O SUL EM CIMA 37 / 2025

Nascido em Belo Horizonte em janeiro de 1952, Salomão Borges Filho era o sexto da prole de 11 do jornalista Salomão Magalhães Borges  e da professora Maria Fragoso, a Dona Maricota.  Mais conhecido como Lô Borges, foi um dos fundadores do Clube da Esquina, o famoso grupo de artistas mineiros que transformou a música do Brasil, ao misturar MPB, rock, jazz e poesia. Inspiradas na psicodelia dos Beatles, suas canções trouxeram melodias experimentais e referências nacionais que vão das letras aos acordes. Além de Lô, participavam do clube nomes como Milton Nascimento, Beto Guedes e Toninho Horta. Eles se reuniam para conversar,  ouvir música e compor. Faziam isso no cruzamento da rua Divinópolis com a Rua  Paraisópolis, no bairro Santa Tereza, de Belo Horizonte (MG). É daí que veio o nome Clube da Esquina. 
Lô Borges tinha 10 anos quando conheceu Milton Nascimento, jovem vindo de Três Pontas, levado por seu irmão, Marilton, ao apartamento da família no Edifício Levy, no Centro de BH. O menino ficava ali, ouvindo o amigo Bituca tocar com os irmãos mais velhos – o letrista Márcio Borges foi o primeiro parceiro de Milton.
Aos 20 anos, Lô Borges já assinava canções com Milton Nascimento no álbum duplo Clube da Esquina (1972), obra coletiva que também apresentou músicos como Márcio Borges (irmão de Lô), Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Wagner Tiso e Toninho Horta. O legado do compositor inclui clássicos da MPB como O Trem AzulPaisagem da Janela e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo, que influenciaram gerações.
Símbolo de liberdade criativa, Lô Borges traçou uma carreira cuja influência atravessa gerações há décadas. Cantor, compositor, instrumentista e produtor, ele foi peça-chave para a renovação da cena musical brasileira dos anos 70.
Dono de uma das carreiras mais célebres da MPB, Lô Borges, teve uma trajetória marcada por parcerias inesquecíveis desde o início de sua incursão na música. A começar por Milton Nascimento, com quem ele fundou o Clube da Esquina. Lô Borges conheceu Milton Nascimento na escada do prédio onde morava. Os dois não só criaram uma amizade (que se estendeu a Márcio, irmão mais velho de Lô) como também uma parceria artística e um movimento cultural que reuniu toda uma geração de músicos mineiros.
Infelizmente, a música brasileira perdeu um de seus maiores talentos. O cantor, compositor e multi-instrumentista Lô Borges, um dos fundadores do lendário Clube da Esquina, nos deixou  na noite de domingo (2/11/25), aos 73 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de falência múltipla de órgãos. O artista havia sido internado no dia 17 de outubro, após sofrer uma intoxicação por medicamentos em casa. Desde então, seu estado de saúde inspirava cuidados.
Com mais de 50 anos de carreira, sua obra inspirou artistas de diferentes gerações. O impacto de Lô Borges vai muito além das canções que ele assinou, tocou ou cantou. Ele se tornou uma das principais referências da mesclagem entre emoção e experimentação.  Sua parceria com Milton Nascimento e outros nomes do Clube da Esquina transformou a música brasileira e deixou um legado que atravessa décadas.
Músicas: 01 – O TREM AZUL – Lô Borges e Ronaldo Bastos // 02 – PAISAGEM DA JANELA – Fernando Brant e Lô Borges // 03 – UM GIRASSOL DA COR DO SEU CABELO – Lô Borges e Márcio Borges // 04 – CRAVO E CANELA – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos – intérpretes: Milton Nascimento e Lô Borges // 05 – VENTO DE MAIO – Telo Borges e Márcio Borges – intérpretes: Lô Borges e Solange Borges // 06 – PARA LENNON E MCCARTNEY – Lô Borges, Fernando Brant e Márcio Borges // 07 – A VIA-LACTEA –  Lô Borges e Ronaldo Bastos // 08 – SONHO REAL – Lô Borges e Ronaldo Bastos // 09 – ANTES DO SOL – Lô Borges e Márcio Borges  –  feat Fernanda Takai // 10 – TREM DE DOIDO – Lô Borges e Márcio Borges // 11 – CANÇÃO POSTAL – Lô Borges e Ronaldo Bastos  // 12 – CLUBE DA ESQUINA Nª 2 – Lô Borges, Márcio Borges e Milton Nascimento – intérpretes: Lô Borges e Solange Borges 

O SUL EM CIMA 36 / 2025

1 ) LOMA – Em 50 anos de carreira, ela foi Loma,  Loma Pereira, e recentemente assumiu o sonoro Loma Solaris. Mas segue a mesma cantora, uma das maiores da história da música do Rio Grande do Sul. A artista é conhecida por sua fusão de ritmos e gêneros musicais. Loma Berenice Gomes Pereira, ou simplesmente Loma, mistura canções consagradas do cancioneiro regional, latino-americano e brasileiro em seu repertório. Sua carreira teve início na década de 70, com o Grupo Pentagrama, e se consolidou nos Festivais Nativistas Gaúchos a partir da 4º Califórnia de Uruguaiana. Loma participou da maioria dos festivais realizados no RS e recebeu várias premiações e menções honrosas como intérprete. Desde 2002, Loma é cantora no Cantadores do Litoral, grupo que surgiu em 2001 formado por ela, Mário Tressoldi, Nilton Júnior, Paulo de Campos  e Rodrigo Reis.
Entre os discos lançados estão “Loma”, “Um Mate Por Ti”, “Loma – Além Fronteiras” e “Ziguezagueando”. Com recursos provindos do edital de cultura Aldir Blanc, “Loma Preta Gaúcha”, o quinto rebento solo de sua discografia, reúne no repertório um conjunto de canções cuja vibrante musicalidade derrama-se em valsas, chacareras, milongas e reggae. “Já as letras versam sobre meio ambiente, mulheres, povos indígenas e comunidades afro-brasileiras. Ou seja, temas que resgatam a tradição, mas que, por outro lado, seguem relevantes na contemporaneidade”, ressalta a cantora. A música Valsa dos vagalumes, lançado em outubro de 2025 é o primeiro single de ‘Loma Preta Gaúcha’. Nos próximos meses serão lançados mais faixas desse álbum, que tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2026.
Músicas: 01 – Povo Negro  – Adriana Souza e Gilberto Oliveira – do álbum Ziguezagueando // 02 – Mulheres D’Areia  – Kleiton Ramil e Paulo de Campos – do álbum Ziguezagueando // 03 – Valsa dos Vagalumes  – Nilton Jr. da Silveira, Cristian Sperandir e Adriano Sperandir – 1º single do álbum Loma Preta Gaúcha 
 
2) TRIBO MAÇAMBIQUEIRA – é um grupo que canta o seu lugar. Nativos do RS, moradores da cidade de Osório e arredores, levando a música popular de raiz a muitos palcos pelo Brasil. O primeiro disco intitulado “Trupicado”, foi um marco na carreira do grupo, cantando o mar, a lagoa, o morro (alto/quilombo) com uma tribo de compositores. O Grupo venceu vários festivais de músicas como: Musicanto em Santa Rosa, Moenda da canção em Santo Antonio, mas o momento histórico foi quando o grupo venceu a Tafona da Canção Nativa de Osório/RS. Ter o reconhecimento do júri e do público da cidade mãe do grupo,  fortaleceu muito a caminhada. A Tribo Maçambiqueira é um grupos musicais remanescentes mais importantes da cultura da música de raiz afro do estado do Rio Grande do Sul. Os integrantes são: Mário DuLeodato,  Cau Silva, Paulinho DiCasa e Geferson Lima.
Músicas: 01 – Maria Fumaça   – Sélio da Rosa Neto e Paulinho DiCasa  // 02 – São Benedito   – Ivo Ladislau, Carlos Catuípe e Paulinho DiCasa 
 
3) DONA CONCEIÇÃO  – Cantor, percussionista, compositor, poeta, cineasta, ator e performer, Dona Conceição vem da cidade de Alvorada, cidade periférica localizada na região metropolitana de Porto Alegre/RS para reafirmar a resistência e denunciar o racismo e o genocídio do povo negro, e também para trazer a cultura negra através da arte. Com apenas 15 anos, Dona Conceição idealizou e coordenou o projeto de inclusão social Nação Periférica, que ensinava percussão aos jovens da periferia de Alvorada. “Entendi o quanto esses projetos sociais são importantes para que outros meninos e meninas de periferia, como eu, consigam um pleno exercício de cidadania, acreditem nos seus sonhos e tenham condições de realizá-los”, defende o músico e educador.
Dona Conceição – nome artístico que John Conceição escolheu para homenagear sua mãe, Dona Vera Regina, e o pai, Carlos Conceição – considera o terreiro de batuque seu berço sonoro. Em 2018, Dona Conceição lançou o álbum Asè de Fala, e em 2021, o segundo disco, Amor e Água, financiado pela plataforma Natura Musical através do edital Tem Preto no Sul. Em agosto de 2025, Dona Conceição lançou com Thiago Ramil o álbum Gosto. 
Músicas (do álbum Asé de Fala de 2018) – 01 – Saudação a Exu  – Dona Conceição // 02 – Pássaro Azul – Dona Conceição – feat Lia Mara 
 
4) PÂMELA AMARO – é atriz, cantora, musicista, arte-educadora e compositora porto-alegrense. Nos últimos anos, tem se destacado como uma das vozes do samba no estado do RS, principalmente, a partir das composições que abordam temas variados, sempre positivando narrativas acerca das mulheres negras. Ativista cultural, toca cavaquinho, percussão e tem longo caminho na cena teatral, com atuação também no cinema e em musicais.  Integrou grupos musicais formados por mulheres musicistas, destes o mais atual é o grupo Três Marias. Em 2020, lançou seu primeiro EP solo, Veneno do Café, apresentando sua veia no samba de partido alto.  No mesmo ano, a artista foi contemplada pela Natura Musical para realizar a produção do seu primeiro álbum, ‘Samba às Avessas’. Patrocinado pela Natura Musical e financiado pela Pró-Cultura e Governo do Estado do RS, o trabalho destaca a vertente autoral da artista, em sintonia com as narrativas do universo feminino, plural e complexo.  Músicas (álbum “Samba às Avessas” de 2022):  01 – Pedido a Osun  – Pâmela Amaro // 02 – Deixa que eu vou te contar – Pâmela Amaro  – feat Maíra Freitas e Yzalú 
 
5) IALODÊ  – Ialodê é a celebração em vida das principais vozes da música negra do estado do RS: Loma, Marietti Fialho, Nina Fola e Glau Barros. A partir do show realizado em 2021, foi gravado e lançado o álbum Ialodê. O show Ialodê parte da trajetória de vida e de arte de quatro artistas mulheres negras que, em diferentes contextos e perspectivas, compõem e propõem performances que carregam as experiências plurais dos saberes artísticos na música. Vida e arte, história e expressão, razão e emoção fundidas aos sabores do tempo. Corpo e pensamento se apresentam como vetores unificados da produção artística de Loma, Marietti, Glau e Nina. Diferentes gerações, processos e caminhos que se encruzilham neste espaço tempo chamado Ialodê: uma homenagem e reverência às Iabás, às mães, as detentoras dos saberes da continuidade.
Músicas:01 – Yalodê   (Ao Vivo)  – Domínio Público – intérpretes: Glau Barros, Loma, Marietti Fialho e Nina Fola // 02 – Brasil Quilombo (Ao Vivo) – Luis Mauro Vianna e Zé Caradípia – intérprete: Glau Barros // 03 – A Voz Suprema do Samba é a Liberdade  –  Edison Guerreiro – interpretada pelo Ialodê. A música celebra, a essência libertária do samba e sua força como instrumento de resistência. Um manifesto artístico em forma de música.
 
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O SUL EM CIMA 35 / 2025

 
DUCA LEINDECKER nasceu em Porto Alegre, em 1970. Iniciou sua carreira artística aos treze anos e, de lá para cá, construiu uma sólida trajetória como instrumentista, compositor, produtor artístico e escritor.
Sete anos após seu último álbum de inéditas, Duca Leindecker lança “Tudo que se Tem”, disco gravado durante o período em que o artista viveu nos Estados Unidos. O trabalho reúne dez faixas que transitam pela poesia e musicalidade que marcaram sua trajetória à frente da Cidadão Quem e no projeto Pouca Vogal. Inspirado pelo recente LP “Pedidos”, o novo álbum inaugura uma fase distinta da carreira de Duca. As canções combinam a delicadeza do violão de nylon com a força do rock, mesclando guitarras, pianos, percussões, cordas e arranjos que ampliam a sonoridade. Entre as surpresas está a participação de seu filho Guilherme Leindecker, que estreia como baixista e compositor em “Fogo”, faixa na qual divide os vocais com o pai. O disco também traz composições inéditas da parceria Gessinger & Leindecker, como “Calmo” e “De Volta pra Casa”. As gravações aconteceram no Mountainside Studio, em Charlottesville (Virgínia, EUA), com a mixagem assinada pelo próprio Duca em seu novo estúdio, construído especialmente para a finalização deste trabalho. “Tudo que se Tem” está disponível em vinil e em todas as plataformas digitais. O álbum foi lançado em 7 de outubro de 2025.
Músicas: 01 – CHÃO – Duca Leindecker // 02 – TUDO QUE SE TEM – Duca Leindecker // 03 – CALMO – Duca Leindecker e Humberto Gessinger  // 04 – FOGO – de Guilherme Leindecker – interpretação: Duca Leindecker e Guilherme Leindecker // 05 – NAS ONDAS DO TEMPO – Duca Leindecker // 06 – DE VOLTA PRA CASA – Duca Leindecker e Humberto Gessinger 
 
HUMBERTO GESSINGER – “Revendo O Que Nunca Foi Visto” é o novo álbum do cantor e compositor Humberto Gessinger. Depois de “Quatro Cantos de Um Mundo Redondo” (2023), gravado 100% em estúdio, ele quis registrar alguns momentos do show “Gessinger Acústico Engenheiros do Hawaii”, com o qual vem excursionando pelo Brasil. Além de versões ao vivo de alguns de seus sucessos como “Piano Bar”, “Toda Forma de Poder” e “O Papa é Pop” e outros, “Revendo o que Nunca Foi Visto” traz duas canções inéditas, “Sem Piada nem Textão” e “Paraibah”, uma parceria com Chico César, que além de ter composto com Gessinger, também participa da faixa. “Paraibah” foi gravada no Estúdio Atlantis, em Estocolmo, na Suécia e a voz de Chico Cesar no Estúdio Space Blues, em São Paulo. “Sem Piada Nem Textão” foi gravada no Estúdio Soma, em Porto Alegre e as músicas ao vivo no Tokio Marine Hall SP. A produção é de Humberto Gessinger com coprodução de Protásio Jr. “Revendo O Que Nunca Foi Visto” foi lançado em junho de 2025 em streaming, CD, LP e cassete pela gravadora Deck.As inéditas “Sem Piada Nem Textão” e “Paraibah” já foram lançadas como single.
Humberto Gessinger nasceu em Porto Alegre em dezembro de 1963. É cantor, compositor, multi-instrumentista e escritor.   É especialmente conhecido por ter fundado a banda Engenheiros do Hawaii, na qual tocou de 1985 até 2008, quando o grupo entrou em uma espécie de hiato por tempo indeterminado. Na sequência, participou do duo Pouca Vogal, ao lado de Duca Leindecker, projeto na qual participou de extensa turnê entre 2008 e 2012. Desde 2013, lança discos e faz shows como parte de sua carreira solo que começou em 1996, mas estava parada devido à carreira de seus grupos.
Músicas: 01 – SEM PIADA, NEM TEXTÃO – Humberto Gessinger // 02 – PARAIBAH – Chico César e Humberto Gessinger – feat Chico César // 03 – O PAPA É POP Ao vivo – Humberto Gessinger // 04 – TODA FORMA DE PODER  Ao Vivo –  Humberto Gessinger // 05 – PIANO BAR  Ao Vivo – Humberto Gessinger // 06 – ERA UM GAROTO QUE COMO EU AMAVA OS BEATLES E OS ROLLING STONES  Ao Vivo – Franco Migliacci, Mauro Lusini e Paulino Brancato Júnior 
 
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O SUL EM CIMA 34 / 2025

Daniela Mercuri de Almeida Verçosa, conhecida como Daniela Mercury,  nasceu em 28 de julho de 1965, em Salvador (BA). Cantora e compositora, ganhou diversos prêmios, nacionais e internacionais, entre eles, um Grammy Latino, seis Prêmios TIM de Música, entre muitos outros. Também se destacam cerca de  23 turnês internacionais. Aos 60 anos, Daniela Mercury continua a reforçar seu lugar como uma das vozes mais influentes da música brasileira. No dia 17 de Outubro de 2025, a cantora baiana lançou “Cirandaia”, novo álbum de estúdio que chega às plataformas digitais com participações de Alcione, Dona Onete, Zélia Duncan e Geraldo Azevedo. Mercury também traz colaborações com Davi Kopenawa e seu filho Gabriel, que além de cantar, atua como produtor em algumas faixas do álbum. O novo álbum, celebra os 40 anos de carreira da artista, e 40 anos do axé music. Cirandaia é, segundo a artista, uma convocação para uma “ciranda verdadeiramente democrática, de amor e de reconhecimento do que temos de bom neste país”. O disco mescla ritmos dançantes e melodias tradicionais do Nordeste com temas atuais, incluindo questões ambientais, amor e resistência política. O projeto se destaca por transformar pautas sociais em música acessível, mantendo a energia alegre e envolvente que marcou a carreira da artista. Daniela Mercury explica que o nome do álbum é uma combinação de ciranda com IA (inteligência artificial). “Uma ciranda de amigos, uma dança de amigos, que tem a ver com o terreiro e com tudo que eu faço, que é coletivo, da cultura popular brasileira e é nordestino”, afirmou. O título do álbum faz referência tanto à ideia de uma ciranda entre amigos quanto à Inteligência Artificial, trazendo à tona questões sobre o impacto dessa tecnologia na sociedade. “A gente quer que os nossos filhos aprendam a lidar com essas novas tecnologias, mas precisamos discutir quais são os critérios e as regulamentações necessárias”, destaca Mercury. Além da temática tecnológica, o projeto aborda questões ambientais. A artista demonstra sua preocupação com a proteção do clima e destaca sua participação em campanhas relacionadas ao licenciamento ambiental, evidenciando seu compromisso com causas socioambientais. Daniela trabalha com a mistura e fusão de vários ritmos e gêneros musicais, a inovação e a quebra de padrões – na música e na vida – sempre corajosa e revolucionária. Versátil, ela preza pela liberdade musical, unindo vários estilos, mas sempre exaltando a música baiana e as influências afro-brasileiras. Conhecida nacional e internacionalmente, Daniela Mercury é  uma das artistas brasileiras mais conhecidas e respeitadas fora do país.

Músicas (todas do álbum Cirandaia): 01 – QUEM VAI SEGURAR O CÉU? (Omama Në Xaraka Niama / Metade Finda, Metade Vinda / Filho da Amazônia) · de Daniela Mercury · Gabriel Mercury · Ehuana Yaira Yanomami · Davi Kopenawa Yanomami · Jeane Terra – Participação: Gabriel Mercury · Ehuana Yaira Yanomami · Davi Kopenawa Yanomami // 02 – DEUS TEM MAIS OCUPAÇÃO – Chico César –  participação:  Chico César // 03 – BICHO AMOR – Capinan, Geraldo Azevedo  – participação: Geraldo Azevedo // 04 – CIRANDAIA – Daniela Mercury, Gabriel Mercury e Juliano Valle // 05 – ANTES DE VOCÊ CHEGAR – Almério, Ceumar Coelho – participação: Zélia Duncan // 06 – SAUDADE DO MAR – Daniela Mercury, Gabriel Mercury e Juliano Valle // 07 – PRIMAVERA – José Miguel Wisnik // 08 – É TERREIRO – Vini Mendes – Participação: Alcione // 09 – CUTE LOVE BABY – Dona Onete – Participação: Dona Onete // 10 – TE DIGO BABY – Lucas Santtana  // 11 – MEU CORPO TREME – Daniela Mercury e Juliano Valle –  Participação: Rachel Reis // 12 – AXÉ SALVADOR – Daniela Mercury, Pierre Onassis, Aila Menezes, Gabriel Mercury, Juliano Valle, Edu Casanova, Topera, Filipe Escandurras, Malu Mercury – com Daniela Mercury, Tonho Matéria, Graça Onasilê, Claudya Costa, Chocolate e Jorge Garcia, Madah Gomes, Junior Black.   A faixa ganhou uma nova versão em estúdio com a participação dos cantores dos blocos afro da Bahia: Didá, Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy, Muzenza e Cortejo Afro. A canção é um hino vibrante à cultura afro-baiana e aos orixás.

Contato:

https://www.danielamercury.com.br/