O Sul em Cima 7 – Grupos Araucana e ÁRIA Trio

Parte 1

Parte 2 

O SUL EM CIMA dessa edição mostra o trabalho dos grupos ARAUCANA e ÁRIA TRIO.

GRUPO ARAUCANA

ARAUCANA

A estética da Milonga desconstrutivista

A desconstrução sonora por meio da fusão de vertentes da música latino-americana dá a cara ao som produzido pela Araucana: milonga, MPB, groove, rock, trip-hop misturam-se ao clima de temperaturas amenas do sul do Brasil, o ambiente ideal para as araucárias.

Originário de Caxias do Sul-RS, formado no final de 2016, o grupo passou 2017 produzindo seu primeiro álbum, Espirais em Aquarela, que conta com nove músicas, sendo cinco em português e quatro em espanhol. As letras, escritas por Maurício Kehrwald, tratam sobre existencialismo e o poder do ser humano na autogestão da mente e suas consequências.

A formação conta com integrantes atuantes no circuito musical do Rio Grande do Sul: Nina Fioreze (voz), Carlos Balbinot (guitarra), Rafael De Boni (acordeom), Maurício Kehrwald (violão), Lucas Chini (baixo) e Mateus Mussato (bateria).

O álbum foi lançado nas plataformas digitais em 12 de março de 2018 e está disponível para audição na íntegra.

O lançamento do CD aconteceu dia 25 de março, durante o Festival Brasileiro de Música de Rua, importante e tradicional evento que ocorre anualmente em Caxias do Sul e passa por diversas cidades da Serra Gaúcha.

capa cd ARAUCANA

Conheça os integrantes:

Nina Fioreze é cantora atuante na serra gaúcha e região metropolitana do RS ao lado do cantor William Monteiro. Carlos Balbinot assina a produção musical, guitarras, programações e charango do álbum Espirais em Aquarela. Como músico, atuou em bandas como Grandfúria, Volux e JL. Possui em seu currículo a produção de mais de 50 álbuns, dentre eles, de bandas como Cuscobayo, Grandfúria, Bob Shut, Salve Jurema, e Mindgarden. Rafael De Boni também desenvolve trabalho ao lado do músico Valdir Verona, com indicação ao prêmio Açorianos, além dos grupos CComa, De Boni & Henz e a cantora Tatiéli Bueno. Maurício Kehrwald possui em seu currículo produção musical e letras em trabalhos em Caxias do Sul, além de integrar também o projeto Pachamama Fusion. Lucas Chini gravou com Rafa Schuler, Cockeynne Bluesman, Ana Gazola, e Cia. de Dança Contemporânea Matheus Brusa. Além da Araucana, hoje participa dos projetos Não Alimente Os Animais e Azzy.

Mateus Mussato é também baterista da Mindgarden, vencedora do Prêmio da Música da Serra Gaúcha 2016 nas categorias Melhor Álbum de Rock e Álbum do Ano; Nei Lisboa & Salvagni Big Band, Bibi Jazz Band e Paradise Sessions.

ÁRIA TRIO

Ária Trio 1 foto FotoCine

Grupo instrumental com a rara combinação de piano, violão e harmônica mesclando as influências distintas de cada integrante. Iniciou os trabalhos no ano de 2000 na cidade de Caxias do Sul – RS. Após anos de pesquisa, composições, arranjos e shows com material próprio e releituras, em 2009 lança seu primeiro álbum, “AD LIBITUM”, que foi muito bem recebido e comentado pelo público e crítica especializada. Neste cd o grupo contou com Valdir Verona ao violão e teve a participação do percussionista caxiense Edemur Pereira e da percussionista mineira Rosa Amélia. No ano de 2012, Tomás Savaris assume os violões do trio e a sequência de shows e trabalhos permitiu que o grupo produzisse uma grande quantidade de material inédito. Em 2015 o trio, ainda mais coeso e maduro, lança seu segundo disco “ÁRIA TRIO II” trabalhando a proposta, seguida desde o início do grupo, de que cada membro tenha em suas composições a marca de sua trajetória pessoal. Esmeralda Frizzo (piano) tem a influência do estudo erudito, Tomás Savaris (violão) a força do regional brasileiro e sul-americano e Ricardo Biga por sua vez, a conexão com o blues/rock. Cada qual preserva as características de seu estilo em suas composições, mas abre espaço para que os outros integrantes do grupo coloquem sua musicalidade na interpretação e arranjos fazendo com que o produto final soe realmente único. O disco Ária Trio II contou com a participação do percussionista Marlon Castilhos (Porto Alegre) além do indígena Trio Manari (Pará). O grupo segue apresentando-se, em várias cidades do sul e também em outros estados do país como Pernambuco, Paraná e Minas Gerais.

Integrantes

Esmeralda Frizzo (piano)

Tomás Savaris (violão)

Ricardo Biga (harmônica)

ARIA TRIO 1- foto de Ricardo Fedumenti

Vamos apresentar no programa O SUL EM CIMA, as músicas:

01 – Espirais em Aquarela / 02 – Do Fogo que segue a queimar / 03 – Luz del fuego  / 04 –  Soy humano, Soy dios  / 05 –  Pós-apocalíptica / 06 – Pátria, Pampa y libertad  / 07 – De cada quântico salto  /  08 – Soy Pátria / 09 -Caem gotas multicoloridas do CD Espirais em Aquarela do Grupo Araucana. Todas as letras são de Maurício Alejándro Kehrwald e música de Araucana, com exceção da música Pátria, Pampa y Libertad que tem letra de Maurício Alejándro Kehrwald e música de Rafael Froner e Araucana.

Também vamos apresentar as músicas: 01 – Inesquecible (Esmeralda Frizzo) / 02 – Lucinda (Esmeralda Frizzo), música do CD Ad Libitum (2009)  / 03 –  Manhã Fria (Esmeralda Frizzo) / 04 – Meia Noite no Cais (Ricardo Biga), músicas do CD Ária Trio II de 2015.

Contatos:

ARAUCANA

araucanacxs@gmail.com

fb.com/araucanaoficial

instagram.com/araucanaoficial

ÁRIA TRIO

www.ariatrio.com https://www.facebook.com/ariatriocxs/

Telefone: (54) 3028.1746

O Sul em Cima 6 – PAULINHO FAGUNDES

Parte 1 

Parte 2

O SUL EM CIMA dessa edição mostra o trabalho de PAULINHO FAGUNDES, em especial músicas dos álbuns Pedra Moura e Janeiro.

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A sonoridade de uma música universal é a principal característica do guitarrista Paulinho Fagundes. Nascido na cidade de Alegrete, o contato com música veio desde muito cedo, através de sua família. Com o passar dos anos, morando em Porto Alegre, Paulinho tornou-se um guitarrista bem conceituado, mostrando o seu trabalho em diversas cidades da América Latina, Europa, incluindo Cuba e Honk Kong.

Desde muito pequeno, Paulinho já observava o pai, Bagre Fagundes, e os dois irmãos, Neto e Ernesto Fagundes nas apresentações do grupo Inhanduy. O violão, sempre ao alcance como um objeto da casa no Alegrete era apenas um desafio para ele. A primeira manifestação do dom musical se deu durante os preparativos do grupo para uma apresentação em Porto Alegre quando Paulinho tinha cerca de seis anos. Enquanto a família preparava o palco do Teatro Dante Barone para a apresentação histórica que reunia Darcy Fagundes, Nico, Bagre, Neto e Ernesto, Paulinho teve o primeiro contato com um piano de calda. Sem cerimônias, se acomodou no instrumento e após um primeiro contato com o som das teclas, tocou a introdução de uma das músicas do grupo. A atitude despertou a atenção de todos e ao retornar para casa foi incentivado a ter aulas de piano. O interesse imediato não durou muito. Paulinho não gostava da proposta de tocar aquelas clássicas canções de iniciação em piano e não demorou para abandonar as aulas e voltar às brincadeiras de qualquer criança. Mas o violão ainda estava ali, ao alcance das mãos.

A carreira musical da família já estava consolidada quando Paulinho Fagundes decidiu que voltaria aos estudos. Desta vez começaria com aulas de violão para atingir o objetivo maior: queria ser guitarrista. Seu primeiro professor foi o guitarrista Edilson Ávila que orientou Paulinho pelos caminhos da teoria musical incentivando para todas as influências e gêneros existentes. Aos poucos ele foi percebendo e admirando a diversidade da chamada world music. Assim, a música instrumental, em especial o jazz, foi se tornando uma paixão. Paulinho já se sentia preparado para tocar profissionalmente ao lado dos irmãos e do pai. Em 1990, aos 18 anos, Paulinho Fagundes assumia como o mais novo integrante da banda do irmão Neto Fagundes . Com o outro mano Ernesto, Paulinho produziu três CD’s: Ernesto Fagundes, Guevara Vivo e A hora do mate, projetos que repercutiram em show em Havana, Hong Kong, e nos Açores.

Desde então, Paulinho Fagundes vive a música intensamente atuando também como arranjador e diretor musical. Passou a ser respeitado e admirado por grandes músicos e intérpretes. Participou de projetos nacionais e internacionais atuando ao lado de músicos conceituados mundialmente. Paulinho Fagundes orgulha-se de parcerias com músicos gaúchos como Alegre Corrêa, Guinha Ramires, Geraldo Flach, Totonho Villeroy, Bebeto Alves, entre tantos outros com quem ele teve a oportunidade de participar de grandes eventos como o Projeto Pixinguinha, Circular Brasil Instrumental, Jazz Fest, na Áustria, Festival de La Pataya, no Uruguai. Em 2006 Paulinho fez participação especial no show do músico Ivan Lins, no Theatro São Pedro.

No grupo Os Fagundes, Paulinho é o estudioso. Aquele que aconselha musicalmente o grupo e que empresta o seu virtuosismo para a música regional reconhecendo ali a origem de tudo.

Seu primeiro álbum, lançado em 2010, foi intitulado de Pedra Moura.

Lança agora em 2018 seu muito elogiado disco “Janeiro”. São sete faixas de um diálogo livre entre artistas que trazem em suas origens o sul do Brasil. Os músicos que fazem parte desse disco são Paulinho Fagundes (guitarra), Bebê Kramer (acordeon), Guto Wirtti (baixo) e Kiko Freitas (bateria).

Vamos apresentar no programa O Sul em Cima,  músicas dos álbuns Pedra Moura e Janeiro que são:  Pedra Moura e Cais do Porto (Paulinho Fagundes) do CD Pedra Moura de 2010. As músicas De Mano (Paulinho Fagundes / Alessandro Kramer ), Velho Zé (Guto Wirtti), Xamã (Alessandro Kramer), My Little Boat (Guto Wirtti), De Volta as Origens (Paulinho Fagundes / Kiko Freitas), O Sanfoneiro é Bom(Alessandro Kramer / Moacyr Luz) e Heleninha no Fervo (Paulinho Fagundes) do CD Janeiro de 2018.

Paulinho Fagundes 2

O Sul Em Cima 5 – Anaadi e Tess

O SUL EM CIMA dessa edição mostra o trabalho da cantora e compositora ANAADI em especial músicas do CD NOTURNO de 2017. Vamos ainda apresentar a música “Um Brinde” da cantora e compositora TESS.

Parte 1

Parte 2


ANAADI
ANAADI
A cantora Ana Lonardi abriu mão do sobrenome italiano para assumir a identidade de ANAADI, artista que canaliza suas diferentes influências musicais na apresentação de um som espontâneo e múltiplo, sem rótulos. A nova etapa é marcada pelo lançamento do primeiro disco da carreira da gaúcha, Noturno – início de uma trilogia que seguirá com os álbuns Iluminar e Vermelho.

– É o resultado de um processo em busca de leveza e autenticidade. Meu nome era mais formal, sisudo. Coisa de cantora de MPB classuda – explica a artista de 31 anos, cujo novo nome significa “eterno” na língua hindi. – Meu som está mais despojado, e Anaadi marca essa nova fase de se comunicar com o mundo – completa.

Noturno é um combo de sonoridades que embala o amor boêmio cativado na noite. Os caminhos percorridos por Anaadi em sua formação musical se apresentam nas 11 faixas do disco, atravessando gêneros como R&B, soul, reggae, afro, jazz, MPB e samba. As letras versam sobre o efêmero nas relações líquidas. falam sobre os desejos e desconfortos dos relacionamentos e dão poder de escolha à mulher.

Anaadi soa os sons de um mundo urbano, instigante, miscigenado. Com nuances afro, jazz, pop e samba, o disco reflete as interações musicais de seus 12 anos de carreira, e conta com participações como Roberto Menescal, Jorginho do Trompete e Serginho Moah. O álbum, inspirado no universo da noite, da sensualidade e dos prazeres da vida urbana, tem 9 composições próprias e duas releituras: “Samba e Amor”, de Chico Buarque e “A Flor e o Espinho”, de Nelson Cavaquinho.

Como cantora e compositora, já cativou ouvidos de grandes nomes da música como Ivan Lins, Ronaldo Bastos e Carlinhos Brown, trabalhando em colaborações com artistas nacionais e internacionais como Rick Wakeman, Roberto Menescal, Max de Castro e Guinga, de cujo próximo disco participa como intérprete convidada.

ANAADI começou aos 5 anos os estudos de canto e piano. Aos 16, passou a compor suas próprias canções e, descobrindo o jazz, aos 17 passou a se apresentar como intérprete, ao lado dos grandes músicos de sua cidade, Porto Alegre. Após concluir a faculdade de Psicologia da UFRGS, decidiu mergulhar, em 2010, na carreira musical.

Destaque na segunda edição do The Voice Brasil, ANAADI tornou-se comentarista oficial do programa RBSTV (afiliada Globo) em 2015, atuando como apresentadora semanal das novidades do programa na TV. No cinema interpretou “Maria Rosa”, ao lado de Arrigo Barnabé, dirigida por Maurice Capovilla no filme musical “Nervos de Aço”, inspirado na obra de Lupicínio Rodrigues. Ainda para as telas, idealizou e produziu o documentário “Arte das Musas?” (Canal Brasil/2015) sobre mulheres na Música, e compôs a trilha sonora do documentário “Madrepérola” (2016) sobre mulheres gordas, beleza e autoestima. O filme recebeu, entre outros, o Prêmio de Júri Popular da Mostra Film Series em Chicago (2017).

ANAADI foi eleita Melhor Intérprete no Festival das Rádios Públicas/RS. Seu show, voz e canções já percorrem palcos, rádios e festivais de Jazz no Brasil e na Europa. O disco “NOTURNO” faz parte de uma trilogia baseada em três estados de consciência: Purgatório, Céu e Inferno; e já se encontram pistas dos próximos capítulos nas redes sociais da artista.

Vamos apresentar no programa O SUL EM CIMA, as músicas de seu CD Noturno que são:

01 – INTRO NOTURNO (Anaadi/ Guto Wirtti/ Leo Bracht/ Luiz Mauro Filho),  02 – SEXYANTAGONISTA (Anaadi), 03 – É FAKE (HOMEM BARATO) (Anaadi/ Allan Dias Castro/ Angela dos Passos/ Eduardo Pitta/ Rodrigo Allende), 04 – SAMBA E AMOR (Chico Buarque), 05 – DEIXA DE PAPO (Anaadi / Allan Dias Castro / Eduardo Pitta / Rodrigo Allende), 06 – PLANO B (Anaadi / Rodrigo Panassolo), 07 – A FLOR E O ESPINHO (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Alcides Caminha), 08 – JAZZY  (Anaadi), 09 – DE OLHOS FECHADOS  (Anaadi / Allan Dias Castro / Eduardo Pitta / Rodrigo Allende / Serginho Moah), 10 – POR QUERER ( Roberto Menescal / Anaadi / Allan Dias Castro), 11- BYE BYE, ADIÓS,  AU REVOIR  (Anaadi / Allan Dias Castro / Eduardo Pitta / Rodolpho Bittencourt / Rodrigo Allende)

Contatos:
https://www.anaadimusic.com/anaadi
https://www.facebook.com/perfilanaadimusic

TESS
TESS
Carioca, a cantora e compositora cresceu no meio artístico: seu pai é o músico Vermelho, tecladista da banda 14 Bis. Na adolescência, aprendeu a tocar violão e passou a estudar canto. Começou a compor e a partir de então seguiu paralelamente os estudos na faculdade de Direito com suas gravações musicais. Tem como influências musicais ícones da música nacional como: Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, 14 Bis, Lô Borges, Beto Guedes.

A artista resgata nesse trabalho o melhor do Pop Contemporâneo, com diferentes ritmos e estilos musicais. A música de trabalho, Um Brinde, é seu primeiro single distribuído nas plataformas digitais, trazendo uma pegada latina. A cantora traz na bagagem musical e cultural grandes influências e muitos sonhos e não nega essa vertente que nos remete aos anos 70, onde sonhar era o melhor caminho para compor. E essa é, com certeza, sua maior característica; o toque sonhador em suas composições.

Contato: E-mail:
tessmoniz@gmail.com
facebook.com/tessmusica

O Sul em Cima 04 – Festival Brasileiro de Música de Rua 2018

 

O SUL EM CIMA dessa edição mostra músicas de participantes do Festival Brasileiro de Música de Rua 2018.

 

O Festival Brasileiro de Música de Rua em seu ano 7 coloca a Serra Gaúcha no mapa da Música do Brasil. De 17 à 25 de março, as ruas de Caxias do Sul-RS abriram passagem para a  música latino-americana com artistas do Norte e Nordeste, integrados à artistas do RS e grupos do Chile, México e Uruguai.

 

Esta edição foi dividida em 2 etapas:

17 à 22 de março – Festival Brasileiro de Música de Rua nas ruas de Caxias do Sul.

 

23 à 25 de março – Festival Brasileiro de Música de Rua apresenta palco Fonograma e Incubadora da Música na Universidade de Caxias do Sul.

 

Num total de 09 dias, comunidades, escolas públicas, entidades, ruas, praças e parques, receberam pequenos shows, palestras e exibições de documentários, com o intuito de formação de plateia. Já nos dias 24 e 25 de março, o Festival Brasileiro de Música de Rua instalou o palco Fonograma, com shows ao ar livre  na Universidade de Caxias do Sul.

 

GEORREFERENCIAMENTO

Com a proposta de apresentar um georreferenciamento da Música Brasileira Contemporânea, o FEST RUA aproxima – por exemplo – os consagrados OTTO (pernambucano da cena mangue beat) e Vitor Ramil (cantautor gaúcho) com os grupos caxienses selecionados pelo edital Natura Musica 2017 Catavento e Yangos (nominado ao Grammy 2017).

Aproximando extremos geográficos e musicais do Brasil, o FEST RUA funciona como uma antena captadora da novíssima música brasileira .
VIVER DE MÚSICA

Além dos concertos ao ar livre, são promovidas ações de formação para o “Negócio da Música – Viver de Música”, na qual produtores, patrocinadores, gestores de cultura e artistas se encontram para discutir a profissão, através das palestras e debates da Incubadora da Música.  Para isto, foi convidado o ex-diretor do Centro Cultural São Paulo e produtor musical Pena Schmidt, que carrega em seu currículo trabalhos como Mutantes, Titãs, Hollywood Rock, Free Jazz Festival e o primeiro Rock In Rio. Os encontros aconteceram no Centro de Cultura Ordovás  e na UCS , em Caxias do Sul.

ARTISTAS QUE PARTICIPAM DO FBR 2018

“O RS tem uma dificuldade geográfica em captar aquilo que está acontecendo no Norte e no Nordeste do Brasil. E certamente estas regiões também têm essa dificuldade para acessar a música feita aqui. Um dos principais papéis deste Festival é criar esses canais de transmissão direta. Ter o apoio da Natura Musical e do Governo do Estado do RS são importantíssimos para aproximarmos os extremos do Brasil e movimentar a economia da cultura. ” – afirma Luciano Balen – realizador do evento em conjunto com o Sistema Fecomércio – SESC/RS. Esta é a sétima edição do FEST RUA, que nos anos anteriores contabilizou um público superior a 150 mil pessoas, interagindo com artistas em mais de 400 concertos, 60 oficinas/palestras e outras 160 atividades.
Em 2018, o FESTIVAL conta com o apoio do mais importante financiador da música no Brasil Natura Musical – projeto da Natura Cosméticos que há 12 anos vem salvaguardando a música popular em nosso país. O Festival Brasileiro de Música de Rua é o único festival do Sul do país a obter a chancela deste edital.
Além da Natura Musical e da Universidade de Caxias do Sul, que apresentam esta edição, são apoiadores: Metadados, Focco Sistemas de Gestão, Randon S.A. Implementos e Participações e Pisani Plásticos S.A. O financiamento é da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através do Pró-Cultura RS LIC-RS.

 

As músicas apresentadas no programa O Sul em Cima são:

 

01 – Música:  BALA     –   Artista:  OTTO  (de PE)

de (OTTO / PUPILLO) Esta música está no CD mais recente de 2017 (Ottomatopéia)  – Nascido no agreste pernambucano, o trabalho de Otto é um retrato da cultura brasileira, da nossa capacidade de absorver e digerir diferentes influências para criar algo totalmente novo, rico e diverso. Sua história na música começa na França, onde tocou com músicos do gabarito do trombonista Raul de Souza. De volta ao Brasil, ele participou da primeira formação das bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, com quem lançou os álbuns Samba Esquema Noise, em 1994, e Guentando a Ôia, em 1996. Seu primeiro disco solo, o Samba pra Burro, veio em 1998. Em 2009, lançou o álbum Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, muito elogiado pelos críticos no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.

 

02 – Música:  TAN DISTANTE  DEL SER  –    Artista:   MELANÍ LURASCHI  (Uruguai)

Melaní Luraschi é uma compositora, escritora, cantora e artista de 24 anos. Sua primeira conexão com a arte foi muito pequena através do teatro. Suas canções emergem e nascem com honestidade, refletindo sua vida e suas histórias. Fusiona a raiz folclórica latino-americana com diferentes músicas do mundo. Ela publicou um livro de poesias “Día para pescar un sueño” e um disco “Canto ancestral”. Além de ter visitado países como Chile, Argentina, Peru, Equador, Espanha, França e Polônia.

 

03 – Música:  PELEIA   –  Artista:  Grupo  YANGOS   (de Caxias do Sul)

YANGOS é um dos grupos referência da música instrumental sul-brasileira. Formado pelos músicos César Casara, Cristiano Klein, Rafael Scopel e Tomás Savaris, YANGOS faz da união do piano, percussão, acordeon e violão um encontro potente, adicionando pitadas jazzísticas a milongas, chamamés e chacareras.
Com origem na Serra Gaúcha, o quarteto soma quatro discos e um dvd. Seu mais recente trabalho, CHAMAMÉ, foi nominado à 18.ª Entrega Anual do Latin GRAMMY® – Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras.

 

04 – Música:  MÁGICA ILHA  –   Artista:  Grupo SALVE JUREMA (RS)

Membros: Patric Dias, Eduardo Marcon, Thales Rech e Rafael Grison  –  Salve Jurema EP é o primeiro trabalho da banda. Ele apresenta um som que passa por várias atmosferas, uma mistura de rock and roll e ritmos brasileiros de todo o país.

 

05 – Música:  ESPIRAIS EM AQUARELA    –   Artista: Grupo  ARAUCANA  (Caxias do Sul)

Araucana é fusão. A milonga desconstrutivista é o fio condutor na mistura de vertentes da música latino-americana com groove, rock, trip-hop e o clima de temperaturas amenas do sul do Brasil, o ambiente ideal para as Araucárias. Formado em 2016, o grupo caxiense passou 2017 produzindo o primeiro álbum, intitulado Espirais em Aquarela, que conta com nove músicas. O lançamento oficial do CD ocorre em março, durante o Festival Brasileiro de Música de Rua, importante e tradicional evento que ocorre em diversas cidades da Serra Gaúcha  – Araucana: o grupo é formado por Nina Fioreze (vocal), Carlos Balbinot (guitarra), Rafael De Boni (Acordeon), Maurício Kehrwald (letras e violão), Lucas Chini (baixo) e Mateus Mussato (bateria).

 

06 – Música:  SI TE VOLVIERA A ENCONTRAR  –   Artista:  LAURA MURCIA  (México)

Voz, guitarra, letras: Laura Murcia

 

07 – Música: CIDADE SOLIDÃO   –  Artista:  HIQUE GOMEZ

“Cidade Solidão”  do CD “O TEATRO DO DISCO SOLAR” de  Hique Gomez (1994)

 

08 – Música: LIBRE (MELODIA PARA DON SEGUNDO SOMBRA)  – Artista:  UILIAM MICHELON   (Vacaria / RS)

Uiliam Michelon é músico, acordeonista, arranjador, compositor e professor de acordeon, natural de Vacaria/RS – Brasil. Passou pelas escolas de Acordeon dos professores João Maria Pinheiro da Rosa e Oscar dos Reis, sendo também autodidata. Gravou dois discos com o Grupo Pátria Sulina de Lages/SC e também dois discos com o cantor caxiense Fábio Soares, com o qual atua como acordeonista oficial e diretor musical. Desenvolve ainda um trabalho sério com música instrumental baseado em diversas influências onde as principais residem no Chamamé, no Jazz, no Tango e na música Clássica.

 

09 – Música:  FAROL     –   Artista:  LUCAS ESTRELA  (Pará)

O guitarrista Lucas Estrela, um dos expoentes da música paraense atual, lançou em 2017 seu novo trabalho “Farol”.  Com patrocínio do Natura Musical, apoio da Lei Semear, Fundação Cultural do Pará e Governo do Estado do Pará, “Farol” traz uma importante marca na renovação da criativa cena local amazônica através da utilização de elementos distintos como tecnoguitarrada e eletrocarimbó, o segundo disco de Lucas (o 1º foi o disco independente Sal ou Moscou de 2016) representa um momento de consolidação do seu estilo de compor. “A base do disco é guitarra, bases eletrônicas e elementos percussivos da música tradicional paraense. Mas outras ideias vão sendo adicionadas a essa fórmula, sempre com a ideia de promover uma aproximação entre a música regional da Amazônia e a música eletrônica global moderna”, revela o compositor.

 

 

10 – Música:  OS DIAS   –  Artista: Grupo VELHO DE GUERRA   (Flores da Cunha / RS)

Aparência bruta, cheiro de terra, som de ferrugem e uma alma verdadeiramente sensível. É Velho de Guerra. A banda, idealizada pelo músico florense GILDO NAIBO, lançou seu primeiro álbum.

Um disco acústico que soa pesado. As músicas carregam a identidade do músico, que escreveu, arranjou e gravou a maioria dos instrumentos. Nas melodias, Naibo encontrou naturalmente um ponto em comum entre o tradicionalismo gaúcho, grunge e folk rock. Entre arranjos vocais para três e quatro vozes, trastejamentos propositais e uma dose de agressividade, a sonoridade é crua e direta. Acordeon e harmônica também marcam presença. Na base rítmica, bumbo leguero, meia lua e chipô.

 

11 – Música:  ACALMA O CORAÇÃO     –   Artista: CUSCOBAYO  (Caxias do Sul)

Cuscobayo é: ALEJANDRO MONTES DE OCA – sopros /  LOURENÇO GOLIN – baixo  / MARCOS SANDOVAL – vocal e cajón   /  RAFAEL CASTILHOS – percussão  /   RAFAEL FRONER – vocal e violão a Cuscobayo surgiu em julho de 2012, em Caxias do Sul e logo se tornou notória pelas suas composições próprias e pelo público seguidor que começou a atrair. Desde então lançou um EP (‘Na Cancha’, 2013) e um disco (‘Cuscobayo’, 2016), chegando a mais de 200 shows por cerca de 50 cidades de 7 estados diferentes, passando por grandes festivais(Bananada, Morrostock, Móveis Convida, inúmeros Grito Rock, Pira Rural, Acid Rock, dentre outros) e também uma recente turnê pela Argentina, no final de 2016. Atualmente a banda colhe os frutos do seu primeiro disco e já trabalha na produção do sucessor.

 

12 – Música:  CAMPOS NEUTRAIS    –  Artista: VITOR RAMIL

O Sul em Cima 03 – Danny Calixto

O SUL EM CIMA dessa edição mostra o trabalho  da cantora e compositora DANNY CALIXTO, em especial músicas de seu CD Quintais do Mundo.

Parte 1

Parte 2

 

Danny Calixto

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Nascida em Porto Alegre, Danny viveu 10 anos em Curitiba a partir da adolescência. Um dos primeiros momentos no palco foi como vocalista de uma banda de rock progressivo “A Banda da Terra”. Depois disso, Danny junto com Rogéria Holtz (cantautora curitibana) estrearam um show de “MPB Lado B” num bar emblemático da cidade, o Trem Azul.

Danny estudou violão clássico na Escola de Música e Belas Artes e trabalhou em teatro como atriz, cantora e violonista. Nessa época fez sua primeira trilha para o espetáculo “No Balanço desse Trem” de Mário Schoemberger e Regina Bastos. Pela peça infanto-juvenil A Cegonha Boa de Bico, foi indicada ao Troféu Gralha Azul, premiação do teatro paranaense na categoria Composição Musical.

Com Paula Giannini (atriz, diretora e roteirista carioca) criaram a companhia de teatro Mandrágora e montaram o espetáculo E o Bichomem Como é que Será? de Luiz Rettamozzo, Paulo Vítola e Marinho Gallera, com direção de Hieronymus Parth.

De 84 a 94 fez shows em teatros, festivais e bares de Curitiba, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Natal e João Pessoa com diversas formações musicais e repertórios de MPB, standards do pop e do jazz.

Voltou à capital gaúcha em 1995 e em 1998 montou a banda Os Waldos, de black music, com a qual atuou até 2002. No ano seguinte veio o primeiro álbum solo, Abracadabra, que teve duas indicações ao Açorianos nas categorias: Revelação e Intérprete Pop/Rock.

Em 2006, morando em Londres, seu CD teve matéria na Revista Real, com distribuição no Reino Unido, Suiça, Irlanda e Bélgica. Vendeu discos pra lojas inglesas em Leicester Square e Camden Town e foi pra playlist da casa de shows Guanabara.

Desde a volta pro Brasil tem feito muitos shows em Porto Alegre, São Paulo e interior do Rio Grande do Sul.

Participou também de alguns discos:
– CD Suíte Xangri-lá de Fausto Prado e Caetano Silveira, junto com Nelson Coelho de Castro, Gelson Oliveira e Marisa
Rotenberg (2004).
– CD Prabaticum, Esplatifum, Brasimbolá de New e Luiz Mauro Vianna (2008).
– Coletânea de compositores no CD Música na Casa da Casa de Cultura Mario Quintana(2009)
– CD Rogéria Holtz Na Tocaia de Rogéria Holtz – Curitiba(2014)
– CD Singular e Plúrimo de Jerônimo Jardim (2015)

Tem formação acadêmica em Artes Plásticas, diversos cursos de artes gráficas e uma série de experiências também em televisão (na frente e atrás das câmeras). Foi diretora de arte em agências de publicidade e até hoje trabalha com design.

Quintais do Mundo

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O CD Quintais do Mundo, lançado em 2016,  é o 2º disco de Danny Calixto, resultado de seu trabalho de composição solo e em parceria com outros artistas do sul do Brasil. Um disco que transita pelo universo rítmico do samba, samba funk, ijexá, maracatu, chacarera. Canções do universo das lendas, reflexões sobre os amores e dores de amor, o olhar feminino sobre a vida, suas contradições e contemplações. Arranjos que ora nos levam pro aconchego do sol, ora pra caminhos mais densos com texturas surpreendentes e pulsantes. Tem a pegada de alguém que nasceu do sul do Brasil mas que olha o mundo como um vasto quintal.

Vamos apresentar nessa edição de O Sul em Cima, as músicas do CD Quintais do Mundolançado em 2016. As músicas são:

OÁSIS (Danny Calixto), TEMPO, TEMPO (Danny Calixto  / Márcio Celli), SALAMANDRA(Danny Calixto), CONTINENTE (Danny Calixto / Eliana Chiossi), COBRA NORATO (Danny Calixto / Luís Mauro Vianna), AS HORAS (Danny Calixto / Eliana Chiossi), ODUM (Danny Calixto / Márcio Celli), CHACAL (Danny Calixto / Rogéria Holtz), BAILE DA PELE (Danny Calixto / Eliana Chiossi), POVO DA CIDADE SÓ (Danny Calixto / Marcelo Cougo), CONDIÇÃO (Danny Calixto / Rodolpho Bittencourt), DO AVESSO (Danny Calixto).

Ficha técnica de “Quintais do Mundo”:

Produção musical e arranjos: Angelo Primon

Exceto nas faixas: “Cobra Norato” (arranjo e produção musical de Thiago Carreteiro – Coletivo Itororó)

“Continente” (arranjo e produção musical de Toneco da Costa

“Chacal” (arranjo e produção musical de Sérgio Machado)

Gravado nos estúdios Tamborearte por Lucas Kinoshita, Mubemol por Gilberto Ribeiro Jr. e Transcendental por Leo Bracht durante o ano de 2015

Edição: Lucas Kinoshita

Mixagem: Gilberto Ribeiro Jr – Mubemol

Mixagem de “Continente”: Leo Bracht – Transcendental

Masterização: Ciro Moreau

Co produção musical, direção geral, produção executiva e projeto gráfico: Danny Calixto

Contatos Danny Calixto:

http://www.dannycalixto.com.br
https://www.facebook.com/dannycalixtomusic/

O Sul em Cima 02 – Grupo Mato Grosso

O SUL EM CIMA dessa edição, mostra o trabalho do GRUPO MATO GROSSO, em especial músicas do disco BRASILEIRO, lançado em 1989.

Parte 1

Parte 2

 

Grupo Mato Grosso
capaO Mato Grosso foi um grupo que se formou na Europa numa viagem de alguns músicos catarinenses que levaram junto o músico baiano Letieres Leite. Peregrinando por lá, foram parar na Áustria. Alguns desistiram no caminho e retornaram, mas dois músicos do antigo e extinto grupo Engenho (de Santa Catarina) Alisson Mota e Claudio Frazê, mais Letieres Leite  (Bahia) e o percussionista Laurinho Bandeira (também de Florianopolis) fixaram raízes em Viena. Lá, por sugestão de um produtor local, adotaram o nome MATO GROSSO por ser possível de pronunciar na língua alemã, conta Dudu Trentin.

Juntou-se a eles Marcelo Onofri que depois, Dudu Trentin veio a substituir. Porém o  Dudu se afastou um tempo do grupo Mato Grosso e chamou os gaúchos Alegre Corrêa, Ronaldo “Gringo” Saggiorato e Fernando Paiva para formar uma outra banda, a YES BRASIL, mas depois de um tempo, foram todos para o grupo Mato Grosso.

Em 1989, lançaram o disco “Brasileiro” e mais adiante lançaram o CD “Dez Anos”,  que é uma espécie de coletânea, com duas faixas do disco “Brasileiro” (Vamos Lá e Alô Brasil), três inéditas (Santa Marta, Kotô e Moçambique), mais uma faixa com Alegre Corrêa (Essa Canoa), uma com Denise Fontoura (Guerra e Paz), uma com Diana Miranda (Filhas da África) e uma com o grupo Samba do Beko (Ser pai, ser mãe).

A sede do grupo sempre foi Viena – Áustria,  porém a atuação do grupo Mato Grosso se estendia em boa parte da Europa (Austria, Alemanha, Itália e Suiça principalmente).  Na suíça, vivia o produtor do disco BRASILEIRO, chamado URS – ALBERT da empresa Face Music.

O disco Brasileiro foi lançado em 3 versões. Primeiramente em LP, na Europa pela Face Music em 1989, mais tarde lançado em CD na Europa e depois, uma edição americana com outro design de capa.

Os músicos que participaram desse trabalho foram Alegre Corrêa (violão, guitarra), Dudu Trentin (teclados), Marcelo Onofri (piano, vocal), Ronaldo Saggiorato (baixo), Fernando Paiva (bateria), Laurinho Bandeira (percussão) e Cláudio “Frazê” Rodrigues (percussão). Convidadas: Paula Trentin-Jenner e Rita Scodeler (vocal).

Produzido por Cláudio Rodrigues (Mato Grosso) e Urs-Albert (Face Music). Gravado por Uli Bleicher no Estúdio Soundmill em outubro de 1989 – Viena.

Músicos

Sem título

Dudu Trentin:   pianista, tecladista, compositor, arranjador, orquestrador e regente –  de Marau/RS.  Iniciou a carreira artística no final dos anos 1970. Mudou-se, em 1983, para Porto Alegre, onde acompanhou alguns artistas, como Nei Lisboa e Vítor Ramil, além de integrar o grupo instrumental Cheiro de Vida.
Em 1987, foi para Viena, onde estudou no Franz Schubert Konservatoriun e no Konservatoriun Der Stadt Wien. Voltou para o Brasil em 1996. Ao longo de sua carreira, atuou ao lado de vários artistas no Brasil e Europa.

Alegre Corrêa – nasceu em 1960, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Já aos 13 anos de idade – como violonista, cantor, percussionista e compositor – imigrou para a sua residência atual: a música. Em 1989, se mudou para Viena – Áustria, fundando, quatro anos mais tarde, o Alegre Corrêa Sextett, com o qual realizou diversas turnês pela Europa, tocando em importantes espaços culturais como Opera de Viena, Vienna Konzerthaus, Jazzherbst Salzburger.

Como sideman, tocou ao lado de renomados músicos da cena jazzística da Áustria em inúmeras turnês na Alemanha, Suiça, Itália, Hungria, Luxemburgo, Croácia, Eslovênia, Turquia e Israel. Destaque para a Vienna Art Orchestra, onde permaneceu de 2000 a 2006. Em 2005, Alegre Corrêa passou a integrar o The Zawinul Syndicate, liderado pelo lendário tecladista Joe Zawinul (que tocou com Cannonball Adderley, Miles Davis, Weather Report), permanecendo no grupo por dois anos, e realizando turnês e shows por toda a Europa, Estados Unidos, América do Sul e Ásia.

Ronaldo Saggiorato (de Passo Fundo) é uma referência no baixo elétrico de seis cordas. Tocou com nomes de peso e morou muitos anos na Europa. Possui dois CDs de composição gravados e participação em dezenas de CDs com artistas como Renato Borguetti, Letieres Leite, Vitor Ramil, Alegre Corrêa, Dante Ozzetti, Guinha Ramires, Mohamed Mounir, Sandra Pires, Elias Meiri, Timna Brauer, Marcelo Onofri, Alessandro Kramer, entre muitos outros.

Marcelo Onofri  –  Marcelo Onofri nasceu em Teófilo Otoni/MG. Pianista, cantor, compositor, arranjador. Atualmente é professor do Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP, responsável pelas disciplinas Música e Ritmo e Canto para o ator.

Estudou na Escola de Música de Brasília, no Conservatório Carlos Gomes (Campinas, São Paulo) e em seguida cursou composição e regência na UNICAMP, criando nesta época o primeiro Coral Cênico da cidade: Coral Latéx.

Em 1987 mudou-se para Viena (Áustria), onde viveu durante 15 anos. Ingressou no curso de Regência Orquestral na Escola Superior de Música de Viena e realizou vários trabalhos: foi formador do Grupo Brasileiro Mato Grosso, pianista do Libertango Trio (trabalho de releituras da obra do compositor argentino, AstorPiazzola); regeu durante 4 anos o Coral”JedwederKüchenChor”.

Fernando Paiva – Baterista, compositor, arranjador  – De Porto Alegre. / Vive e trabalha em Viena.

Cláudio “Frazê” Rodrigues – De SC  – Fez parte do Grupo Engenho, um dos mais importantes grupos musicais de SC.

Laurinho Bandeira – DE SC – Percussionista

Vamos apresentar no programa O Sul em Cima, as músicas:

Alô Brasil (Dudu Trentin / Nei Lisboa), Vamos Lá (Alegre Corrêa), Cunhataí(Toninho Porto), For All (Marcelo Onofri), Festa na Floresta (Ronaldo Saggiorato / Marcelo Onofri / Laurinho Bandeira), Couvert (Alegre Corrêa / Raul Boeira), Vai Iluminar (Alegre Corrêa), Reza (Marcelo Onofri / Raul Boeira) do disco “Brasileiro” de 1989  e as músicas Kotô  (Alegre Corrêa / Laurinho Bandeira) e Moçambique (Toninho Porto) do CD Mato Grosso “Dez Anos“.

O Sul Em Cima 01 – Kleiton & Kledir

No primeiro O SUL EM CIMA de 2018, vamos mostrar músicas do disco CLÁSSICOS DO SUL de KLEITON & KLEDIR.

Parte 1

Parte 2

 

Kleiton & Kledir

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Kleiton e Kledir começaram a estudar música muito cedo e, nos anos 70, lançaram com mais três amigos a banda “Almôndegas”, que foi um marco na história da música do Rio Grande do Sul. Foram quatro discos, uma infinidade de shows e a mudança para o Rio de Janeiro. Quando o grupo se dissolveu, os irmãos decidiram prosseguir a carreira em dupla.

Em 1980 saiu o primeiro disco da dupla. O sucesso foi imediato e os shows arrastavam um público enorme por todo o Brasil. Lançaram vários discos (inclusive um em espanhol) o que lhes rendeu disco de ouro e shows nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Gravaram em Los Angeles, Nova Iorque, Lisboa, Paris, Miami e Buenos Aires.  Suas composições foram gravadas por Simone, Nara Leão, MPB4, Caetano Veloso, Xuxa, Fafá de Belém, Nenhum de Nós, Zizi Possi, Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo, Belchior, Emílio Santiago, Cláudia Leitte e muitos outros. Também pelo mundo afora suas músicas ganharam versões de grandes artistas, como os argentinos Mercedes Sosa e Fito Páez, a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro e a japonesa Chie.

Kleiton & Kledir trouxeram definitivamente para a cultura brasileira a nova música gaúcha. Eternizaram um sotaque diferente, uma maneira própria de falar e cantar, com termos até então desconhecidos como “deu pra ti” e “tri legal”. Segundo um crítico da época, parecia “uma dupla de ingleses, cantando numa língua que lembra o português”.  Acabaram se transformando em símbolos do gaúcho contemporâneo, do homem moderno do sul do Brasil, o que fez com que o governo do estado lhes conferisse o título de “Embaixadores Culturais do Rio Grande do Sul”

Em 1987, apesar de tanto sucesso, a dupla resolveu se separar. Depois de alguns anos, retomaram a carreira. Lançaram os CDs Dois (Som Livre 1997), Clássicos do Sul (Universal 1999) e coletâneas que venderam mais de meio milhão de cópias. Estiveram em Paris apresentando uma série de shows no Museu do Louvre e viajaram duas vezes em turnê pelos EUA. No carnaval carioca de 2002 foram homenageados pela Escola de Samba Caprichosos de Pilares, que desfilou com um enredo inspirado na canção Deu pra ti.

Lançaram em 2005, o CD/DVD Kleiton & Kledir – ao vivo, onde fazem uma releitura da carreira de tanto sucesso. O disco é um lançamento Som Livre/RBS – com produção do britânico Paul Ralphes – e recebeu o Prêmio TIM de Melhor Disco do Ano, na categoria canção popular.

O CD e DVD Autorretrato, lançado em 2009 é um projeto de músicas inéditas. O DVD, em formato documentário, reúne as músicas inéditas e as histórias que permeiam suas criações, contando um pouco da vida da dupla gaúcha. Autorretrato a música título, é uma conversa entre dois amigos, onde cada um desabafa e revela seus segredos.

No ano de 2011 lançam “Par ou Ímpar”, seu primeiro CD infantil. Deste trabalho lançam no ano seguinte o CD/DVD “Par ou Ímpar ao vivo” em parceria com o Grupo Tholl, contando ainda com a participação de Fabiana Karla. O CD do show musical Par ou Ímpar recebeu o Prêmio da Música Brasileira como Melhor Álbum Infantil, durante cerimônia no Theatro Municipal do Rio e o Prêmio Açorianos de Melhor CD Infantil, em Porto Alegre, em junho de 2013.

Em 2015 lançam pela Biscoito Fino seu novo CD “Com Todas as Letras” onde contam com participação de grandes escritores do Rio Grande do Sul como parceiros nas composições inéditas. Entre os escritores estão nomes como Caio Fernando Abreu, Luis Fernando Veríssimo, Martha Medeiros, Fabrício Carpinejar, Letícia Wierzchowski, Daniel Galera, Paulo Scott, Cláudia Tajes, Alcy Cheuiche e Lourenço Cazarré.

Vamos mostrar neste programa O SUL EM CIMA, as músicas do disco CLÁSSICOS DO SUL, lançado em 1999. Uma produção Universal Music, dirigida por Marco Mazzola, com direção e concepção musical de Kleiton & Kledir. Programações e concepção rítmica de Ramiro Musotto e K&K.

As músicas apresentadas são: Pára Pedro (José Mendes/José Portella Delavy), Nuvem Passageira (Hermes Aquino – participação de Bakithi Kumalo), Balaio (Folclore), Haragana (Quico Castro Neves), Gaúcho de Passo Fundo e Coração de Luto (Teixeirinha), Negrinho do Pastoreio (Barbosa Lessa), Trova (Kleiton & Kledir), Pezinho (Folclore), Felicidade (Lupicínio Rodrigues), Carreta de Quitanda, Prenda Minha e Boi Barroso (Folclore), Gauchinha Bem-Querer (Tito Madi).

O Sul Em Cima 42 – Thaís Gulin

O SUL EM CIMA dessa edição mostra o trabalho de THAÍS GULIN, em especial músicas de seus álbuns “THAIS GULIN” e “ôÔÔôôÔôÔ”

Parte 1

Parte 2

 

THAÍS GULIN
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Nascida no Paraná, Thaís Gulin desde a infância tomou gosto pela música. Na adolescência, fez curso de canto no Conservatório de Música de Curitiba. Formou-se em Administração de Empresas pela PUC do Paraná. Participou de oficinas de teatro de Geraldo Thomas. Interessada por teatro e música decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro para tentar a carreira musical. Conheceu o músico, compositor e produtor Fernando Moura, que se dispôs a ajudá-la na produção de seu primeiro disco. Fez alguns shows até gravar o CD “Thaís Gulin” em 2007, muito bem recebido pela crítica, sendo a cantora considerada uma das grandes revelações musicais do ano pela revista “Rolling Stone Brasil” e a “Folha de São Paulo”.

No ano seguinte, foi indicada ao Prêmio Rival BR de Música Brasileira, na categoria “Cantora Revelação”. Nesse disco, além de duas composições da própria Thaís, aparecem canções de Chico Buarque, Zé Ramalho, Arrigo Barnabé, Zeca Baleiro, Nelson Sargento, Otto e TomZé. As gravações de Thaís foram muito bem recebidas pelos compositores das músicas, que entraram em contato com a cantora, possibilitando a aproximação dela com Zeca Baleiro, Otto, TomZé, Jards Macalé e Chico Buarque, com alguns dos quais Thaís chegou a fazer apresentações. O CD foi lançado no SESC Pompéia, em São Paulo.

Em 2010 participou no programa Som Brasil, em homenagem a Edu Lobo, pela TV Globo. O segundo CD, “ôÔÔôôÔôÔ”, foi lançado em 2011, e conta com músicas inéditas de Tom Zé (“Ali sim Alice”) e Chico Buarque (“Se eu soubesse”), feitas especialmente para Thaís. Em 2013 Thaís gravou a modinha “Até pensei” (Chico Buarque) especialmente para a trilha sonora da novela “Sangue Bom”, da Rede Globo.

Vamos apresentar em O Sul em Cima, as músicas:

01 – LUA CHEIA   –  TOQUINHO  /  CHICO BUARQUE
02 – CISCO  – CARLOS CAREQA  /  ZECA BALEIRO
03 – DE BOTECO EM BOTECO  –  NELSON SARGENTO
04 – GAROTO DE ALUGUEL (TAXI BOY)  –  ZÉ RAMALHO
05 – CINEMA INCOMPLETO  (NÚPCIAS) –  ARRIGO BARNABÉ / THAÍS GULIN
06 – HISTÓRIA DE FOGO –  OTTO / ALESSANDRA NEGRINI
07 – ôÔÔôôÔôÔ  –  THAÍS GULIN
08 – ÁGUA – KASSIN
09 – SE EU SOUBESSE – CHICO BUARQUE  – Participação especial: CHICO BUARQUE
10 – REVENDO AMIGOS – JARDS MACALÉ / WALY SALOMÃO
11 – CINEMA AMERICANO – RODRIGO BITTENCOURT
12 – ENCANTADA –  ADRIANA CALCANHOTTO
13 – ALI SIM, ALICE – TOM ZÉ   –  Participação especial :  TOM ZÉ
14 – LITTLE BOXES – MALVINA REYNOLDS
15 – FREVINHO – THAÍS GULIN / MORENO VELOSO
16 – PAIXÃO PASSIONE – IVAN LINS / RONALDO M. DE SOUZA

Contato:
https://www.facebook.com/thaisgulin/

O Sul Em Cima 41 – Gabriella Di Laccio

O SUL EM CIMA dessa edição é dedicado ao trabalho de GABRIELLA DI LACCIO, em especial as músicas do álbum BRAVURA , onde a soprano  acompanhada pela Orquestra Música Antiqua Clio sob a direção de Fernando Cordella, apresentam um programa eletrizante com árias virtuosas e aberturas de óperas barrocas.

Parte 1

Parte 2

 

GABRIELLA DI LACCIO
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Vencedora do prêmio Air Europa Lukas Award sendo escolhida “Classical Act of the Year” em Londres, Março de 2013; Gabriella Di Laccio, com sua voz de soprano lírico coloratura, vem ganhando cada vez mais espaço no cenário musical. Radicada na Inglaterra desde 2001 a artista foi reconhecida como “uma cantora de talento excepcional” pelo maestro Sir Charles Mackerras.

Gabriella ganhou notoriedade nos últimos anos devido a suas interpretações do repertório virtuosístico de coloratura em especial Vivaldi e Handel. Suas várias apresentações na Europa tem estabelecido Gabriella Di Laccio como uma artista de extrema inteligência musical, dona de uma voz expressiva e cativante presença de palco.

Com um vasto repertório sinfônico, operístico e de música de câmara, Gabriella apresenta-se como solista e membro de diversos grupos abrangendo repertórios do barroco ao contemporâneo marcando presença em renomadas salas de concerto como Wigmore Hall, Purcell Room at Southbank Centre, Megaron Opera House, St. John’s Smith Square, Banqueting House, Whitehall, Théâtre des Variétés Mônaco, Theatro São Pedro entre outros.

Atuou com diversos grupos de música antiga como Amaryllis Consort, Ensemble Florilegium, Il Festino entre outros trabalhando com célebres nomes da música barroca como Dame Emma Kirkby, Michael Chance, Laurence Cummings, Rodolfo Richter e Jean Claude Malgoire.

Pós-graduada no Royal College of Music of London onde recebeu os títulos de Especialista em Música Antiga e Performance em Ópera, Gabriella também foi vencedora de dois concursos na Inglaterra recebendo os prêmios: Peter Pears e Richard III em performance.

www.gabrielladilaccio.com

 

FERNANDO CORDELLA
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Cravista e regente, diretor artístico do Musica Antiqua Clio e da Sociedade Bach Porto Alegre. Vencedor do Prêmio Açorianos 2011 como melhor intérprete da categoria música erudita pelo disco “CRAVOS – de Frescobaldi a Mozart”. Em 2007 recebeu o título honorífico comenda “O Bombeador” pelos relevantes serviços prestados a cultura e comunidade.

Recentemente Cordella recebeu em São Paulo o prêmio TOYP JCI Brasil 2015 como a figura do ano mais expressiva no Brasil da categoria “Exito cultural”.

Vem atuando como solista e cravista de diversas orquestras do Brasil: Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, Camerata Antíqua de Curitiba, Sinfonietta de Belo Horizonte, Orquestra Fundarte, Orquestra de Câmara de Fortaleza – Eleazar de Carvalho, Orquestra Ouro Preto, Orquestra UNISINOS, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica da UCS e Orquestra de Câmara de ULBRA. Sob a direção de Peter van Heyghen, Rodolfo Richter, Luís Otávio Santos, Emmanuele Baldini, Juan Manuel Quintana, Roman Garrioud, Michaela Comberti entre outros.

Entre suas gravações destacam-se o Réquiem de Mozart, gravado com a Orquestra Barroca do 24 Festival de Música Antiga de Juiz de Fora, sob a regência de Luis Otávio Santos; os Concerti per Archi de Vivaldi, com a Orquestra Ouro Preto, sob a regência de Rodrigo Toffolo, e o seu CD de cravo solo “CRAVOS – de Frescobaldi a Mozart”, do selo StudioClio.

 

MUSICA ANTIQUA CLIO

É um ensemble de música antiga dedicado à performance da música dos séculos XVII e XVIII em instrumentos de época. O objetivo do grupo é recuperar a sonoridade, paixão e energia da música da forma como foi composta pela primeira vez.

O grupo é formado por especialistas em música barroca com reputação internacional que têm como meta comum a criação da música com espírito de pesquisa e consciência histórica. A união do talento e imaginação musical de todos os membros torna cada concerto uma nova experiência, sempre cheia de energia e entusiasmo, unida com uma profunda compreensão da música como teria sido executada originalmente.

ARTE, HISTÓRIA E CELESTIALIDADE NAS ÁRIAS DE BRAVURA

Árias, a busca do etéreo celestial, em sua origem musical no século XVII, air (grafada também aire e ayre): foi com esta palavra que se desenvolveu a expressão máxima da voz humana, nas alturas alcançadas pelas cantoras de voz soprano. Desde a música barroca, o engenho dos compositores explorou esta potência artística, produzindo obras de grande brilho e extraordinária elaboração técnica, destinadas a produzir encanto pleno, na voz de sopranos; são as árias de bravura, que testemunham, portanto, a busca do celestial e virtuosismo artístico expandindo a expressão da arte.

Estas árias de bravura, gravadas com o talento de Gabriela Di Laccio, com o ensemble Musica Antiqua Clio, sob a direção do maestro e cravista Fernando Cordella, sob os auspícios do ministro Fernando Cacciatore de Garcia, no cenário iluminado do StudioClio (em Porto Alegre) e como lançamento do selo Drama Musica, representam soma multissecular e também bastante atual de esforços para o desenvolvimento das artes e da condição humana, e também razão forte para nosso deleite e encanto, pois tudo isto é muito belo.

CD  BRAVURA  (2016)

Local de Gravação: Solar Coruja, Porto Alegre – nov 2014 / Engenheiro de som: Marcos Abreu / Engenheiro Assistente: Bruno

Bertshinger/  Produtor Musical: Augusto Maurer / Edição: Pedro Figueiredo / Masterização e Mixagem: Marcos Abreu

Produção e realização: StudioClio Instituto de Arte & Humanismo

 

Vamos apresentar em O Sul em Cima, as músicas:

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

  1. 1. Armatae face, et anguibus  – ( Juditha Triumphans, RV 644)
  2. Agitata da due venti  (Griselda RV 718)
  3. Sinfonia – Allegro  (L’Olimpiade RV 725)
  4. Siam navi all’onde algenti  (L’Olimpiade, RV 725)

 

George Friederich Handel (1685 – 1759)

  1. Lascia ch’io pianga  (Rinaldo, HWV 7)
  2. Overture: Largo  (Rinaldo, HWV 7)
  3. Overture: Adagio  (Rinaldo, HWV 7)
  4. Overture: Allegro  (Rinaldo, HWV 7)
  5. Recitative: E pur così in un giorno  (Giulio Cesare, HWV 17)
  6. Piangerò la sorte mia  (Giulio Cesare, HWV 17)
  7. Da Tempeste  (Giulio Cesare, HWV 17)

Contatos:

https://www.facebook.com/GDiLaccio/

https://www.facebook.com/fernandoturconicordella/

O Sul Em Cima 40 – Daniel Drexler

O SUL EM CIMA dessa edição é dedicado a obra de DANIEL DREXLER e mostra em especial, as músicas do seu mais recente álbum “UNO”

Parte 1

Parte 2

 

DANIEL DREXLER
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DANIEL DREXLER é cantor e compositor uruguaio, com sete discos editados. Seus primeiros CD’s ‘La Llave en la Puerta’ (1998) e ‘Full Time’ (2001) foram editados em seu país.  Com “Vacío” (2006), terceiro disco, Daniel Drexler ultrapassou as fronteiras do Uruguai, com turnês e distribuição do CD na Argentina, Uruguai e Chile. Recebeu a indicação ao Prêmio Gardel 2007 de Melhor Disco Pop e desde então tem realizado importantes turnês na América Latina e Europa. ‘Micromundo’, quarto disco de Daniel foi editado na Espanha, Uruguai e pela primeira vez no Brasil. O CD recebeu destaque na imprensa espanhola e brasileira, integrando a lista dos melhores CD’s do ano nos dois países.

‘Mar Abierto’, quinto CD do artista, foi concebido sob dois signos: o clássico disco Kind of Blue, de Miles Davis, as ideias do pensador polonês Zygmunt Bauman sobre a “modernidade líquida”, com distribuição na Argentina, Uruguai, Brasil e Canadá. Recebeu o Prêmio Gardel de Melhor Disco do Ano de Autor e integrou a lista dos melhores discos de 2013, segundo a crítica na Argentina, Uruguai, Espanha e Brasil. A turnê homônima percorreu mais de sete países em um ano e meio de duração e no Brasil foi apresentada em nove cidades no Sul, Sudeste e Nordeste.

‘Tres Tiempos’, um dvd-livro com a seleção de 13 músicas gravadas ao vivo nos estúdios Ion de Buenos Aires, junto a um livro com o substrato conceitual de seus últimos três discos de estúdio “Vácio”, “Micromundo” e “Mar Abierto”, que foi criado a partir da ideia de que o público vê somente a ponta de um iceberg onde os outros 90% estão abaixo da superfície.

Neste trabalho o artista abriu o seu processo de criação além dos acontecimentos determinantes para criação de cada um dos discos. O DVD-Livro foi editado no Brasil, Argentina e Uruguai chegando a sua segunda edição cinco meses após o lançamento. As músicas do DVD integram as listas as músicas mais executas no Spotify México por três semanas consecutivas, entre destaques em outros países. O projeto foi indicado ao Prêmio Graffiti da Música Uruguai nas categorias de Melhor DVD, Melhor Arte e Melhor Disco Pop Alternativo.

Ao longo de 16 anos de carreira como solista, o artista uruguaio tem realizado turnês em todos os países da América Latina, Europa e México, participado de importantes festivais da América Latina, América Central e Espanha.

Daniel Drexler é o criador do termo “Templadismo” para referir-se a influência geoclimática do sul do continente americano no processo de composição de artistas argentinos, uruguaios e brasileiros sobre a criação e uma atitude criativa aberta, antropofágica e tropicalista. Hoje é um dos três principais artistas uruguaios com maior visibilidade e atuação internacional.

 

DANIEL DREXLER LANÇA NOVO DISCO DE ESTÚDIO COM 12 MÚSICAS INÉDITAS

 

Chegou às lojas e plataformas digitais na sexta-feira, 10 de novembro, o novo álbum de estúdio de Daniel Drexler. “UNO”, sétimo disco da carreira, traz 12 faixas inéditas, incluindo os três primeiros singles, em lançamento desde outubro: “Febril Remanso”, “Al Menos un Segundo”, que tem a participação de Marcelo Jeneci, e “Los Peones de la Guerra”.

Com produção musical de Alexandre Kassin, o álbum contou com músicos renomados do Uruguai, Argentina e Brasil, países onde foi gravado, como Marcos Suzano, Davi Moraes, Domenico Lancelloti, Johnny Neves e Martin Ibarpuru, entre outros.

SOBRE “UNO”

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Após fechar o ciclo de discos conceituais com o DVD-Livro “Tres Tiempos, onde o artista revisitou as músicas dos CD’s “Vacío”, “Micromundo” e “Mar Abierto”, em seu novo trabalho, Daniel mergulhou no universo percussivo e inicia uma nova fase em sua carreira, disco com maior sonoridade pop.

O processo de criação das músicas de “UNO” aconteceu entre 2015 e 2016, durante a turnê de seu último trabalho “Tres Tiempos”, entre voos, quartos de hotel e camarins de teatro. Ao longo de 12 faixas, das quais 8 são de autoria exclusiva do artista, traz à tona outra faceta do músico. A diferença entre seus discos anteriores, onde a presença da ciência (Daniel Drexler também é médico e pesquisador de formação) e a filosofia tinham forte influência sobre sua criação, em “UNO” vem à tona outra faceta do artista que olha o mundo através de uma dimensão poética, dos pequenos acontecimentos do cotidiano além da sua percepção de mundo e o amor nas atitudes, para além dos relacionamentos afetivos. Estas mudanças é o resultado de um processo pessoal, onde concluiu que o mundo dos afetos, da sensibilidade e das empatias é o realmente vale a pena, mas sem negar os outros planos que completam sua existência.

“As músicas de “UNO” tem uma forte influência do pulso rítmico da minha cidade, Montevidéu. Principalmente a da música de raiz afro-uruguaia, do candombe. Mas, de alguma maneira, as músicas começaram a pedir um tratamento ligado a certa exuberância rítmica e harmônica”, explica Daniel. “Pouco a pouco fui em direção ao norte, a uma cidade que sempre esteve presente em meu universo musical, o Rio de Janeiro. No final o disco termina sendo um ponto de encontro entre a música de raiz afro do Rio da Prata e o universo percussivo e harmônico carioca. Gostei da ideia de percorrer uma ponte imaginária entre Buenos Aires, Montevideo e Rio de Janeiro”, completa.

O resultado deste disco é um salto do artista como compositor e intérprete. A escolha de Alexandre Kassin como produtor do disco aconteceu em função da estética e sonoridade que o artista procurava e que teve a aproximação promovida pelo músico Marcelo Jeneci, quando participou do show de lançamento de “Tres Tiempos”, em São Paulo, no Teatro Paulo Autran. Jeneci disse que, ao escutar as novas músicas de Daniel Drexler, elas tinham a “cara” do produtor carioca.

Mas como o objetivo era encontrar o local onde o pulso sonoro uruguaio se encontrava com o carioca, Daniel Drexler somou ao projeto os coprodutores Matias Cella (argentino, produtor de discos de Kevin Johnasen, Jorge Drexler, entre outros) e os uruguaios Dany López (um dos principais produtores uruguaios, que trabalhou ao lado de Daniel no disco “Mar Abierto”, disco de inéditas de Drexler, vencedor do Prêmio Gardel de Melhor Disco Autoral) e Gonzalo Gutiérrez (produtor com o qual trabalha desde o seu primeiro disco).

Gravado entre outubro de 2016 e março de 2017, nas cidades no Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires, reúne músicos expressivos dos três países. O intuito era o de encontrar a combinação e a potência sonora para cada faixa. Além da participação dos produtores como instrumentistas e do próprio Daniel Drexler (violão, guitarra elétrica e back vocal), o disco conta com participações de Marcos Suzano, Davi Moraes, Marcelo Jeneci com o qual divide a faixa “Al Menos un Segundo”, Leo Reis Danilo Andrade e Domenico Lancelloti (Brasil), Martín Ibarpuru, Johnny Neves, Ana Prada (Uruguai), Alejandro e Maria Laura (Peru), Pablo Grinjot, Marta Roca, Mariano Malamud, Lucas Argomedo (Argentina) e Theon Cross (Inglaterra), entre outros.

Outra novidade encontrada neste disco é a presença de metais, gravados pelos músicos Altair Martins, Marlon Sete e Zé Bigorna, e a utilização de teclados originais da década de 60, 70 e 80, como Mellotron, Hammond, Juno e o piano elétrico Wurlitzer.

“Em relação aos meus trabalhos anteriores, a principal diferença está no protagonismo percussivo na condução das músicas, pois nos anteriores o meu violão era o condutor melódico. O ritmo, o groove e o corpo são os condutores deste trabalho, iniciando desde o processo de composição até a escolha dos músicos e a forma como o disco foi gravado”, conta. É um trabalho que caminha para o universo pop, inclusive nas músicas mais intimistas”, destaca Daniel Drexler.

Em “UNO”, Daniel Drexler expõe os resultados de seu mergulho cada vez mais profundo no universo onde a percussão é o condutor sonoro e a união de elementos sonoros vintage, clássicos (violinos, clarinete e flautas), programações eletrônicas e contemporâneos para criação de seu novo universo sonoro.

 

A escolha do nome do disco

Além de indicar o início de uma nova fase sonora e de composição em sua carreira, a escolha de “UNO” como faixa título do disco nasceu por ser uma palavra que possui o mesmo significado na língua espanhola e portuguesa. Pela necessidade do artista em acreditar que hoje não é possível criar muros, mas sim pontes para que as pessoas se encontrem. Além disso, traz a ideia de “unicidade”, onde é possível unir diferentes pessoas e elementos, que aparentemente estão separados para criação de algo novo. Por ser o disco onde, segundo o próprio artista, mostra as suas diferentes facetas, um disco: “onde criei e me permiti trabalhar sem nenhuma censura, UNO também é a minha busca de unir a letra com o ritmo”.

O CD “UNO” tem produção artística de Alexandre Kassin, co-produção artística de Dany López, Matías Cella e Gonzalo Gutiérrez. Produção executiva de Diego Coiro Tortorelli, MS2 Produtora e coordenação de projeto de Sandra Narcizo e Diego Coiro, MS2 Produtora.  Gravado no Estúdio Marini, Rio de Janeiro.

Vamos apresentar em O SUL EM CIMA as músicas: La Rambla de Montevideo (Daniel Drexler), Febril Remanso (Daniel Drexler / Zelito), Palermitana (Marcelo Cuello / Daniel Drexler), Salvando La Distancia (D.D), Amo (D.D / Zelito), Los Peones de la guerra (D.D), UNO (D.D), Mariposas (D.D), De cada Ocasíon que caí (D.D), Al menos um segundo (D.D – feat. Marcelo Jeneci ), El más laico catequismo (D.D) e Vívida Vida (D.D / Zelito), músicas do álbum “UNO”.

 

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