O Sul em Cima 6 – PAULINHO FAGUNDES
Parte 1
Parte 2
O SUL EM CIMA dessa edição mostra o trabalho de PAULINHO FAGUNDES, em especial músicas dos álbuns Pedra Moura e Janeiro.

A sonoridade de uma música universal é a principal característica do guitarrista Paulinho Fagundes. Nascido na cidade de Alegrete, o contato com música veio desde muito cedo, através de sua família. Com o passar dos anos, morando em Porto Alegre, Paulinho tornou-se um guitarrista bem conceituado, mostrando o seu trabalho em diversas cidades da América Latina, Europa, incluindo Cuba e Honk Kong.
Desde muito pequeno, Paulinho já observava o pai, Bagre Fagundes, e os dois irmãos, Neto e Ernesto Fagundes nas apresentações do grupo Inhanduy. O violão, sempre ao alcance como um objeto da casa no Alegrete era apenas um desafio para ele. A primeira manifestação do dom musical se deu durante os preparativos do grupo para uma apresentação em Porto Alegre quando Paulinho tinha cerca de seis anos. Enquanto a família preparava o palco do Teatro Dante Barone para a apresentação histórica que reunia Darcy Fagundes, Nico, Bagre, Neto e Ernesto, Paulinho teve o primeiro contato com um piano de calda. Sem cerimônias, se acomodou no instrumento e após um primeiro contato com o som das teclas, tocou a introdução de uma das músicas do grupo. A atitude despertou a atenção de todos e ao retornar para casa foi incentivado a ter aulas de piano. O interesse imediato não durou muito. Paulinho não gostava da proposta de tocar aquelas clássicas canções de iniciação em piano e não demorou para abandonar as aulas e voltar às brincadeiras de qualquer criança. Mas o violão ainda estava ali, ao alcance das mãos.
A carreira musical da família já estava consolidada quando Paulinho Fagundes decidiu que voltaria aos estudos. Desta vez começaria com aulas de violão para atingir o objetivo maior: queria ser guitarrista. Seu primeiro professor foi o guitarrista Edilson Ávila que orientou Paulinho pelos caminhos da teoria musical incentivando para todas as influências e gêneros existentes. Aos poucos ele foi percebendo e admirando a diversidade da chamada world music. Assim, a música instrumental, em especial o jazz, foi se tornando uma paixão. Paulinho já se sentia preparado para tocar profissionalmente ao lado dos irmãos e do pai. Em 1990, aos 18 anos, Paulinho Fagundes assumia como o mais novo integrante da banda do irmão Neto Fagundes . Com o outro mano Ernesto, Paulinho produziu três CD’s: Ernesto Fagundes, Guevara Vivo e A hora do mate, projetos que repercutiram em show em Havana, Hong Kong, e nos Açores.
Desde então, Paulinho Fagundes vive a música intensamente atuando também como arranjador e diretor musical. Passou a ser respeitado e admirado por grandes músicos e intérpretes. Participou de projetos nacionais e internacionais atuando ao lado de músicos conceituados mundialmente. Paulinho Fagundes orgulha-se de parcerias com músicos gaúchos como Alegre Corrêa, Guinha Ramires, Geraldo Flach, Totonho Villeroy, Bebeto Alves, entre tantos outros com quem ele teve a oportunidade de participar de grandes eventos como o Projeto Pixinguinha, Circular Brasil Instrumental, Jazz Fest, na Áustria, Festival de La Pataya, no Uruguai. Em 2006 Paulinho fez participação especial no show do músico Ivan Lins, no Theatro São Pedro.
No grupo Os Fagundes, Paulinho é o estudioso. Aquele que aconselha musicalmente o grupo e que empresta o seu virtuosismo para a música regional reconhecendo ali a origem de tudo.
Seu primeiro álbum, lançado em 2010, foi intitulado de Pedra Moura.
Lança agora em 2018 seu muito elogiado disco “Janeiro”. São sete faixas de um diálogo livre entre artistas que trazem em suas origens o sul do Brasil. Os músicos que fazem parte desse disco são Paulinho Fagundes (guitarra), Bebê Kramer (acordeon), Guto Wirtti (baixo) e Kiko Freitas (bateria).
Vamos apresentar no programa O Sul em Cima, músicas dos álbuns Pedra Moura e Janeiro que são: Pedra Moura e Cais do Porto (Paulinho Fagundes) do CD Pedra Moura de 2010. As músicas De Mano (Paulinho Fagundes / Alessandro Kramer ), Velho Zé (Guto Wirtti), Xamã (Alessandro Kramer), My Little Boat (Guto Wirtti), De Volta as Origens (Paulinho Fagundes / Kiko Freitas), O Sanfoneiro é Bom(Alessandro Kramer / Moacyr Luz) e Heleninha no Fervo (Paulinho Fagundes) do CD Janeiro de 2018.

A cantora Ana Lonardi abriu mão do sobrenome italiano para assumir a identidade de ANAADI, artista que canaliza suas diferentes influências musicais na apresentação de um som espontâneo e múltiplo, sem rótulos. A nova etapa é marcada pelo lançamento do primeiro disco da carreira da gaúcha, Noturno – início de uma trilogia que seguirá com os álbuns Iluminar e Vermelho.
Carioca, a cantora e compositora cresceu no meio artístico: seu pai é o músico Vermelho, tecladista da banda 14 Bis. Na adolescência, aprendeu a tocar violão e passou a estudar canto. Começou a compor e a partir de então seguiu paralelamente os estudos na faculdade de Direito com suas gravações musicais. Tem como influências musicais ícones da música nacional como: Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, 14 Bis, Lô Borges, Beto Guedes.


O Mato Grosso foi um grupo que se formou na Europa numa viagem de alguns músicos catarinenses que levaram junto o músico baiano Letieres Leite. Peregrinando por lá, foram parar na Áustria. Alguns desistiram no caminho e retornaram, mas dois músicos do antigo e extinto grupo Engenho (de Santa Catarina) Alisson Mota e Claudio Frazê, mais Letieres Leite (Bahia) e o percussionista Laurinho Bandeira (também de Florianopolis) fixaram raízes em Viena. Lá, por sugestão de um produtor local, adotaram o nome MATO GROSSO por ser possível de pronunciar na língua alemã, conta Dudu Trentin.











