Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Vitor Ramil, Carolinne Caramão, Orquidália e Glau Barros.
VITOR RAMIL – Compositor, cantor e escritor, o gaúcho Vitor Ramil começou sua carreira artística adolescente, no começo dos anos 80.
Aos 18 anos de idade gravou seu primeiro disco Estrela, Estrela (1981), com a presença de músicos e arranjadores que voltaria a encontrar em trabalhos futuros, como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luis Avellar, além de participações das cantoras Zizi Possi e Tetê Espíndola.
1984 foi o ano de A paixão de V segundo ele próprio. Com um elenco enorme de importantes músicos brasileiros, este disco experimental e polêmico, produzido por Kleiton & Kledir, proporcionou ao público uma espécie de antevisão dos muitos caminhos que a inquietude levaria Vitor Ramil a percorrer futuramente. Eram 22 canções cuja sonoridade ia de música medieval ao carnaval de rua, de orquestras completas a instrumentos de brinquedo, da eletrônica ao violão milongueiro. As letras misturavam regionalismo, poesia provençal, surrealismo e piadas. Deste disco a grande intérprete argentina Mercedes Sosa gravou a milonga Semeadura.
Nos anos seguintes, Vitor Ramil lançou os álbuns: Tango (1987), À Beça (1995), Ramilonga (1997), Tambong (2000), Longes (2004), Satolep Sambatown (2007), Délibáb (2010), Foi no Mês que Vem (2013) e Campos Neutrais (2017), seu décimo primeiro disco e o primeiro gravado em Porto Alegre.
Em 2019 estreou Avenida Angélica, espetáculo de canções inéditas compostas a partir de poemas da poeta Angélica Freitas.
Músicas: 01 – Estrela, Estrela – Vitor Ramil // 02 – Labirinto – Música Vitor Ramil e letra de Zeca Baleiro e Vitor Ramil // 03 – Olho D’Água, Água D’Olho -Música: Chico César – Letra: Vitor Ramil – participação especial de Chico César
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CAROLINNE CARAMÃO – No seu primeiro CD “Pontos, Rezas e Milongas” a cantora e compositora gaúcha Carolinne Caramão apresenta parte das suas pesquisas sobre a música afro-gaúcha, com elementos da cultura brasileira de raiz que fazem parte do seu universo musical.
A produção musical e os arranjos renderam 7 indicações no Prêmio Açorianos de Música 2015 e o prêmio de Melhor Produtor ao já consagrado músico e produtor Pedrinho Figueiredo. Arranjos de percussões e concepção de Mimmo Ferreira que também assina a co-autoria do CD. Violão de Márcio Rosado, contrabaixos de Everson Vargas.
Músicas: 01 – Marevento – Carolinne Caramão // 02 – Siá Anastácia Benzedeira – Mário Tressoldi e Wilson Tubino – intérpretes: Carolinne Caramão e Loma // 03 – Andariê / Maçambique – Andariê – Carolinne Caramão / Maçambique: Raul Ellwanger e Vicente Barreto).
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ORQUIDÁLIA – é um grupo musical de Florianópolis, Santa Catarina, em atividade desde 2018. Todos os integrantes já passaram pelo curso de Licenciatura em Música da UDESC, ambiente no qual a banda se formou e que contribuiu para a ampliação de seus horizontes e possibilidades composicionais. Além de apresentações em sua cidade natal, a banda esteve em turnê no início de 2020, oportunidade na qual fez apresentações em cidades como Campo Grande-MS, Londrina-PR, Balneário Camboriú -SC, Araçatuba-SP e Blumenau-SC.
Com uma sonoridade eclética, o quarteto mistura música brasileira e latina com o rock, pop e jazz, criando um caldeirão para falar do que incomoda e também do que faz bem. Ganhando espaço em festivais independentes, a banda tem espalhado ideais de luta e resistência, usando a arte como meio de criar revoluções pessoais e sociais. Orquidália é força para resistir e alegria para celebrar.
A Orquidália tem dois trabalhos lançados: o EP Plantas Pela Casa, totalmente produzido em casa e lançado dia 16 de julho de 2020 e o Álbum Alma Vira Mar, lançado dia 9 de outubro de 2020.
Integrantes: Maitê Fontalva – guitarra, percussões e voz // Ana Medeiros – teclas, percussões e voz // Lucas Fontalva – baixo e voz // Simón Aftalión – bateria e voz.
Músicas: (de Maitê Fontalva): 01 – Sanaiavah – está no EP Plantas pela Casa // 02 – Maré e 03 – Bossa Sentimental que estão no álbum Alma Vira Mar
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GLAU BARROS – é cantora, atriz, figurinista e desenvolve uma intensa e permanente carreira profissional desde 1990.
Em 18 de junho de 2019, Glau Barros lançou no Theatro São Pedro, o CD Brasil Quilombo, com direção musical do músico e compositor Gelson Oliveira e produção musical e arranjos de Marco Farias, onde interpreta sambas de compositoras e compositores gaúchos, além de releituras de consagradas canções do gênero. Sucesso de público e crítica, Brasil Quilombo foi considerado pelo jornalista Juarez Fonseca “o melhor CD de samba lançado no RS nos últimos tempos”. Neste ano, seu CD recebeu 4 indicações ao Prêmio Açorianos de Música 2020: Melhor Intérprete, Melhor Disco, Artista Revelação e Espetáculo, recebendo os prêmios de Artista Revelação e DVD do Ano.
Comemorando 30 anos de carreira e 50 anos de idade, em 2020 Glau lançou em seu canal no YouTube a websérie 50 Sons da Glau, formada por cinquenta vídeos contendo uma canção e a história que a tornou significativa para a artista.
Músicas – estão no álbum Brasil Quilombo, lançado pela cantora em 2019: 01 – Iemanjá – Márcio Celli // 02 – A Caixa e o Tamborim – Pâmela Amaro // 03 – Brasil Quilombo – Zé Caradípia e Luís Mauro Vianna
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar o trabalho de THIAGO RAMIL.
THIAGO RAMIL é músico, compositor e psicólogo. Antes de seu primeiro álbum, integrou a banda Cadiombleros (2010-2013), o coletivo Escuta – O som do compositor (2011-2013) e o Projeto 260 (2011-2013), tendo ampla atuação na cena musical de Porto Alegre. Em 2014 foi contemplado no Edital Natura Musical, viabilizando o lançamento de seu primeiro álbum, “Leve Embora” (2015). Com o trabalho de estréia, foi indicado ao 17º Latin Grammy na categoria Melhor Álbum Pop em Língua Portuguesa e recebeu três indicações ao Prêmio Açorianos de Música, sendo premiado nas categorias Melhor Intérprete em gênero Pop e Artista Revelação. Em 2018 foi contemplado com o Prêmio Profissionais da Música (PPM) na categoria Melhor Videoclipe, com a música “Amora” e lançou seu segundo álbum, “Em Frente”, Por este trabalho foi escolhido como Melhor Compositor Pop no Prêmio Açorianos de Música e foi indicado à categoria Melhor Cantor no Prêmio Profissionais da Música (PPM).
No início de 2020, foi premiado no Festival de Canção Nova Era (SP) pela música “Das Oito às Oito”. Como músico, já produziu trilhas para diversos espetáculos de dança, tendo sido premiado por Melhor Trilha Sonora no Prêmio Açorianos de Dança (2019) pelo espetáculo “Poéticas sobre Morte/Tempo/Vida”, e no Prêmio Olhares da Cena como Melhor Trilha Sonora de Dança com o espetáculo “VAGA”. Ramil ainda assinou a trilha do espetáculo “Contos de Falta”, realizado pela Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul/RS, e que teve inspiração em seu primeiro álbum.
Além de carreira solo, Thiago integra dois grupos artísticos: Afluência – grupo interdisciplinar com o qual recebeu recentemente 6 indicações ao prêmio açorianos de dança, sendo premiado na categoria Melhor Trilha Sonora – e Casa Ramil, projeto musical que reúne seus familiares Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha, Thiago e João. Também é idealizador e integrante do projeto Novos Discos Nossos, que promove mostras de novos lançamentos musicais e realiza ações de fomento à produção musical no estado do Rio Grande do Sul.
THIAGO RAMIL lançou em abril um álbum visual dividido em 4 EPs.
“O sol marca o Andar do tempo e a Imensidão do universo Todo dia” é o conjunto de quatro obras que passeiam pelas estações do ano e revelam a diversidade sonora e cromática das novas composições do artista gaúcho.
Ao longo do mês de abril, Thiago Ramil lançou 4 EPs. Cada um com um caminho sonoro e cromático diferente. “Cada estação do ano tem uma tonalidade predominante: Verão – amarelo; Outono – vermelho; Inverno – azul; Primavera – verde. Dentro de cada EP, as músicas vão variando de tonalidade, na medida que se afastam de uma estação e se aproximam da outra. Dessa forma,o ápice da tonalidade está nas músicas do meio de cada EP. Assim, a variação de coloração das músicas faz com que o álbum completo represente uma espécie de degradê (arco-íris), em que as cores vão variando sutilmente até retornar ao início, completando a volta”, explica Thiago.
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EP “O Sol Marca” (Verão) – Produção Musical: Felipe Zancanaro e Vini Albernaz – O EP reúne quatro canções de levadas mais solares, fincadas no cavaquinho, e com narrativas poéticas mais sociais, externas. Conceitualmente, é um álbum voltado para fora.
EP “O Andar do Tempo” (Outono) , tem três canções que tem como pano de fundo a memória. Músicas que trazem lembranças e sons particulares – que se estendem às lembranças de quem ouve. Produção: Guilherme Ceron
Músicas:
01 – RECEITA – Thiago Ramil / Gabriel Cabeça / Samira Calais
02 – CHEIRO DA CHUVA – Thiago Ramil / João Ortácio
03 – MARUJO – Thiago Ramil / João Ortácio / João Salazar
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EP “E a Imensidão do Universo” (Inverno), coleção de três canções que aposta na sonoridade invernal, sob produção musical de Pedro Dom. O EP mergulha em climas e temas bem profundos e intensos, como a existência, com leveza e densidade nos arranjos.
Músicas:
01 – SER – Thiago Ramil / Guilherme Becker / Pedro Dom – feat. duo Alívio
02 – GRAVIDADE – Thiago Ramil / Pedro Dom
03 – RODA – Thiago Ramil
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EP “Todo Dia” (Primavera) é o quarto EP de Thiago Ramil. “Todo Dia” traz os ritmos da primavera, as cores vivas e o som pulsante com influências afro-latinas capitaneadas pela produtora Andressa Ferreira
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Expresso Rural, Jeferson Breda, Lila Esencial e Renato Borghetti:
EXPRESSO RURAL – é um dos grupos mais conhecidos da música catarinense e considerado um dos grupos criadores do estilo “Rock Rural” no Brasil. O grupo surgiu em 1981 e em 1983 gravou seu primeiro álbum denominado “Nas Manhãs do Sul do Mundo”. Todas as músicas do álbum foram imensamente executadas nos meios de comunicação. Em seguida, o grupo gravou o álbum “Certos Amigos” e o sucesso se repetiu. Após outros álbuns e uma parada de alguns anos, o Expresso Rural voltou a se reunir em 2007 para uma apresentação comemorativa de 25 anos de carreira, e de lá para cá não parou mais. Lançou um álbum de sucessos, um DVD ao vivo “35 anos de Rock Rural” e outro “Expresso Rural e Camerata de Florianópolis”. Realizaram centenas de shows pela região Sul, nas quais o Expresso Rural interpretou suas canções ao som de violões bem estruturados, vocais bem trabalhados e com letras e melodias marcantes.
O grupo era composto por Daniel Lucena (voz e violão), Zeca Petry (voz, violão, guitarra e banjo), Paulo Back (voz, baixo elétrico e Harmônica), Ricardo Malagoli (bateria) e Jack Moa (voz e violão). Infelizmente, Daniel Lucena nos deixa em dezembro de 2020.
Músicas (Autoria: Daniel Lucena) – Expresso Rural com Camerata Florianópolis
01 – Nas Manhãs do Sul do Mundo // 02 – Harmonia // 03 – Certos Amigos
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JEFERSON BREDA é gaúcho , farroupilhense, cantor e compositor, multi instrumentista.
Nascido em 11/11/1987 o artista nascido na cidade de Farroupilha situada na Serra Gaúcha, interior do Rio Grande do Sul, começou sua carreira aos 13 anos. Após um trabalho escolar baseado no Livro Queimando Tudo de Bob Marley começou a se interessar pelo violão e na descoberta de novos acordes, descobriu sua escrita. Escritor de músicas e poesias, filho de professora de Língua Portuguesa, desde seus 13 anos, compõe e se apresenta na cidade, região e estado.
Aos 17 anos lançou seu primeiro disco o qual se intitula Voz, Violão, Alma e etc…que conta com 15 músicas autorais.
Foi Finalista Regional do Programa Ídolos em duas edições. O artista conta com um acervo de mais de 500 músicas de sua autoria, e neste ano prevê o lançamento de 8 músicas, essas que se transformarão em um álbum.
Músicas (de sua autoria); 01 – Primavera // 02 – Quem Dera
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LILA ESENCIAL (Uruguai) – Projeto musical nascido da fusão de estilos do Rio da Prata (Tango, Folclore e Candombe) e Jazz. Onde harmonia, melodia e ritmo são tão importantes quanto a poesia das letras.
Os integrantes do Lila Esencial são: Maurício Schneiderman (Piano e voz), Ismael Invernizzi (bateria e percussão), Bruno López (baixo e contrabaixo) e Manuel Montaño (guitarras). E na produção, Alejandro Borgarello.
Músicas do novo álbum “Canto Mi Soledad” (lançado em 11 / 2020) – Composição / produção de Maurício Schneiderman e Alejandro Borgarello
01 – Canto Mi Soledad – feat. Fede Vaz & Guzmán Rivero // 02 – Sintonía – feat. Guzmán Rivero // 03 – Niño Juega // 04 – Lo Sencillo – Feat Julieta Belatti
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RENATO BORGHETTI – Renato Becker Borghetti, mais conhecido como Borghettinho (Porto Alegre, 23 de julho de 1963) é um músico instrumentista e acordeonista. Toca gaita-ponto.
Poucos sabem que Renato é hoje um dos artistas brasileiros de mais sólida carreira internacional. Tournés européias são uma constante na vida do gaiteiro, cidades italianas (sua origem), passando ainda por festivais na Croácia, República Tcheca, Áustria e Alemanha. Na Áustria, onde se apresenta regularmente desde 2000, Renato se sente em casa, pois não há cidade em que não tenha tocado. Renato mescla folclore e modernidade em suas composições, tendo um estilo inconfundível. Tem mais de uma quinzena de discos gravados e dezenas de participações em gravações.
Músicas: Vira Virou – Kleiton Ramil // 02 – Campeira – Renato Borghetti / Daniel Sá / Hilton Vaccari // 03 – Corra se Puderes – Hermeto Pascoal
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Daniel Debiagi, Bianca Obino, James Liberato e Roberto Haag.
DANIEL DEBIAGI – Começou na música aos 11 anos, com aulas de canto e violão na sua cidade natal, Cachoeira do Sul/RS. Passou a adolescência nos palcos e foi vencedor de diversos festivais estudantis. Em 2013, o músico lançou o EP Drama-Flor com 6 canções e chegou a ser destaque no Jornal inglês “The Brasil Observer” como uma das promessas da música brasileira. Foi vencedor do 8º Festival da Canção Francesa na capital gaúcha e vice-campeão no Rio de Janeiro/RJ na etapa nacional do Festival em 2015. Em 2016, apresentou em Paris/FR seu show em tributo à cantora Maysa.
Dando sequência ao seu trabalho autoral, Daniel apresenta em 2018 o CD “Sem Chover em teus olhos”, com 11 músicas próprias ou em parcerias. O álbum passeia pela MPB em variados ritmos como samba, tango e blues, também flertando com o pop, o folk, a chanson e a música latina. Produzido por Marisa Rotenberg.
Músicas: Essas Bocas – Daniel Debiagi // 02 – Bem que me faz tão seu – Daniel Debiagi // 03 – Porta Amares – Daniel Debiagi /Maikel Rosa
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BIANCA OBINO – Natural de Porto Alegre (RS) e morando atualmente em Caraguatatuba/SP, Bianca Obino é cantora, compositora, violonista e professora de canto. A artista é bacharel em Canto Lírico pela UFRGS. Agrega ao seu currículo diversos cursos, workshops e masterclasses de aperfeiçoamento nas áreas de canto lírico, canto popular, técnica vocal e fisiologia do canto com reconhecidos professores e fonoaudiólogos. Bianca Obino usa o violão e a voz de maneira peculiar, combinando timbres e texturas entre os dois instrumentos numa espécie de diálogo musical.
Tem 3 discos lançados – “Artesã” (2013) recebeu indicações ao Prêmio Açorianos de Música (RS) nas categorias “Melhor Instrumentista MPB” e “Artista Revelação”, “The Intimacy Of Distance” (2014), produzido por Mark Sholtez, foi gravado na Austrália com a cantora local Melissa Forbes, e teve parceria de composição entre as 2 artistas. E “Translated” (2017) foi resultado de sua vivência na Inglaterra, onde morou 2 anos e finalizou seu mestrado em Songwriting (composição de canção).
Bianca já se apresentou em projetos e cidades no Brasil, Europa e Oceania, dentre as quais Londres, Bath, Corsham (Inglaterra), Toowoomba (Austrália), Hong Kong (China) e recentemente no circuito off da SIM São Paulo, maior conferência de música da América Latina (2019).
Em 2020, lançou o single e o EP “Volta ao Mundo de Dentro” com ritmos afro-latinos, inserido na World Music e fala sobre o mundo interior. Produzido por Diego Gadenz.
Bianca Obino está preparada para mudar e a mudança começou com o lançamento da canção “10.000 Vezes” no dia 23 de abril. Em 2021, a gaúcha entra em nova fase com o projeto intitulado “Slow Art Identity”, dentro do qual prepara uma série de lançamentos feitos a partir de experimentações que flertam com o pop, a MPB e a World Music.
Músicas:
01 – Volta ao Mundo de Dentro // 02 – Emergir (as duas do EP “Volta ao Mundo de Dentro” de 2020) // 03 – 10 mil vezes (novo single lançado em abril)
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JAMES LIBERATO é de Porto Alegre e iniciou seus estudos de música aos 13 anos de idade e aos 15 anos já atuava como professor auxiliar de violão no Liceu Musical Palestrina, onde foi aluno e posteriormente professor. Foi também um dos inspiradores e o primeiro professor da Rima-Aperfeiçoamento.
James Liberato iniciou sua carreira como músico profissional em 1979 e durante a década de 80, participou de várias formações de música popular, apresentando-se com frequência em bares e casas noturnas.
Em 1995, lançou o CD Off Road, com o qual recebeu o Prêmio Açorianos de Música. “Sons do Brasil e do Mundo”, seu 2º CD, lançado em 1998, traz composições próprias e participações de outros nomes importantes da música gaúcha, como Paulo Dorfman e Renato Borghetti. Em 2004, lançou seu 3º CD, “Sotaque Brasil”, de forma independente.
Atualmente é professor do Curso Técnico de Música da EST/ESEP (Escola Superior de Educação Profissional) em São Leopoldo, onde ministra aulas de guitarra, prática de conjunto, harmonia e improvisação, entre outras disciplinas tendo atuado também na escola pública de música de Farroupilha/RS.
Atualmente trabalha na divulgação de seu quarto CD autoral “Manacô” com 7 composições próprias produzidas totalmente em home studio próprio com um grupo grande de talentosos músicos parceiros. No repertório, James explora as diversas facetas da música instrumental brasileira: o samba, o baião, a milonga e a valsa.
“Manacô” é uma palavra indigena da tribo Kulina da Amazônia que significa solidariedade.
Músicas (todas de James Liberato): 01 – Manacô // 02 – Piázolando // 03 – Seis por outros
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ROBERTO HAAG – Inspirado na sonoridade e na poética de alguns dos melhores momentos da história da MPB e Bossa Nova, o compositor, instrumentista, cantor e intérprete porto-alegrense lançou em 2018, seu primeiro álbum intitulado “Canto da Noite”. Em função do trabalho com engenheiro químico, morou no Rio de Janeiro de 1976 a 2004, onde teve a oportunidade de conferir apresentações de artistas que o influenciaram definitivamente como Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, João Gilberto e a família Caymmi.
Haag lançou “Outros Mares” nas plataformas digitais no dia 09 de abril. A composição é mais uma parceria de Haag com o cantor e compositor Márcio Celli. A gravação do single ocorreu no estúdio Transcendental Audio de Leo Bracht. A produção musical e o arranjo são de Jefferson Marx. A distribuição é da Tratore. Além de Haag na voz, participaram da faixa os músicos Jefferson Marx (violão), Caio Maurente (contrabaixo acústico), Sandro Bonato (bateria) e Bernardo Schneider Zubaran (harmônica). O single “Outros Mares” ganhou uma capa desenvolvida pela artista visual Rita Stalivieri.
Músicas(de Roberto Haag e Márcio Celli) : 01 – Canto da Noite // 02 – Outros Mares
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar o trabalho de LEANDRO MAIA.
LEANDRO MAIA é cantor, violonista e compositor. Professor da Universidade Federal de Pelotas, Doutor em Música (Songwriting) pela Bath Spa University / Reino Unido (2019), Mestre em Letras (UFRGS), Especialista em Letras – Práxis da Criação Textual (Unirriter), Licenciado em Música (UFRGS), Prêmio Açorianos de Música – Revelação e Troféu RBS Cultura pelo CD-Livro “Palavreio”, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 pela imprensa gaúcha. Leandro Maia é de Caxias do Sul e mora em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde se dedica ao trabalho artístico, à produção cultural e à docência, junto aos cursos de Música, Pedagogia e Produção Cultural.
Participou como convidado especial nos shows do cantor e compositor Ivan Lins, na ocasião do lançamento do CD “Perfil” nas cidades de Porto Alegre e Pelotas, em comemoração aos quarenta anos de carreira deste grande compositor brasileiro. Em 2011 participou como cantor, compositor e violonista do CD Canteiro, do genial multi-instrumentista André Mehmari. Participou também do CD “Fábio Mentz Album” do compositor Fábio Mentz.
Lançou “Palavreio”, seu CD-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008, vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Revelação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.
Em 2013, Leandro Maia lançou seu segundo disco, intitulado Mandinho- Prêmio Açorianos de Música de Melhor Disco Infantil e indicado a Melhor Espetáculo do Ano.
Mandinho é uma expressão típica da cidade de Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul. É uma referência carinhosa à primeira infância, um termo representativo das variantes linguísticas da metade sul do estado, mas especificamente na fronteira com o Uruguai. Com acento regional e universalidade existencial, Mandinho mergulha na infância e sua relação com “o mundo”. Presente e passado, realidade e fantasia, cotidiano e estranhamento estão equilibrados no trabalho, que respeita a infância como um espaço de construção de pensamento, de poesia e de curiosidade. Este mergulho fez Leandro aventurar-se em produção integral: além de compor e cantar, também produziu o disco.
Em 2014, Leandro apresentou seu terceiro trabalho de estúdio, Suíte Maria Bonita e Outras Veredas, produzido por André Mehmari. Dedicado à figura feminina e uma ode ao mundo histórico-literário, o disco começou a ser gestado em 2009, quando o violonista e cantor Leandro Maia já havia decidido mergulhar na música instrumental produzida por músicos que admirava, como André Mehmari, Fábio Mentz, Thiago Colombo e Marcelo Delacroix. Da interface com ídolos-parceiros, nasceu um audacioso CD. Com 15 canções, o trabalho – dirigido e produzido por André Mehmari – propõe uma “Nova Canção Brasileira de Câmara” através da interface entre o dito “erudito” e o dito “popular”. Contemplado em 2013 com Prêmio Funarte de Música Brasileira, o álbum foi gravado em São Paulo / Mairiporã (Estúdio Monteverdi, de Mehmari) entre março e junho de 2014; com gravações complementares em Pelotas e Porto Alegre no mesmo período.
Músicas:
do CD PALAVREIO: 01 – Paisagens // 02 – Palavra não é coisa – Ricardo Silvestrin / Tiago Soares // 03 – Téu Téu // 04 – Palavreio
do CD Mandinho: 01 – Bem Capaz // 02 – Pé na Areia // 03 – Trem do Cerrado
do CD Suíte Maria Bonita e Outras Veredas: 01 – Eu-Nuvem – Leandro Maia e Vítor Ramil // 02 – Bolero da Procura – André Mehmari e Leandro Maia // 03 – Sal Saudade – André Mehmari e Leandro Maia // 04 – Histórias de Nós Dois – Marcelo Delacroix e Leandro Maia
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Alex Alano, Guilherme Vieira, Jéssica Berdet e Doidivanas.
ALEX ALANO (de Santa Maria) – Em 1986, Alex Alano estreou seu primeiro show solo, “Singular, Plural e Outras”. Ele voltava da França, onde viveu por dois anos, e trazia na bagagem o primeiro “lote” de canções que marcaria o início de uma produtiva carreira de instrumentista, cantor e compositor. Em 1988 lançou o disco “Canibal”, trabalho autoral que contou com a participação de grandes míusicos como Alegre Correa, Renato Mujeiko, Gringo Saggiorato e Guinha Ramirez. Na década de 90 desenvolveu seu trabalho solo com diversos espetáculos no RS, RJ e Belo Horizonte. De 1998 a 2003 esteve à frente da banda Venerável Lama como cantor, compositor e guitarrista. Em 2012 marca a retomada da carreira solo com o lançamento do CD Redondas, produzido por Marisa Rotenberg e Gelson Oliveira e a presença de um super time de músicos convidados: Ana Kruger, Guto Wirtti, Paulinho Fagundes, Jorginho do Trumpete, entre outros.
Músicas do disco “Redondas” (todas de Alex Alano): 01 – Céu de Gibraltar // 02 – Ondas Vermelhas // 03 – Hai Kai
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GUILHERME VIEIRA – Natural de Pelotas (RS), Guilherme Vieira passou os últimos quatro anos envolvido em gravações e intercâmbios de referências e conhecimentos entre suas amizades e parcerias musicais, trabalhando na construção de seu disco de estreia. Com lançamento pelo selo Escápula Records, o álbum “Viagem” está agora disponível nas plataformas digitais.
Cursou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde se entregou à faculdade e ao que se propunha, com dedicação intensa ao violão erudito e às suas técnicas. Após, fez mestrado e continuou estudando. Passou um período trabalhando na Argentina, onde fez suas primeiras composições, aos 21 anos. A partir desse momento começou a tocar choro com alguns amigos. “Esse negócio me atravessou como um raio, aquilo era o que eu queria pra mim: a música popular como profissão”, conta. A partir daí, terminou o mestrado e foi morar na Argentina, onde permaneceu durante seis anos, participando do Clube de Samba y Choro de La Plata, um projeto colaborativo. Eles organizavam rodas de choro, programas de rádio e eventos. Guilherme ainda fez parte de grupos musicais variados, indo desde o maracatu até o forró e, assim, foi desenvolvendo suas composições e interpretações, cantando e fazendo parcerias em suas primeiras canções.
Depois das transformações, retornou a Pelotas para dar aula na Universidade Federal e agora, Guilherme organiza sua estréia fonográfica, o disco “Viagem”, que conta um pouco de sua história e da sua relação com a música. “O (disco) busca traçar uma viagem musical por várias paisagens sonoras”, segundo o músico. São 12 faixas e todas tem formações e arranjos completamente diferentes: música instrumental, tango, frevo, candombe, rock, maxixe, vidala etc. Nelas, ele fala sobre ser nativo e sobre ser estrangeiro, sobre a viagem que a música faz dentro das pessoas sem saber de qual porto partirá nem onde chegará. Trata também da saudade, da memória dos caminhos. Sonoramente, as canções ora citam diretamente do tema viagem, partidas, chegadas, ora sugerem a viagem, ou possuem elementos de movimento. Guilherme aproveitou as viagens de lazer e trabalho para fazer as gravações do disco, na tentativa de ‘engarrafar’, segundo ele, um pouco do sabor, do sotaque e do modo de fazer música de cada lugar. Ao todo, seis cidades foram visitadas para ‘Viagem’, nesta ordem: Rio de Janeiro, Montevidéu, Porto Alegre, La Plata, Pelotas e Rio Grande. Sempre buscando novidades e nunca a repetição, Guilherme desenvolveu um disco robusto e até informativo, numa espécie de coleta de referências por onde passou.
Músicas: Pedrada na Cabeça – Guilherme Vieira /Gabriel Gorsky / Alan Hay // 02 – Arriba Del Tablado // 03 – Maxixe das Tias (02 e 03 de Guilherme Vieira)
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JÉSSICA BERDET (de Bagé, mora em Porto Alegre) – cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, Jéssica vê sua construção na música como algo natural, movido pela sua curiosidade e por influências daquilo que ouve. Em 2018 lançou o seu primeiro trabalho, ‘(in)visível’, e o clipe da música “TANTO”, projetos em que também atuou diretamente na produção, vendo o processo como uma forma de autoconhecimento, de redescobrir e de fortalecer o seu eu artístico. Pelo disco, recebeu a indicação ao Prêmio Açorianos de Música. Em 2019 foi finalista do Prêmio Profissionais da Música nas categorias Autora e Instrumentista.
Após uma trilogia (2020/2021) composta de singles que revisitam o primeiro trabalho, a cantora lança em abril um novo trabalho chamado “Poemagem: A Fina Arte da Composição”, uma produção própria concebida sob um olhar que mescla música, poesia e audiovisual.
Músicas: 01 – Me Deduz – Jéssica Berdet / Jerônimo Jardim // 02 – Singular // 03 – Sorri (02 e 03 de Jéssica Bardet)
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DOIDIVANAS – A Doidivanas surgiu em 1995, na cidade de Pelotas (RS), criando uma fusão entre o rock, elementos da cultura regional gaúcha e estilos contemporâneos. Ao longo de 25 anos, a Doidivanas desenvolve um processo criativo de investigação e experimentação sobre ritmos sulistas (como a vanera, o chamamé, o xote, a chacarera e a milonga), instrumentos tradicionais (o acordeon, a gaita-ponto, o bumbo leguero), a linguagem e a poesia nativistas (dos causos, das canções e ditos populares) para fundi-las com a musicalidade urbana atual.
Para marcar duas décadas de carreira artística, a banda gaúcha Doidivanas lançou em 2017 o álbum “Próximos Distantes”. O material desse disco da banda Doidivanas inclui composições e músicas nunca registradas em estúdio, criadas ao longo da carreira do grupo. As influências deste trabalho circulam entre o rock, o folk, a música regional brasileira e a world music.
Os integrantes da Doidivanas são o cruz-altense Felipe Mello, nos vocais, Rodrigo Osório, no baixo, Daniel Conceição, na guitarra e Rodrigo dMart, na bateria. Responsável pelos projetos gráficos de todos os álbuns, o músico e publicitário Daniel “Cuca” Moreira se une ao grupo, como o quinto elemento da banda.
A banda lançou os discos Liber Pampa (1998), EP Sou de Pelotas, Por Quê?! (1999), projeto CD/Gibi, com o cartunista André Macedo, Viagem ao Sul da Terra (2002), Nosotros (2008), Liber Pampa Remexido (2015) e Próximos Distantes (2017).
Músicas do álbum Pr[oximos Distantes (Rodrigo dMart e Felipe Mello): 01 – Falso Temporal // 02 – Dragões no Inverno // 03 – Próximos Distantes.
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Rogério Botter Maio, Valdir Verona, Daniel Lemos e Mirianês Zabot.
ROGÉRIO BOTTER MAIO – É baixista, compositor, arranjador e produtor musical. Estudou música na Unicamp, na Hochschule Für Musik, em Graz, na Áustria e na Berklee College of Music em Boston. Viveu 15 anos no exterior, atuando como músico. Em 1989 morou em Roma e, nessa ocasião, atuou como músico em “O Poderoso Chefão III”. Entre 1992 e 1997 viveu em New York, onde tocou com Paquito D’rivera, Lionel Hampton, Cláudio Roditi, Manfredo Fest e Leny Andrade. Gravou com Gerry Mulligan e Jane Duboc, Naná Vasconcelos, Nelson Ayres e com o trio de Dom Salvador apresentando-se no Chivas Jazz Festival em 2003. Em 2004 tocou com seu grupo no Indonesia Open Jazz Festival. De volta ao Brasil, dentre outros projetos, tocou com Jovino Santos Neto, Danilo Caymmi, Ná Ozzetti entre outros. Seus CDs como líder e produtor são ‘Crescendo’, ‘Aprendiz’, ‘Prazer da Espera’, ‘Tudo por um ocaso’, e ‘Sobre o Silêncio’ (pré indicado ao Prêmio Brasileiro de Música 2013). Nos últimos anos tem estado de volta aos palcos europeus e também ministra, no velho continente, seu workshop sobre música brasileira.
O sexto CD de Rogério Botter Maio intitulado ‘Por um Triz’ foi lançado em novembro de 2020 e é seu primeiro trabalho dedicado exclusivamente a canções e conta com convidados especiais como Jane Duboc, Renato Braz, Sérgio Santos, Fátima Guedes, Vanessa Moreno, Ana Paula da Silva e Jazzafari.
Músicas: 01 – Por um Triz – Márcio Tubino / Rogério Botter Maio – Participação: Vanessa Moreno // 02 – Vem Dançar – Luis Felipe Gama / Rogério Botter Maio – Participação: Renato Braz // 03 – Maturidade – Marina Halpern-Chalom /Rogério Botter Maio – Participação: Ana Paula da Silva
VALDIR VERONA – natural de Caxias do Sul/RS, é músico com mais de 30 anos de estrada, tendo trabalhado ao longo desse tempo com apresentações musicais em diversos formatos: Solo, duos, trios, grupo, músico acompanhante, aulas de música, produções e direções musicais.
Assina nove CDs, um DVD e três livros didáticos com CDs encartados, além de diversas participações em gravações e produções de CDs e DVDs.
Conquistou o Prêmio Excelência da Viola Caipira em duas edições nas categorias Outras Vertentes e Arranjador. Indicado ao Prêmio Açorianos de Música em três oportunidades pelos CDs Encontro das Águas, Uma Viola ao Sul e Na Estrada, este último, com três indicações: compositor, álbum e instrumentista. No exterior, representou o Brasil na homenagem ao país no Fórum Econômico Mundial de Davos/Suiça em 2012 e na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá/Colômbia.
DANIEL LEMOS – Cantor, multiinstrumentista, compositor, arranjador, produtor musical e videomaker, Daniel Lemos é natural de Porto Alegre, mas reside no RJ desde 2013.
Em 2011 montou o Estúdio 29 em Porto Alegre e começou a atuar como produtor musical. Seu primeiro ano foi marcado por diversas atuações na área publicitária e também produzindo alguns artistas locais. Após uma temporada a bordo de navios internacionais, se muda para o RJ em 2013, onde foca seu trabalho na produção musical artística.
Em 2016 idealizou e criou o projeto SOPA RJ (Somos Produção Autoral) já tendo produzido 9 álbuns do projeto, com mais de 75 artistas participantes e mais de 110 fonogramas com sua assinatura de produção e arranjo. Cada álbum do SOPA RJ teve um padrinho já consagrado, são eles os artistas Nico Rezende, Maurício Mattar, Antonio Villeroy, Kleiton Ramil e a banda Yahoo, Da Ghama, Byafra, Tunai e Tonho Crocco. Atualmente é o maior movimento de novos compositores do Brasil.
Daniel já lançou os álbuns Lendas Virtuais (2005), Poderoso Instinto (2012), Longe ou Perto (2014), Touch of an Angel (2018). Atualmente, Daniel está divulgando singles do novo álbum.
01 – Quero uma coisa / 02 – Caminha Comigo // 03 – Estreito de Gibraltar // 04 – Anywhere (obs.: 3 e 4, são músicas do álbum Touch of an Angel)
MIRIANÊS ZABOT – Cantora e compositora nascida em Ciriaco / RS. Estudou violão, canto e teoria musical com vários professores e técnica vocal na Universidade de Passo Fundo. Já em São Paulo onde mora desde 2006, continuou os estudos na EM&T e também com as cantoras Izabel Padovani, Pat Escobar, Magali Mussi entre outros. A história profissional de Mirianês Zabot é rica e diversificada. Ela já fez de tudo: participou de festivais, cantou em corais, fez parte de bandas de baile, trabalhou com publicidade, integrou grupos de música nativista, cantou em bandas de forró e reggae, fez participações especiais em gravações de discos e DVDs de músicos dos mais diversos gêneros, deu aulas de canto, atuou em espetáculos teatrais musicais.
Em 2009, lança seu primeiro CD/DVD “Mosaico Foto-Prosaico”. O repertório traz música popular brasileira (passeia por diversos ritmos musicais, como samba, baião, valsa e outros) com canções inéditas de novos compositores e algumas releituras de nomes já consagrados. Em 2016, lança o álbum “Mirianês Zabot canta Gonzaguinha – Pegou um sonho e partiu”.
Músicas do álbum Mirianês Zabot canta Gonzaguinha:
01 – Espere por mim, morena // De Volta ao Começo – participação especial de Claudette Soares // 03 – Caminhos do Coração.
O Projeto é uma parceria da RIMA Produções Culturais e O SUL EM CIMA e tem por objetivo difundir principalmente a cultura e a música do Rio Grande do Sul.
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A RIMAProduções Culturais sob responsabilidade de Elaine Camargo e Paulo de Campos, tem como atividade principal a arte educação e mantém em Osório/RS, alguns departamentos como a Academia de Música Rima-Aperfeiçoamento. Em convênio com a ONG Catavento, cede Bolsas de Estudo para jovens em situação de vulnerabilidade. Paralelamente, atua com gravações e produção fonográfica, pela Rima discos; cria, elabora e publica textos e artigos sobre cultura em jornais, sites e portais, tais como Staccatos. Realiza, produz e apresenta projetos culturais e espetáculo artísticos, além de manter grupos e bandas musicais, formados por alunos e professores da Rima, como o novo grupo Cordas & Rimas, a Galera da Rima (crianças), a Banda Filarmônica Vinho Casa e o Grupo Cultural Cantadores do Litoral, através da Rima Eventos. Alguns projetos e espetáculos culturais apresentados: Lançamento do CD Cantadores do Litoral (2009); Cantadores do Litoral na Batida do Maçambique (2011); Espetáculo de Lançamento do CD Cordas & Rimas(2015); Espetáculo Litoral de Norte a Sul com Kleiton & Kledir, Cordas & Rimas, Cantadores do Litoral e Grupo Chão de Areia, Juntos (2014), entre outros. Desde sua implantação, há trinta e oito anos, a Central Rima de Produções Culturais e Arte-Educação, a partir de um planejamento estratégico bem fundamentado, traçou os rumos da empresa, suas metas e objetivos de negócio, bem como definiu a missão cultural a ser desenvolvida como base para todas as ações que se propunham em seus departamentos.
O Programa de rádio O SUL EM CIMA tem direção artística, produção e apresentação do músico consagrado pela crítica especializada nacional Kleiton Ramil (Kleiton & Kledir).
A partir de 2020, entra para a equipe do programa o cantor, compositor e radialista Márcio Celli que divide a apresentação com Kleiton.
No ar desde 2010 de forma voluntária, o programa semanal de rádio educativo-musical, originalmente criado para a Fundação Roquette Pinto (RJ), hoje é difundido em uma extensa rede de rádios no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraíba, Peru, Uruguai, Estados Unidos e Japão, assim como em rádios comunitárias e universidades de todo o país. O programa foi criado para difundir principalmente a cultura do Rio Grande do Sul e também regiões próximas e que conjugam o mesmo dialeto cultural, os mesmos costumes e que cultivam atitudes sócio-culturais semelhantes ou complementares. Podemos destacar os estados de Santa Catarina, Paraná e países vizinhos Argentina e Uruguai. Também sempre buscou divulgar a cultura musical brasileira e incentivar a valorização de novos artistas. O SUL EM CIMA recebeu em 2011, o Prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como ‘melhor programa musical de rádio’ e recebeu indicações ao PPM – Prêmio Profissionais da Música 2020 (categorias Programa de rádio e apresentador).
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Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Vagner Cunha, Bebê Kramer e Paulinho Fagundes, A Banda que nunca existiu, Ricardo Ledoux e Pascuala Ilabaca y Fauna.
VAGNER CUNHA, BEBÊ KRAMER e PAULINHO FAGUNDES – Já está disponível nas plataformas digitais o disco YbY Vol.1, trabalho que marca o início da parceria em estúdio do trio formado pelo violinista Vagner Cunha, o acordeonista Bebê Kramer e o violonista Paulinho Fagundes.
YbY busca na ancestralidade a força da música feita no Pampa Gaúcho. O nome do disco (“Terra” em tupi-guarani) batiza a nova coleção que se destina a cultivar formas musicais de fronteira e de aproximação de culturas. Com influências da música feita no extremo sul do continente latino-americano e de suas próprias trajetórias, os três músicos somam suas bagagens culturais para criar sonoridades que percorrem diferentes paisagens sonoras, da chacarera à valsa, passando pela música folclórica balcânica e cigana. Produzido pelo selo independente Bell’Anima, o álbum foi gravado no Transcendental Audio de Porto Alegre, de Leo Bracht, produtor musical e engenheiro de som premiado pelo Grammy Latino, que também assina a mixagem e a masterização deste novo trabalho.
Músicas do álbum YbY Vol.1 (2021) – 01 – DE MANO – Bebê Kramer e Paulinho Fagundes – Participação: Ernesto Fagundes (Bombo Leguero) // 02 – VALSA PARA LOS ORIENTALES – Vagner Cunha // 03 – LAÇADOR – Alegre Corrêa – Participação: Ernesto Fagundes
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A BANDA QUE NUNCA EXISTIU – ABQNE – A banda carinhosamente apelidada de ABQNE, é um projeto musicosocial criado por 2 compositores paulistanos (Humberto Lyra e Luiz Pissutto). A idéia da banda é mesclar sotaques, sonoridades e ritmos na voz de diferentes intérpretes, com repertório inédito e autoral de Lyra e Pissutto. Nesta empreitada eles convidam diversos artistas do cenário musical a embarcarem em uma viagem pela trilha sonora de suas composições autorais, guardadas a 7 chaves no baú do tempo e redescoberta por uma lacuna na memória, mexendo com o público e questionando se aquilo realmente existiu! Parece conversa de maluco, mas diversos artistas já embarcaram nesta e deram a sua contribuição para a realização do projeto que terá uma boa causa social: parte da renda será revertida para uma instituição de crianças com câncer em memória às mães dos compositores. Fazem parte dessa empreitada: Zeca Baleiro, Luana Camarah, Augusto Licks, Pedro Mariano, Abujamra, Paulinho Moska, Projeto Chumbo, entre outros.
No seu primeiro EP, a ABQNE convida intérpretes que representam os vários sotaques da música brasileira, trazendo para o seu cenário musical: cariocas, paulistas, gaúchos, paranaenses, maranhenses entre outros, o que mostra a diversidade sonora da nossa base cultural. Somado a isso, a ABQNE acredita que a música é ampla e profunda para ser classificada apenas pelo seu gênero, por esse motivo o EP tem um conceito sonoro ‘random’, com uma pitada de nostalgia peculiar dos anos 90.
Músicas de Humberto José Lyra e Luiz Fernando Pissutto: 01 – ALGUM LUGAR AO SOL – com Luana Camarah // 02 – ACABOU OU COMEÇOU? – com Projeto Chumbo // 03 – ZERO-GRAU – com Zeca Baleiro
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RICARDO LEDOUX – Cantor e compositor é um artista joinvilense que nasceu em 1980. Passou por bandas de rock na sua juventude destacando a banda Morgana em Lágrimas (1999/2004). Atuou como artista visual de 2007 a 2016 com várias exposições coletivas desde 39º e 45º Coletiva de Artistas de Joinville, 28º Bienal de São Paulo no trabalho da artista Vera Longo Bahia, 12º Salão Nacional de Itajaí e várias edições do projeto Pretexto do Sesc. Em 2013 funda o Projeto Reverbera – O Som do Cantautor que acontece até hoje e retoma neste mesmo período sua carreira em formato solo na música. Grava o DVD Caos da Manhã após Circulação do Show Caos da Manhã no Sesc em 2015 na região norte de SC. Em 2017 faz edição especial do Reverbera com vários artistas como Ana Paula da Silva e François Muleka com apoio do SIMDEC – Sistema Municipal de Apoio à Cultura. Já em 2018 realiza circulação do Show Caos da Manhã por sete espaços culturais em Joinville em diferentes bairros. Em 2019 gravou o CD Afetos com apoio de mais de duzentos fãs via Catarse. Músicas: 01 – AFETOS – Amcle Lima/ Ricardo Ledoux // 02 – JABUTICABA – Ricardo Ledoux // 03 – LEA – Ricardo Ledoux
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PASCUALA ILABACA Y FAUNA – Pascuala Ilabaca é uma das principais expoentes da nova e prolífica cena de jovens cantores e compositores chilenos. Sua música está enraizada em sons tradicionais, mas tem a capacidade de incorporar tons de jazz, pop e rock, influências reunidas ao longo de sua vida em lugares tão distantes como India ou o México. No palco, ela tem uma forte presença cênica, quase sempre armada com seu acordeon; e sua voz tem o poder de adoçar os ritmos e melodias da banda que a acompanha: Fauna.
Músicas: 01 – SIN MI – Pascuala Ilabaca do álbum Amatoria (2021) // 02 – Caminito Viejo e 03 – La Muerte en Quillagua – do disco Rey Loj (2015)
Nessa edição de O Sul em Cima, vamos apresentar os trabalhos de Nei Lisboa, Ana Paula da Silva, Felipe Azevedo e Dany López.
NEI LISBOA – é gaúcho de Caxias do Sul e reside em Porto Alegre desde a infância, tendo vivido temporadas em outras capitais brasileiras e também nos EUA, onde concluiu o ensino médio. Mas sua ligação mais forte é mesmo com a capital gaúcha, onde mantém um público fiel, e mais especificamente o bairro Bom Fim, onde cresceu e morou por mais de vinte anos.
Nei tem onze discos lançados ao longo de mais de três décadas, além de dois livros: uma coletânea de crônicas e um romance, este editado no Brasil e na França. A paixão pela música popular surge na infância – aos oito anos é aluno do Liceu Musical Palestrina – e se consolida ao ingressar, em 1977, no curso (inconcluso) de Composição e Regência da UFRGS.
Sua carreira artística inicia em 1979, com os espetáculos “Lado a lado” e “Deu Pra Ti anos 70”, em parceria constante com o guitarrista Augusto Licks.
As músicas de Nei participam também da trilha de vários filmes da cinematografia gaúcha, como Deu pra ti anos 70, Verdes anos e Houve uma vez dois verões. Em Meu tio matou um cara, de Jorge Furtado, um dos principais temas é a canção “Pra te lembrar”, na interpretação de Caetano Veloso.
Nei Lisboa teve alta do Hospital de Pronto Socorro (HPS), de Porto Alegre, no final da manhã do dia 30/03, após se recuperar da Covid-19.
Músicas: 01 – Cena Beatnik // 02 – Telhados de Paris // 03 – Pra Te Lembrar
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ANA PAULA DA SILVA – É compositora, intérprete e produtora de sua obra e de outros projetos culturais, com mais de 20 anos de carreira, lançou e produziu seis álbuns, um songbook e realizou shows e turnês no Brasil e exterior. Ganhou prêmios como Caixa Cultural, Prêmio Pixinguinha, no prêmio da Música Catarinense venceu na categoria Melhor Cantora (2015). Recebeu o Prêmio Grão de Música em 2017, foi finalista como autora / compositora e cantora no Prêmio Profissionais da Música e foi indicada como Melhor Cantora na categoria regional no Prêmio da Música Brasileira em 2017.
Músicas do álbum Raiz Forte (2016): 01 – Coração da Terra – Ana Paula da Silva // 02 – Cantadora – Ana Paula da Silva / Sérgio Almeida // 03 – Raiz Forte – Ana Paula da Silva
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FELIPE AZEVEDO – Reside em Porto Alegre, natural de Uruguaiana – fronteira oeste do RS – e tem um trabalho autoral de 04 CDs e um livro publicado.
Felipe Azevedo é Músico, Compositor, Educador Musical, Ensaísta e Empreendedor cultural. Vencedor de seis prêmios açorianos (o mais representativo do Sul do Brasil), Especialista em Pedagogia da Arte e Mestre em Letras (UFRGS), o artista já fez turnê por países como Suíça, Noruega, Uruguai e França e já dividiu palco com artistas como Guinga, Ulisses Rocha, Hermeto Pascoal, Consuelo de Paula e Gastón Rodriguez, dentre outros. Já participou de vários festivais de música nacionais e internacionais como os suíços Fête multiculturelle, Festival des Cropettes, Festival de La Cité, o francês L’air Du Temps, o norueguês Johan Halvorsen musikkfest, e o espanhol Premio Cl’hips em L’Hospitalet de Llobregat. Com quatro álbuns gravados e lançados, atualmente divulga o seu último, “Tamburilando Canções – Violão com Voz”, projeto multimídia com livro-cd e hotsite interativo.
Músicas: 01 – Balagulá, Xibimba – Felipe Azevedo // 02 – Ribeira, Fronteira – Letra: Marco de Menezes – Música: Felipe Azevedo – Participação Especial: Bebeto Alves // 03 – Kibungo Gerê – Tema Instrumental de Felipe Azevedo inspirado no poema homônimo de Guimarães Rosa “Kibungo-gerê” do seu único livro de poemas – Magma. Na letra há uma mistura de palavras em banto com palavras do Vêneto Italiano – ‘Zê qui Cuelá’ que significa: quem vem lá. Por sua vez, a expressão “Kibungo-gerê” significa Lobisomen no Banto Africano.
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DANY LÓPEZ – Compositor, instrumentista, arranjador e produtor artístico, Dany López é um importante representante uruguaio no intercâmbio musical entre o Rio Grande do Sul (BR), Uruguai e Argentina.
El Maestro, como carinhosamente o chamam os músicos que o rodeiam, além de ter realizado música para teatro e acompanhar um grande número de compositores e intérpretes como pianista e tecladista, produziu mais de 30 álbuns.
Tem 4 álbuns lançados (desde 2007 até agora): Acuario, Canciones Cruzadas (com Marcelo Delacroix), Polk e Kingdom of me. Atualmente, está preparando seu novo álbum “Limbo”, em português.