O SUL EM CIMA 33 / 2025

CLARISSA FERREIRA – Violinista, etnomusicóloga, pesquisadora e compositora do Rio Grande do Sul. Bacharela em violino (UFPEL), mestra (UFRGS) e doutora (UNIRIO) em etnomusicologia, pós-graduanda em arteterapia e estudante de licenciatura em história. Possui diversos singles lançados, e em abril de 2024 lançou seu primeiro álbum autoral, LaVaca. Publicou, em 2022, seu primeiro livro Gauchismo Líquido: reflexões contemporâneas sobre a cultura do Rio Grande do Sul, pela Editora Coragem, que foi obra vencedora do Prêmio Reflexo Literário 2022 como Melhor Livro de Crônicas. Professora da graduação em música popular da Universidade Federal de Pelotas.
Clarissa Ferreira lançou seu primeiro álbum autoral, intitulado LaVaca. Participam do disco artistas como Vitor Ramil, a cantautora uruguaia Ana Prada, a paulista Rhaissa Bittar, a gaúcha radicada no Rio de Janeiro Nina Wirtti e Loma Pereira, representante da cultura afro-gaúcha que completou 50 anos de carreira em 2023. Clarissa surge na cena musical sul-americana como uma expoente da nova música gaúcha que repensa a história e recria a música do Rio Grande do Sul, através de uma perspectiva feminista e contemporânea. Este trabalho musical busca proporcionar aos ouvintes uma experiência imersiva e reflexiva, que questione as estruturas patriarcais e a exploração do meio ambiente através da cultura gaúcha. Clarissa Ferreira traz novas perspectivas sobre a construção identitária e cultural do Rio Grande do  Sul, estimulando um olhar crítico e consciente sobre as causas sociais e o bioma pampa.
Músicas: 01- A Vaca  – (Clarissa Ferreira/ Mario Quintana) part. Marília Kosby // 02 –  Flor Extinta – (Clarissa Ferreira/ Neuro Júnior) // 03 – Abuelita   (Clarissa Ferreira) part. Nina Wirtti // 04 – Pampa (Clarissa Ferreira/ Lucas Ramos) part. Vitor Ramil // 05 – Flor de Pedra  (Clarissa Ferreira/ Su Paz) part. Loma Pereira
 
ZÉ RODOVALHO – O professor, compositor e músico Zé Rodovalho nasceu na capital paulista em 1980. De uma família bastante musical, tomou gosto pela arte logo cedo, e começou a enveredar pelos caminhos da Música. Aos 11 anos fez algumas poucas aulas de violão, e daí em diante, foi se desenvolvendo de maneira autodidata. Aos 14 anos começou a escrever os primeiros poemas e letras, e pouco depois, passou a arriscar as primeiras melodias. Formou-se na faculdade de Letras e já adulto, começou a tocar na noite e nos bares. Em 2011, lançou o álbum ‘Vou te Levar Para Pasárgada’. O álbum mostra uma fase lírica, com fortes influências das músicas que circundavam a juventude do músico, porém de uma forma rica, valorizando a vastidão da Música Popular Brasileira. Zé Rodovalho vem se apresentando em teatros, casas de cultura e conservatórios por muitos cantos do Brasil, além de, frequentemente, participar de Festivais da Canção, dos quais saiu com alguns prêmios. Rodovalho também compõe trilhas para Teatro, jingles e propagandas. Em 2024, Zé Rodovalho lança o álbum Um Pouco do Que Restou, no qual traz uma pequena amostra do muito que produziu desde o último disco. Com parcerias com nomes importantes como Dani Lasalvia, Paulo Padilha, Zé Alexandre, Felipe Bedetti, Rodovalho praticamente monta um quebra-cabeça, fazendo um álbum multiforme, como é de fato sua obra. 
Músicas do pgm: 01 – Quadro  – Zé Rodovalho – do álbum Vou Te Levar Para Pasárgada // 02 – Será?  – Zé Rodovalho – do álbum Vou Te Levar para Pasárgada de 2011 // 03 – Entre a Distância e a Saudade  – Zé Rodovalho e Felipe Bedetti – feat Felipe Bedetti (músicas 3,4,5 e 6 do álbum Um Pouco do que Restou de 2024) // 04 – Lenga-Lenga – Zé Rodovalho e Paulo Padilha // 05 – Dança  – Zé Rodovalho – feat Mônica Albuquerque  // 06 – Guernica  – Zé Rodovalho e  Daniela Lasalvia – feat Daniela Lasalvia e Grupo Tarumã 

O SUL EM CIMA 32 / 2025

NINA NICOLAIEWSKY nasceu no RJ em 1993 e vive as artes desde sempre. Filha da atriz Márcia do Canto e do cantor e compositor Nico Nicolaiewsky (1957-2014), acompanhou de perto os trabalhos dos pais desde a infância. Em Porto Alegre, estudou música no Projeto Prelúdio. Aos sete anos, já participava de um grupo de canto coral e de uma orquestra infantil, tendo aulas de flauta e violão. Nina é cantora e compositora e já tocou em vários grupos musicais diferentes. A música entrou em sua  vida desde muito cedo, mas só em 2019 começou a compor. Nesse ano, foi selecionada para participar da residência artística do Projeto Concha, uma iniciativa voltada para mulheres compositoras. No ano seguinte, em 2020, ganhou uma bolsa de estudos e foi para a Espanha fazer um mestrado em performance na Berklee College of Music. Em 2021, Nina lançou “Receita de Casa”, seu primeiro EP, com canções autorais e que ela gravou com seus colegas do curso, na Espanha. Em 2022, escreveu um álbum em parceria com a Banda Magda (NY), que foi gravado com os integrantes da banda Snarky Puppy, renomado grupo de jazz norte-americano, e em 2023 escreveu uma parceria com o violonista Sérgio Assad. 
Nina apresentou-se em diversos palcos em Porto Alegre, no Blue Note São Paulo, no Theatro Alberto Maranhão, em Natal, no Festival de Teatro de Curitiba, na Sala Clamores, em Madrid, e no Winnipeg Jazz Festival, no Canadá. Nina está lançando o EP Arrisco Dizer que traz três composições de Nina – CafunéTudo Bem Nem Tudo, as duas primeiras, em parceria com Guilherme Becker, a última, com Rita Zart – e a faixa Você Me Vira a Cabeça, imortalizada na voz de Alcione, costuradas pelas cordas de Clarissa Ferreira e Miriã Farias (violinos), Gabriela Vilanova (viola) e Luyra Dutra (violoncelo), que formam a Sucinta Orquestra.
Músicas: 01 – Pode Ser  – Nina Nicolaiewsky – do EP Receita de Casa (2021) // 02 – Vejo Passar  – Nina Nicolaiewsky  (single) – 2022 // 03 – Cafuné – Nina Nicolaiewsky e Guilherme Becker -// 04 – Tudo Bem – Nina Nicolaiewsky e Guilherme Becker // 05 – Nem Tudo  – Nina Nicolaiewsky e Rita Zart  // 06 – Você me vira a cabeça – Paulo Sérgio Valle · Chico Roque – Músicas 03,04,05 e 06 do novo EP ‘Arrisco Dizer’ gravado ao lado da Sucinta Orquestra 
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PEDRO IACO  aborda temas como vida, morte e renascimento em novo disco ‘Sangria’. Sangria é um grito de liberdade em sua mais plena amplitude. Conjunção de músicos de diversas nacionalidades, a obra cria novos horizontes com produção e arranjos de Elodie Bouny.  A catarse emocional reúne elementos da música erudita, experimental e popular, com instrumentos diversos como o cravo, a harpa e o quarteto de cordas. Corais explosivos se transformam em paz com canções e temas instrumentais: o álbum conta com  André Mehmari, Duo Siqueira Lima (Cecília Siqueira e Fernando de Lima), Ensemble SP, Erika Ribeiro, Guegué Medeiros, Hansi Kürsch, Liuba Klevtsova, Luísa Lacerda, Marcus Siepen, Mû Mbana, Paloma Pitaya e Thiago Lamattina. A magia de Sangria é uma travessia entre corpo e alma que nos conecta ao existir, com a delicadeza furiosa do maior mistério que nos cerca – a própria vida.
Cantor, compositor e artista visual brasileiro, Pedro Iaco dedica-se a expansão da voz como instrumento na música brasileira e além. Pedro tem uma formação clássica, que passa pela Inglaterra a Nova York, e chega às orquestras, sopros e trompetes, trabalhando ao lado de grandes nomes, como Bobby McFerrin. Na hora de construir Sangria (2025), e suas produções anteriores: Rio Escuro (2017) e Pedro Iaco (2019), ele manteve essa sonoridade em mente. Seu próprio nome artístico, Iaco, foi escolhido pelo violonista Guinga e faz referência a mitologia grega, especificamente ao deus Dionísio, uma das divindades mais populares da Grécia Antiga. Muitas faixas falam sobre a pandemia e transmitem, seja pela letra ou somente pela melodia, a incerteza de um período.
“Enquanto eu canto e toco, muitas vezes sinto e percebo cores dentro de mim. E essa aquarela sensorial acaba sendo uma guia, que me ajuda a entender por onde ir: onde clarear, onde escurecer, mais ou menos vermelho, azul ou amarelo. É como se pra mim a voz fosse um pincel e a música uma verdadeira pintura”, diz Pedro Iaco.
‘E eis que ele soa ainda mais audacioso. Suas composições mais libertas e arrojadas na engenhosidade que o ilumina. Desde os ótimos arranjos de Elodie Bouny, com instrumentações feitas na medida para complementar os delírios poéticos de Iaco, tudo nos permite viajar por entre sua voz encantada. E como é bom ver que um jovem cantautor evoluiu de uma forma tão categórica que o seu tempo deixou de ser apenas Sol ou Lua para ser, simplesmente, presente’ (Aquiles Rique Reis) 
Músicas (todas do álbum Sangria): 01 – Sangria  – Pedro Iaco // 02 – Vênus  – Pedro Iaco – Participação Luisa Lacerda e Liuba Klevtsova // 03 – Deus Sol – Pedro Iaco  – Participação Ensemble SP // 04 – Moonvow (The Wind Blows) – Pedro Iaco – Participação: Hansi Kürsch / Marcus Siepen –  ambos da banda alemã de metal Blind Guardian // 05 – Galope em Pé de Vento – Pedro Iaco – Participação Guegué Medeiros e Ensemble SP // 06 – O Voo do Espírito Livre  – Pedro Iaco – Participação André Mehmari
 
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O SUL EM CIMA 31 / 2025

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu  em 17 de outubro de 1847. Seu pai era o militar José Basileu Neves Gonzaga e a mãe Rosa, filha de uma escrava. Foi educada para os ofícios do lar, ser uma dama da sociedade e aprendeu sozinha a tocar piano. Se consagrou como Chiquinha Gonzaga, musicista talentosa que contribuiu para a gênese da música brasileira.
Por imposição do pai, casou-se com o empresário Jacinto Ribeiro do Amaral quando tinha 16 anos. A união durou dois anos e, aos 18, Chiquinha Gonzaga vai viver com o engenheiro João Batista de Carvalho. A vida amorosa da pianista foi marcada por escândalos para a época, porque divorciou-se também do segundo marido, que a traiu. A família não lhe deu apoio e Chiquinha voltava-se, cada vez mais, para a música, após perder a guarda dos filhos. A partir de 1877, passou a fazer da música uma profissão, condição ainda inédita para a figura feminina no Brasil. Sua estreia como compositora se deu com a polca ‘Atraente’. Mantinha-se como professora em casas particulares e pianista no conjunto do flautista Joaquim Callado. Passou a aperfeiçoar sua técnica com o pianista português Artur Napoleão, também seu editor, e a tentar escrever partituras para o teatro musicado.
Mulher e mestiça, enfrentou todos os preconceitos da sociedade patriarcal e escravista para se firmar como pianista, compositora, regente e, por fim, líder de classe em defesa dos direitos autorais. Sua obra é estimada em trezentas composições, incluindo partituras para dezenas de peças teatrais. Precursora em várias frentes, Chiquinha foi a primeira mulher a compor para o teatro nacional. A consagração com a música chega na virada do século, com a marchinha “Ó Abre Alas”. A canção foi repetida na passagem do século XIX para o século XX e é mantida no repertório carnavalesco até os dias atuais.
Quando chega aos 52 anos, mais um português marca a vida de Chiquinha. João Batista Fernandes Lage tinha 16 anos quando se envolveu com a brasileira. Ele ainda adotou o sobrenome dela e passou a assinar João Batista Gonzaga. Foi o companheiro que a ajudou na organização da “Sociedade Brasileira de Autores Teatrais”. A organização ajudou a proteger os direitos autorais da artista.
No Rio de Janeiro do final do século XIX, quando inexistia qualquer forma de registro sonoro e o carioca fazia do assobio um verdadeiro instrumento de divulgação musical, o teatro musicado foi um fenômeno de grande popularidade. Para uma jovem pianista, professora e compositora, escrever partitura para o teatro significava prestígio, fama e renda. Autora de polcas, tangos e valsas de sucesso desde que estreara, em 1877, Chiquinha Gonzaga desenvolveu atividade intensa como compositora de partituras para os palcos populares a partir da década de 1880. Musicou, integral ou parcialmente, peças do gênero opereta, comédia, burleta, revista cômica, revista do ano, drama, zarzuela, ópera cômica, peça fantástica, drama lírico, peça de costumes, etc. 
Seus parceiros libretistas vão desde Palhares Ribeiro, estreante como ela em 1885, a nomes destacados no meio teatral, jornalístico e literário como Raul Pederneiras, Luiz Peixoto, João Phoca, Carlos Bettencourt, o Assombro; e mais Filinto de Almeida, Osório Duque Estrada, Valentim Magalhães e Viriato Corrêa, estes membros da Academia Brasileira de Letras. 
O CD ‘Chiquinha em Revista’ lançado originalmente em CD pelo Selo Sesc em 2009,  traz um repertório praticamente desconhecido de obras da pianista, maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga. Composto de canções para o teatro de revista e composições instrumentais que transitam por diversos gêneros, o trabalho propõe um olhar contemporâneo para obras da compositora. Este CD foi idealizado pelos músicos, compositores e arranjadores Gilberto Assis e Ana Fridman. O disco apresenta 13 canções de Chiquinha Gonzaga com participação de Ná Ozzetti, Vange Milliet, Suzana Salles, Carlos Careqa e Rita Maria. O álbum “Chiquinha em Revista” chega aos streamings de música após 15 anos do lançamento em CD.
Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica. Personalidade exuberante, ela foi dos compositores brasileiros a que trabalhou com maior intensidade a transição entre a música estrangeira e a nacional. Com isso, abriu o caminho e ajudou a definir os rumos da música propriamente brasileira, que se consolidaria nas primeiras décadas do século XX. Atravessou a velhice ao lado de João Batista Fernandes Lage, carinhosamente chamado de Joãozinho, e a quem se agradece a preservação do seu legado musical.  Chiquinha Gonzaga morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de fevereiro de 1935.  A importância de Chiquinha Gonzaga para a música nacional foi reconhecida também por lei. A partir de 2012, na data do nascimento da artista, 17 de outubro, passou a ser comemorado o “Dia da Música Popular Brasileira”.
Músicas do pgm: 01 – Pudesse essa Paixão // 02 – Falena // 03 – Cubanita //  04 – Abre Alas – álbum Chiquinha Gonzaga de Maria Teresa Madeira – Arr. Marcus Viana // 05 – Cananéa  // 06 – Lua Branca // 07 – Atraente – músicas 5, 6 e  7 –  álbum Chiquinha Gonzaga de Maria Teresa Madeira e Marcus Viana que interpretam arranjos para piano e violino de músicas da compositora Chiquinha Gonzaga // 08 – Passos no Choro – part Ana Fridman // 09 – Fogo Foguinho – Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa – part Rita Maria // 10 – Sou Morena – Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa – part Vange Milliet // 11 – A Chinelinha do Meu Amor – Chiquinha Gonzaga e Viriato Corrêa – part Suzana Salles // 12 – Tava Assim de Português – Chiquinha Gonzaga e Marques Pôrto  – part Carlos Careqa // 13 – Itararé – part Ana Fridman // 14 – Corta- Jaca – Chiquinha Gonzaga e Machado Careca – part Ná Ozzetti – Músicas 8,9,10,11, 12, 13 e 14 do álbum Chiquinha em Revista 
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Para saber mais sobre Chiquinha Gonzaga: https://chiquinhagonzaga.com/wp/

O SUL EM CIMA 30 / 2025

DIEGO GUERRO – Diego Guerro é acordeonista, compositor, produtor e arranjador, com dedicação à música instrumental. Nascido em Pato Branco (PR) em 1985, seu interesse pelo acordeon surgiu na infância. Aos 15 anos o acordeon já tinha virado profissão: dava aulas e tocava à noite. Aos 16, assumiu a regência da Orquestra Sanfônica de Pato Branco, pioneira no Brasil ao apresentar a divisão de naipes para uma orquestra de acordeons. Neste posto, ganhou grande reconhecimento nacional e internacionalmente, sendo convidado para participar de festivais como o Recanati Art Festival, na Itália e o Festival Nacional de la Música del Litoral, na Argentina. 
Em Afon, novo álbum de Diego Guerro, o cancioneiro infantil brasileiro é transportado para um universo sonoro em que a inocência das melodias que embalaram gerações encontram novos caminhos harmônicos. No trabalho, música erudita e ritmos brasileiros se entrelaçam, criando um espaço de encantamento para crianças e adultos. O álbum apresenta releituras instrumentais de clássicos infantis imersos com arranjos orquestrais. Para dar vida a essa fusão entre o tradicional e o contemporâneo, o disco conta com a participação da renomada Saint Petersburg Recording Orchestra, da Rússia.  Uma viagem afetiva, Afon é fruto da vivência da paternidade e nasce do olhar de Diego Guerro sobre a música infantil. “Ao ser pai de dois filhos, percebi que existe evidente preocupação com a educação, a alimentação e os brinquedos das crianças, mas com a música, elemento fundamental na formação infantil, não. A qualidade musical de muitas coisas que são oferecidas para as crianças fica em segundo plano”, comentaAssim, surgiu o desejo de oferecer uma experiência sonora que respeitasse a inteligência e a imaginação da infância, mas que também despertasse o interesse dos adultos.
O disco é resultado  da parceria com o produtor Maycon Ananias, que também colabora tocando cravo. Além da Saint Petersburg Recording Orchestra, o trabalho conta com participações da cantora Vanessa Moreno e do pianista Davi Sartori. 
Músicas do pgm: 01 – Peixe Vivo // 02 – Afon  – autoria: Diego Guerro  – a faixa-título, foi composta por Diego Guerro em homenagem ao filho Miguel, que chamava o acordeon de “afon” ao imitar o “fon fon fon” da sanfona. A música carrega um ritmo ternário típico do chamamé, que transita pelo sul do Brasil e Argentina, em especial a região de Corrientes // 03 – Peixinhos do Mar / Marinheiro Só // 04 – Balaio – feat Vanessa Moreno // 05 – Se Essa Rua Fosse Minha – feat Davi Sartori  // 06 – Caranguejo // 07 – Ciranda Cirandinha – A faixa tem participação especial de Miguel, filho de Diego, declamando um poema de Cecília Meireles // 08 – Cai Cai Balão  // 09 – O Cravo Brigou com a Rosa – feat Maycon Ananias 
 
KLEITON & KLEDIR –  PAR OU ÍMPAR AO VIVO – Depois de vários anos fazendo sucesso entre os adultos, Kleiton & Kledir resolveram fazer música para as crianças e lançaram em 2011, pela Biscoito Fino, o CD “Par ou Ímpar”, recebido com muitos elogios e indicado a Melhor Disco Infantil do Ano, no Prêmio da Música Brasileira. Entusiasmados com o reconhecimento unânime de público e críticaK&K se uniram ao Grupo Tholl e montaram um espetáculo exuberante, de pura magia e diversão, carregado de personagens exóticos.   As músicas do projeto Par ou Ímpar Ao Vivo, são registros do show de Kleiton & Kledir com o excelente Grupo Tholl e que teve direção de João Bachilli, responsável por criações que abrilhantam mais ainda as ótimas canções e tornam o espetáculo mágico e inesquecível!!
O registro foi feito no Teatro Bourbon Country em maio de 2012 e gerou o CD/DVD lançado em novembro do mesmo ano. O show foi criado a partir do disco infantil de mesmo nome lançado em 2011 pela Biscoito Fino, com músicas inspiradas no universo infantil cheio de fantasia e imaginação. O projeto Par ou Ímpar teve direção do DVD de Pena Cabreira e Cláudio Fagundes, a direção do espetáculo de João Bachilli e direção e produção musical de Kleiton e Kledir. O trabalho recebeu os Prêmios de Melhor Álbum Infantil na 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira e Prêmio Açorianos de Música de 2012.  Músicas do pgm: 01- Maria Fumaça – rumo à Estação de Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 02 – Formiga Atômica – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 03 – Bicho Gente – Kleiton Ramil // 04 – Planeta Poft – Pery Souza e Ricardo Silvestrin // 05- Par ou Ímpar – Kleiton Ramil e Kledir Ramil // 06 – A Bruxa – Kleiton Ramil // 07 – Trova do Guri e da Guria – Kleiton Ramil e Kledir Ramil – participação especial de Fabiana Karla // 08 – Pé de Pilão – Vitor Ramil e Kledir Ramil –  inspirada na obra de Mário Quintana 
 
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O SUL EM CIMA 29 / 2025

1) DALMO MEDEIROS está lançando o primeiro single do Projeto ‘Estava Escrito nas Estrelas’. O projeto será lançado em breve pelo selo Mills Records, com produção musical de Paulo Brandão e Dalmo Medeiros. Direção musical de Paulo Brandão, Dalmo Medeiros, Paulo Malaguti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. 
Música: 01 – A Festa da Firma  – Dalmo Medeiros – Um samba de humor, que já fez parte do repertório de shows do MPB4. Arranjos, piano e violões de  Paulo Malaguti Pauleira, trombone de Everson Moraes, cavaquinho e programação de percussões de Max Jr, Baixo de Paulo Brandão. Participação especial do MPB4 
 
2) ROBERTO RIBERTI – O novo e surpreendente álbum “Estrela é o samba”,  traz Roberto Riberti de volta, como um bem guardado segredo de São Paulo. O compositor apresenta, depois de um hiato de 38 anos, sambas em parceria com grandes nomes do gênero, como Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e Paulo Vanzolini, gravados entre 2012 e 2023. Entre 1977 e 1986, Riberti lançou quatro discos, foi gravado por gente como MPB4, Elza Soares, Beth Carvalho, Quarteto em Cy, entre outros. Cria do Brás, bairro da cidade de São Paulo (SP) onde nasceu em  outubro de 1951, Riberti gravou quatro álbuns – Roberto Riberti (1977), Cenas (1979), Riberti (1982) e Tateando a cidade (1986) – antes de se afastar do mercado fonográfico, mas não do ofício de compositor. Nos últimos anos foi aos poucos gravando um álbum de seus sambas, o primeiro só de sambas, recheado de participações especiais de velhos ídolos e parceiros (muitos dos quais foram nos deixando). “Estrela é o samba” é, na verdade, uma procura do samba feita por Riberti dentro de sua obra e por sua cidade, São Paulo. Como ele mesmo diz: “No Rio, o samba é cultuado em seus redutos, é mais fácil de achar; em São Paulo ele se dilui pela cidade imensa”.
Músicas: 01 – Túmulo do Samba  – Roberto Riberti   – part.  Germano Mathias // 02 – Todo Mundo me Diz  – Roberto Riberti e Paulo Vanzolini – com participação vocal do MPB4, com arranjo de Magro, que nos deixou em 2012. Feito sobre letra escrita nos anos 1940 e confiada a Riberti pelo próprio Vanzolini // 03 -Euforia  – Nelson Cavaquinho, Eduardo Gudin e Roberto Riberti // 04 – Estrela   – Elton Medeiros, Eduardo Gudin e Roberto Riberti – part. Elton Medeiros
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3)ANTONIO ADOLFO – No álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful‘, que saiu em todas as plataformas digitais em julho de 2025, o pianista, arranjador e compositor Antonio Adolfo faz um apanhado do Carnaval e suas várias épocas, mixando o gênero com jazz, ijexá, bossa, marcha, samba e outros. A capa do álbum traz desenho do artista Elifas Andreato (1946-2022) e foi feita por seu filho Bento Andreato.
Antonio Adolfo define seu novo álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful’: “Faço um resgate de lindas melodias dos Carnavais de várias épocas no século XX, no Brasil, trazendo-as para o meu universo musical, que combina tudo isso com sabor jazzístico (improvisações e harmonias modernas). Esse universo engloba Choro, Clássico, Bossa Nova, música da Bahia, interior de Minas, Estado do Rio, Pop, Jazz e outros”.
Antonio tem a capacidade de unir em torno de si o que há de melhor na cena instrumental. Assim, além de seu piano, participam os músicos: Lula Galvão (guitarra), Jorge Helder (baixo acústico), Rafael Barata (bateria e percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn),  Idriss Boudrioua   (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone) e André Siqueira (percussão). 
Antonio Adolfo iniciou os estudos de música quando criança. Em 1963 criou o Trio 3D, que acompanhou diversos artistas, entre eles, Wilson Simonal, Carlos Lyra,  Elis Regina e  Claudette Soares. Atuou tanto em festivais como em trilhas de novelas, obtendo sucesso com ‘Sá Marina’ e ‘Teletema’, entre outras, em parceria com Tibério Gaspar. Vive entre Brasil e Exterior desde os anos 1970. Além de trabalhar com alguns nomes icônicos da MPB, Adolfo também é educador, ensinando música em todo o mundo. Em 1985, criou no Rio de Janeiro, o Centro Musical Antonio Adolfo.
Músicas: 01 –  Vassourinhas – Matias da Rocha e Joana Ramos // 02 – Oba (O Bafo da Onça)  –  Osvaldo Nunes // 03 – As Pastorinhas  – Braguinha e Noel Rosa // 04 – A Lua é dos Namorados  – Klecius Caldas, Armando Cavalcanti e Brasinha  // 05 – Vai Passar -Francis Hime e Chico Buarque 
 
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