O SUL EM CIMA 31 / 2025

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu  em 17 de outubro de 1847. Seu pai era o militar José Basileu Neves Gonzaga e a mãe Rosa, filha de uma escrava. Foi educada para os ofícios do lar, ser uma dama da sociedade e aprendeu sozinha a tocar piano. Se consagrou como Chiquinha Gonzaga, musicista talentosa que contribuiu para a gênese da música brasileira.
Por imposição do pai, casou-se com o empresário Jacinto Ribeiro do Amaral quando tinha 16 anos. A união durou dois anos e, aos 18, Chiquinha Gonzaga vai viver com o engenheiro João Batista de Carvalho. A vida amorosa da pianista foi marcada por escândalos para a época, porque divorciou-se também do segundo marido, que a traiu. A família não lhe deu apoio e Chiquinha voltava-se, cada vez mais, para a música, após perder a guarda dos filhos. A partir de 1877, passou a fazer da música uma profissão, condição ainda inédita para a figura feminina no Brasil. Sua estreia como compositora se deu com a polca ‘Atraente’. Mantinha-se como professora em casas particulares e pianista no conjunto do flautista Joaquim Callado. Passou a aperfeiçoar sua técnica com o pianista português Artur Napoleão, também seu editor, e a tentar escrever partituras para o teatro musicado.
Mulher e mestiça, enfrentou todos os preconceitos da sociedade patriarcal e escravista para se firmar como pianista, compositora, regente e, por fim, líder de classe em defesa dos direitos autorais. Sua obra é estimada em trezentas composições, incluindo partituras para dezenas de peças teatrais. Precursora em várias frentes, Chiquinha foi a primeira mulher a compor para o teatro nacional. A consagração com a música chega na virada do século, com a marchinha “Ó Abre Alas”. A canção foi repetida na passagem do século XIX para o século XX e é mantida no repertório carnavalesco até os dias atuais.
Quando chega aos 52 anos, mais um português marca a vida de Chiquinha. João Batista Fernandes Lage tinha 16 anos quando se envolveu com a brasileira. Ele ainda adotou o sobrenome dela e passou a assinar João Batista Gonzaga. Foi o companheiro que a ajudou na organização da “Sociedade Brasileira de Autores Teatrais”. A organização ajudou a proteger os direitos autorais da artista.
No Rio de Janeiro do final do século XIX, quando inexistia qualquer forma de registro sonoro e o carioca fazia do assobio um verdadeiro instrumento de divulgação musical, o teatro musicado foi um fenômeno de grande popularidade. Para uma jovem pianista, professora e compositora, escrever partitura para o teatro significava prestígio, fama e renda. Autora de polcas, tangos e valsas de sucesso desde que estreara, em 1877, Chiquinha Gonzaga desenvolveu atividade intensa como compositora de partituras para os palcos populares a partir da década de 1880. Musicou, integral ou parcialmente, peças do gênero opereta, comédia, burleta, revista cômica, revista do ano, drama, zarzuela, ópera cômica, peça fantástica, drama lírico, peça de costumes, etc. 
Seus parceiros libretistas vão desde Palhares Ribeiro, estreante como ela em 1885, a nomes destacados no meio teatral, jornalístico e literário como Raul Pederneiras, Luiz Peixoto, João Phoca, Carlos Bettencourt, o Assombro; e mais Filinto de Almeida, Osório Duque Estrada, Valentim Magalhães e Viriato Corrêa, estes membros da Academia Brasileira de Letras. 
O CD ‘Chiquinha em Revista’ lançado originalmente em CD pelo Selo Sesc em 2009,  traz um repertório praticamente desconhecido de obras da pianista, maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga. Composto de canções para o teatro de revista e composições instrumentais que transitam por diversos gêneros, o trabalho propõe um olhar contemporâneo para obras da compositora. Este CD foi idealizado pelos músicos, compositores e arranjadores Gilberto Assis e Ana Fridman. O disco apresenta 13 canções de Chiquinha Gonzaga com participação de Ná Ozzetti, Vange Milliet, Suzana Salles, Carlos Careqa e Rita Maria. O álbum “Chiquinha em Revista” chega aos streamings de música após 15 anos do lançamento em CD.
Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica. Personalidade exuberante, ela foi dos compositores brasileiros a que trabalhou com maior intensidade a transição entre a música estrangeira e a nacional. Com isso, abriu o caminho e ajudou a definir os rumos da música propriamente brasileira, que se consolidaria nas primeiras décadas do século XX. Atravessou a velhice ao lado de João Batista Fernandes Lage, carinhosamente chamado de Joãozinho, e a quem se agradece a preservação do seu legado musical.  Chiquinha Gonzaga morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de fevereiro de 1935.  A importância de Chiquinha Gonzaga para a música nacional foi reconhecida também por lei. A partir de 2012, na data do nascimento da artista, 17 de outubro, passou a ser comemorado o “Dia da Música Popular Brasileira”.
Músicas do pgm: 01 – Pudesse essa Paixão // 02 – Falena // 03 – Cubanita //  04 – Abre Alas – álbum Chiquinha Gonzaga de Maria Teresa Madeira – Arr. Marcus Viana // 05 – Cananéa  // 06 – Lua Branca // 07 – Atraente – músicas 5, 6 e  7 –  álbum Chiquinha Gonzaga de Maria Teresa Madeira e Marcus Viana que interpretam arranjos para piano e violino de músicas da compositora Chiquinha Gonzaga // 08 – Passos no Choro – part Ana Fridman // 09 – Fogo Foguinho – Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa – part Rita Maria // 10 – Sou Morena – Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa – part Vange Milliet // 11 – A Chinelinha do Meu Amor – Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa – part Suzana Salles // 12 – Tava Assim de Português – Chiquinha Gonzaga e Marques Pôrto  – part Carlos Careqa // 13 – Itararé – part Ana Fridman // 14 – Corta- Jaca – Chiquinha Gonzaga e Machado Careca – part Ná Ozzetti – Músicas 8,9,10,11, 12, 13 e 14 do álbum Chiquinha em Revista 
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Para saber mais sobre Chiquinha Gonzaga: https://chiquinhagonzaga.com/wp/

O SUL EM CIMA 30 / 2025

DIEGO GUERRO – Diego Guerro é acordeonista, compositor, produtor e arranjador, com dedicação à música instrumental. Nascido em Pato Branco (PR) em 1985, seu interesse pelo acordeon surgiu na infância. Aos 15 anos o acordeon já tinha virado profissão: dava aulas e tocava à noite. Aos 16, assumiu a regência da Orquestra Sanfônica de Pato Branco, pioneira no Brasil ao apresentar a divisão de naipes para uma orquestra de acordeons. Neste posto, ganhou grande reconhecimento nacional e internacionalmente, sendo convidado para participar de festivais como o Recanati Art Festival, na Itália e o Festival Nacional de la Música del Litoral, na Argentina. 
Em Afon, novo álbum de Diego Guerro, o cancioneiro infantil brasileiro é transportado para um universo sonoro em que a inocência das melodias que embalaram gerações encontram novos caminhos harmônicos. No trabalho, música erudita e ritmos brasileiros se entrelaçam, criando um espaço de encantamento para crianças e adultos. O álbum apresenta releituras instrumentais de clássicos infantis imersos com arranjos orquestrais. Para dar vida a essa fusão entre o tradicional e o contemporâneo, o disco conta com a participação da renomada Saint Petersburg Recording Orchestra, da Rússia.  Uma viagem afetiva, Afon é fruto da vivência da paternidade e nasce do olhar de Diego Guerro sobre a música infantil. “Ao ser pai de dois filhos, percebi que existe evidente preocupação com a educação, a alimentação e os brinquedos das crianças, mas com a música, elemento fundamental na formação infantil, não. A qualidade musical de muitas coisas que são oferecidas para as crianças fica em segundo plano”, comentaAssim, surgiu o desejo de oferecer uma experiência sonora que respeitasse a inteligência e a imaginação da infância, mas que também despertasse o interesse dos adultos.
O disco é resultado  da parceria com o produtor Maycon Ananias, que também colabora tocando cravo. Além da Saint Petersburg Recording Orchestra, o trabalho conta com participações da cantora Vanessa Moreno e do pianista Davi Sartori. 
Músicas do pgm: 01 – Peixe Vivo // 02 – Afon  – autoria: Diego Guerro  – a faixa-título, foi composta por Diego Guerro em homenagem ao filho Miguel, que chamava o acordeon de “afon” ao imitar o “fon fon fon” da sanfona. A música carrega um ritmo ternário típico do chamamé, que transita pelo sul do Brasil e Argentina, em especial a região de Corrientes // 03 – Peixinhos do Mar / Marinheiro Só // 04 – Balaio – feat Vanessa Moreno // 05 – Se Essa Rua Fosse Minha – feat Davi Sartori  // 06 – Caranguejo // 07 – Ciranda Cirandinha – A faixa tem participação especial de Miguel, filho de Diego, declamando um poema de Cecília Meireles // 08 – Cai Cai Balão  // 09 – O Cravo Brigou com a Rosa – feat Maycon Ananias 
 
KLEITON & KLEDIR –  PAR OU ÍMPAR AO VIVO – Depois de vários anos fazendo sucesso entre os adultos, Kleiton & Kledir resolveram fazer música para as crianças e lançaram em 2011, pela Biscoito Fino, o CD “Par ou Ímpar”, recebido com muitos elogios e indicado a Melhor Disco Infantil do Ano, no Prêmio da Música Brasileira. Entusiasmados com o reconhecimento unânime de público e críticaK&K se uniram ao Grupo Tholl e montaram um espetáculo exuberante, de pura magia e diversão, carregado de personagens exóticos.   As músicas do projeto Par ou Ímpar Ao Vivo, são registros do show de Kleiton & Kledir com o excelente Grupo Tholl e que teve direção de João Bachilli, responsável por criações que abrilhantam mais ainda as ótimas canções e tornam o espetáculo mágico e inesquecível!!
O registro foi feito no Teatro Bourbon Country em maio de 2012 e gerou o CD/DVD lançado em novembro do mesmo ano. O show foi criado a partir do disco infantil de mesmo nome lançado em 2011 pela Biscoito Fino, com músicas inspiradas no universo infantil cheio de fantasia e imaginação. O projeto Par ou Ímpar teve direção do DVD de Pena Cabreira e Cláudio Fagundes, a direção do espetáculo de João Bachilli e direção e produção musical de Kleiton e Kledir. O trabalho recebeu os Prêmios de Melhor Álbum Infantil na 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira e Prêmio Açorianos de Música de 2012.  Músicas do pgm: 01- Maria Fumaça – rumo à Estação de Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 02 – Formiga Atômica – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 03 – Bicho Gente – Kleiton Ramil // 04 – Planeta Poft – Pery Souza e Ricardo Silvestrin // 05- Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 06 – A Bruxa – Kleiton Ramil // 07 – Trova do Guri e da Guria – Kleiton Ramil e Kledir Ramil – participação especial de Fabiana Karla // 08 – Pé de Pilão – Vitor Ramil e Kledir Ramil –  inspirada na obra de Mário Quintana 
 
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O SUL EM CIMA 29 / 2025

1) DALMO MEDEIROS está lançando o primeiro single do Projeto ‘Estava Escrito nas Estrelas’. O projeto será lançado em breve pelo selo Mills Records, com produção musical de Paulo Brandão e Dalmo Medeiros. Direção musical de Paulo Brandão, Dalmo Medeiros, Paulo Malaguti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. 
Música: 01 – A Festa da Firma  – Dalmo Medeiros – Um samba de humor, que já fez parte do repertório de shows do MPB4. Arranjos, piano e violões de  Paulo Malaguti Pauleira, trombone de Everson Moraes, cavaquinho e programação de percussões de Max Jr, Baixo de Paulo Brandão. Participação especial do MPB4 
 
2) ROBERTO RIBERTI – O novo e surpreendente álbum “Estrela é o samba”,  traz Roberto Riberti de volta, como um bem guardado segredo de São Paulo. O compositor apresenta, depois de um hiato de 38 anos, sambas em parceria com grandes nomes do gênero, como Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e Paulo Vanzolini, gravados entre 2012 e 2023. Entre 1977 e 1986, Riberti lançou quatro discos, foi gravado por gente como MPB4, Elza Soares, Beth Carvalho, Quarteto em Cy, entre outros. Cria do Brás, bairro da cidade de São Paulo (SP) onde nasceu em  outubro de 1951, Riberti gravou quatro álbuns – Roberto Riberti (1977), Cenas (1979), Riberti (1982) e Tateando a cidade (1986) – antes de se afastar do mercado fonográfico, mas não do ofício de compositor. Nos últimos anos foi aos poucos gravando um álbum de seus sambas, o primeiro só de sambas, recheado de participações especiais de velhos ídolos e parceiros (muitos dos quais foram nos deixando). “Estrela é o samba” é, na verdade, uma procura do samba feita por Riberti dentro de sua obra e por sua cidade, São Paulo. Como ele mesmo diz: “No Rio, o samba é cultuado em seus redutos, é mais fácil de achar; em São Paulo ele se dilui pela cidade imensa”.
Músicas: 01 – Túmulo do Samba  – Roberto Riberti   – part.  Germano Mathias // 02 – Todo Mundo me Diz  – Roberto Riberti e Paulo Vanzolini – com participação vocal do MPB4, com arranjo de Magro, que nos deixou em 2012. Feito sobre letra escrita nos anos 1940 e confiada a Riberti pelo próprio Vanzolini // 03 -Euforia  – Nelson Cavaquinho, Eduardo Gudin e Roberto Riberti // 04 – Estrela   – Elton Medeiros, Eduardo Gudin e Roberto Riberti – part. Elton Medeiros
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3)ANTONIO ADOLFO – No álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful‘, que saiu em todas as plataformas digitais em julho de 2025, o pianista, arranjador e compositor Antonio Adolfo faz um apanhado do Carnaval e suas várias épocas, mixando o gênero com jazz, ijexá, bossa, marcha, samba e outros. A capa do álbum traz desenho do artista Elifas Andreato (1946-2022) e foi feita por seu filho Bento Andreato.
Antonio Adolfo define seu novo álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful’: “Faço um resgate de lindas melodias dos Carnavais de várias épocas no século XX, no Brasil, trazendo-as para o meu universo musical, que combina tudo isso com sabor jazzístico (improvisações e harmonias modernas). Esse universo engloba Choro, Clássico, Bossa Nova, música da Bahia, interior de Minas, Estado do Rio, Pop, Jazz e outros”.
Antonio tem a capacidade de unir em torno de si o que há de melhor na cena instrumental. Assim, além de seu piano, participam os músicos: Lula Galvão (guitarra), Jorge Helder (baixo acústico), Rafael Barata (bateria e percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn),  Idriss Boudrioua   (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone) e André Siqueira (percussão). 
Antonio Adolfo iniciou os estudos de música quando criança. Em 1963 criou o Trio 3D, que acompanhou diversos artistas, entre eles, Wilson Simonal, Carlos Lyra,  Elis Regina e  Claudette Soares. Atuou tanto em festivais como em trilhas de novelas, obtendo sucesso com ‘Sá Marina’ e ‘Teletema’, entre outras, em parceria com Tibério Gaspar. Vive entre Brasil e Exterior desde os anos 1970. Além de trabalhar com alguns nomes icônicos da MPB, Adolfo também é educador, ensinando música em todo o mundo. Em 1985, criou no Rio de Janeiro, o Centro Musical Antonio Adolfo.
Músicas: 01 –  Vassourinhas – Matias da Rocha e Joana Ramos // 02 – Oba (O Bafo da Onça)  –  Osvaldo Nunes // 03 – As Pastorinhas  – Braguinha e Noel Rosa // 04 – A Lua é dos Namorados  – Klecius Caldas, Armando Cavalcanti e Brasinha  // 05 – Vai Passar -Francis Hime e Chico Buarque 
 
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O SUL EM CIMA 28 / 2025

THIAGO RAMIL e DONA CONCEIÇÃO

Thiago Ramil é músico, compositor, produtor e psicólogo. Como músico/compositor já recebeu diversos prêmios e indicações a premiações nacionais e internacionais. Tem quatro álbuns lançados, Leve Embora (2015), EmFrente (2018), O Sol Marca o Andar do Tempo e a Imensidão do Universo Todo Dia (2021) e Sereno Canto (2023). Thiago também atua no projeto Casa Ramil, que reúne integrantes de sua família – a irmã, Gutcha, os tios Kleiton, Kledir e Vitor Ramil e os primos João e Ian Ramil. Em 2023, o grupo lançou um álbum ao vivo com canções de Thiago e outros compositores da família.   Dona Conceição vem da cidade de Alvorada, cidade periférica localizada na região metropolitana de Porto Alegre/RS. É cantor, percussionista, compositor, poeta, cineasta, ator e performer. Dona Conceição – nome artístico que John Conceição escolheu para homenagear sua mãe, Dona Vera Regina, e o pai, Carlos Conceição – considera o terreiro de batuque seu berço sonoro. Em 2018, Dona Conceição lançou o álbum Asè de Fala, e em 2021, o segundo disco, Amor e Água, financiado pela plataforma Natura Musical através do edital Tem Preto no Sul.

Os artistas Thiago Ramil e Dona Conceição, dois expoentes da nova música brasileira contemporânea, lançaram  o álbum “Gosto“, marcado por uma sonoridade plural, poética e afetiva. Fruto do encontro entre duas trajetórias singulares da música do sul do Brasil, o disco ‘Gosto’ traz como eixo central o prazer, o afeto e o amor — temas que surgem como resposta política e sensível aos tempos de crise e dor. A faixa “Insistir em acreditar”, que inspirou o projeto, afirma que “o amor é bem maior do que o horror”, e marca o tom de resistência afetiva que atravessa todo o álbum.  “O tema do álbum Gosto é uma escolha política, mas que aponta para uma direção mais prazerosa. É uma ode ao amor e à possibilidade de reencontro com as amorosidades”, destaca Thiago Ramil.   “É um disco que se deita no prazer e convida quem ouve a lembrar que amar também é lutar”, completa Dona Conceição, que também assina as composições. De acordo com os artistas, o processo de criação contém referências musicais distintas e práticas instrumentais que se encaixam e se complementam, além de farto conhecimento sobre música e sobre a alma humana. “Acho que conseguimos construir um disco que não é nem só meu, nem só do Ramil, é um novo corpo que nasceu desse encontro, com rosto, voz e cheiros próprios”, completa Dona Conceição. Músicas: 01 – Canto – Thiago Ramil – do álbum Leve Embora (2015) // 02 – Espelhos  – Dona Conceição – feat Pâmela Amaro – do álbum Asè de Fala (2018) //  Músicas (3,4,7,8,9,10,11 e 12 de Thiago Ramil e Dona Conceição) do álbum Gosto: 03 – Insistir em Acreditar // 04 – Vênus em Peixes // 05 – Instinto Love – Dona Conceição // 06 – Pêssego – Thiago Ramil e Filipe Rocha // 07 – Lábio // 08 – Despertador // 09 – Feriado // 10 – Vírgula // 11 – Justos e Mortais // 12 Delírio 

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O SUL EM CIMA 27 / 2025

1) ECIO DUARTE nasceu em outubro de 63 em Buriti Alegre, no sul de Goiás e é morador de Goiânia. A trajetória do músico e compositor,  teve início nos festivais de música dos anos 1980, quando ainda era estudante de engenharia, na Universidade de Brasília (UnB). Nesta época, aprofundou sua formação musical com vários professores, tendo sido um deles, o guitarrista Nelson Farias. Durante sua carreira, apresentou-se na noite goianiense tocando MPB e integrou a banda de country music – Banda Tennessee, com quem gravou dois CDs. Além disso, outros trabalhos autorais e solo compõem sua carreira: como o álbum Centinela del Camino – gravado em Barcelona-ESP, em 2007, onde se apresentou em galerias de arte (Art Mirall) e no Teatro Pou de la Figuera. A relação do artista com a música começou na infância, mas o primeiro disco foi gravado apenas em 1998. “A semente nasceu quando eu era pequeno. Meu pai apresentou um programa na rádio. Logo comecei a estudar com professores particulares, em conservatórios. Quando fui para faculdade, tive a oportunidade de me encontrar com grandes mestres”, explicou o musicista, que é formado em engenharia mecânica e professor no Instituto Federal de Goiás. Ecio Duarte já tem um EP, vários álbuns e singles lançados. Em 2019, foi lançado em todas as plataformas digitais o álbum Poemas Que Pari de Ti. Em 2020, foi lançado o EP – Tempo ao Tempo, produzido por Beto Rosa. O álbum – “Aos Pares”, com o intuito de trazer mais leveza para um cenário tão desafiador como o da  pandemia, Écio Duarte começou a compor e a musicar versos de artistas e amigos, ainda em 2020. E, o que começou como um processo terapêutico e de autodescoberta, virou um projeto incrível que conta com participação de diversos artistas renomados da literatura e música. O álbum Aos Pares foi indicado ao Grammy Latino 2022.  Músicas do pgm: 01 – Cidade dos Sonhos  – Ecio Duarte e Chaul  – participação:  Jedai Duarte  // 02 – Céu Invertido  – Ecio Duarte e Gislene Camargos  – part: Lula Barbosa // 03 – Eu, Trabalhador  – Ecio Duarte e Paulinho Pedra Azul  – participação: Maíra Lemos // 04 – Enigmas  – Ecio Duarte e Chaul –  part: Ronaldo Barcelos  

2) DUO DE VIOLA E ACORDEON – VALDIR VERONA E RAFAEL DE BONI – Neste período que o Bugio – gênero musical genuinamente gaúcho rio-grandense – está sendo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Sul, o Duo de Viola e Acordeon aproveita a oportunidade para lançar o single “O (Com)passo do Bugio II”.  A composição O (Com)passo do Bugio II, lançada originalmente em 2010 no álbum solo  “Uma Viola ao Sul” de Valdir Verona, agora ganha nova roupagem com o acordeon do Rafael De Boni. O single foi lançado em agosto de 2025.  O Bugio é um gênero musical genuinamente gaúcho, com origens no Rio Grande do Sul, e é caracterizado por um ritmo sincopado e o uso expressivo do acordeom. O ritmo é inspirado nos movimentos e no som do macaco bugio, e a dança associada a ele imita os passos do animal.  Música do pgm:01 – O (Com)passo do Bugio II – Valdir Verona   – Intérpretes:  Duo de Viola e Acordeon – Valdir Verona e Rafael De Boni  

3) RHAÍSSA BITTAR atua como cantora, diretora de videoclipes, locutora comercial, atriz e idealizadora do Sarau As Mina Tudo. A agência de arte e comunicação, ArtBittar, assina seus projetos. Como diretora de videoclipes, foi premiada no Festival de Cinema de Gramado e no Prêmio Profissionais da Música. Como cantora, tem três álbuns lançados (João-2019; Matéria Estelar-2014 indicado a melhor álbum no Prêmio da Música Brasileira; Voilà-2010). Integra diferentes expressões artísticas de maneira lúdica, seus shows são uma viagem pela literatura, artes plásticas, audiovisual, moda e música. Como locutora, integra o prestigiado Clube da Voz – Profissionais de Voz em Publicidade de São Paulo e assinou campanha de grandes marcas.  Músicas do álbum João (2019) : 01 – Alento  – Paulo César Pinheiro // 02 – Livro Aberto – Vitor Ramil // 03 – Você tá bem?  – Arthur de Faria/ Daniel Galera

4- DUO RAFAEL BECK & FELIPE MONTANARO  – A música instrumental brasileira ganha novos ares com o lançamento de Fantasia Brasil 2, o segundo álbum do duo Rafael Beck & Felipe Montanaro, que chega às plataformas digitais pela gravadora Biscoito Fino. Aclamados pela originalidade e virtuosismo, os jovens músicos paulistas Rafael com 24 anos e Felipe com 19, trazem ao público uma experiência musical única, onde cada acorde é uma revelação. O encontro entre Rafael e Felipe aconteceu em janeiro de 2023, impulsionado por uma paixão em comum: a música instrumental brasileira e influências de mestres como Hermeto Pascoal, Cesar Camargo Mariano e Egberto Gismonti. Rafael Beck, multi-instrumentista, iniciou sua trajetória musical aos seis anos e já dividiu palco com grandes nomes como Dominguinhos, Ivan Lins e Hermeto Pascoal. Com uma formação sólida que inclui passagem pela EMESP Tom Jobim e Faculdade Souza Lima, Rafael se destaca por sua versatilidade e profundidade musical. Felipe Montanaro, por sua vez, transita com maestria entre piano, sanfona, baixo, violão e escaleta. Sua formação inclui estudos com grandes músicos e até um curso na renomada Juilliard School. Aos 19 anos, Felipe já impressiona pelo domínio técnico e pela originalidade de suas composições. Músicas do álbum Fantasia Brasil 2:  01 – Sapato Velho  – Mú Carvalho / Cláudio Nucci / Paulinho Tapajós //  02 – Refazenda – Gilberto Gil // 03 – Deixa Chover / Cheia de Charme  – Guilherme Arantes // 04 – 20.23-  Rafael Beck e Felipe Montanaro

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O SUL EM CIMA 26 / 2025

ENRIQUE RAMIL nasceu em Ares que é um município da Espanha na província da Coruña, na Galícia, em 18 de junho de 1984. É cantor, músico, compositor e preparador vocal espanhol , reconhecido internacionalmente pela sua qualidade vocal e pelo seu nível interpretativo. Participou como concorrente em diferentes programas de televisão espanhóis, como Operación Triunfo, The X Factor  e venceu a segunda temporada de Tierra de Talento (2020).  Em 2024 ganhou a Gaivota de Prata de Melhor Interpretação Internacional no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar  com a canção ”La última vez”. Enrique lançou os álbuns: VO (2008), Juguetes Rotos (2011), Thank you (2015), Ramil y una noches (2019), La noche de las canciones perpetuas – En Vivo (2024) e em maio de 2025, o álbum Soledad, além de ter vários singles lançados. Ele já se apresentou na Espanha, América Latina  e Estados Unidos.
Aos três anos de idade, Enrique Ramil começou a cantar no coro paroquial da sua cidade natal. Sua mãe era a diretora do coral. Enquanto isso, seu tio, Manuel Ramil, foi pianista da banda espanhola Mago de Oz por anos. Aos dezenove anos, Enrique mudou-se para Madri,  onde frequentou aulas de canto e teatro musical. Sua carreira profissional começou em 2005 e, desde então, já se apresentou em diversos palcos, como nas ruas de Londres, televisão, teatros, entre outros espaços. Enrique é um cantor que cultivou a voz a vida toda. Ele canta, sobretudo, canções para mulheres. E sua voz é camaleônica: é um tenor com a capacidade de atingir notas muito agudas, mas também é perfeito nos tons mais graves. Sua voz é suave, porém poderosa. E sempre dramática. Enrique Ramil é artista LGBTQIAPN+. Sua orientação sexual nunca foi questionada em casa. “Mesmo sem buscar isso, ao ser livre e cantar músicas que convidam à liberdade, acredito que estou me engajando em um ativismo tão necessário quanto os protestos sociais”, explica.
Músicas: 01 Totem de Cristal – Carlos Law / Enrique Ramil / Jorge Vélez // 02 – La Moneda de la Soledad – Enrique Ramil, Daniel Huen, Will Cartaya y Angel Hasegawa – Coros: Aixa Romay, Julietta Barro, Nuria Boreal // 03 – Sin Raíz – Esmeralda Cantoral, Enrique Ramil y Joey Benjamin // 04 – Cuando Esté Contigo – A. Matheus, E. Ramil, G. Garibaldi, L. Castillo – Coros: Aixa Romay, Julietta Barro, Nuria Boreal // 05 – Prefiero ser la Otra  –  Yasmil Marrufo / Mario Cáceres – feat. Yasmil Marrufo – Coros: Yasmil Marrufo, Angel Hasegawa, Will Cartaya // 06 – La Última Vez  (Èter Version) – Ángela Dávalos, Enrique Ramil e Paty Cantú // 07 – Dos Shots  – Enrique Ramil y Ángela Dávalos – Interpretada por Enrique Ramil y Taiga Brava // 08 – Perdóname – R. Martin / Y. Romero / B. Luengo / A. Rayo // 09 – 90 Minutos – Vanesa Martín // 10 – 18 Años – P. Auriat / B. Jean / G. Simone / S. Pascal // 11 – Mi Soledad y yo  – Alejandro Sanz  // 12 – El Reloj – Roberto Cantoral – (músicas 11 e 12) Extracto del concierto “La noche de las canciones perpetuas” // 13 – Volcanes  – Enrique Ramil /Antonio Ferrara
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O SUL EM CIMA 25 / 2025


Projeto – Cancionistas, Vol. 1 – 
Primeiro álbum gravado com canções desenvolvidas no curso de composição de Marcelo Segreto. Marcelo é cantor, compositor e idealizador do grupo Filarmônica de Pasárgada. 
São 18 faixas com canções inéditas e extremamente ricas em variedade, expondo a diversidade de estilos e personalidades dos compositores. Todas as canções do álbum Cancionistas, Vol 1 foram produzidas por Tomás Bloch, com exceção da música A Dor é Pó, produzida por Otávio Carvalho. 

Músicas: 01 – Cultivar Sementes  – Paula Souto // 02 – Pão – Artur Mendonsa  // 03 – Ciranda à Beira-Mar  – Josiani Dionísio //  04 – A Gente Volta  – Tomás Bloch // 05 – A Dor é Pó – Rafael Roma // 06 – Encantabismo  – Amahra Teramae  // 07 – Descomplicado – Cubo  

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Fabiano Hablas é músico, poeta e compositor, nascido em Porto Alegre RS (1971) e criado em Curitiba-PR. Iniciou na música aos 13 anos de idade, ao violão, já compondo. Retornou ao Rio Grande do Sul em 1988 e atuou em grupos musicais, festivais e bares, em Cruz Alta-RS e Santa Maria-RS. Também foi ator e musicou peças de teatro, estabelecendo-se, novamente, em Porto Alegre-RS, no ano de 2020.  A gravação de seu primeiro disco, intitulado Granjeio, lançado em fevereiro de 2025, foi concebida no início da pandemia, concomitante a um processo de luto, pela viuvez. Foram selecionadas 8 músicas, sendo 7 composições autorais, adequadas ao conceito do projeto, pelo arranjador e pianista Luiz Mauro Filho. São canções compostas ao longo da vida até o ano de 2020. Participaram da gravação do disco os músicos Luiz Mauro Filho (piano/teclados), Nico Bueno (contrabaixo), Lucas Fê (bateria), Pedro Figueiredo (flautas), Pablo Schinke (violoncelo), Giovanni Berti (percussão), Ronaldo Pereira (saxofone), Bruno Coelho (percussão), Jorginho do Trompete ( trompete, flughelhorn e trombone de pisto), Edu Saffi (contrabaixo acústico), James Liberato (guitarra) e Bernardo Zubaran (harmônica).

Granjeio significa “cultivar”, “colher”. É a expressão, em música e poesia, do que se “plantou” ao longo de uma vida, essencialmente, em relação aos sentimentos e suas implicações na vida social. Fala, também, de natureza e fantasia, com uma mensagem positiva existencial.

Músicas (01,02,03 e 05 de Fabiano Hablas) : 01 – Adejo // 02 – Flor da Manhã // 03 – A Dor // 04 –  Granjeio – Fabiano Hablas e Mário Jorge Rangel // 05 – In Vino // 06 – Outubros – Fabiano Hablas e Leandro Carvalho 

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O SUL EM CIMA 24 / 2025

CATTO –  Catto lançou em maio o álbum Caminhos Selvagens,   disco feito entre São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), com produção musical orquestrada pela artista gaúcha com Fabio Pinczowski e Jojô Inácio, em edição do selo Editsy. Nascida em Lajeado (RS), ela rapidamente ganhou destaque no cenário musical com seu EP de estreia “Saga” (2009). Hoje, sua música transita por gêneros como MPB, pop romântico e rock alternativo, sendo marcada por letras profundas e interpretações hipnotizantes. Todas as músicas do novo álbum foram formatadas com guitarras distorcidas, atmosferas etéreas e arranjos orquestrais. Com uma discografia aclamada, que inclui os álbuns Saga( 2009) “Fôlego” (2010) , o Ao Vivo Entre Cabelos , olhos e Furacões (2012) , Tomada (2015), “CATTO” (2017), O Nascimento de Vênus Tour (2021) e Belezas são Coisas Acesas por Dentro (2023) , disco em que celebra a obra e o espírito transgressor de Gal Costa, Catto reinventou sua imagem e conquistou plateias ao redor do Brasil e do mundo e é considerada uma das figuras mais autênticas e inspiradoras da música nacional atualmente e também um ícone LGBTQIAPN+, sendo uma voz que transcende a música, desafiando as normas de gênero e celebrando a liberdade artística.  
Músicas de Catto: 01 – Eu não aprendi a perdoar // 02 – Eu te Amo // 03 – Solidão é uma festa // 04 – Caminhos Selvagens (Catto e César Lacerda) // 05 – Madrigal 
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ROSA NIKA –  travesti negra nascida no interior do Rio Grande do Sul, é a voz que ressignifica a tradição gaúcha através de corpos queer e periféricos. Em seu EP de estreia, ‘A Flor do Pampa’, ela funde pagodão baiano, bachata e tambores afro-religiosos com a poesia combativa de cantores missioneiros como Noel Guarany – seu manifesto artístico é um feitiço onde o pampa escuta pela primeira vez o amor de uma travesti. Lançado em 4 de julho de 2025, ‘A Flor do Pampa’ é uma jornada sonora entre o asfalto e o pampa. Rosa Nika surge para reivindicar o lugar de travestis, negros e indígenas na cultura gaúcha. Seguindo o legado de cantores como Noel Guarany e Mary Terezinha – que usavam a música para denunciar opressões – ela atualiza a luta a partir da teoria do amor como revolução (Bell Hooks). Levando assim, grupos oprimidos a se sentirem parte viva da cultura rio grandense, evocando delicadeza e se autointitulando A Flor do Pampa. O primeiro EP da artista é só o começo de um projeto que quer florescer não só nos palcos, mas também nas ruas, no ônibus e no imaginário afetivo do Sul.  Música do pgm: 01 – Cavala Xucra – Rosa Nika e Sabrina Mercilus – Feat Queen Sabrina 
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“A VOZ SUPREMA DO SAMBA É A LIBERDADE”, projeto audiovisual autoral. Interpretado por artistas negras e LGBTQIAPN+ da cena musical do Rio Grande do Sul, tem como finalidade, principal, ser mais uma voz antirracista e anti-LGBTQIAPN+fóbica. Nesse propósito, o samba, dialoga com outras sonoridades, outros ritmos contemporâneos e/ou atemporais – para além de sua notória importância cultural e musical – foi escolhido como referencial sonoro e rítmico deste trabalho, já que também foi forjado na resistência contra a intolerância e o preconceito.
Músicas: 01. A nossa dor-  Edison Guerreiro, Negra Jaque e Leo Bracht – Intérpretes: Glau Barros  feat: Negra Jaque e 50 Tons de Pretas // 02. Transradioativa – Edison Guerreiro/Cristal/Valéria Barcellos/Leo Bracht – Intérprete: Valéria Barcellos Participação especial (voz): Cristal // 03.Um sambinha pra você – Edison Guerreiro – é  interpretado por Raquel Leão e, tem como convidadas, as cantoras  Rhosangela Silvério, Maria do Carmo Carneiro e Yara Lemos // 04 -Nesse meu samba –  Edison Guerreiro – interpretado por Marietti Fialho, e com a participação da jovem revelação da cena contemporânea, Jessie Jazz” // 05 – Alice Tantas de Tantas – Edison Guerreiro – Intérprete: Stephanie Soeiro – Participação Especial: Orquestra Villa-Lobos // 06 – A Voz Suprema do Samba é a Liberdade –  Edison Guerreiro – interpretada pelo Ialodê, formado pelas talentosas vozes de Loma Pereira, Nina Fola, Glau Barros e Marietti Fialho, a música celebra, a essência libertária do samba e sua força como instrumento de resistência.
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O SUL EM CIMA 23 / 2025

JULIANO RAVANELLO é cantor e pesquisador autodidata desde 2010. Dedicado à reinterpretação do canto gregoriano sob uma ótica contemporânea e espiritual, seu trabalho une tradição e sensibilidade para conduzir o ouvinte a um estado de introspecção, silêncio e transcendência. Sua voz é um convite à contemplação e ao reencontro com o essencial. Mais do que um resgate musical, sua obra é uma jornada interior traduzida em som — uma ponte entre o sagrado ancestral e a alma do tempo presente. 
O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente e tem suas raízes nas canções das antigas sinagogas, desde os tempos de Jesus Cristo. O período de formação do canto gregoriano vai dos séculos I ao VI, atingindo seu auge nos séculos VII e VIII. Seu nome é uma homenagem ao papa Gregório, o Grande (540-604), que fez uma coleção de peças, publicando-as em dois livros: o Antifonário, conjunto de canções relativas às Horas Canônicas, e o Romano Gradual, contendo as canções da Santa Missa.  Foi através dos cantos gregorianos que a música erudita cresceu com o surgimento da partitura e a união da voz e dos instrumentos musicais.
Nascido em União da Vitória, no Paraná, Juliano Ravanello cresceu em uma família sem tradição artística, mas desde cedo revelou uma profunda sensibilidade musical. Embora já conhecesse o canto gregoriano, foi durante uma missa na Basílica Santa Maria Maggiore, em Roma, que sentiu o chamado de se aprofundar nessa arte e levá-la ao mundo. A partir desse momento, iniciou uma trajetória autodidata marcada por estudo, contemplação e vivência espiritual. Em sua busca, viajou por países como Itália, Israel e Índia, onde expandiu sua visão estética por meio de uma abordagem holística da música sacra. Desde então, construiu uma trajetória singular sempre buscando levar ao público uma experiência musical imersiva e reflexiva, em que o canto gregoriano se encontra com a estética contemporânea. Para Juliano, o canto gregoriano é mais do que uma prática musical: é um portal para o silêncio interior e para o sagrado. Sua proposta é descolar esse canto do contexto estritamente litúrgico e apresentá-lo como uma experiência artística que atravessa religiões, culturas e crenças. Sua obra convida o público a desacelerar, escutar e se conectar com o invisível. Entre raízes antigas e sonoridades modernas, Juliano Ravanello transforma o canto gregoriano em paisagem sonora para o tempo presente — e para além dele.
Músicas: 01-Minha Alma tem Sede de Deus – Álbum: Salve Regina – Gregorian Chants / Produção: Corciolli  / Coro: Fábio Cadore, Demetrius Lulo, Cristiano Santos e Daniel Conti / Voz Soprano: Gracieli Valverde // 02 – Salve Regina // 03 – Regina Caeli – Álbum: Salve Regina – Gregorian Chants / Arranjo, piano: Corciolli  / Coro: Fábio Cadore, Demetrius Lulo, Cristiano Santos e Daniel Conti / Voz Soprano: Gracieli Valverde // 04 – Veni Creator Spiritus -Do álbum Music of Silence // 05 – Kyrie Eleison  (Deus Genitor Alme) // 06 –  Resurrexi 
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CRISTOVÃO BASTOS e ILANA VOLCOV  – Uma coleção de canções de amor baseadas em diálogos imaginários compõe o álbum Acariciando, novo trabalho da cantora Ilana Volcov e do pianista Cristovão Bastos,  lançado no dia 28 de março, pela gravadora Biscoito Fino. 
Radicada em Lisboa há sete anos, a cantora paulistana Ilana Volcov emprestou da literatura fantástica o termo que traduz o conceito do seu novo álbum. “Desde a pandemia, quando estivemos mais interiorizados, passei a reunir ‘canções fantásticas’. Queria cantar o amor a partir de conversas irreais, oníricas, que só poderiam existir na imaginação.” Um dueto musical e textual, em que voz e piano retratam diálogos – ou melhor, conversas imaginárias – , o álbum tem oito canções e um tema instrumental vocalizado. Foi gravado no Porto pelo engenheiro de som Carlos Fuchs, vencedor do Grammy 2023, quando Cristovão Bastos esteve em Portugal para apresentações no norte do país. O pianista, que propôs a gravação do álbum, assumiu a direção musical, enquanto Ilana foi responsável pela direção artística.
Premiada no Brasil, Ilana Volcov iniciou sua carreira no Barbatuques, grupo de percussão corporal, e atuou com compositores, como Vanessa da Mata, Zeca Baleiro, Guinga e Breno Ruiz. Ao lado de Eduardo Gudin, com quem trabalhou por 14 anos, Ilana cantou com Arrigo Barnabé, Elton Medeiros, Paulo César Pinheiro, entre outros. Contemplada pelo Prêmio Funarte de Música Brasileira, realizou, ao lado do trio Improvisado, a turnê “Pelo Teletipo” em cinco capitais do Brasil. Com o prêmio no Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, ela produziu o seu primeiro projeto solo, “Bangüê”, em 2010.
Cristovão Bastos é compositor, pianista, arranjador, diretor musical e professor. Fez direção musical e arranjos para shows e gravações de muitos artistas como Nana Caymmi, Edu Lobo, Elza Soares, Emílio Santiago, Chico Buarque, etc. Recebeu 16 prêmios como compositor, arranjador e instrumentista e suas músicas foram gravadas pelos maiores artistas da música brasileira. 
Músicas: 01 Odalisca – Guinga e Aldir Blanc // 02 – Saudade Intrusa – Vadico // 03 – Acariciando – Abel Ferreira e Lourival Faissal // 04 – Viola de Cigano – Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro // 05 – Uma Canção Inédita – Edu Lobo e Chico Buarque // 06 –  Não me Digas Não – Cristovão Bastos e Paulinho da Viola    
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O SUL EM CIMA 22 / 2025

MÁRIO FALCÃO –  “BORDEJO”, novo álbum de Mário Falcão, chegou dia 12 de maio nas principais plataformas de música digital. A palavra bordejo tem vários significados: passear, navegar conforme o rumo dos ventos. Ao mesmo tempo, bordejar é verbo que se refere à beira, à margem, e, em licença poética, à fronteira. Reunindo oito canções que tem como base violão e voz, o novo “disco” conta também com a participação da cantautora argentina Sol Donati (voz) e dos instrumentistas Luiz Mauro Filho (piano) e Zé Ramos (guitarra). Três canções foram compostas exclusivamente por Mário e cinco são parcerias (Alexandre Vieira, Necka Ayala, Sol Donati, Luiz Mauro Filho e José Martí – em poema musicado). É MPB com sotaque do cone sul da América. São músicas para ouvir em estado de quietude, em um convite à serenidade reflexiva, à valorização da poesia.
Compositor e cantor de Porto Alegre – RS – Brasil, Mário fez shows em diversos espaços culturais e teatros, com uma trajetória de ações colaborativas, em que compartilha palco e/ou gravações com outros artistas. Integrou a Orquestra de Mantra Rudráksha – participando de apresentações no Brasil e em Portugal. Participou como compositor e intérprete do álbum (coletânea) José Martí em Canto  (ACJM-RS), CD lançado com shows no Brasil, Uruguai e Cuba. Com o uruguaio Sebastián Jantos, gravou o álbum Muamba, lançado no Brasil, Uruguai e Argentina. Dividiu show com o cantautor Tiago Rubens em Barcelona, Espanha. Integra o espetáculo Violeta Parra – Uma Atuadora, com Tânia Farias (Ói Nois Aqui Traveiz). Colaborou em shows e gravações com os artistas/parceiros Zé da Terreira, Marcelo Delacroix, Pablo Lanzoni, Johann Alex de Souza, Alexandre Vieira e Carlos Patrício. As músicas de Mário podem ser encontradas nos álbuns autorais Mário Falcão  – vencedor do prêmio Açorianos, 2005, nas categorias Melhor Compositor e Melhor Álbum de MPB –, Amador, Muamba e Bordejo, no Ep Feito em Casas, e em singles distribuídos em plataformas de música e rádios.
Músicas: 01 – Menos ou Mais – Mário Falcão e Necka Ayala // 02 – Bordejo – Mário Falcão // 03 – Frágil Paisage – Mário Falcão e Sol Donati – feat Sol Donati //  04 – Com as Cores de um Sonho – Luiz Mauro Filho e Mário Falcão // 05 – Cultivo uma Rosa Branca – Mário Falcão sobre poema de José Martí 
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PABLO LANZONI – O músico e compositor gaúcho Pablo Lanzoniapresenta Aviso de não lugar, álbum que costura vivências, observações urbanas, afetos e ancestralidades em oito faixas autorais. O disco não parte de um conceito único, mas se organiza como um conjunto de pequenos mundos — canções que funcionam como universos completos dentro de um mesmo cosmos. “Muitos temas se relacionam e retratam meus interesses – mesmo que desinteressados – num pequeno espaço de tempo”, conta o artista. O trabalho é resultado da reunião de composições recentes e outras criadas especialmente para o projeto com produção assinada pelo próprio artista ao lado de Leo Bracht. “Aviso de não lugar, embora não tenha sido a canção germinal do projeto, foi aquela que fundou as estacas mais sólidas desta nova edificação e serviu como norte em muitos momentos: sonoro, poético e interpretativo”, afirma Lanzoni.
Gravado com um time expressivo de artistas da cena contemporânea, o álbum conta com participações de Ana Karina Sebastião, LEME, Beatriz Lima, Stephanie Soeiro, Paola Kirst, Richard Serraria, Tuti Rodrigues, Dessa Ferreira e Pingo Borel. As faixas transitam entre referências que vão de Lenine, Jorge Drexler e Dany López a nomes da cena local como Paola Kirst, Alexandre Vieira e Mário Falcão – com quem Lanzoni colaborou recentemente. O disco também guarda ecos de artistas como Zeca Baleiro e Bebeto Alves. 
Pablo Lanzoni é compositor, professor e regente. Seu álbum de estréia, POA_MVD (2016), foi eleito o Melhor Álbum de MPB no Prêmio Açorianos de Música 2016/17 e citado dentre os dez lançamentos nacionais daquele ano pelo Jornal Zero Hora. Em sua discografia também estão valentia tempo voz (2020), que contou com as participações de Zeca Baleiro e Richard Serraria; e Delírio Geral (2022), em parceria com o violonista Thiago Colombo – disco com participações de Bianca Gismonti, Vitor Ramil, Bloco da Laje, Valéria Barcellos, Celso Loureiro Chaves, Bebe Kramer, Guto Wirtti e Leandro Maia. Lançou ainda os singles Do chão (2021), com Paola Kirst; Miragem (2021) e Pra compensar tua ausência (2024), com Mário Falcão. Além disso, atua como professor de Música do IFRS – Campus Porto Alegre. 
Músicas: 01 – Aviso de Não Lugar – Richard Serraria e Pablo Lanzoni // 02 – Meu Anti-Héroi – Juliano Guerra e Pablo Lanzoni // 03 – Bataclã – Richard Serraria e Pablo Lanzoni // 04 – Bebo a Beijo – Richard Serraria e Pablo Lanzoni  – feat Stephanie Soeiro // 05 – Substância – Leme e Pablo Lanzoni  – Part. Leme (Guilherme Becker) // 06 – Correnteza Rio Abaixo –  Richard Serraria e Pablo Lanzoni
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