No programa O SUL EM CIMA dessa semana, vamos mostrar os trabalhos dos convidados: CANTADORES DO LITORAL, PAULO DE CAMPOS, CARLOS D’LUCKA e TRIBO MAÇAMBIQUEIRA.
CANTADORES DO LITORAL
O grupo estreou em 2001 em Osório/RS com o espetáculo que tinha como título “Cantadores do Litoral”. De lá para cá, aconteceram várias apresentações que – com o passar do tempo, por uso do público e da imprensa – acabou assumindo o próprio nome do espetáculo e transformando-se num importante e fundamental divulgador da cultura étnica de influência afro-açoriana vigente nesta região.
Juntos, divulgando esses traços culturais afro-açorianos do nosso terrítório mais meridional do Brasil, compartilharam e proporcionaram ao público um dos mais importantes momentos da música popular brasileira dos últimos tempos.
O primeiro disco do grupo foi uma produção totalmente independente e elaborada exclusivamente por integrantes do grupo desde seu projeto até a captação de recursos. Foi gravado e mixado em estúdio próprio e produzido e lançado pelo selo RIMADISCOS, também pertencente ao grupo. Foi lançado oficialmente em setembro de 2009, na cidade de Porto Alegre, numa promoção da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O CD teve patrocínio da PETROBRÁS e foi distribuído para público e imprensa do Rio Grande do Sul/ Brasil e Açores/Portugal.
Com um repertório repleto de ritmos quentes e sons impregnados de lusitanismos e africanismos, transformando-se em nova e brasileira opção musical aflorada na beira do mar, os Cantadores do Litoral transcendem a finalidade inicial, pelas necessidades e pelas responsabilidades que lhes foram impostas: serem os embaixadores artísticos e os perpetuadores da cultura presente no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Cantadores do Litoral foi, durante quase vinte anos, o Maior Espetáculo Artístico e Divulgador da Cultura Afro-Açoriana realizado no estado. Sempre incentivando a atuação coletiva, alavancou o surgimento e a carreira de diversos grupos, que continuam o legado que Mário Tressoldi e Paulo de Campos criaram e batalharam: fazer com o que o gênero descoberto por Carlos Catuípe e Ivo Ladislau seja ouvido pelo resto do estado e pelo país inteiro. Hoje em dia, CANTADORES DO LITORAL é o maior arquivo de música e cultura afro-açoriana do estado, além de ainda aparecer de vez em quando, surpreendendo e recompensando os eternos fãs e admiradores. OS CANTADORES DO LITORAL estarão vivos aonde estiver um músico cantando a diversidade e a pluralidade do Litoral do Rio Grande do Sul.
Músicas: 01 – Palamenta – Ivo Ladislau e Carlos Catuípe // 02 – Festa no Mar – Vaine Darde – com Lúcio Pereira // 03 – Tainha do Maricá – Mauro Moraes – com Renato Júnior
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PAULO DE CAMPOS
Maestro, Bacharel em Composição e Regência, Licenciado em Educação Artística com Habilitação em Música pela Faculdade de Música Palestrina, onde frequentou também o curso de Especialização em Folclore e foi professor de Teoria da Música, Harmonia Tradicional, Harmonia Gradual e Música de Câmara; além de assistente de coordenação pedagógica e da direção da Faculdade, responsável ainda pelo acervo monográfico dos cursos de especialização em Arte-Educação, Folclore e História das Artes.
Começou sua carreira musical nos festivais estudantis em Pelotas e Porto Alegre, ao lado de Kleiton Ramil, Quico Castro Neves, Pery Souza e outros. Depois, criou e integrou o Grupo Cordas & Rimas junto com Zé Caradípia.
Produtor de inúmeros projetos e eventos culturais e através da Rimadiscos, produziu e gravou vários LPs e CDs de festivais e de artistas independentes.
Radicado no Litoral Norte, foi Coordenador Pedagógico e Arte-educador da Academia de Música RIMA-Aperfeiçoamento, da qual foi criador e primeiro diretor; e professor de Educação Artística no Ensino Médio Estadual e Particular.
Participante como compositor, músico, intérprete, jurado, crítico musical, e convidado de inúmeros Festivais de Música Nativista e Popular, durante as últimas quatro décadas. Incentivador da pesquisa cultural afro-açoriana, legado fortemente impregnado e cultuado na região Litoral Norte. Integra, como intérprete, compositor, diretor e produtor artístico, o Grupo Cantadores do Litoral.
Paulo de Campos foi designado para integrar o Conselho Estadual de Cultura, na condição de Conselheiro Titular, representando o Governo do Estado, Biênio 2017/2019,
O Governo do Estado o designou para integrar o corpo de arte-educadores da Escola da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre/RS- OSPA, na condição de Professor Titular de Teoria e Percepção Musical. Em agosto de 2018, através de um Termo de Cooperação entre a Secretaria Estadual de Educação e a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer foi designado para a Curadoria do Projeto Acervo do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.
Em parceria, a Rima Produções Culturais e o Programa O Sul em Cima, realizam a Série Especial Músicas do Sul através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas.
Músicas: 01 – Canção de Nimar – Paulo de Campos e Cássio Ricardo – com Carlos Catuípe // 02 – Mulheres D’Areia – Paulo de Campos e Kleiton Ramil – com Loma // 03 – Manhã do Poeta – Paulo de Campos e Cássio Ricardo – Com Otto Gomes
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CARLOS D’LUCKA – Jovem cantor e compositor de voz forte e composições marcantes, que traz em sua essência e raízes a música sulista para seu Pop/Rock que vem conquistando público por onde passa.
Nas redes sociais seus vídeos já passaram a marca dos 90 mil acessos e 5 mil likes. Foi destaque no Empurrão Nova Schin da Rádio Atlântida e no “Minha Banda no TeleDomingo (RBSTV)” e colocou seu trabalho sob os holofotes da mídia do RS.
Hoje com música nas maiores rádios do RS, como a Rádio Atlântida, fortalece ainda mais seu trabalho autoral.
A presença no palco, com um show cheio de energia e alto astral, são marcas registradas do artista.
MÚSICAS: 01 – Vivo em Ti – Carlos D’Lucka // 02 – Pra Ser Amor – Carlos D’Lucka // 03 – Música Sem Nome – Carlos D’Lucka e Rodrigo Mallmann
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TRIBO MAÇAMBIQUEIRA – é um grupo que canta o seu lugar. Nativos do RS, moradores da cidade de Osório e arredores, levando a música popular de raiz a muitos palcos pelo Brasil. O primeiro disco intitulado “TRUPICADO”, foi um marco na carreira do grupo, cantando o mar, a lagoa, o morro (alto/quilombo) com uma tribo de compositores.
Depois de muito tempo de pesquisas e composições coletivas, o grupo foi para a estrada em 2015 com uma circulação pelas cidades de Lajeado, Santa Maria, Caxias do Sul e Gravataí, dentro do projeto Arte Sesc que finalizou na cidade de Santo Antonio no palco da Moenda da Canção.
Em 2017 a circulação do espetáculo aconteceu pelas cidades do estado do Rio de Janeiro, novamente com a Circulação pelo SESC levando a batida do tambor para escolas, universidades e apresentações em Teatros e Praças Públicas. O Grupo venceu vários festivais de músicas como: Musicanto em Santa Rosa, Moenda da canção em Santo Antonio, mas o momento histórico foi quando o grupo venceu a Tafona da Canção Nativa de Osório/RS. Ter o reconhecimento do júri e do público da cidade mãe do grupo, fortaleceu muito a caminhada.
Através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, estão realizando um documentário em comemoração aos 20 anos de carreira do grupo TRIBO MAÇAMBIQUEIRA, com o objetivo de comemorar, divulgar, preservar e salvaguardar a memória de um dos grupos musicais remanescentes mais importantes da cultura da música de raiz afro do estado do Rio Grande do Sul.
Os integrantes são: Mário DuLeodato, Cau Silva, Paulinho DiCasa e Geferson Lima. A produção é de Adriana Sperandir.
Músicas: 01 – Maria Fumaça – Sélio da Rosa Neto e Paulinho DiCasa // 02 -Negra Maçambiqueira – Paulinho DiCasa // 03 – São Benedito – Ivo Ladislau, Carlos Catuípe e Paulinho DiCasa
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VÍDEO DE PAULO DE CAMPOS e seus convidados Cristian Sperandir, Paulinho Rícoli, Cattulo de Campos e Natália Bernardo
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Neto Fagundes, Hique Gomez, Cordas & Rimas e Banda Diretoria.
NETO FAGUNDES – Euclides Fagundes Neto, mais conhecido como Neto Fagundes (Alegrete, 15 de agosto de 1963) é um cantor, compositor, apresentador de TV e radialista. Neto é um dos mais conhecidos intérpretes da música regional gaúcha.
A voz e a imagem do gaúcho moderno são as marcas de Neto Fagundes no palco, em frente às câmeras, no rádio, em peças publicitárias e eventos. O cantor Neto Fagundes contou desde sempre com o estímulo do pai, Bagre Fagundes, e do avô Euclides Fagundes por quem foi intitulado “o cantor da família”. O contato com a diversidade cultural da fronteira e a experiência adquirida nos festivais nativistas tornaram Neto Fagundes um dos principais cantores da música gaúcha acumulando prêmios, muitos deles de melhor intérprete dos principais festivais do estado. Iniciou a carreira de cantor ao lado do pai e do irmão Ernesto Fagundes no grupo Inhanduy nas primeiras apresentações e gravações de músicas como o Canto Alegretense e Origens, composições de Nico e Bagre Fagundes.
O primeiro registro solo foi o LP Gauchesco e Brasileiro, lançado em 1991. Em 1994, Neto lançou dois álbuns: Som do Sul e Neto Fagundes com composições próprias e canções premiadas em festivais. Em 1996, participou do festival Sud a Sul, que levou artistas gaúchos à cidade francesa de Sanary-Sur-Mer.
Em 1997, lançou o álbum Regional Brasileiro e em 1999 o álbum Metendo Chamamé. No início de 1997, apresentou-se no Teatro Alvear, em Buenos Aires.
Em 2001 Neto Fagundes lança ‘Festa em Porto Alegre’, álbum com canções de um dos principais compositores da música regional gaúcha, Elton Saldanha. Em 2002, lançou o primeiro CD junto com a Família Fagundes e em 2004 lançou o segundo “Para todas as Querências”. Devido ao adoecimento do seu tio Nico, Neto Fagundes passou a apresentar também o Programa Galpão Crioulo, na RBS TV. Desde 2012, apresenta o programa junto com a cantora Shana Müller.
Em 2008 lançou um CD com a banda Estado das Coisas, com o qual faz parte do projeto Rock de Galpão. Neste trabalho, a guitarra distorcida se mistura ao toque da gaita gaúcha e abre caminhos com releituras de autores gaúchos. Em 2012 lança ‘O Pago em cada canção’ e em 2017 o ‘Galpão Sagrado’.
Músicas: 01 –ORIGENS – Antonio Augusto Fagundes / Bagre Fagundes – está no álbum Gauchesco e Brasileiro // 02 – ESTRADA AFORA – Neto Fagundes – está no CD O Pago em cada Canção // 03 – O CANTO DOS LIVRES – Cenair Maicá – esta no cd O Pago em cada Canção
HIQUE GOMEZ – (Porto Alegre) é músico, ator, compositor, multi-instrumentista e arranjador. A carreira artística de Hique se iniciou no interior do Estado, em Soledade, onde a família foi morar por conta do trabalho do pai. No início dos anos 80, Hique e Nico Nicolaiewsky, fundador do grupo musical Saracura, se aproximaram. Em setembro de 1984, entrava em cartaz “Tangos & Tragédias”, a obra que tornaria os embaixadores da Sbórnia um fenômeno de público até a morte de Nico, em 2014.
Relembrando algumas peculiaridades da Sbornia:
A Sbornia é uma ilha que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares e passou a flutuar errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio é a Recykla Gran Rechebuchyn, a Grande Lixeira Cultural onde são extraídos e reciclados os dejetos artísticos esquecidos por outras nações.
Kraunus e Pletskaya imigraram para o Brasil em 1984 e se tornaram embaixadores da cultura sborniana com seu espetáculo marcadamente no estilo do Teatro Hiperbolico.
Em 2014, Pletskaya retornou em definitivo à sua terra natal, quando Nico Nicolaiewsky nos deixou, e dois anos mais tarde, Kraunus se juntou à pianista sborniana Nabiha, vivida pela maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, para dar continuidade à saga com A Sbornia Kontr’Atracka
Foi lançado em 2020 a websérie Sbornia em Revista protagonizada por Hique Gomez, Simone Rasslan e Cláudio Levitan que apresentou entrevistas, novos quadros, clipes inéditos e participações especiais. A segunda temporada se encerrou em abril de 2021. O enredo que foi o tema dos três episódios da 2ª temporada, remete ao maior tesouro da Sbornia, a Recycla Gran Rechebuchyn. Devido a uma grande estiagem artística que se acometeu sobre o mundo todo no último ano, as valiosas reservas de lixo cultural da Sbornia chegaram a níveis muito baixos, e foi preciso que o professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan) organizasse uma expedição – ou, em bom sborniano, expedizson – por diversas cidades, para encontrar novos e experientes artistas cujas obras serão preservadas no patrimônio cultural da ilha flutuante. Kraunus Sang (Hique Gomez) e Nabiha Nabaha (Simone Rasslan) sairam à procura desses artistas, que foram convidados especiais da série.
Músicas ( os videoclipes foram produzidos para a 2ª temporada de Sbornia em Revista – disponíveis no youtube de A Sbørnia Kontr’Atracka): 01 – SAUDAÇÃO AO GARI – Hique Gomez / Nelson Coelho de Castro – Interpretação: Hique Gomez, Simone Rasslan e “Grupo Samba Delas” // 02 – AQUARELA DA SBORNIA com Nitro Di – Composição original de Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky – Um dos maiores clássicos do repertório sborniano em uma versão hip-hop produzida pelo rapper gaúcho //
03 – NO MEIO DA PANDEMIA – Hique Gomez – Intérpretes: Hique Gomez e Simone Rasslan
CORDAS&RIMAS – No final dos anos setenta, jovens que eram convictos da paixão incontestável pela música e de que dela seriam servidores para sempre, como Paulo de Campos, Zé Caradípia (autor do sucesso Asa Morena), Santolin e Zê Azemar, entre outros, formaram o Grupo Cordas & Rimas. Fizeram sucesso na época e participaram do surgimento da MPG (Música Popular Gaúcha) contemporaneamente com outras bandas como os Grupos Rebenque, Folk e Fruto da Época. Gravaram o LP coletivo SOM GRANDE DO SUL, referência da nova música urbana que surgia no Rio Grande do Sul.
Quarenta anos depois, uma nova geração assumiu o nome Cordas e Rimas, apresentando outra sonoridade e uma linguagem própria, sem, porém, abandonar essas influências e hereditariedades musicais.
Apesar da pouca idade, seus integrantes já acumulam larga experiência, pois além de se dedicarem ao aprendizado musical, convivendo com elementos e conceitos técnicos e teóricos desde a infância, apresentam-se com frequência em muitos eventos e palcos do RS: CATTULO DE CAMPOS, IVANA MUNARI e PATRICK HERTZOG.
Entre as experiências do grupo atual estão as participações junto a grandes grupos e músicos de alto nível; Apresentações de shows na Expointer, na Moenda da Canção e na Tafona da Canção; Shows no Teatro Renascença, Casa de Cultura Mário Quintana e Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo; Vitória no 1º Festival de Jovens Intérpretes Cooperativistas o que lhes possibilitou apresentar-se no Gigantinho para cerca de dez mil pessoas, e muito mais.
Gravou em 2014, de forma independente, seu primeiro disco: Cordas&Rimas. Atualmente o grupo divulga seu segundo álbum, intitulado Olhar Viajante, a ser lançado em breve. Eles contam: ‘O álbum está sendo totalmente gravado, produzido e finalizado por nós: Cattulo de Campos, Ivana Munari e Patrick Hertzog. Queremos, dessa forma, entregar para quem nos ouvir, uma experiência que realmente mostra quem nós somos: nossas raízes, influências e pluralidades.’
Músicas: 01 – PORTO GRIS – Patrick Hertzog // 02 – SE EU FLOR – Cattulo de Campos e Pâmela Dacol // 03 – CANTIGA – Aurélio Aragon, Carolina Wist e Paulo de Campos
DIRETORIA é uma banda formada em Porto Alegre em 2001 por amigos que se identificaram em afinidades musicais em comum.
O primeiro CD homônimo, lançado pela gravadora Orbeat, teve boa repercussão na mídia . A banda Diretoria é conhecida por misturar gêneros e estilos musicais, não tendo compromisso com “bemóis nem sustenidos”. Faz música brasileira com influências de reggae, rap, rock e muito mais. Essa mesma fórmula foi usada para conceber a nova cara da banda que depois de anos de estrada e algumas mudanças na formação, lançou um novo trabalho que deu sequência aos singles “Maré Cheia” e “Universo Paralelo”, batizado de “Nebulosas” e que chegou ao mercado em outubro de 2018 com 9 faixas inéditas.
Música sincera para ouvidos curiosos e letras que trazem uma mensagem questionadora sobre assuntos diversos do cotidiano, de crenças espirituais e de antigas indagações que temos frente a imensidão do universo.
Atualmente a Banda Diretoria é formada por: Otto Gomes – voz // Sid Poffo – teclados // João Marcelo – Baixo // Márcio Pêxi – bateria // Roger Gloeden – guitarras
Músicas: 01 –O JOGO – Márcio Pêxi, Sid Poffo, João Marcelo e Júlio Porto // 02 – MARÉ CHEIA – Música: Sid Poffo, Márcio Pêxi e Marcelo Salgueiro // 03 – CINDERELA – Márcio Pêxi e Marcelo Salgueiro
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar o trabalho de CARDO PEIXOTO.
CARDO PEIXOTO é cantor, compositor, músico, ator, produtor cultural e professor de canto. Natural de Pelotas, reside em Caxias do Sul desde 2008.
Fez aulas de canto lírico por 4 anos no Conservatório de Música de Pelotas, hoje pertencente a Universidade Federal de Pelotas. Músico desde 1984, teve seu trabalho iniciado nos banquinhos de bares de Pelotas e região.
Mesmo não tendo músicos na família, Cardo Peixoto se relacionou com a arte desde os bancos escolares, participando de grupos de teatro e corais das escolas por onde passou. Sua relação com a composição musical é anterior ao seu convívio com instrumentos e essa é uma história da qual ele tem muito orgulho. Ele compunha músicas cantarolando melodias e inventando letras. O violão vem de forma autodidata; ganha o primeiro com uma música de sua autoria, em um festival.
Em 1993, Cardo Peixoto realiza o primeiro show com músicas próprias, SOB AS LUZES DE NEON, no Theatro Sete de Abril, em Pelotas, com acompanhamento de violão e acordeom. 1996 é o ano de SÃNDALO, segundo trabalho autoral.
Em 2006, como produtor artístico e musical, dirige e produz o CD e o show UM CANTO PÁ’OCÊ, da cantora Giamarê, que realizou apresentações em Salvador-BA, tendo sido contemplado no edital Caixa Cultural 2007.
A música de Cardo Peixoto é diversa, em relação aos gêneros e ritmos, e carregada de sutilezas e nuances, conhecidas e apreendidas em múltiplas experiências sonoras.
Como intérprete, Cardo Peixoto empresta às suas melodias uma voz com técnica e emoção na medida correta, transitando com segurança entre as diferentes regiões de sua extensão vocal. Possui um timbre quente e que lhe permite atacar as notas de forma suave ou mais estridente e que soa muito bem em suas usuais improvisações vocais.
Como ator, Cardo Peixoto atuou em espetáculos teatrais por mais de 25 anos, maior parte deste tempo no TEP – Teatro Escola de Pelotas. Também ministrou cursos e oficinas de interpretação para teatro e cinema e fez dublagens para cinema de animação.
Sua discografia conta com quatro álbuns: Rota da Estrela (2002), Canções de Armar e Desarmar (2007), As Estações (2015) e Menino Brasileiro (2017); além de participações em diversas coletâneas.
Em junho de 2020 lançou o EP Precisão, onde os poemas de Valder Valeirão foram musicados por Cardo Peixoto. A sinergia entre poesia e música é a essência desse EP que está disponível nas plataformas de música digital.
Já fez shows em vários estados do Brasil, além de Uruguai, Holanda, Bélgica e Alemanha. Integra o Projeto Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, já no sétimo ano e promove, de forma colaborativa e autônoma, a circulação de artistas de raiz brasileira, abrangendo seis estados, além de Uruguai, Argentina, Chile e Venezuela, na América Latina; e Portugal, Espanha e França, na Europa. Atualmente é coordenador do Dandô, no Rio Grande do Sul, onde o circuito passa por 13 cidades.
Músicas: 01 – BATE TAMBOR (Cardo Peixoto – Valéria Pisauro) // 02 – FIM DE SEMANA (Cardo Peixoto – Luizinho Santos) //03 – PASSOS NA AREIA (Cardo Peixoto – Luciano Linhares) // 04 – SINA DE CANTADOR (Cardo Peixoto) // 05 – CORTEJO (Cardo Peixoto – Valéria Pisauro) // 06 – MENINO BRASILEIRO (Cardo Peixoto) // 07 – CANCERIANA SENHORA (Cardo Peixoto) // 08 – MATITA-PERÊ (Cardo Peixoto – Nina Araújo) // 09 – PRECISÃO (Cardo Peixoto – Valder Valeirão) // 10 – LOUCA POR MIM (Cardo Peixoto – Valder Valeirão) // 11 -SILÊNCIO (Cardo Peixoto – Luciano Linhares) // 12 – A NOITE (Cardo Peixoto – Luar Méndez) // 13 – O AR DA TUA GRAÇA (Cardo Peixoto – Luciane Lopes)
Nessa edição de O Sul em Cima vamos apresentar os trabalhos de Antonio Villeroy, Maiara Moraes, Lindsay & Isaac , Lívia e Arthur Nestrovski.
ANTONIO VILLEROY – Nasceu em São Gabriel /RS em 19/07/61. Cantor, compositor e produtor musical, Antonio é um dos autores brasileiros mais gravados da atualidade. Além de seus próprios discos, suas canções podem ser ouvidas nas vozes de artistas como Ana Carolina, Gal Costa, Ivan Lins, Luiza Possi, Maria Bethânia, Maria Gadu, Mart’nália, Moska, Preta Gil, Seu Jorge, Zizi Possi, John Legend, Chiara Civello, Mário Biondi, Jesse Harris e muitos outros grandes nomes nacionais e internacionais. Começou sua carreira musical no início dos anos 80 em Porto Alegre. Em 1991 lançou seu primeiro disco “Totonho Villeroy”, Trânsito em 1995, “Juntos 1” com Bebeto Alves, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro em 1998 e “Juntos 2” em 2001. Em 2000 lançou “Totonho Vileroy”, em 2004 “Totonho Villeroy ao vivo”. Em 2006 lançou em CD/DVD “Sinal dos Tempos ao vivo”, “José” em 2010 e o mais recente “Samboleria” em 2014 pela Sony Music.
Antonio Villeroy teve duas canções indicadas ao Grammy Latino, São Sebastião em 2005 e Rosas em 2007. Além de sua língua de origem, ele também compõe e interpreta em francês, italiano, inglês e espanhol.
Entre suas atividades paralelas, Antonio produziu, de 1996 a 2006, na cidade de Sanary sur Mer, na França um dos maiores festivais de música brasileira da Europa.
Músicas: 01 – É onde o seu lugar – Antonio Villeroy // 02 – Garganta – Antonio Villeroy // 03 – Ponto Com e Sem – Antonio Villeroy e Moraes Moreira
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MAIARA MORAES – Flautista, sua formação começou em Florianópolis – cidade onde cresceu – e passou pelas cidades de Curitiba (PR), Tatuí (SP), Buenos Aires (AR) e São Paulo. Se formou em flauta popular pelo Conservatório de Tatuí e EMESP (SP), além de estudar na Escola Municipal de São Paulo. Graduou-se em licenciatura pela UDESC e no mestrado em música pela UNICAMP, onde sob a orientação do Prof. Dr. Rafael dos Santos, realizou pesquisa sobre o flautista Copinha. Sempre se dedicou ao estudo da música popular latino-americana, especialmente a brasileira, como foco na interpretação e improvisação dentro dos gêneros.
Músicas:01 – Amando Sempre – Copinha – está no álbum NÓS de Maiara Moraes Quarteto
02 – Peixe-Boi – Maiara Moraes / Rogério Santos – feat. Tatiana Parra: voz – com Maiara Moraes Quarteto
03 – Novena – Maiara Moraes – está no álbum Cabeça de Vento de Maiara Moraes Quinteto
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LINDSAY & ISAAC – O duo teve início em maio de 2000, quando o casal de músicos Lindsay & Isaac decidiu montar um trabalho musical que unisse composições próprias com versões de canções dos seus artistas favoritos.
Em 2013, o Duo vence o concurso internacional “Beatles Covers Contest””, promovido pelo guitarrista Al di Meola no Facebook e tem uma de suas canções próprias (Joy and Sorrow) incluída na trilha sonora do documentário “Outono”, do cineasta Catarinense Ademir Damasco.
Em 2014 o Duo participa de um projeto de Kleiton Ramil, uma coletânea comemorativa de 4 anos de ‘O Sul em Cima’ (viabilizado por financiamento coletivo). Para este trabalho, o Duo cedeu uma faixa inédita de autoria própria chamada ‘Awakening’. Ainda em 2014, o Duo participa de outra compilação, desta vez internacional, organizada pelo site Oasisnews em tributo aos 20 anos do álbum Definitely Maybe da banda Oasis. A faixa escolhida, ‘Sad Song’, foi lançada simultaneamente como um single. Este projeto teve grande repercussão na imprensa especializada, rendendo matérias nos sites da Rolling Stone, Popload, entre outros.
No ano seguinte (2015), o Duo participa do projeto Grandes Encontros, no teatro do CIC em Florianópolis, acompanhando a seminal banda catarinense ‘Primavera nos Dentes’ e fecham uma importante parceria com a fabricante coreana de instrumentos musicais ‘Crafter Guitars’.
Em 2016, chega o reconhecimento internacional do Duo como compositores, com a inclusão da canção ‘Regress’ na compilação ‘Lost Songs’, promovida pelo Metropolis Studios de Londres.
Ainda em 2016 o Duo convida o músico Vinícius Galant para formar um projeto em Trio (Vini, Lindsay & Isaac), cuja proposta seria criar e apresentar versões pessoais e intimistas das canções do Quarteto de Liverpool. No mesmo ano lançam o seu segundo trabalho: o single ‘She Said She Said’, em tributo aos 50 anos de lançamento do álbum Revolver. O single, que contou com a participação de Klaus Voormann na arte da capa, foi lançado na BH Beatleweek (Brasil) em 5 de agosto, mesmo dia do cinquentenário do álbum. Com o sucesso dos vídeos e das apresentações ao vivo no Brasil, e com apenas um ano e meio de atividade, o Trio parte para a primeira tour internacional no Reino Unido. Entre as apresentações, 11 shows na Internacional Beatleweek; shows de lançamento da coleção ‘Sgt. Peppers State of Mind’ pela grife ‘Pretty Green’ (Liam Gallagher) e show no ‘The Globe At Hay’ (Wales).
Em Liverpool, como convidados da Internacional Beatleweek, destacam-se as performances em palcos consagrados como o Cavern Club e o Cavern Live Lounge.
Ainda em Londres, participam das gravações do coumentário “Here, There & Everywhere” que trata do universo Beatle a partir da perspectiva dos fãs. Este documentário é apoiado por diversas instituições e personalidades ligadas aos Fab4, e fará parte de um acervo legado no museu The Beatles Story, em Liverpool.
Músicas: 01 -Joy and Sorrow – Lindsay & Isaac // 02 – Waterfalls – Paul McCartney – releitura que o duo gravou em celebração aos 40 anos do álbum McCartney II especialmente para a Internacional Beatleweek de Liverpool. O áudio aqui disponível é extraído do vídeo ao vivo, que conta com a participação do guitarrista Laurence Juber (que tocou com o próprio Paul nos Wings entre 1978 e 1981). // 03 – Worst of my Fears – Lindsay & Isaac
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LÍVIA E ARTHUR NESTROVSKI – Livia Nestrovski é cantora. Formada em Música Popular pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde 2008, é solista do compositor Arrigo Barnabé, com quem gravou o álbum “De Nada Mais a Algo Além’ junto com Luiz Tatit. A cantora também tem passagens pela Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Orquestra Juvenil Tom Jobim (São Paulo); Jazz Sinfônica (Brasil); Heliópolis Symphony Orquestra; Big Band do Jazz Concert da Universidade de Illinois, Estados Unidos; além de cantar em parceria com o músico Fred Ferreira no projeto ‘DUO’.
Arthur Nestrovski é formado em música pela Universidade de York (Inglaterra), com doutorado em literatura e música pela Universidade de Iowa (EUA). Foi professor da PUC-SP (1991 a 2005) e consultor convidado de instituições como o Museu da Língua Portuguesa, CNPq e Fapesp. É diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) desde 2010. Em 2012, foi nomeado também diretor artístico do Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Arthur Nestrovski , compositor e violonista, e a cantora Lívia Nestrovski apresentam o disco “Sarabanda”. O segundo álbum feito em conjunto por pai e filha reúne músicas inéditas de novas versões de composições de Robert Schumann (1810-56) e Franz Schubert (1797-1828), a canção ‘Cisne’, do compositor francês Camille Saint-Saëns (1835-1921), que agora ganha versão em português de Arthur, além de letra inédita para uma ‘Sarabanda’ de Bach que dá nome ao disco. Em ‘Sarabanda’, clássico e popular se cruzam sem cerimônia, na melhor tradição da ‘gaia ciência’ da canção popular brasileira. O disco está disponível nas plataformas digitais desde 11/09/2020.
Músicas: 01 – Sarabanda (Parte 1) – Johann Sebastian Bach (1685-1750) / Arthur Nestrovski // 02 – Cisne – Camille Saint-Saëns (1835-1921) / Arthur Nestrovski // 03 – Lost in Translation – Arthur Nestrovski // 04 – A Pasante – Fernando Sor (1778-1839) / Arthur Nestrovski.
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Mercedes Sosa, Ricardo Silvestrin, Cristian Sperandir e Shana Müller.
MERCEDES SOSA (San Miguel de Tucumán, 9 de julho de 1935 – Buenos Aires, 4 de outubro de 2009) foi uma cantora argentina, uma das mais famosas na América Latina. A sua música tem raízes na música folclórica argentina. Ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva Canción. Apelidada de La Negra pelos fãs, devido à ascendência ameríndia, ficou conhecida como a voz dos “sem voz”.
Sua ascendência era mestiça (mistura de europeus com ameríndios): francesa e dos indígenas do grupo diaguita. Sua carreira se iniciou em 1950, aos quinze anos de idade, quando Sosa venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal.
Em 1961 grava seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra (publicado em 1962). Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se torne conhecida entre os povos indígenas de seu país. Sosa e seu primeiro marido, Manuel Oscar Matus, com quem teve um filho, são peças chave no movimento musical da década de 1960 conhecido como nueva canción. Em 1965 lançou o aclamado Canciones con fundamiento, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 faz uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtém êxito internacional. Em 1970 grava Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 grava um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção “Gracias a la vida”. Mais tarde grava um álbum em homenagem a Atahualpa Yupanqui.
Suas preocupações sociais e sua posição política refletiam-se no repertório que interpretava, tendo sido uma das grandes expoentes da Nueva Canción, movimento musical com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas marcado por uma ideologia de rechaço ao imperialismo e às desigualdades sociais.
Nos anos seguintes interpreta um vasto repertório de estilos latino-americanos, gravando tanto com artistas argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, quanto com internacionais como Chico Buarque, Raimundo Fagner, Daniela Mercury, Milton Nascimento, Kleiton & Kledir, Caetano Veloso, Gal Costa, Sting, Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Nana Mouskouri, Joan Baez, Silvio Rodriguez, Pablo Milanés e Shakira.
O repertório de Sosa continuou a ampliar, tendo gravado um dueto com a sambista Beth Carvalho, intitulado “So le pido a Dios”, cada uma cantando em seu idioma. Em 1981 gravou o sucesso “Años” com o cantor cearense Fagner. Também gravou com Kleiton & Kledir, as músicas Vira Viró (Kleiton Ramil) e Siembra (José Fogaça e Vitor Ramil). Seu último álbum, Cantora, traz duetos com artistas que são referência na música latino-americana. Sosa era Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO para a América Latina e o Caribe. Em 2000, ela ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de música folclórica por Misa Criolla, feito que repetiria em 2003 com Acústico e em 2006 com Corazón Libre. Sua interpretação de “Balderrama” de Horácio Guarany, fez parte da trilha-sonora do filme de 2008 Che, sobre o lendário guerrilheiro argentino Che Guevara.
Mercedes Sosa se foi aos 74 anos de idade em 4 de outubro de 2009, mas está eternizada pela grandiosidade de sua obra.
Músicas: 01 – Vira Viró – Kleiton Ramil – na versão de Edmundo Font – Faixa do álbum “Será posible el Sur?”, de Mercedes Sosa, lançado em 1984 – participação de Kleiton & Kledir // 02 – Gracias a La Vida – Violeta Parra // 03 – Siembra – Vitor Ramil e José Fogaça – está no álbum Kleiton & Kledir en español – intérpretes: K&K e Mercedes Sosa.
RICARDO SILVESTRIN – É poeta, escritor, compositor e vocalista. Nasceu em Porto Alegre em maio de 1963. Formado em Letras pela UFRGS em 1985. No mesmo ano, publicou seu primeiro livro de poemas, “Viagem dos olhos”, pela editora Coolírica. Ganhou 5 vezes o Prêmio Açorianos de Literatura: como poeta (1995 e 2007), como autor de livro infantil (1998), como editor (editora Ameopoema, 2005) e como destaque de mídia (pelo programa de rádio “Transmissão de pensamento”, 2008). Seu livro de 2004, “É tudo invenção” foi selecionado para representar o Brasil na 41ª Feira de Literatura de Bolonha.
Integrou as bandas Os 3 Poetas (1990 a 1993), Os Ladinos (1994 a 1999). Integra a banda Os poETs desde 2001. Na carreira solo, Ricardo lançou o EP Duk7 (2015) e em 2019 o álbum SILVESTREAM.
Músicas: 01 – Muito Prazer, Eu Mesmo – Ricardo Silvestrin / Sílvio Marques // 02 – Atenção, Senhores Passageiros – Ricardo Silvestrin // 03 – Flamboyant – Ricardo Silvestrin
CRISTIAN SPERANDIR – de Osório/RS. Vencedor do Prêmio Açorianos de Música (categoria Melhor Instrumentista de MPB /2013 e Melhor Intérprete em 2019 com o álbum Bons Ventos), o pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical Cristian Sperandir, considerado uma das revelações da música contemporânea no país, vem atuando ao lado de grandes nomes da música do Rio Grande do Sul e dando continuidade ao trabalho com sua família – grupo Sperandires. Em seu toque, referências de Brad Mehldau, Michel Camilo, Chick Korea, André Mehmari e Geraldo Flach estão expressas em vários momentos e na sua forma de pensar e ver a música.
No ano de 2021, Cristian Sperandir concluiu seu curso de música na UFRGS.
Músicas do disco BONS VENTOS:
01- Passeio de Notas – Cristian Sperandir e Adriano Sperandir – Participação especial de Adriano Sperandir (violão) // 02 – Aquífero – Cristian Sperandir – Cristian Sperandir: piano e vocalize // Antonio Flores: violão // Caio Maurente: Contrabaixo acústico // Sandro Bonato: Bateria // Bruno Coelho: Percussão
SHANA MÜLLER – Cantora, jornalista e apresentadora de televisão, Shana Müller é hoje referência da nova geração de artistas que surgiram no sul do país nos últimos tempos. Seu primeiro álbum, Gaúcha, lançado em 2004, abriu um novo espaço para a presença da mulher nos palcos gaúchos.
Em 2006, lançou o Firmando o Passo e, em 2010, Brinco de Princesa, disco que a consagrou no cenário gaúcho, brasileiro e latino-americano. Recebeu por ele dois prêmios no Açorianos de Música: o de Melhor Disco e o de Melhor Cantora. O espetáculo do CD foi apresentado em várias cidades gaúchas e brasileiras, incluindo Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Campo Grande (MS).
Em 2012, lançou o disco Shana Müller Ao Vivo. Em 2016, apresentou o DVD Canto de Interior, gravado na fazenda São Francisco do Pinhal, em Júlio de Castilhos. O trabalho audiovisual é recheado de extras, participações especiais e um documentário que relembra a trajetória musical da artista.
O fato é que Shana tem renovado na música, trazendo uma sonoridade regional e contemporânea. Já dividiu o palco com Luiz Carlos Borges, Renato Borghetti, com seus parceiros do Projeto Buenas e M’espalho, Angelo Franco, Cristiano Quevedo e Érlon Péricles, além de nomes como o de Yamandu Costa, Hique Gomez e Alessandro Penezzi. Também dividiu o palco duas vezes com sua referência, Mercedes Sosa, como convidada. Na Argentina, representa o Brasil há vários anos na Fiest a Nacional Del Chamamé.
A estampa desta mulher gaúcha tem inspirado jovens meninas a cantar e a se vestir. Em 2014, a artista lançou a grife Shana Müller Original, criada em parceria com a Santa Fé, de Gramado. Além disso, é colunista do Jornal Zero Hora, onde uma vez por mês assina a coluna Pampianas. É a primeira mulher a apresentar o Galpão Crioulo, programa exibido há mais de três décadas na RBSTV, ao lado de Neto Fagundes, desde 2012. Nos palcos, Shana Müller canta e encanta! Comunica-se com o público e prende a atenção, com um repertório regional gaúcho e latino-americano.
Músicas do disco /DVD Canto do Interior (2016):
Shana Müller – voz, bombo e ukulele / Felipe Barreto – violão nylon, aço e guitarra semi acústica / Cristian Sperandir – piano / Glauco Vieira – acordeon / Vaney Bertotto – bateria / Lucas Esvael – baixo
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar o trabalho de MÁRCIO CELLI.
Márcio Celli – Cantor/Compositor e Radialista (Natural de Porto Alegre/RS) tem um trabalho focado essencialmente na música brasileira. Suas composições abordam estilos variados como o samba, a bossa nova, ijexás e baladas. Dentre as características de repertório observam-se também as regravações com arranjos diferenciados. Celli vem referendado por nomes como Adriana Calcanhotto e Rosa Passos, que assinam as contracapas dos seus mais recentes Discos “Márcio Celli canta Adriana Calcanhotto” e “Da Minha Janela”. Recebeu elogios dos maiores críticos da Música Brasileira, Tárik de Souza/RJ , Antonio Carlos Miguel (ACM)/RJ e, Juarez Fonseca/RS e Zuza Homem de Mello/SP.
Com o seu mais recente trabalho, o CD autoral “Da Minha Janela”, lançado em 2014, Celli foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música de Porto Alegre/RS – 2014 em duas categorias, melhor cantor de MPB e melhor compositor de MPB. Foi pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira de 2014 e recebeu Menção Honrosa nos Melhores Álbuns da Música Brasileira de 2014. Márcio Celli tem cumprido temporadas de shows em Porto Alegre e São Paulo (onde reside desde 2017), mostrando o seu trabalho autoral mesclado com regravações em Sescs, Bares e Teatros das capitais. Apresentou-se no Rio de Janeiro, em 2016 onde teve a oportunidade de ser dirigido pelo saudoso Miele, no show Eu vi Elis Sorrindo. Márcio Celli lançou em 2000 o CD Um Novo Tom, em 2006 Márcio Celli canta Adriana Calcanhotto e em 2014 o álbum Da Minha Janela. Tem lançado singles de novas canções autorais, como “Sem nome ainda” , parceria com Zé Caradípia, na qual teve a participação especial de Kleiton & Kledir , “Amor ou Pacto” (parceria com Gerson Conrad “Secos e Molhados”) e Volte pra mim (Edison Guerreiro), canção feita especialmente para Celli interpretar no projeto “Mundo de Tempo – Meu cantinho”.
Além do trabalho como cantor/compositor, Márcio Celli apresenta o Programa O Sul em Cima, de Kleiton Ramil, além de prestar Assessoria para a cantora Zizi Possi.
Críticas – “No encarte do disco ‘Da minha janela’, de Marcio Celli, a cantora Rosa Passos elogia a ‘voz leve, feliz e que acaricia os ouvidos de quem a escuta’. Além do cantor, também o compositor traz emissão própria e sutileza autoral para seus ouvintes. Trafega numa linha etérea entre a bossa e o afro samba, a qual acrescenta novos passos e compassos aos palmilhados por mestres antecessores” (Tárik de Souza – Rio de Janeiro)
“Seu segundo disco, “Márcio Celli canta Adriana Calcanhotto”, lançado em 2006, funcionou como um cartão de visitas para esse artista gaúcho contemporâneo e de sotaque “cosmopolista”. Sete anos depois, no que pode parecer um longo hiato discográfico nessa era do efêmero, Celli mostrou que soube aproveitar bem o seu tempo. Ele retornou com um trabalho inteiramente autoral, “Da minha janela”, álbum que, entre outras coisas, reafirmou uma veia gaúcha para o samba. É uma linha evolutiva que passa pelo centenário Lupicínio, pela imersão em Porto Alegre do João Gilberto pré-bossa-nova, e prosseguiu, na voz de Elis e mais recentemente na já citada obra de Adriana Calcanhotto.” (Antonio Carlos Miguel “ACM” – Rio de Janeiro)
“Márcio Celli passeia por variados matizes . Afinadíssimo, com timbre bem particular, moderno, com dicção e fraseado precisos. Solto, seguro e elegante, cantando samba, bossa, tango ou MPB-jazz, ele mostra que, sim, sabe o que quer dizer; que, sim, tem um estilo. E um espaço a ocupar, neste país de tantas cantoras e tão poucos cantores.” (Juarez Fonseca – Porto Alegre/Rio Grande do Sul Jornalista e Crítico de Música do Jornal Zero Hora)
Músicas:
do CD Da Minha Janela: 01- Samba de novo (Márcio Celli e Sonekka) // 02- Janela (Márcio Celli e Bebeto Alves) // 03-Quieto (Márcio Celli e Roberto Haag) // 04- Samba Assim (Márcio Celli e Monica Tomasi) // 05- Recado pra Oxum (Márcio Celli) // 06- Canção pra dois (Márcio Celli)
do CD Márcio Celli canta Adriana Calcanhotto: 07-Esquadros (Adriana Calcanhotto) // 08-Tardes (Adriana Calcanhotto) // 09-Toda Sexta-Feira (Adriana Calcanhotto) // 10-Pacto (Adriana Calcanhotto e Juarez Fonseca)
Singles novos: 11-Sem nome ainda (Márcio Celli e Zé Caradípia) Participação especial: Kleiton & Kledir // 12- Amor ou Pacto (Márcio Celli e Gerson Conrad) // 13- Volte pra mim (Edison Guerreiro)
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Ian Ramil, Juliana Cortes, Wagner Torre e Vedovelli.
IAN RAMIL – Ian vem de uma família de muitos talentos musicais e começou a compor e tocar aos 11 anos de idade. Filho de Vitor Ramil e sobrinho de Kleiton e de Kledir, já era de se esperar que Ian fosse bom na música. Mas ele vai além. O compositor apresenta sua forte identidade musical e criou um estilo de compor que tem agradado críticos musicais e público e o tem garantido na lista das boas surpresas musicais dos últimos anos. Seu primeiro álbum IAN foi gravado em 2012 e lançado em 2014. O disco mais recente Derivacivilização foi lançado em 2015. Com esse trabalho, Ian conquistou o Grammy Latino na categoria álbum de rock em português. A cerimônia de premiação aconteceu em 17 de novembro de 2016, em Las Vegas.
Músicas: 01 – ROTA – Ian Ramil / Alexandre Kumpinski – Letra inspirada no poema Simples Mente de Karina Ramil (está no álbum IAN) // 02 – SUVENIR – Ian Ramil (está no álbum IAN) // 03 – DERIVACIVILIZAÇÃO – Ian Ramil – Participação de Filipe Catto (está no álbum Derivacivilização)
JULIANA CORTES – Natural de Curitiba, Juliana é formada em música popular, especialista em Canção e mestranda em Música. Desde 2012, quando apresentou o espetáculo Juliana Cortes convida Vitor Ramil, realizado em Curitiba, se alinhou a movimentos estéticos do sul e regiões de fronteira, como Argentina, Paraguai e Uruguai.
O terceiro disco de Juliana, Álbum 3, apresenta uma grande obra produzida pelo gaúcho Ian Ramil (Grammy Latino 2016) gravada entre Curitiba e Porto Alegre.
Desde seu primeiro álbum – Invento (produção musical de Fred Teixeira, 2013), Juliana Cortes dialoga com o extremo sul através das canções de seu maior parceiro de trabalho: Vitor Ramil. As afinidades com as artes riograndenses se estreitaram com a publicação de álbum GRIS (produção musical de Dante Ozzetti, 2016)-, tornando-se um projeto maior, concretizado no álbum 3.
Buscando novas manifestações, interferências e experiências, Juliana convidou artistas de diferentes vertentes musicais dispostos a pensar e questionar as relações estético-culturais das suas cidades e de suas próprias produções. De um lado, Estrela Leminski, Rodrigo Lemos – o “Lemoskine” – e Juliana, de Curitiba. De outro, Ian Ramil, Zelito e Guilherme Ceron, de Porto Alegre. Após quatro dias de residência artística na capital paranaense, em abril de 2019, nove músicas (inteiras ou trechos de canções) foram escritas. As temáticas refletem uma contemporaneidade de linguagem bastante particular produzida por um coletivo que nunca havia se encontrado, misturando vocabulários vindos do rock, do jazz, da música de concerto, do pop ou da música regional. Na seleção final do repertório, outras canções foram adicionadas ao álbum.
Desde seus primeiros passos na direção de uma carreira solo, Juliana já passou por palcos de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Minas Gerais e países como Argentina, Uruguai, Peru e Coreia do Sul. Em suas escolhas de repertório, a artista dá um zoom em poemas musicados, autores contemporâneos e canções experimentais, a fim de trazer o novo para sua performance e conduzir o ouvinte para além do mesmo.
Músicas do álbum 3 (2020) – Concepção artística e direção geral: Juliana Cortes // Produção musical: Ian Ramil
WAGNER TORRE – natural de Porto Alegre, RS, na adolescência aprendeu a tocar violão, compor e cantar suas próprias canções, época em que também participou de festivais estudantis, iniciando também aulas particulares de canto. Adquiriu sua carteira da Ordem dos Músicos aos 19 anos, período em que iniciou um Curso de Extensão em Canto Lírico da UFRGS e começou a tocar em pubs, bares e eventos da capital gaúcha.
Wagner é Bacharel em Turismo e professor de inglês, o que auxiliou significativamente no processo de composições de grande parte de seu trabalho autoral. Além de inglês, Wagner também interpreta em espanhol, francês, italiano, além da língua mãe (português). Morou, entre os anos 2000 e 2014, em San Diego, CA (Estados Unidos); Dubai (Emirados Árabes) e Benidorm (Espanha), onde se apresentou em bares, casas locais e eventos diversos.
Atualmente, o cantor está no Brasil, onde já se apresentou em Recife e Rio Grande do Sul, em eventos, hotéis, shopping centers, casas de show, bares e pubs.
Wagner Torre , em 2016, desenvolveu um projeto musical educativo, chamado Encanto Musical, que associa o aprendizado da língua inglesa à música. Recentemente fez uma performance no evento Miss Brasil-Mundo 2019, em Bento Gonçalves cantando canções em italiano e inglês. Em junho de 2020, Wagner foi convidado por Kleiton Ramil a participar do programa DAM: Descobrindo Artistas pelo Mundo, onde falou sobre sua carreira, influências, trabalho autoral e muito mais.
Em seu repertório, diversificado e muito eclético, Wagner Torre apresenta clássicos da música nacional e internacional, de renomados artistas, transitando entre vários estilos (Jazz, Soul, R&B, Funk/Disco, Pop, Rock, Música Latina, MPB, etc), desde os anos dourados aos dias atuais. Entre os artistas internacionais: Frank Sinatra, Elvis Presley, Edith Piaf, Beatles, Stevie Wonder, George Benson, Bee Gees, Michael Jackson, entre muitos outros. Entre os nacionais: Jorge Ben, Caetano V eloso, Kleiton & Kledir, Tim Maia, Rita Lee, Djavan, Lulu Santos, Legião Urbana, Cazuza, Ed Motta, Marisa Monte, entre outros. Muitos dos artistas aqui mencionados exerceram significante influência em sua carreira.
Wagner Torre destaca-se como um artista completo e versátil, carismático, comunicativo, em todas suas apresentações e eventos, sempre interagindo de forma descontraída com o público.
Músicas: 01 – MYSTERIES OF THE UNIVERSE – Bruno Mad e Wagner Torre // 02 – SMILE – Wagner Torre // 03 – OUR LOVE AIN’T A SIMPLE SONG – Wagner Torre
VEDOVELLI – Nascido em Farroupilha, em 1989 e hoje morando no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Evandro Vedovelli chama atenção por onde canta suas músicas. Harmonias caprichadas e belas melodias acompanham letras que traduzem o ser humano, o cotidiano, e o amor, sem criar nem repetir clichês. Vedovelli lançou em 2017 o CD “Camaleão” que é distribuído pela gravadora Biscoito Fino e está disponível em plataformas de streaming. Esse álbum tem produção musical do cantor e compositor Kleiton Ramil e arranjos do maestro Dudu Trentin. Esse é mais um trabalho musical de Vedovelli, que já cantou ao lado de vários nomes conhecidos, como o cantor americano Jack Johnson, a banda gaúcha Cachorro Grande, Kleiton & Kledir entre outros. Vedovelli também tem em seu passado o posto de vocalista da banda Jacarandá, com o qual produziu um disco. As interpretações de Vedovelli são calmas e energéticas, soltas e minimalistas, e o tornam um artista icônico e com capacidade de agradar diferentes públicos.
Músicas: 01 – RETRATO // 11 – NÃO POSSO MAIS PARAR // 12 – SOU
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Gahuer Carrasco, Yangos, Paulinho Rícoli e Luciana Costa.
GAHUER CARRASCO – É músico, cantor, violonista e compositor, com influências do Pop, Jazz, Bossa Nova, Tango e do Flamenco. Com uma vertente musical que vai do Blues ao Clássico, Gahuer Carrasco já possui cinco CDs lançados, “Expressão em Cordas” (2007), “Pasión y Romance” (2008), “Pasión” (2011), “Sem Limites” (2016) e “Dois Mundos” (2019) todos com grande reconhecimento pela crítica e grande aceitação pelo seu público em diversos países.
Músicas: 01 – Vem Cá – Gahuer Carrasco // 02 – Esquinas – Gahuer Carrasco // 03 – Coisa mais linda é você – Gahuer Carrasco // 04 – Eu volto – Gahuer Carrasco e Igor Cardoso
YANGOS – Grupo referência da música instrumental do sul do Brasil, Yangos toca ritmos latinos da América do Sul.
Com origem na Serra Gaúcha, a banda soma 5 álbuns, 1 DVD, uma premiação e três indicações ao Prêmio Açorianos de Música (2015/2016), uma premiação no Festival Audiovisual da Serra Gaúcha (2017) e uma nominação ao Latin Grammy Awards (2017). Yangos também foi escolhida com outros grupos como representante da música e cultura brasileira, apresentando-se na programação oficial da Copa do Mundo FIFA 2018, em Moscou/Rússia.
Formado por César Casara (piano), Cristiano Klein (percussão), Tomás Savaris (violão) e Rafael Scopel (acordeon).
Músicas: 01 – Botoneando pelos Canto – Rafael Scopel / Tomás Savaris // 02 – Faísca – Rafael Scopel // 03 Peleia – Tomás Savaris
PAULINHO RÍCOLI – Nascido em Guaíba em abril de 1975, Paulinho mudou-se para Tramandaí com um ano de idade. Ali teve contato com a música desde pequeno, assistindo às apresentações que ocorriam com efervescência na cidade. Autodidata, aprendeu a tocar violão aos 8 anos e teve passagens por festivais da região, algumas vezes sendo premiado como letrista e intérprete. Com breve passagem pelo grupo Cantadores do Litoral, tem diversas parcerias com artistas da região e tem muitas composições coreografadas por grupos de dança. Há 25 anos produz músicas publicitárias e tem mais de 1600 jingles publicitários que tocam em rádios de todo país.
Em 2002 mudou-se para Porto Alegre, residindo por 10 anos na capital, onde foi um ativista e agitador cultural, participando ou capitaneando inúmeros eventos culturais no teatro, cinema, casas noturnas e espaços culturais, a exemplo do espetáculo Luzes da Ribalta e outros que são em favor da Casa do Artista Riograndense. Foi fundador e vocalista da banda Moog, que foi referência na época, tocando por anos no Bar Opinião e demais casas noturnas de renome no estado. Nessa época gravou um disco autoral independente intitulado Goles e Doses Sem dor, de Rock’s urbanos. Uma canção desse disco foi pano de fundo do longa-metragem Filme Sobre um Bom Fim. A canção Bom Fim, que é inspirada na história real contada por Claudinho Pereira no livro Na Ponta da Agulha. Ainda em Porto Alegre criou o projeto Toca o Teu Som, que tem como objetivo descobrir compositores autorais, projeto que dá nome ao programa de rádio que tem este objetivo. Em 2020 aconteceu o show que contemplou seus 25 anos de carreira, o Brasil’ando contemplado pelo LAB, acompanhado por músicos gabaritados. Neste show apresenta canções autorais mais voltadas à MPB. É idealizador do Programa T.R.A.M.P.O (Trabalho Musical Profissional Organizado), que visa profissionalizar músicos e artistas desde a composição, organização, venda, produção em estúdio e a apresentação em palco. Por ser professor de dicção e oratória da Fundação Ulysses Guimarães e de Criatividade e Comunicação no Instituto Inovação, utiliza esses conhecimentos no aprimoramento da classe artística musical. Paulinho Rícoli hoje reside em Tramandaí, cidade situada no Litoral Norte do RS.
Músicas: 01 – Nós // 02 – Fuga // 03 – Os Setes
LUCIANA COSTA – Natural de São Leopoldo / RS, Luciana recebeu título de cantora revelação pelo jornal Zero Hora (grupo RBS), apresentou-se com Adriana Calcanhotto, abriu shows de Angela Ro-Ro, foi entrevistada por Jô Soares ao lado de Flora Almeida, com o projeto “The Country Gurias” e foi carinhosamente comparada à Janis Joplin na “Semana Elis” em São Paulo. Com sua arte musical recebeu o FUMPROARTE (fundo de apoio à cultura da prefeitura de POA), gravou seu 1º CD – Ilustre Rebeldia e recebeu 3 prêmios Açorianos de música: melhor disco, melhor compositora e melhor intérprete.
Com sua voz singular, segue sua trajetória na música com canções autorais e releituras da MPB.
Músicas: 01 – Vapor Barato (Jards Macalé / Waly Salomão) // 02 – Corro Perigo (Luciana Costa ) // 03 – Mais um Dia (Luciana Costa).
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar o trabalho de DANIEL DREXLER.
Daniel Drexler é reconhecido na América Latina como um dos principais compositores de sua geração. Há mais de 20 anos apresenta-se nos principais palcos de música da América Latina e Europa. Com 8 discos e premiações nacionais e internacionais, destaque para o Prêmio Gardel de la Música (Argentina, 2013).
Seus primeiros CD’s “La Llave en la Puerta” (1998) e “Full Time” (2001) foram editados em seu país. Com “Vacío” (2006), terceiro disco, Daniel Drexler ultrapassou as fronteiras do Uruguai, com turnês e distribuição do CD na Argentina, Uruguai e Chile. Recebeu a indicação ao Prêmio Gardel 2007 de Melhor Disco Pop e desde então tem realizado importantes turnês na América Latina e Europa. “Micromundo”, quarto disco de Daniel foi editado na Espanha, Uruguai e pela primeira vez no Brasil. O CD recebeu destaque na imprensa espanhola e brasileira, integrando a lista dos melhores CD’s do ano nos dois países.
“Mar Abierto”, quinto CD do artista, foi concebido sob dois signos: o clássico Kind of Blue, de Miles Davis, as ideias do pensador polonês Zygmunt Bauman sobre a “modernidade líquida”, com distribuição na Argentina, Uruguai, Brasil e Canadá. Recebeu o Prêmio Gardel de Melhor Disco do Ano de Autor e integrou a lista dos melhores discos de 2013, segundo a crítica na Argentina, Uruguai, Espanha e Brasil. A turnê percorreu mais de 7 países em um ano e meio de duração. No Brasil foi apresentada em nove cidades do Sul, Sudeste e Nordeste.
“Tres Tiempos”, um dvd-livro com a seleção de 13 músicas gravadas ao vivo nos estúdios Ion de Buenos Aires, junto a um livro com o substrato conceitual de seus últimos três discos de estúdio “Vacío”, “Micromundo” e “Mar Abierto”. Neste trabalho o artista abriu o seu processo de criação além dos acontecimentos determinantes para a criação de cada um dos discos. Editado no Brasil, Argentina e Uruguai chegando a sua segunda edição. O projeto foi indicado ao Prêmio Graffiti da Música no Uruguai nas categorias de Melhor DVD, Melhor Arte e Melhor Disco Pop Alternativo.
UNO, sétimo disco de estúdio, foi produzido por Alexandre Kassin, gravado no Rio de Janeiro, Montevideo e Buenos Aires. Em comparação aos discos anteriores de Drexler, onde a ciência e a filosofia tinham forte presença, em “UNO” aparece o olhar sensível de um artista que busca viver sua vida em uma dimensão poética. As músicas do novo disco do uruguaio possuem forte marca do pulso rítmico de Montevideo, mas é também um ponto de encontro entre a música de raiz afro do Rio da Prata com o universo percussivo e harmônico carioca. A turnê homônima estreou no Teatro Solís em Montevideo dia 23 de novembro de 2017 e em dois anos foi apresentada em mais de 80 cidades na Argentina, Uruguai, Brasil, México, Chile e Espanha.
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“AIRE” é o oitavo disco de Daniel Drexler, composto por 9 faixas. A produção artística do disco de Drexler foi construída com ênfase nos arranjos de vozes, acompanhadas por uma instrumentação minimalista. “Aire” foi gravado com a premissa de utilizar a voz de Daniel Drexler com seus violões de aço e nylon, as percussões e coros de Fede Wolf (em algumas canções se incluiu o guitarrón) e as vozes de Analía Parada e Camila Ferrari. O resultado é uma sonoridade que potencializa a capacidade de transmitir a emoção e gerar empatia. Em uma era onde recebemos milhares de informações todo o tempo, Daniel Drexler nos desafia a encontrar a beleza no simples, no ao vivo e na capacidade de transmitir emoção através da voz humana.
Aire, o novo trabalho de Drexler contou com o aporte criativo de 3 países: as músicas foram gravadas no Uruguai, com a produção musical de Fede Wolf, os vídeos foram gravados nos estúdios do TecnaPuc (Brasil), com a direção de René Goya (indicado ao Grammy Latino 2018); o projeto gráfico dos singles foi realizado pela artista mexicana Maho; as fotos são de autoria do também mexicano Jesús Cornejo; e a coordenação geral do projeto, bem como a produção executiva são de responsabilidade da Mapa Produtora (Brasil).
Entre os meses de março e setembro/2020, Drexler realizou o lançamento de seis singles (gravados no Uruguai) e de quatro videoclipes (gravados no Brasil, no TecnaPuc) com a direção de Ruené Goya e no dia 12 de novembro, o disco foi lançado nas plataformas de atreaming.
Ao longo de 20 anos de carreira como solista, o artista uruguaio tem realizado turnês em todos os países da América Latina, Europa e México, participado de importantes festivais da América Latina, América Central e Espanha. Daniel Drexler é o criador do termo “Templadismo” para referir-se à influência geoclimática do sul do continente americano no processo de composição de artistas argentinos, uruguaios e brasileiros sobre a criação e uma atitude criativa aberta, antropofágica e tropicalista. Hoje é um dos três principais artistas uruguaios com maior visibilidade e atuação internacional.
Músicas:
01 – ¿Por qué la infancia es tan corta? // 02 – Vacío // 03 – Salvando La Distancia // 04 – La Letra Del Alma // 05 – Cruz Del Sur // 06 – Mariposas // 07 – Palermitana // 08 – La Rambla de Montevideo // 09 – Los Peones De La Guerra
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DEPOIMENTO DE DANIEL DREXLER
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Contatos:
https://www.instagram.com/drexler.daniel/
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Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Jerônimo Jardim, Simone Rasslan, Isabela Fogaça e Gabriel Romano & Grupo.
JERÔNIMO JARDIM – é compositor, cantor, escritor, bacharel em direito, publicitário, servidor aposentado do Tribunal Regional do Trabalho, exerceu a advocacia e o cargo de professor de Direito e Processo do Trabalho na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande. Apesar de ter nascido em Jaguarão, considera-se bageense, pelo fato de ter nessa cidade suas raízes familiares. Durante sua infância, morou em diversas cidades do Rio Grande do Sul.
Nos anos 1970, mudou-se para Porto Alegre (RS), onde iniciou sua carreira artística, além de ter atuado também como publicitário. De 1973 a 1977, integrou juntamente com Ivaldo Roque, Loma, Yoli e Tenison Ramos, o Grupo Pentagrama. Com o conjunto gravou um LP produzido por Ayrton dos Anjos para a gravadora Continental. Em 1978, lançou seu primeiro disco solo, “Jerônimo Jardim” para a recém inaugurada gravadora gaúcha Isaec.
Jerônimo Jardim estourou no restante do país em 1980, quando Elis Regina gravou a sua Moda de Sangue, incluída na trilha da novela Coração Alado. Em evidência, emplacou a canção Purpurina em primeiro lugar no Festival MPB Shell, em 1981.
Depois de alguns anos afastado, a volta foi no início dos anos 1990, quando sua música Portal começou a ser regravada pela nova geração de cantores gaúchos e venceu etapas regionais de festivais nacionais. Em mais de 40 anos de carreira, fez de tudo – de baladas a rock, passando por samba-enredo, choro e MPB. Com o trabalho anterior, De Viva Voz, venceu o Prêmio Açorianos de Melhor Compositor de MPB em 2011.
Em 2015, Jerônimo lançou o CD Singular e Plúrimo, que ele considera o melhor disco de sua carreira. Gravado todo ao vivo em estúdio, o álbum possui várias parcerias.
Músicas: 01 – A Voz do Riacho – participação: Sexto Sentido Cuba // 02 – Me Faz Uma Canção – participação: Adriana Sperandir // 03 – El Viento – participações: Telmo Martins (vocal) e Renato Borghetti (gaita ponto) // 04 – Suor e Sal – participações: Loma Pereira e Yoli Planagumá
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SIMONE RASSLAN – Cantora, instrumentista, compositora e educadora musical com uma carreira artística reconhecida em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. Veio de Dourados – MS para cursar Regência Coral pela UFRGS escolhendo Porto Alegre como a cidade ideal para sua atuação artística desde 1988.
O trabalho musical “Xaxados e Perdidos” de 2012 reúne um repertório de canções brasileiras valorizando, sobretudo, o trabalho criativo dos grandes compositores da nossa cultura que mantiveram a linhagem da canção, da modinha (originária de Portugal), do maxixe. Origem da nossa Música Popular e da nossa identidade musical. No repertório encontramos compositores das regiões Sul, Centro Oeste e Nordeste do Brasil, fazendo um apanhado da produção nacional.
Participam desse trabalho: Simone Rasslan (voz, piano e percussão) // Álvaro RosaCosta (vocal, viola caipira e percussão) // Beto Chedid (vocal, violão, guitarra e percussão).
Músicas: Flor – Nico Nicolaiewsky e Sílvio Marques // 02 – Lugarejo – Wanderlei Falkenberg e Giba Giba // Jornada (Areia, Trabalho no Mar) – Álvaro RosaCosta e Ronald Augusto
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ISABELA FOGAÇA – Nasceu em Bagé e reside em Porto Alegre. Nutricionista formada pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura, Isabela é casada com o professor, compositor e político José Fogaça que foi senador pelo RS e prefeito de Porto Alegre. Isabela Fogaça acostumou-se aos palcos participando dos festivais estudantis e dos festivais regionais de música nativa e popular que dominaram a cena cultural do RS nos anos 70 e 80. Destacou-se como intérprete, vencendo inúmeros festivais e deixando em cada cidade por onde andou a marca de seu talento, em um período de extraordinária efervescência cultural.
Em 2011, lança seu próprio CD, “Sons da minha vida” que produziu em parceria com José Fogaça, para o selo Nossa Música da gravadora Biscoito Fino. Os arranjos são de Cau Netto. No disco, Isabela canta músicas de Kleiton & Kledir, Bebeto Alves, Paulinho Pedra Azul, Emannuel Tugny, Orlando Morais, Marcos Valle, Maurício Poeta, Luis Coronel, José Fogaça e dela própria.
Músicas: 01 -Besame – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 02- Flor de Laranjeira – Luiz Coronel e Isabela Fogaça // 03 – Morro da Glória – José Fogaça
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GABRIEL ROMANO & GRUPO – Gabriel Romano apresenta seu trabalho autoral em palcos diversos desde 2011, quando iniciou a produção do seu primeiro CD intitulado “Sobre Nós”, lançado em 2013. Três anos depois lançou o “Doce é a Passagem”. Ambos receberam indicações ao Prêmio Açorianos de Música e o segundo recebeu também o Prêmio Profissionais da Música.
Com seu grupo tocou em eventos como Festival Psicodália, I Mostra de Artes do Teatro Glênio Peres, Sala Jazz Geraldo Flach, Festival Porto Alegrense de Bandas Instrumentais, Festival Fartura, entre outros. Sua música “Urucungo do Malungo” obteve indicação à fase final do Samsung e-Festival Instrumental e teve a música “A Suprema Verdade Sobre as Coisas” tocada no estande do Governo do Estado do Rio Grande do Sul no festival South By South West em Austin.
“Estrela Alegria Universal”, o novo single de Gabriel Romano e Grupo, chega para iluminar a audiência em tempos obscuros. Formado por Gabriel Romano no acordeon, Miriã Moreira Farias no violino, Mateus Albornoz no baixo, André Brasil na guitarra, Jean Carlo Godoy no violão e Lucas Fê na bateria, o grupo apresenta uma sonoridade próxima ao Gypsy Jazz. Uma estrela iluminante que se aproxima trazendo alegria ao nosso mundo.
Esse foi o ponto de partida para a composição musical, no imaginário do acordeonista e compositor que salienta a importância da busca pela liberdade que cada um tem dentro de si.
Músicas (todas de Gabriel Romano): 01 – A Suprema Verdade sobre as Coisas – está no álbum Sobre Nós! (2013) // 02 – Urucungo do Malungo – está no álbum Doce é a Passagem (2016) // 03 – Estrela Alegria Universal – novo single lançado em abril / 2021