O SUL EM CIMA 11 / 2025

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Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar o trabalho de FRANCIS HIME
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FRANCIS HIME 
Chega às plataformas de streaming “Não navego pra chegar”, novo álbum de Francis Hime. O projeto reúne apenas canções inéditas, além de convidados especialíssimos, entre parceiros, intérpretes e músicos. Participam das faixas as cantoras Simone, Zélia Duncan, Leila Pinheiro, Olívia Hime e Mônica Salmaso, e ainda Ivan Lins, Lenine, Dori Caymmi, Zé Renato e Quarteto Maogani. 
Com 60 anos de carreira, Francis Hime  completou 85 de vida durante a gravação do álbum (em 31 de agosto de 2024), uma comemoração cercada de colaboradores dos quais o compositor é fã inconteste. “A linha musical deste disco remete a outros trabalhos meus, como o ‘Essas Parcerias’, de 1984, e aos volumes 1 e 2 do ‘Álbum Musical’, com a particularidade de termos aqui apenas músicas inéditas”, pontua Hime.
Dois parceiros chamam atenção no álbum: Ziraldo (1932/2024) e Bráulio Pedroso (1931/1990). Com o cartunista, escritor e jornalista, Francis fez a canção “Infinita” para a peça teatral “Belas Figuras’”, que nunca havia sido gravada. “Bráulio Pedroso é outro parceiro cuja canção, ‘Tempo Breve’, estava aguardando, há anos, pela incrível interpretação de Zélia Duncan, conta. Zélia, por sinal, também é parceira de Francis na música “Chuva”.
“Não Navego pra chegar” é fruto de um trabalho coletivo, a começar pelas próprias composições. “A parceria musical na melodia foi uma experiência nova e estimulante. A partir da ideia inicial do meu parceiro compositor, eu segui compondo a sequência. Assim eu fiz com Ivan Lins em “Imaginada”, com Maurício Carrilho em “Não navego pra chegar”, e com Zé Renato em “Imensidão”.  É muito interessante o quebra-cabeça de manter a unidade da música a partir da proposta inicial da composição. Por sinal, as três com letras de Olívia (Hime), cada vez mais craque nesse ofício”, detalha Francis Hime sobre o processo de criação da nova safra. Olívia Hime assina ainda as letras de “Samba pra Martinho” (com Geraldo Carneiro) e “Imaginada” (com Ivan Lins). 
Músicas: 01 – IMAGINADA – Francis Hime, Ivan Lins e Olívia Hime – part Ivan Lins // 02 – CHUVA – Francis Hime e Zélia Duncan – com Francis Hime // 03 – SAMBA PRA MARTINHO – Francis Hime, Geraldo Carneiro e Olívia Hime – part Simone // 04 – NÃO NAVEGO PRA CHEGAR – Maurício Carrilho, Francis Hime e Olívia Hime – part Mônica Salmaso // 05 – UM RIO – Francis Hime e Olívia Hime –  part Dori Caymmi e Olívia Hime  // 06 – TEMPO BREVE – Francis Hime e Braúlio Pedroso – Part Zélia Duncan // 07 – IMENSIDÃO – Francis Hime, Zé Renato e Olívia Hime – part Zé Renato // 08 –  SHAKESPEAREANA – Francis Hime e Geraldo Carneiro – part Quarteto Maogani   //  09 – TOMARA QUE CAIA – Francis Hime e Moraes Moreira – part Leila Pinheiro // 10 – CHULA CHULA – Francis Hime e Geraldo Carneiro – part Lenine // 11 – INFINITA – Francis Hime e Ziraldo – part Olívia Hime 
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O SUL EM CIMA 10 / 2025

O SUL EM CIMA 10_2025_André e Ghadyego

Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar os trabalhos de André Mastro e Ghadyego Carraro
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ANDRÉ MASTRO – O cantor André Mastro apresenta um recorte da obra de Fátima Guedes, traçando um instigante aspecto da carreira de mais de 40 anos da compositora carioca. Um sucesso corroborado por outras tantas vozes, de gêneros diversificados, que gravaram suas músicas: Emílio Santiago, Maria Bethânia, Wanderléa, Elis Regina, Mercedes Sosa, Ney Matogrosso, Jane Duboc, Isabella Taviani, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Nana Caymmi, Alaide Costa etc.
O projeto chama-se A Feminina Canção de Fátima Guedes, todo dedicado à obra da compositora. O cantor preferiu dar margem ao repertório de Fátima menos popular, o chamado “lado B”. Para cada uma das músicas disponibilizadas nas plataformas, há um vídeo no Youtube. Os arranjos tem como base a sonoridade acústica, assim como formações instrumentais camerísticas. André Mastro conta com participações de músicos como Toninho Ferragutti, Thiago do Espírito Santo, Daniel Grajew, Marcos Paiva e muitos outros grandes músicos. Está nos planos do cantor, o lançamento de todas as faixas em CD Físico, ainda em 2026.  André tem um CD lançado, intitulado Sem Descanso, que contou com participações do violonista Ulisses Rocha, do sanfoneiro Toninho Ferragutti, do clarinetista Nailor Proveta etc.
Músicas 01 à 05 (de Fátima Guedes): 01 – Saia Rodada // 02 – Celeste // 03 – No Fim da Casa // 04 – Minha Nossa Senhora  // 05 – Natureza Morta  // 06 – As Rosas não falam – Cartola – do álbum “Sem Descanso” 
 
GHADYEGO CARRARO – O álbum intitulado Anhum do contrabaixista, compositor, professor e pesquisador Ghadyego Carraro chegou em 22 de novembro de 2024 às plataformas. O mesmo conta com a participação de muitos músicos de primeira linha como do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, do jovem e virtuoso acordeonista português João Barradas e do bandolinista brasiliense Victor Angeleas, além de um time de peso da cena musical instrumental. O álbum faz uma homenagem aos povos originários das Américas propondo diferentes sonoridades influenciadas pelas vivências do artista em diferentes ambientes e locais. Estilisticamente é um álbum que se concentra no diálogo entre o jazz contemporâneo e a música brasileira e sul-americana. 
Ghadyego Carraro é natural de Passo Fundo/RS. Possui Graduação em Música pela Universidade de Passo Fundo (UPF), Rio Grande do Sul; Mestrado em contrabaixo acústico pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Doutorado em História com ênfase em música sul-americana pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Seu trabalho também inclui arranjos e composições para grupos de câmara, além de formações instrumentais com ênfase na Música Popular Brasileira, Jazz e música sul-americana (Rio Grande do Sul-Uruguai-Argentina). 
ANHUM – “A palavra Anhum segundo a mitologia tupi-guarani significa Deus da música, o responsável por tocar o sacro Taré, instrumento que antecipa a chegada dos deuses. Segundo a lenda, Anhum neto de Tupã em uma de suas visitas à Terra percebeu que os povos faziam suas celebrações em silêncio e por conta disso resolveu ensinar à música a humanidade. Tupã ao saber disso se alegrou e nomeou Anhum como Deus da música.”
 
A seguir trecho do O Jazz Ameríndio de Ghadyego Carraro – crítica do álbum Anhum por Juarez Fonseca:
Criado em homenagem aos povos originários das Américas, Anhum, sexto álbum de Ghadyego Carraro, reafirma a dimensão internacional de seu trabalho. O artista passo-fundense é hoje, sem favor, um dos principais compositores, arranjadores e contrabaixistas da música instrumental brasileira. Basta uma só audição atenta do novo disco, primoroso da primeira à última faixa, para se saber disso. Mesmo que o espírito jazzístico esteja sempre presente, o leque de Ghadyego é amplo – ainda mais neste especialmente inspirado Anhum; “Para minha tese de doutorado na Universidade de Passo Fundo pesquisei muito as sonoridades fronteiriças, as influências das culturas indígenas, africana e europeia”, diz ele. “Temos essa tríade nas Américas, é sempre presente, um pouco mais uma, um pouco mais outra. Impressionante como é neglicenciada a cultura indígena, onde estão muitas de nossas matrizes rítmicas – não tenho como pensar em chacarera sem pensar na herança indígena. Mas concentrei muito na questão platina, Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Fronteira aqui é unidade, não divisão”, sublinha. 
Músicas (autoria de Ghadyego Carraro) : 01 – Brasiliana // 02 – Chacarera Ameríndia- part Arismar do Espírito Santo // 03 – Lua Negra // 04 – Recanati 
 
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O SUL EM CIMA 09 / 2025

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Nessa edição de O Sul em Cima, vamos mostrar o trabalho do cantor e compositor Érico Moura.
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ÉRICO MOURA  foi o único brasileiro a representar o país no evento (The Global Music Festival 24:1900), que ocorreu em 21 de  dezembro passado, às 19h de cada fuso horário, reunindo 24 artistas independentes de 24 fusos horários do planeta em 24 horas ininterruptas de música. Idealizado pelos britânicos Mark Gee e Mike Young, o 24:1900 nasceu para dar visibilidade às bandas, revelações e nomes consagrados da música indie em todo o mundo, como alternativa às plataformas tradicionais de streaming. O DVD, que chegou às plataformas de streaming no dia 29 de abril, é composto por doze canções dos álbuns “AMARÉ” (2019) e “Tudo é Processo” (2021) e os singles “Arregaça”, “Gota D’Água”, “Cerveja com Diabo” e “Oração (pelo menos dois)”.  No dia 1ª de maio, Érico Moura subiu ao palco do Espaço 373 em Porto Alegre/RS, para apresentar as músicas do DVD durante o The Global Music Festival. O show contou com a banda que acompanhou o artista no festival: Gian Becker (trompete, contrabaixo e backing vocal), Lorenzo Flach (guitarra), Luciano Granja (guitarra e violão) e Bruno Neves (bateria). 

Nascido na capital gaúcha em 1977, Érico Moura sempre dividiu a carreira artística com a vida médica. No colégio, em 1994, iniciou sua carreira musical cantando no Coro do Projeto Prelúdio (UFRGS), passando também pelo Coro dos Contrários, entre 1999 e 2000, quando formou a banda Universo Colorido com Marcelo Fruet, e juntos produziram um EP. Em 2007, lançou seu disco de estréia, C.O.L.E.T.Â.N.E.A , mas em seguida teve que se afastar temporariamente da carreira artística para se dedicar à residência em Psiquiatria até que, em 2014, percebeu que não conseguiria viver sem música. Desde então, não parou mais de compor e tem uma intensa produção, parte dela já incluída no elogiado disco AMARÉ, de 2019 e no álbum Tudo é processo (2021).

Em 2024, Érico Moura foi o único brasileiro a se apresentar no festival global 24:1900, consolidando sua projeção fora do país. O portal uruguaio Cooltivarte o citou como um representante do templadismo, movimento que equilibra tradição e inovação na música. Em sua discografia, constam parcerias com Paola Kirst, Carlinhos Carneiro, Rafael Malenotti, Jr Tóstoi, Akeem e Bibiana Petek, além de um álbum ao vivo gravado em duo com Gian Becker. Sua sonoridade singular, aliada a uma interpretação intensa, faz dele um dos nomes mais autênticos da nova cena brasileira. Paralelamente à música, Érico atua como psiquiatra e psicoterapeuta, com doutorado pela UFRGS. Atualmente, trabalha em seu consultório particular e está em pré-produção de seu próximo álbum.

Músicas: 1. Eu sendo eu (being me) – Érico Moura // 2. Cerveja com Diabo – Érico Moura // 3. Calma – Érico Moura, Gian Becker e Ricardo Barpp // 4. Vou te levar comigo – Érico Moura // 5. Gota D’Água – Érico Moura // 6. A brisa e a maré – Érico Moura e Sérgio Furtado // 7. Tantas coisas – Érico Moura // 8. Mais de mil – Érico Moura, Sérgio Furtado e Daniel Masutti // 9. Oração (pelo menos dois) – Érico Moura // 10. Vamos dar risada dos meus caprichos – Érico Moura e André Lucciano // 11. Arregaça – Érico Moura //12. Dando a volta nas estrelas – Érico Moura e Gian Becker

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O SUL EM CIMA 08 / 2025

O SUL EM CIMA 08_2025_ALINE E MARCOS

Nessa edição de O SUL EM CIMA, vamos mostrar os trabalhos de Aline Vieira e Marcos Davi Lisboa
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ALINE VIEIRA – é uma artista que desdobra e encarna várias dimensões e segmentos da arte. Produz filmes, coordena projetos culturais, faz música. Embora já tenha 15 anos de carreira musical, só agora lança seu primeiro trabalho autoral, em que desfila memórias e sentimentos que atravessam sua história. Mar de Dentro é um EP com cinco faixas e já está disponível em todas as plataformas digitais. Nele, a cantora enfileira as canções em uma sequência que cria uma linha do tempo, passando por emoções que remetem à infância até momentos em que se entende a transmutação dos amores e das dores da vida. É um trabalho que propõe um mergulho nas águas internas dos sentimentos. O nome do EP também faz referência à Baía de Canto Grande, em Bombinhas. Lugar paradisíaco e de mar calmo, que sugere o silenciar e as reflexões, o olhar atento para admirar a beleza da natureza, que se estende para a contemplação da vida. As composições das canções são do poeta Marcos Aurino Pinheiro e do músico João Sobral. A produção do EP é assinada por Alexandre Siquera. Além das vozes, Aline também gravou violões, Carlinhos Ribeiro a percussão, Gabriel Menin o contrabaixo e Pedro Silva as guitarras. O trabalho conta ainda com as participações especiais de Ricardo Pauletti, André de Miranda, Marcelo Portela e Joaquim Vieira Souza. 
Aline salienta a satisfação pelo lançamento do seu primeiro trabalho autoral. “É muito gratificante saber que qualquer pessoa no mundo com acesso às plataformas vai poder ouvir esse trabalho que criamos com tanto carinho e cuidado”. afirma. O EP Mar de Dentro é uma iniciativa da Tramela Produções, realizada com recursos da Prefeitura Municipal de Bombinhas, através da Fundação Municipal de Cultura, por meio do Edital Mestre Cantalício Rocha – Edição 2023. 
Músicas: 01 – 31, Lá vou eu…// 02 – Luas de Maio // 03 – Saudádiva // 04 – Rosa dos Últimos Amores // 05 – Samburá de Ilusões – Músicas 1,2,4 e 5 de Marcos Aurino Pinheiro – música 3 de João Sobral 
 
MARCOS DAVI LISBOA – nasceu em Porto Alegre, RS. É violonista e compositor dedicado à música instrumental. A sua música traz a conexão natural do violão com a música clássica, jazz, choro, samba e muitos outros gêneros. Como instrumentista, é influenciado por Egberto Gismonti, Baden Powell, Raphael Rabello, Ralph Towner, Ulisses Rocha e César Camargo Mariano. Marcos já se apresentou no Uruguai, Alemanha, França, Suíça, Bélgica, Espanha, Luxemburgo, Áustria e Holanda. A convite do CCRD Centre Culturel Régional de Delémont, fez longa temporada na Suíça, tocando em apresentações solo e quarteto por várias cidades do país, tais como Delemont, Basel, Listal, Genebra, Freiburg e Lausanne. Também, a convite da Fnac Suíça, fez diversos concertos solo em todas as unidades da rede, trabalhando o lançamento do seu livro “Composições para Violão Brasileiro – Samba, Choro, Valsa Outras Invenções”. Na França, além de apresentações solo, trabalhou e gravou junto a músicos franceses, onde também colaborou com música para teatro. Em Munique, atuou como professor de harmonia, repertório e técnica violonística, destacando-se por utilizar a música brasileira como material didático. Também foi professor da EM&T – Escola de Música e Tecnologia – SP, sob as coordenações de Ulisses Rocha e Mozart Mello. 
Marcos Davi Lisboa trabalhou com os artistas Adriana Deffenti, Alessandro Penezzi, Alex Rossi (Holanda), Bia Góes, Carol Andrade, Cau Karam, Dieter Buchwalder (Suíça), James Liberato, Márcio Celli, Mozart Mello, Ulisses Rocha, entre muitos outros
‘Foi-se o tempo em que apenas o talento era suficiente para o sucesso de um instrumentista. A falta de interesse das gravadoras e o pouco espaço na mídia, obrigam o artista de nosso tempo a ser multifuncional, tendo que, além de compor, arranjar e executar, realizar o árduo trabalho de produtor e divulgador da própria música. É nesse contexto que surge o Marcos Davi Lisboa, que com sensibilidade e bom gosto nas composições, precisão e delicadeza nas execuções, além da habilidade como produtor, vem para deixar sua marca no mundo da nossa música instrumental.” (Ulisses Rocha)
Músicas: 01 – Passagem – Marcos Davi Lisboa // 02 – Xará – Baden Powell // 03 – Meu Tempo _ Marcos Davi Lisboa (músicas 1, 2 e 3 do EP Passagem) // 04 – Eleonor Rigby – J. Lennon e P. McCartney – Part Ulisses Rocha – do CD Sete // 05 – Candeias (single) – Edu Lobo – part Carol Andrade // 06 – O Guaraná – Marcos Davi Lisboa – do CD Casa III 
 
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