, Luis Calil, Ernesto Djédjé – Single do 3ª disco (a ser lançado)
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