{"id":4241,"date":"2025-10-16T14:25:28","date_gmt":"2025-10-16T17:25:28","guid":{"rendered":"https:\/\/osulemcima.com\/blog\/?p=4241"},"modified":"2025-10-16T14:25:28","modified_gmt":"2025-10-16T17:25:28","slug":"o-sul-em-cima-31-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/osulemcima.com\/blog\/2025\/10\/16\/o-sul-em-cima-31-2025\/","title":{"rendered":"O SUL EM CIMA 31 \/ 2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-4242\" src=\"http:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga-300x300.png\" alt=\"\" width=\"718\" height=\"718\" srcset=\"https:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga-300x300.png 300w, https:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga-1024x1024.png 1024w, https:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga-150x150.png 150w, https:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga-768x768.png 768w, https:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga-900x900.png 900w, https:\/\/osulemcima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-SUL-EM-CIMA-31_25_Chiquinha-Gonzaga.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px\" \/><\/p>\n<p><audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-4241-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31a.mp3?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31a.mp3\">http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31a.mp3<\/a><\/audio><\/p>\n<p><audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-4241-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31b.mp3?_=2\" \/><a href=\"http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31b.mp3\">http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31b.mp3<\/a><\/audio><\/p>\n<div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu\u00a0 em 17 de outubro de 1847. Seu pai era o militar Jos\u00e9 Basileu Neves Gonzaga e a m\u00e3e Rosa, filha de uma escrava. Foi educada para os of\u00edcios do lar, ser uma dama da sociedade e aprendeu sozinha a tocar piano. Se consagrou como\u00a0<strong>Chiquinha Gonzaga<\/strong>, musicista talentosa que contribuiu para a g\u00eanese da m\u00fasica brasileira.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">Por imposi\u00e7\u00e3o do pai, casou-se com o empres\u00e1rio Jacinto Ribeiro do Amaral quando tinha 16 anos. A uni\u00e3o durou dois anos e, aos 18, Chiquinha Gonzaga vai viver com o engenheiro Jo\u00e3o Batista de Carvalho.\u00a0A vida amorosa da pianista foi marcada por esc\u00e2ndalos para a \u00e9poca, porque divorciou-se tamb\u00e9m do segundo marido, que a traiu. A fam\u00edlia n\u00e3o lhe deu apoio e Chiquinha voltava-se, cada vez mais, para a m\u00fasica, ap\u00f3s perder a guarda dos filhos.\u00a0A partir de 1877, passou a fazer da m\u00fasica uma profiss\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o ainda in\u00e9dita para a figura feminina no Brasil.\u00a0Sua estreia como compositora se deu com a polca &#8216;Atraente&#8217;. Mantinha-se como professora em casas particulares e pianista no conjunto do flautista Joaquim Callado. Passou a aperfei\u00e7oar sua t\u00e9cnica com o pianista portugu\u00eas Artur Napole\u00e3o, tamb\u00e9m seu editor, e a tentar escrever partituras para o teatro musicado.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify;\">\n<div><span style=\"color: #000000; font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt;\">Mulher e mesti\u00e7a, enfrentou todos os preconceitos da sociedade patriarcal e escravista para se firmar como pianista, compositora, regente e, por fim, l\u00edder de classe em defesa dos direitos autorais. Sua obra \u00e9 estimada em trezentas composi\u00e7\u00f5es, incluindo partituras para dezenas de pe\u00e7as teatrais. Precursora em v\u00e1rias frentes, Chiquinha foi a primeira mulher a compor para o teatro nacional. <\/span><span style=\"color: #000000; font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt;\">A consagra\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica chega na virada do s\u00e9culo, com a marchinha &#8220;\u00d3 Abre Alas&#8221;. A can\u00e7\u00e3o foi repetida na passagem do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX e \u00e9 mantida no repert\u00f3rio carnavalesco at\u00e9 os dias atuais.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">Quando chega aos 52 anos, mais um portugu\u00eas marca a vida de Chiquinha. Jo\u00e3o Batista Fernandes Lage tinha 16 anos quando se envolveu com a brasileira. Ele ainda adotou o sobrenome dela e passou a assinar Jo\u00e3o Batista Gonzaga.\u00a0Foi o companheiro que a ajudou na organiza\u00e7\u00e3o da &#8220;Sociedade Brasileira de Autores Teatrais&#8221;. A organiza\u00e7\u00e3o ajudou a proteger os direitos autorais da artista.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify;\">\n<div><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">No Rio de Janeiro do final do s\u00e9culo XIX, quando inexistia qualquer forma de registro sonoro e o carioca fazia do assobio um verdadeiro instrumento de divulga\u00e7\u00e3o musical, o teatro musicado foi um fen\u00f4meno de grande popularidade. Para uma jovem pianista, professora e compositora, escrever partitura para o teatro significava prest\u00edgio, fama e renda.\u00a0Autora de polcas, tangos e valsas de sucesso desde que estreara, em 1877, Chiquinha Gonzaga desenvolveu atividade intensa como compositora de partituras para os palcos populares a partir da d\u00e9cada de 1880. Musicou, integral ou parcialmente, pe\u00e7as do g\u00eanero opereta, com\u00e9dia, burleta, revista c\u00f4mica, revista do ano, drama, zarzuela, \u00f3pera c\u00f4mica, pe\u00e7a fant\u00e1stica, drama l\u00edrico, pe\u00e7a de costumes, etc.\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 12pt; font-family: georgia, palatino, serif; color: #000000;\">Seus parceiros libretistas v\u00e3o desde Palhares Ribeiro, estreante como ela em 1885, a nomes destacados no meio teatral, jornal\u00edstico e liter\u00e1rio como Raul Pederneiras, Luiz Peixoto, Jo\u00e3o Phoca, Carlos Bettencourt, o Assombro; e mais Filinto de Almeida, Os\u00f3rio Duque Estrada, Valentim Magalh\u00e3es e Viriato Corr\u00eaa, estes membros da Academia Brasileira de Letras.\u00a0<\/span><\/div>\n<div>\n<div><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">O CD &#8216;Chiquinha em Revista&#8217; lan\u00e7ado originalmente em CD pelo Selo Sesc em 2009,\u00a0 traz um repert\u00f3rio praticamente\u00a0desconhecido de obras da pianista,\u00a0maestrina e compositora Chiquinha\u00a0Gonzaga. Composto de can\u00e7\u00f5es para\u00a0o teatro de revista e composi\u00e7\u00f5es instrumentais\u00a0que transitam por diversos\u00a0g\u00eaneros, o trabalho prop\u00f5e um olhar\u00a0contempor\u00e2neo para obras da compositora.\u00a0Este CD foi idealizado pelos m\u00fasicos, compositores e arranjadores Gilberto Assis e Ana Fridman. O disco apresenta 13 can\u00e7\u00f5es de Chiquinha Gonzaga com participa\u00e7\u00e3o de N\u00e1 Ozzetti, Vange Milliet, Suzana Salles, Carlos Careqa e Rita Maria.\u00a0O \u00e1lbum \u201cChiquinha em Revista\u201d chega aos streamings de m\u00fasica ap\u00f3s 15 anos do lan\u00e7amento em CD.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><span style=\"color: #000000; font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt;\">Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo p\u00fablico e pela cr\u00edtica. Personalidade exuberante, ela foi dos compositores brasileiros a que trabalhou com maior intensidade a transi\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica estrangeira e a nacional. Com isso, abriu o caminho e ajudou a definir os rumos da m\u00fasica propriamente brasileira, que se consolidaria nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Atravessou a velhice ao lado de Jo\u00e3o Batista Fernandes Lage, carinhosamente chamado de Jo\u00e3ozinho, e a quem se agradece a preserva\u00e7\u00e3o do seu legado musical.\u00a0\u00a0<\/span><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">Chiquinha Gonzaga morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em 28 de fevereiro de 1935.\u00a0\u00a0A import\u00e2ncia de Chiquinha Gonzaga para a m\u00fasica nacional foi reconhecida tamb\u00e9m por lei. A partir de 2012, na data do nascimento da artista, 17 de outubro, passou a ser comemorado o &#8220;Dia da M\u00fasica Popular Brasileira&#8221;.<\/span><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">M\u00fasicas do pgm: 01 &#8211; Pudesse essa Paix\u00e3o \/\/ 02 &#8211; Falena \/\/ 03 &#8211; Cubanita \/\/\u00a0\u00a004 &#8211; Abre Alas &#8211; \u00e1lbum Chiquinha Gonzaga de Maria Teresa Madeira &#8211; Arr. Marcus Viana \/\/ 05 &#8211; Canan\u00e9a\u00a0\u00a0\/\/ 06 &#8211; Lua Branca \/\/ 07 &#8211; Atraente &#8211; m\u00fasicas 5, 6 e\u00a0 7 &#8211;\u00a0\u00a0\u00e1lbum Chiquinha Gonzaga de Maria Teresa Madeira e Marcus Viana que interpretam arranjos para piano e violino de m\u00fasicas da compositora Chiquinha Gonzaga \/\/ 08 &#8211; Passos no Choro &#8211; part Ana Fridman \/\/ 09 &#8211; Fogo Foguinho &#8211; Chiquinha Gonzaga e Viriato Corr\u00eaa &#8211; part Rita Maria \/\/ 10 &#8211; Sou Morena &#8211; Chiquinha Gonzaga e Viriato Corr\u00eaa &#8211; part Vange Milliet \/\/ 11 &#8211; A Chinelinha do Meu Amor &#8211; Chiquinha Gonzaga e Viriato Corr\u00eaa &#8211; part Suzana Salles \/\/ 12 &#8211; Tava Assim de Portugu\u00eas &#8211; Chiquinha Gonzaga e Marques P\u00f4rto\u00a0 &#8211; part Carlos Careqa \/\/ 13 &#8211; Itarar\u00e9 &#8211; part Ana Fridman \/\/ 14 &#8211; Corta- Jaca &#8211; Chiquinha Gonzaga e Machado Careca &#8211; part N\u00e1 Ozzetti &#8211; M\u00fasicas 8,9,10,11, 12, 13 e 14 do \u00e1lbum Chiquinha em Revista\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 12pt; color: #000000;\">Para saber mais sobre Chiquinha Gonzaga:\u00a0<a href=\"https:\/\/chiquinhagonzaga.com\/wp\/\">https:\/\/chiquinhagonzaga.com\/wp\/<\/a><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31a.mp3 http:\/\/www.osulemcima.com\/wa_files\/OSEC2025-31b.mp3 Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu\u00a0 em 17 de outubro de 1847. 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